7 Mentiras Sobre Investimentos Que Você Precisa Deixar de Acreditar

Desmistificar alguns mitos sobre o mundo dos investimentos é capaz de revolucionar o modo como você lida com o seu dinheiro.
André Fogaça

André Fogaça

Co-fundador do GuiaInvest, pós-graduado em Economia e Consultor de Investimentos CVM

7 Mentiras Sobre Investimentos Que Você Precisa Deixar de Acreditar

Acreditar em mentiras sobre investimentos pode gerar um prejuízo financeiro que poderia ser facilmente evitado.

Como acontece com todo assunto que se fala muito, é normal se deparar com vários mitos que em nada refletem a realidade sobre o ato de investir. 

Essas crenças já estão tão enraizadas que somos condicionados a aceitar elas como verdades, que, no mínimo, deveriam ser questionadas.

No mundo dos investimentos, a mentira é um assunto muito sério porque lida com o seu dinheiro e seus sonhos de liberdade financeira.

Para não cair em pegadinhas que podem pesar no seu bolso, vamos desmistificar de uma vez por todas as 7 principais mentiras sobre investimentos que você precisa deixar de acreditar.

Então ligue o alerta para não perder mais dinheiro e não deixar passar boas oportunidades de revolucionar o modo como você lida com suas finanças.

1- “Investir é coisa de rico”

Uma das principais mentiras sobre investimentos diz que é preciso ser rico e ter muito dinheiro para começar a investir.

Essa frase, certamente já fez muitos brasileiros desistirem de iniciar seus investimentos por acreditarem que não têm dinheiro suficiente para isso.

Ouvir que investir é coisa de rico ou que só funciona para quem já possui um certo patrimônio, desmotiva um potencial investidor a dar seus primeiros passos.

O problema é que adiar o início dos seus investimentos, pode ter um impacto brutal no processo de construção de riqueza. Afinal, o tempo é um grande amigo do investidor.

Com o tempo, o efeito dos juros compostos fazem sua mágica e aumentam seu patrimônio.

Se você ainda acredita que é preciso ter muito dinheiro para começar, saiba que investir nunca foi tão democrático!

Com menos de R$ 40 já é possível investir em títulos do Tesouro Direto, por exemplo, que são considerados os investimentos mais seguros do mercado por contar com garantia do governo federal.

Ainda na renda fixa, existem os CDBs (Certificado de Depósito Bancário). É possível encontrar produtos com aporte mínimo de R$ 100.

Com estes mesmos R$ 100 pode-se aplicar em um fundo de investimentos.

Investir em ações pode ser ainda mais acessível.

Você não precisa comprar o lote-padrão de 100 ações. No mercado fracionário você compra e vende de 1 a 99 ações. Assim, é possível encontrar uma ação por cerca de R$ 20 ou até menos. 

Ou seja, não tem desculpa para não investir.

É claro que quanto mais dinheiro, melhor, mas nada impede você de começar com pouco e ir evoluindo de forma gradativa.

Entenda que os investimentos são algo pessoal. Cada pessoa deve investir de acordo com o seu perfil de tolerância ao risco e objetivos, bem como com o capital que tem disponível. 

Não é porque você começou com pouco que não vai obter sucesso.

Afinal, não é o primeiro valor investido que irá determinar seus resultados a longo prazo, mas sim sua disciplina e boas escolhas de investimentos.

Portanto investir não é só para ricos, mas investir pode te deixar rico!

2- “Vou ficar rico em pouco tempo investindo”

Se você acha que ficará rico da noite para o dia investindo, sinto muito em desapontá-lo. 

Embora investir seja uma ótima forma de colocar seu dinheiro para trabalhar e acumular patrimônio, isso não acontece de forma imediata.

Pelo contrário, uma construção de patrimônio sólida exige paciência e disciplina. É preciso ter visão de longo prazo e ter o tempo como o seu melhor amigo.

Se você espera que daqui a um ou dois anos estará rico, trará grandes frustrações. 

Acreditar em formas rápidas e fáceis de ganhar dinheiro é um caminho para perder grandes quantias e adiar ainda mais seu sonho de ser livre financeiramente.

Por isso, mantenha seu foco no longo prazo realizando aportes recorrentes em boas empresas e diversificando seus ativos.

3- “A poupança é o investimento mais seguro que existe”

Uma mentira sobre investimentos extremamente comum é acreditar que a poupança é o investimento mais seguro e que não oferece risco nenhum. 

Esse mito está muito enraizado na população e remota de muitos anos atrás, onde a caderneta de poupança era um dos poucos investimentos disponíveis.

Ainda hoje a maioria dos brasileiros optam por esse investimento devido à suposta segurança que ele transmite, mas ao deixar seu dinheiro na poupança você conta com um risco relevante. 

Não estou falando do bloqueio das poupanças que ocorreu no governo Collor. Não se preocupe, o confisco da poupança não deve acontecer de novo.

Nem me refiro à falência da instituição bancária onde seu dinheiro se encontra. Caso isso ocorra, a poupança ainda conta com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

O maior risco da poupança é a baixa rentabilidade.

Ao deixar seu dinheiro aplicado na poupança ele não estará rendendo praticamente nada e provavelmente estará perdendo dinheiro para a inflação.

Existem outros investimentos que também oferecem as mesmas garantias de segurança e são cobertos pelo FGC, mas que apresentam melhores rentabilidades e podem ter liquidez diária.

Em regra, mais seguro que a poupança são os títulos públicos do Tesouro Direto, pois o emissor é o próprio governo. 

Na ordem de bom pagador, o governo está na frente dos bancos e das empresas.

4- “Há investimentos totalmente livres de riscos”

É normal que quem esteja iniciando sua jornada de investidor, não queira correr muitos riscos. Por isso, buscam as alternativas mais seguras na renda fixa e ficam com receio de se arriscar na renda variável.

Entretanto, é preciso ter em mente que não existe investimento totalmente sem riscos.

Até mesmo os títulos de renda fixa estão sujeitos às variações de mercado, risco de crédito e liquidez.

Se os riscos são mínimos, não quer dizer que eles não existam.

Não precisa se assustar e se afastar dos investimentos, pelo contrário, ao tomar consciência de que todo investimento possui riscos, você vai conhecê-los, avaliá-los e buscar formas para contorná-los.

Por isso, ao iniciar seus investimentos nas corretoras de valores você responde questões sobre o seu perfil e objetivo em um teste que é conhecido como Suitability. 

Nele os investidores são categorizados entre três perfis: conservador, moderado e agressivo.

Cada categoria tem o seu perfil de risco. O conservador preza pela segurança e manutenção do patrimônio, já o agressivo está disposto a correr mais riscos em busca de uma rentabilidade maior e o moderado é um meio termo entre esses dois perfis.

É justamente por não conhecer os riscos dos investimentos, que muita gente acaba nem buscando informações sobre outros produtos ou tem medo de acessar o mercado de ações.

Por isso, busque fontes seguras e confiáveis sobre as opções de investimentos existentes para seu perfil e objetivos financeiros.

Veja formas de reduzir os riscos e proteger sua carteira. É aquela velha história de não colocar todos os ovos na mesma cesta.

Ou seja, diversifique entre diferentes classes para que um resultado ruim não prejudique todo seu patrimônio.

5- “Investir em imóvel é sempre uma opção segura”

Outra mentira sobre investimentos que você precisa deixar de acreditar é que investir em imóveis físicos é uma opção segura.

Imóveis são culturalmente um dos investimentos preferidos dos brasileiros.

Provavelmente você já ouviu alguém falar que, por ser um patrimônio físico, investir em imóveis é menos arriscado porque tem a garantia de ter algo em seu nome ou pode garantir o futuro dos herdeiros. 

Por isso, é comum que tenham algum dinheiro sobrando na conta, coloque em pauta investir em uma casa ou um apartamento para obter uma renda extra, seja com aluguel ou revenda.

Como qualquer outro investimento, os imóveis têm riscos. Neste caso, eles são considerados altos, visto que este se tornou um campo cada vez mais disputado.

O principal risco de investir em imóveis é o da liquidez. Investir em imóveis físicos imobiliza seu patrimônio e não há garantia de que irá conseguir vender o imóvel rapidamente, caso precise.

Isso pode levar a outro erro, o de vender o bem por um valor muito abaixo do esperado.

Além disso, há  risco de desvalorização dependendo do momento do mercado, região ou das condições do próprio imóvel.

É claro que a ideia de comprar imóveis e mantê-los alugados para gerar uma renda extra passiva parece inteligente, mas é preciso avaliar todos os riscos envolvidos.

Lembre-se que nem sempre manterá o imóvel alugado e que ainda precisará realizar manutenções.

Se você quer lucrar com imóveis sem precisar desembolsar uma grande quantia para comprar o imóvel físico, há a possibilidade de investir em fundos imobiliários.

Com eles também é possível ganhar aluguel indiretamente, além de entrar em grandes projetos imobiliários.

6- “Dinheiro não é assunto para criança”

Engana-se quem pensa que dinheiro é assunto só para os adultos. Quanto mais cedo as crianças tiverem contato com educação financeira maiores as chances delas assumirem uma relação saudável com o dinheiro e administrarem bem as finanças quando adultos.

Proporcionar as primeiras experiências financeiras ainda na infância ajuda a moldar as preferências, atitudes e comportamentos deles no futuro.

A educação financeira não se trata de apenas saber acumular uma alta quantia, mas sim de usar o dinheiro com consciência e fazer boas escolhas.

Sabemos que a temática financeira ainda está fora dos assuntos discutidos nas escolas, por isso, cabe principalmente aos pais iniciarem o processo de conscientização financeira das crianças.

Para isso, permita que elas participem das atividades ligadas à rotina financeira da casa.

Ensine a comparar os preços quando estiverem no mercado respaldando no custo x benefício, deixe que eles ajudem no planejamento de uma viagem em família e saibam quanto isso custará e quanto devem economizar.

A boa e velha mesada também ajuda muito na conscientização financeira.

Nesse cenário, a maneira como os pais usam o dinheiro e tratam das questões financeiras, tem o poder de influenciar os filhos.

Por isso, seja o exemplo de como poupar, investir e aprender a negociar.

7- “É preciso ser um expert para investir”

Você não precisa ter muito conhecimento para começar a investir nem ser especialista em investimentos para acumular patrimônio no mercado financeiro.

Se você acha que investir é muito difícil, não entende nada das siglas e gírias do mercado e por isso decidiu que investir não é para você, chegou a hora de quebrar esse mito.

Não se sinta desencorajado porque não entende sobre investimentos, o simples fato de você estar aqui já prova que está buscando informações para começar.

Só por você agora saber que existem outros investimentos além da velha caderneta de poupança e que você pode acessá-los já é um primeiro passo.

Para quem ainda tem medo de investir, busque orientação de especialistas e boas fontes de informação sobre o assunto, como livros, blogs, e-books e vídeos no YouTube de profissionais certificados.

Conforme você for conhecendo esse mercado, verá que investir não é nenhum “bicho de sete cabeças”.

Saiba que você pode ganhar dinheiro investindo de maneira simples.

Diferente do que se pode imaginar, grandes investidores não têm estratégias mirabolantes e complexas. Pelo contrário, eles seguem métodos simples que podem ser seguidos por qualquer pessoa.

Eu te mostro um caminho descomplicado e efetivo para mudar sua situação financeira atual no meu livro “Fique Rico Investindo de Maneira Simples”. 

Para você saber um pouco mais, te convido a vir comigo nessa jornada de conhecimento e aprender como ir do zero a sua liberdade financeira.

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