Qual diferença entre Itaúsa (ITSA4) e BMW X5?

Percebi instantaneamente que o Gabriel iria perder muito dinheiro. 

Gabriel é um típico investidor de ações que toma decisões com base em suas emoções. 

Ele havia comprado, em Fevereiro de 2017, o equivalente a 15000 ações da ITSA4, ao preço de 7,66 reais, somando um total aproximado de 114 mil reais. 

Me lembro de ter dado parabéns pela escolho das ações, afinal, Itaúsa é uma das melhores empresas da bolsa. 

No dia 17 de Maio de 2017, ele já havia finalizado a construção da sua carteira. 

A carteira estava bem diversificada e composta por empresas de alta qualidade. Nesse momento, bastava  efetuar aportes periódicos e manter os investimentos por um longo prazo. 

Empresas boas, aportes periódicos e visão de longo prazo… O simples normalmente funciona. 

Um dia após a compra  da última ação, Gabriel enfrentou seu primeiro circuit breaker — um mecanismo que interrompe os negócios da bolsa por 30 minutos para tentar conter a forte queda nos preços dos ativos. 

Lembra do  fatídico dia conhecido como Joesley Day?

Para quem compreende o racional de comprar ações baratas, esse dia foi maravilhoso. Pena que são poucos que compreendem. 

Eu estava em uma cafeteria de Porto Alegre fazendo uma  reunião com um cliente. Notei que meu telefone tocava insistentemente; contudo, não quis interromper a conversa.

Próximo das 11h, a reunião terminou. Enquanto pagava a conta, peguei meu celular do bolso. 

Havia 7 chamadas não atendidas, todas do Gabriel. 

Rapidamente, retornei a ligação. De forma ofegante ele despejou suas emoções:

“Edu, você viu? O mercado despencou, minhas ações estavam caindo todas mais 7%… A ITSA4 caiu 8%. Vendi tudo, acho que tomei a decisão certa, né?”

Não respondi nada, apenas pedi para ele me encontrar. 

Caro leitor, consegue me responder se a decisão do Gabriel foi certa?

Lembre-se de um ponto importante: ele havia comprado apenas ações de boas empresas. 

Pense comigo…

Se você fosse um revendedor de veículos e seu melhor carro fosse uma  BMW X5 (Sou fã de BMW). O preço de uma nova é mais de 450 mil reais

Agora, imagine você acordando em um dia qualquer e perceber que elas estão sendo negociadas a 200 mil reais.

Você venderia as BMWs que tem por 200 mil reais ou compraria mais para revender ao seu preço justo no futuro? 

A resposta é quase automática… 

Por que com ações de boas empresas deve ser diferente? 

O Gabriel vendeu uma das melhores ações da bolsa (ITSA4) por 6,40 reais, quando, na verdade, ele deveria ter aumentado sua posição (lembre-se da BMW).

Infelizmente, é muito raro encontrar aqueles que conseguem enxergar além de da turbulência do curto prazo.

Adoro dias turbulentos! 

São raros os momentos em que boas empresas são negociadas a preços de barganha. 

Não desperdice esses momentos.

Particularmente, busco momentos onde o mercado é irracional. 

Muitas vezes, uma empresa pode cair em descrença pelo mercado ou simplesmente não chamar a atenção. 

Quando isso ocorre, a lei da oferta e demanda impera, fazendo com que os preços caiam. 

Sabe qual é o nome disso? 

Oportunidade.

Uma empresa boa, não se torna ruim por uma queda de seus preços, assim como uma empresa ruim, não se torna boa por uma alta de seus preços.

Se amanhã o mercado apresentasse uma queda intensa e a ITSA4 estivesse sendo negociada a 6,44 reais, você compraria?

Gabriel vendeu… Gerou um prejuízo de 18.900,00 mil reais no total.

Não seja um Gabriel.

Busque por boas empresas e, quando seus preços caírem muito, compre! 

Forte abraço!

Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

Sobre humanos e máquinas: as 5 melhores ações da B3 no dia 30 de outubro de 2019

Olá, como você vai?

Olha só que coisa interessante: a plataforma do GuiaInvest lida com trilhões de dados todos os dias.

Nossos algoritmos consolidam e simplificam uma quantidade de informações que um ser humano seria completamente incapaz de interpretar em uma vida inteira.

Há 11 anos a Inteligência Artificial do GuiaInvest vem ajudando milhares de pessoas a investir melhor.

Nós somos obcecados pelo mercado de ações, mas não temos nenhuma vaidade: se os números dizem, está dito, não importa a nossa opinião.

Antes de qualquer coisa, adianto: não somos entusiastas de robôs investidores e essas novas modas que surgem no YouTube e de traders blogueiros.

Quando falamos em Inteligência Artificial, nos referimos a tomada de decisão baseada em algoritmos.

É isso que fazemos, a nossa essência. E como você percebeu, a decisão é humana, não da máquina.

Fato é que as máquinas lidam bem com quantidades fartas de informações.

Nós humanos lidamos bem com poucas informações. Somos bons de escolher entre um ou outro. 

Nesse sentido ainda somos superiores às máquinas. Nós temos sentimentos e ainda podemos captar aquilo que não está nos números.

Máquinas não possuem o que chamamos de intuição, que nada mais é do que um conhecimento tácito, impossível de ser expresso em números ou mesmo palavras.

Basicamente, a plataforma do GuiaInvest mastiga os dados e nos dá o poder de tomar uma boa decisão.

Hoje, dia 30 de outubro de 2019, a nossa plataforma ordenou da seguinte maneira as Top 5 ações da bolsa brasileira em termos de qualidade:

1- Hypera (HYPE3) – GI Score = 92

2- Ferbasa (FESA4) – GI Score = 91

3- Unipar (UNIP6) – GI Score = 85 

4- RD (RADL3) – GI Score = 84

5- Qualicorp (QUAL3) – GI Score = 84

O GI Score é um indicador único do GuiaInvest, que é calculado pela nossa Inteligência Artificial.

Ele leva em conta margens de lucro, lucratividade, crescimento, liquidez, endividamento e governança das empresas listadas na bolsa. Ele varia de 0 a 100 e, quanto maior, melhor é a empresa em questão.

Neste indicador não é levada em consideração a atratividade do preço da ação.

Ele não serve como uma recomendação de compra.

Mas será que essas são mesmo as Top 5 melhores empresas da bolsa?

Na opinião de muita gente, não, mas é o que os números nos dizem.

Não estamos aqui para tentar competir com as máquinas na análise de uma infinidade de informações. 

Sinceramente, não acredito que o analista tal, da casa de análise tal, consegue consolidar tanta informação com tanta eficiência.

Ele é um humano, ele erra, ele também se deixa levar por emoções.

Mas isso quer dizer que a nossa Inteligência Artificial não erra?

Claro que não, ela também erra, afinal ela foi desenhada por um humano. Ela possui a capacidade de sintetizar um raciocínio que um ser humano seria incapaz.

Ela ajuda você a pensar muito mais rápido.

E, de qualquer forma, a decisão final de investir ou não é sua. 

Investir seguirá sendo um exercício de otimismo, de saber a quais riscos você aceita se sujeitar, de assumir que você não sabe de tudo e saber que o que premia você é o tempo e a disciplina.

Se você quiser conhecer mais a fundo o nosso algoritmo, nesse vídeo o André faz uma demonstração utilizando o caso prático de duas ações.

Ali ele vai atrás da resposta para duas perguntas: i) essa ação é de uma boa empresa?; ii) o preço dela está atrativo?

Os números estão ali à nossa disposição para responder o que perguntamos, mas, no final do dia, a decisão e a responsabilidade sempre será de nós, humanos. 

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

Empresas de Crescimento ou de Dividendos?

Caro leitor,

Eu devo focar em empresas de dividendos ou em empresas de crescimento?

Essa pergunta é recorrente e gera bons debates.

Mas antes, é preciso saber o que é uma empresa de dividendos e uma de crescimento.

Vamos começar de forma simples:

Uma empresa de crescimento reinveste grande parte do seu lucro com objetivo de acelerar seu crescimento.

Uma empresa de dividendos distribui grande parte do seu lucro aos acionistas como forma de remunerá-los.

Então quer dizer que empresas de dividendos não crescem?

Não. Calma. Toda empresa cresce. Se não crescer, morre. Não tem moleza.

A diferença é que a de dividendo vai crescer menos. Ela já é grande, consolidada, dominante no seu setor. 

Espera-se que ela cresça no mínimo o equivalente a inflação mais o tamanho do seu mercado.

Enquanto isso, uma empresa de crescimento quer muito mais. Ela quer aumentar o seu tamanho, sua participação no mercado e quem sabe até entrar em outros mercados. Isso tudo custa dinheiro. 

A fonte de recursos próprios são os lucros da empresa. Portanto ela vai distribuir o mínimo de dividendos aos acionistas e destinar o máximo valor possível para se financiar.

Existe um indicador que nos mostra de forma bastante clara qual é a estratégia da empresa, crescimento ou dividendos.

O indicador é o Payout. É um percentual que indica o quanto do lucro da empresa é distribuído para seus acionistas na forma de dividendos. 

Se for 100 por cento, então todo o lucro é distribuído como dividendos.

Se for zero por cento, então todo o lucro fica no caixa da empresa.

Ficou mais fácil agora?

Payout alto, significa que a empresa vai crescer menos mas você terá o seu retorno na forma de dividendos.

Payout baixo, significa que a empresa está buscando alto crescimento e você terá seu retorno na valorização das suas ações.

E agora, em qual das duas devo focar?

Depende de seu perfil. Se segurança é importante para você, então vá de dividendos.

Empresas de dividendos são mais seguras, já estão consolidadas, seu retorno é mais previsível.

Antes que alguém diga que vão dar menos retorno, basta que você reinvista os dividendos nela mesma (é o que as de crescimento fazem).

Se você tem estômago para correr mais risco, então vá nas de crescimento. Elas têm potencial de multiplicar de tamanho. 

O risco é igualmente alto, pois todo investimento que a empresa faz tem o risco de não dar certo, ou simplesmente dar menos certo do que o investimento do concorrente.

Mais uma vez, o foco central da sua decisão de investimento é você mesmo. Escolha de acordo com seu perfil, pois é possível ganhar muito dinheiro com ambos os tipos de empresa. 

O mais legal de tudo é que a empresa de crescimento que der certo, vai se tornar uma de empresa de dividendos no futuro. 

Um dia ela vai crescer tanto quanto o seu mercado suporta, e não vai mais ter onde reinvestir seus lucros, logo, vai distribuí-los na forma de dividendos.

Peter Lynch já dizia: “O futuro de toda empresa de crescimento é se tornar uma empresa de dividendos”.

Consegui te ajudar a decidir em qual tipo de empresa investir?

Me diga qual delas você prefere?

Abraço

Minha Small Cap preferida é a Itaúsa (ITSA4)

Olá, amigo investidor, 

Neste momento, você deve estar pensando: “Que bobagem o Edu está falando, ITSA4 não é uma Small Cap.”

Você está certo! 

A ITSA4 tem mais de 100 bilhões em valor de mercado e, como sabemos, empresas desse tamanho são conhecidas como Large Caps (grandes empresas).. 

Acontece que a Itaúsa já foi uma Small Cap.

Há 19 anos a empresa valia, aproximadamente, 5 bilhões, equivalente ao tamanho da Arezzo (empresa do ramo calçadista). 

Se você estivesse no ano 2000 montando uma carteira de ações, você incluiria as ações da ITSA4?

Lembre-se que, na época, ela era uma pequena empresa e com fundamentos bem diferentes dos atuais. 

O crescimento do valor de mercado é o que determina que uma Small Cap se torne uma grande empresa.

Você sabe o que acontece quando o valor de mercado de uma ação que você investe aumenta?

Você ganha dinheiro!

Veja:

 A linha azul é o preço, e a linha laranja é o valor patrimonial. Convergem para mesma direção, concorda?

E o crescimento reflete no preço de suas ações, que sobem vertiginosamente conforme a expansão da empresa.

Esse é o motivo do porquê uma ação Small Cap tem uma capacidade muito superior de valorização e em um tempo muito menor do que uma ação de uma blue chip já consolidada no mercado.

Quanto menor, mais rápido e quanto maior, mais devagar é um conceito que costuma ser aplicado aos investimentos no mercado de ações com boa base lógica.

A ITSA4 hoje é uma das melhores ações da bolsa. Talvez há 19 anos você não tivesse a mesma opinião.

No entanto, só depende de você escolher as melhores Small Caps para sua carteira, assim uma delas poderá ser a futura ITSA4.

Toda grande empresa hoje já foi uma pequena empresa no passado. 

Essa lista inclui empresas como a Apple, Google, Amazon, Harley Davidson e DIsney. 

Quando negócios são apenas ideias ou pequenas empresas, poucos são os investidores capazes de visualizar um sucesso em potencial.

Porém, quando negócios se tornam símbolos mundiais de poder, todos brigam para obter uma parte de suas ações.

Monte sua carteira de Small Caps diversificadas entre setores, assim poderá reduzir o risco. 

Exemplo:

Não se esqueça: quando você investe em ações com potencial real de crescimento, você perde, no máximo, 100 por cento do que investiu. 

No entanto, não há limite para o que você tem a ganhar. Em resumo: você tem muito a ganhar e pouco a perder.

É exatamente esse argumento que valida montar posições, mesmo que pequenas, em Small Caps.

Como você sabe, o retorno é proporcional ao risco; por isso, recomendo que não ultrapasse 15 por cento do total da carteira com ações Small Caps. 

Já será suficiente para agregar um grande potencial a sua carteira de investimentos.

Forte abraço!


Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

Quanto pagar por um Fundo Imobiliário?

Caro leitor,

Saber o quanto pagar por um fundo imobiliário é tão importante quanto saber qual comprar.

Funciona igual à compra de um imóvel – não seria a mesma coisa? Não adianta pagar pouco num imóvel ruim assim como não adianta pagar caro demais num imóvel bom.

A definição de qual é o preço máximo a se pagar é um dos maiores dilemas do investidor.

O trabalho que dá chegar até um bom fundo gera uma espécie de apego emocional ao FII. Daí a tentação de flexibilizar nossa proposta de preço começa a pesar e pode nos levar a fazer maus negócios. 

Não caia nessa, ou estará fadado ao fracasso nos investimentos.

Depois de escolher os melhores fundos, faça um filtro de preço.

O seu principal referencial de preço é o valor patrimonial do fundo, divulgado por ele mesmo.

Para o fundo chegar a esse valor patrimonial, ele é obrigado a contratar, pelo menos uma vez por ano, um avaliador independente para determinar o valor dos seus imóveis.

As empresas que prestam o serviço de fazer laudos de avaliações imobiliárias costumam ser sérias e idôneas e buscam sempre a avaliação mais precisa possível.

Existem várias formas de fazer essa avaliação. As mais importantes são a de custo de reposição e por fluxo de caixa descontado.

A de custo de reposição é focada no imóvel em si. Vai estimar o custo de um terreno equivalente, o custo de construir novamente o imóvel e aplicar um desconto de acordo com a idade e estado de conservação do imóvel.

O fluxo de caixa descontado é focado na capacidade de geração de renda do imóvel. Vai projetar, pelos próximos anos, a receita de aluguel, considerando reajustes, vacância e outras variáveis que podem afetar o seu resultado. Depois usa uma fórmula para trazer a valor presente todo esse resultado. 

Para ficar mais fácil de entender: é o equivalente a chegar ao valor à vista dos aluguéis dos próximos 10 ou 20 anos.

Vejo muitos analistas dizendo por aí que não dá para confiar nessa avaliações por mil e um motivos, que o investidor deveria fazer a sua própria avaliação.

Fala sério!

Para mim, o que esses “analistas” querem é gerar um problemão para você e em seguida te vender uma solução.

Problema: você não sabe fazer a avaliação e não pode confiar no fundo.

Solução: o analista “sabe” e vai fazer para você.

O que eu penso disso?

O analista não sabe fazer. Pelo menos não melhor do que empresas tradicionais que atuam há décadas neste mercado de avaliação. Se eles soubessem fazer melhor, eles seriam os avaliadores, não acha?

O analista está dificultando a sua vida te fazendo acreditar que você precisa dele para investir.

Como eu faço?

Primeiro ponto: não sou o dono da verdade. Sou dono da minha opinião.

Honestamente, eu não sou capaz de fazer melhor avaliação do que os próprios avaliadores. Portanto, prefiro usar a deles do que a minha.

Uso a deles, mas não sou ingênuo. Sei que pode haver conflito de interesses, sei que alguma premissa pode estar equivocada –  de propósito ou não. 

A forma de me defender desse eventual problema é através da diversificação. Não concentro posições em poucos fundos. Quanto mais diversificado, melhor.

Ao invés de ficar medindo competência e ego com o avaliador, eu prefiro a humildade de quem se defende com diversificação. 

Sabendo que vou errar, que o erro seja pequeno.

Antes de ir embora: eu não pago mais do que 1,1 vez o valor patrimonial.

Abraço

Como investir em ações com pouco dinheiro

Olá amigo investidor,

Todos os dias recebo diversos e-mails perguntando se é preciso muito dinheiro para começar a investir em ações.

Minha resposta é sempre a mesma: depende. 

Você considera 300 reais um valor muito alto?

Com este valor mensal você tem a possibilidade de conquistar um patrimônio surpreendente…

Parece atrativo? 

Logo mais você vai entender melhor… Agora preciso contar uma coisa.

Se você não investe em ações porque acha que precisa de muito para começar, você está enganado.

Na verdade, você não está sozinho nessa. 

Por causa de falta de educação financeira, muitos brasileiros têm essa mesma impressão. 

O que talvez você não saiba é que já está perdendo dinheiro pelo simples fato de não estar investindo.

E convenhamos, ninguém aqui está podendo perder dinheiro, certo?

O que eu vou falar nas próximas linhas desmente de uma vez por todas a teoria de que é necessário muito dinheiro para investir. 

Vamos aos fatos…

O que acontece é que a maioria das pessoas conhece apenas um mercado de ações: O Mercado de Ações à Vista

Neste mercado você só consegue comprar um mínimo de 100 ações de uma empresa, podendo só negociar múltiplos de 100 (200, 300, 400, etc).

É nele que a maioria dos investidores atua, por isso esse mercado é mais conhecido. 

Se uma ação custa hipoteticamente 10 reais, você só poderia começar com 1.000 reais. Dessa forma realmente é preciso mais dinheiro para começar. 

Porém, o que muita gente não sabe, é que existe um outro mercado: O Mercado Fracionário

Este mercado possibilita que você comece os seus investimentos mesmo que tenha muito pouco dinheiro guardado.

Isso acontece porque no mercado fracionário, é possível comprar uma única ação. 

Dessa forma você tem a possibilidade de comprar a quantidade de ações que quiser entre 1 e 99 ações.

Pegando o exemplo dos 300 reais…

Esta quantia investida regularmente possui a capacidade de mudar o seu futuro financeiro para melhor.

Ela pode ser responsável por proporcionar para você uma renda extra no futuro.

Veja só: 

Investindo exatamente 300 reais mensais você já consegue acumular riqueza em proporções antes não imaginadas…

Já imaginou chegar na melhor idade com dinheiro suficiente para se manter, ajudar os filhos e ainda rodar o mundo?

Warren Buffett o maior investidor do mundo, atingiu uma média anual de retorno de 20%. 

Bom, nós não somos tão bons quanto o Buffett… 

Então, se considerarmos aportes mensais de 300 reais e um retorno médio ao ano de 12%, chegaríamos nos seguintes cenários:


O que achou?

Ficam duas lições:

1- Comece com pouco.

2- Comece agora.

Os juros compostos irão presentear sua disciplina nos investimentos. Mas para isso você precisa agir.

Forte abraço!

Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

A melhor estratégia para investir em ações

Olá amigo investidor,

Se me permitir, gostaria de te apresentar 3 situações e 3 perguntas:

1 – Quando você vai trocar de automóvel, pressupondo que já saiba qual modelo e marca que deseja, qual é o seu primeiro passo?

2 – Você ganhou aumento salarial e está com capacidade para comprar um imóvel melhor, finalmente poderá comprar aquele apartamento no seu bairro preferido. Antes de comprar, o que você naturalmente irá fazer?

3 – Seu notebook estragou e você precisa comprar outro para continuar trabalhando. Você irá ao shopping e possivelmente irá em diversas lojas antes de comprar. Qual é sua intenção ao fazer isso? 

A resposta é a mesma para qualquer uma das perguntas acima: Pesquisar preço!

É racional querer comprar barato, independente do que seja. 

Concorda comigo que ninguém é capaz de prever futuro? 

Existem muitas variáveis que podem mudar a trajetória dos acontecimentos. É improvável acertar se o preço de qualquer coisa irá ou não subir. 

Por outro lado você é possível comparar os preços dos produtos atualmente disponíveis e, assim, comprar algo que apresente o maior desconto.  

Você não tenta adivinhar o futuro.

Óbvio que para não comprar “gato por lebre”, você deve sempre  avaliar a qualidade do produto.

Mas convenhamos, existem produtos que não geram dúvidas sobre sua excelente qualidade. 

Uma cobertura no melhor bairro da sua cidade com preço de um apartamento de 1 quarto em um bairro da periferia, por questões óbvias, se trataria de uma incrível oportunidade.

Mesmo que você não consiga prever o preço que a cobertura terá no curto prazo, existe uma grande possibilidade que você venha a fazer dinheiro no longo prazo.

Ou, pelo menos, terá convicção que vai reduzir o risco de perder dinheiro porque que o preço que você pagou foi realmente muito baixo.

Se você fizer isso ao comprar uma ação, você estará utilizando a melhor estratégia para investir em ações. 

Ela é conhecida como Value Investing.

Value Investing é utilizado no dia-a-dia das pessoas na condição de consumidores. 

A ideia é que se você souber o valor de alguma coisa, você pode economizar muito dinheiro comprando com desconto, ou evitar desperdiçar comprando quando está muito caro.

É algo tão trivial que me assombro com as pessoas que acham que preço não importa. 

Aliás essa discussão é intensa no mercado.

Para quem acha que preço realmente não importa, ofereço minhas ações pelo dobro do preço…

Veja como é intuitivo e lógico comprar ações com desconto:

Quando você compra uma ação pagando por ela menos do que ela realmente vale, você cria margem de segurança e com ela você consegue não só aumentar a capacidade de retorno, como reduzir o risco.

Citando Warren Buffett, o maior investidor do mundo, “a relação entre risco e retorno não tem uma correlação positiva para os investidores de valor”.

Enquanto existir o verbo “comprar”, o preço sempre será uma variável importante.

Simples assim.

Forte abraço!

Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

A Regra dos 80 / 20

Caro leitor, 

Vilfredo Federico Damaso Pareto foi um engenheiro italiano nascido na França e um dos homens que ajudou a desenvolver a microeconomia. 

Pareto observou em 1906 que 20 por cento dos italianos eram donos de 80 por cento das terras da Itália. 

Mais tarde, um relatório da ONU de 1989 mostrou que os 20 por cento das pessoas mais ricas do mundo detinham 80 por cento da riqueza do mundo.

Embora os números precisos variem (ex. 90-10, 70-30), em quase tudo que envolve comportamento humano podemos observar algo muito próximo do seguinte: “20% das causas são responsáveis por 80% das consequências”.

Observe que…

Em 80% do tempo você está vestindo 20% das suas roupas; 

Em 20% do seu tempo no escritório você faz 80% do trabalho; 

20% dos clientes da empresa compram 80% dos produtos;

Você passa 80% das suas saídas com seus 20% melhores amigos.

E assim por diante. Aí você me questiona: “mas o que isso tem a ver com investimentos?

80 por cento do resultado da sua carteira de investimentos vem da alocação de ativos escolhida. 20 por cento do resultado vem da escolha dos ativos que a compõem.

Alocação é a decisão de quanto do seu investimento vai ser diversificado em renda fixa, ações, imóveis, fundos multimercados e proteção (dólar e ouro).

A alocação deve ser feita de acordo com o seu perfil de risco, seus objetivos e prazo de investimento. 

Ela vai determinar 80 por cento do resultado da sua carteira.

Por exemplo, você pode fazer a sua alocação e usar BOVA11 como ações, um ou mais fundos imobiliários e Tesouro Selic. 

Só isso, bem calibrado conforme o seu perfil, seus objetivos e  seus prazos já vai te dar um excelente resultado.

Agora, se você quiser os outros 20 por cento que faltam, então vai se concentrar na escolha individual de cada ativo que fará parte da sua carteira.

Isso vai te dar um trabalho grande. Bem grande. Aqui estão os seus 80 por cento restantes do trabalho.

Quer um exemplo prático?

Spoiler: quando eu falo de trabalho daqui para frente, é um trabalho já realizado, por mim.

20 de trabalho e 80 de resultado

Temos um canal que entrega uma carteira com alocação bem feita em ativos como ETFs, e fundos de fundos. Chama-se Investidor Inteligente. Ele se propõe a percorrer 80 por cento do caminho para você. É perfeito para quem está começando. Pouco trabalho (e por isso barato) e bom resultado.

80 de trabalho e 20 de resultado adicional

Criei o Canal Carteira GuiaInvest. Aqui você encontra além de uma alocação bem feita, uma seleção criteriosa dos ativos que compõem o portfólio. Passamos um trabalho do cão para chegar até aqui, e ele entrega melhor resultado em função disso. Exatamente por causa do tamanho do trabalho que dá, é mais caro do que o outro canal.

Antes que você questione por que gastei tanta energia para criar algo tão mais caro, já respondo. Sempre tem quem queira aqueles próximos 20 por cento. Enquanto houver mercado, vamos atender essa demanda. Mas isso é outro papo.

Por ora, pense no Pareto quando for investir. 

Se estiver começando, foque no que dá mais resultado com menos esforço. 

Se quiser melhorar seus resultados, saiba que o tamanho do esforço necessário será desproporcional. Mas compensa.

Independente da sua escolha, estarei aqui para ajudar.

Agora é contigo. Qual é o seu caminho?

Abraço

Será que BOVA11 ainda vale a pena?

Olá, como você vai?

Hoje vou trazer o recado repartido em vários tópicos porque tem bastante coisa importante que você deve ficar de olho.

Até onde o juro pode cair?

Mais uma vez o Boletim Focus revisou para baixo as expectativas para a Taxa Selic para o final deste ano. 

A mediana das projeções apontou para uma Selic encerrando 2019 em 4,5 por cento ao ano.

Mas vemos também instituições, como o Itaú por exemplo, projetando Selic a 4,0 por cento até o final do ano.

Teve o pessoal mais agressivo ainda que projetou em 3,75 por cento. 

Já pensou?

Bolsa na máxima histórica

Expectativa de juros em queda, trégua na guerra comercial sino-americana e expectativa de balanços fortes na temporada de resultados que já está aberta.

Esses 3 fatores trouxeram o Ibovespa para o seu nível máximo histórico, adentrando a casa dos 106.000 pontos.

Ainda vale a pena entrar?

Sim. Quem não se mexeu, precisa se mexer.

Com a Selic baixando da forma que as projeções estão apontando, até o mais conservador dos investidores vai acabar tendo que colocar um tantinho das suas economias na bolsa.

Bolsa hoje é o risco que mais vale a pena correr.

Então quer dizer que BOVA11 é uma boa opção?

O ideal é você  aprender com a gente a selecionar as ações e você mesmo montar uma carteira, mas se você só quer pôr o dedo do pé na água por enquanto, BOVA11 é um bom começo.

Para quem gosta de imóveis?

Montamos um novo conteúdo falando sobre fundos imobiliários. 

Quem tem interesse em ter aquele pinga pinga mensal e com menos volatilidade pode clicar aqui e conferir a nossa mais nova masterclass.

Qual a grande expectativa do momento?

O grande foco do mercado agora são os balanços corporativos.

A temporada de resultados deve trazer boas surpresas.

Mas, sinceramente, a MINHA grande expectativa é que o Grêmio acabe com o oba-oba do Flamengo nesta quarta-feira no Maracanã, me desculpem os flamenguistas.

Um abraço e até semana que vem.

Ps.: gosto de deixar o espaço aberto a críticas, sugestões de conteúdo, possíveis melhorias e elogios, se você achar que o economista que vos fala está merecendo.

No que você precisar eu vou tentar ajudar aqui toda quarta-feira. Basta deixar seu comentário respondendo esse e-mail. 

Não deixe de assistir os conteúdos recomendados que eu passei. Eles são gratuitos e mesmo assim têm impactado positivamente a vida de muitas pessoas.

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.’

A Fórmula da Felicidade nos Investimentos

Caro leitor,

Felicidade pode significar muitas coisas para muita gente. 

Para mim, nos investimentos, ela tem uma fórmula matemática bem simples:

Felicidade = realidade – expectativa

Deixa eu explicar para você.

Quando a realidade é melhor do que estávamos esperando, ótimo. Por pior que seja. 

Algo muito bom pode até ser ruim, se o que você esperava era algo ótimo. 

O que quero dizer é que a mesma coisa pode te deixar feliz ou triste, dependendo apenas de qual era a sua expectativa sobre ela.

Quer saber como isso funciona na prática nos seus investimentos, mais especificamente quando estamos falando de dividendos?

Vamos destrinchar a tal fórmula:

A realidade de investimentos em empresas boas pagadoras de dividendos é que você estará se tornando sócio de grandes empresas, consolidadas, normalmente líderes e dominantes em seus mercados.

Sendo assim, é difícil imaginar que elas multipliquem de tamanho e valor em pouco tempo. Uma coisa é a PRIO3 dobrar de tamanho, outra coisa é a PETR4 dobrar. Capaz de faltar petróleo para tanta empresa… 

Por outro lado, com o tamanho todo, vem a musculatura e o poder de fogo para enfrentar momentos difíceis. Quem você acha que tem maiores chances de sair menos machucado de uma crise? PRIO3 ou PETR4?

A expectativa é você quem faz. Ou cria da sua cabeça. De um jeito ou de outro é a parte da fórmula que você pode controlar e definir.

Uma carteira de dividendos não está lá para ser a campeã de rentabilidade. Ela está lá para ser mais consistente, resiliente e conservadora. Não espere um velocista, um Usain Bolt da bolsa. Ela é a maratonista da turma. Corre mais lento, mas corre longe, sem parar.

Ela está lá para te fazer sentir o gostinho do dividendo caindo na sua conta. E você comprando mais ações com o dinheiro que elas mesmas te dão. E por aí vai até que o bolo seja tão grande que você poderá pagar suas contas com este dividendos.

Mantenha o foco no longo prazo e você verá um investimento que não sobe tanto quanto os melhores do mercado, mas também não cai tanto nos mercados de baixa.

Investir em dividendos é a melhor forma de se manter fiel a estratégia, pois eles renovam a sua convicção a cada distribuição que cai na sua conta.

Ajuste sua expectativa na sintonia correta dos dividendos e você será feliz com eles!

Abraço,

Marcelo.