2020: igual a 1929, 1994, 2000, 2001 e 2008.

Crise? Recessão? O mundo coleciona crises… e recuperações.
Eduardo Voglino

Eduardo Voglino

Sócio do GuiaInvest, especialista em ações e seguidor da filosofia de Value Investing.
Crises economicas passadas

Olá, investidor!

Sim! Estamos passando por uma crise e ela irá gerar fortes consequências econômicas.

Recessão é uma delas.

Você deve estar com a sensação que o fim do mundo chegou, que as bolsas mundiais irão quebrar, que você irá falir e que todo seu capital investido irá virar pó.

Mas, trago boas notícias. Fique calmo.

Essa não é a primeira vez que o mundo passa por um momento crise, onde o pânico toma conta dos mercados.

Em todas as crises o sentimento é sempre o mesmo.

Se você não estivesse com a sensação que o mercado financeiro está quebrando, não seria uma crise.

A sensação de fim do mundo é um sintoma de crise.

Como falei antes, já passamos por diversas crises, nos mais variados períodos: 1929, 1971, 1973, 1979, 1980, 1987, 1994, 1997, 1998, 2000, 2001 e 2008.

Aconteceram algumas mais relevantes, outras menos.

Dentre elas, destaco:

1929 – A Grande Depressão

Depois da Primeira Guerra Mundial, os Estados Unidos entraram em um momento de grande crescimento econômico, mais precisamente nos 20.

A Europa no pós-guerra, começou a se reerguer, a partir de 1925, mas importando cada vez menos dos Estados Unidos.

A produção dos americanos continuou intensa, gerando um excessivo estoque de produtos e consequentemente uma queda de preços.

Muitas empresas quebram nesse momento e em 29 de Outubro de 1929, iniciou-se a queda das ações.

O crescimento da economia mundial, parou. O PIB encolheu 15%.

O mundo passou por momentos desafiadores.

1994 – A crise dos mercados emergentes

Diversas crises atingiram os mercados emergentes em 1994.

O México foi o primeiro a sofrer os impactos. O país estava crescendo, seu PIB em 1993 alcançou 4% ao ano.

A crise ficou conhecida como “el horror de diciembre”. A soma de um ataque especulativo agravado pela inadimplência do México, gerou uma desvalorização do peso mexicano.

Seu efeito reverberou pela economia global, atingindo especialmente o Brasil. A imprensa mundial denominou como o “Efeito tequila”.

2000 – Bolha ponto com

A famosa bolha da internet, que alcançou seu pico em Março de 2000.

Foi gerada pela intensa e rápida valorização das ações de empresas ligadas a internet.

Um excesso de expectativas geradas em empresas que não iriam entregar os retornos esperados.

O efeito manada de vendas das ações derrubou a Nasdaq.

2008 – A crise do Subprime

Teve seu ínicio no setor imobiliário americano e se estendeu por todos os setores da economia.

O mundo sentiu duramente as consequências. Inclusive grandes bancos tradicionais quebraram, sendo o Lehman Brothers o primeiro deles.

O efeito dominó foi nas demais instituições foi impactante, gerando novas falências tanto de bancos, como seguradoras.

Os Governos de diversos países tiveram que criar pacotes de estímulos para evitar piores cenários.

Temendo que a crise tocasse a esfera da “economia real”, diversos bancos centrais foram conduzidos a injetar liquidez o mercado interbancário, tentando reduzir o efeito dominó.

O mundo passou por algo que não estava preparado!

Cabe entender que para que ocorra crescimento econômico, momentos de recessão se fazem necessário.

Crise é um efeito natural do darwinismo econômico.

A boa notícia é que o mundo superou todas as recessões, guerras, epidemias e escândalos.

Não será diferente agora.

Tudo vai passar!

É hora de fazer dinheiro em meio ao caos.

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

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