24 vieses cognitivos que te impedem de ganhar mais dinheiro

Nossas decisões estão apoiadas em crenças e atalhos mentais que podem afetar nossa capacidade de fazer julgamentos racionais.
Equipe Guiainvest

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A maioria dos investidores são guiados por vieses cognitivos que os levam a cometerem erros. Essas crenças e julgamentos pessoais podem distorcer a visão da realidade. Aprenda a detectar e evitar esses vieses que te impedem de ganhar dinheiro.

Você se acha uma pessoa objetiva, lógica e racional?

Gostamos de pensar que sim, que somos capazes de captar e interpretar informações baseados em evidências e na realidade.

Porém, o cérebro humano é programado para cometer diversos tipos de erros mentais quando estamos fazendo julgamentos e decisões. Esses vieses cognitivos podem afetar nossa capacidade de fazer julgamentos racionais e nos levar a cometer diversos erros nas tomadas de decisão.

Cada um de nós tem sua própria visão de mundo e toma suas decisões baseadas na sua percepção da situação. Ou seja, nosso cérebro tende a fazer uma análise tendenciosa.

É essencial controlar as emoções ao investir. Como já dizia Benjamin Graham, “O maior inimigo do investidor é ele mesmo”.

Quando estamos falando em investimentos, entender como sua mente funciona é de extrema importância para evitar julgamentos errados e estar atento à novas oportunidades. Uma vez que os vieses afetam de forma relevante a tomada de decisões financeira.

Daniel Kahneman e Amos Tversky foram pioneiros no trabalho em torno de vieses cognitivos, em 1972. Desde então, diferentes vieses cognitivos foram identificados.

No total, existem mais de 180 vieses cognitivos que interferem na forma como processamos os dados, pensamos e percebemos a realidade.

Listamos aqui 24 vieses cognitivos que estão distorcendo sua percepção da realidade e impedindo você de ganhar mais dinheiro.

#1 – Viés da ancoragem

É a tendência de se agarrar à primeira informação, ou uma referência do passado, na hora de tomar decisões. Esta, influenciará o julgamento de tudo que se segue.

A mente humana é de natureza associativa, de modo que a ordem em que recebemos informações ajuda a determinar o curso de nossos julgamentos e percepções. Assim, a primeira impressão é muito mais poderosa e todas as comparações posteriores serão “ancoradas” a partir dela.

Esse viés pode ser prejudicial ao investidor, uma vez que este pode ficar ancorado às cotações históricas do ativo.

#2- Falácia dos custos afundados

É a tendência das pessoas se apegarem e seguirem irracionalmente um pensamento ou atividade, mesmo que não cumpre com suas expectativas por causa do tempo e /ou dinheiro que já gastou com ele.

Quando investimos nosso tempo, dinheiro ou emoção em algo, é difícil simplesmente deixar ir. Essa insistência pode fazer o investidor perder dinheiro e fazer investimentos imprudentes.

Podemos estender viés para diversos temas, como por exemplo:

“Eu vou comer tudo porque paguei!”

“Não gostei desse filme, mas como paguei, eu não vou sair cinema! Vou ver até o fim”

Para recuperar a objetividade, pergunte a si mesmo: se eu ainda não tivesse investido alguma coisa, ainda faria isso agora? Eu aconselharia um amigo a fazer o mesmo se ele estivesse na mesma situação?

#3 – Viés da confirmação

Tendência de procurar maneiras de justificar suas crenças existentes. Esse é um ato inconsciente de buscar referências e ideias que se encaixam em nossos preconceitos. Enquanto que, ao mesmo tempo, ignoramos e desconsideramos não vão ao encontro do nosso ponto de vista.

Nós adoramos concordar com pessoas, que concordam conosco. E não gostamos de sermos contrariados.

“O primeiro princípio é que você não deve se enganar – e você é a pessoa mais fácil de enganar” – Richard Feynman

Esse viés é perigoso para o investido porque pode guia-lo a tomar decisões julgadas de forma errada. Por exemplo, um investidor pode buscar apenas por informações que confirmam com seu ponto de vista (ficando fechado a opiniões contrárias).

#4- Efeito dunning-kruger

Quanto mais você souber, menos confiante você estará. Ao passo que quanto menos você sabe, mais pensa que sabe.

Uma vez que os especialistas sabem o quanto eles não sabem, eles tendem a subestimar sua capacidade.

Portanto, é mais fácil ser confiante quando você tem apenas uma ideia simples de como as coisas são.

“Todo o problema com o mundo é que tolos e fanáticos são tão seguros de si mesmos, mas pessoas mais sábias, estão cheias de dúvidas” – Bertrand Russell

#5- Efeito Backfire – Tiro pela culatra

Quando sua crença é confrontada por fatos, ao invés de mudar de posicionamento, você acredita ainda mais fortemente nela.

Podemos experimentar estar errado sobre algumas ideias como um ataque a nós mesmos. Isso pode nos levar a dobrar nossa crença, apesar das evidências.

“Não é o que você não sabe que te coloca em apuros. É o que você sabe com certeza que não é assim” – Mark Twain

#6- Efeito de Barnum – Validação Subjetiva

Tendência a crer que eventos sem ligação lógica pode ter algum tipo de ligação de acordo com nossas crenças.
Isso acontece porque nossas mentes são dadas para fazer conexões. Desse modo, é fácil para nós tomar declarações nebulosas e encontrar maneiras de interpretá-las para que pareçam específicas e pessoais.

Um exemplo disso é a astrologia. Onde as informações podem ser interpretadas e aplicadas a qualquer um, não apenas a você.

#7- Declinismo

Você se lembra do passado como melhor do que era e espera que o futuro seja pior do que provavelmente será.

É a crença que a sociedade tende ao declínio. Apesar de vivermos no tempo mais pacífico e próspero da história, muitas pessoas acreditam que as coisas estão piorando. É aquele papo de que “bom mesmo era antigamente.”

Em vez de ser nostálgico, use métricas atuais que podem ser consideradas prósperas.

#8- Efeito de enquadramento

As pessoas tendem a serem influenciadas dependendo do contexto e da forma que é apresentada.

Apesar de gostarmos de pensar que não podemos ser manipulados, a verdade é que todos nós somos, de fato, influenciados pela entrega. É isso que a indústria publicitária faz.

Tudo depende de como as coisas estão sendo colocadas para você. Assim, é possível que a pessoa seja influenciada no sentido de buscar o risco apenas apresentado um ponto de vista diferente.

Por exemplo: Você tem 20% de chance de perder R$ 1000 e 80% de chance de ganhar R$ 2000.

#9- Hipótese do mundo justo

Sua preferência por um mundo justo faz você presumir que ele de fato existe. A realidade é que as pessoas nem sempre conseguem o que merecem, o trabalho árduo nem sempre dá resultado, e a injustiça acontece.

Ao invés de se sentir culpado, compreenda que todo mundo tem sua própria história de vida, somos todos falíveis e coisas ruins acontecem a pessoas boas.

#10- Viés de grupo

É a tendência de favorecer aqueles que pertencem ao seu grupo. Esse viés ocorre devido ao comportamento humano típico de formar grupos e identidades de grupo.

Apesar de presumirmos que somos justos e imparciais, a verdade é que nós favorecemos automaticamente aqueles que são mais parecidos conosco, ou pertencem aos nossos grupos.

#11- Erro de atribuição fundamental

Você julga os outros em seu caráter, mas você mesmo na situação. Temos a tendência de supervalorizar os fatores internos e subestimar o impacto de fatores externos, como clima ou economia, quando tentamos explicar o comportamento de outras pessoas. No entanto, ao justificarmos nosso próprio comportamento, damos maior peso às causas externas.

Funciona assim, se você não teve uma boa noite de sono, sabe porque está sendo um pouco lento, mas se observar alguém sendo lento, você não dá importância aos fatores externos e, presumir que é apenas uma pessoa vagarosa.

#12- Efeito halo

Tendência a atribuir julgamentos a pessoas/coisas/grupos/lugares de acordo com algumas características estereotipadas. Sendo assim, o quanto você gosta de alguém, ou o quão atraente eles são, influencia seus julgamentos sobre deles.

Portanto, se quisermos ser objetivos, precisamos conscientemente controlar as influências irrelevantes. Isso é especialmente importante no ambiente profissional.

#13- Efeito placebo

Tendência de você acreditar em algo mesmo que seja falso.

#14- Efeito espectador

Esse é um fenômeno social em que as pessoas estão menos propensas a oferecer ajuda, quando há mais pessoas ao redor que também podem fornecer assistência. Ou seja, você presume que alguém vai fazer algo e por isso não o faz.

Isso é comum em uma situação de emergência. Podemos experimentar um tipo de choque e paralisia que nos distrai do senso de responsabilidade em ajudar ou pedir ajuda.

#15- Heurística da disponibilidade

Este é um viés cognitivo onde seus julgamentos são influenciados de acordo com a facilidade de lembrar de algo.

O quão recentes, intensas ou incomuns são suas lembranças podem fazê-las parecer mais relevantes.  Por isso, tente obter diferentes perspectivas e informações estatísticas relevantes, em vez de confiar apenas nos primeiros julgamentos e influências emotivas.

#16- Maldição do conhecimento

Esse viés cognitivo fala da dificuldade em se comunicar efetivamente com pessoas que não tenham o mesmo nível de conhecimento sobre algo, uma vez que supõem que todos têm o mesmo entendimento que você.

Desde que você entende algo, que ela faz sentido para você, você tende a presumir que isso seja óbvio para todos.
No entanto, nos esquecemos do caminho que tivemos que percorrer para obter o conhecimento atual.

# 17- Viés da crença

Se uma conclusão sustentar suas crenças existentes, você racionalizará qualquer coisa que a apoie.

É difícil para nós deixar de lado nossas crenças existentes para considerar os diferentes argumentos. Nós tendemos a defender automaticamente nossas ideias sem realmente questioná-las. Se pergunte “quando e como consegui essa crença?”.

#18- Viés da Autoconveniência

Você acredita que suas falhas são devidas a fatores externos, como algum acontecimento ou ao comportamento de outra pessoa. Mas atribui o sucesso a fatores internos, como a inteligência.

É mais fácil dizer a nós mesmos que merecemos as coisas boas que nos acontecem, enquanto culpamos as circunstâncias quando as coisas não acontecem do nosso jeito.

#19- Pensamento de grupo

Pensamento de grupo é um tipo de pensamento evidenciado em grupos para minimizar conflitos e chegar ao consenso. Assim, você deixa de lado suas ideias e opiniões individuais em prol da harmonia em uma situação de grupo.

A discordância pode ser desconfortável e perigosa para uma posição social. Assim, frequentemente a voz mais confiante ou a primeira voz determinará as decisões de todo o grupo.

#20- Viés de negatividade

Esse viés cognitivo reflete a tendência das pessoas a deixarem as coisas negativas influenciem desproporcionalmente seu pensamento.

As pessoas tendem dar mais atenção às más notícias, percebendo-as como mais importantes ou profundas do que as notícias positivas.

#21- Viés de otimismo

Tendência a superestimar a probabilidade de resultados positivos, acreditando que você tem menos risco de sofrer um evento negativo em comparação aos outros.

Assim como pode haver benefícios de pensar positivo, é também insensato deixar tal atitude prejudicar a capacidade de fazer julgamentos racionais.

Se você fizer julgamentos racionais e realísticos, terá muito mais motivos para se sentir positivo.

#22- Viés de pessimismo

Esse viés cognitivo é o oposto do anterior. Ao ter um viés de pessimismo, você superestima a probabilidade de resultados negativos.

O pessimismo muitas vezes é um mecanismo de defesa contra o desapontamento, bem como resultado de transtornos depressivos e ansiosos.

#23- Reatância

É o desejo de fazer o oposto do que esperam e querem que você faça. Quando sentimos que nossa liberdade está sendo restringida, tentamos resistir.

#24- Efeito holofote

É a tendência a acreditar que está sendo mais notado pelos outros do que efetivamente é. Ou seja, você superestima o quanto as pessoas percebem você.

Porém, a maioria das pessoas está muito mais preocupada consigo mesma do que com você.Em vez de se preocupar com o modo que está sendo ou não julgado, pense em como você faz os outros se sentirem.

 

Veja mais armadilhas mentais do investidor.

Como você viu, nosso cérebro é projetado para resolver tomar decisões baseados em atalhos mentais que visam a sobrevivência e não para otimizar decisões de investimentos.

Portanto, conhecer o comportamento de nossa mente é vital para contornar esses vieses, ser mais racional e reduzir os riscos nos investimentos.

Agora que você já entende mais sobre a mentalidade do investidor, você pode conquistar a sua liberdade financeira em 3 simples passos.

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