A bolsa é um concurso de beleza?!

Andre Fogaca

Andre Fogaca

Sócio-fundador do GuiaInvest e formado em Administração e pós-graduado em Economia pela UFRGS.

Ele acredita que sim…

Alguma vez você já parou para refletir por que, muitas vezes, observamos ações de empresas ruins (micos) se valorizarem exponencialmente num curto espaço de tempo.

Enquanto, por outro lado, ao mesmo tempo presenciamos ações de empresas com ótimos fundamentos se valorizarem muito menos?

Bom, você já deve saber que o mercado costuma agir irracionalmente no curto prazo, mas no longo prazo costuma prevalecer os fundamentos das empresas.

Isso é fato incontestavel.

No entanto, além disso existe uma outra explicação interessante para esse comportamento do preço das ações de empresas ruins.

A dinâmica de curto e médio prazo da bolsa de valores funcionaria de forma semelhante a um concurso de beleza.

Em 1936, o famoso economista John Maynard Keynes fez uma analogia interessante ao comparar o mercado de ações a um concurso de beleza.

Imagine um concurso de beleza lançado por um jornal, em que sejam mostradas as fotos de 100 mulheres bonitas.

Como forma de incentivo à participação dos leitores, o concurso se propõe a pagar um prêmio para todos aqueles que acertarem qual será a candidata campeã.

Nesta situação, presumindo que os leitores votarão com base no interesse que possuem em receber o prêmio, é de se esperar que eles não votarão nas candidatas que consideram as mais bonitas: votarão, ao invés, naquelas em que eles acreditam que serão votadas pela maioria dos demais leitores.

E podemos ir além…

Os leitores realmente espertos nortearão os seus votos levando em consideração as estratégias de escolha a serem utilizadas pelos demais votantes.

Obviamente, neste formato, o resultado final não refletirá a candidata considerada mais bonita pelos leitores, mas, sim, aquela na qual a maioria acredita que realmente será a vencedora.

Se traçarmos um paralelo com a Bolsa de Valores, podemos perceber que, em muitas situações, os investidores não investem naquelas empresas cujos desempenhos julgam serem os melhores, mas nas empresas nas quais os investidores acreditam que os demais irão investir.

Afinal de contas, o que todos investidores querem é comprar as ações (ao fim) vencedoras, não importando se elas são as melhores (na analogia de Keynes, “as mais bonitas”).

Mas por que eu estou trazendo este ensinamento de Keynes para você?

É simples: trago essa analogia porque ela contribui para que você entenda melhor a dinâmica do mercado de ações.

Considero a sacada de Keynes uma dica essencial para você que está começando a investir ou que já investe há um certo tempo.

Olhar sob esta nova ótica pode ajudar você a compreender melhor o mercado de ações. E tirar proveito disso ganhando mais dinheiro.

Um abraço,
André Fogaça

P.S. Nesta última quinta-feira lancei o que considero ser o Grande Legado do GuiaInvest.

Um projeto para ajudar investidores iniciantes, que nunca investiram fora do banco, a iniciarem a maior e mais importante transformação financeira em suas vidas.

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