Múltiplos x Lucros: o jogo mudou

mudanca de jogo

Olá, investidor!

De janeiro de 2016 até fevereiro de 2020 a bolsa subiu mais de 200 por cento, uma multiplicação de mais de 3x.

Isso parece bastante.

E é bastante, de fato.

Mas na minha opinião, a bolsa vai seguir subindo.

Com um porém.

Apesar da bolsa seguir subindo, o motivo pela qual ela deve seguir subindo não é o mesmo que trouxe ela até aqui.

Veja bem…

Em janeiro de 2016 o clima era ruim: Brasil afundado em uma crise, juros a 14 por cento, problemas políticos e fiscais eram os focos das manchetes, desemprego, PIB caindo, perda de grau de investimento… você deve lembrar.

Ninguém queria saber de bolsa.

Reinava o discurso de que “o importante é ter saúde”.

No entanto, as empresas listadas ficaram esquecidas, baratas demais para ser verdade.

Empresas maravilhosas negociavam a múltiplos (Preço/Lucro, Preço/Valor Patrimonial, EV/EBITDA, Dividend Yield) muito baixos, extremamente comprimidos.

Vimos destaque como a nossa querida Itaúsa (ITSA4) negociando e 7x lucros (hoje negocia a 12x).

A maré estava muito baixa e tudo estava assustadoramente barato.

Tivemos processo de impeachment, PEC do teto de gastos, Reforma Trabalhista e demos início a um processo de queda na Taxa Selic.

Conforme a confiança dos investidores foi aumentando, os juros foram baixando e os múltiplos das empresas listadas foram se expandindo.

Pegue o exemplo do Preço/Lucro: se o lucro se mantém estável e o preço sobe, esse múltiplo se expande.

Com a queda dos juros, tudo que estava na bolsa acabou subindo através do processo de expansão de múltiplos.

Nesse cenário, até coisa ruim sobe. Faz parte do jogo.

Era um cenário onde a maré subiu e todos acabam subindo junto.

Foi, basicamente, isso que vimos de 2016 para cá.

A parte fácil de alta da bolsa acabou.

O jogo mudou: a maré não possui mais muito espaço para subir.

Mas o que esperar a partir de agora?

Agora deveremos ver um processo de alta com os múltiplos constantes.

Como assim?

Vamos pegar novamente o exemplo do Preço/Lucro: se o preço de uma ação está estável e o lucro aumenta, o múltiplo se comprime.

Mas quando isso ocorre, o mercado corrige o preço da ação para cima para manter a ação do múltiplo anterior, seguindo a máxima de que, no longo prazo, os preços seguem os lucros.

Decorre disso que se a partir de agora os múltiplos já estão bem perto de um limite saudável, somente as empresas que daqui para frente entregarem lucros crescentes vão ter um futuro bem-sucedido.

Agora, mais do que nunca, é preciso ser muito diligente na hora de selecionar as empresas que investimentos.

A boa notícia é que hoje temos um cenário muito mais favorável ao aumento de lucros das empresas.

Os fundamentos das empresas devem melhorar com a economia também melhorando.

Não vai ser mais tão fácil acertar as ações que vão subir, mas os acertos devem também ser cada vez melhor recompensados.

Somente alguns barquinhos vão se destacar nessa maré que já não irá mais subir tanto.

Os melhores barquinhos para a época de maré alta você encontra na carteira de Ações Joias da Bolsa​.

Lá somos felizes focando em fundamentos.

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

OIBR3: não tente ganhar dinheiro fazendo a coisa errada

investir em oibr3

Olá, como você vai?

Hoje vou retomar um assunto que ainda está rendendo muito nos fóruns e no YouTube: OIBR3 e turnarounds em geral.

Processos de turnaround ocorrem quando uma empresa com uma situação difícil dá um reviravolta no negócio.

Entra uma nova equipe de executivos, há uma reestruturação do negócio, há uma mudança nas práticas de governança ou mesmo, de maneira exagerada, alguma disrupção que ajuda a empresa a sair de um buraco e ir para o topo.

O caso mais conhecido de turnaround é o de Magazine Luíza (MGLU3).

É inegável que processos bem-sucedidos de turnaround geram os processos mais absurdos de valorização.

Os incríveis 40.000 por cento de valorização da MGLU3 em 5 anos são uma prova material.

Hoje a bolsa oferece diversos candidatos a turnaroundOIBR3, CIEL3, VVAR3, TASA4, etc.

Mas qual é o problema disso tudo?

O problema é que os turnarounds bem-sucedidos são minoria. A regra é que a empresa ruim siga ruim.

No entanto, antes mesmo de vermos os investidores darem com a boca no chão, ouvimos histórias maravilhosas de como linearmente uma determinada empresa irá ressurgir das cinzas.

​Mas o mundo real não é assim.

A história vai contar o que foi, não o que poderia ter sido.

Diversos casos poderiam ter dado certo, mas não deram.

E o mercado pune. A realidade aparece. O caso de Lupatech é um clássico.

Ela ganharia rios de dinheiro prestando serviços para extração do pré-sal.

A história contada era plausível e crível. Isso basta para a ação da empresa subir um bocado.

Como o próprio Henrique Bredda falou que caiu na conversa, ele viu as ações subirem +185 por cento antes de caírem -96 por cento.

Veja: você não precisa estar certo para ter ganho os primeiros +185 por cento.

Mas depois a verdade veio.

A história do que a Lupatech poderia ter sido ninguém mais lembra.

Sobraram as cicatrizes.

E de toda forma, mesmo que o turnaround emplaque (o que é não é a regra), o risco assumido é muito grande.

Em termos de princípios de um investidor inteligente, é uma decisão errada antes mesmo do resultado ser conhecido.

Mas o que afinal é uma boa decisão?

Investir em ações de boas e já consolidadas empresas visando o longo prazo.

Antes do resultado ser conhecido, será uma decisão muito mais acertada.

Os resultados históricos dessa estratégia falam por si.

Não busque o turnaround perfeito. Fazendo o simples bem feito se gasta menos energia e as chances de você ter um resultado maior aumentam demais.

Coloque as probabilidades a seu favor.

A OIBR3 é uma empresa com uma dívida bilionária e que acumula prejuízos há mais de 5 anos.

Hoje a direção da empresa promete investimentos em fibra, venda de ativos para fazer caixa, renegociação de dívidas e toda uma remodelação na estrutura da empresa.

Mesmo que tudo isso seja executado com toda diligência, o resultado é incerto. Vão ter que combinar com os russos.

É aquela coisa: basta driblar o time adversário inteiro e entrar com bola e tudo para fazer um gol de placa.

Depois que aconteceu é maravilhoso, mas não é o método mais eficaz.

Fique em paz com o seu gol de canela dentro da pequena área.

​O esforço é menor e o resultado positivo é muito mais provável.

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

PETR4 ressurge das cinzas: vem dividendo aí…

Pagamento de dividendos Petrobras (petr4)

Caro leitor,

Petrobras (PETR4)​ voltou com tudo ao radar dos investidores.

Claro que foi enquanto ela era alvo de desconfiança que ela saiu dos 5 reais para os 30.

Mas para quem esperava a empresa se provar antes de entrar, aparentemente chegou a hora.

Os últimos resultados da companhia despertaram o interesse até de investidores mais conservadores.

Planos de desinvestimentos em atividades que não são focadas na exploração e produção de petróleo e também venda de ativos.

Só em 2019, a Petrobras obteve uma receita de 15 bilhões de reais vendendo ativos, dos quais se destacaram a refinaria polêmica de Pasadena, parte das ações da BR Distribuidora (BRDT3) e a Transportadora Associada de Gás (TAG).

​Tudo permitiu uma forma desalavancagem, com a Dívida Líquida/EBITDA vindo de 4,8x em 2016 para atuais 2,3x.

Os números da alavancagem ainda precisam melhorar. Mas está claro que a empresa está fazendo seu dever de casa.

​Os lucros voltaram a aparecer e, pelo terceiro ano consecutivo, a empresa distribuirá dividendos aos seus acionistas:

Lucro liquido Petrobras (petr4)

Na bolsa existe uma única verdade: no longo prazo, os preços seguem os lucros da empresa e PETR4 é a prova disso.

​Observe o preço na linha azul e os lucros na linha laranja.

Preco vs. Lucro Petrobras (petr4)

O lucro de 40 bilhões de reais em 2019 injetam esperanças no investidor.

Ademais, empresa que tem lucro remunera os seus acionistas.

Serão distribuídos 0,23 reais por ação ordinária (PETR3), com a data-com em 22 de abril.

Quem dormir com as ações nesse dia receberá os pagamentos no dia 20 de maio.

Com mais esses proventos, o valor total distribuído pela Petrobras a seus acionistas referente a 2019 será de 10,6 bilhões, 0,73 por ação ordinária e R$ 0,92 por ação preferencial em circulação.

Mas será que Petrobras pode integrar a nossa Carteira do Canal Seleção de Dividendos?

Antes de qualquer coisa, vamos reconhecer o trabalho que está sendo feito na empresa.

É bom voltar a olhar para Petrobras como um ativo de valor e com um horizonte cheio de perspectivas positivas.

Estamos novamente diante de uma boa empresa.

No entanto, com um dividend yield na casa dos 3 por cento, enxergamos outras oportunidades mais atrativas para o recebimento de proventos.

Mas desde já ficaremos de olho no papel.

Bom carnaval.

Abraço.

Marcelo Fayh atua profissionalmente no mercado financeiro desde 2007. Começou como operador de Bolsa, ministrou cursos e palestras pela XP Educação e teve seu próprio escritório de investimentos. Antes de virar analista, atuou como assessor de operações de Fusões e Aquisições. Acredita que qualquer pessoa é capaz de melhorar sua qualidade de vida através de escolhas e investimentos inteligentes. Escreve para o TheCap na coluna Fundos a Fundos.

GI SCORE previu a falência da FRTA3

gi score previu falencia frta3

Olá, investidor!

Quando investimos em ações, estamos assumindo certos riscos. Por isso é muito importante comprarmos apenas ações de boas empresas.

​Já imaginou comprar ações de uma determinada empresa focando no longo, mas ser surpreendido com a falência dela?

Justica decreta falencia da Pomi Frutas FRTA3

Se uma empresa da sua carteira de ações decretar falência, ela poderá causar grandes estragos no seu patrimônio.

​ Mas o que você pode fazer para evitar este tipo de risco?

Bom…

Sempre opto pelo menos complicado, pois o mais simples funciona no mercado.

GI Score analisa mais de 13 indicadores fundamentalistas​ para avaliar se a empresa é boa ou ruim e apresenta o resultado em uma pontuação de 0 até 100.

Quanto maior pontuação, melhor é a empresa. Simples assim.

Veja como a pontuação histórica da FRTA3:

GI Score historico FRTA3

Desde 2015 a empresa se manteve abaixo de 20 pontos, o que é uma nota muito ruim.

Frequentemente você me ouve falando que se os fundamentos permanecem ruins de forma contínua, as chances de quebra da empresa são enormes.

Dificilmente ela será capaz de recuperar sua saúde financeira.

O GI Score sinalizou o possível problema.

Se a pontuação é baixo no GI Score, não compre as ações. Se comprar, saiba que você poderá estar se tornando sócio de uma futura empresa falida.

Bom, particularmente não vejo sentido em ser sócio de empresas com esse tipo de risco.

Fique de olhos abertos, pois ainda existem empresas com GI Score abaixo de 20 e se mantendo estável nessa zona de risco.

Veja algumas delas:

TEKA4:

GI Score historico TEKA4

DMMO3

INEP4:

GI Score historico INEP4

Infelizmente não são somente elas… Existem mais…

Mas fique tranquilo, nosso GI Score funciona como um sismógrafo de terremotos, detectando as possíveis falências antes que elas aconteçam.

Fuja dessas ações como você fugiria de um terremoto.

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

Isso pode aparecer nos seus FII sem que você perceba

Contratos de fundos imobiliarios

Caro leitor,

Estudando Fundos Imobiliários​ você vai se deparar com fundos que têm contratos atípicos de locação e fundos que têm contratos típicos de locação.

Você sabe o que significa? Sabe dizer qual deles é melhor?

Deixa eu te ajudar com isso.

Contratos típicos de locação são aqueles contratos com os quais estamos acostumados a lidar no cotidiano.

Eles seguem as definições da Lei do Inquilinato.

Tem coisa que mesmo que você e a outra parte queiram colocar no contrato, não poderão.

Seus limites estão naquilo que a lei permite.

Nos fundos imobiliários eles são comuns nas lajes corporativas.

São contratos na maior parte das vezes de duração média (5 anos) corrigidos pela inflação (IPCA ou IGP-M).

​Eles permitem que o valor do aluguel seja repactuado negocial ou judicialmente a cada 3 anos. São as famosas “revisionais”.

O objetivo é que de tempos em tempos, tanto inquilino quando proprietário possam trazer o valor de volta a uma realidade de mercado caso o preço pactuado esteja desequilibrado para um dos lados.

A multa de rescisão costuma ficar entre 3 e 6 meses do valor do aluguel.

É considerada uma multa leve e facilita a mobilidade do inquilino.

O princípio do contrato típico é remunerar o proprietário pelo uso do seu imóvel, que está lá pronto esperando um usuário.

Já no contrato atípico, o princípio é remunerar o investimento feito pelo proprietário para disponibilizar ao inquilino um imóvel sob medida para ele.

A origem dos atípicos estão em operações de:

i) Sale and Lease Back – quando o investidor compra um imóvel para que o antigo dono vire inquilino.

ii) Build to Suit – quando o investidor constrói um imóvel sob medida para o inquilino nas especificações pretendidas por ele.

iii) Buy and Lease – quando o investidor compra um imóvel “encomendado” pelo futuro inquilino. Como se o inquilino dissesse: “Compre aquele imóvel ali que eu alugo de você imediatamente”.

Esses contratos costumam ser de longo prazos podendo ser de 10 a 20 anos, com correção anual pela inflação (IPCA ou IGP-M).

Nos atípicos não há possibilidade de revisional no meio do caminho.

O preço originalmente acertado vai ser o mesmo (corrigido pela inflação, claro) até o fim.

A multa de rescisão costuma ser pesada.

Ela chega a ser o valor total dos aluguéis faltantes até o final do contrato.

É tipo um “ok, pode até sair do imóvel, só não pode deixar de pagar”.

Devido ao peso dessa multa e a natureza do contrato, as garantias exigidas pelo proprietário também costumam ser bem mais robustas do que nos contratos típicos.

Afinal, há um valor bem maior para ser garantido!

Entendido a diferença entre eles, vem a pergunta:

Qual é melhor?

A resposta não podia ser melhor: depende.

Eles tem vantagens e desvantagens.

A principal vantagem do atípico é a constância do valor do aluguel em função da não revisão do seu valor e das pesadas multas de rescisão.

Portanto o risco de o valor diminuir ou zerar é bem mais baixo.

Por outro lado, a revisão do aluguel pode ser para cima, correto?

Nas fases de recuperação e expansão do ciclo imobiliário as revisionais tendem a ser para cima.

Isso favorece os contratos típicos que poderão aumentar o valor dos aluguéis.

Os atípicos não surfam essa onda.

Quando a onda é para baixo, os típicos sofrem e os atípicos não.

Portanto depende muito de em que fase do ciclo estamos.

Outro ponto a ser ponderado é que nos atípicos, durante o contrato o risco de vacância é mínimo em função das pesadas multas.

Mas no final do contrato o aluguel pode estar muito longe de uma realidade de mercado.

Isso pode fazer com que o novo valor seja substancialmente menor do que o atual ou mesmo que o inquilino decida sair do imóvel.

Enfim, quando for olhar os FIIs de renda, se atente para o tipo de contrato que eles têm e para o vencimento dos mesmos.

Pode ter surpresinha logo ali na frente, fique esperto.

Se você quer aprender mais sobre fundos imobiliários, está no ar o meu curso Aprenda a Investir em Fundos Imobiliários​.

Deixei o vídeo da minha primeira aula aberto para você assistir gratuitamente.

Abraço.

Marcelo Fayh atua profissionalmente no mercado financeiro desde 2007. Começou como operador de Bolsa, ministrou cursos e palestras pela XP Educação e teve seu próprio escritório de investimentos. Antes de virar analista, atuou como assessor de operações de Fusões e Aquisições. Acredita que qualquer pessoa é capaz de melhorar sua qualidade de vida através de escolhas e investimentos inteligentes. Escreve para o TheCap na coluna Fundos a Fundos.

Duas novas indicações para a carteira Joias da Bolsa

duas novas indicações para joias da bolsa

Olá, investidor!

Talvez você já tenha ouvido falar da carteira de ações do canal Joias da Bolsa.

Bom, caso ainda não conheça, irei fazer uma breve apresentação.

Na carteira do canal Joias da Bolsa eu replico, sem restrições, minhas mais criativas e eficientes teses de investimentos.

Não foi por acaso que a carteira apresentou excelente resultado, até o dia 14 de fevereiro:

Careira Joias da bolsa vs Ibov

Em 2019 a carteira rendeu mais do que o dobro do Índice Bovespa (IBOV), assim como nos períodos que seguiram.

Qual o segredo para obter esse resultado?

Bom, posso resumir em 2 princípios:

  1. Não invisto em empresas com poucos fundamentos e elevados riscos, por exemplo: OIBR3, DMMO3, RCSL4 e VIVR3. Nada justifica especular o seu patrimônio em empresas de péssimos resultados.
  2. Não admito ser sócio de empresas que não geram resultados. Comprar ações de empresas que estão sendo negociadas com desconto, isto é, quando o preço de negociação da ação é barato demais perto do que aquela empresa pode entregar.

Esses dois princípios são a essência da carteira.

Mas o grande segredo é o que eu chamo de “análise criativa”.

Através dela busco enxergar as oportunidades que poucos conseguem!

E por que a criatividade é tão importante?

Entenda…

Atualmente os dados estão amplamente mais acessíveis às pessoas, a diferença para o sucesso de uma análise é a criatividade que o indivíduo analisa as informações.

O cérebro é um sistema que se utiliza de padrões, e só por isso conseguimos acordar, trabalhar, dormir, cumprir com nossas obrigações.

A criatividade ajuda a enxergar todo “ecossistema”, servindo como uma fuga desse condicionamento.

Você já deve ter ouvido falar da corrida do ouro que aconteceu na Califórnia em 1840.

Nessa competição por ouro, mais de 300 mil pessoas buscaram enriquecer através da mineração.

No entanto, apenas uma pequena parcela de pessoas obtiveram sucesso. Dentre esses vitoriosos, nenhum deles eram mineradores.

Os grandes resultados foram obtidos pelos comerciantes que vendiam pás e picaretas.

Será que como investidor, você teria enxergado que o grande potencial de lucros na corrida do ouro, era na verdade, oriundas da venda dos equipamentos e não através da mineração?

A capacidade de enxergar esse tipo de oportunidade é o que considero como análise criativa.

A análise criativa foi um dos principais motivos para carteira performar como apresentado abaixo:

Grafico Carteira Joias da Bolsa vs Ibov

Neste momento estou analisando duas possíveis novas ações para a carteira.

Uma delas é a CVCB3, inclusive fiz uma live analisando a ação.

Trata-se de uma boa empresa que a cada novo dia negocia a múltiplos mais descontados, na prática isso significa que ela está ficando cada vez mais barata.

A CVC ainda não faz parte da carteira, mas é uma forte candidata. Permaneço analisando.

A outra empresa é a que considero “comerciante de pás e picaretas”, pois fornece sistemas para grandes instituições financeiras do país. Estou realmente de olho!

Os assinantes do canal serão avisados sobre estes próximos movimentos antes de todo mundo.

Entender essa analogia é fundamental para ter sucesso no mercado de ações.

É isso que buscamos no Canal Joias da Bolsa.

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

ITSA4 não decepciona

Itsa4 não decepciona

Olá, como você vai?

Primeiro vamos falar de Itaú (ITSA4/ITUB4), depois quero alinhar algumas expectativas.

Falar sobre Itaú vai ser bom porque as notícias são boas, mas alinhar expectativas é mais importante.

Ok, não foi o melhor resultado do mundo, mas a nossa querida Itaúsa (ITSA4) não decepcionou: bateu lucro recorde e ainda divulgou cerca de 0,40 centavos de proventos líquidos para dia 6 de março.

Ótimo.

Na divulgação de resultados há duas semanas, o bancão Itaú Unibanco (ITUB4) já havia mostrado que não está parado assistindo a ascensão das fintechs.

Desapegando um pouco da holding (ITSA4) e focando mais no banco (ITUB4), vemos um negócio ainda muito rentável.

Mesmo com um ano de baixo crescimento da economia, os lucros cresceram 13 por cento no 4T2019 em relação ao mesmo período do ano anterior.

Melhor ainda é saber que a empresa fez uma boa contenção das despesas.

O banco ainda possui um potencial muito grande para ganhar eficiência operacional.

Excelente.

A carteira de crédito segue saudável.

Maravilhoso.

O banco está pronto para era do bancos digitais.

O Itaú estrategicamente se tornou sócio da Xp Investimentos em meados de 2017, empresa que até aqui foi a única real pedra no sapato dos bancões.

Formidável.

O futuro não terá tanto vento a favor como no passado, mas ITSA4/ITUB4 está pronto para esse novo cenário.

​Seja para receber dividendos, seja obter uma valorização do papel​, na minha opinião, a ação é uma das escolhas mais óbvias da bolsa para 2020.

Mas cuidado, é importante lembrar de alguns preceitos básicos antes.

Vamos alinhar as expectativas:

  • Esse texto retrata uma opinião e não uma recomendação;
  • Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura;
  • Não coloque todo seu dinheiro em uma única ação, diversifique;
  • Mesmo com uma carteira de ações diversificada, não invista apenas em ações. Tenha uma reserva líquida;
  • Você não vai ter valorizações ultra-expressivas com uma empresa gigante como o Itaú;
  • Se você quiser ter um supervalorização com Itaú, só esperando por anos e anos, mas sempre há risco.

Os tempos atuais podem nos enganar: o mercado não sobe para sempre.

Os próximos anos podem (e provavelmente vão) mal acostumar muita gente ainda.

Em algum momento a festa acaba (sem neura também, acho que está longe de acabar aqui pelas bandas tupiniquins).

Mas você deve saber sempre investir em ações de qualidade e esperar.

É um jogo muito mais de paciência do que de conhecimento.

A grande vantagem é que cada ano adicional de espera, a recompensa por essa espera aumenta.

Como o árbitro francês falou para Neymar após ele tomar um cartão amarelo injusto, be patient.

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

4 bancos que distribuiram uma NTCO3 inteira em dividendos

4 grandes bancos pagam dividendos

Caro leitor,

O investidor iniciante costuma dizer que o dividendo é muito pequeno e que isso é desestimulante.

Você sabe de quem é a culpa de o dividendo ser tão pequeno?

Sua (contém ironia: leia até o fim antes de ficar brabo comigo).

As empresas que pagam dividendos fazem a parte delas. Faça você a sua.

Vamos começar falando da parte das empresas.

Pega o exemplo dos quatro maiores bancos brasileiros, que em 2019 distribuíram o equivalente ao valor de mercado do Grupo Natura.

Os responsáveis por inundar a carteira dos sócios com dividendos são Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Santander.

​Veja a evolução ano a ano dos pagamentos deles aos sócios:

Dividendos pagos pelos 4 grandes bancos

O Itaú, sozinho foi responsável por uma fatia de 26 bilhões, quase metade do total.

Muitos falam que os bancões estão com os dias contados por causa das fintechs e suas disrupções.

Tem muita gritaria e, ainda, pouco efeito prático sobre os balanços dos grandes bancos.

O último resultado do Itaú foi surpreendente.

Melhorou em quase todas as métricas que o mercado considera relevante.

​Mas e as ameaças das fintechs que vão (no futuro, ou seja ainda não fizeram nada) tomar conta deste mercado?

Por enquanto, quem realmente fez algo que poderia incomodar os bancões até agora foi a XP.

O que o Itaú fez?

Foi lá e comprou 49% da empresa.

Só não comprou tudo, por que o CADE e Bacen impediram.

Na época o Itauzão desembolsou o equivalente ao lucro de um trimestre.

Ele fez do limão uma limonada.

Esse foi o melhor investimento do banco nos últimos muitos anos.

E veja que história louca…

Esses dias conversei com um amigo que trabalha no Itaú BBA, segmento do Itaú que atende grandes empresas.

Ele me contou que em um evento com os colaboradores, os sócios controladores (Setúbal e Moreira Salles) foram questionados sobre a compra da XP e sobre o mercado que eles estavam perdendo para a XP.

A resposta foi maravilhosa.

Foi algo do tipo: “Olha eu estou perdendo somente metade deste mercado. Perceba que somos donos de metade da XP. Portanto a metade desse resultado volta para mim. Quando a vocês? Bem, corram atrás. Não vão deixar eles passarem vocês, né?”.

Se você é acionista do Itaú, portanto saiba que você possui indiretamente, metade da XP também.

Eu me sinto seguro investindo neste banco.

Eles foram inteligentes e ágeis no caso da XP, acredito que conseguirão ser em outros casos.

Você acha que eles vão assistir sentados o avanço das fintechs?

Antes de ir embora, vamos fechar aquele assunto lá do início…

culpa de receber poucos dividendos é sua.

Organize suas finanças e trate logo de comprar os quatro maiores bancos do país!

Moleza: vai dizer que em um ano não dá para juntar uns 951 “bilhõezinhos”.

Vai sair um pouco caro, mas ano que vem além deles você poderia comprar a Natura só com os proventos.

Se isso ficar um pouco longe do seu alcance, comece com uma ação que seja. Vá comprando aos poucos até que isso vire um bom dinheiro.

Quanto mais dividendos, mais ações você compra e, consequentemente, mais dividendos recebe. Esse ciclo virtuoso é exponencial e, no bom sentido, foge do seu controle.

Isso depende de você. Eu tenho 10 empresas para sugerir para você.

Quanto antes começar, melhor.

Abraço.

Marcelo Fayh atua profissionalmente no mercado financeiro desde 2007. Começou como operador de Bolsa, ministrou cursos e palestras pela XP Educação e teve seu próprio escritório de investimentos. Antes de virar analista, atuou como assessor de operações de Fusões e Aquisições. Acredita que qualquer pessoa é capaz de melhorar sua qualidade de vida através de escolhas e investimentos inteligentes. Escreve para o TheCap na coluna Fundos a Fundos.

Não veja essa recomendação de investimentos

evite gurus de investimento

Olá, investidor!

Se você abriu esse e-mail, é possível que em algum momento irá comprar uma ação de uma empresa ruim, recomendada por alguém que não possui conhecimento suficiente.

Por que faço essa afirmação?

Porque o ser humano, na maioria das vezes, utiliza o seu lado emocional ao invés do racional para tomada de decisões.

Quando você acessou sua caixa de e-mail e leu o título “Não veja essa recomendação de investimentos”, acredito que quase mesmo que você tenha sentido raiva de mim, você acabou clicando por curiosidade.

É instintivo.

Tudo isso me faz colocar a seguinte afirmação na mesa:

Se você não possui uma estratégia de investimentos, não invista.

Entenda…

Sem uma estratégia você estará suscetível a ter uma decisão baseada na construção emocional dos fatos.

Eu por exemplo, sigo a risca o Value Investing​, estratégia disseminada pelo mega investidor Warren Buffett.

Todas minhas decisões passam por um checklist de critérios, se forem atendidos eu compro, caso contrário não faço nada.

Mesmo que o meu lado emocional não esteja convicto, eu me apego as minhas premissas. Às vezes dá medo até nos mais experientes, mas a recompensa vem.

Busque uma estratégia e siga suas premissas.

Isso facilitará o seu sucesso nos investimentos.

​Do contrário, as suas emoções farão você comprar na alta e vender na baixa.

A maioria dos investidores comete ou já cometeu esse erro em algum momento da jornada.

Em 2006, quando comecei a investir sem saber nada, cometi esse tipo de erro mais de uma vez.

A história não se repete, mas sempre rima com as anteriores…

Em algum momento você percebe que uma ação está subindo muito por um tempo relevante.

Fica a sensação de que a renda variável só varia para cima.

Neste momento você será contagiado por uma empolgação e irá vislumbrar grandes ganhos financeiros: “Quantos anos eu vou ter que investir para me aposentar e viver com o rendimento de ações?”.

E assim você decidirá comprar essa ação. E adivinha?

Provavelmente você terá comprado no topo.

Quando a ação começar a cair de forma intensa, você irá vender para não “perder” mais.

Neste ponto você fica frustrado e com prejuízo no bolso. Depois de um tempo depois a ação vai voltar a subir e se recuperar e você tomado pela empolgação de comprar novamente e “apenas recuperar o seu prejuízo”.

Mas, novamente, na primeira queda intensa, repete o erro, vende as ações e amarga um novo prejuízo.

Isso vai se repetindo até você quebrar ou achar que é impossível ganhar dinheiro com ações.

O emocional fará você perder dinheiro. O racional fará você ganhar dinheiro.

A estratégia fará você ser disciplinado e racional nas decisões.

Assumir erros se torna mais fácil também.

A escolha é sua.

​ Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

Os 3 segredos para se escolher um bom imóvel

como escolher imovel para investir

Caro leitor,

Os entendidos do mercado imobiliário sempre dizem que os três aspectos mais importantes de um imóvel são: localização, localização e localização. Já ouviu isso antes?

Se é tão importante assim, você deveria saber dizer o que é uma boa localização.

Para começar, é preciso entender que a identificação de uma boa localização vem do macro para o micro.

Primeiro queremos identificar uma região mais propensa a demandar determinado tipo de imóvel.

Depois entender em qual bairro da cidade seria melhor estar e às vezes até de que lado da via seria melhor.

Mas o que é bom varia para cada tipo de imóvel.

Uma boa localização para um prédio comercial é completamente diferente de um galpão logístico.

​ Ajuda muito nesse raciocínio colocar o “chapéu” do inquilino.

Imagine que você precisa locar um imóvel.

O que você gostaria de ter perto dele? Onde você gostaria que ele ficasse?

Vamos fazer este exercício para diferentes tipos de imóveis.

Prédios comerciais

Se eu tenho uma grande empresa com muitos funcionários, eu quero estar numa cidade com farta mão de obra qualificada e em localização central no país, com uma boa logística aeroportuária.

São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte seriam boas pedidas.

Mas e dentro da cidade?

Onde ficar?

Quero estar numa região valorizada da cidade, pois afinal de contas isso demonstra solidez para meus clientes.

É importante ter várias opções de acesso a transporte público como ônibus, metrô e ciclofaixas.

Vou dar preferência para aquelas vias que não ficam completamente paradas nos horários de pico (se possível).

É bom que por perto exista uma série de facilidades que os colaboradores vão utilizar, tais como restaurantes, farmácias, bancos, comércio em geral, escolas, creches, academias, shoppings entre outros.

Galpões Logísticos e Industriais

Aqui é importante a localização estar em sintonia fina com a minha atividade.

Suponha que sou um e-commerce que se propõe a fazer entregas rápidas.

Então tenho que estar o mais próximo possível do meu maior centro consumidor. Tão perto quanto meu bolso permitir, já que lá dentro da cidade seria caro demais.

Para imóveis logísticos e industriais, de forma geral, é importante estar às margens de uma importante estrada de acesso a cidade.

As condições das vias também é aspecto importante. Precisam estar em boas condições, afinal minha mercadoria pode ser frágil e o sacolejo do caminhão pode danificá-la.

Se sou exportador ou importador, estar próximo a hubs logísticos intermodais (portos, ferrovias e aeroportos) pode fazer mais sentido.

E por aí vai…

Agora… tem um fator que pode me fazer ir para mais longe da cidade.

Algum benefício fiscal, como é o caso de Extrema em Minas Gerais.

Eles estão a pouco mais de 100km de São Paulo, mas tem benefícios de impostos estaduais e municipais.

Daí eu faço conta e se valer a pena, vou para mais longe.

Por vezes a nossa complexidade tributária gera distorções no raciocínio puramente geográfico da localização.

Por fim, a localização é fator determinante. Basta pensar com a cabeça do inquilino que fica muito óbvio.

Um imóvel bem localizado tende a sair da crise primeiro e entrar nela por último.

Pense nisso na hora de investir.

Ah… o Google Maps faz milagres por você nessa hora. Pensei em tudo isso para escolher os fundos Imobiliários da Carteira Aluguel Inteligente​.

Abraços.

Marcelo Fayh atua profissionalmente no mercado financeiro desde 2007. Começou como operador de Bolsa, ministrou cursos e palestras pela XP Educação e teve seu próprio escritório de investimentos. Antes de virar analista, atuou como assessor de operações de Fusões e Aquisições. Acredita que qualquer pessoa é capaz de melhorar sua qualidade de vida através de escolhas e investimentos inteligentes. Escreve para o TheCap na coluna Fundos a Fundos.