[LIVRO 4] 7 Segredos de George Soros e Warren Buffett para investir

Hoje vou falar de um livro que é uma fonte revolucionária de sacadas e conselhos de dois investidores extremamente bem-sucedidos que começaram do zero.

Este livro é Os Segredos de George Soros e Warren Buffett, do autor Mark Tier.

Por qual razão você não escutaria os conselhos que eles tem a dar?

Um fato curioso é que esses dois sujeitos começaram do nada e juntaram fortunas multi-bilionárias somente através dos seus investimentos.

Porém, ambos possuem métodos de investimento completamente distintos! Buffett compra ações de boas empresas que estão com preços baixos e prefere mantê-las para sempre, apenas recebendo dividendos

Soros é famoso por suas apostas extremamente rápidas e de alta alavancagem no mercado financeiro. Apesar de ter grande sucesso, seu método exige muito mais habilidade que o método de Buffett.

Mas o que esses dois mega-investidores tem em comum?

Ambos possuem exatamente os mesmos hábitos e estratégias mentais e tais atitudes também guiaram outros investidores de sucesso, como Peter Lynch, John Templeton, Benjamim Graham, entre outros.

Agora você descobrirá que o seu sucesso ou fracasso nos investimentos é resultado de seus hábitos e estratégias mentais.

Então, se você não está alcançando os resultados desejados, provavelmente não está seguindo os Segredos de George Soros e Warren Buffet.

1- A preservação do capital sempre é prioridade máxima

 

Segredos de George Soros e Warren Buffett para Enriquecer

O Mestre em Investimentos acredita que sua prioridade máxima sempre é a preservação do capital, que é a pedra fundamental de sua estratégia para os investimentos.

O Investidor Malsucedido tem como único objetivo “ganhar muito dinheiro”. Como resultado, normalmente acaba por destruir seu capital

2 – Evite riscos

O Mestre em Investimentos é avesso à riscos.

O Investidor Malsucedido acredita que só é possível obter grandes lucros assumindo grandes riscos.

3 – Desenvolva sua própria filosofia de investimentos (talvez um dos mais valiosos segredos de George Soros e Warren Buffett)

Warren Buffet Brasileiro Warren Buffet Americano

O Mestre em Investimentos desenvolve sua própria filosofia de investimentos, que é a expressão de sua personalidade, suas aptidões, seu conhecimento, suas preferências e seus objetivos. Portanto, não existem dois investidores de sucesso que tenham a mesma filosofia de investimentos.

O Investidor Malsucedido aplica a filosofia de terceiros.

4 – Desenvolva seu sistema pessoal para selecionar, comprar e vender investimentos

O Mestre em Investimentos desenvolve seu sistema pessoal para selecionar, comprar e vender investimentos.

O Investidor Malsucedido não possui sistema algum. Utiliza qualquer sistema sem testá-lo.

5 – Viva abaixo de suas posses

Dinheiro permite apenas que você esteja em ambientes mais interessantes. Mas o dinheiro não pode mudar quantas pessoas o amam ou quão saudável você é – Warren Buffett

O Mestre em Investimentos vive abaixo de suas posses. Sempre terá sobra no mês para poder investir.

O Investidor Malsucedido vive acima de suas posses. Ostenta um padrão de vida que não pode sustentar e apenas aumenta as suas dívidas.

6 – Admita os seus erros (e corrija-os imediatamente)

Se existe algo onde eu me supero é porque sei identificar e contornar rapidamente os meus erros – George Soros

O Mestre em Investimentos sabe que pode falhar. Corrige os erros no momento em que eles se tornam evidentes.

Resultado: raramente sofre perdas.

O Investidor Malsucedido mantém investimentos perdedores na esperança de que seja capaz de chegar ao “ponto de equilíbrio”.

Resultado: sempre sofre enormes perdas.

7 – Concentre-se no que você sabe fazer melhor

Os Segredos de George Soros e Warren Buffett O Que Você Sabe Fazer melhor

O Mestre em Investimentos sabe um pouco de cada coisa, mas sabe fazer algo melhor do que ninguém.

O Investidor Malsucedido acha que sabe de tudo, mas tem resultados medíocres.

No livro Os Segredos de George Soros e Warren Buffett, Mark Tier mostra essas e outras diversas sacadas geniais dos nossos gurus das finanças.

Leitura altamente recomendada!

Agora, se você está a fim se saber mais sobre o método simples e bem-sucedido de Warren Buffett, e como aplicá-lo na Bolsa de Valores brasileira, não perca a minha VIDEOAULA 100% ONLINE E GRATUITA!

Lá eu vou mostrar como avaliar uma ação em menos de 5 minutos usado o método de Buffett. Bom demais, não?

Fique por dentro da série de artigos para saber de mais sacadas como essas:

[LIVRO 1] Dinheiro e Vida – Joe Dominguez e Vicki Robin

[LIVRO 2] Investimentos: Como administrar melhor o seu dinheiro – Mauro Halfeld

[LIVRO 3] O jeito Warren Buffett de investir – Robert Hagstrom

[LIVRO 4] Os Segredos de George Soros e Warren Buffett – Mark Tier

Crédito das imagens: www.shutterstock.com 

[LIVRO 3] O jeito Warren Buffett de investir – Robert Hagstrom

As pessoas só se interessam pela Bolsa de Valores quando o preço dos papeis estão subindo.

A frase de Warren Buffett retrata bem isso:

A maioria das pessoas se interessam por ações quando todo mundo também está interessado. A hora de se interessar é quando ninguém mais está. Você não pode comprar o que é popular e achar que estava fazendo o certo para seus investimentos. – Warren Buffett

Um dos livros mais importantes da década de 1990, O Jeito Warren Buffett de Investir descreve a carreira do famoso investidor e apresenta exemplos de como suas técnicas e métodos de investimento evoluíram.

O livro também detalha as decisões de investimento que foram essenciais para atingir o seu desempenho impressionante.

Warren Buffett é considerado por muitos o maior investidor de todos os tempos.

Tendo iniciado a sua participação no mundo dos investimentos com 100 dólares em 1957, ele vale atualmente mais de 70 bilhões de dólares, e tem participação em grandes empresas como a Coca-Cola e a Gillette, por exemplo.

O que torna Buffett um ícone no mundo dos investimentos é a sua abordagem realista e descontraída tanto para investir como na vida em geral.

Todos podemos aprender com o seu método, seja para usar no mercado financeiro ou em nossas vidas – as lições de vida que podem ser tiradas do livro são atemporais.

Em O Jeito Warren Buffett de Investir, o autor Robert Hagstrom resume a essência da estratégia de Buffett em princípios simples, que podem ser utilizados por investidores de todos os níveis:

Princípios de Negócios

Princípios de Warren Buffett GUIAINVEST

– O negócio é simples e compreensível?

– Será que a empresa tem um histórico operacional consistente?

– O negócio tem perspectivas favoráveis ​​a longo prazo?

Warren Buffett não compra ações, compra negócios. Buffett gosta de dizer que sempre fica longe do mercado de ações.

Princípios de Gestão

Warren Buffett Como Investi em Ações Guiainvest

Se pergunte:

– A gestão é racional?

– A gestão é honesta com seus acionistas?

– A gestão resiste ao imperativo institucional?

Princípios Financeiros

Warren Buffett Princípios Financeiros Simples

Buffett toma nota de alguns indicadores financeiros:

– Qual é o retorno do negócio?

– Quais são as margens de lucro?

– A empresa criou pelo menos um dólar de valor de mercado para cada dólar ganho?

Os princípios financeiros de Buffett são simples e claros, não se baseiam em indicadores complexos.

Princípios de Mercado

Warren Buffett ignora ruídos do mercado financeiro

Buffett sempre gostou de comprar empresas precificadas abaixo do seu valor intrínseco:

– Qual é o valor da empresa?

– Pode o negócio ser comprado com um desconto significativo no seu valor?

Esses princípios formam o núcleo do livro:

Os princípios de negócio são sobre a simplicidade do negócio, a história e a sustentabilidade do modelo de negócio.

Os princípios de gestão são sobre a competência, o compromisso e a cultura da gestão.

Os princípios financeiros são sobre como interpretar as demonstrações financeiras.

Os princípios de mercado são sobre como determinar o valor de uma empresa e cronometrar a compra.

Em sua história como investidor, Warren Buffett sempre procurou por empresas cujo modelo de negócio seja simples e compreensível.

Ele não aborda empresas de tecnologia, por exemplo, cujo produto ou modelo de negócios ele não entende, mesmo que pareça algo popularmente atrativo.

Uma vez que ele identifica uma empresa do tipo procurado, ele investiga a história da empresa – o que ajuda a prever seu futuro com maior certeza.

A empresa deve passar pelo filtro dos quatro princípios para serem compradas por Buffett.

O jeito Warren Buffett de investir                   

O jeito Warren Buffett de investir pode ser resumido em quatro pilares:

– Se afastar do mercado de ações;

– Não se preocupar com a economia;

– Comprar um negócio ao invés de ações;

– Gerir uma carteira de negócios.

Basicamente, Buffett confia em suas próprias habilidades e na pesquisa minuciosa realizada para tomar decisões baseadas em fatos, em vez de na opinião pública.

Além disso, analisa o valor da empresa, comprando-as quando o preço da empresa está abaixo do seu valor.

Observa-se que nenhum dos critérios de Buffett tem a ver com os preços mais recentes, com o que está em voga na mídia ou com a opinião pública.

Ele considera que os jornais especializados são certamente ótimos lugares para pegar indicadores de empresas que se enquadrem nos outros critérios, mas, no fim das contas, o importante é encontrar empresas e gestores que sejam de confiança, que tenham integridade e valor.

Tais princípios deixaram Warren Buffett bilionário ao longo de 60 anos. Além de ser um método simples, qualquer um pode investir da mesma forma, mesmo começando com pouco, assim como Buffett começou.

Nesta AULA ONLINE E GRATUITA eu ensino passo a passo como escolher as melhores ações da bolsa brasileira baseado no método de Buffett.

Eu ainda não tenho um método garantido para você ser bilionário, mas eu mostro como você pode ter uma renda mensal extra de R$1mil a R$5mil com dividendos, mesmo tendo apenas R$ 100 para começar.

Acompanhe a série completa:

[LIVRO 1] Dinheiro e Vida – Joe Dominguez e Vicki Robin

[LIVRO 2] Investimentos: Como administrar melhor o seu dinheiro – Mauro Halfeld

[LIVRO 3] O jeito Warren Buffett de investir – Robert Hagstrom

Crédito das imagens: www.shutterstock.com 

Da infância pobre a um dos executivos mais bem pagos do mundo

Você já imaginou ter uma renda anual de R$ 40 milhões?

Atualmente é esse valor que remunera Bill McDermott, diretor-presidente da empresa de tecnologia SAP.

Vindo de uma infância com restrições financeiras nos subúrbios de Long Island, McDermott hoje é um dos executivos mais bem pagos do mundo, segundo a consultoria Towers Watson.

Seu salário chega a quase 1 milhão de euros por mês!

Sua trajetória é fonte de inspiração para qualquer um que deseja alcançar o sucesso financeiro, independente da renda ou nível de conhecimento.

Mesmo após adquirir a sua Liberdade Financeira, McDermott ainda possui lutas pessoais muito comoventes.

Nós do GuiaInvest valorizamos muito histórias como essa. Acreditamos que histórias incríveis de transformação podem acontecer com todas as pessoas e vamos contar um pouquinho da história inspiradora de um dos executivos mais bem pagos do mundo.

McDermott é mais do que uma história de superação e transformação: é um exemplo de pessoa que gera valor aos outros.

Comente com a gente outras histórias inspiradoras para motivar ainda mais os membros na nossa comunidade.

Infância Difícil

O Executivo Mais Bem Pago do Mundo GuiaInvest McDermott

Aos 11 anos, McDermott entregava jornais no seu bairro.

Desde pequeno teve de trabalhar para ajudar seus pais a pagarem aluguel da casa onde moravam.

Aos 16 anos, quando era funcionário de uma loja de conveniência, tomou um empréstimo de  7 mil dólares e comprou o estabelecimento dos donos.

Caso não pudesse pagar essa dívida em um ano, teria de abandonar o negócio.

Com muito esforço, tudo deu certo e a sua loja de conveniência rendeu frutos.

Em poucos anos, a renda do estabelecimento pode pagar os seus estudos na Universidade de Dowling, em Nova York.

Contra todas as probabilidades, McDermott trilhou o caminho do sucesso com muita persistência.

De Jornaleiro a um dos Executivos mais bem pagos do mundo

Executivo Mais Bem Pago do Mundo SAP

Já adulto, passou por diversas empresas até chegar a SAP, onde hoje é diretor-presidente.

Em 2015, já como executivo da SAP, sofreu um grave acidente que lhe custou a visão do olho esquerdo.

Em recente entrevista o Jornal Valor Econômico, McDermott disse que tudo na vida é uma luta e que todos indivíduos estão sujeitos a ascensões e quedas.

Às vezes você é atingido por raios, surpresas, acidentes assustadores. Mas nunca vão lembrar de você pelas suas quedas. As tentativas para se reerguer é que não deixarão você ser esquecido. – Bill McDermott

Como executivo da SAP, em 3 anos reverteu um prejuízo de quase 3 bilhões de euros para um lucro de 2 bilhões de euros.

Nesse período, as ações da empresa dobraram.

Ele, que é um dos executivos mais bem pagos do mundo não trouxe somente lucro a empresa: ele gerou valor.

A empresa passou por um processo de “humanização”, com um sistema de trabalho semelhante a empresas como Google e Facebook.

Isso rendeu a McDermott o título de um dos presidentes de empresas no qual os funcionários mais confiam.

Inspiração e Ação

Se a história de Bill McDermott, diretor-presidente da SAP e um dos executivos mais bem pagos do mundo, inspirou você, deixe seu comentário abaixo.

Você já imaginou se pudesse investir em empresas geridas por executivos como ele? 

A boa notícia é que você pode, mesmo que tenha pouco dinheiro para começar.

Nesse treinamento online 100% gratuito você vai ver como escolher em menos 5 minutos ações de boas empresas.

Por quê?

Pois investir bem o dinheiro, em empresas geradoras de valor, tem a capacidade de transformar para melhor a vida das pessoas.

O que você vai ver:

– Investir em ações de empresas boas não é arriscado;

– Existe um método muito simples de encontrar boas empresas;

– Investir em ações de boas empresas tem a capacidade de aumentar muito o seu patrimônio.

Lembre-se que é dando o primeiro passo que se trilha grandes jornadas. Inscreva-se.

Um abraço e bons investimentos!

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Será que vale a pena investir na poupança?

vale a pena investir na poupança

Ela é a queridinha dos brasileiros. É fácil de investir e é acessível a todos. Mas será que vale a pena investir na poupança?

É difícil de acreditar, mas houve uma época em que as finanças no Brasil eram uma terra de ninguém. O público sofria com os juros altos e os agiotas ofereciam livremente seus serviços em toda a esquina, fazendo com que principalmente a população das classes mais baixas sofresse em uma espiral de débito. Ainda bem que, graças a D. Pedro II, hoje as coisas são diferentes.

Vamos imaginar o contexto. Entre 1850 e 1860 houve uma explosão de empreendedorismo no Brasil. Éramos, segundo projeções, 7.256.000 brasileiros. Pouco mais que um Rio de Janeiro de hoje. Esse pessoal arregaçou as mangas e criou 70 fábricas, 20 empresas de navegação a vapor, oito de estradas de ferro. E mais 14 bancos e 23 empresas de seguros. Essa onda de surgimento de negócios aconteceu, em parte, porque o tráfego de escravos era proibido, então, recorreu-se aos imigrantes. E imigrantes livres não ficam na fazenda, na terra, caso vislumbrem uma chance de vida melhor nas cidades.

E as cidades brasileiras passaram a receber mais gente, alguns querendo consumir e outros querendo vender e produzir para os primeiros. E todos precisavam de bancos, que não eram sujeitos a muitas regras, cobravam o que queriam de juros, estrangulavam a economia nascente, levavam muitos à falência.

Isso mudou um pouco com o decreto de D. Pedro II de 1861. Com uma canetada só, ele criou a Caixa Econômica da Corte, com o intuito de atender a população mais carente. A Caixa, na época, apresentava um modelo de investimento único, também criado no mesmo decreto, que rendia 6% ao ano e tinha um teto máximo de aplicação. E, mais importante de tudo, o investimento tinha a garantia da Coroa: a Caixa não iria quebrar e ninguém iria perder seu dinheiro, palavra de imperador. Deu muito certo: até mesmo escravos colocavam lá suas moedinhas, na esperança de comprar sua liberdade. Oficialmente, o governo, assim, estimulava o hábito de poupar no Brasil. Extraoficialmente, era mais uma maneira de reforçar o tesouro naqueles conturbados tempos. Hoje, a poupança… bom, como dizem, quanto mais as coisas mudam, mais elas permanecem as mesmas.

E a Caderneta de Poupança, mudando as regras um pouco aqui e ali, está presente até hoje. Houve época em que os juros eram depositados a cada três meses; hoje, para pessoas físicas, é mensal. Em 1968, a Poupança foi turbinada com o advento da correção monetária, remédio que mais tarde acabou alimentando a doença chamada inflação. Por sua simplicidade e disponibilidade, a Caderneta de Poupança caiu no gosto do brasileiro. Houve épocas em que todos tinham uma. E, em 1990, graças ao Plano Collor, todo mundo tinha uma mesmo, quer queira ou quer não: o confisco de todo investimento acima de determinado patamar foi parar em uma poupança a qual o brasileiro só teve acesso após seis meses.

Ainda assim, a Poupança sobreviveu. Por muito tempo, graças, em parte, à publicidade bancária, que abusava de imagens coloridas e alegres para atrair a atenção das crianças, a poupança foi considerada o primeiro investimento infantil. Era um presente comum dado a recém-nascidos, junto com fraldas e bichinhos de pelúcia. Foi a grande educadora financeira de parte dos brasileiros. Tem um dinheirinho sobrando? Vamos colocar na poupança. E assim, aquelas magras notinhas, que seriam capazes de garantir um mês de gibis e doces, desapareciam em algo meio confuso e imaterial, chamado “banco” e “futuro”.

Hoje, a situação é diferente. O Brasil é mais educado financeiramente, e muitos pais e avós buscam alternativas para garantir um futuro melhor para os filhos.

A própria poupança teve suas regras mudadas, em 2012. A rentabilidade de sempre, 6% ao ano, ganhou um gatilho que, a rigor, facilitaria a queda de juros. Sempre que a Selic for igual ou menor que 8,5%, a poupança passa a render 70% da Selic mais TR (Taxa referencial).

Já expliquei aqui que Selic é a base que rege o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), taxa pela qual bancos emprestam dinheiro uns aos outros, e é o referencial principal para investimentos. Selic e CDI andam de mãos dadas, e formam o teto dos principais investimentos disponíveis. Quando seu gerente diz que tal investimento rende 92% da Selic/CDI, significa que eles irão pagar para você o equivalente a 92% do que ganham emprestando dinheiro para outros bancos. E aí fica um aviso: se um banco oferecer um ganho muito acima de 100% dessas taxas, desconfie. 150% da Selic/CDI significa que o banco pagaria a você 50% a mais do que ele próprio ganha. Ou seja, está perdendo dinheiro, rápido. E banco que perde dinheiro quebra.

A poupança não é, nem de longe, o melhor investimento e, desde 2012, não tem nem seu tradicional 6% ao ano garantido. Não é de se espantar que, nos últimos anos, frequentemente os recursos aplicados nela apresentam resultados negativos: muito mais gente tira dinheiro do que aplica na velha Caderneta. Somente no primeiro semestre de 2016, 42,6 bilhões de reais deixaram a Poupança. Em janeiro de 2017, os brasileiros tiraram 10,7 bilhões de reais a mais do que colocaram nesse investimento, fazendo dele o terceiro pior mês em fuga de recursos desde que o Banco Central começou a medir essa estatística, em 1995.

Mas, quanto ao grande chamariz da poupança, sua segurança a toda prova. É realmente verdade a ponde de ser a resposta ao nosso questionamento se vale a pena investir na poupança?

vale a pena investir na poupança segura

Bem, sim e não.

A Poupança é garantida pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), instrumento interbancário que garante a todo investidor que, em caso de quebra do banco, terá pelo menos parte de seu dinheiro de volta. Sim, o FGC tem um limite, de R$ 250 mil por CPF, por banco. E aí, entra tudo: conta corrente, fundos… e poupança. Se você tem mais do que 250 mil poupados, não há garantias de que você verá esse excedente em caso de quebra de bancos. A garantia extra da barba do imperador foi-se há muito tempo. A poupança é segura, sim, da mesma forma que qualquer investimento bancário é seguro. Não há primazias nem cláusulas especiais.

Mas pelo menos, sabemos que a poupança é isenta de Imposto de Renda, certo?

vale a pena investir na poupança

De novo, sim e não.

Os rendimentos em Caderneta de Poupança são, sim, isentos de IR. Porém, se em um ano você lucrar mais do que R$ 40 mil em investimentos isentos – poupança incluída – esse excedente paga imposto. Então, até esse limite, fique tranquilo. Mas se a poupança não é o melhor investimento em rendimento, nem tem uma segurança especial, que vantagem ela tem?

Liquidez. E simplicidade.

vale a pena investir na poupança

 

Dificilmente você vai encontrar outro investimento que esteja à sua disposição no mesmo dia que você precisar. Depósitos e saques da poupança são automáticos, saem e caem na sua conta quando você termina de apertar as teclas no seu computador ou terminal bancário. A maioria dos outros investimentos exige três dias para resgates não-programados. E, se alguém importante para você está no hospital, se você bateu o carro, se acontecer alguma emergência, você muitas vezes não pode esperar três dias.

A liquidez é ajudada pela simplicidade. Não há nada mais simples que aplicar na poupança. Sem contratos para assinar, sem aporte mínimo, sem burocracia. A Poupança pode representar pouco em se tratando de renda passiva, mas é o pouco que está sempre ali, à sua disposição, quando precisar. Talvez seja por isso que ela seja tão querida pelos brasileiros. É o dinheiro simples, é o feijão com arroz de todo dia. Você não precisa pensar, não precisa calcular, não precisa nada para ter a Poupança, e sabe que ela estará sempre lá. Precisou, usou.

Por isso, ela é recomendada para alguns fins:

  • Contas do mês – Que tal depositar em uma poupança o equivalente ao que você gasta todo o mês em contas? Assim, na hora de pagar, você ganhará um juro modesto, mas que se beneficia da regra de todo juro composto.
  • Fundo de emergência – Equivalente a quatro a seis meses de despesas, o fundo de emergência é um dinheiro que você não mexe, que não se importa com grandes ganhos, mas que está lá para lhe socorrer caso precise. Esperamos que nunca precise, mas é bom ter a possibilidade.
  • Dinheirinho extra – A poupança não tem aporte mínimo, mas outros investimentos têm. Que tal colocar na poupança aqueles R$ 100, R$ 50 que sobram no mês para ganhar um pequeno rendimento até ter o suficiente para aplicar em algo mais vantajoso?

Para todo o resto, não existem vantagens na poupança, até porque o resto é formado de investimentos planejados – você sabe que destino deve dar aquele dinheiro, o tempo que ficará aplicado e quanto mais ou menos quer que ele renda.

Mas se você tiver pouco dinheiro, não pense que sua única opção é a poupança. Existem outras opções que apresentam vantagens e desvantagens em relação à poupança:

Tesouro Direto Selic – Título Público emitido pelo governo. Basicamente, você está emprestando dinheiro para Brasília, que lhe promete pagar conforme a variação da taxa Selic depois de determinado tempo.

Vantagem – Rendimento muito maior. Como vimos acima, a Poupança é limitada, conforme a situação, a 70% da Selic.

Desvantagem – Liquidez baixíssima. Se você precisar de dinheiro antes que o prazo do título se esgote, você precisará vendê-lo por uma fração de seu valor, o que raramente compensa.

CDB Outro título, mas em vez de emprestar para o governo, você empresta para o banco de sua preferência. O rendimento tende a ser menor que o do Tesouro Direto, e você também perde muito em caso de resgate antecipado, mas os recursos tendem a estar em sua conta um pouco mais rápido que no caso do Tesouro Direto.

Vantagem – Após o prazo mínimo de aplicação, a rentabilidade é diária.

Desvantagem – Ao contrário da poupança, os ganhos no CDB são tributáveis no Imposto de Renda. Alguns bancos oferecem certas vantagens, como isenção de algumas taxas, para compensar. Fale com seu gerente.

LCI e LCA – Títulos de investimento em imóveis ou agricultura.

Vantagem – São isentos de Imposto de Renda.

Desvantagens – Bancos tendem a exigir um aporte inicial alto para tais investimentos, e ter um período de investimento mínimo alto, tornando sua liquidez tão precária como a do Tesouro Direto. Se você está interessado em investir em um desses segmentos da economia, se tem um amplo conhecimento sobre eles, é mais indicado comprar ações de empresas sólidas, ou investir no índice da área na Bovespa.

Se você controlar o seu dinheiro, vai perceber que até mesmo a velha Poupança pode servir para seus propósitos – não irá lhe ajudar muito a construir sua renda passiva, mas será seu colchão de segurança. Pense nela como um estepe: não lhe ajuda diretamente na estrada, você espera não precisar, mas é bom saber que está lá.

Você está em busca de opções mais vantajosas do que a poupança para investir?

Recomendo fortemente que assista a essa videoaula que preparei justamente para ensiná-lo a investir com pouco dinheiro. Feijão e arroz são quase unanimidade no Brasil, mas quando falamos dos seus investimentos, dos seus sonhos e do seu futuro, é preciso ir além do básico e sair do piloto automático.

INFOGRÁFICO: Para onde vai o seu dinheiro?

Você sabe para onde vai o seu dinheiro?

Você sabe o custo dos seus hábitos?

E você sabia que ter uma vida saudável pode melhorar as suas finanças de uma forma que você nunca imaginou?

Se você abrisse mão do uso do carro, você sabe quanto poderia acumular ao longo da vida?

Veja a simulação no orçamento de um brasileiro médio:

Para Onde Vai o Meu Dinheiro? GuiaInvest

Gostou das dicas? Então dá uma olhada nessa videoaula 100% gratuita que mostra um passo a passo para alavancar os seus ganhos no mercado de ações. Lá tem absolutamente tudo que você precisa saber!

Um abraço e bons investimentos!