BOVA11 vs. ARX Income: qual deu mais dinheiro?

Olá, investidor!

Uma gestão ativa e eficiente de um portfólio de ações supera a performance de uma carteira passiva.

Deixa eu explicar…

Uma carteira passiva é uma carteira com posições que replicam as ações do Índice Bovespa.

Um exemplo é o ETF BOVA11, que replica o Índice Bovespa.

“Mas Edu, eu não tenho conhecimento nem tempo suficiente para analisar ações e selecionar as melhores.”

Bom, para isso existem algumas alternativas.

  1. Seguir uma carteira recomendada por algum analista
  2. Investir através de fundos de ações.

Embora prefira investir por conta própria, não posso negar que existem fundos com boa gestão e consistência no longo prazo, que poderão resolver seu problema.

Fiz uma simulação utilizando um fundo com existência de mais de 20 anos, onde considerei:

  • Aportes mensais de 1.000,00 reais.
  • Prazo: Janeiro de 2000 até Janeiro de 2020;

O fundo utilizado no exemplo foi o da gestora ARX Investimentos (ARX INCOME FIA).

Veja a comparação entre os valores acumulados:

Aportes totais: 241 mil reais

Ibovespa: 871 mil reais

FUNDO: 2,5 milhões de reais

O fundo de gestão ativa superou em 289 por cento uma carteira passiva replicando o Ibovespa.

Você não precisou selecionar as ações, o trabalho foi total do gestor do fundo.

Moral da história: Atualmente não existem desculpas que justifiquem você ficar de fora do mercado de ações.

Independente qual seja o seu veículo de investimentos, o importa é que você COMPRE BOLSA SEMPRE.

No próximo e-mail, quero avaliar a gestão “ativa” dos fundos quantitativos. Será que entregam resultados?

E também gostaria de deixar um último recado.

Do dia 20 a 27 estará acontecendo o nosso evento online e gratuito: 31-01-2020: O Grande Gatilho​.

Vamos mostrar um importante gatilho que está para ser acionado e que vai beneficiar os investidores da bolsa. Fiquem de olho.

Forte abraço!

Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

Qual a ação da vez em 2020?

Olá, como você vai?

“Qual será a ação da vez em 2020?”

Particularmente, não gosto dessa pergunta e, consequentemente, não sei a resposta.

Como já mencionei aqui, se tivesse que fazer uma aposta para 2020, mencionaria a Log Properties (LOGG3), mas isso está longe de ser uma solução para a vida do investidor.

Mesmo que ela vá bem, é irresponsável destinar a uma única ação a expectativa de valorização do seu patrimônio.

A questão mais importante é como você deve se expor ao atual cenário e, de forma dedutiva, essa nossa conversa de hoje acaba desembocando em como montar um portfólio.

Primeira coisa, você precisa se expor à bolsa de valores urgentemente.

Exponha cerca de 15 por cento do seu portfólio se você for mais conservador. Se aproxime dos 30 ou 40 por cento se você for agressivo.

Se você está cético quanto a necessidade de exposição à bolsa, assista essa aula.

Dentro dessa fatia das ações, dê prioridade para ações de empresas que apresentam resultados acima de qualquer suspeita.

Não deixe de ter também aquelas que pagam dividendos gordos e generosos.

Isso já compõe bem o portfólio, mas uma pimentinha vinda das small caps sempre pode ajudar a dar um ganho adicional​.

Mas é aquela coisa, pimenta demais pode estragar uma receita inteira, então seja ponderado.

Uma carteira diversificada deve conter algo entre 8 e 12 ações no total.

De janeiro de 2016 a janeiro de 2020 a bolsa subiu bastante, é verdade.

Nada mais, nada menos do que 210 por cento.

Grande parte dessa valorização se deu pela queda na taxa de juros e uma gradual melhora nas expectativas.

Mas de lá para cá, pouco vimos na economia real. PIB subiu pouco e emprego ainda está melhorando lentamente.

Em outras palavras, temos todo um consumo reprimido para vir ao longo de 2020.

Isso deve impulsionar bastante empresas ligadas ao consumo doméstico.

Recado dado aqui na fatia das ações, vamos para outra classe de ativos, os FIIs.

Mesmo com o estirão de dezembro (e a correção de janeiro), os Fundos Imobiliários são uma ótima opção para quem gosta de ativos de renda.

O Marcelo Fayh está fazendo um grande trabalho no Canal Aluguel Inteligente​.

Destinar de 10 a 20 por cento do seu portfólio aqui é bem saudável.

A renda dos alugueis vai fazer com que você tenha renda mensal e, consequentemente, que você faça mais aportes.

Aqui encerra a parte de renda variável.

Com os juros baixos e a economia finalmente retomando, é mais do que necessário que você se exponha pelo menos uma pequena parcela da sua carteira em ações e FIIs.

Por último, mas não menos importante, você deve ter uma parcela bem grande do seu patrimônio em renda fixa. E sendo bem simples: Tesouro Selic já resolve a parada.

Evite LCIs, LCAs, debêntures ou qualquer coisa que retire liquidez de você em troca de um prêmio que pouco vai fazer diferença.

Mesmo com os juros na mínima histórica, é fundamental que você tenha boa parte do seu patrimônio em renda fixa. 

Por que digo isso? É simples.

A renda fixa é o seu colchão de liquidez, é a sua reserva de emergência e é o que vai garantir que você durma tranquilo com eventuais solavancos da bolsa de valores.

Mais do que isso, se uma eventual queda deixar oportunidades óbvias, você tem de onde tirar dinheiro para você se aproveitar.

Lembrando: comece devagar, mas comece.

A relação de risco x retorno ainda é muito favorável para o investidor de bolsa.

O sobe e desce é normal e faz parte do processo, mas tudo indica que apesar disso, a tendência da bolsa é de alta.

Foque nos resultados das empresas.

Tente simplificar ao máximo o seu processo de investimento.

E qualquer coisa, conte com a gente.

Ps.: de 20 a 27 de janeiro teremos um evento online gratuito. “31-01-2020: O Grande Gatilho” é uma série que busca esclarecer uma oportunidade na bolsa de valores a partir de um gatilho “sem volta” que será acionado dia 31 de janeiro.

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

GSHP3: o maior dividendo da bolsa

Caro leitor,

Hoje vou cumprir minha promessa com você!

Lembra que no início de dezembro eu falei que te mandaria o ranking das maiores pagadoras de dividendos de 2019?

Promessa é dívida. Aqui está:

Naquele mesmo e-mail eu apontei alguns riscos de tomar decisões olhando somente para estes Rankings.

Vou exemplificar alguns dos riscos mais óbvios de fazer isso.

Há 3 cuidados que você tem que ter ao receber um ranking desses.

Vou citá-los em ordem do mais fácil ao mais trabalhoso.

1) Desconsidere empresas que estão pagando números muito distantes do restante.

Desconfie sempre de números absurdos. Os maiores dividendos não necessariamente são os melhores dividendos.

A General Shopping (GSHP3), líder do meu ranking, é um caso clássico. Precisa ser um gênio para saber que tem algo de errado em uma empresa que pagou de dividendo maior do que o seu próprio valor de mercado?

Dá pra ver que é algo bom demais para ser verdade.

2) Confira se há amortização incluído na conta desse Yield.

Se tiver, coloque a ação no lugar certo do ranking. Certamente ela vai parar lá no final da fila.

Dessas quinze ações, três delas tem “pegadinha” no valor.

A Comgas (segunda do ranking), a Qualicorp (terceira) e a Imc (décima segunda) tem amortização de capital dentro da composição daquele Yield.

Esse tipo de pagamento é não recorrente e pode te fazer pensar que estes números vão se repetir em 2020.

Eles não vão. Fique esperto. Não é daí que sairão os dividendos mais generosos de 2020.

3) Procure por dividendos extraordinários que não se repetirão no futuro.

Eles são consequência de eventos não recorrentes e vão distorcer sua visão sobre a empresa. É o caso da Enauta, que aparece na quarta posição.

Enfim… com estes três cuidados, você escapa da maior parte das armadilhas contidas neste tipo de seleção.

Olha como ficaria o ranking:

Agora, o melhor mesmo a se fazer é além disso tudo, entender o negócio da empresa e “enxergar” nela um futuro promissor.

Afinal o dividendo que importa para você é o que será pago, não os que já foram.

Isso sim vai fazer você identificar as oportunidades contidas nos rankings.

A história é importante, mas o futuro é o que vale.

Abraço.

Marcelo Fayh atua profissionalmente no mercado financeiro desde 2007. Começou como operador de Bolsa, ministrou cursos e palestras pela XP Educação e teve seu próprio escritório de investimentos. Antes de virar analista, atuou como assessor de operações de Fusões e Aquisições. Acredita que qualquer pessoa é capaz de melhorar sua qualidade de vida através de escolhas e investimentos inteligentes. Escreve para o TheCap na coluna Fundos a Fundos.

Aprenda com o que deu certo: WEGE3, LREN3, UGPA3, GUAR3, TRPL4, ALPA4

Olá, investidor!

Talvez você até já saiba, mas sou um grande entusiasta do investimento em Small Caps.

O motivo é simples e óbvio: no longo prazo ações de pequenas empresas podem multiplicar seu valor, embora muitas vezes isso ocorra de forma muito rápida.

A minha carteira Joias da Bolsa possui 7 ativos de baixo valor de mercado, se enquadrando no perfil das Small Caps​.

Veja:

Valorizacao carteira Joias da Bolsa

Lembra que falei que algumas vezes a multiplicação do valor ocorre de forma rápida?

Note que as duas últimas ações dobraram de valor em muito pouco tempo.

Respectivamente:

115,38 por cento em 122 dias.

127,70 por cento 94 dias.

Não é uma regra, mas quem investe em boas Small Caps corre o risco de ganhar muito e em pouco tempo​.

Mas atenção… seu foco deverá sempre ser no longo prazo.

Por que eu digo isso?

Simplesmente porque o resultado poderá ser ainda mais incrível e os riscos também diminuem.

Toda grande empresa já foi uma pequena empresa no passado.

Observe:

Valor de mercado 2005 x 2019

Grandes empresas eram negociadas a poucos centavos há 15 anos.

Se você tivesse investido 5 mil reais em cada uma dessas ações, hoje você teria acumulado milhões de reais.

Creio que esta simples tabela resume o potencial desse tipo de ações e justifica o porquê sou um caçador de pequenas empresas que escondem grandes oportunidades​.

Forte abraço!

Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

Crise no IFIX?

Caro leitor,

Essa semana que passou foi marcante para os investidores de Fundos Imobiliários​.

Ela nos lembrou de algo incrivelmente básico mas que o passado recente estava nos fazendo esquecer.

Fundo Imobiliário também cai.

Fundo Imobiliário é Renda Variável.

E pasme: a Renda Variável assim se chama porque varia.

E mais: varia para cima e para baixo.

Olhe para o gráfico abaixo do IFIX (índice equivalente ao Ibovespa, só que dos FIIs) na semana que passou.

Variacao IFIX primeira semana de 2020

Está vendo essa queda no meio do gráfico? Foi a tal quarta-feira.

Neste dia, teve FII caindo mais de 13%.

Esse dia estremeceu muita convicção de investidor mal acostumado que achava que eles jamais cairiam.

A minha convicção estava sendo estremecida pelas consecutivas altas anteriores que levaram os FIIs a preços que entendo serem muito caros (não todos, é óbvio).

Quem acompanha o Canal Aluguel Inteligente​, sabe que eu vinha repetindo várias vezes para os assinantes: “Não corra atrás no mercado!”.

Espere uma oportunidade para comprar a preços mais razoáveis.

Que preços são esses? Bem, os assinantes do canal têm acesso a eles.

Voltemos ao IFIX.

Agora olha o mesmo gráfico, só que desde o início de 2019:

Variacao IFIX em 2019

Está vendo aquela quedinha lá no finalzinho do gráfico?

Então… foi a tal quarta-feira.

Como as coisas mudam quando colocadas em perspectiva de mais longo prazo né?

Isso que estou sendo bonzinho ao mostrar um ano só.

Reflita sobre o seguinte: essa queda de quarta-feira te incomodou?

i) Se sim, bem… então reveja se renda variável é para você ou se simplesmente você colocou dinheiro demais nela e precisa diminuir um pouco sua exposição. Saiba que “incomodado” tomamos decisões pouco sensatas e que custam caro nos investimentos;

ii) Se não incomodou, então está tudo certo com você;

iii) Ficou feliz com a queda? Você tem problemas mentais… Brincadeira… Na realidade essa é (pelo menos deveria ser) a mentalidade correta de quem ainda está realizando seus aportes e investindo mais. Afinal, quanto mais barato você conseguir comprar, melhor negócio você fez.

Como você se sentiu?

Abraço!

Marcelo Fayh atua profissionalmente no mercado financeiro desde 2007. Começou como operador de Bolsa, ministrou cursos e palestras pela XP Educação e teve seu próprio escritório de investimentos. Antes de virar analista, atuou como assessor de operações de Fusões e Aquisições. Acredita que qualquer pessoa é capaz de melhorar sua qualidade de vida através de escolhas e investimentos inteligentes. Escreve para o TheCap na coluna Fundos a Fundos.

BOVA11: pior investimento para os próximos 10 anos?

Olá, investidor!

Será mesmo que a bolsa de valores poderá entregar resultados ruins nos próximos 10 anos?

Se você não considerar alguns aspectos importantes na hora de investir, os resultados realmente poderão ser insatisfatórios.

Entenda…

O resultado do Índice Bovespa, índice formado por uma carteira teórica com as ações das ações mais negociadas em bolsa nos últimos 10 anos, foi significativamente ruim.

O Índice Bovespa (negociado como BOVA11 na bolsa) atingiu um resultado próximo a 80 por cento em 10 anos, enquanto o CDI (taxa de referência para renda fixa) atingiu próximo a 150 por cento.

Basicamente a média anual do BOVA11 foi de 6 por cento ao ano.

A pergunta que fica é: vale comprar risco para ganhar tão pouco?

De fato, comprar BOVA11 não foi uma atitude muito sábia.

Você deve estar se perguntando agora:

“Então devo investir em ativos com lastro no CDI, já que ele rende mais que ações?”

Bom, não foi bem isso que eu disse.

Realmente BOVA11 “apanhou” para o CDI e nestes 10 anos não teria sido um bom investimento. Por outro lado, se o investimento tivesse sido direcionado para uma carteira ações, a história seria outra.

Veja alguns exemplos de como performaram ações de boas empresas no mesmo período:

Diversas ações atingiram mais de 1000 por cento de rentabilidade, bem superior aos 80 por cento do IBOV.

Inicialmente você até pode pensar que selecionar boas empresas poderá ser uma tarefa árdua e complexa, mas existem maneiras de simplificar um pouco as coisas.

Antes de comprar uma ação, faça 3 perguntas:

  1. A empresa possui bons fundamentos?
  2. A empresa é consistente nos resultados históricos?
  3. Existirá demanda pelo produto/serviço oferecido pela empresa daqui a 20 anos?

Com esse simples filtro, você será capaz de selecionar apenas bons negócios.

Daqui há 10 anos, algumas das ações que você selecionar com base nesse filtro, podem acumular mais de 1.000 por cento de rentabilidade.

Mas para que isso aconteça você deverá começar o mais breve possível…

Em 2030, quando você visualizar o seu patrimônio acumulado, lembrará deste e-mail.

Forte abraço!

Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

A melhor estratégia para qualquer tipo de ação

Olá, investidor!

“Se consegui ver o que havia mais longe, foi porque me debrucei sobre os ombros de gigantes”.

Frase de Isaac Newton, criador da lei da gravitação universal, demonstra como é necessário, seja na vida ou no mundo dos investimentos, se espelhar nos melhores e mais experientes.

O maior e mais conhecido investidor de todos os tempos é Warren Buffett, conseguiu ao longo de sua vida a média de 20% de retorno ao ano.

O megainvestidor detém uma das maiores fortunas do mundo, mais de 90 bilhões de dólares.

Seguir os passos e aprendizados de Buffett é estar sobre ombros de gigantes.

Como você sabe, eu sigo a risca a estratégia do Value Investing, amplamente difundida por Buffett.

Independente do tamanho da empresa, seja ela Small Cap, microcap ou até mesmo nano cap, a chave para o sucesso é a disciplina na aplicação da estratégia.

Meu portfólio de ações baseado nesta estratégia, acumulou nos últimos 12 meses mais de 65 por cento de alta.

Mas o que realmente importa não é a performance dos últimos 12 meses, mas o resultado potencial gerado de forma contínua na carteira.

O resultado é potencializado pelo afastamento entre o preço de mercado (o que você enxerga no home broker) e o preço real do negócio (valor intrínseco).

A constante busca por margem de segurança proporcionados por preços descontados, é o grande segredo para o sucesso.

Mas para obter grandes retornos, precisamos de longos períodos de investimentos.

Falando nisso, aprenda a valorizar o tempo. Investidores espertos reconhecem que o tempo é um elemento valioso para qualquer negócio.

Seja paciente e pense sobre a soma total do seu lucro nos próximos anos.

Você passará por diversos momentos conturbados, com significativas quedas nos preços das ações e temporária redução do seu patrimônio.

Mas não se preocupe, está tudo bem!

Na verdade esses momentos criam oportunidades para comprar empresas boas ainda mais baratas.

Você sabia que as cordas que os escaladores utilizam são projetadas para resistir até 2.000 kg de peso, mas são usadas por escaladores que pesam entre 70 e 90 kg.

Por que tamanha diferença? Porque quanto maior a margem de segurança, menor será o risco.

Tente compreender esse conceito até você começar a torcer para uma queda do mercado.

Quando isso acontecer, sinta-se orgulhoso, pois você terá se tornando um value investor!

Forte abraço!

Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

TBOF11, JSRE11 e muito mais: perspectivas para os FIIs em 2020

Caro leitor,

2019 já era… vamos falar de 2020!

O que esperar dos Fundos Imobiliários em 2020?

Aumento de liquidez

O ano de 2019 foi um ano de recordes de quantidade de investidores pessoa física, de volume de negociação seja em valor ou quantidade, de captação de recursos, de novas ofertas… enfim, escolhe o quesito que for, provavelmente vai ter um recorde batido aí.

Para 2020, esse processo de crescimento deve continuar, pois devemos sentir ainda mais forte os efeitos de uma política econômica adequadamente pró mercado e juros mais baixos.

O resultado vai ser que vai ficar cada vez mais fácil comprar e vender uma cota de Fundo Imobiliário na bolsa.

Melhor transparência e Governança

Esse crescimento todo fez com que surgisse uma maior vigilância do mercado em cima dos FIIs.

São casas de análises, são analistas independentes e investidores (muitas vezes se comunicando pelo Instagram) que acompanham de perto o mercado e cada passo das gestoras.

Isso fez com que certo movimentos “esquisitos” como a oferta de compra do TBOF11 pela Hedge fossem expostos imediatamente e em seguida o mercado (mais líquido) se ajustou.

As gestoras estão adotando melhores práticas de governança e hoje quase todas emitem relatórios gerenciais mensais e algumas fazem até apresentação dos resultados trimestrais por teleconferência.

Algo que só empresas de capital aberto faziam até então.

O mercado amadureceu. Está mais vigilante e seguro.

Consolidação e evolução

Todos os mercados se consolidam eventualmente. Não será diferente nos Fundos Imobiliários.

Agora já no final de 2019 o TBOF11 foi comprado pelo JSRE11.

Fundos multi ativos vão acabar por engolir os fundos mono ativos e de gestão passiva. Esse foi o primeiro movimento, mas não será o último.

A Hedge por exemplo que possui três fundos de fundos, “herdados” de outras gestoras, vai consolidar todos eles em um só.

A tendência é termos fundos cada vez mais diversificados e maiores no mercado.

Fundos maiores têm mais condições de montar times robustos de gestão. É um caminho natural, sem volta e benéfico para o investidor.

Novos fundos chegarão ao mercado com propostas diferentes das atuais.

No último trimestre de 2019 já apareceu um (QAGR11) que comprou silos de armazenagem de grãos. Algo inédito até então.

Valorização mais modesta

No momento em que escrevo (quinta-feira, 26 de dezembro de 2019, 13:26) o IFIX está em 3.121 pontos.

Representa uma alta de quase 33 por cento no ano. Tudo indica que o ano vai fechar mais ou menos por aqui.

Para colocar em perspectiva, os Fundos Imobiliários estão a caminho de fechar o ano ligeiramente acima do Ibovespa. Isso em um ano espetacular para a bolsa.

Quando eu digo valorização mais modesta, eu quero passar duas mensagens.

A primeira delas é de ajuste de expectativa. Não espere mais um ano de resultado tão forte. Não seria sensato e a chance de você se frustrar é muito grande.

A segunda é mais prática. Muito desse resultado se deveu a um ponto de partida muito baixo e a uma mudança estrutural nas condições do mercado.

Esses dois fatores, somados, resultaram nessa expressiva valorização.

Para o ano que vem, vamos partir de uma base bem mais alta.

Só daí já seria razão suficiente para o resultado não ser tão elástico assim.

Mesmo assim, espero valorização consistente em 2020.

Vários fundos vão conseguir capturar essa melhora de cenário.

Tem fundos com vacância elevada ainda, que quando forem ocupados vão pagar maiores rendimentos.

Tem muitas revisionais previstas para ano que vem, que também vão aumentar rendimentos. A economia real deve “cantar pneu” em 2020 com o juros mais baixo.

Os fundos de shoppings centers, lajes corporativas e hotéis vão se beneficiar dessa arrancada.

Isso são alguns poucos dos muitos fatores que me fazem crer em excelentes resultados para o ano que está chegando.

Não sou nenhuma Mãe Dinah, mas é nisso que acredito para 2020.

Para mim, Fundos Imobiliários serão novamente um dos melhores investimentos do ano.

Ano que vem a gente relembra este texto.

Combinado?

Abraços.

Marcelo Fayh atua profissionalmente no mercado financeiro desde 2007. Começou como operador de Bolsa, ministrou cursos e palestras pela XP Educação e teve seu próprio escritório de investimentos. Antes de virar analista, atuou como assessor de operações de Fusões e Aquisições. Acredita que qualquer pessoa é capaz de melhorar sua qualidade de vida através de escolhas e investimentos inteligentes. Escreve para o TheCap na coluna Fundos a Fundos.

Meu indicador nº1 para analisar ações

prioridade

Olá, investidor!

Talvez você já tenha me ouvido falar sobre o ROE (retorno sobre o patrimônio líquido).

Considero um dos indicadores mais determinantes para selecionar uma ação.

Vou te explicar o motivo…

Ele expressa em termos percentuais à capacidade da empresa em agregar valor a si mesma, utilizando os seus próprios recursos (patrimônio líquido).

É uma medida de rentabilidade do negócio.

Para calcular o ROE, basta dividir o lucro líquido pelo patrimônio líquido. Na prática ele vai ter dizer quanto que os sócios ganham por cada real investido no negócio.

A fórmula é simples: Lucro Líquido / Patrimônio líquido.

Caso você não saiba, o lucro líquido nada mais é do que o resultado financeiro gerado pela empresa, após o pagamento de todos os custos.

Já patrimônio líquido é o capital que os próprios acionistas investiram na empresa.

É muito usual usarmos a média do Patrimônio líquido dos últimos 12 meses, já que o Lucro Líquido utilizado será dos últimos 12 meses, até por que o lucro foi moldado a partir da mudança do patrimônio.

Vou dar um exemplo na visão do sócio de uma empresa…

Imagine que você tenha R$ 100.000,00 guardados e resolveu montar uma empresa aí no seu bairro. Vamos supor que seja um restaurante.

Então você utiliza esses R$ 100.000,00 reais para comprar todos os móveis e utensílios necessários para iniciar as atividades do seu restaurante.

Bom, esses R$ 100.000,00 é o seu Patrimônio Líquido.

Até aí ok? Beleza!

Se passou um ano e você obteve R$ 30.000,00 reais de lucro.

Bom, qual seria seu ROE? Seria de 30%, excelente por sinal.

Neste exemplo, você obteve um lucro de R$ 30.000,00. Mas o que você fará com esse recurso? Lembre-se que você já recebeu seu “salário” da empresa.

Você poderá distribuir os R$ 30.000,00, como dividendos para os sócios ou reservar este lucro para futuros investimentos.

Percebeu como o ROE está intimamente líquido ao potencial de crescimento da empresa?

possiveis destinos para o lucro

Se você optar por reservar esse lucro, ela irá se incorporar ao Patrimônio Líquido da empresa.

Seu Patrimônio Líquido passará a ser R$ 130.000,00.

Agora vamos supor que você no próximo ano obteve R$ 35.000,00 de lucro.

Seu lucro cresceu cerca de 16%.

Mas vamos ver o que aconteceu com o ROE.

O ROE ficou em 26%, caiu. Mesmo a empresa gerando mais lucro.

Interessante, não acha?

Na prática a empresa perdeu rentabilidade.

Mas ainda se manteve com um bom ROE.

É sempre um desafio uma empresa conseguir crescer, mantendo seu ROE estável.

O banco Itaú é uma empresa que consegue manter essa relação de forma incrível:

patrimonio e roe

Perceba que a banco aumenta anualmente o seu Patrimônio Líquido, mas praticamente mantém seu ROE estável!

Não é à toa que é um dos bancos mais rentáveis do mundo!

Aliás os banco brasileiros são os mais rentáveis do mundo.

O Itaú através de estratégia agressivas conseguem manter seu banco altamente rentável, mesmo com intenso crescimento.

Existe aquela máxima do mercado que diz.”O melhor negócio do mundo é um banco bem administrado. O segundo melhor negócio do mundo é um banco mal administrado”

Em se tratando de ganhar dinheiro…Esses caras executam o trabalho muito bem.

O problema do ROE ocorre quando a taxa fica muito próxima ou abaixo da taxa livre de risco.

Podemos considerar como taxa livre de risco a nossa conhecida SELIC, que serve como parâmetro para os investimentos de renda fixa.

Atualmente a taxa Selic está em 4,5%, então se uma empresa gera um ROE equivalente ou próximo desta taxa, não faria sentido o investimento.

Afinal um investimento que possui risco tem que apresentar uma contrapartida interessante, se não, não faria sentido investir.

Os sócios não estariam motivados a colocar recursos na própria empresa.

Incrível o quanto de informação apenas um indicador é capaz de trazer, não acha?

Pontos importantes:

  • ROE baixo significa que a empresa não é eficiente na sua operação, não gera retorno aos próprios “donos”, com exceção no momento em que uma empresa compra outra, pois o seu patrimônio líquido se eleva significativamente.
  • ROE é intimamente ligado à capacidade da empresa em gerar valor no longo prazo, basicamente ligado a sua capacidade de crescimento.

Seja exigente com esse indicador!

Por sinal, o próprio GuiaInvest desenvolveu um indicador único que mostra se uma ação pode ou não se supervalorizar​.

Forte abraço!

Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

1º de janeiro de 2020 – a data-base de XPTO3 é aqui

Olá, como você vai?

Primeiro lugar: um feliz 2020, que seja um ano de muitas conquistas.

Hoje é o primeiro dia do ano e da década.

E grave bem esse dia: 1º de janeiro de 2020.

Por quê?

Porque hoje é o dia que irá servir de referência para as maiores supervalorizações da bolsa​.

Em dezembro desse ano estaremos falando das ações que mais subiram em 2020.

Estaremos falando das ações que se você comprar hoje (na verdade amanhã, pois hoje não temos pregão), você terá colhido os maiores ganhos do ano.

Algumas candidatas a melhores de 2020 estão aqui.

E vamos mais longe… lá em dezembro de 2029, estaremos falando “se você tivesse investido 1.000 reais nas ações da XPTO3 em 1º de janeiro de 2020, hoje teria 200.000”.

A questão é: não sabemos qual vai ser o papel que mais vai se valorizar na bolsa até lá.

No entanto, só quem começar hoje irá poder ter a chance de capturar as grandes valorizações do ano e da década que começam agora.

Se eu pudesse dar uma recomendação para você seria: comece hoje, o quanto antes.

Cada dia que passar é uma parte da festa que você deixa de aproveitar.

Não deixe para entrar somente na hora de apagar a luz.

Recado de hoje é curto. Vá aproveitar o seu primeiro dia do ano e da década.

Conte com o GuiaInvest em 2020.

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.