Invista nessa modinha para depois bater com a cara no chão

investimentos da moda

Olá, investidor!

Você já deve ter reparado que eu nunca recomendo ou compro ações que todos os analistas e investidores estão comentando.

Primeiro, porque não dá para diversificar demais. Temos um limite de acompanhamento.

Segundo, porque eu simplesmente, fujo da modinha.

Quando todos estão empolgados com o mercado, você deve ter extrema cautela.

Sabemos que os preços das ações não refletem os fundamentos da ação, principalmente no curto prazo.

Fatores psicológicos influenciam muito o mercado.

As altas flutuações de preços que ocorrem, não são geradas por fatores econômicos e fundamentos, eles não se alteram rapidamentes ao ponto de gerar essas variações.

Quando você começa a ler notícias e comentários de analistas sobre uma determinada ação, existe uma grande chance de você acabar comprando essa ação.

Ela está na moda, todos estão comentando sobre ela.

Ninguém gosta de ficar fora de moda.

É um viés psicológico, o FOMO, ou Fear of Missing Out, que é o medo de ficar de fora!

O psicólogo Solomon Asch fez um famoso experimento que apresentava quatro linhas aos participantes, eles deveriam escolher a linha que tivesse o mesmo tamanho que a linha modelo.

experimento Solomon Asch

A resposta correta é óbvia.

Porém, quando os cúmplices do experimento apresentaram visões conflitantes, os demais deram a mesma resposta incorreta.

“A maioria não pode estar errada”.

Claro que pode! E muita das vezes estarão.

Assim criam-se bolhas, assim criam-se falidos… Pensar como todo mundo é reconfortante, afinal se o investimento for errado, todos erraram e errar em grupo é menos doloroso que errar sozinho.

Por favor, não pense assim!

Errar sozinho ou em grupo irá te prejudicar da mesma forma.

Já ouviu falar do processo de “cascata informacional”?

Em algum momento ao visitar uma cidade pela primeira vez, você deve ter ficado em dúvida entre 2 restaurantes.

Um forma rápida de decidir é observando qual está mais cheio, pois existe uma probabilidade de pelos menos alguns clientes terem experimentado os dois e terem escolhido comer no melhor.

Entretanto, quando você escolhe por comer no restaurante mais movimentado, você está aumentando a probabilidade de um novo cliente, que utiliza o mesmo raciocínio fazer o mesmo e assim por diante.

Com o passar do tempo, todos irão comer nesse restaurante mesmo que outro pudesse ser muito melhor.

Simplesmente penso e tomo decisões utilizando minhas próprias convicções construídas.

Fazendo isso, evito participar de bolhas, de especulação e de errar em grupo.

Minha recomendações de ativos não estão na moda. Isso pode te desagradar… mas ao mesmo tempo, procurar ações fora de moda ajuda você a encontrar os ativos mais baratos.

Mas entre estar na moda e ganhar dinheiro, prefiro a segunda opção.

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

A verdadeira definição de ações baratas

Olá, como você vai?

O mercado caiu 47 por cento desde a sua máxima em 119 mil pontos em janeiro.

O dia 23 de março foi marcado pela marca de 63 mil pontos junto com o avanço assustador do vírus mundo afora.

Ali no olho do furacão tudo caiu.

Ainda não dava para ter muita clareza de quais seriam as consequências para cada empresa, mas dava para imaginar que nem todo mundo sofreria igualmente.

Preço todos perderam. Tudo caiu.

O momento de pânico não escolhe as vítimas. Mas as pessoas foram assimilando a nova condição.

Muitas empresas se ajustaram fazendo home office.

Vimos os Bancos Centrais jorrando dinheiro por tudo e os governos tomando medidas fiscais importantes.

O pânico foi embora e voltamos para a (nova) realidade.

Os fatos foram dando o tom de diferenciação: aos poucos foi ficando claro quem seriam os mais penalizados e os menos penalizados.

Vimos a força do e-commerce e as fragilidades das companhias aéreas.

Notamos também a resiliência dos setores de utilidade pública, como transmissão de energia elétrica e saneamento.

Vimos que mesmo na queda, o número de CPFs cadastrados na B3 aumentou significativamente.

Mas afinal, o que ficou barato?

Ora, vamos primeiro definir o que é barato…

Nem tudo que caiu ficou barato.

Vamos dizer que se uma empresa perde 50 por cento do seu valor e o preço da ação cai apenas 30, ela ficou mais cara, mesmo com uma cotação menor.

Barato e caro é algo que se mede contrastando o preço e o valor. Uma ação com muito valor e pouco preço é uma ação barata. A verdadeira definição de ação barata é essa.

Lojas Renner terá um ano péssimo. Chegou a cair 60 por cento em relação à sua máxima, mas certamente não perdeu tudo isso de valor.

Não estou recomendando o papel em si, mas querendo mostrar que, matematicamente, a gente infere que a empresa ficou mais barata do que antes.

Mais do que ficar procurando quais ações caíram mais, o importante agora é identificarmos quais as empresas que não perderam valor.

Fazendo uma varredura completa pelas 330 empresas listadas através da ferramenta do GuiaInvest, chegamos a 23 papeis que estão em promoçãovalor preservado, negócios sólidos e preço descontado.

Mas esses são os 23 papeis que estão baratos no contexto atual.

Mas se analisarmos o Brasil como um único ativo, é possível dizer que Brasil está barato demais.

Batemos 12 mil pontos em dólar no Ibovespa em março, vindo de 29 mil pontos em janeiro.

O real foi a moeda que mais se desvalorizou frente ao dólar em uma cesta de moedas emergentes.

O investidor estrangeiro, novamente, está assustadoramente sub-alocado no Brasil, de forma que qualquer inclusão de Brasil em seus portfólios, pode puxar as coisas para cima aqui.

Tudo, de fato a imagem do Brasil lá fora não é das melhores, mas embutir isso nos preços também significa que não há mais muito como piorar.

Somado a isso, vivemos o que Armínio Fraga cunhou de tempestade perfeita: a tríade de das crises econômica, sanitária e política, ainda que esta terceira tenha se amenizado com o diálogo entre Executivo e Congresso.

Estamos em um fundo de poço.

Você acha ruim comprar quando tudo está no fundo do poço?

Claro, é muito desconfortável, pois sempre cogitamos a existência de um alçapão no fundo do poço.

Mas temos razões para acreditar em um futuro melhor.

Os estudos avançam na direção de conquista de uma vacina ou tratamento para o Novo Coronavírus.

Não sabemos quando, mas a pandemia vai passar.

E temos alguma peculiaridade nos ajudando.

Temos uma taxa de juro muito baixa, o que vai forçar, no menor sinal de melhora do quadro econômico, uma entrada massiva de dinheiro na bolsa brasileira, o que puxaria os preços para cima.

Como disse Henrique Bredda, em 2025 a gente vai sentir saudades dos preços que víamos em 2020.

Obviamente não é para se atirar comprando ações.

Temos que pensar em portfólio e diversificação, sempre prezando por qualidade.

Mas pegar uma dessas barbadas aqui e esperar um tempo não vai fazer mal a ninguém.

Seguimos adiante.

Tudo passa.

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

IRBR3: ainda cheirando mal

irbr3 cheirando mal

Caro leitor,

Veja a frase abaixo: “As ações da IRBR3 abriram em queda vertiginosa no pregão de ontem e fecharam a 41,00 reais, uma queda de 8,54% em um único pregão”.

Assim começou o texto de um e-mail que enviei a todos os leitores do GuiaInvest no dia 04 de fevereiro deste mesmo ano.

Nele, me comprometi a continuar acompanhando o caso dela.

Hoje, esse mesmo papel é negociado a 7,80 reais.

Isso depois de uma alta de 8,79 por cento no pregão de ontem.

Dane-se a cotação dela.

Aliás, a essas alturas, dane-se o case todo.

Os pontos que a Squadra levantou a respeito da IRBR3 são graves e foram muito bem justificadas por uma série de indícios.

Se quiser entrar em detalhes, coloca no Google “carta Squadra IRB” que ela vai aparecer em primeiro lugar.

Logo após a divulgação da carta, a IRB se defendeu dizendo que a gestora estava operando vendida (apostando contra) no papel e que havia um claro conflito de interesse neste ato.

Até aí tudo bem, mas ela ainda precisava se explicar.

A empresa elevou o tom, dizendo que suas demonstrações contábeis são auditadas e que ela não teria cometido nenhuma irregularidade.

Quem é do mercado sabe que o fato de ser auditada não torna a contabilidade a prova de fraudes, só dificulta.

Outro ponto a ser levado em conta é o seguinte: o negócio da IRB é um negócio de confiança.

Afinal quando você faz o seguro você está pagando adiantado, confiando que a seguradora estará lá quando e se você precisar.

Se a empresa quebrar essa confiança, ninguém mais quer ser cliente dela.

Onde quero chegar é que ela não tinha outra opção que não fosse “dobrar a aposta”.

Ela escolheu um caminho (caso seja mesmo o de fraudar) sem volta.

Não dá para voltar atrás e dizer que está arrependida.

Não vai funcionar.

Assim ela o fez.

Passado pouco tempo, as notícias envolvendo ela ficavam cada vez piores.

E as cotações oscilaram para cima e para baixo ao sabor delas.

Na prática, muito mais para baixo do que para cima.

No final de fevereiro, ela teria dito que o Warren Buffett, através da Berkshire Hathaway (sua empresa de investimentos) teria uma participação na empresa.

Foi desmentida pelo próprio Buffett em seguida.

Esse episódio ocasionou a renúncia do vice presidente financeiro da IRB e a abertura de um processo administrativo por parte da CVM contra a empresa.

Em abril dois membros do conselho de administração e seus suplentes, indicados por Bradesco e Itaú, pediram renúncia de seus cargos.

A Susep (Superintendência de Seguros Privados), que regula o mercado de seguros no Brasil, instaurou uma fiscalização especial na empresa.

O motivo: insuficiência de “ativos garantidores de provisões técnicas”.

Em bom português, risco de insolvência para pagar os sinistros.

Em maio foi uma saraivada de notícias ruins.

Ela demitiu seu diretor de controladoria por fraude em contratos.

A Lazard, um banco de investimentos norte-americano, reduziu muito sua posição em ações da empresa, saindo de 5,28 para 3,78 por cento de participação.

Ela realizou reunião com clientes onde negou ter problemas de solvência e garantiu que cumprirá seus contratos.

E mais um suplente do Conselho de Administração pediu renúncia.

Enfim, no meio desse monte coisa ruim acontecendo com a empresa, os preços foram caindo e caindo.

Os indicadores relacionados ao preço como P/L, Dividend Yield, P/VP começaram a ficar muito “bons”.

Vários amigos compraram ações da empresa e em seguida vieram me perguntar o que eu achava dela, naquele caso clássico de viés de confirmação.

Quando primeiro você faz a bobagem e, depois, fica procurando alguém que te apoie.

Não foi o que encontraram em mim.

Eu respondia sempre a mesma coisa: “A IRBR3 tem cheiro de m_, forma de m_, cor de m_. Ela vai ser o que?!”

Para mim, tudo indica que a Squadra está certa e aparecer a verdade sobre IRBR3 é só uma questão de tempo.

IRBR3 deu uma ré de mais de 80 por cento e não está barata.

Se você está começando na bolsa, não tente fazer gol de bicicleta na sua primeira temporada.

A hora é de pragmatismo, tem ação de empresa espetacular sendo negociada a migalhas.

Abraço.

Marcelo Fayh atua profissionalmente no mercado financeiro desde 2007. Começou como operador de Bolsa, ministrou cursos e palestras pela XP Educação e teve seu próprio escritório de investimentos. Antes de virar analista, atuou como assessor de operações de Fusões e Aquisições. Acredita que qualquer pessoa é capaz de melhorar sua qualidade de vida através de escolhas e investimentos inteligentes. Escreve para o TheCap na coluna Fundos a Fundos.

XPLG11: ainda sobre os desdobramentos do Covid-19

xplg11 covid-19

Caro leitor,

Enquanto alguns setores da economia permanecem desligados, outros já começam a retomar suas atividades.

Antes do coronavírus, o mercado de fundos imobiliários fazia uma oferta pública atrás da outra.

O Covid-19 chegou e parou tudo.

Quem insistiu em tentar ir adiante com as suas ofertas, ou captou quase nada do que queria ou teve que cancelar a oferta.

Sem blablabla, os motivos definitivos foram os seguintes:

  • O preço da subscrição e/ou oferta estava acima do que era negociado no mercado;
  • Os investidores estavam assustados demais para colocar a mão no bolso.

O primeiro motivo é muito óbvio.

Por que você vai pagar mais caro numa oferta pública ou subscrição se pode comprar cotas do mesmo FII mais barato no mercado?

Isso sozinho inviabiliza qualquer captação de recursos.

O segundo motivo já consegue ser driblado.

Isso se você encontrar gente corajosa o suficiente para investir nessas horas.

A verdade é que para quem mais faria sentido uma oferta pública no auge da crise, é para os fundos de fundos.

Imagine um monte de dinheiro na mão do gestor, que sabe melhor do que nós comprar e vender cotas de outros FIIs.

Ele conseguiria gerar muito ganho de capital, tenho certeza.

Seria lindo, mas nunca acontece.

Somos seres emocionais para tornar isso possível.

Mas agora o mercado já está se acostumando com o estrago causado pela crise. Já consegue enxergar, ou pelo menos acreditar que há, uma luz no fim do túnel.

Em algumas cidades os shoppings estão reabrindo e algumas empresas estão convocando colaboradores a voltarem de seus home offices.

Para não perder tempo, alguns fundos estão indo adiante com novas tentativas de ofertas públicas.

O XPLG11, integrante da carteira Aluguel Inteligente, foi um que tentou em fevereiro e março e não conseguiu.

Agora, está novamente passando o chapéu entre os investidores.

Dessa vez o cenário é diferente.

O valor da subscrição está abaixo do preço das cotas no mercado.

O medo dos investidores ainda existe, mas ele já não causa a mesma paralisia de março.

A grande diferença da oferta é que agora ela ficará restrita aos atuais cotistas, que poderão subscrever algo como 29,95 por cento da sua atual posição, e em seguida o que faltar para completar o objetivo de captação será ofertado com esforços restritos a investidores profissionais.

Investidores profissionais em teoria são mais escolados no assunto e têm capacidade de investimento maior.

Isso aumenta as chances de sucesso do fundo com a oferta.

Outro ponto importante é que o custo de “rodar” uma oferta restrita é muito menor.

Portanto, se der errado o prejuízo em dinheiro, tempo e esforço, é menor.

Se essa e outras ofertas derem certo, daqui a pouco elas começam a vir para investidores em geral.

Assim você e eu podemos participar também.

Mas nada é óbvio nessa vida. De toda forma, esperamos um final feliz em toda essa história.

Assim como o mercado de ações é cheio de meandros, o mercado de FIIs não é diferente.

Os meus alunos estão preparados e bem informados para saber o que é oportunidade e o que é pegadinha.

Abraço.

Marcelo Fayh atua profissionalmente no mercado financeiro desde 2007. Começou como operador de Bolsa, ministrou cursos e palestras pela XP Educação e teve seu próprio escritório de investimentos. Antes de virar analista, atuou como assessor de operações de Fusões e Aquisições. Acredita que qualquer pessoa é capaz de melhorar sua qualidade de vida através de escolhas e investimentos inteligentes. Escreve para o TheCap na coluna Fundos a Fundos.

Raio-X do mercado: de IRBR3 a MRFG3

raio x irbr3 mrfg3

Olá, investidor!

Estamos acompanhando um ano de quedas significativas no mercado de ações e que acaba deixando algumas oportunidades mais escancaradas.

Essas foram as 5 ações que mais caíram em 2020:

5 acoes que mais cairam

Minha estratégia de investimentos é o Value Investing.

Sou um caçador de assimetrias, busco empresas negociadas abaixo do valor intrínseco. Procuro Porsches a preços de Corsa.

É inegável que para uma empresa ficar barata, ela deve pontualmente apresentar queda de preços ou acelerar sua criação de valor, sem que o mercado perceba, mas essa última hipótese não é comum.

Só fique atento que nem toda queda de ação é oportunidade. É comum vermos significativos processos de destruição de valor nas empresas.

Uma empresa pode parecer barata, mas é uma value trap.

Essa lista de ações pode ser bem perigosa, embora muitos avaliam como grandes oportunidades.

Não avalie só preço, avalie o negócio e compreenda a causa da queda. E o contrário, como fica?

Essas foram as ações que mais subiram em 2020:

5 acoes que mais subiram

O raciocínio contrário também é válido…

Será que quando o preço de uma ação sobe demais, ela se torna cara?

Depende.

Se a empresa tem poder de gerar muito valor no longo prazo, a expectativa sobre ela no presente, pode não refletir todo o potencial.

Imagine que empresa vale 10 milhões (valor intrínseco) e o preço de cada ação em bolsa seja 3 reais, além disso ela possui 1 milhão de ações.

Logo seu valor de mercado seria de 3 milhões (preço x quantidade de ações).

O que acontece se o seu preço subir 100 por cento?

Ela se torna uma ação cara?

Não.

Mesmo com uma alta de 100 por cento, o preço da ação será negociado a 6 reais.

Desta forma, a empresa atingirá um valor de mercado de 6 bilhões, abaixo do seu valor intrínseco.

Na prática, vai continuar barata!

O que quero deixar claro é:

Nem toda queda tornará a ação barata, da mesma forma, nem toda alta irá tornar a ação cara.

Fuja do senso comum!

Análise o valor da empresa e não o preço. Ou melhor: analise o valor, e veja o preço para saber se é um bom negócio investir nessa ação.

Fazendo uma varredura geral pela bolsa, há muita coisa barata, há muita armadilha e há também umas 20 e poucas ações que ficaram ridículas de baratas.

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

IVVB11 e outras oportunidades

oportunidades na bolsa

Olá, como você vai?

Protocolos de tratamento.

Vacinas.

Anticorpos.

Começam a ser mais frequentes as notícias de uma eventual quebra de paradigma que pode acelerar o fim da quarentena.

Se vai ser logo ou não, não sabemos.

Se vai funcionar ou não, também não sabemos.

Mantenhamos nossos pés no chão, esperando pelo melhor, preparados para o pior.

Opiniões são apenas opiniões e não mudam a verdade.

Vamos então trabalhar com cenários… E se o Brasil ficar em último na fila para uma eventual vacina?

Todo mercado lá fora em festa e nós aqui amargurando mais alguns meses.

O dólar subiria mais? O S&P 500 voltaria às máximas?

O IVVB11 acompanharia positivamente esse movimento.

Mas insisto: será que vale a pena?

Teria o dólar já subido demais ante o real?  Não poderemos nos surpreender se o dólar voltar aos 4, nem se subir para 7.

Para onde vai a bolsa brasileira até o final do ano?

Não sabemos.

De toda forma, poderíamos destinar, que seja, uma fração de 10 por cento do nosso portfólio ao mercado internacional.

Um simples ETF de IVVB11 até pode quebrar o galho, tal qual o BOVA11 quebra o galho também para quem quer se expor à bolsa brasileira.

Mas as vezes é interessante procurar por qualidade lá fora também, assim como procuramos aqui.

Tá todo mundo querendo achar uma desculpa pra investir nas empresas americanas…

E o Brasil, como anda?

Enquanto isso, segue a temporada de balanços do primeiro trimestre de 2020 nas empresas listadas na B3.

Como tivemos um janeiro excelente, um fevereiro esquisito e um março horrível, os resultados ainda não refletem a realidade dos efeitos da pandemia.

Não adianta medir a temperatura da barriga de alguém que está com a cara no forno e os pés no freezer.

Os bancos já fizeram questão de provisionar uma tragédia nos seus balanços, antecipando o pior.

Mas já se sabe que nem todas as empresas sofrem igual.

Já se sabe que nem todas as empresas sofrem, Suzano e Klabin que o digam.

Deduz-se disso que se nem todas empresas sofrem igual, mas todas tiveram quedas fortes da cotação, há empresas baratas dando sopa.

Claro, é necessário cuidado… uma Gol e uma Azul perderam 70 por cento de valor de mercado, mas será que ficaram baratas?

Pergunta-se o mesmo sobre CVC: ainda que o turismo não irá acabar, ficou barato comprar a líder do setor de turismo?

Nada é óbvio nesse mundo.

Diversificar é uma defesa para quem não sabe o que está fazendo.

Ora, se nem Buffett sabe o que está fazendo, afinal, carrega mais de 40 empresas no seu portfólio, vamos diversificar por aqui também.

Mas enfim, fique de olho em alguns bancos grandes, algumas elétricas e empresas de construção.

É só com crise sanitária, econômica e política juntas que se acha os preços atuais.

Não à toa, a atualização do Score-Line System trouxe 23 nomes de empresas que ficaram ridículas de baratas e estão aí dando sopa.

Cuidado com a exposição, mas cuidado para não se expor a nada também.

Seguimos em frente.

Tudo passa.

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

Sem enrolação: se quer dividendos ITSA4 e TAEE11 dão conta do recado

itsa4 taee11

Caro leitor,

As pagadoras de dividendos são as ações mais perenes e estáveis da bolsa de valores.

Isso não significa que o coronavírus será apenas uma marolinha para elas.

Os impactos ainda serão melhor conhecidos no 2T2020.

Por enquanto estamos vendo empresas tradicionalmente boas pagadoras já avisando que vão pagar menos este ano.

E tudo bem quanto a isso.

É o caso da Itaúsa (ITSA4) que em fato relevante na semana passada avisou que haverá redução na distribuição de dividendos.

Não precisou o quanto será reduzido o montante distribuído, até porque nem ela sabe a profundidade dos efeitos da crise nos seus negócios.

Grande parte desse anúncio de redução é em função da limitação temporária de distribuição de dividendos acima do mínimo obrigatório imposta pelo Banco Central do Brasil.

Esse tipo de atitude é ruim para o bolso do investidor, mas boa para a perpetuidade da empresa.

Faz parte do jogo da empresa saber a hora de recuar e ser defensivo.

Já outras companhias que eu considero as mais seguras de todas, as transmissoras de energia elétrica, seguem sua vida “normalmente”.

Usei as aspas por motivos óbvios: o normal não existe mais, pelo menos por ora.

Um dos maiores grupos privados de transmissão de energia elétrica do Brasil é a Taesa.

Ela anunciou, na semana passada, junto com a divulgação do seu resultado trimestral, o pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio.

Será um total de 70 centavos por ação pagos para que detiver as ações hoje (dia 19 de maio).

O pagamento será feito no dia 28 de maio.

Onde quero chegar é que mesmo uma boa carteira de ações de dividendos não passará ilesa por toda essa crise.

Algumas ações da carteira vão sofrer mais, outras menos e umas talvez até precisarão sair do portfólio eventualmente.

Porém, com uma boa seleção de ativos e uma adequada diversificação, você passará bem por essa crise toda.

Tanto ITSA4 quanto TAEE11, são integrantes da minha Seleção de Dividendos.

Abraço.

Marcelo Fayh atua profissionalmente no mercado financeiro desde 2007. Começou como operador de Bolsa, ministrou cursos e palestras pela XP Educação e teve seu próprio escritório de investimentos. Antes de virar analista, atuou como assessor de operações de Fusões e Aquisições. Acredita que qualquer pessoa é capaz de melhorar sua qualidade de vida através de escolhas e investimentos inteligentes. Escreve para o TheCap na coluna Fundos a Fundos.

CHUT3 ou DADO4: qual é a melhor?

apostador

Olá, investidor!

Tenho certeza que em diversos momentos, você já ouviu ou leu notícias alegando que o cenário econômico do Brasil e do mundo está desfavorável ou favorável para investimentos, por qualquer motivo contextual.

Uns acham que está barato, outros acham que está muito arriscado. Nada de novo sob o sol.

Em setembro de 2008 falia o banco de investimentos Lehmann Brothers, que na época era o quarto maior banco dos Estados Unidos.

Naquele momento se iniciou a mais grave crise econômica desde o Crash de 1929.

A economia mundial se retraiu no período.

Como você imagina que eram as notícias da época?

A impressão é que estávamos martelando o último prego do caixão para enterrar a economia mundial de vez.

O pessimismo tomou conta e quando abríamos um jornal, praticamente escorria sangue.

Houve em 1980 outra grave crise relativa à dívida dos países da América Latina.

A conversa entre investidores na época era em tom de pessimismo e trágico, de poucas perspectivas.

O interessante é que antes dessa crise, notícias e conversas entre investidores eram de absoluto otimismo.

Afinal, o PIB do Brasil em anos anteriores havia dobrado.

Você consegue perceber que, em geral, grupos de pessoas, governos, mídias acabam perpetuando as situações ruins nas suas cabeças, de forma que isso se reflete nos preços dos ativos.

Toda a previsão dos cenários esperados, descrevem apenas o momento atual.

O futuro está totalmente desconectado com aquilo.

Historicamente é isso que ocorre: as coisas só se tornam óbvias quando olhadas em retrospectiva.

Quando o mercado estava próximo do 120 mil pontos, só recebíamos projeções e notícias de prosperidade, muito embora, eram apenas projeções e não o que de fato viria a acontecer.

Sempre é assim!

O que devemos fazer para ganhar dinheiro com investimentos, se na maioria das vezes, todas as projeções são baseadas apenas na situação presente?

Bom, qualquer megainvestidor cabeça branca da bolsa de valores sabe lidar com esse fato, então vamos nos inspirar neles.

Sabe para onde ele direciona sua atenção?

Simplesmente para a empresa!

Analisar e avaliar a capacidade da empresa é possível e realista, prever cenários econômicos é quase uma utopia.

Os grandes investidores não estão preocupados em tentar adivinhar o PIB para daqui a 5 anos, ou mesmo para o próximo ano.

Eles não sabem se o dólar irá para 7 reais ou 7 centavos…

Por outro lado, ele está analisando a capacidade de uma empresa em gerar caixa, se ela tem capacidade de seguir em cenários desafiadores.

Caso cenários os desafiadores não ocorram, melhor ainda.

Mas saiba que em algum momento eles irão acontecer…só não perca tempo tentando adivinhar quando.

É isso que os grandes investidores fazem.

Analisando aspectos ligados aos fundamentos das empresa, bem como questões qualitativas.

Mas, existe sim, um ponto de maior importância que preciso de te dizer…

Se você comprar o “ingresso” de participação em uma boa empresa em um momento presente favorável, pagará muito caro, pois todos estão vivendo uma “previsão” de prosperidade.

Por outro lado, se comprar o “ingresso” em meio a turbulências, pagará um maravilhoso desconto.

Comprar na baixa é parece contra-intuitivo, mas racionalmente é o correto.

Comprar na alta gera conforto, mas racionalmente se sabe que é muito mais arriscado.

Veja este gráfico:

Grafico longo prazo

Em que momento desfavorável, foram feitas diversas previsões para os próximos anos, mas o que acabou por se desenvolver foi muito mais favorável nas maioria das vezes.

Não tente prever cenários. Ao invés disso, identifique quanto vale uma determinada empresa.

Você estará trocando um chute por um dado.

Acredito que faça mais sentido se basear em dados ao invés chute, suas chances de erros são menores.

Forte abraço!

Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

QAGR11: se beber, não case

Se beber nao case

Caro leitor,

O mercado tem o costume de dizer que o FII “xyz” é da gestora “abc”.

Isso dá a impressão de que a gestora é dona do fundo e que o cotista é mero passageiro deste veículo.

Nada mais equivocado do que isso.

O dono do fundo é o cotista.

O dinheiro é dele. Então o dono é ele.

O gestor é um mero prestador de serviço para o cotista.

Essa percepção de que o fundo pertence a gestora vem do fato de que quem toma a iniciativa de criar um fundo é a própria gestora.

Ela faz isso pois precisa criar mercado para si mesma.

É preciso ter para quem prestar o serviço. Caso contrário a gestora não terá razão de existir.

Vou dar um exemplo prático e bem atual, falando novamente da gestora do fundo QAGR11.

Só que agora com novos capítulos da novela.

Esse fundo não surgiu, da iniciativa de investidores que se juntaram para investir em silos e decidiram contratar a Quasar Asset Management.

Foi a gestora que tomou a iniciativa.

Ela montou uma tese de investimentos bonitinha, que versava sobre investir na carente infraestrutura de armazenagem de grãos no Brasil.

Prometeram boas aquisições, bons contratos, bom inquilino e boa remuneração.

Com isso, conseguiram convencer milhares de investidores a comprar cotas de um fundo que contrataria a própria gestora para colocar em prática a tal tese de investimentos.

Daí para frente a realidade foi muito diferente da promessa inicial.

A gestora não fez as aquisições prometidas, o principal cérebro por trás da tese se desligou da gestora, grande parte do dinheiro ficou parado no caixa do fundo e as poucas aquisições realizadas foram com contratos com a metade do prazo e com inquilinos nem de perto com a mesma solidez do prometido inicialmente.

Em bom português, a gestora do fundo não estava prestando um bom serviço.

Os verdadeiros donos do fundo, os cotistas, tomaram uma atitude.

Se juntaram num grupo que representava mais de 5% das cotas, e convocaram uma assembléia geral extraordinária.

Nessa assembléia serão votados alguns pedidos dos próprios cotistas.

O primeiro é amortizar 35 reais por cota. Ou seja, devolver esse dinheiro para os donos.

Faz todo sentido, afinal de contas se a gestora não está encontrando o que fazer com esse dinheiro, que devolva para os cotistas.

Esse é um duro golpe na gestora, que tem sua remuneração proporcional ao patrimônio total do fundo. Isso representa mais de um terço de redução.

As outras mudanças são no sentido de permitir que o fundo invista em imóveis urbanos industriais e logísticos.

Afinal, se está tão difícil assim encontrar imóveis relacionados ao agronegócio, então que se abra o leque para outras possibilidades.

Essa votação deverá ocorrer até o dia 14 de junho, mas ainda não teve data definida.

Toda essa história mostra e prova que os verdadeiros donos do fundo são os cotistas.

Você não é mero passageiro do seu FII.

Você também é dono dele.

Você até contrata um motorista para dirigi-lo.

Mas também o demite se ele não dirigir direito.

É o seu papel.

Claro que o caminho mais fácil é vender a cota e passar o problema adiante.

Apenas lembre-se que, no limite, o dono do FII é você.

Os FIIs recomendados na carteira Aluguel Inteligente estão sob a tutela de ótimos motoristas e você pode fazer uma viagem confortável na primeira classe.

Abraço.

Marcelo Fayh atua profissionalmente no mercado financeiro desde 2007. Começou como operador de Bolsa, ministrou cursos e palestras pela XP Educação e teve seu próprio escritório de investimentos. Antes de virar analista, atuou como assessor de operações de Fusões e Aquisições. Acredita que qualquer pessoa é capaz de melhorar sua qualidade de vida através de escolhas e investimentos inteligentes. Escreve para o TheCap na coluna Fundos a Fundos.

ROMI3: comprar ou vender?

Comprar Romi3

Olá, investidor!

Antes da análise um convite rápido: o pessoal da Ável Investimentos (credenciados da Xp) está bolando um Plano Emergencial de investimentos e na sexta-feira às 19h30 irá mostrar como você pode montar e diversificar uma carteira de 100 mil reais de fora estratégica, se preparando para todos os cernários possíveis.

Os ingressos são gratuitos e podem ser retirados aqui. 

Vamos a Romi.

O lucro de ROMI3 caiu mais de 52 por cento em comparação ao 1º trimestre de 2019.

Meu Deus!

E agora?

Quem tem vende e quem não tem não compra? Calma, meu amigo investidor…

Números sem interpretações não dizem nada.

Primeiro vou te apresentar a empresa.

A Romi foi constituída em 1930, atualmente é líder nacional nos mercados de máquinas-ferramenta e máquinas para processamento de plásticos e importante produtora de fundidos e usinados.

A companhia exporta seus produtos desde 1944, contando com uma rede de distribuidores sediados em todos os continentes.

Sua capacidade instalada de produção de máquinas industriais é de aproximadamente 2.900 máquinas por ano, e a de fundidos é de aproximadamente 50.000 toneladas por ano.
A companhia atende os mais variados setores da indústria, tais quais:

  • Aeronáutica
  • Defesa 
  • Fabricantes
  • Fornecedoras da cadeia automobilística
  • Bens de consumo em geral
  • Máquinas e implementos agrícolas
  • Máquinas e equipamentos industriais

Dito isso, vamos aos resultados: Em decorrência da pandemia, a Romi afirmou que já começou a sentir os impactos da crise em suas operações.

Suas unidades localizadas na Europa já apresentaram queda em seus negócios desde fevereiro, bem como as entregas de equipamentos já vendidos e produzidos.

Porém, os impactos causados pela crise não foram relevantes, visto que a Romi conseguiu realizar suas entregas em dia para os seus clientes no trimestre.

Como medida para amenizar os impactos do coronavírus, a companhia revisou os volumes de produção, reduzindo a compra de matérias-primas, além de propor aos seus clientes uma redução viável nos preços.

A empresa também optou por reforçar sua liquidez, contratando 88,0 milhões de reais em linhas de financiamento.

Em relação à sua posição financeira líquida, a empresa estima-se que seja equivalente a oito meses de custos fixos.

No 1t20, a receita consolidada da Romi originada no Brasil, representou 64 por cento da receita total da companhia.

Por outro lado, a receita obtida no mercado externo atingiu 60,2 milhões no 1t20, apresentando crescimento de 48,8 por cento na comparação com o 1t19.

Veja alguns destaques de negócios do trimestre:

1)  Máquinas Romi
A receita líquida da unidade de negócio Máquinas Romi atingiu 82,5 milhões de reais no 1t20, apresentando crescimento de 19,7 por cento na comparação com o 1t19.

Em seu balanço, a companhia relatou que a menor participação dos Estados Unidos se deve ao incremento de vendas na Europa.

O melhor desempenho no período desta unidade é consequência das maiores margens da exportação, sendo impactado positivamente pela desvalorização do real, e pelas maiores vendas no mercado doméstico.

O volume de entrada de pedidos desta unidade observado no 1T20, apresentou crescimento de 21,8 por cento na comparação com o 1T19.

A companhia ressaltou que a melhor no nível de confiança contribuiu para o crescimento no período.

2)  Máquinas Burkhardt+Weber
O faturamento da subsidiária alemã Burkhardt+Weber atingiu 36,7 milhões de reais no 1t20, representando volume 107,2 por cento maior que o registrado no 1t19.

A entrada de pedidos da subsidiária no trimestre apresentou redução de 37,3 por cento na comparação com o 1t19, em decorrência dos impactos da pandemia de coronavírus.

3)  Fundidos e Usinados
A receita líquida da unidade Fundidos e Usinados atingiu 46,7 milhões de reais no 1t20, apresentando crescimento de 36,9 por cento quando comparado ao 1t19.

O melhor desempenho no trimestre é consequência do maior volume de faturamento, visto que grande parte dos projetos foram beneficiados em melhoria de produtividade e da eficiência operacional.

A entrada de pedidos da unidade de Fundidos e Usinados apresentou crescimento de 114,7 por cento na comparação com o 1t19, refletindo a recuperação das peças fundidas de grande porte para o segmento de energia.

A receita líquida de vendas da Romi atingiu 165,9 milhões de reais no 1t20, apresentando alta de 37,4 por cento na comparação com o 1t19.

O Lucro Bruto da Romi atingiu 48,2 milhões reais no 1t20, apresentando crescimento de 83,88 por cento na comparação com o 1t19.

O Ebitda da Romi atingiu 13,2 milhões reais no 1t20, apresentando retração de 79,5 por cento na comparação com o 1t19.

A margem Ebitda da Romi totalizou 8,0 por cento no 1t20, apresentando retração de 45,6 ponto percentual na comparação com o 1t19.

O resultado financeiro da Romi totalizou um lucro de 26 milhões de reais no 1t20, apresentando retração de 104,03 por cento quando comparado ao 1t19.

No 1T20, as despesas operacionais recuaram 236,77 por cento em relação ao 1t19.

A Margem bruta da Romi atingiu 29,1 por cento no 1t20, apresentando retração de 9,6 ponto percentual na comparação com o 1t19.

O lucro líquido da Romi atingiu 40,8 milhões de reais no 1t20, apresentando retração de 53,2 por cento na comparação com o 1t19.

Principais Indicadores Fundamentalistas

Veja abaixo os principais indicadores fundamentalistas da Romi para iniciar a sua análise dos fundamentos da ROMI3.

Como já era esperado, os múltiplos sofreram quedas, criando uma oportunidade interessante de preço.

Por outro lado, a queda de preço foi ocasionado pela redução da expectativa sobre os resultados que se concretizaram neste trimestre.

A companhia tem reforçado seu caixa, tem o equivalente a 8 meses de seus custos fixos, além de adotar medidas para conter os impactos da pandemia de coronavírus em suas operações, demonstrando sua eficiência na gestão.

O que deduz que a empresa apresenta forte estrutura para lidar com os impactos da crise, com grande potencial de recuperação.

A situação é bastante óbvia: como todas as empresas, a Romi irá sofrer impactos fortes decorrentes da crise do Coronavírus.

Porém diferentemente de muitas outras empresas, ela está preparada para os desafios.

O GI Score e o Gi Line não me deixam mentir:

Vou te contar um segredo:  Ela faz parte da carteira do canal Joias da Bolsa

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.