Qual o melhor investimento para este ano?

Qual o melhor investimento para 2019? Passado o carnaval, o ano está só no começo, mas já vem sendo marcado por sucessivos recordes na bolsa brasileira e pela manutenção da taxa de juros baixa.

Essas mudanças na economia e no mercado externo ditam os melhores investimentos para se alcançar a independência financeira.

Nesse novo cenário, os investidores que estão acostumados a ficar apenas em opções de renda fixa e de curto prazo, terão que achar alternativas se quiserem ganhar dinheiro em 2019.

A expectativa é de que a taxa de juros continue baixa. Dessa forma, as aplicações de renda fixa tendem a perder rendimento. Isso acontece, uma vez que a renda fixa costuma acompanhar a SELIC e o CDI.

Sendo assim, os especialistas veem este, o melhor momento para investir em ações.

Claro que os melhores investimentos variam de acordo com o perfil do investidor. Assim, para quem é mais conservador, apesar da taxa de juros baixa, ainda há produtos na renda fixa que são uma opção (veremos mais adiante).

Agora, para quem quer diversificar seus investimentos, este é o momento para investir em renda variável.

Fuja: Poupança

Tão importante quanto saber quais os melhores investimentos, é saber aqueles que você deve evitar.

Apesar de ser a queridinha dos brasileiros, a poupança há muito tempo deixou de ser uma boa opção de investimento.

Com a queda dos juros básicos da economia e a manutenção da taxa Selic na sua mínima histórica de 6,5% ao ano, a caderneta de poupança passou a render ainda menos.

A rentabilidade da poupança depende da Selic. Sendo assim, dependendo do momento econômico do país, sua rentabilidade pode até ser menor que a inflação!

Com a taxa Selic atual, a remuneração da poupança está em torno de 4,55% ao ano, mais Taxa Referencial (TR).

Para você entender, quando a Selic está abaixo ou igual a 8,5% ao ano, correção anual das cadernetas fica limitada a 70% da Selic mais a TR.

Quando a Selic for superior a 8,5% ao ano, a rentabilidade da poupança é fixa: 0,5% ao mês mais a TR.

Ou seja, a poupança nem deve ser considerada uma opção para você investir em 2019.

Fique atento: Tesouro Direto

Com o baixo desempenho da poupança, o Tesouro Direto vem caindo no gosto dos investidores mais conservadores.

Considerado um investimento de renda fixa, ao investir no Tesouro Direto, você está emprestando seu dinheiro para o Governo e recebendo juros em troca.

O Tesouro Direto oferece diversos tipos de títulos, seja de curto ou longo prazo, títulos pós e prefixados. Assim, você tem a opção de escolher aqueles voltados para a situação atual da economia.

E é por isso que se deve ficar atento ao Tesouro Direto. Existem títulos que se caracterizam como melhores ou piores de acordo com a baixa ou alta taxa de juros, por exemplo.

O chamado Tesouro Selic, antigo LFT, é um título pós-fixado atrelado à taxa de juros básica da economia, a Selic.

Dessa forma, o Tesouro Selic se torna o melhor investimento quando a taxa de juros está alta.

Atualmente, com a Selic baixa e sem perspectivas de aumentar, o Tesouro Selic não é um considerado um bom investimento.

Porém, ainda existem boas opções de renda fixa. O segredo é sair dos produtos atrelados ao CDI, que acompanha a taxa de juros Selic e investir em produtos prefixados.

Devido à manutenção da taxa Selic em patamares baixos, os títulos do Tesouro Prefixado, hoje, são as melhores opções de investimentos de títulos do Tesouro Nacional.

Invista: Ações

Com os investimentos de renda fixa perdendo atratividade, as ações começam a ganhar espaço na preferência de muitos investidores.

São diversos os fatores que apontam este ano como o melhor momento de se investir em ações no Brasil.

O desempenho da Bolsa de Valores brasileira está batendo sucessivos recordes e ainda há um bom potencial para as ações brasileiras se valorizarem ainda mais.

A reforma da Previdência, os juros baixos, a agenda de privatizações e os investimentos estrangeiros prometem abrir o mercado e elevar ainda mais a Bolsa.

Se você for ver, historicamente, as ações, principalmente em longo prazo, possuem um rendimento muito melhor do que os investimentos de Renda Fixa.

Não fique de fora do novo milagre brasileiro e faça parte da nova geração de milionários com o melhor investimento para esse ano: as ações.

É Melhor Comprar Ações Baratas ou Caras?

Comprar ações baratas ou ações caras pode interferir na rentabilidade do investimento.

Para o maior investidor de todos os tempos, Warren Buffett, o segredo do sucesso nos investimentos está em: Comprar ações de empresas de qualidade superior com desconto sobre seu valor intrínseco.

Dessa forma, não só é mais fácil gerar maiores retornos como também é possível minimizar os riscos de variação nos preços da ação.

Por conta da variação de mercado, é possível encontrar ações de empresas boas negociados abaixo do seu valor patrimonial.

Assim, você paga menos do que essas instituições realmente valem.

Warren Buffett se tornou milionário seguindo o método de Value Investing criado por Benjamin Graham.

O Investimento em Valor (Value Investing), se baseia justamente em comprar ações de ótimas empresas com desconto sobre seu verdadeiro valor.

Embora comprar ações baratas e boas seja uma estratégia conhecida há anos, muitos investidores ainda tem dificuldade de transferir a teoria para a prática. E, assim, detectar quais ações que hoje estão baratas e que no futuro se valorizarão.

Isso porque, as pessoas têm a ideia errada de que se o preço de uma ação é cara ela é boa. Quando, na verdade, o preço por si só, não diz nada.

Uma ação pode ser cara e ruim, tanto quanto pode ser barata e boa e vice-versa.

Assim como uma ação a R$ 100 pode ser extremamente cara e outra, a R$ 1.000 pode ser barata. O preço é subjetivo.

O que define uma ação estar cara ou barata não é o preço da ação. Mas sim, o preço da ação em relação aos lucros e ativos no mercado que farão uma ação estar sobrevalorizada ou subvalorizada.

O que determina uma ação cara ou barata?

A oscilação de preços na bolsa de valores é característica comum. Ela está relacionada com a lei da oferta e da procura.

É simples: quando a procura aumenta os preços sobem e quando diminui, os preços caem.

Eventos econômicos externos, internos, greves, crises, podem mudar a opinião dos investidores, fato esse que pode interferir no preço das ações.

Portanto, é comum encontrar oportunidades de comprar ações baratas de empresas boas em períodos de crise.

Porém, para que uma ação barata seja realmente um bom negócio, é preciso em primeiro lugar, que ela seja uma empresa que tenha bons fundamentos.

Isso, porque, com base no preço da ação sozinho, você não tem informações suficientes para determinar se essa é ou não uma boa oportunidade de investimento.

Foi pensando nisso que os analistas financeiros criaram algumas ferramentas para avaliar ações de forma simples e segura.

Os melhores conceitos para realizar uma análise de ações são os da Análise Fundamentalista.

Ao analisar os índices financeiros da empresa, como liquidez e endividamento, índices de mercado, como Preço/Lucro (P/L), Preço/Valor Patrimonial da ação (P/VPA), podemos encontrar as “barganhas” da Bolsa. Ou seja, ações baratas de empresas com bom crescimento e lucros saudáveis.

Para analisar o preço de uma ação, há três indicadores básicos:

Preço/Valor patrimonial (P/VPA)

A forma mais comum de analisar se uma ação está “barata” ou cara, é observar o seu índice P/VPA. Ou seja, o PREÇO POR AÇÃO dividido pelo VALOR PATRIMONIAL POR AÇÃO. O valor patrimonial é obtido através da subtração do ativo pelo passivo.

Esse indicador mostra quanto os investidores estão pagando por cada real dos ativos da empresa. De forma geral, quanto mais baixa estiver o P/VPA, mais barata está a empresa.

Por exemplo, suponha que a empresa X esteja cotada na Bolsa a R$10,00 e que o seu valor patrimonial por ação também seja de R$10.

Nesse caso, o P/VPA seria: 10/10 = 1,00. Isso significa que as ações da empresa X estão sendo negociadas exatamente no valor do seu patrimônio.

Assim, qualquer valor abaixo de 1 significa que essas ações estão sendo negociadas abaixo do seu valor patrimonial e pode significar uma ótima oportunidade.

Porém, você não pode levar apenas o P/VPA em consideração para encontrar as ações mais baratas da bolsa.

Preço/Lucro

O P/L indica a relação do preço atual da ação pelo lucro líquido por ação nos últimos 12 meses.

O resultado representa o tempo que o investidor levará para recuperar o dinheiro investido.

Desse modo, quanto menor o P/L de uma empresa, mais atrativas estão suas ações.

EV/EBITDA

É calculado dividindo o Enterprise Value (EV), ou seja, valor de mercado + dívidas, pelo EBITDA dos últimos 12 meses (geração de caixa da empresa).

Quanto menor, mais barata a ação.

Vantagens e desvantagens de comprar ações baratas

Uma das maiores vantagens de investir nas ações baratas (subprecificadas), é seu potencial de valorização.

Empresas com bons fundamentos que estejam “baratas” podem até ter uma perspectiva negativa de curto prazo. Porém, a tendência é essa desvalorização temporária e tudo que será preciso é ela se manter neutra para lucrar a longo prazo.

Já a principal desvantagem de investir nas ações baratas é a dificuldade de encontrar boas oportunidades. Uma vez que nem toda queda é uma oportunidade.

Por isso, procure investir nas ações que estejam baratas, mas que possuam perspectiva de valorização. Ou seja, empresas com bons fundamentos, lucrativas e que possuam um baixo endividamento.

Encontre ações baratas e com potencial de valorização em apenas 60 segundos.

Até a próxima!

Qual o momento correto de vender uma ação com lucro?

Olá amigos investidores,

Warren Buffett disse, certa vez, que o seu prazo de investimento favorito é para sempre.

Ele prefere nunca vender uma ação e, na realidade, existem boas razões para se pensar assim.

Primeiro, você só pagará imposto de renda sobre o lucro quando vender suas ações. Evitando vender, você manterá os impostos investidos.

Em termos práticos, isso significa que o efeito dos juros compostos trabalhará ao seu favor ao longo do tempo.

Mas eu considero prudente a venda caso ocorra um entre os três fatores abaixo:

1- Quando a ação atinge o valor intrínseco
Quando o preço atingir o valor justo, a sua margem de segurança reduz, diminuindo o potencial de alta da ação.
O risco aumenta significativamente se o investidor permanecer na ação, acaba sendo mais interessante realizar a venda para buscar uma nova oportunidade de ação com bons fundamentos e preços descontados.

2- Quando os fundamentos deixam de ser atrativos
Você deverá considerar a possibilidade de vender suas ações quando perceber que os fundamentos da empresa começaram a se deteriorar. Às vezes, os fundamentos da empresa podem se modificar por consequência de fatores externos ou internos.
E convenhamos, o risco de se manter sócio de empresas com fundamentos ruins é enorme, além de não fazer o menor sentido.

3- Quando uma oportunidade mais atrativa aparecer
Você deverá considerar a possibilidade de vender suas ações quando uma melhor oportunidade aparecer à sua frente. Essa seria uma boa razão para vender. Quando houver uma outra empresa com uma relação risco x retorno melhor, cabe avaliar essa possibilidade. Quando digo “melhor oportunidade”, me refiro a uma oportunidade quase “obscena” para que justifique a movimentação.

Esses são os 3 motivos que deverão levar você a vender uma ação.

Qualquer outro motivo que te leve a vender uma ação, possivelmente seja equivocado e não irá trazer benefícios a sua carteira.

Sempre escolha boas ações, com preço atrativo frente ao seu valor intrínseco e venda apenas se ocorrer um dos três motivos citados acima.

Afirmo convictamente que agindo desta forma você obterá sucesso!

Comece selecionando as melhores e mais baratas ações da Bolsa de Valores!

IPO Centauro – Entrar ou não entrar?

Olá amigos investidores,

Um assunto que não sai da pauta dos investidores é o aguardado IPO (Oferta Pública Inicial) da empresa Centauro (CNTO3).

O preço da ação no IPO será entre R$ 12,1 e R$ 14,7.

Resolvi dar minha humilde opinião sobre a empresa.

Apesar do IPO estar ocorrendo somente em 2019, a empresa já atua no mercado desde 1981.

Possui cerca 192 lojas em sua rede de lojas físicas no segmento do varejo esportivo, sediadas principalmente nos mais importantes shoppings do país.

Além da loja física a Centauro possui uma plataforma de e-commerce (marketplace – onde oferece produtos de outras marcas).

Principais pontos 2017 para 2018 a empresa apresentou:

  • Crescimento nas vendas (aproximadamente 11%).
  • Redução do custo financeiro (endividamento) de cerca de 50%, refletindo diretamente no lucro).
  • Crescimento da receita líquida em 2018 (aproximadamente 16%).
  • O Lucro Líquido foi de R$ 148 milhões em 2018, porém foi afetado positivamente por um ganho tributário a um imposto diferido de R$ 64 milhões.

Vale lembrar que em 2017 (se não me falhe a memória em Setembro) ela já havia feito a tentativa de IPO, mas os números da época realmente não agradaram os investidores. Como os resultados melhoraram em 2018, criou-se uma possibilidade de argumentar com mais qualidade sobre o IPO.

Com o IPO entrará líquido para a empresa R$ 685 Milhões, que serão utilizados para:

  • Reduzir endividamento
  • Reforçar capital de giro
  • Abrir e reformar lojas
  • Fortalecer seu modelo de negócio omnichannel

Minhas avaliações pessoais:

  • Entendo que a empresa está em um segmento de grande concorrência, onde existem players muito fortes e de grande expertise.
  • A empresa possui pouca participação atual no mercado, 5,5% (Market share).
  • O e-commerce não possui relevância significativa no resultado (apenas 16% do faturamento). O desafio para ampliar participação na plataforma digital é complicada, vide cases de empresas com problemas neste segmento de e-commerce (Netshoes por exemplo).
  • Baseado nos lucros históricos e projetados e considerando os múltiplos atuais da empresa de 10x o ebitda, entendo que ela não está sendo negociada a preço oportuno, ou seja, não está barata…e eu busco empresas  com boa margem de segurança.
  • Atualmente existem empresas já negociadas em bolsa com uma melhor oportunidade em relação ao seu preço.

Relembrando as regras de  Warren Buffett:

Regra 1 – Nunca perca dinheiro.
Regra 2 – Nunca esqueça a regra número 1.

Se eu entendo que existe uma relação risco x retorno desfavorável, simplesmente não considero a possibilidade de incluir a ação na minha carteira pessoal.

Simples assim!

Para selecionar boas empresas, você precisa utilizar a fórmula correta!

Descubra um jeito simples de selecionar boas ações em poucos minutos.

Small Caps é um bom investimento?

Olá amigos investidores,

Recebo muitos questionamentos sobre ações Small Caps, principalmente se valem ou não a pena incluir na carteira.

A resposta é um convicto, SIM!

Sabemos que as ações mais populares da bolsa de valores são as de grandes empresas (Blue Chips).

Os investidores entendem que ao investir em grandes empresas o risco será menor e até certo ponto isso é verdade.

As chances de uma grande empresa quebrar são inferiores em comparação com as de uma empresa pequena que ainda está em sua fase de crescimento.

A contrapartida de se investir apenas em ações de grande empresas é que o investidor não poderá aproveitar um acentuado crescimento, pois estas empresas já estão consolidadas no mercado.

Na prática, os investidores das ações grandes e famosas deixam de lado as empresas pequenas com níveis mais altos de crescimento.

E o crescimento reflete no preço de suas ações, que sobem vertiginosamente conforme a expansão da empresa.

Este é o motivo do porquê uma ação small cap, tem uma capacidade muito superior de valorização e em um tempo muito menor do que uma ação de uma blue chip já consolidada no mercado.

Quanto menor, mais rápido e quanto maior, mais devagar é um conceito que costuma ser aplicado aos investimentos no mercado de ações com boa base lógica.

Com base neste potencial apresentado, faz sentido concluir que todos investidores deveriam incluir em sua carteira algumas ações de empresas pequena, com a finalidade de tirar proveito da fase de crescimento.

A MGLU3 (Magazine Luiza) sendo uma small cap, apenas em 2018 subiu 126%.

Vamos ampliar um pouco mais o prazo, veja desde 2015 a performance da Small Cap Mglu3:

Mais de 17.000%!

Agora você deve estar se perguntando…

Isso significa que ela é uma boa empresa que continuará crescendo?

Uma boa empresa ela é, contudo é muito provável que não repetirá um crescimento como no passado.

A questão é que a bolsa de valores está cheia de ações small caps, que poderão gerar resultados tão atrativos quanto foram os da Magazine Luiza.

Basta saber selecionar boas empresas! Saiba como fazer isso agora.

Bons investimentos e até a próxima.

Como Calcular o Preço Justo de Uma Ação?

O preço justo de uma ação é o valor intrínseco de determinado ativo. Seja qual for a situação, podemos considerar um “preço justo” quando o que damos em troca é equivalente ao que estamos recebendo. Portanto, o preço é subjetivo.

Sendo assim, o valor pelo qual o ativo é negociado nem sempre reflete o seu preço justo. Uma vez que os preços de mercado estão relacionados ao comportamento da empresa, a expectativa dos investidores, a oferta e procura, entre outras variáveis.

O preço justo de ações pode ser maior ou menor do valor pelo qual o ativo está sendo negociado. São nessas ocasiões que surgem as oportunidades de comprar as chamadas “barganhas” do mercado.

O Value Investing e a busca por ações com desconto no seu valor intrínseco

Benjamin Graham é considerado o criador da filosofia Investimento em Valor (Value Investing), a qual viria a ser seguida por outros grandes investidores como Warren Buffett, Charlie Munger, Seth Klarman, Irving Kahn e Walter Schloss.

O value investing busca encontrar o valor intrínseco de uma ação usando métricas de preço, lucro, receitas, dívidas, caixa, entre outros, para concluir se determinada ação representa uma boa oportunidade.

Segundo Graham, um dos princípios fundamentais do value investing para o investidor inteligente é que as ações têm um valor intrínseco que é diferente do preço pela qual estão sendo negociadas na bolsa.

Esse valor intrínseco é baseado no potencial de uma empresa gerar lucros e distribuir dividendos no futuro.

Ainda segundo essa filosofia, o mercado funciona como um pêndulo. Oscilando entre o pânico injustificável e a euforia insustentável. Assim, o investidor inteligente deve vender para os otimistas e comprar dos pessimistas.

O que tiramos disso é que a especulação altera o preço da ação na bolsa e gera distorções entre preço e “valor justo” de uma ação, o que cria oportunidades para comprar ações “baratas”.

Dessa forma, é possível comprar ações de ótimas empresas com desconto sobre o seu verdadeiro valor.

Ou seja, não é só comprar ações baratas, mas sim, comprar ações de boas empresas com desconto significativo com relação ao seu valor intrínseco.

Isso lhe dará uma margem de segurança que não só pode gerar grandes retornos como também minimiza os riscos.

O preço justo é uma estimativa do “preço central” o qual o mercado oscila ao longo dos anos. Enquanto que os preços das ações variam no dia-a-dia, o valor intrínseco não se altera no curto prazo.

Desse modo, foi observado a tendência de o valor retornar, no longo prazo, para o seu valor intrínseco.

Exemplificando, significa que uma ação com preço justo de R$50,00 que está cotada a R$30,00, possui um potencial de valorização no longo prazo.

Valuation: o preço justo de uma ação

O preço justo de ações é determinado através do valuation. O preço é calculado baseado em projeções dos lucros futuros.

Como essa avaliação é muito subjetiva, é comum encontrar valores justos diferentes para um mesmo ativo.

Sendo assim, é praticamente impossível precisar seu valor intrínseco real. Porém, através do correto uso das técnicas de valuation, é possível ter uma percepção aproximada do valor justo de um ativo com uma boa margem de segurança, para determinar boas oportunidades de obter lucro no mercado.

Existem diversas formas de valuation, as mais comuns são:

Valuation por múltiplos

Valuation por fluxo de caixa descontado

Valuation por múltiplos

Um múltiplo é relação entre o preço de uma ação e outra variável para identificar oportunidades de investimento.

Este tipo de valuation é feito através de uma análise dos indicadores de mercado de empresas com características similares, principalmente porte e setor de atuação. Tais como Preço/Lucro, Preço/Valor Patrimonial e Enterprise Value/EBITDA.

Valuation por fluxo de caixa descontado

A análise do fluxo de caixa descontado – FCD ou Discounted Cash Flow, é a principal metodologia para calcular o preço justo das ações.

O FDC tem como base a projeção dos lucros futuros da empresa para um determinado período de tempo.

 O fluxo do caixa da empresa é projetado para alguns anos com base em algumas premissas futuras do crescimento na perpetuidade, aplicando também uma taxa de desconto do tempo e risco assumidos.

O cálculo é feito da seguinte forma:

– Primeiro é preciso projetar os fluxos de caixa para os próximos anos.

Geralmente se estima uma taxa de crescimento da empresa – por exemplo, um aumento de 12% no valor da empresa a cada ano.

O valor presente dos fluxos projetados representa o “valor da empresa”.

–  Na segunda etapa, estas estimativas são atualizadas usando uma taxa de desconto anual.

A taxa de desconto é geralmente considerada igual ao WACC (custo médio ponderado de capital).

– Na próxima etapa, com base nos valores descontados, você estima o valor final da empresa, presumindo que a empresa cresce a uma taxa constante para o infinito. O chamado perpetuidade no mercado financeiro.

– Para se chegar ao “valor de mercado” a dívida líquida é deduzida deste valor.

– Finalmente, se divide o valor de mercado pela quantidade de ações distribuídas pela empresa. Tem-se então o valor justo da ação.

Assim, se valor alcançado for maior do que o preço de mercado atual, a oportunidade pode ser boa.

 

O fluxo de caixa é um dos modelos mais aceitos para calcular o preço justo de uma ação.

Parece complexo não é mesmo?

Não se preocupe, você não precisa fazer tudo sozinho. Conheça o GuiaInvest PRO.

Quando Vender Uma Ação?

Quando vender uma ação? Essa é sempre uma questão que gera muitas dúvidas.

O sobe e desce do mercado pode deixar alguns investidores iniciantes ansiosos, porém, oscilações sempre acontecem. O que vai definir seu lucro ou perda na Bolsa de Valores é a sua reação perante o humor do Senhor Mercado.

Quando as ações estão em queda, a reação natural é sair vendendo com medo da perda. No entanto, não é porque está em baixa que este é o melhor momento para vender uma ação.

Você somente deve vender ações quando for coerente com sua estratégia.

Quando analisamos grandes fortunas construídas com investimentos em ações, vemos que estas estão baseadas em estratégias de longo prazo.

A estratégia de investimento de Warren Buffett, por exemplo, é baseada em princípios simples e focados no longo prazo.

Buffett nos ensina que um bom negócio deve ser simples, com histórico consistente e boas perspectivas do mercado.

E mais, ele nos ensina que devemos aprender com os erros e dar valor ao mercado em baixa, ou seja, comprar ações de boas empresas com preço abaixo do seu valor intrínseco.

Saiba o valor real daquilo que está investindo

Você sabe como lidar com o sobe e desce da Bolsa?

O investidor e o especulador se comportam de maneira diferente diante da volatilidade do mercado.

O investidor investe no longo prazo em empresas com bons fundamentos. Para ele, uma empresa boa é aquela que gera lucro e distribui dividendos aos seus acionistas.

Sendo assim, não deixa as oscilações do mercado influenciarem na sua participação na companhia.

Determinada empresa sofreu uma queda, devo vender minhas ações?

A primeira pergunta que você deve se fazer é: por que eu comprei essa ação?

Se você acredita nessa empresa, pesquisou e avaliou que ela tem bons fundamentos?

Essa empresa teve lucro nos últimos 5 anos? Distribuiu dividendos?

Se você sabe o valor real do seu investimento, é muito provável que essa empresa se recupere e volte a crescer no longo prazo.

Investir em empresas com bons fundamentos e pensando no longo prazo, é a forma mais simples e rentável de se beneficiar dos investimentos na bolsa de valores.

E não vendendo suas ações antecipadamente só por causa da variação de preço que naturalmente acontece no curto prazo.

Tenha em mente que:

1- O mercado age de forma irracional

No curto prazo, o preço oscila bastante. Agora, se você olhar a longo prazo, é possível perceber que uma empresa com bons fundamentos retoma seu crescimento.

2- Você não deve agir impulsivamente

Um especulador tente a vender uma ação em qualquer baixa, assim, poderá deixar de lucrar todo o rendimento que viria a longo prazo.

Por isso, não se baseie só no comportamento, muitas vezes irracional, do Senhor Mercado.

3- Saiba o valor real daquilo que você está investindo

Se concentre em avaliar o desempenho real da empresa. Empresas de qualidade, mesmo que tenha uma queda momentânea, tende a continuar com os bons números no longo prazo

4- Use as variações como oportunidades

Saiba aproveitar o momento em baixa para comprar mais ações. Assim você pode comprar mais barato ações de empresas com bons fundamentos.

Fundamentos da empresa não remeterem a um bom futuro: Hora de vender ações

Recomendamos que você compre uma ação analisando os fundamentos da empresa e pensando no longo prazo, sem a expectativa de vender uma ação.

Porém, mesmo tendo uma estratégia de longo prazo, existem ocasiões que o melhor a fazer é se desfazer de suas ações.

Um exemplo é quando você faz uma análise errada. Erros acontecem até mesmo com investidores experientes.

O importante, neste caso, é você reconhecer isto o mais rápido possível para evitar maiores perdas.

Nossa política é que só devemos nos desfazer de uma ação se os fundamentos da empresa não remeterem a um bom futuro.

Isso pode acontecer quando se especula, ao comprar ações de uma empresa ruim esperando que ela subisse rápido.

NUNCA coloque o preço da ação à frente dos fundamentos.

Warren Buffett sabe disso e por isso, investe em negócios sólidos que possam gerar valores por muitos anos.

Descubra em nossa palestra gratuita como encontrar boas empresas e quando é a hora de comprar mais ações.

O que são debêntures?

As debêntures são títulos de renda fixa das empresas privadas. Ao adquiri-los, você empresta dinheiro para a empresa em troca de receber esse valor no futuro acrescido de juros, conforme acordado no momento da compra.

Sendo assim, as debêntures nada mais são que títulos de dívida que a empresa emite ao mercado, os quais contribuem para o financiamento da empresa. Seja para aumentar capital, custear projetos, pagar dívidas, esta é uma forma de adquirir capital de terceiros para garantir dinheiro em caixa.

Diferentemente dos CDBs, em que você empresta dinheiro para o banco, as debêntures você empresta para empresas privadas. Qualquer um pode comprar, seja ele acionista ou não.

O rendimento está por conta dos juros sobre o valor que foi aplicado, seja ele pré ou pós fixados.

Tipos de debêntures

As debêntures são títulos bastante distintos entre si e por isso, devem ser analisados com cautela. Uma vez que variam de acordo com vencimento, rendimento, custos, registros, entre outros.

Quanto ao seu registro, as debêntures podem ser classificadas em nominativas ou escriturais.

A nominativa é emitida em nome do investidor inicial e tem seu registro e controle das transferências feito pela companhia emissora no Livro de Registro de Debêntures Nominativas.

A escritural também tem seu registro e controle de transferências feitos pela companhia, porém, o título é guardado em custódia por uma instituição financeira autorizada para prestar tais serviços, geralmente uma corretora de valores.

Quanto à classe, classificamos as debêntures em simples, conversíveis e permutáveis.

Simples

É o tipo mais comum de debênture. Serve apenas com o propósito de financiamento da empresa emissora e não pode ser convertida em ações.

Conversíveis

Ao final do período estabelecido do título, pode ser convertida em ações da companhia.

Permutáveis

Assim como as conversíveis, as permutáveis também podem ser convertidas em ações, com o diferencial de que não necessariamente é preciso trocar o título por ações da companhia emissora.

Classificação por tipo de rendimento

Quanto ao seu rendimento, as debêntures podem ser divididas em três tipos diferentes, bem similar aos tipos de títulos do Tesouro Direto. São elas:

Prefixadas

Sua rentabilidade é acordada no momento da emissão do título. Sendo assim, você saberá exatamente qual será o retorno no final do período

Pós-fixadas

Têm seu rendimento atrelado a um indexador, como, por exemplo, o CDI ou a taxa Selic. Dessa forma, o rendimento dependerá desse indicador no vencimento ou resgate da aplicação. Assim, você não sabe quanto o seu investimento irá render.

Híbridas

Seu rendimento é uma união de um componente pós-fixado e um prefixado.  Assim, você receberá uma taxa de juros prefixada mais a correção de um indexador, normalmente o IPCA, o principal indicador da inflação

Custos e Imposto de Renda

As debêntures comuns seguem a mesma regra de outras aplicações de renda fixa para a cobrança de Imposto de Renda. A alíquota incide apenas sobre o rendimento, seguindo uma tabela regressiva do tempo de aplicação:

Prazo aproximado             Alíquota de IR

Até 6 meses                                22,5%

De 6 meses a 1 ano                   20%

De 1 a 2 anos                              17,5%

Acima de 2 anos                        15%

 

Pode ainda ser cobrada taxas de intermediação e de custódia pela corretora a qual você adquiriu os títulos.

Entretanto, algumas debêntures são isentas de Imposto de Renda. São as chamadas debêntures incentivadas.

Debêntures incentivadas

São títulos emitidos por empresas do setor de infraestrutura, como para a construção de portos, aeroportos, estradas, transmissão de energia, saneamento básico, entre outros.

Para incentivar a captação de recursos, há a isenção de imposto de renda pelo Governo. Fato esse que pode valorizar o rendimento dessas debêntures.

Quais os riscos?

Investir em uma debênture também tem riscos. O principal dele é o risco de crédito. Ou seja, da empresa não pagar o acordado pelo título.

Por isso, é necessário muito cuidado na hora de escolher seu título, uma vez que esse tipo de investimento não conta com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), como acontece com outros títulos privados como CDB, LCI e LCA.

Além disso, há também os riscos de mercado, como, por exemplo, às oscilações das taxas de juros e da inflação e risco cambial, o que poderá ter impacto na sua rentabilidade.

Outro cuidado necessário é com a liquidez. Debêntures são investimentos de médio prazo a longo prazo. Por isso, é preciso ficar atento ao planejamento do seu investimento para não correr o risco de precisar do dinheiro antes do prazo de vencimento.

Você pode até vender seu título antes do vencimento, mas isso pode ter impactos na sua rentabilidade.

Ações x debêntures

Apesar de ambos os ativos serem emitidos pelas empresas, as debêntures e as ações são investimentos bem distintos.

A primeira diferença é que as debêntures são investimentos de renda fixa. Já as ações são de renda variável.

Ao investir em debêntures você está se tornando um credor da empresa que emitiu o título. Dessa forma, você apenas empresta seu dinheiro em troca do pagamento de juros.

Já ao investir em ações você está se tornando sócio da empresa e tem direito ao recebimento de dividendos.

Investimento em ações é um mercado mais organizado e fácil para o pequeno investidor ter acesso. Sem contar que o potencial de valorização das ações tende a ser muito maior.

A principal vantagem das debêntures é o rendimento acima da média da renda fixa e uma opção para diversificar os investimentos.

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Barato demais para não comprar

Caro leitor,

Você já percebeu que a bolsa está cada vez mais barata?

Exato. Mesmo em 96 mil pontos, a bolsa “barateou”.

A matemática por trás disso é simples.

Conforme reportagem do Valor Econômico de segunda-feira, as 237 empresas não-financeiras listadas na bolsa dobraram o lucro líquido se comparados os totais de 2018 contra 2017.

Algumas empresas saíram de prejuízo para lucro, como é o caso de Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3).

Outras tiveram aumentos expressivos dos lucros, como é o caso de Magazine Luiza (MGLU3).

No mesmo período o Ibovespa subiu apenas 14,6 por cento.

Se os lucros subiram muito mais do que o preço, ora, estamos comprando mais lucros por menos preço. Tudo o que um investidor inteligente gosta.

Se no curto prazo os preços variam de forma aleatória, ao sabor dos boatos, no longo prazo, o preço das ações acompanha a trajetória dos lucros das empresas.

Essa lógica é soberana.

A bolsa segue andando de lado e os lucros seguem crescendo. Está barato demais para ficar de fora. Você vai estar posicionado quando a bolsa disparar?

Vou soar chato. Vou soar repetitivo. Mas o Focus de segunda-feira trouxe uma estimativa de crescimento de 1,98 por cento para o PIB em 2019.

Essa é a quinta queda consecutiva. A atividade econômica ainda está lenta, de freio de mão puxado.

Com desemprego elevado, alta capacidade ociosa na indústria e inflação sob controle, a Selic suplica por mais quedas.

O Banco Central aguarda a Reforma da Previdência antes de entrar em ação, mas a realidade vai se impondo.

Com Ilan Goldfajn foi assim, com Campos Neto não deve ser diferente.

Não vindo tremores de fora, o caminho fica livre para mais quedas na Selic.

Aguardemos.

Um abraço e bons investimentos.

Com 91 por cento de chances de acerto, você arriscaria?

Querido leitor,

Sei que provavelmente um dos motivos de você não investir em ações ainda seja o receio de perder dinheiro.

Por isso hoje quero compartilhar um dado interessante que fará você se sentir mais seguro para investir.

Veja a tabela abaixo que mostra a relação variação do índice Bovespa com o tempo.

Você consegue perceber o quanto o tempo diminui os riscos?

Por isso que quando você investe com foco no longo prazo chega um momento em que as quedas perdem peso já que o momento de alta será quase garantido.

Se você investe pensando no dia seguinte, as chances de alta são praticamente iguais as de queda.

Já em 5 anos, a probabilidade de alta ultrapassa os 90 por cento.

Você consegue perceber a segurança que isso passa?

Imagina se você tivesse mais de 90% de chances de ganhar na loteria?

Olha que essa probabilidade é em cima do Ibovespa que que é apenas um termômetro do mercado e não necessariamente uma lista de ações de boas empresas.

Agora te pergunto…

Imagine quando você investe em ações de boas empresas e tem o tempo ao seu favor.

A probabilidade de alta se torna praticamente inevitável.

A questão é como encontrar boas empresas…

E nisso eu posso ajudar.

Neste vídeo o André revela como garimpar os foguetes da Bolsa.

Ou seja, aquelas ações com alto potencial de crescimento e baixo risco de queda.

Descubra aqui quais ações farão você surfar um superciclo de alta.

Bons investimentos