7 Lições de John Templeton para se Tornar Um Investidor Inteligente e Racional

Eu não me canso de estudar e aprender com os maiores investidores de todos os tempos, e hoje quero falar sobre os ensinamentos de John Templeton, o maior selecionador de ações do século, segundo a Money Magazine.
Andre Fogaca

Andre Fogaca

Sócio-fundador do GuiaInvest e formado em Administração e pós-graduado em Economia pela UFRGS.
ensinamentos de John Templeton

John Templeton, o maior selecionador de ações do século, segundo a Money Magazine, deixou ensinamentos valiosos. E hoje, vamos falar sobre eles.

Eu não me canso de estudar e aprender com os maiores investidores de todos os tempos.

Me fascina a ideia de conhecer as estratégias de diferentes gurus e ver o quanto elas se assemelham ou se completam. Esse estudo ininterrupto é fundamental para criar a minha filosofia de investimento.

Fico feliz por poder compartilhar esses ensinamentos aqui com você.

Hoje quero falar sobre os ensinamentos de John Templeton, um norte-americano que abdicou de sua cidadania do país do Tio Sam e foi morar nas Bahamas para economizar com impostos.

Mais tarde foi condecorado com o título de Sir (o mais alto grau concedido pela realeza britânica) em razão de seus feitos filantrópicos.

Não vou me estender aqui em sua fascinante biografia, mas acho importante dizer que uma de suas características (que, aliás, é comum a praticamente todos os nomes sobre os quais já escrevi aqui no blog) é a preocupação com causas humanitárias. Fica a reflexão!

Mas vamos aos ensinamentos.

7 lições de John Templeton para se tornar um melhor investidor

Em 1999, a Money Magazine disse que John Templeton foi “indiscutivelmente o maior selecionador de ações do século”. Ele nos deixou em 2008 aos 95 anos com um legado inquestionável. Resumi abaixo um pouco disso.

1. Seja um investidor, não um especulador

Seja um investidor, não um especulador, diz John Templeton

Ficar imune à especulação pode ser um grande desafio, especialmente para quem está começando. Mas é preciso resistir!

John Templeton alerta:

O mercado de ações não é um cassino, mas se você ficar comprando e vendendo ações toda vez que a bolsa sobe ou cai um pouco, se apenas operar opções ou mercado futuro, vai criar seu próprio cassino. E como a maioria dos apostadores, você vai perder eventualmente (ou frequentemente).

Além disso, se você for um especulador, terá seu lucro consumido por comissões e taxas de corretagem e verá uma tendência que você imaginava ser de baixa se transformar em alta. Acho que não preciso continuar, não é?

Como não canso de repetir: estude e aprenda com os mestres do mercado. Não é ao acaso que tenho publicado dicas dos maiores investidores de todos os tempos aqui no blog.

Leia tudo e busque outras fontes para continuar estudando, aprendendo e se desenvolvendo.

2. Compre na baixa

Eu sei que isso parece (e é) óbvio, mas entenda que não é assim que o mercado funciona.

Muitos investidores saem às compras quando os preços estão altos. Lembra que falei aqui sobre a euforia provocada pelas notícias?

Os preços estão baixos quando a demanda é baixa e o pessimismo toma conta. Quando quase todo mundo é pessimista ao mesmo tempo, o mercado entra em colapso. É da natureza humana a dificuldade de ir contra a multidão. Comprar quando todos estão vendendo pode, sim, dar calafrios. Muitos só se sentem confortáveis em investir após verem análises de experts apontando que agora é a hora.

Mas lembre que se você adotar os mesmos critérios que todos estão usando você terá os mesmos resultados que todos – e, provavelmente, com preços supervalorizados.

Benjamin Graham tem uma frase que resume essa regra de forma simples, mas brilhante:

Compre quando todos, inclusive especialistas, estão pessimistas, e venda quando eles estiverem otimistas.

Não seguir a manada é, na teoria, muito simples. Na prática, nem tanto. O estudo é o caminho!

3. Quando for comprar, procure por barganhas entre ações de qualidade

Quando for comprar, procure por barganhas entre ações de qualidade, diz John Templeton

John Templeton sintetizou, de forma simples e brilhante, o que você precisa considerar para afirmar que uma ação é de qualidade:

Uma empresa de qualidade é uma líder de vendas dentro de um segmento em expansão. É uma empresa líder em tecnologia em uma área que depende de inovação tecnológica. É uma empresa que tem uma liderança incontestável cujo histórico fala por si só. É uma empresa bem capitalizada que está entre as líderes em um novo mercado. É uma marca popular com elevadas margens de lucro.

Atente-se, porém, ao fato de que essas qualidades isoladas valem pouco. Ser a líder no segmento, mas ter uma gestão conturbada e muitas dívidas, é um indicador claro que você deve se afastar.

É claro que encontrar uma empresa que cumpra todos os requisitos sugeridos por John Templeton também pode ser uma tarefa quase impossível, mas essa é a sua lição de casa, combinado?

E é isso que vai diferenciá-lo dos investidores comuns.

4. Compre valor, não tendências de mercado ou previsões econômicas

O mercado de ações e a economia nem sempre andam juntos.

A economia não precisa estar em recessão para a bolsa viver uma tendência de baixa, assim como um relatório anual com números ruins não necessariamente causa uma queda simultânea no preço das ações de uma empresa.

Daí a importância de basear suas decisões de investimento em fundamentos e ter paciência ao investir.

No longo prazo, o valor é imbatível.

5. Aprenda com seus erros

O único jeito de evitar erros é não investir. O problema é que não investir é o maior erro de todos, segundo John Templeton. Se você ainda não errou, cedo ou tarde isso vai acontecer, mas perdoe-se por isso.

Não sinta-se desencorajado e jamais tente recuperar suas perdas correndo riscos maiores.

Aprenda com o seu erro. Procure entender o que exatamente deu errado e como você pode evitar o mesmo erro no futuro. Há uma frase de John Templeton que gosto muito para explicar esse conceito:

A grande diferença entre aqueles que alcançam o sucesso daqueles que não alcançam é que pessoas de sucesso aprendem com o seus próprios erros e, também, com os erros dos outros.

6. Um investidor que tem todas as respostas não entende todas as perguntas

Um investidor que tem todas as respostas não entende todas as perguntas, diz John Templeton

Uma abordagem arrogante para investir, cedo ou tarde, leva o investidor ao desapontamento. Ou pior, ao desastre completo.

Mesmo se você conseguir desenvolver uma estratégia de investimento que funcionou diversas vezes não pode se prender a ela para sempre. Humildade é a palavra. O investidor inteligente reconhece que sucesso é o processo de procurar respostas para novos questionamentos continuamente.

7. Não existe almoço grátis

Essa dica cobre uma série de recomendações, mas vou focar em duas que considero essenciais:

  1. Nunca invista baseado em um sentimento: a primeira empresa que você trabalhou, a marca do seu primeiro carro, a companhia que patrocina seu programa de tv favorito podem, sim, ser uma boas organizações. Mas isso não necessariamente as credenciam a serem ótimos investimentos. Uma boa solução para evitar cair nessas armadilhas é se lembrar dos tópicos que comentei no item 3. O bom investidor sabe separar bem o emocional do racional. E você?
  2. Nunca invista baseado apenas em uma dica: quem não gosta de dicas? Seja um restaurante recomendado por um amigo, um destino de viagem ou a marca do sabão em pó. O mesmo, infelizmente, acontece com investimentos. As dicas facilitam nosso trabalho de pesquisar e encontrar soluções, mas você não pode jamais basear sua decisão de investimento em uma simples dica. Eu sei que você sabe disso, mas quando se trata de controlar as armadilhas criadas pelo nosso cérebro nunca é demais lembrar.

E você, se identificou com algum item da lista? Tem alguma boa história para contar a respeito? Deixe um comentário. O compartilhamento de experiências é uma ótima forma de aprender e ajudar outros investidores.

E, como sempre falo, se tiver alguma sugestão para que eu escreva é só falar. Estou sempre muito atento aos comentários.

Bons investimentos.

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