3 Passos para Selecionar Boas Pagadoras de Dividendos

Caro leitor,

Já tive a oportunidade de conversar com alguns gestores de fundos de ações.

Dentre tanta coisa para falar, sempre há uma pergunta que é comum a todos.

Como você faz para selecionar quais ações vai investir?

A resposta é incrivelmente complexa e cheia de subjetividades e análises qualitativas. 

Entendo que seja assim. 

Afinal não é tarefa fácil, senão qualquer um faria. 

Ainda, se existisse uma fórmula mágica ou objetiva de fazer análise, os computadores já teriam substituído todos os gestores do mercado.

Minha próxima pergunta é sempre a mesma: “Como um investidor comum, aquele que não é gestor profissional como você, poderia fazer a sua análise com um nível bem mais básico de conhecimento sobre o assunto?

Foi daí que comecei a chegar a respostas interessantes e que serão úteis para você.

Basicamente a atenção recai sobre três pontos:

1 – Dividend Yield

O dividend yield é percentual que a empresa distribui de dividendo em relação ao preço atual da ação.

Se uma ação custa 20 reais e paga 1 real de dividendo, seu dividend yield é de 5 por cento (1/20=0,05).

Neste indicador queremos encontrar constância, ou seja pagamentos recorrentes todos os anos.

Ele é a última linha da empresa. Isso indica o quanto, depois de tudo e todos, a empresa finalmente paga o quanto sobrou para o seu dono (você). 

Se este indicador estiver bom e for constante, provavelmente você está em frente a uma boa empresa.

Importante dizer que olhar só para isso pode te levar a erros graves. Uma empresa pode pagar dividendos bons mesmo passando por maus momentos, o que a longo prazo não é sustentável. 

Ela pode pagar dividendos no lugar de quitar um endividamento que esteja elevado demais. Ela pode estar deixando de investir no seu crescimento para pagar dividendos maiores e isso pode comprometer o seu futuro.

Enfim, para se proteger das armadilhas acima, é importante comparar o yield da empresa com seus concorrentes e verificar se eles estão em sincronia com os lucros totais da empresa.

2 –  Taxa de Crescimento dos Lucros

Saber se os lucros da empresa estão crescendo ao longo dos anos, se estão estagnados ou se estão diminuindo é fundamental para uma estratégia de dividendos. 

Uma empresa que tem alta taxa de crescimento dos lucros vai te pagar cada vez mais dividendos. Assim como uma empresa com lucros em queda podem até mesmo parar de pagar dividendos um dia.

Essa taxa de crescimento vai te dar uma boa noção do quão sustentável é o nível de distribuição de dividendos que a companhia apresenta.

3 – Nivel de Endividamento

É possível entender a relação entre os ativos e passivos da empresa, bem como perceber a evolução do seu patrimônio e suas finanças através de um balanço patrimonial.

Uma informação importante a ser tirada do balanço é o seu nível de endividamento. 

A dívida será sempre confrontada com a capacidade de geração de caixa da empresa. Mesmo que atualmente o nível de endividamento seja confortável, no futuro pode ser problemático.

Caso o faturamento da empresa caia, aquela mesma dívida confortável de ontem pode se tornar impagável amanhã.

Evite empresas com muitas dívidas.

Claro que sempre vai existir aquela dívida que é boa. Uma dívida que foi utilizada em projetos de alto retorno e que geram receitas estáveis em quantidade mais do que suficiente para pagar suas prestações.

Observando estes três pontos de forma adequada, você está virando as probabilidades a seu favor.

Uma empresa com dividendos constantes, com boa taxa de crescimento de lucros e baixo endividamento muito provavelmente será um bom investimento. 

A partir daí, faça uma boa diversificação e já terá grandes chances de sucesso.

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Abraço