Aqui o arroz é de graça!

Equipe Guiainvest

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A escolha bem-feita dos ingredientes é meio caminho andado para uma receita de sucesso.

Lista de compras na mão, faremos um tour no supermercado atrás dos ingredientes para fazer a receita da semana passada.

Seguindo os ensinamentos do chef, vou te ajudar a escolher o que entra e o que não entra no nosso carrinho.

Para começar, vamos conhecer e escolher o ingrediente mais abundante nas receitas de carteiras de investimentos: os fundos de renda fixa.

Eles estão para os portfólios de investimentos como o arroz está para a culinária brasileira. É o ingrediente base da maioria das receitas e está presente em quase todas as refeições.

Os fundos de renda fixa emprestam dinheiro para o governo ou empresas ao comprar seus títulos.

No dia do vencimento do título, o fundo recebe o dinheiro de volta com juros.

Assim que eles ganham dinheiro.

Agora vamos às compras.

Logo que chegamos na seção de renda fixa do supermercado, no primeiro corredor encontramos os fundos com a classificação Curto Prazo. Não queremos eles na nossa receita. Vamos direto para o segundo corredor, onde estão os de Longo Prazo.

Explico: tudo que você encontraria no primeiro corredor, vai encontrar semelhante no segundo.

Com a diferença que nos fundos de Longo Prazo, dependendo de quanto tempo seu dinheiro ficar aplicado lá, você pagará menos impostos.

A faixa de IR mínima para os fundos de curto prazo é de 20 por cento, enquanto nos de longo prazo é de 15 por cento. Vamos aproveitar e pagar menos imposto.

Aqui no segundo corredor a gente entra e começa a olhar o que tem em volta.

Do lado esquerdo tem os fundos que levam “Crédito Privado” no nome. Os fundos que investem mais da metade do seu patrimônio em títulos que não são títulos públicos federais devem levar este carimbo na embalagem.

Essa é uma exigência da CVM para que você não compre gato por lebre.

Emprestar dinheiro para o governo federal é considerado o investimento mais seguro do mercado.

Já emprestar para uma empresa privada pode ser extremamente arriscado. Uma embalagem igual para conteúdos tão diferentes levaria o investidor a erros graves.

Esses títulos até oferecem um pouquinho mais de rentabilidade, mas nada que justifique que você assuma muito mais risco.

Por esse motivo, Crédito Privado é um ingrediente que vai ficar fora da nossa receita.

A função do fundo de renda fixa na nossa receita é trazer segurança.

Rentabilidade a gente vai buscar em outros ingredientes como fundos multimercados e de ações.

De frente para o lado direito do corredor, vamos encontrar os fundos que compram majoritariamente títulos públicos.

Vamos ver na altura dos olhos os fundos que compram títulos pós-fixados.

Talvez por isso que quando se fala em fundo de renda fixa, só se pensa neste tipo de fundo.

Acontece que existem também os que compram títulos prefixados e os atrelados à inflação. Estes vão estar lá em cima ou lá nos pés da gente.

Cuidado com eles. Foque nos pós-fixados.

Os títulos prefixados e atrelados à inflação oscilam bastante e podem ter um efeito devastador na sua receita se você não souber usar esse ingrediente.

Veja o comportamento da linha vermelha (que representa os fundos atrelados à inflação) no período em amarelo no gráfico.

Para nossa receita, queremos os pós-fixados pois eles são mais estáveis e previsíveis.

Agora que sabemos o que queremos, vamos pesquisar preço.

Quanto mais barato melhor.

O custo destes fundos é a sua taxa de administração.

Não aceite pagar mais de 0,5 por cento ao ano. Qualquer coisa acima disso é caríssimo para estes fundos.

Você não pagaria preço de camarão pelo arroz nosso de cada dia, não é mesmo?

O mercado deste tipo de fundo é tão competitivo que já existem alguns que zeraram essa taxa.

São fundos literalmente gratuitos que estão à disposição dos investidores através de plataformas de investimentos.

É como se o supermercado dissesse para você: “aqui o arroz é de graça”.

Eles querem te atrair dando arroz de graça, com o intuito de ganhar dinheiro te vendendo os outros ingredientes.

Quem já foi no mercado e comprou só um saquinho de arroz?

Para resumir: escolha um fundo de longo prazo, sem crédito privado, que invista em títulos pós-fixados e que seja barato (se for gratuito, melhor ainda).

Só não vamos para o caixa pagar e empacotar as compras pois ainda não terminamos.

Ainda faltam os outros ingredientes que vão fazer parte de nossa receita: fundos de ações, cambiais e multimercados.

Semana que vem eu te encontro na seção de fundos de ações.

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