Antes restritos para Investidores Qualificados, agora abertos ao público em geral

Caro leitor,

Hoje escrevo para quem gosta de fundos de papel.

Fundos Imobiliários de Papel são fundos que não compram imóveis físicos, mas sim títulos de renda fixa ligados a operações imobiliárias.

Eles podem ter ou não um imóvel físico atrelado, mas apenas como forma de garantia da operação.

O principal papel comprado por este tipo de fundo é o CRI – Certificado de Recebíveis Imobiliários.

Quem emite esse tipo de papel tem um contrato imobiliário (pode ser financiamento, aluguel ou outro) que garante recebimentos futuros.

Imagine que você possua um imóvel que está locado por 10 anos. Quer dizer que você tem um aluguel para receber pela próxima década inteira. Certo?

Das duas uma:

Você pode deixar tudo como está e ir recebendo os aluguéis aos poucos;

Ou então pode optar por receber esses valores à vista. Para isso, você precisará emitir um CRI e encontrar quem queira comprá-lo.

Claro que esse recebimento à vista vem com um desconto né?

Afinal quem irá te entregar este dinheiro à vista para receber a prazo vai querer ganhar alguma coisa com isso.

Esse “desconto” é a remuneração do investidor do CRI. É a diferença entre o quanto ele vai te pagar hoje para o quanto ele vai receber no futuro.

O Fundos de Papel fazem esse tipo de investimento. Procuram quem tem algum recebível imobiliário e antecipam estes valores em troca de um bom desconto.

As novidades nesse mercado ficam por conta de dois fundos da gestora Kinea, uma das mais tradicionais no mercado de FIIs.

Essa gestora possui dois bons fundos de papel.

Até pouco tempo atrás, esses fundos eram restritos a investidores qualificados e, portanto estavam fora do alcance do investidor comum como você e eu.

O Kinea Renda Imobiliária (KNCR11), há poucas semanas mudou seu público alvo para investidores em geral. Agora, ele está ao seu alcance.

Esse fundo é focado em compra de CRIs com rentabilidade atrelada ao CDI.

O Kinea Índices de Preços (KNIP11) anunciou que seguirá o mesmo caminho na próximo assembléia: mudar o público alvo para investidores em geral.

Se for aprovada a medida (e a expectativa é que seja), o fundo ficará acessível ao investidor comum em dezembro.

Esse fundo também é focado em compra de CRIs, mas com rentabilidade atrelada a índices de inflação.

Os dois são excelentes alternativas entre os fundos de papéis.

Estou sempre atento: o KNCR11 entrou na seleção de FIIs do Aluguel Inteligente assim que mudou o público-alvo.

O KNIP11 terá o mesmo destino assim que se confirmar a mudança de público-alvo.

Abraço!

ETF de renda fixa vale a pena? Onde encontrar?

A renda fixa vai ser negociada na bolsa de valores

Caro leitor,

As taxas de juros estão caindo tanto aqui no Brasil quanto no resto do mundo mundo.

A mídia tem informado e as pessoas já começam a se preocupar com isso.

Nossas taxas estão nos mesmos patamares de outros países emergentes, ainda que eles possuam uma classificação de risco melhor que o nosso.

Acontece as perspectivas de melhora na situação econômica do país fazem com que o risco percebido do Brasil diminua, o que nos permite mais quedas nas taxas de juros.

Atualmente a Selic está em 5,50 por cento ao ano e especula-se que vá encerrar o ano abaixo de 5.

Entretanto, segundo a própria classificação do banco J.P. Morgan, o Brasil possui uma perspectiva de crescimento acima da média do mercado, fazendo com que os investidores internacionais demandem pelos nossos títulos.

Dado esse aumento da demanda por esse tipo de aplicação, juntamente com o aumento de investidores cadastrados na B3, o banco Itaú lançou dois novos ETF (Exchange Traded Fund) de renda fixa.

Um ETF é um fundo passivo, que apenas acompanha algum índice de mercado.

O BOVA11 é um exemplo de ETF que replica o Índice Bovespa.

Nesse ETF você está investindo em mais de 60 ativos da bolsa ao mesmo tempo.

Os dois ETF lançados pelo Itaú são o IB5M11, que replica os títulos indexados do Tesouro Direto, e o IRFM11, que replica os títulos prefixados.

Esse tipo de aplicação é uma forma simples e geralmente barata do investidor poder aplicar em ações ou em ativos de renda fixa.

A parte boa é que nas ETF as taxas de administração geralmente são baratas.

Enquanto no ETF as taxas ficam na faixa de 0,5 por cento ao ano, um fundo de investimento que faça o mesmo pode ter taxa na faixa de 2,00 por cento ao ano.

Enorme diferença, não é verdade?

Particularmente, no presente momento eu não carrego ETF no meu portfólio.

Não que não seja uma opção ruim de investimento, mas meus ativos de renda fixa, no momento, estão concentrados do Tesouro Direto e em ações pagadoras de dividendos.

Vamos ficar de olho no mercado.

Abraço e bons investimentos

10 vezes [INSIRA O VALOR]

O investidor lendário que encontrava ações que se multiplicam por 10

Olá amigo investidor,

Você já imaginou ter um lucro de 10 vezes o capital investido?

Pois bem, basta encontrar as ações “tenbaggers”.

Mas o que é uma tenbagger?

Essas ações ganharam esse nome pois geraram um retorno de dez vezes o valor do investimento inicial.

O termo foi popularizado pelo investidor lendário Peter Lynch em seu livro “One Up on Wall Street”.

Peter Lynch cunhou o termo por ser um grande fã de baseball.

Tenbagger representaria o mais extremo dos eventos possíveis em termos de pontuação de um jogo de baseball.

Para que um investidor se beneficie de uma tenbagger, ele deve permanecer no investimento por um longo tempo.

Em seu livro publicado em 1989, Lynch documenta sua jornada como gestor do Fidelity Magellan Fund.

O investidor assumiu os investimentos do fundo gerindo um capital de 18 milhões dólares e encerrou o seu mandato com 19 bilhões de dólares.

Isso se traduziu em uma taxa de retorno anual média de 29,9 por cento.

Ao escolher ações para investir, Lynch se baseou em dois critérios principais.

Primeiro, ele investiu em ações com uma relação preço/lucro abaixo da média da indústria em que atuavam.

Ele deu ao Wal-Mart um exemplo de investimento tenbagger.

Ele observou que os investidores que compraram as ações do Wal-Mart quando a empresa abriu seu capital, em 1970, teriam ganho 30 vezes o seu investimento inicial até 1989.

Ao procurar ações com este potencial, existem vários atributos que um investidor deve procurar:

Atributo 1 – O efeito base

Uma grande empresa tende a crescer de forma mais lenta do que uma pequena empresa.

Normalmente, uma grande empresa não pode crescer muito além da média da economia como um todo.

Quando os investidores investem seu dinheiro em uma grande empresa, há poucas chances do investimento crescer 10 vezes.

Investir em ações small caps ou em empresas em estágio inicial de operação oferece uma maior probabilidade de adquirir uma tenbagger.

Atributo 2 – Avaliação da empresa

Um investidor deve considerar quanto valem as ações de uma empresa e suas chances de crescimento no futuro.

As ações ideais para investimento são aqueles de baixo preço, mas com alto potencial de aumento de valor.

Se um investidor compra ações a um preço alto, é improvável que obtenha um alto retorno porque as ações já eram caras quando foram compradas.

Por exemplo, considere um investidor que compra as ações de 10 reais de uma empresa de tecnologia que deve crescer 30% ao ano nos próximos cinco anos. Isso significa que as ações dessa empresa hipotética provavelmente passarão da marca de 100 reais, tornando-se uma verdadeira tenbagger.

Atributo 3 – Ambiente operacional justo

A espinha dorsal é um bom ambiente operacional de negócios. A empresa precisa operar em um bom ambiente econômico para crescer rapidamente.

O ambiente ideal inclui coisas como leis tributárias justas, soluções de tecnologia e concorrência justa.

Internamente, a empresa deve possuir fortes fundamentos que atuam como aceleradores do seu crescimento.

Os fundamentos incluem alta lucratividade, níveis ideais de dívida, alto potencial de crescimento e ofertas exclusivas de produtos.

Todas essas características podem ajudar a impulsionar uma empresa dentro de um determinado período de tempo.

Aqui estão três princípios que os investidores podem aplicar para ajudar a gerar retornos maciços sobre o investimento.

Primeiro, comece pequeno…

As ações de baixo valor de mercado apresentam mais oportunidades de crescimento, em comparação com as ações de alto valor de mercado.

Por exemplo, a Apple Inc. é agora uma das maiores empresas que dominam o mercado de ações.

Seu valor de mercado é de cerca de 1 trilhão dólares.

Para a empresa ser uma tenbagger, seu valor de mercado precisaria atingir 10 trilhões de dólares, algo inimaginável.

Lynch ressalta a importância de você diversificar seus investimentos.

É difícil encontrar ações que oferecem multiplicação de 10 vezes. Além disso, o risco que elas apresentam são elevados.

A posse de várias ações de empresas de alto crescimento ajuda a reduzir os riscos e aumentar as chances de alguns investimentos crescerem.

Por exemplo, se um investidor realiza uma pesquisa de mercado minuciosa e escolhe 10 ações de pequenas empresas e de alto potencial para investir, é provável que uma ou mais ações ofereçam retornos de tenbaggers no futuro.

Os investidores de risco usam a técnica acima ao investir em pequenas empresas.

Eles investem em várias empresas de alto potencial que oferecem chances de trazer retornos massivos para compensar outros investimentos que não valem a pena.

Terceiro ponto, períodos mais longos proporcionam maiores ganhos.

Embora seja possível que um investimento cresça dez vezes em um ano ou dois, a maioria das ações só experimenta esses retornos em um período médio de dez anos.

Para as pequenas empresas que estão começando, os anos iniciais são cruciais para impulsionar as empresas para dentro do grupo de grandes empresas dentro de uma década.

Portanto, para que os investidores se beneficiem de retornos maciços, devem estar dispostos a manter as ações por um longo tempo.

É improvável que um investidor consiga uma tenbagger se resolver vender o investimento apenas alguns meses após a compra.

Talvez você esteja se perguntando se eu tenho tenbagger na carteira?

Bom, somente o tempo dirá…

Um abraço e bons investimentos,

Robôs versus Humanos

Ou seria Robôs pelos Humanos?

Caro leitor,

O duelo entre máquinas e humanos sempre alimentou a imaginação e fomentou teorias de conspiração das mais variadas.

Este tema é cada vez mais presente no mundo dos investimentos.

Nos Estados Unidos, os robôs de investimento já respondem por 60 por cento de todo o mercado de ações. São eles que gerem os fundos passivos e quantitativos.

Alguns destes fundos chamados de HFT – sigla em inglês para Negociação em Alta Frequência – fazem operações tão rápidas que são medidas em milissegundos.

Aqui no Brasil, estamos indo para o mesmo caminho. Os robôs estão cada vez mais frequentes e os fundos quantitativos vêm ganhando espaço no mercado.

Os fundos quantitativos são fundos no qual o gestor é uma máquina, um sistema, um algoritmo. Se não fazem tudo no fundo, dão os sinais para que o gestor execute determinada estratégia.

O funcionamento e programação do robô começa sempre com uma hipótese. Por exemplo, sempre que a bolsa cai, o dólar sobe.

A partir daí, essa hipótese é testada em uma base histórica de cotações para se verificar se ela é verdadeira.

Se for, as operações em função desta hipótese são simuladas nessa mesma base histórica e o resultado é apurado.

Se for bom é por que a tese funciona e está pronta para ser programada para atuar de forma autônoma.

Daqui para frente, sempre que a bolsa cair, o sistema vai gerar uma ordem de compra em dólar. Quando subir, vai gerar uma ordem de venda. E assim vai.

O exemplo foi propositalmente simplificado. A realidade é bem mais complexa e a quantidade de informações analisadas pelo algoritmo pode chegar a níveis inimagináveis para nós, humanos.

As principais vantagens deste tipo de investimento são:

  • A super capacidade de análise de dados de um algorítmo;
  • A ausência de emoção na tomada de decisão;
  • A baixa correlação dos quantitativos com os outros investimentos.

A principal crítica é o fato do robô só ter sido testado em bases históricas. Não há qualquer garantia que daqui para frente ele continuará desempenhando como no passado.

Mas afinal, vale a pena investir neste tipo de fundo?

Quando falamos destes fundos, confesso que gosto de poucos. Mas estes pouquíssimos são excelentes ativos para ter no portfólio por serem completamente descorrelacionados com qualquer outra classe de ativos.

Mesmo que individualmente não sejam os melhores fundos do mundo, no coletivo do seu portfólio eles desempenham um papel valiosíssimo.

Se você ainda não conhece, vá atrás de informações sobre fundos quantitativos.

Eles estarão cada vez mais presentes na nossa vida de investidor.

Abraço!

Marcelo Fayh

Ibov em 500k ou hecatombe?

Para onde vamos em um mundo complexo e incerto?

Caro leitor,

Têm me chegado muitas perguntas questionando o seguinte: o GuiaInvest acredita que o Ibovespa vai bater os 500 mil pontos ou que vai haver uma grande crise e, por isso, devem todos sair da bolsa?

Respondo aqui: estamos mais perto de bater 500 mil pontos do que de uma hecatombe que justifique uma evasão da bolsa.

Estou falando que, entre dois cenários extremos, estamos mais próximos de convergir para o lado positivo do que para o negativo.

Existem várias possibilidades fantásticas dentro desse meio termo.

E, mesmo que a história nos conduza aos 500 mil pontos na bolsa, o caminho até lá não é em linha reta.

No mais forte bull-market é normal termos correções de 30-40 por cento no meio do caminho.

Só vai dos 100 mil aos 500 mil quem aguentar as quedas, que são a coisa mais normal do mundo.

A bolsa, tal como a vida, é feita de altos e baixos. Mas imaginamos que tudo vai dar certo no final.

Há dias de depressão e outros de extrema euforia. A partir disso que moldamos o que somos para seguir em frente.

Falei na semana passada…

  • Selic está em 5,50 por cento ao ano (e caindo);
  • O investidor gringo tem pouco Brasil no portfólio em um mundo de juros negativos: esse desequilíbrio uma hora vai convergir à média;
  • Os próprios fundos brasileiros estão com uma alocação em bolsa abaixo da média;
  • Ao contrário da bolsa americana, a bolsa brasileira não está negociando a múltiplos hiper esticados: estamos, inclusive, com múltiplos abaixo da nossa média histórica;
  • Estamos com muita capacidade ociosa na economia, e isso implica em duas coisas boas para o futuro: crescimento sem inflação e pequenos incrementos de receita das empresas gerando grandes incrementos de lucro (o que chamamos de alavancagem operacional);
  • Os juros baixos também vão contribuir para a redução das despesas financeiras das empresas e uma consequente melhora dos lucros (alavancagem financeira);
  • Precificada ou não, a Reforma da Previdência está para sair e, ao menos em discurso, é o divisor de águas entre o “investir” ou “não-investir” no Brasil para os gringos.

Dá ainda para colocar um monte de coisa no tabuleiro a respeito do governo.

Mas o fato é que independentemente das medidas tomadas daqui para adiante, teremos um retomada cíclica, e a bolsa deve refletir isso nos preços.

Ao olhar dos gringos, Brasil ainda é um ativo muito barato e com uma assimetria muito boa de risco e retorno.

Se lá fora os ativos estão em preços recordes e há uma tensão comercial entre China e Estados Unidos, o Brasil está na contramão do mundo, para não perdermos o costume.

Aqui estão postos os riscos e oportunidades visíveis a olhos humanos.

Ao meu ver, muito a se ganhar e pouco a se perder.

Não ter um pouco de bolsa neste momento é correr um risco bem elevado. Na minha opinião, isso significaria ficar de fora de uma pernada de alta nos próximos anos.

E dada toda essa situação complexa e incerta, o que fazer?

Primeiro: se você quer investir, é importante que você tenha uma noção de portfólio.

Deve ter renda fixa, deve ter renda variável e deve diversificar, seja renda fixa, seja renda variável. Ponto.

Renda fixa não é para ganhar dinheiro, ao menos hoje em dia. É para amortecer volatilidade e preservar o patrimônio já acumulado.

Tesouro Direto está mais do que bom. Ganhar 90, 100 ou 150 por cento do CDI já não faz mais diferença.

Fique com o Tesouro Direto que é o mais simples e mais seguro.

Quer ganhar grana mesmo? É bolsa.

Tem que inventar muita moda? Não.

Se não quer escolher nada, compre BOVA11 e fim de papo. Agora, se você quer ter uma carteira de ações…

Compre somente ações que você se sentiria confortável em estar investindo mesmo que o mercado ficasse fechado pelos próximos 10 anos.

Compre ações que você aceitaria ficar para a vida toda.

Meu amigo e sócio, Eduardo Voglino, lançou seu novo canal, Ações para Vida.

Lá ele montou uma carteira com as ações das melhores empresas da bolsa.

Histórico de lucros bonitão, baixo ou nenhum endividamento, boa governança, perspectivas de crescimento, equipes de gestão competentes e distribuição de dividendos.

Se você investir nas empresas que ele recomenda e a bolsa fechar por 10 anos, está tudo tranquilo. Ele selecionou as empresas a partir desse racional.

Nunca comprou uma ação? Ele mostra como.

Não sabe qual empresa escolher? Ele tem uma carteira recomendada.

Está na dúvida do que fazer? Semanalmente você pode falar com ele em uma live.

Quer saber o que os outros investidores estão fazendo? Você ganha acesso ao grupo fechado de discussão.

Não entendeu por que ele recomenda determinada ação? Ele lança um relatório especial para cada uma das ações.

Achou legal mas ainda está desconfiado? Você tem 7 dias de degustação.

Recomendo fortemente que você pelo menos conheça o trabalho que o Eduardo está fazendo. Ele moveu muita montanha para colocar esse projeto no ar e eu tenho certeza que quem se juntar a ele não vai se arrepender.

Vamos começar?

Invista em ações para a vida

Um abraço e até semana que vem

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

Cielo vai voltar? Taxação dos dividendos?

Alô, leitor(a)

CIELO – CIEL3

Pra quem comprar hoje ações da Cielo (CIEL3) e ficar até amanhã terá direito a participar da distribuição de juros sobre capital próprio (JSCP) que a empresa havia anunciado.

As ações passam a ser negociadas ex amanhã, dia 25 e o montante total a ser distribuído será de 78 milhões e 100 mil reais, sendo projetado 0,02879043217 reais por ação, com pagamento dia 18 de novembro.

Há poucos dias rumores sobre uma possível união entre as concorrentes Cielo e Stone fez as ações decolarem, tanto sendo possível por expectativa de valorização da cia quanto por encerramento das posições de vendidos (que acreditavam na queda e tiveram que recomprar, ajudando na valorização).

Seria aquela velha história do “onde há fumaça, há fogo”?

Gráfico diário de CIEL desde 2009:

Ambas empresas negaram a conversa de possível acordo.

Cielo registrou lucro líquido de 431 milhões no 2º trimestre de 2019, sendo 33 por cento menor que o mesmo período em 2018.

Ainda comparando o mesmo período, a receita operacional e a receita líquida apontaram queda de 4,4 por cento.

Um pequeno alívio foi que o volume de transações aumento 8,9 por cento, comparando-se mesmos períodos, e uma leve alta de 0,9 por cento se formos comparar o 1º com o 2º tri de 2019.

Ainda temos que lembrar que o grupo japonês Softbank está analisando cerca de 40 empresas no Brasil para fazer investimentos, que deve anunciar novidades já próximas semanas, sendo um deles um de grande montante financeiro.

O fundo foi anunciado em março e promete investir 5 bilhões de dólares somente em projetos de tecnologia na América Latina.

O grupo já possui, no Brasil, cerca de 15 por cento do Banco Inter e também fez aportes nos famosos Rappi, Creditas, Gympass, QuintaAndar e Loggi e no mundo faz parte das conhecidas Alibaba e Uber e 99 (através da china Didi Chuxing, que é a dona).

Um executivo do grupo disse que estão avaliando também oportunidades nas áreas de transporte, logística, agronegócio, saúde, dentre outras opções.

TAXAÇÃO DE DIVIDENDOS

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) vai analisar hoje a proposta que pode cobrar Imposto de Renda sobre a distribuição de lucros e dividendos.

O projeto de autoria do senador Otto Alencar (PSD-BA) (Projeto de Lei 2.015/2019) fala em acabar com a atual isenção para uma cobrança, retida na fonte, a partir de 15 por cento para as distribuições, podendo chegar a 25 por cento para quem é beneficiário pelo regime fiscal nos famosos paraísos fiscais.

A cobrança foi de 1926 a 1995, quando a Lei 9.249/1995 previu a isenção.

Jorge Kajuru (Patriota-GO), que é relator do projeto, está favorável a aprovação.

Mesmo que aprovado, ainda acredito que os dividendos farão sentido e as empresas vão se adaptar para continuar pagando bons proventos, ainda mais com as reduções da taxa Selic, que ainda deve ter novos cortes.

Estou de olho nessas decisões.

Abs e bons investimentos