Ingresso para a final da Copa América

Como você lidaria com as situações a seguir?

Você comprou antecipado o ingresso para a final da Copa América no Maracanã no valor de 400 reais.

Ao chegar no estádio, você percebe que perdeu o ingresso no meio do caminho. Nesta situação você compraria um novo ingresso ou desistiria de assistir o jogo no estádio?

Provavelmente, se você pensa como a maioria, ficaria extremamente chateado e desistiria de entrar no estádio. Agora, proponho um cenário alternativo.

Digamos que você ainda não tivesse adquirido o ingresso e tivesse ido até o estádio para assistir o jogo.

Ao chegar na fila da bilheteria você percebe que perdeu os 400 reais que havia separado no bolso para comprar o ingresso.

Felizmente, apesar do ocorrido, você se dá conta que tem dinheiro suficiente na carteira para a compra do ingresso.

Neste caso, mesmo tendo perdido os 400 reais você compraria o ingresso para entrar no estádio ou voltaria para casa?

Provavelmente, você compraria o ingresso. Mas por que isso acontece?

Bom, você concorda que em ambos cenários a perda é de 400 reais, certo?

Entretanto, no segundo cenário você separou a perda de 400 reais do custo da aquisição do ingresso (também de 400 reais).

Isto é, o custo para assistir à partida foi de apenas 400 reais. Percebe que os 400 reais perdidos inicialmente ainda não havia sido “contabilizado” como custo.

Interessante, concorda?

Enquanto que no primeiro cenário, você optou desistir porque considerou que o custo total de assistir o jogo seria de 800 reais pois teria que gastar o valor de 2 ingressos para entrar no estádio.

Veja, isso não acontece por acaso. Existe uma explicação comportamental para isso…

Os estudiosos das finanças comportamentais chamaram de contabilidade mental a tendência que nós temos de separar nosso dinheiro em compartimentos separados (mental ou verdadeiro) baseadas em critérios subjetivos, tais como a origem do dinheiro e sua finalidade.

A ideia de separar o dinheiro de acordo com a finalidade pode ser um modo útil de se organizar, mas mantém você distante de enxergar sua situação financeira como um todo.

Um típico exemplo de contabilidade mental é o caso de pessoas que possuem dinheiro aplicado na poupança, mas pedem empréstimo bancário para pagar dívidas do cartão de crédito.

Embora ter um dinheiro economizado na poupança seja importante, às vezes, faz mais sentido usar sua poupança para pagar as dívidas.

No mercado de ações, a contabilidade mental pode ser observada quando investidores costumam assumir riscos mais elevados com o dinheiro proveniente dos lucros do que com o dinheiro proveniente de seu salário como empregado.

Também, observa-se esse fenômeno em apostadores de cassino, que costumam ser mais negligentes nos gastos com o dinheiro oriundo de suas apostas, do que com o dinheiro proveniente de suas economias.

Agora que você sabe o que é a contabilidade mental, como você pode saber se está mais vulnerável aos efeitos deste viés comportamental?

A primeiro situação que indica sua vulnerabilidade é aquela em que você não se considera gastador ou consumista, mas tem uma enorme dificuldade em economizar dinheiro.

A segunda é quando você tem dinheiro economizado, mas nunca consegue pagar toda fatura do cartão de crédito.

Aposto que você conhece pessoas que pagam apenas o mínimo do cartão, mesmo tendo dinheiro economizado.

A terceira situação é aquela que você costuma gastar mais com cartão de crédito do que com dinheiro vivo.

E a última e mais relevante para você investidor é quando você se senta mais confortável em gastar os lucros obtidos no mercado de ações do que o dinheiro proveniente do seu trabalho.

Se você é parecido comigo, acredito que tenha se identificado com esse tipo de comportamento.

A dica é simples: fique atento a estes comportamentos ao longo de sua jornada de investidor.

Isso pode atrapalhar o caminho rumo a sua liberdade financeira.

E também a sua alegria de ver o Brasil vencer essa Copa América.

Será?

Um abraço,
André Fogaça

Compre ações baratas

2 métodos que utilizo para descobrir se a ação está barata!

Olá, amigo investidor!

Estamos encerrando a série composta por 3 e-mails, onde abordarmos os pontos mais importantes da estratégia de Value Investing:

No primeiro e-mail conceituamos as principais características e vantagens de investir através dos princípios da estratégia.

O segundo e-mail, apresentei os indicadores mais importantes para escolher as melhores empresas da bolsa de valores.

E neste último e-mail, vou apresentar de forma objetiva como podemos descobrir quais empresas estão baratas.

Comprar uma empresa boa estando acima do seu preço justo, poderá não gerar o melhor resultado futuro, além de aumentar o risco de sua carteira.

Lembre-se da frase clássica de Warren Buffett:

“Preço é que você paga, valor é o que você recebe.”

Deixe-me explicar melhor…

Se um tijolo é vendido a 1 real e o preço sobe para 1 real 20 centavos no dia seguinte, o que você pode dizer sobre a qualidade desse tijolo?

Exato! Absolutamente nada. O tijolo continua exatamente o mesmo do dia anterior. Não é verdade?

A única coisa que mudou foi a quantidade de dinheiro que você precisou para comprá-lo.

Em outras palavras, você continua recebendo o mesmo valor por um preço mais elevado.

Reforçando…

Preço é o que você paga, valor é o que recebe.

Dito isto, seguem dois métodos que utilizo para descobrir se a ação está barata:

1 – Avaliação de Múltiplos

Um múltiplo é nada mais que uma simples relação entre o preço da ação e outra variável da empresa, como lucro, valor patrimonial, receita bruta, etc.

Na prática o valor de uma empresa é confrontado com outras informações importantes de seu negócio para identificar oportunidades de investimentos.

A avaliação é baseada no conceito de valor relativo. Isso significa dizer que, ao precificar uma empresa, são utilizados múltiplos de outras ações similares com o intuito de estimar qual deveria ser o valor da empresa analisada!

O valor de uma empresa é baseado na forma como seus pares são precificados no mercado.

Em minha opinião os três principais múltiplos direcionadas a validar a precificação da empresa são:

➜ P/L (Preço/Lucro) – Na prática ele informa a quantidade de anos que será necessário para recuperar o capital investido, através dos lucros.

➜ PSR (Price Sales Ratio) – Ele representa o preço de aquisição da cota pelas vendas da empresa, sua receita líquida. É semelhante ao índice P/L mas utiliza a receita líquida ao invés do lucro.

Por utilizar no denominador a receita ao invés do lucro (P/L), evitar interpretações erradas originadas em lucros pontuais descorrelacionados a atividade operacional da empresa.

➜ Ev/Ebitd – Este indicador representa o tempo que você levaria para adquirir a empresa através de sua geração de resultado operacional.

A analise através dos múltiplos baseia-se em uma precificação relativa, antes de qualquer cálculo é necessário definir quais serão os pares analisados, ou seja, as outras empresas que formarão nossa amostra.

É muito importante agrupar empresas compatíveis em termos de setor e atividades!

Veja o exemplo:

Perceba que entre estas três empresas de mesmo setor, a Estc3 é que a apresenta um maior número de múltiplos inferiores comparados entre si.

Utilizar múltiplos para encontrar empresas oportunas, torna o processo mais simples e mais relacionado a realidade do mercado.

2 – Utilizando o GI Line

Outra maneira mais simples ainda de avaliar a precificação da ação, é através do GI Line.

A resposta obtida através do indicador é muito objetiva, facilitando a interpretação.

Mas quero que você entenda a origem do cálculo, bem como a metodologia empregada.

Inicialmente precisamos calcular o P/L máximo e mínimo de cada ano, além do P/L atual.

O cálculo é muito simples, basta dividir o valor do mercado (Máximo e mínimo) pelos respectivos lucros de cada período.

Veja um exemplo:

Empresa Ambev – ABEV3

Com os resultados, é possível perceber que houve oscilação no P/L da Ambev. Em alguns anos por conta do mercado, em outros anos por causa dos resultados da empresa

Vamos agora compor as outras variáveis necessárias para evoluirmos na metodologia.

Precisamos descobrir os dividendos pagos nos mesmos anos em que geramos o cálculo do P/L Máximo e Mínimo, ficando assim:

No próximo passo precisaremos descobrir o Lucro Líquido por ação da empresa, nada mais é do que o lucro dividido pelo total de ações da empresa.

Desta forma descobrimos quanto de lucro a empresa está gerando para cada ação.

Com essas informações em mãos, iremos calcular o Payout, veja:

Agora o próximo passo é estimar uma taxa de crescimento projetado para o LPA (lucro por ação) para os próximos 5 anos.

Sabemos que cada empresa poderá apresentar diferentes taxas de crescimento, contudo consideramos um mínimo de 8 por cento para manter a atratividade do investimento.

Para isso consideramos o LPA atual (2018):

Vamos agora a estimativa dos valores dos futuros preços:

Otimista:

Usamos a média do P/L Máximo (27,85) e multiplicamos pelo LPA estimado em 5 anos (1,11) = R$ 30,91

Pessimista:

Usamos a média do P/L Mínimo (21,74) e multiplicamos pelo LPA atual, ou seja, sem crescimento (0,71) = R$ 15,43

Veja que geramos um preço mínimo e máximo

Com base no preço atual, entendemos que a ação em questão está em zona de oportunidade, visto o potencial de upside até seu preço “Máximo” nos próximos 5 anos.

Potencial de valorização 98,65 por cento em contrapartida seu potencial de desvalorização com base no método é de 0,84 por cento. Trata-se de uma relação.

Parece complicado?

Na ferramenta se torna muito mais simples, veja as ações da Ambev com seus números fiéis:

O preço está oportuno (campo verde), mas o potencial de crescimento do retorno é de 8,2 por cento ao ano considerando um crescimento de 3 por cento nos lucros.

Será que vale a pena?

Estes sãos os dois métodos que utilizo para precificar as ações e encontrar oportunidades atrativas na bolsa de valores.

Você utiliza algum método avaliar o valor das ações?

Me adicione no instagram caso queira trocar ideias sobre a temática.

@eduardo_voglino

Um abraço e bons investimentos

Deixe o gestor ganhar dinheiro para você

Fui na fisioterapia reclamando de dor na lombar. A fisioterapeuta fez o que tinha que fazer para a crise passar e me recomendou alguns exercícios diários simples que fariam com que a dor não mais voltasse.

Não preciso dizer que fiz durante umas duas semanas no máximo.

Passado um tempo a dor voltou e… (volte para o início).

A minha relação com a fisioterapeuta é muito parecida com a relação do investidor com o gestor de fundo de renda variável.

A dor do investidor é querer ganhar dinheiro e não saber que ativos comprar.

O investidor vê um fundo que subiu 30 por cento nos últimos meses e vai até lá conhecer. O gestor mostra o fundo de investimentos no qual o investidor vai poder ganhar dinheiro na carona dele.

O gestor também faz uma recomendação para o investidor: passaremos por turbulências no curto prazo, aguente firme e mantenha o investimento a longo prazo.

Depois da consulta do investidor junto ao gestor ele vai para casa.

Dois meses depois o fundo de ações caiu 20 por cento.

Preciso dizer que o investidor não segue a recomendação do gestor? (volte para o início).

Repita até o investidor perder todo seu dinheiro.

Quer escrever um final diferente para essa história?

Ouça os gestores de renda variável que dizem que o investimento nessa classe de fundo deve ser no mínimo de dois anos.

É fácil… a estratégia consiste em duas etapas:

  1. Escolher bons fundos
  2. Não atrapalhar

Você consegue?

Conheça Irving Kahn, o investidor centenário que lucrou até durante a crise de 1929

Irving Kahn começou sua carreira em Wall Street em 1928, aos 23 anos. No ano seguinte, em meio à Grande Depressão, dobrou seu capital ao “prever” que o pior estava por vir. Antes da maior crise da história, vendeu uma posição antes da queda e foi um dos poucos a sorrir enquanto o mundo desabava para 99% dos investidores daquela época.

Irving Kahn, que nos deixou em fevereiro de 2015 com impressionantes 109 anos, é um investidor que sobreviveu à Grande Depressão, à Segunda Guerra Mundial e a outras dezenas de crises ao longo de quase 90 anos de Wall Street.

Como poucos, entendeu na prática e por dezenas de vezes, o quanto uma crise pode gerar excelentes oportunidades de investimento. Mas nunca abriu mão de uma premissa:

Se o mercado está caro, o investidor precisa saber esperar.

Ele é mais um discípulo do pai do investimento em valor. Foi professor assistente de Benjamin Graham na Columbia University. Na segunda edição do clássico “Security Analysis”, publicada em 1940, Graham credita a Irving Kahn um estudo sobre a relação entre o preço e lucro de uma ação. Warren Buffett foi um de seus alunos.

Uma curiosidade que impressiona é que, mesmo aos 109 anos, três vezes por semana pegava um táxi e ia para seu escritório, em Manhattan. Se você, como eu, ficou curioso para saber o segredo de tamanha longevidade, vale ressaltar que ele não levava uma vida regrada. Fumou até os 50 anos de idade e era um carnívoro assíduo.

Ele teve dois irmãos que também ultrapassaram a casa do cem anos. Sua família, inclusive, já foi estudada por cientistas que buscam decifrar a fórmula da vida longa. Certa vez, disse que a receita para viver por tanto tempo está muito ligado a “ter uma grande curiosidade sobre a vida”. Difícil discordar, não?

Segue algumas dicas desse grande investidor…

#1. Ninguém sabe quando a maré vai virar

Ninguém sabe quando a maré vai virar, diz Irving Kahn

O investidor centenário dizia que preferia ser lento e estável porque aqueles que fazem trades de curto prazo e compram a preços elevados estão expostos a permanentes perdas de capital.

Estudo empresas e penso sobre o retorno que elas podem oferecer em quatro ou cinco anos. Se a ação cai, eu tenho tempo para avaliar a tempestade e talvez comprar mais por um preço menor. Se meus argumentos para o investimento não mudaram, devo gostar ainda mais do papel se ele cair.

#2. Siga a filosofia “todo mundo precisa de uma camisa nova”

Siga a filosofia todo mundo precisa de uma camisa nova, diz Irving Kahn

As “companhias legítimas”, como Irving Kahn costumava chamar, são aquelas que vendem produtos ou serviços que estão presentes em nosso dia a dia (comercializando comida, roupas e outros itens do cotidiano de todo ser humano). Daí a origem da frase de sua autoria que está no título desta dica.

Nesse sentido, pergunto: você já parou para pensar nos motivos que levaram a Warren Buffett a ser dono de mais de 400 milhões de ações da Coca-Cola? Pois é…

#3. Tenha disciplina e temperamento para resistir aos seus impulsos

Tenha disciplina e temperamento para resistir aos seus impulsos, diz Irving Kahn

Já falei sobre a importância de controlar as emoções no artigo que escrevi sobre Walter Schloss e também no sobre Seth Klarman, mas é algo fundamental e que deve ser, sempre, relembrado. Irving Kahn reforça o coro quando diz:

Seres humanos têm os instintos errados quando falamos em mercado de capitais. Se você reconhece isso, pode resistir ao impulso de comprar em um rally e vender em uma queda. É importante, também, lembrar-se do poder dos juros compostos. Você não precisa fazer manobras para ter retorno no curso de sua vida.

#4. Saiba muito mais sobre a ação que deseja comprar do que aquele que está vendendo

Segundo Irving Kahn, saiba muito mais sobre a ação que deseja comprar do que aquele que está vendendo

O debate sobre o quanto somos racionais ou irracionais ao investir é extenso e merece um artigo dedicado (se for de seu interesse, deixa um comentário que eu incluo na lista de futuros textos), mas em uma entrevista concedida em 2012, Irving Kahn comentou sobre a natureza natural de Wall Street: o jogo, a aposta.

O interesse em entender seriamente a natureza das empresas é muito limitado e, muitas vezes, nulo. É por isso que preciso saber muito mais sobre a ação que estou comprando do que o homem que está me vendendo.

É esse tipo de conhecimento que vai ajudá-lo a se livrar das decisões emocionais ao investir.

#5. Seja extremamente analítico

Seja extremamente analítico, diz Irving Kahn

Se você deseja investir como Irving Kahn, cultive o hábito de ler e entender os relatórios anuais das empresas em que planeja investir. Esses materiais costumavam ser companheiros de jantar do mais antigo investidor de todos os tempos.

Seu filho, Thomas Graham Kahn, 73 anos, revelou que o pai gostava de começar a leitura dos relatórios de trás para frente. “É lá que você encontra as principais informações financeiras”, dizia. Irving Kahn sempre investiu baseado em muita leitura.

#6. Fique atento a empresas que apresentam problemas

Fique atento a empresas que apresentam problemas, diz Irving Kahn

Uma das estratégias de Irving Kahn para encontrar pechinchas era ficar de olho no Wall Street Journal (o jornal econômico de maior influência nos Estados Unidos) e procurar por empresas ou setores que estavam passando por dificuldades.

Ao encontrar algo que chamava a atenção, ele estudava a fundo para detectar oportunidades que se encaixavam em sua filosofia de encontrar empresas sólidas, mas subavaliadas pelo mercado, com um caixa forte, pouco débito e boas perspectivas no longo prazo.

Cinco frases de Irving Kahn para nunca mais esquecer

  1. Sua primeira missão é preservar seu capital. A segunda é buscar retorno.
  2. Não dependa de números recentes para projetar preços futuros.
  3. Seu capital está sempre em risco se você não compra a ação por um bom preço.
  4. Não acredite em lucros trimestrais.
  5. Olhe além das duas principais empresas de uma determinada indústria.

Se você gostou deste artigo, vai adorar os outros da série que fizemos sobre grandes investidores:

Condensar ensinamentos de quem respirou a bolsa de valores por quase um século em poucas palavras não é fácil.

Por isso reuni abaixo algumas dicas que reforçam os argumentos e a filosofia de investimento dos outros grandes investidores. Se não leu, aproveite:

6 Conselhos Valiosos de Charlie Munger, o Braço Direito de Warren Buffett

Como Garimpar Barganhas na Bolsa Segundo Walter Schloss – O Superinvestor de Ben Graham

7 Ensinamentos Reveladores de Seth Klarman, O Warren Buffett da Nova Geração

Bons investimentos!

Crédito das imagens: www.shutterstock.com

Para onde vai o Ibovespa?

Caro leitor,

Nos últimos dias o Índice Bovespa renovou as suas máximas, superando a marca dos 102 mil pontos.

Aos trancos e barrancos, deveremos ter a Reforma da Previdência votada na Câmara dos Deputados em menos de 2 meses.

Isso tem animado o mercado e os primeiros gatilhos de uma alta mais vigorosa da bolsa vão sendo acionados.

Mas onde vamos parar? Para onde vai o Ibovespa?

Desde janeiro o GuiaInvest vem sustentando a tese dos 500 mil pontos até 2024.

Isso significa que nos próximos 5 anos, na média, o mercado vai multiplicar por 5 vezes o capital de quem entrar na bolsa hoje.

Claro que nada disso será linear.

Quedas de 10, 15 ou 20 por cento ocorrem por qualquer motivo besta: um arranca rabo entre os três poderes, um tweet desastrado do Trump e por aí vai…

De toda forma, colocando esses riscos na balança, o mercado segue otimista.

Acrescenta-se a isso o novo discurso do Banco Central, agora aberto a novas reduções da Taxa Selic.

Isso é só o começo e nesse segundo semestre já devemos ver a bolsa subindo forte. E repito: não será de forma linear, os solavancos no meio do caminho são a única coisa certa.

Ainda assim, mesmo não tão animado com a economia, sigo otimista com a bolsa…

Essa semana me chamou atenção aquele homem que interrompe todos os seus vídeos no YouTube… ele fala em Ibov em 150 mil pontos.

Peço licença aqui para dizer que ele pensou pequeno. Ou, ao contrário do que se deve sugerir para quem está começando, ele está pensando a curto prazo.

Os 150 mil já são uma realidade. Os 200 mil estão logo ali.

Isso vai ser o suficiente para trazer a euforia que precisamos para avançar as outras centenas de milhares de pontos que precisamos para alcançar os 500 mil pontos.

Motivos para crer não faltam:

  • Empresas com estruturas de custos enxutas, prontas para voltar a crescer;
  • Redução do nível de endividamento das empresas e famílias;
  • Seguimos com a taxa de câmbio em um patamar competitivo combinado com inflação e juros baixos, algo inédito no país;
  • Fundos brasileiros ainda estão com alocação em ações muito abaixo da média histórica;
  • Investidor estrangeiro ainda está pouco alocado em Brasil;
  • Há muita capacidade ociosa a ser preenchida na economia brasileira, o que vai permitir termos aumento do emprego, do crédito e do consumo sem nenhum a pressão inflacionária por alguns anos.

Por último, gosto de dizer que o sentimento geral ainda é de muito pessimismo. Perdemos o costume de crer em um cenário benigno duradouro para economia brasileira e, claro, esse desânimo geral é refletido nos preços das ações.

Se estivéssemos todos eufóricos, todo mundo estaria investindo na bolsa. Ninguém aguenta ver o vizinho ficar rico da noite para o dia e não entrar na festa também.

É claro que podemos estar sendo demasiadamente otimistas com os 500 mil pontos.

Mas estamos alertando você desde já porque esse movimento realmente faria diferença no seu patrimônio se você estiver exposto a este processo. Nesta aula nós dizemos exatamente o que fazer para surfar essa onda.

Lamento, mas se o Ibovespa parar nos 150 mil pontos, isso não muda em nada a sua vida.

Dá somente para um gostinho e, sinceramente, não é tão logo que você vai poder deixar de se preocupar em investir bem o seu dinheiro.

Meu recado é esse.

Antes de me despedir, um aviso rápido: nesse sábado, dia 29, teremos um evento exclusivo chamado a Semana da Regra Nº 1.

A Regra Nº1 é a única coisa que todo investidor deve saber para ganhar dinheiro na bolsa.

É a única coisa que separou os investidores bem sucedidos dos que perderam dinheiro. Isso em todos os lugares do mundo e em qualquer momento da história.

14 Regras De Ouro De Peter Lynch para Investir

Peter Lynch é um dos grandes investidores em ações

Quem é o investidor Peter Lynch?

Peter Lynch, é um dos investidores de maior sucesso do mundo.

Isso porque durante os 13 anos em que esteve à frente do fundo de investimentos Fidelity Magellan, superou o índice da bolsa americana S&P 500 em 29%, ano após ano.

Quem é que não gostaria de ter o conhecimento para ter um retorno desses?

Veja esse exemplo: Se você tivesse investido dez mil dólares com Peter Lynch em 1977, teria visto seu dinheiro valer nada menos do que 280 mil dólares em 1990, quando ele se aposentou, aos 46 anos, para se dedicar à família e à filantropia.

Alguém com esse currículo certamente merece uns minutos de sua atenção, concorda? É por isso que hoje trago para você os ensinamentos de mais uma lenda viva de Wall Street.

Se alguém perguntar agora para você os motivos pelos quais você comprou sua última ação, você saberia responder defendendo os fundamentos e explicando os números da empresa?

Essa é uma das regras fundamentais de Peter Lynch que todo investidor deve conhecer.

“Antes de comprar qualquer ação, você precisa saber explicar o que está comprando.”

Ele acredita que investidores individuais, como você e eu, têm vantagens sobre os profissionais porque são mais livres para agir de forma independente e explorar o mercado sem sofrer pressões externas.

Para isso, sugere que você investigue a fundo as empresas em que pretende investir e torne-se familiar a elas antes de colocar a mão no bolso.

Não é à toa que possuía em seu portfólio pessoal empresas como Apple e Dunkin’ Donuts.

Peter Lynch explicou certa vez:

“Meus filhos têm os computadores em casa e o gerente de sistemas da empresa comprou vários para o escritório. E eu adoro o café do Dunkin’.”

Mas, sua decisão não deve se basear unicamente em argumentos como esse. Porém, estudar empresas das quais você é cliente e admira certamente é um bom ponto de partida para planejar os seus investimentos. Pois, como diz Peter Lynch:

“Se você gosta da loja, há boas chances de você se apaixonar pela ação.”

A arte de procurar e investir em boas histórias

Mas esse não era o único norte de Peter Lynch. Ele gostava de trazer um outro conceito (esse um tanto inusitado) aos investimentos.

Ele defendia o seguinte:

“Quanto mais se sabe sobre uma empresa, seu negócio, produtos e concorrentes, mais chances temos de encontrar uma boa história para se investir.”

Ou seja, ele enxergava as empresas como boas histórias a serem encontradas. Interessante, não?

E como toda história tem seu fim, o investidor defendia ainda que você deve vender as ações quando a história acaba.

Ou seja, quando a ação atingir os objetivos que você traçou ou quando a empresa não estiver indo na direção ao final feliz que você imaginava, é a hora certa de tirar seu dinheiro dela.

Esse conceito pode até soar subjetivo, mas lembre-se da essência: Invista em empresas que lhe são familiares.

Aliás, essa lógica é bem parecida com a que contei no artigo sobre Irving Kahn, o homem centenário que lucrou até durante a crise de 1929: “Todo mundo precisa de uma camisa nova”. O que você acha?

Outra característica da maneira como Peter Lynch investia que merece destaque era seu interesse nas chamadas empresas em crescimento: small caps com potencial de maturação e retorno futuro maior do que as seguras, mas já consolidadas, blue chips.

Diversificar demais é um erro

Segundo Peter Lynch, diversificar demais é um erro

Outro destaque da forma de investir de Peter Lynch é um pensamento que vai na contramão do que muitos dos grandes investidores defendem. Para ele, a diversificação do portfólio reduz a habilidade do investidor de fazer uma pesquisa eficiente a analisar os papéis.

Para defender sua tese, ele faz a seguinte analogia.

“Ter ações é como ter crianças: não se envolva com mais do que o que consegue você lidar. O investidor que não acompanha o mercado em 100% do tempo consegue acompanhar algo entre 8 e 12 empresas e não deveria ter mais do que 5 empresas em seu portfólio ao mesmo tempo.”

Você já tentou tomar conta de 15 crianças ao mesmo tempo para ver o que acontece?

14 regras de ouro de investimento de Peter Lynch

14 regras de ouro de investimento de Peter Lynch

Para encerrar as dicas de uma das lendas vivas de Wall Street, vou resumir alguns ensinamentos que foram publicados em Beating the Street, um de seus três livros, que infelizmente não chegou ao mercado brasileiro em português.

1ª Regra: Geralmente não existe relação entre o sucesso da operação de uma empresa e o sucesso de uma ação em alguns meses ou anos. No longo prazo, porém, essa relação é de 100%. Essa é a chave para fazer dinheiro. Ser paciente e sócio de empresas de sucesso é algo que, cedo ou tarde, se paga.

2ª Regra: Você tem que conhecer o que você tem e saber por que você tem.

3ª Regra: Se você não consegue encontrar nenhuma empresa que considera atrativa, deixe seu dinheiro no banco até encontrar o que busca.

4ª Regra: Nunca invista em uma empresa sem entender suas finanças. As maiores perdas vêm de empresas com planilhas de balanço frágeis.

5ª Regra: Se estiver buscando uma empresa pequena para investir (growth investing), espere ela se tornar lucrativa para apostar suas fichas nela.

6ª Regra: Um declínio do mercado de ações é tão esperado quanto fortes nevascas no inverno dos EUA. Se você estiver preparado não vai se machucar. Quedas são grande oportunidades para comprar barganhas dos investidores que estão em pânico.

7ª Regra: Todos têm cérebro para ganhar dinheiro com ações. Nem todos têm estômago. Se você acha que pode se desesperar e vender tudo em um momento de pânico evite o mercado de ações.

8ª Regra: Sempre existe algo para se preocupar. Evite ficar pensando sobre o mercado no fim de semana e ignore as últimas previsões catastróficas do notíciário. Venda um papel porque os fundamentos da empresa deterioram, não porque o céu está desabando.

9ª Regra: Ninguém pode prever a taxa de juros, os rumos da economia ou do mercado de ações. Concentre-se no que, de fato, está acontecendo com as empresa que você investe.

10ª Regra: Se você estuda dez empresas irá encontrar uma que tem uma história melhor que o esperado. Se estudar 50, encontrará cinco. Sempre haverá boas surpresas na bolsa – companhias cujas conquistas estão sendo negligenciadas pelo mercado.

11ª Regra: Se você não estuda nenhuma empresa terá a mesma chance de sucesso comprando ações do que no poker se você apostar sem olhar suas cartas.

12ª Regra: Lembre que empresas que não têm dívidas não podem falir.

13ª Regra: Desconfie de empresas que têm taxas de crescimento anuais entre 50 e 100%.

14ª Regra: O tempo é seu aliado quando você é dono de ações de empresas de qualidade. Você pode se dar o luxo de esperar para ela gerar retorno.

Convite

Se você gostou deste artigo, vai adorar o Ebook “Plano Definitivo para Conquistar a Liberdade FinanceiraClique aqui para baixar grátis!

Bons investimentos.

Crédito das imagens: www.shutterstock.com

Plataforma GuiaInvest: 24 Ferramentas para Lucrar com Ações

Tutorial da Plataforma GuiaInvest

Nesse artigo você vai conhecer 24 ferramentas da plataforma digital do GuiaInvest para te ajudar a enriquecer com segurança.

Com essa plataforma, você poderá encontrar as melhores oportunidades de lucrar com as ações da bolsa de valores.

A plataforma digital do GuiaInvest é utilizada por investidores iniciantes até avançados, assim como traders do mercado financeiro.

Com ela é possível encontrar oportunidades de lucrar na bolsa de valores aplicando filtros e indicadores numa ampla base de dados intuitiva que qualquer pessoa consegue usar.

Se você quiser ver a opinião de outras pessoas sobre a plataforma digital do GuiaInvest, recomendo esse artigo criado pelo Clube dos Poupadores (clique aqui). 

Você também vai encontrar vários vídeos no Youtube de usuários que utilizam e recomendam a plataforma do GuiaInvest. Um exemplo é o Miguel, engenheiro de embalagens português, que lucrou 30% em um único ano usando as ferramentas do GuiaInvest.

Veja agora, quais são as 24 ferramentas que a plataforma digital do GuiaInvest tem à sua disposição.

 

24 Ferramentas da Plataforma do GuiaInvest

1. Visão Geral da Plataforma

2. Raio-x das Melhores Ações da Bolsa

3. G.I. Score – Pontuação de Ações por Histórico de Performance

4. G.I. Line – Cálculo Automático de Valulation

5. Método G.I. Way de Avaliação de Ações

6. Resultados Trimestrais

7. Checklist Automático de Avaliação Fundamentalista de Ações

8. Checklist Automático de Avaliação de Ações de Dividendos

9. Principais Dados e Indicadores de Empresas

10. Estratégias Personalizadas para Encontrar as Jóias da Bolsa de Valores

11. Modelos de Estratégias para Encontrar Oportunidades na Bolsa de Valores

12. Monitor do Mercado Financeiro

13. Ranking de Ações por Indicadores

14. Pesquisa de Ações Personalizada

15. Comparação de Resultados Trimestrais de Ações

16. Indicadores Setoriais do Mercado

17. Criação de Gráficos Personalizados

18. Modelos de Gráficos de Análise Técnica

19. Acesso a Treinamentos

20. Guia de Fundos de Investimento

21. Relatórios Diários do Mercado Financeiro

22. Calculadoras para Planejamento Financeiro

23. Consultor Virtual de Investimentos

24. Planilha RTD para acompanhamento dos investimentos

Vamos detalhar, abaixo, como usar cada uma das ferramentas.

1. Visão Geral da Plataforma GuiaInvest

Descubra, de forma simples e rápida como usar a plataforma digital do GuiaInvest e explore o mundo das ações para lucrar na bolsa de valores.

Nesse primeiro vídeo, conheça tudo o que a plataforma pode oferecer a você.

 

2. Raio-X da Bolsa de Valores

Com essa ferramenta você fica por dentro de todos os dados sobre suas ações preferidas.

3. G.I. Score: Descubra as Melhores Ações pela Pontuação Histórica

Nesse vídeo você vai descobrir como usar a pontuação da plataforma do GuiaInvest para encontrar as ações com melhor oportunidade de investimento.

 

4. G.I. Line: Calculo Automático de Valuation

Quer saber se sua ação preferida vai subir no futuro? Descubra a relação entre risco e retorno das suas ações preferidas através de um cálculo automático de valor instrínseco (valuation).

Além disso, você também pode projete os lucros futuros da empresa para saber se ela continua sendo uma boa oportunidade frente a outras opções de investimento.

Para ver o uso do G.I. Score e G.I. Line na prática, clique aqui e veja como o André utiliza essas ferramentas.

 

5. G.I. Way: Lucre com as Ações Descontadas da Bolsa.

Com o G.I. Way você pode encontrar ações descontadas da bolsa. Para isso basta analisar a relação entre preço e lucro das empresas, assim como o valor patrimonial de cada ação.

 

6. Compare a Performance Trimestral das Empresas

Através da comparação trimestral, você pode descobrir se sua ação preferida está melhorando ou piorando os resultados. Com isso, você pode tomar decisões mais assertivas e rápidas de acordo com os acontecimentos.

 

7. Checklist Fundamentalista de Ações em 1 Clique

Descubra em um único clique se sua ação preferida atende todos os critérios fundamentalistas para receber investimentos. O ideal é que uma ação atenda no mínimo 8 critérios fundamentalistas.

 

8. Checklist de Dividendos em 1 Clique.

Descubra em um único clique se sua ação preferida atende a todos os critérios de dividendos para poder receber investimentos. O ideal é que uma ação atenda no mínimo 8 critérios de dividendos.

 

9. Explore o Mundo de Dados das Empresas da Bolsa de Valores

 

10. Crie sua Própria Estratégia e Descubra Oportunidades Únicas de Investimento

Supere os grandes investidores para encontrar as melhores oportunidades de lucro da bolsa de valores.

Crie sua estratégia única utilizando centenas de filtros e indicadores de desempenho.

 

11. Utilize Estratégias Criadas pelo GuiaInvest para Encontrar as Melhores Ações

Utilize diversos modelos criados pela equipe de especialistas do GuiaInvest para encontrar oportunidades de lucro com ações da bolsa de valores.

 

12. Descubra os Melhores Setores para Investir e Quais Ações Mais se Valorizaram

Através do monitor do mercado você descobrirá quais os setores tem obtido o melhor desempenho, assim como quais ações mais se valorizaram e diversos períodos.

 

13. Conheça o Ranking das Melhores Ações do Momento

 

14. Pesquise Ações Usando Diversos Filtros e Indicadores de Desempenho

Recentemente o André revelou como ele seleciona ações de bancos na prática, utilizando essa ferramenta. Você pode conferir o vídeo clicando aqui.

 

15. Descubra Como Obter Dados Trimestrais Consolidados

 

16. Indicadores Setoriais

Descubra os indicadores mais relevantes de cada setor da bolsa.

 

17. Veja Gráficos de Ações e Use Filtros e Indicadores para Encontrar Oportunidades

Através dos gráficos de ações, você pode fazer análises técnicas, usar filtros e indicadores e assim encontrar as oportunidades de investimento.

 

18. Use Modelos de Gráficos Criados pelo GuiaInvest

Descubra oportunidades de investimento usando gráficos de análise técnica criados pela equipe de especialistas do GuiaInvest.

 

19. Aprenda e Pratique num Único Lugar

Obtenha acesso fácil a seus treinamentos dentro da plataforma do GuiaInvest. Com isso, você pode aplicar o conhecimento praticando dentro da própria plataforma.

 

 

20. Guia de Fundos de Investimento

Não quer perder tempo analisando ações? Sem problema.

A plataforma fornece um guia de fundos com indicadores de risco e retorno. Com isso você pode selecionar os fundos de investimento mais adequados ao seu perfil com um simples olhar.

 

21. Receba Relatórios Diários do Mercado Financeiro no Seu E-mail

Receba relatórios diários sobre o que aconteceu de mais relevante no mercado e fique por dentro de tudo o que pode influenciar o seu dinheiro.

O relatório é enviado diretamente para o seu e-mail no fechamento do mercado e você pode acessá-lo no conforto do seu celular ou de um computador.

Com ele você saberá quais ações mais subiram e cairam no dia, as notícias mais relevantes, conteúdos de aprendizado e palestras gratuitas criadas pela equipe de especialistas do GuiaInvest.

Para receber gratuitamente o relatório diário do mercado, faça seu cadastro através desse link.

 

22. Calculadoras de Planejamento Financeiro

Faça os cálculos para saber em quanto tempo você poderá viver de renda e quanto você vai precisar investir para alcançar esse objetivo.

 

23. Consultor Virtual de Investimentos

Não sabe no que investir?

Descubra seu perfil de investidor e quais os tipos de investimentos mais recomendados às suas características.

 

24. Acompanhe seus Investimento Usando a Planilha RTD da Plataforma

Acompanhe a valorização dos seus investimentos obtendo os dados das ações automaticamente usando a planilha RTD elaborada pela equipe de especialistas do GuiaInvest.

 

Conclusão

Percebeu a quantidade de ferramentas a sua disposição? Impossível não enriquecer com tantas funcionalidades ao seu dispor para te ajudar a fazer os melhores investimentos. Não é verdade?

Se você deseja receber acesso a plataforma agora mesmo, assista a esse vídeo aonde eu apresento todos os detalhes para você obter acesso imediato.

Um abraço e bons investimentos!

Dividendos: diferença reinvestindo ou não

Investir na média da renda variável do mercado financeiro já é um bom negócio, e isso tem se comprovado ao longo dos anos.

Basta acompanharmos o Ibovespa.

E pra investir dessa maneira podemos replicar o índice, comprando as diversas ações que fazem parte desse índice, ou simplesmente investir em ETFs que replicam esse índice, como BOVA11, BOVV11 ou XBOV11.

Mais prática comprando os ETFs, não é mesmo?

Agora, se você selecionar empresas a dedo, baseado em bons fundamentos, você pode montar uma ótima carteira de investimentos.

Neste ponto que entra a importância da diversificação.

Mas tal diversificação deve ser inteligente, e não simplesmente ficar na média.

Gosto muito das empresas que nos pagam dividendos.

Depois que elas pagam os dividendos, o que fazer com esse montante financeiro depende de nós.

Se você não precisa destes recursos, faz sentido reaplicar, e siga lendo este e-mail. Agora se você já está vivendo de renda pode encerrar a leitura aqui mesmo, ou continuar lendo e aprendendo mais sobre o assunto.

Hoje vou exemplificar sobre o poder do reinvestimento dos dividendos com uma empresa que atualmente o valor de mercado é 6,9 bilhões reais, e que tem 75 pontos no GI Score.

Podemos constatar os seguintes fatores:

  • Investimento por um período de longo prazo? Ok;
  • Valorização da ação? Ok;
  • Valorização da ação acima do Ibovespa? Ok;
  • Valorização maior ainda devido a ter reaplicado os dividendos? Ok também.

Perceba que a valorização do patrimônio é muito maior quando reaplicamos os dividendos.

Agora uma curiosidade que pouca gente conhece:

Sabia que você pode reinvestir os dividendos em outras empresas?

Sim! Isso mesmo. Você não precisa escolher a mesma empresa.

Isso é ótimo pois você pode aproveitar oportunidades melhores que a mesma empresa, caso essa situação aconteça.

Abs e até a próxima.

6 conselhos valiosos de Charlie Munger, o braço direito de Warren Buffett

Quem é Charlie Munger?

No auge de impressionantes 91 anos, Charlie Munger é o braço direito de Warren Buffett na Berkshire Hathaway.

Muitos o consideram como o grande segredo por trás do sucesso de Buffett. O próprio megainvestidor, aliás, confirma a importância do parceiro para o seu sucesso:

“É melhor se relacionar com pessoas melhores que você. Escolha associados cujos comportamentos são melhores que os seus. Isso vai lhe conduzir na direção correta.”

Os seguidores de Buffett acreditam que Charlie Munger teve uma influência significativa na filosofia de investimento do mago de Omaha. Por isso, as dicas que revelo nesse artigo são tão importantes.

Dono de uma fortuna de 1.43 bilhões de dólares, Charlie Munger é o número 1.415 na lista dos homens mais ricos do mundo e o 465 nos Estados Unidos, segundo a revista Forbes.

Charlie Munger é um senhor reservado. Raramente é visto em público, mas quando aparece não poupa palavras. A fortuna e a idade lhe deram a liberdade para falar o que pensa, mesmo quando se trata de criticar os poderosos de Wall Street.

Uma de suas obrigações é discursar ao lado de Buffett na grandiosa reunião anual da Berkshire.

Essa reunião é tão importante que mais de 40 mil acionistas viajam o mundo inteiro para ouvir as palavras de dois dos maiores investidores de todos os tempos.

É de Omaha, cidade do estado de Nebrasca nos Estados Unidos que, ano após ano, Charlie Munger entrega ao mundo seu conhecimento.

Esses conhecimentos são lições fundamentais a todo investidor que acredita no value investing como metodologia de investimento. Entretanto, suas lições vão muito além do mercado financeiro.

Ele fala, por exemplo, sobre a lei da inversão.

“Muito do sucesso na vida e nos negócios vem de saber o que você quer evitar. Seja a morte prematura, um mau casamento, etc.”

Ou seja, o fim justifica as escolhas do presente e é o que deve dar a base para as suas ações. Isso se aplica nos investimentos e na vida.

Mas essa é apenas uma amostra dos ensinamentos desse grande investidor. A seguir, confira as dicas que separei especialmente para ajudar você.

As 6 incontestáveis lições sobre value de Charlie Munger

Essas são algumas das maiores lições que você pode aprender com uma lenda viva a respeito de investimento em valor, no mercado e na vida. Dedicando um tempo para conhecer essas lições, você já terá dado um passo no mesmo caminho percorrido por Munger e Buffet:

“Warren e eu não somos espertos o suficiente para tomar decisões sem ter um tempo para pensar. Mas, de fato, conseguimos tomar decisões rápidas porque investimos muito tempo nos preparando, calados, lendo e pensando.”

Lição 1 – Se você se mantiver racional, a estupidez do mundo irá ajudá-lo

Certa vez, em entrevista ao Wall Street Journal, Charlie Munger disse que ele e Warren não são prodígios, mas seus resultados são prodigiosos porque eles têm uma vantagem temperamental que compensa a falta de pontos extras de QI.

Cronicamente as pessoas avaliam mal os limites sobre seu próprio conhecimento. Warren e eu entendemos melhor o que sabemos e o que não sabemos do que a maioria das pessoas. Conhecer suas competências é uma das coisas mais difíceis para um ser humano fazer e é muito mais importante e útil na vida e nos negócios do que ser brilhante.

Lição 2 – A paciência é uma das maiores virtudes de um investidor

Charlie Munger diz que saber esperar ajuda a transformar investidores medianos em bons investidores – mas muitas pessoas não suportam esperar!

Ele defende a tese de que investimentos de sucesso requerem “esta maluca combinação de bom senso e paciência e estar preparado para aproveitar a oportunidade quando ela se apresenta. Você tem que encontrar o equilíbrio entre competência e bom senso. Muito de um ou de outro não é bom. Quanto mais você conhece os limites de seu conhecimento, mais valioso o bom senso será.”

Lição 3 – Compre e sente em cima

Encontre algumas empresas excepcionais, compre suas ações e segure-as para sempre. Essa é a filosofia do “sit on your ass investing”, termo empregado por Munger pela primeira vez na reunião anual de 2000 da Berkshire.

Há algumas vantagens para o investidor entrar em uma posição em que você faz alguns poucos bons investimentos e simplesmente espera. Você estará pagando menos para sua corretora, ficará imune a muitas besteiras ditas por aí e será beneficiado pelos juros compostos.

Lição 4: Os sete fatores que, combinados, explicam o sucesso de Buffett

A lista abaixo foi apresentada por Charlie Munger durante a convenção anual de 2000. Segundo ele, estas são as principais características de Buffett que o levaram a onde ele está hoje:

  • Atitude mental: você é forte e positivo emocionalmente?
  • Ter grande interesse em aprender sobre investimentos. Qual foi o último livro que leu?
  • Começar cedo – se algo demora muito para ser alcançado, quanto antes começar, melhor
  • Ser uma máquina de aprendizado – nunca parar de aprender
  • Receber elogios e recompensas – seres humanos trabalham melhor quando ganham prêmios por seus bons resultados, o que faz com que façam mais do mesmo (com o objetivo de ganhar mais prêmios)
  • Ser uma pessoa confiável
  • Evitar inveja, ciúmes, auto piedade, vingança e ideologias extremas

Lição 5 – Não baseie suas aquisições em fatores macroeconômicos

Esta lição está intimamente ligada à primeira. “Nós sabemos o que não sabemos”.

A tese é a de que se preocupar com a taxa de juros e com a economia global é estressante e você não pode controlar nenhum evento macroeconômico. Foque no que você pode prever e controlar.

Ou você acha que pode prever a próxima grande crise, como aconteceu com a Grécia?

Lição 6 – Certifique-se de estar rodeado de pessoas de quem gosta e em quem possa confiar

Novamente, investimentos e vida se encontram. Quando perguntado sobre o perfil dos profissionais que gostam de ter na Berkshire, Charlie respondeu:

Nós queremos pessoas em quem todos os aspectos de sua personalidade fazem com que você queira estar perto delas. Confiança, primeiro. Habilidades, depois.

O mesmo vale para seus parceiros de negócio. Sejam as empresas em que você tem ações ou deseja ter, as pessoas que a dirigem, a corretora na qual você faz seus investimentos e o time que faz parte dela.

Você já parou para olhar por essa perspectiva?

E você, conhece alguma dica extra de Charlie Munger?

Eu jamais teria a pretensão de condensar 91 anos de vida de Charlie em seis dicas. Reuni aqui alguns insights preciosos para sua carreira de investidor, mas a bibliografia de Munger é vasta.

Se você gostou deste artigo, vai adorar o Ebook “Guia para Conquistar a Liberdade FinanceiraClique aqui para baixar grátis!

Bons investimentos.

Crédito da imagens: www.shutterstock.com