14 Regras De Ouro De Peter Lynch para Investir

Se você tivesse investido dez mil dólares com Lynch em 1977, teria visto seu dinheiro valer nada menos do que 280 mil dólares em 1990, quando ele se aposentou, aos 46 anos, para se dedicar à família e à filantropia. Alguém com esse currículo certamente merece uns minutos de sua atenção, concorda? É por isso que hoje trago para você os ensinamentos de mais uma lenda viva de Wall Street.
Andre Fogaca

Andre Fogaca

Sócio-fundador do GuiaInvest e formado em Administração e pós-graduado em Economia pela UFRGS.
Peter Lynch é um dos grandes investidores em ações

Quem é o investidor Peter Lynch?

Peter Lynch, é um dos investidores de maior sucesso do mundo.

Isso porque durante os 13 anos em que esteve à frente do fundo de investimentos Fidelity Magellan, superou o índice da bolsa americana S&P 500 em 29%, ano após ano.

Quem é que não gostaria de ter o conhecimento para ter um retorno desses?

Veja esse exemplo: Se você tivesse investido dez mil dólares com Peter Lynch em 1977, teria visto seu dinheiro valer nada menos do que 280 mil dólares em 1990, quando ele se aposentou, aos 46 anos, para se dedicar à família e à filantropia.

Alguém com esse currículo certamente merece uns minutos de sua atenção, concorda? É por isso que hoje trago para você os ensinamentos de mais uma lenda viva de Wall Street.

Se alguém perguntar agora para você os motivos pelos quais você comprou sua última ação, você saberia responder defendendo os fundamentos e explicando os números da empresa?

Essa é uma das regras fundamentais de Peter Lynch que todo investidor deve conhecer.

“Antes de comprar qualquer ação, você precisa saber explicar o que está comprando.”

Ele acredita que investidores individuais, como você e eu, têm vantagens sobre os profissionais porque são mais livres para agir de forma independente e explorar o mercado sem sofrer pressões externas.

Para isso, sugere que você investigue a fundo as empresas em que pretende investir e torne-se familiar a elas antes de colocar a mão no bolso.

Não é à toa que possuía em seu portfólio pessoal empresas como Apple e Dunkin’ Donuts.

Peter Lynch explicou certa vez:

“Meus filhos têm os computadores em casa e o gerente de sistemas da empresa comprou vários para o escritório. E eu adoro o café do Dunkin’.”

Mas, sua decisão não deve se basear unicamente em argumentos como esse. Porém, estudar empresas das quais você é cliente e admira certamente é um bom ponto de partida para planejar os seus investimentos. Pois, como diz Peter Lynch:

“Se você gosta da loja, há boas chances de você se apaixonar pela ação.”

A arte de procurar e investir em boas histórias

Mas esse não era o único norte de Peter Lynch. Ele gostava de trazer um outro conceito (esse um tanto inusitado) aos investimentos.

Ele defendia o seguinte:

“Quanto mais se sabe sobre uma empresa, seu negócio, produtos e concorrentes, mais chances temos de encontrar uma boa história para se investir.”

Ou seja, ele enxergava as empresas como boas histórias a serem encontradas. Interessante, não?

E como toda história tem seu fim, o investidor defendia ainda que você deve vender as ações quando a história acaba.

Ou seja, quando a ação atingir os objetivos que você traçou ou quando a empresa não estiver indo na direção ao final feliz que você imaginava, é a hora certa de tirar seu dinheiro dela.

Esse conceito pode até soar subjetivo, mas lembre-se da essência: Invista em empresas que lhe são familiares.

Aliás, essa lógica é bem parecida com a que contei no artigo sobre Irving Kahn, o homem centenário que lucrou até durante a crise de 1929: “Todo mundo precisa de uma camisa nova”. O que você acha?

Outra característica da maneira como Peter Lynch investia que merece destaque era seu interesse nas chamadas empresas em crescimento: small caps com potencial de maturação e retorno futuro maior do que as seguras, mas já consolidadas, blue chips.

Diversificar demais é um erro

Segundo Peter Lynch, diversificar demais é um erro

Outro destaque da forma de investir de Peter Lynch é um pensamento que vai na contramão do que muitos dos grandes investidores defendem. Para ele, a diversificação do portfólio reduz a habilidade do investidor de fazer uma pesquisa eficiente a analisar os papéis.

Para defender sua tese, ele faz a seguinte analogia.

“Ter ações é como ter crianças: não se envolva com mais do que o que consegue você lidar. O investidor que não acompanha o mercado em 100% do tempo consegue acompanhar algo entre 8 e 12 empresas e não deveria ter mais do que 5 empresas em seu portfólio ao mesmo tempo.”

Você já tentou tomar conta de 15 crianças ao mesmo tempo para ver o que acontece?

14 regras de ouro de investimento de Peter Lynch

14 regras de ouro de investimento de Peter Lynch

Para encerrar as dicas de uma das lendas vivas de Wall Street, vou resumir alguns ensinamentos que foram publicados em Beating the Street, um de seus três livros, que infelizmente não chegou ao mercado brasileiro em português.

1ª Regra: Geralmente não existe relação entre o sucesso da operação de uma empresa e o sucesso de uma ação em alguns meses ou anos. No longo prazo, porém, essa relação é de 100%. Essa é a chave para fazer dinheiro. Ser paciente e sócio de empresas de sucesso é algo que, cedo ou tarde, se paga.

2ª Regra: Você tem que conhecer o que você tem e saber por que você tem.

3ª Regra: Se você não consegue encontrar nenhuma empresa que considera atrativa, deixe seu dinheiro no banco até encontrar o que busca.

4ª Regra: Nunca invista em uma empresa sem entender suas finanças. As maiores perdas vêm de empresas com planilhas de balanço frágeis.

5ª Regra: Se estiver buscando uma empresa pequena para investir (growth investing), espere ela se tornar lucrativa para apostar suas fichas nela.

6ª Regra: Um declínio do mercado de ações é tão esperado quanto fortes nevascas no inverno dos EUA. Se você estiver preparado não vai se machucar. Quedas são grande oportunidades para comprar barganhas dos investidores que estão em pânico.

7ª Regra: Todos têm cérebro para ganhar dinheiro com ações. Nem todos têm estômago. Se você acha que pode se desesperar e vender tudo em um momento de pânico evite o mercado de ações.

8ª Regra: Sempre existe algo para se preocupar. Evite ficar pensando sobre o mercado no fim de semana e ignore as últimas previsões catastróficas do notíciário. Venda um papel porque os fundamentos da empresa deterioram, não porque o céu está desabando.

9ª Regra: Ninguém pode prever a taxa de juros, os rumos da economia ou do mercado de ações. Concentre-se no que, de fato, está acontecendo com as empresa que você investe.

10ª Regra: Se você estuda dez empresas irá encontrar uma que tem uma história melhor que o esperado. Se estudar 50, encontrará cinco. Sempre haverá boas surpresas na bolsa – companhias cujas conquistas estão sendo negligenciadas pelo mercado.

11ª Regra: Se você não estuda nenhuma empresa terá a mesma chance de sucesso comprando ações do que no poker se você apostar sem olhar suas cartas.

12ª Regra: Lembre que empresas que não têm dívidas não podem falir.

13ª Regra: Desconfie de empresas que têm taxas de crescimento anuais entre 50 e 100%.

14ª Regra: O tempo é seu aliado quando você é dono de ações de empresas de qualidade. Você pode se dar o luxo de esperar para ela gerar retorno.

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Bons investimentos.

Crédito das imagens: www.shutterstock.com

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