CARD3 subiu muito: comprar mais ou vender?

CARD3 subiu muito: comprar mais ou vender

Olá, investidor!

Você já foi obrigado a se desfazer de algo que gostava muito?

Um carro, uma casa ou até um videogame…

Se sim, então você sabe o que eu senti na semana passada.

Fiz a venda de uma das minhas ações preferidas do Canal Joias da Bolsa.

Você deve estar se perguntando: “Por que vendeu se era preferida?”

Bom, o motivo é muito simples, todas minhas decisões são racionais e não emocionais.

A empresa mencionada é a Cardsystem (CARD3).

Ela entrou na carteira do Canal Joias da Bolsa​ em 30 de setembro de 2019 e permaneceu por pouco tempo.

A saída ocorreu no dia 17 de janeiro de 2020. Parceria muito boa. Foi um amor intenso mas que durou pouco.

Além da saudade, ela deixou um rentabilidade de 98 por cento no período.

Saiba que a Cardsystem não se tornou uma empresa de fundamentos e projeções ruins.

Pelo contrário: vejo melhoras em diversos aspectos da gestão.

Mas qual o motivo que me levou a vender a ação?

Entenda…

A estratégia de investimentos que utilizo é o Value Investing. Passo o dia lembrando do velhinho Buffett.

O principal objetivo da estratégia envolve comprar ações de empresas com fundamentos adequados e que estejam sendo negociadas com desconto de preços e vender quando ficarem caras.

A vantagem de buscar preços vantajosos é ter uma maior margem de segurança caso algo dê errado na empresa.

A CARD3 apresentava um bom desconto no momento da compra: pagamos por ela 6,39 reais.

Existia uma assimetria entre preço e valor justo naquele momento.

Hoje a ação negociada acima de 12 reais.

Não enxergo mais a assimetria inicial e nem a margem de segurança que considero válida para manter a posição.

Se a empresa crescer 15 por cento ao ano nos próximos 5 anos, que é um excelente crescimento, ela estaria cara, conforme o GI Line nos informa​.

Veja:

GI Line CARD3

Estamos falando de renda variável.

Precisamos de um retorno mais atrativo frente ao risco que se compra ao investir em uma ação.

Veja bem, não estou afirmando que o preço não irá mais subir, afinal, não tenho bola de cristal.

Mas, a partir desse preço, o investimento se torna mais arriscado, dada a redução da margem de segurança.

Saiba que preços elevados em decorrência do excesso de expectativa dificilmente se sustentam, pois os fundamentos, na maioria das vezes, não conseguem acompanhar a euforia que o mercado deposita em um ativo.

“Mas e será mesmo que não vai continuar subindo?”

Até pode e temos que aprender a conviver com essa “dor de corno”.

Como já falei, invisto usando o racional, desconecto o emocional e jamais me baseio em “achismo”.

Forte abraço!

Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

📈 Indicador de Warren Buffett confirma: a bolsa brasileira está barata 📈

Comprar acoes da bolsa de valores é bom

Olá, como você vai?

O bom velhinho Warren Buffett sempre buscou investir no que é bom e barato​.

Ele próprio utilizava um indicador que que mostrava quais os mercados que estavam mais atrativos.

Dessa forma, ele conseguia analisar qual país ainda estava com as ações baratas de forma geral.

Esse indicador é o percentual de capitalização das empresas listadas.

Vamos por partes.

A capitalização das empresas listadas é a soma do valor de todas ações de todas as empresas negociadas na bolsa do país em questão.

No Brasil, essa soma hoje fica em torno de 4,8 trilhões de reais.

No entanto esse valor isoladamente não nos diz nada.

Ele é medido em proporção com o PIB do país, para daí termos o percentual de capitalização das empresas listadas em relação ao PIB.

Hoje estamos com uma razão de 68 por cento.

O fato é que já estivemos em 98 por cento do PIB em 2008.

Isto é, a bolsa brasileira segue barata hoje.

Se compararmos com os Estados Unidos fica ainda mais evidente. Os americanos já estão com uma capitalização de mercado de 168 por cento do PIB.

E o fato de que há um diferencial muito grande entre Brasil e Estados Unidos e que eles também estão no final de um grande ciclo de valorização da bolsa pode ser positivo para o Brasil.

O retorno às médias pode impactar positivamente a bolsa por aqui.

Colocando na conta que ainda temos uma recuperação do PIB pela frente, isso reforça a ideia de que não há nada de escandalosamente caro na bolsa brasileira.

Mas o que fazer?

Primeiro, comprar ações de boas empresas.

Com o mercado em alta, o preço de ações de empresas ruins também sobem, mas você só vê quem é de verdade quando o mercado entra em pânico.

Foco em qualidade em primeiro lugar.

Se der para comprar barato, melhor ainda. Se empresa ruim sobe, empresa boa também cai… a diferença que a queda do preço de uma ação de uma boa empresa é uma oportunidade.

Hoje há muita empresa boa, barata e cheia de gatilhos para deslanchar na bolsa já em 2020.

Simples assim.

Quanto antes você entrar, maior será a pernada de alta que você irá capturar.

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

Com dividendo de 7,3%, CIEL3 tá valendo?

Cielo vale a pena

Caro leitor,

Vamos falar sobre Cielo (CIEL3) e o que ela pode nos ensinar sobre a escolha de ações boas pagadoras de dividendos.

O grande desafio do investidor de dividendos é conseguir saber quem será a próxima grande pagadora de dividendos.

O passado quase sempre dá uma boa pista. Mas também nos prega boas peças.

Olhar para os maiores dividend yields (dividendo por ação/preço da ação) é uma forma comum de o investidor começar a sua procura.

Faz algum sentido até… Se for para começar por um lugar, que seja pelas maiores e não pelas menores.

O sentido também termina por aí.

Você está garimpando em um campo minado: está perto tanto do tesouro quanto das armadilhas escondidas.

Um caso clássico de armadilha (nem tão) escondida é a Cielo.

Uma empresa formidável, com margens absurdamente altas no passado, em um mercado com grandes barreiras de entrada.

Parecia blindada a qualquer mal.

A lógica era simples, cada vez que você passasse o cartão na sua maquininha, ela levava um pedacinho.

Acontece que um dia essas barreiras de entrada caíram.

Aí diversas empresas decidiram que também queriam entrar neste mercado de margens altíssimas.

Resultado é que várias de fato entraram no mercado, criando uma concorrência acirrada e derrubando as margens para todos.

Quem mais saiu ganhando foi o cliente com um serviço cada vez melhor e mais barato.

Olha o que ocorreu com os fabulosos números da empresa.

Receita líquida despencou:

Receita liquida ciel3

Lucro líquido foi junto:

Lucro liquido ciel3

E a sua geração de caixa das atividades operacionais:

caixa de atividades operacionais ciel3

Esse é um dos indicadores mais importantes.

Ela está gastando dinheiro para exercer a sua atividade. Das duas uma: ou ela reverte esse indicador, ou vai precisar se endividar para continuar funcionando.

Hoje a Cielo já mostra sinais claros de deterioração.

Apesar do Dividend Yield continuar bom.

dy ciel3

Que está bom muito mais em função da queda do valor da ação do que por causa do volume de lucros distribuídos:

dividendo pago por acao ciel3

Mas o investidor mais atento, aquele que se preocupa em entender o negócio da empresa mais do que só olhar indicadores, conseguiu ver que o seu futuro era duvidoso quando as barreiras de entrada caíram.

Esse investidor atento conseguiu cair fora antes.

Quem esperou os sinais claros (acima), já amargou algum prejuízo.

Quem esperar o Yield finalmente deixar de ser atrativo… Bom esse se ralou.

Lição: olhe para frente! Entenda o negócio no qual está investindo.

Esse é o tipo de cuidado que tenho com as ações no Canal Seleção de Dividendos​.

A propósito, na bolsa de valores hoje existem ações com resultados maravilhosos, cheias de gatilhos para terem um 2020 formidável. Você pode acessar essas ações formidáveis aqui.

Abraço.

Marcelo Fayh atua profissionalmente no mercado financeiro desde 2007. Começou como operador de Bolsa, ministrou cursos e palestras pela XP Educação e teve seu próprio escritório de investimentos. Antes de virar analista, atuou como assessor de operações de Fusões e Aquisições. Acredita que qualquer pessoa é capaz de melhorar sua qualidade de vida através de escolhas e investimentos inteligentes. Escreve para o TheCap na coluna Fundos a Fundos.

As 7 small caps que vão fazer diferença em 2020

Olá, investidor!

Comprar barato e vender caro.

Este é o meu objetivo quando invisto em uma ação.

É isso que enxergo nas small caps que estudo.

Para comprar barato busco empresas que momentaneamente não estão refletindo o crescimento dos seus lucros.

Certamente você já me ouviu falando a seguinte frase:

“Os lucros justificam os preços.”

Então como é possível pagar barato por empresas em pleno processo de crescimento dos lucros?

Sabe aquela teoria de mercado eficiente? Que diz que tudo já está embutido no preço da ação?

No curto prazo isso não serve.

É puro blá blá blá de alguns acadêmicos… Aliás, muitos sequer investiram um centavo na vida.

Teoria sem prática não serve para nada.

Fato é que a ineficiência do curto prazo do nosso mercado gera grande oportunidades.

A minha carteira disponibilizada no Canal Joias da Bolsa, busca exclusivamente aproveitar essa ineficiência para comprar ações boas e baratas.

Entenda…

Quando montei a carteira, busquei empresas com crescimento de lucros e múltiplos descontados frente a empresas do mesmo segmento.

Veja a performance da carteira do Joias em 2019, comparado ao crescimento médio dos resultados financeiros das empresas da carteira:

Resultado operacional vs Joias da Bolsa

A linha preta é a valorização da carteira e a linha verde é o crescimento dos resultados financeiros.

No início do ano, as empresas já estavam demonstrando crescimento do seus resultados financeiros, mas os preços estavam adormecidos…

Que bom.

Veja que a partir de maio o mercado começou a precificar o crescimento atual e futuro dos resultados das empresas, mas apenas em outubro o movimento de alta se intensificou.

Sabe o que o que começou a ocorrer em outubro?

Os lucros começaram a justificar os preços.

Invista com foco nos lucros das empresas. Os preços irão nessa dos lucros das empresas no longo prazo.

E na minha opinião, são as small caps que ainda deixam a ineficiência do mercado ainda muito visível. Compre small caps.

Não à toa a carteira do Joias possui 7 Small Caps…

Ah, e tenho um aviso: já estão abertas as inscrições do evento O Grande Gatilho. Corra que é até o dia 31.

Forte abraço!

Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

BCFF11 e IFIX: ficaram caros demais?

IFIX e BCFF11 estao caros?

Caro leitor,

Antes de qualquer coisa, confira aqui as ações que devem disparar assim que o Grande Gatilho for acionado no dia 31 de janeiro​.

Agora vamos falar sobre FIIs… estamos em um período onde vemos muitos Fundos Imobiliários sendo negociados a valores altos demais.

De forma simplificada você consegue verificar o quão alto seus preços estão comparando o valor de mercado com o valor patrimonial dele, o famoso preço sobre valor patrimonial (P/VP).

Veja a média na qual os fundos vêm sendo negociados:

Fiis caros demais em alguns setores

Claro que isso é uma média.

E isso significa que tem fundos sendo negociados muito acima desses valores e outros bem abaixo.

Todos os fundos são obrigados a, até o dia 15 de cada mês, enviar para a bolsa de valores um documento com algumas informações, dentre as quais está o seu Valor Patrimonial.

O Valor Patrimonial é o somatório de todos os ativos que o fundo possui.

O valor dos imóveis é dado por uma avaliação realizada anualmente por uma empresa especializada que é contratada pelo próprio fundo.

Para fundos de tijolo (aqueles que investem em imóveis físicos diretamente) essa avaliação é muito importante para dar um norte ao investidor.

Mas ela tem um problema: você pode estar olhando para uma avaliação realizada a onze meses atrás e as condições da economia e do próprio imóvel podem ter mudado bastante desde então.

Se você acha que é “O Cara”, pode fazer por conta própria e manter essa avaliação atualizada.

Fique a vontade…

Nos Fundos de Fundos este indicador (Valor Patrimonial) é muito preciso e está sempre atualizado.

O valor patrimonial dele é dado pelo valor de mercado (aquela cotação que você vê no homebroker) das cotas dos fundos que ele compra.

Não faz sentido pagar muito mais caro do que é o valor patrimonial no casos dos fundos de fundos.

Como tirar proveito dessa informação?

Sabe aquelas novas ofertas públicas e subscrições de FIIs?

Atualmente, quem é cotista do BCFF11 (BTG Pactual Fundo de Fundos), poderá subscrever (comprar) novas cotas a R$ 91,39.

Os atuais cotistas poderão fazer isso numa proporção de 0,51 cota para cada uma que já possua.

Grosso modo, a cada duas que você tenha, poderá comprar mais uma a R$ 91,39.

Este fundo estava sendo negociado na sexta-feira a cerca de 116 reais. E o seu atual valor patrimonial é de R$ 98,49.

Tem oportunidade boa aí.

Quem é assinante do Canal Aluguel Inteligente​ já ficou sabendo dessa oportunidade e está se organizando para aproveitar.

Abraços.

Marcelo Fayh atua profissionalmente no mercado financeiro desde 2007. Começou como operador de Bolsa, ministrou cursos e palestras pela XP Educação e teve seu próprio escritório de investimentos. Antes de virar analista, atuou como assessor de operações de Fusões e Aquisições. Acredita que qualquer pessoa é capaz de melhorar sua qualidade de vida através de escolhas e investimentos inteligentes. Escreve para o TheCap na coluna Fundos a Fundos.

AZEV3, RCSL4, TCNO4 e TXRX4: as ações que estão subindo muito

Cuidado com empresas arriscadas

Olá, investidor!

Já percebeu como diversas ações ruins estão subindo na bolsa?

Se você acessar agora o home broker da sua corretora e digitar AZEV3, RCSL4, TCNO4 e TXRX4, irá perceber que essas ações estão subindo muito.

Será que essas ações possuem gatilhos de valorização?

Veja o GI Score dessas ações: 17, 24, 17 e 30 respectivamente.

Não é necessário dizer que são empresas de péssimos fundamentos, concorda?

Essas ações inclusive estão subindo muito mais do que muitas ações de excelentes fundamentos.

O problema de “investir” em empresas como as citadas acima, é que a alta não é duradoura. Ela não se sustenta.

E o motivo é muito óbvio.

Empresas sem capacidade de crescimento e com prejuízos acumulados não chamam a atenção de investidores.

No caso dos especuladores, a coisa é diferente: eles buscam de alguma forma se beneficiar dessas altas, mesmo que temporárias.

O investidor dificilmente irá aceitar ser sócio de uma empresa que não gera lucro ou que não tenha previsão de ter lucro.

É verdade que empresas de qualidade dificilmente irão subir +100 por cento em um único dia como os “micos” sobem.

Por outro lado, é verdade também que empresas de baixa qualidade dificilmente permanecerão em tendência de alta no longo prazo, como as empresas de qualidade.

Veja a diferença de resultado entre uma ação de excelentes resultados (ITUB4) e uma empresa com prejuízos acumulados:

Historico de valorizacao do banco Itau

As ações do Banco Itaú subiram mais de +200 por cento no período de 5 anos de forma consistente, justificando o crescimento do negócio. É disso que os investidores gostam, e isso só é provado no longo prazo.

Observe a evolução dos lucros do banco no período:

Historico de lucros banco Itau

Agora vamos ações da JBDU3:

Historico de variacao de preco JBDU3

Em um momento específico subiu muito, porém sem motivos para aquilo se sustentar.

Veja os resultados da empresa no período:

Historico de prejuizo JBDU3

Muito cuidado com as altas que não se justificam!

Ações interessantes para se investir são as de empresas com resultados positivos e perspectivas de crescimento, afinal, ninguém quer ser sócio de uma empresa por apenas uma semana, concorda?

Os “miqueiros” de plantões que me desculpem… Mas bolsa não é um jogo.

Poderá ser o jogo mais caro da sua vida.

Forte abraço!

Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

SANB11: puxando a locomotiva da bolsa

a primeira acao de 2020

Olá, como você vai?

Tenho uma reflexão pertinente para o atual momento do mercado e veja se você concorda comigo?

O Banco Santander Brasil (SANB11) vai abrir a temporada de resultados das empresas listadas bolsa de valores, referente ao exercício do 4º trimestre de 2019.

Toda cobertura dos resultados será feito pelo nosso portal parceiro, The Capital Advisor, que inclusive já publicou uma agenda completa​, com a data de divulgação de todas as empresas listadas.

E sabe por que isso é importante para você?

Porque é quando as empresas divulgam os resultados que podemos reforçar ou questionar teses de investimento.

Será que a Weg (WEGE3) vai largar mais um resultado espetacular e confirmar que é uma das melhores ações da bolsa e que toda sua alta de 2019 tem respaldo nos resultados?

Será que a Via Varejo (VVAR3) vai confirmar a tão esperada melhora nos resultados e se tornar uma das small caps mais promissoras da bolsa para 2020?

Será que a Itaúsa (ITSA4) vai novamente calar os críticos e mostrar que segue indo muito bem obrigado e, de quebra, anunciar um dividendo cavalar para março?

E a Magalu (MGLU3), continua crescendo no mesmo ritmo?

Isso você só sabe após a divulgação dos resultados.

Os números e a história da empresa são o que são.

Perspectivas futuras podem ser frustradas e, no longo prazo, o preço das ações responde ao desempenho dos lucros das empresas listadas.

A história narra o que foi, não o que poderia ter sido.

Sendo assim, é a partir da divulgação dos resultados que você tem as informações que mais importam para os seus investimentos.

Prestar atenção nisso é mais importante do que STF, Maia, Bolsonaro, Trump, Irã, China e afins.

Nem sempre o que rende mais assunto é o que mais importa.

Estamos otimistas com o momento das empresas listadas e acreditamos que muitos gatilhos positivos podem vir daqui​.

Existe risco de algo dar errado e dos resultados não saírem tal qual o esperado?

Claro que existe, do contrário seria um investimento mais do que óbvio.

O investimento em ações costuma dar muito retorno justamente por não ser óbvio.

Mas no caso das coisas darem certo nos próximos dias, sairá na frente que se posicionou antes.

Simples assim.

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

Dividendos, brinquedos e mesada… você lembra disso?

Caro leitor,

Primeiro, queria avisar que o nosso evento “O Grande Gatilho​” já está no ar. Agora deixa eu contar uma história para você.

Vamos voltar um pouco para nossa infância. Você consegue lembrar dessa época?

Quando eu era criança, meus brinquedos preferidos eram carrinhos, motos, aviões de guerra, barquinhos e helicópteros.

Minha imaginação ia longe e eu poderia ficar horas me divertindo com cada um deles.

Hoje, adulto, com filhos pequenos (um casal, de 2 e 3 anos), meus brinquedos são outros.

Não que meu gosto tenha mudado muito. É o orçamento mesmo que me impõe certas limitações.

Veja, eu continuo gostando de carros, aviões (não mais de guerra, mas aqueles pequenininhos), barcos e helicópteros.

Motos eu passo, são muito perigosas. Sabe como é: precisamos gerenciar o risco.

Minha imaginação, assim como quando era criança, vai longe pensando no quanto eu me divertia com esses singelos mimos.

Outra coisa que me deixava feliz quando criança era quando eu recebia minha mesada. Quem não gostava de uma mesada?

Era pouco, mas eu dava muito valor a ela. Não por ter eu trabalhado duro por aquele dinheiro, até porque eu era uma criança.

Acho que de certa forma eu sabia que o fato de o meu pai sair de casa antes mesmo de eu acordar e ser o último a voltar me dava uma noção que o dinheiro não vinha fácil (hoje eu sou pai e sei o quanto custa cada minuto longe dos filhos).

No final das contas eu tinha uma relação quase que de colecionador com dinheiro naquela época.

Eu sempre guardava uma boa parte dela pensando o que poderia comprar com o dinheiro acumulado.

Eu pegava aqueles folhetos de lojas e ficava vendo as ofertas e pensando naqueles itens já poderiam ser adquiridos.

E pensava que quanto mais eu guardasse, mais caro e mais legal poderia ser o produto adquirido.

Que sensação maravilhosa!

Hoje, já adulto, minha mesada são os dividendos recebidos dos meus investimentos.

Ainda não é muito, mas eu dou muito valor. Não que eu trabalhe duro por esse dinheiro.

Eu trabalho duro é para poder investir cada vez mais. Para “comprar” uma mesada cada vez maior.

Hoje essa “mesada” é suficiente para pagar algumas contas de casa.

Mas eu não uso ela ainda. Eu reinvisto e fico pensando que quanto mais eu acumular, mais contas eu vou poder pagar com ela.

Para um dia poder passar mais tempo em casa e manter o padrão de vida que proporciono para minha família.

Essas reflexões me mantém disciplinado e focado na idéia de viver de renda.

Foi, sem dúvida, uma das motivações para a criação do Canal Seleção de Dividendos​.

Uma forma de ajudar outras pessoas que querem o mesmo que eu: a liberdade financeira.

Um abraço.

Marcelo Fayh atua profissionalmente no mercado financeiro desde 2007. Começou como operador de Bolsa, ministrou cursos e palestras pela XP Educação e teve seu próprio escritório de investimentos. Antes de virar analista, atuou como assessor de operações de Fusões e Aquisições. Acredita que qualquer pessoa é capaz de melhorar sua qualidade de vida através de escolhas e investimentos inteligentes. Escreve para o TheCap na coluna Fundos a Fundos.

Tem gente sacaneando você

Olá, investidor!

“Edu, qual a melhor Small Cap para 2020?”

Afirmo sem dúvida que essa é a pergunta que mais recebo nos últimos tempos…

Confesso que isso me deixa muito preocupado.

Essa pergunta demonstra que o brasileiro ainda enxerga a bolsa de valores como investimentos para ganhos de curto prazo.

Não é assim que você deveria pensar.

Ações são essencialmente um investimento para longo prazo.

Muitas vezes tenho vontade de estampar a frase acima da testa.

Pode parecer duro o que vou te dizer, mas quem não mudar sua mentalidade sobre o mercado, irá perder dinheiro e sair frustrado da bolsa.

Claro, entendo que algumas Small Caps irão se sair muito bem em 2020, mas isso é só uma parte e não o principal da sabedoria de ser investir em ações.

Saber qual será a ação que vai “bombar” em 2020, poderá ser útil para agregar um pouco de rentabilidade à sua carteira.

Mas sozinha, não vai resolver a parada, afinal, você não é louco o suficiente de investir 100 por cento do seu capital em apenas uma ação.

Então meu caro investidor, tenha paciência.

O resultado que mudará seu padrão de vida ocorrerá de forma exponencial, ano após ano. O ano de 2020 vai ser importante para isso, mas não acaba aqui…

Se te disseram o contrário, foi sacanagem com você.

Investir em si até é um processo chato. O resultado, esse sim, é bem prazeroso.

Só para não deixar esse e-mail com cara de “puxão de orelha”, vou te dizer a Small Cap que poderá ser interessante para 2020: Vulcabrás Azaleia (VULC3).

“Edu, tu acabou de falar que não devemos nos importar com o curto prazo e está citando a ação que vai bombar em 2020”?

Sim, mas diferença é essa ação vai ser para carregar em 2020, 2021, 2022, 2023…

E não vai ser só ela, você precisa ter diversas small caps​.

Forte abraço!

Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

Como eu posso perder dinheiro em um FII?

perder dinheiro com fundo imobiliario

Caro leitor,

Antes do nosso conteúdo, um aviso rápido.

Amanhã começa “31-01-2020: O Grande Gatilho​”, nosso evento online que vai falar sobre um evento pontual prestes a ocorrer na bolsa de valores e que pode ter consequências definitivas no patrimônio dos investidores.

Ponto final, vamos à nossa conversa sobre fundos imobiliários.

Vou revisitar um assunto que abordei há um tempo atrás.

É que ele ficou bastante pertinente agora.

Depois de ver uma sacudida nos Fundos Imobiliários na semana passada, muitas pessoas agora querem saber: Dá para perder dinheiro em FIIs?

Curto e direto: dá SIM.

Portanto, se quiser investir em FIIs lembre das duas regras de ouro do Warren Buffett:

  1. Nunca perca dinheiro.
  2. Não esqueça da regra número 1.

Mas lembre dela ANTES de investir. Depois, será tarde demais.

Investimento é correr risco.

Sempre.

Pouco ou muito, é sempre correr algum risco.

É muito inteligente começar a pensar em investimentos por este ponto.

Saiba o que pode dar errado, o que pode gerar prejuízo.

Com isso em mente, você saberá minimizar as perdas, evitá-las ou apenas lidar com elas.

Veja os riscos que você não quer correr e tire essas alternativas da sua frente.

Suas escolhas ficam mais fáceis e mais seguras se você agir assim.

Agora… mesmo que você tome as melhores decisões de maneira sensata e fria, existirá sempre algo chamado “humor” do mercado.

Sabemos que as cotas são negociadas livremente em bolsa entre os investidores.

Isso significa que o seu preço negociado tem muito mais a ver com seja lá o que estiver na cabeça do comprador e do vendedor, do que com a frieza do valor do imóvel que compõe o fundo.

Isso você não tem como prever. E isso vai ser determinante em vários movimentos de alta e de baixa nos preços.

Recentemente o movimento de alta foi tão absurdo que troquei mensagens com um amigo (que é um dos maiores especialistas no assunto do Brasil).

fundo imobiliario, assunto do momento

Neste dia, o IFIX caía próximo de 3% e alguns fundos chegavam a 13% de desvalorização no dia, depois de mais de 30 dias de alta seguidos.

A queda não era surpresa para nós.

A alta que veio antes sim.

O mercado de alta fez muita gente acreditar que era gênio no mercado. Afinal tudo que se comprava, subia.

É o famoso “humor” do mercado determinando movimentos nos preços que nem sempre fazem sentido.

Isso é uma armadilha perigosa que pode fazer muita gente inexperiente perder dinheiro. Como se proteger disso?

A solução pronta está no Canal Aluguel Inteligente. Se quiser fazer você mesmo, então faz o seguinte:

  1. Selecione os melhores FIIs dentre os mais de 200 que são negociados na B3.
  2. Determine o preço máximo a se pagar por eles.
  3. Compre os FIIs.

Simples, não?

Também acho. Mas muito trabalhoso. Por isso eu assumo esse trabalho pesado e ajudo você.

De um jeito ou de outro, não seja você o investidor que perde dinheiro.

Abraços.

Marcelo Fayh atua profissionalmente no mercado financeiro desde 2007. Começou como operador de Bolsa, ministrou cursos e palestras pela XP Educação e teve seu próprio escritório de investimentos. Antes de virar analista, atuou como assessor de operações de Fusões e Aquisições. Acredita que qualquer pessoa é capaz de melhorar sua qualidade de vida através de escolhas e investimentos inteligentes. Escreve para o TheCap na coluna Fundos a Fundos.