Como Selecionar as Melhores Ações da Bolsa com o GuiaInvest

Neste artigo você vai a aprender uma forma de identificar as melhores ações da bolsa em menos de 5 minutos.

Para isso, você utilizará o Stock Guide do GuiaInvest PRO. Se você ainda não é assinante, você pode abrir uma conta básica gratuitamente.

Para quem não sabe, o Stock Guide é uma ferramenta que permite que você tenha um visão geral de todos os ativos da bolsa de valores e facilmente identificar quais deles são os mais atraentes para você comprar.

Este conteúdo serve para todos os tipos de investidores, tanto os que nunca investiram na vida quanto aqueles que já tem alguma experiência no mercado de ações.

Por isso, vamos dividir este conteúdo de como selecionar as melhores ações da bolsa no Stock Guide em 3 níveis: básico, médio e avançado. Assim, se você já tem alguma familiaridade prévia com a ferramenta, poderá pular direto para o nível intermediário ou avançado.

Se você for assinante do Guiainvest PRO, também pode ver esse conteúdo em vídeo. Basta acessar a sua conta GuiaInvest PRO > Extras > Treinamento GuiaInvest PRO Experts e assistir as aulas 9, 10 e 11, que totalizam 23 minutos de aula.  

1. Como Selecionar as Melhores Ações da Bolsa no Stock Guide – Nível Básico

Ao fazer login na sua área de membros do GuaiInvest PRO, no canto superior esquerdo da tela você encontra o acesso ao Stock Guide.

Nessa área, você irá encontrar alguns estudos que já estão pré-configurados na ferramenta. No canto superior direito, como você pode ver na figura abaixo, há um botão verde onde você pode criar um novo estudo:

E aqui você pode abrir um estudo em branco e dar um nome para ele:

Pronto, você chegou no Stock Guide.

Perceba que aqui você tem uma lista de todos os ativos cotados na Bolsa de Valores brasileira, com seus códigos na primeira coluna e o nome da empresa na segunda. Perceba agora que no canto superior direito da sua tela, você vai encontrar alguns botões.

1.1. Listas

No primeiro botão da esquerda para direita, haverá um filtro onde já estará automaticamente selecionado “Todas Ações”.

Clicando nesse filtro, aparecerão diversos índices. Se você clicar em IBOV, por exemplo, a sua lista atualizará apenas para ações que fazem partes do índice Bovespa. Observe na figura abaixo, que o número de ações mudou para apenas 64, pois agora nessa nova lista constam apenas as ações que fazem parte do índice.

Perceba que nesse filtro você pode escolher outros diversos índices e selecionar as listas que você configurar previamente. Por exemplo, eu criei uma lista chamada “RADAR” com alguma ações que acompanho. Caso você tenha uma lista própria, você pode selecionar ela. Veja o exemplo abaixo.

Agora você pode fazer um estudo em cima dessas ações que você selecionou. Para fazer isso, você precisa selecionar quais informações e indicadores você quer analisar. Vamos ver isso no tópico a seguir.

1.2. Informações e Indicadores

Ao lado direito da lista que você selecionou para fazer o estudo, há o campo onde você pode escolher quais indicadores você deseja analisar.

Nesta seção você encontra diversas informações sobre a empresa:

  • Cadastro
  • Cotações
  • Indicadores de Mercado
  • Indicadores Financeiros
  • Indicadores de Balanço Ativo e Passivo
  • Demonstrações de Resultado
  • Fluxo de Caixa
  • Critérios de Análise (critérios que o GuiaInvest julga importantes ao analisar uma ação)

Como exemplo, vamos selecionar as empresas mais lucrativas da bolsa. Para isso, vamos em Indicadores Financeiros e escolhemos Rentabilidade / Patrimônio Líquido (ROE), que é o indicador mais comum que os investidores utilizam para avaliar se uma empresa é lucrativa.

Feito isso, agora posso verificar qual foi o ROE das empresas que fazem parte da minha lista.

Para dar mais um exemplo, vamos adicionar um Critério de Análise. Vamos verificar se as empresas tiveram crescimento dos lucros no últimos 5 anos.

Como resultado, vemos que o Itaú (ITSA4) teve crescimento dos lucro nos últimos 5 anos e a Taesa (TAEE11) não teve. A BB Seguridade (BBSE3) e a Irb Brasil (IRBR3) retornaram valores em branco pois as ações dessas empresas estão cotadas há menos de 5 anos. Veja abaixo:

Por fim, vou dar um exemplo de Indicador de Mercado. Vou colocar o indicador de P/L:

Agora, quero falar de duas funcionalidades que o Stock Guide oferece na barra do canto superior direito, conforme abaixo:

O primeiro ícone permite que você exporte para Excel o seu estudo, podendo deixar seu estudo salvo em um arquivo.

O ícone azul permite que você compartilhe o seu estudo na rede social do GuiaInvest PRO, permitindo que outros investidores possam opinar, discutir ou até esclarecer dúvidas sobre os seus estudos.

2. Como Selecionar as Melhores Ações da Bolsa no Stock Guide – Nível Intermediário

Nesta seção, você vai saber como acessar um estudo pré-configurado no Stock Guide, ou seja, um estudo que já esteja iniciado.

Para isso você vai em Stock Guide e no canto superior direito você vai clicar em Criar novo estudo.

Você vai ser direcionado para essa página:

Aqui vamos entrar no estudo Oscilações:

Aqui você vai ver a lista de todas as ações com a Sigla da ação, o Preço Atual, e as oscilações no dia anterior, nos últimos 7 dias, últimos 30 dias, últimos 365 dias, oscilação no mês, no ano, em 2017, 2016 e 2015.

Veja que o estudo vem configurado com a lista de Todas as Ações, como você pode ver no canto superior direito da tela, mas você pode selecionar alguma lista sua ou algum índice, conforme mostramos anteriormente.

Se você quiser saber quais ações mais subiram em 2017, você pode clicar duas vezes em cima da coluna dele que a coluna vai ser ordenada da ação que mais subiu para a que mais caiu. Você pode fazer o mesmo para todas as outras colunas.

A parte boa é que você poderá utilizar esse mecanismo de ordenação em qualquer indicador de qualquer estudo!

Agora, vamos para a parte principal: vamos ver como selecionar as melhores ações da Bolsa no Stock Guide.

3. Como Selecionar as Melhores Ações da Bolsa no Stock Guide – Nível Avançado

Nesta seção você vai aprender a selecionar as melhores ações da bolsa do Stock Guide.

Para isso, você vai acessar Stock Guide, vai no canto superior direito e clicar em Criar novo estudo no botão verde. Nessa nova tela você vai escolher o estudo Check List Fundamentalista, onde você pode aplicar o Método Bala de Prata.

Ao entrar no novo estudo, você vai se deparar com a tela abaixo:

Observe na barra superior você vai ver os 11 critérios fundamentalistas que devem ser levados em conta para se comprar uma ação.

Ao lado do nome de cada empresa, está o score dela, que representa a nota que cada empresa ganha de acordo com o seu percentual de atendimento aos 11 critérios.

Por exemplo, uma empresa que atende 10 de 11 critérios possui score de 9,1 (10/11 = 0,91, 0,91×10= 9,1).

Repare que algumas empresas não possuem o indicador de Dívida/Patrimônio Líquido. Isso ocorre porque empresas seguradoras e bancos não possuem esse indicador nos seus demonstrativos financeiros. Para esses casos, desconsidere o indicador.

Para você ter uma boa margem de segurança, sugerimos que você não compre ações com score menor do que 8.

Empresas com score maior ou igual a 8 atendem a grande maioria dos critérios que julgamos importantes para se investir e isso elimina a possibilidade de você investir em alguma empresa que reportou prejuízos ou que não possui histórico.

Empresas com baixos lucros, sem histórico e com alto endividamento são descartadas automaticamente pelos critérios, pois acabam ficando com score baixo.

Se você quer conhecer melhor o Stock Guide, neste link você vai saber tudo o que ele oferece.

Uma ação boa para longo prazo, mas que pode dar uma “porradinha” no curto prazo

Olá, como você vai?

Volta e meia tenho aquele amigo que me questiona: “Ok, Martin, já entendi que ações é negócio para longo prazo, mas não tem nenhuma empresa que já pode dar uma ‘porradinha’ agora, no curto prazo?”.

Dá para entender. 

É fácil colocar na cabeça que ações é um bom negócio no longo prazo.

Difícil mesmo é assimilar que o fato de que “ser bom para o longo prazo” é sinônimo de que nem todo dia, semana, mês ou ano a sua ação vai subir.

Bolsa não é sempre para cima nem no mais eufórico ciclo de alta. 

Nunca vai ser.

A Magazine Luíza não subiu quase 40.000 por cento de forma linear e bem comportada. 

No meio do caminho, muito apressadinho perdeu dinheiro com a ação, que teve correções negativas de 40 e tantos por cento nesse período.

O fato é que para se dar bem com ações tem que ter muita paciência e zero vaidade.

Investir em ações não é um jogo de se acumular vitórias, nem de jogar bonito.

É um jogo de acumulação de ativos, de disciplina, de fazer a mesma jogada sempre.

Você ganha muito mais comprando ações todos os meses do que vendo um único investimento subindo x por cento em poucos meses. 

Francamente, se uma ação sobe muito em pouco tempo isso não passa de sorte.

Competente é quem não abandona seu processo de investimento porque “o mercado já subiu demais e está muito esticado” ou porque “está tudo caindo”.

Na bolsa, ganha mais quem fica mais tempo e quem investe mais vezes.

Nada cai nem sobe para sempre. 

A direção do preço das ações que você compra é para onde os lucros dela forem.

Para ser o mais simplista possível: se você comprar empresas sem histórico recente de prejuízos todos os meses, a chance de você estar rico daqui a uns 10 ou 15 anos é muito grande. 

E isso basta.

Esqueça turnarounds (empresas que vão reverter prejuízos e disparar) ou privatizações de estatais.

Aqui a chance de erro aumenta muito e mesmo escolhendo empresas que só lucram, uma ou outra você vai errar.

Você vai errar inevitavelmente e, por isso, tem que escolher o caminho mais conservador possível.

Lembre que dinheiro não tem marca. 

Não faz nenhuma diferença você dobrar o capital com as ações mais caretas da bolsa, como uma Itaúsa, ou com a mais “disruptiva”, como Banco Inter.

O método mais simples e mais tosco pode ser a alternativa mais adequada para se ganhar dinheiro na bolsa. O difícil aqui vai ser se despir de vaidades e acreditar nisso até o final.

Me desculpa, mas não conheço espertinho que ganhou dinheiro na bolsa porque teve a sacada que ninguém teve.

Pelo contrário, os maiores ganhadores de dinheiro da bolsa são idosos caretas e que não fizeram nada de emocionante com o seu dinheiro, apenas passaram uma vida inteira comprando ações de boas empresas.

Aceite: investir é chato como ficar vendo a grama crescer. 

Se te empolga muito ver o seu papel subir ou te deixa nervoso ver o seu papel cair, talvez investir não seja para você. 

Agora se você está disposto a escolher entre 8, 12 ou 15 ações que seja, comprar um pouquinho cada mês durante os próximos 10, 15, 20 anos, investir na bolsa é para você mesmo e a única coisa que você precisa fazer é não errar muito feio.

A nossa plataforma ajuda você a escolher as melhores e mais entediantes ações da bolsa.

Se é para se divertir, melhor ir para o bar com os amigos.

E para não fugir do assunto, a soltura de Lula não altera as perspectivas que já tínhamos para bolsa na nossa visão. 

Reforçamos o bom momento para bolsa no Joesley Day, na greve dos caminhoneiros, nas eleições e agora reforçamos, novamente, que ainda deveremos ter alguns anos de bolsa subindo.

Esqueça os ruídos.


Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

O impacto de Lula nos seus investimentos

Caro leitor,

O Brasil voltou a ser Brasil de novo:

  • STF revogou a prisão em segunda instância e Lula foi libertado.
  • Bolsa despencou, dólar disparou.

Você acha que os fatos ocorridos no final da semana passada estão correlacionados? 

Tenho minha posição política. Sim. 

Mas vou tentar me ater ao ponto de vista financeiro dos fatos.

A insegurança jurídica deu as caras novamente. 

A politização de uma decisão que deveria ser técnica é um péssimo sinal. O STF mudou seu entendimento novamente, em um curto espaço de tempo, sobre um ponto importante no combate à corrupção. 

Digam os ministros o que quiserem, todos nós sabemos o por que(m) isso ocorreu. Se fosse eu o preso, essa votação do STF nunca entraria na pauta.

Esse é o primeiro ponto que desagrada muito qualquer investidor, seja estrangeiro ou local.

Saber que a influência tem mais peso do que a razão, afugenta qualquer um. 

Os mais vultosos investimentos são de longo prazo e o risco de mudança de regras (e de interpretação delas) são o seu pior inimigo.

O leilão da cessão onerosa foi um grande exemplo disso. O Brasil optou por um modelo com menor previsibilidade para os investidores, onde uma eventual surpresa positiva para o vencedor do certame teria que ser dividida com o governo. 


Resultado: ninguém na sala. 

A Petrobrás ficou praticamente sozinha nos leilões e arrematou três áreas de exploração. A arrecadação do governo foi muito aquém do esperado em função disso.

Além disso, com Lula solto, e sua capacidade de propagar narrativas, as condições de aprovação da agenda de reformas deve ficar mais tumultuada.

A muito o investidor estrangeiro não dá o benefício da dúvida ao Brasil. Agora, para atrair investimentos tem que entregar, não adianta mais prometer. 

Ao invés de estar discutindo e movimentando as reformas tão necessárias, tanto a Câmara quanto o Senado já começam a se mexer para aprovar uma PEC que instaure a prisão após condenação em segunda instância.

Com o foco das duas casas dividido, tudo vai demorar um pouco mais, para não dizer muito mais. Nenhum dos assuntos em pauta é de fácil aprovação. 

Outro ponto mais distante, mas também importante, é a força com que a esquerda chegaria nas Eleições de 2022.

Sem Lula e com o governo atual entregando bons resultados na área econômica, a esquerda já chegaria morta. 

Agora se Lula conseguir atrapalhar as reformas e articular bem a esquerda, tudo já fica mais indefinido.

Basicamente dá para se dizer que foram estes os pontos que pesaram sobre as primeiras impressões do mercado com relação a soltura do petista condenado.

O que isso tem a ver com seus investimentos?

Bem-vindo ao Brasil.

Lembro de uma palestra que assisti do Beto Sicupira em que perguntaram o que eles (grupo 3G) fariam caso o Brasil voltasse a enfrentar inflação e outros antigos problemas. 

Ele respondeu: “Vamos fazer o que sempre fizemos. O Brasil estável como está sendo desde meados dos anos 90 é que é a novidade. Vocês estão mal acostumados!

A verdade é que independente do que acontece em Brasília, com os atuais e ex-governantes, as empresas encontram seus caminhos para crescerem e lucrarem cada vez mais.

Como investidor é isso que importa. Os preços das ações sempre acompanharão seus lucros.

Tudo que aconteceu na sexta-feira é ruído quando olhado em perspectiva de longo prazo.

Já passamos por coisas bem piores nos últimos anos e cá estamos, com os lucros das empresas batendo recordes e a bolsa na máxima histórica.

Foque no que importa: como está o lucro das suas ações?

Se Lula derrubar o preço das ações novamente, aproveite o desconto e compre mais. No futuro receberá mais dividendos.

Faça deste limão uma limonada.

Abraço,

Marcelo.

É isso que determina o preço das ações

Olá, investidor, 

Começo esta editoria dizendo que, sim, os lucros justificam os preços! Simples assim. 

Sei que você já me ouviu falando isso repetidas vezes, mas o fato é que gosto de reforçar, assim você não irá esquecer no caminho. 

O que irá fazer com que uma ação se valorize no longo prazo é a demanda por parte dos investidores. Os investidores com foco no longo prazo buscam empresas com capacidade de crescimento nos resultados. 

O lucro aumenta o valor de mercado (preço x quantidade de ações) da empresa. 

Quanto maior potencial de lucro, mais os investidores aceitaram pagar por essa expectativa.

Veja:

WEGE3 – Weg S.A

LREN3 – Lojas Renner

Independentemente se são grandes empresas ou Small Caps, o racional é o mesmo. 

Se a empresa aumentar o lucro, você irá ganhar dinheiro. 

Quando uma empresa está com prejuízos acumulados e passa por uma inflexão dos resultados – ou seja,  começa a gerar lucro – sua valorização se torna exponencial. 

O fato é que quando a empresa está com resultados negativos o mercado “castiga” muito. 

Os investidores vendem o papel e ele se torna “esquecido” no mercado, já que as expectativas em cima da empresa não são boas. 

No entanto, quando ela passa a se tornar lucrativa, o mercado muda rapidamente a sua expectativa e começam a comprar as ações.

Veja o caso desta empresa:

Entre 2015 e 2016, seus resultados eram péssimos e o preço, justificando o baixo preço das ações.

Essa empresa era negociada a 12 centavos…

Acontece que os resultados mudaram, e ela passou a ser uma empresa muito lucrativa:

Você sabe o que aconteceu com os preços?

Hoje a ação é negociada a mais de 44 reais.

De 12 centavos para mais de 44 reais…

Sim, você já deve ter desconfiado que estou falando da MGLU3.

Mas o caso aqui não é sobre essa empresa em si, mas sobre a lógica que os preços são orientados pelos lucros.

*Linha laranja é o preço e a azul são os lucros.

O detalhe é que um intenso potencial de crescimento ou inflexão dos resultados ocorrem com mais frequência em ações Small Caps, pois ainda possuem espaço de mercado para expandir suas operações.

Tentar “inventar a roda” no mercado de ações vai acelerar seu processo de quebra financeira… 

Se você sabe que os preços são justificados pelos lucros, torne-se um caçador de empresas lucrativas ou que estejam em processo visíveis de melhorias dos seus resultados.

O simples funciona!

Forte abraço!
Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

Invista em ações com riscos reduzidos

Olá amigo investidor,

Investir em ações é arriscado. Tenho certeza que você já sabe disso. 

Mas será que sabe que existem maneiras eficientes de reduzir os riscos? 

Vou te apresentar maneiras de minimizar o risco sem precisar fazer nada fora do comum. 

As dicas que irei te ensinar foram aprendidas diretamente com o maior investidor do mundo: Warren Buffett. 

Buffett prega a filosofia do Value Investing –comprar boas empresas e preços baratos. Sou um grande adepto da estratégia e posso afirmar que a muitos anos obtenho sucesso.

Na filosofia do Value Investing, antes de pensar no potencial de retorno de um investimento, os investidores em valor focam seus esforços na preservação do capital.

Não é muito comum encontrarmos investidores que pensam desse modo. A grande maioria está mais preocupada com o retorno e menos atento aos riscos de perder seu suado dinheiro, o que é um grande erro.

Lembre-se da célebre frase de Warren Buffett: 

Regra número 1: nunca perca dinheiro; 

regra número 2: nunca esqueça a regra número 1.

Portanto, para reduzir risco, temos que reduzir a probabilidade de perda ou reduzir a quantidade de dinheiro que podemos perder. 

Basicamente, Buffett adota 3 atitudes para gerenciar o risco das ações:

1 – Investir dentro do seu círculo de competência:

A ideia central de investir dentro do seu círculo de competência tem relação direta com o conceito de evitar erros. 

Embora pareça óbvio que investidores devam se focar no que eles sabem, a tentação de sair do seu círculo de competência pode ser muito forte.

Concorda que é razoável considerar que, quanto mais você entende o funcionamento de um negócio, menores serão as chances de cometer erros de avaliação?

Segundo Buffett, para investir com sucesso, você não precisará se preocupar  em entender investimentos fora seu círculo de competência. 

Você deve simplesmente comprar um negócio que compreende e que esteja sendo vendido a um preço razoável.

Warren Buffett explica:

“Você não precisa ser um expert sobre todas empresas. Você somente precisa ser capaz de avaliar companhias dentro do seu círculo de competência. O tamanho do seu círculo não é o mais importante; mas é vital conhecer seu limite.”

A ideia por trás do conceito é bastante elementar. Porém, parece que quando o assunto é investimentos, muitos pessoas esquecem desse conceito.

Em suma, a dica é investir em empresas e setores que você compreende. Essa é uma forma simples de reduzir seus riscos.

2 – Margem de segurança: 

Não importa o quanto você é cuidadoso, o risco que nenhum investidor consegue eliminar por completo é o risco de errar.

Uma forma de minimizar o risco de errar é nunca pagar um preço elevado demais por uma empresa, independentemente de quanto um investimento possa ser atraente.

Benjamin Graham – pai do Value Investing – usou o termo “margem de segurança” para descrever esse conceito. 

A margem de segurança é a diferença entre o valor intrínseco da empresa e o seu preço no mercado. Essa diferença entre valor e preço funciona como uma zona de proteção.

Para descrever esse conceito, Warren Buffett chamou de “as 3 palavras mais importantes sobre investimentos”. 

Margem de Segurança.

O que isso significa e porque é tão importante?

Mesmo que a companhia não desempenhe tão bem quanto espera, você continua tendo uma grande chance de obter lucro ou pelo menos irá proteger você de eventuais perdas.

Quanto maior a margem de segurança de uma empresa, menor é o seu preço de aquisição em comparação ao valor intrínseco. Logo, menor é o risco que você corre e maior é o seu potencial de retorno. 

Adquirir ações com um grande desconto sobre seu valor intrínseco minimiza o risco de eventuais quedas porque os fatores negativos já foram precificados.

As chances do preço da ação baixar ainda mais do que já baixou são pequenas, visto que o preço da ação está muito abaixo do seu valor intrínseco.

O conceito de margem de segurança pode ser comparado a empurrar uma bola dentro da água. 

Quando mais fundo você empurra a bola, maior é a pressão que a bola exerce para cima e mais difícil fica de continuar empurrando a bola para baixo.

A dinâmica é a mesma com as ações. Se você comprar uma ação que está com o preço muito abaixo do seu valor intrínseco, a força que impulsiona para cima tenderá a ser mais forte do que a força que empurra para baixo..

Um dos grandes ensinamentos da filosofia do Value Investing é a de fazer uma estimativa conservadora do valor intrínseco e apenas comprar se o preço da ação  está bem abaixo desse valor.

Qual o tamanho ideal da margem de segurança?

Depende. Vai depender de quão precisa é a sua estimativa de valor intrínseco e do retorno de investimento que você está buscando.

Você pode se sentir bem dirigindo um caminhão de 9,5 toneladas em uma ponte que suporta 10 toneladas se a ponte está apenas alguns centímetros acima do solo.

Mas você vai precisar de uma margem de segurança muito maior se a mesma ponte estiver entre duas montanhas a uma altura de 500 metros do solo.

Para ilustrar com um exemplo dos esportes, o princípio da margem de segurança é usado nos equipamentos utilizados por montanhistas.

As cordas que esses escaladores utilizam são projetadas para resistir até 2.000 kg de peso, mas são usadas por escaladores que pesam entre 70 e 90 kg.

Por que tamanha diferença? Porque, quanto maior a margem de segurança, menor será o risco.

Se você considera que determinada ação é uma boa alternativa de investimento a R$ 100,00, ela será ainda melhor a R$ 80,00 concorda? Sim, porque agora você poderá adquirir o mesmo valor por um preço ainda mais baixo.

Em outras palavras, você faz dinheiro quando você compra e não quando você vende. Esse princípio funciona tanto para revendedores de carro, investidores no mercado imobiliário, quanto para investidores do mercado de ações que seguem a filosofia do Value Investing. 

3 –  Diversificar por setores:

A diversificação é uma das formas mais conhecidas de redução de risco em uma carteira de investimentos. 

É a prática de distribuir o risco em diversos tipos de ativos ao invés de colocar todo o dinheiro em um único tipo – ou em uma única ação, por exemplo.

Dessa forma, se o preço de uma ação cai, o preço de outra ação pode subir ao mesmo tempo. Na média, você não perde tanto dinheiro quanto poderia se tivesse investido tudo na ação que sofreu um queda, por exemplo.

O resultado da diversificação é trazer o retorno de sua carteira de ações para uma média e suavizar as eventuais quedas de preços de determinadas ações em particular.

Parece uma boa estratégia porque as grandes oscilações de valor da carteira são reduzidas e isso deixa os investidores confortáveis. 

Mas, lembre-se que oscilações – volatilidade – de preços dizem muito pouco sobre os fundamentos das empresas ou como elas estão realmente desempenhando no mercado.

A volatilidade não pode ser considerada uma medida de risco para os investidores em valor. Ela simplesmente cria oportunidades de comprar a preços baixos e vender a preços mais elevados. 

Muita diversificação gerará apenas retornos medianos. A diversificação exagerada apenas limita o seu potencial de retorno.

Se a diversificação exagerada não é uma boa ideia a seguir, como uma diversificação moderada pode nos ajudar?

Diversificar é uma boa ideia quando protege sua carteira de eventos que atingem setores específicos da economia.

Por exemplo, a alta do dólar afetará diretamente os negócios das empresas importadoras. Já, a queda no preço do minério de ferro afetará diretamente as mineradoras.

Enquanto que a queda do preço do barril de petróleo afetará o faturamento das petrolíferas, uma eventual redução do volume de crédito imobiliário atingirá em cheio as vendas das construtoras.

E assim por diante.

O lendário escritor Mark Twain disse certa vez: “Coloque todos os ovos em um única cesta e vigie a cesta.”

Dito isso, considere diversificar sua carteira de ações adquirindo empresas de diferentes setores. 

Por exemplo, imagine uma carteira composta por 6 empresas, no qual cada uma delas representa um setor da economia, tais como: financeiro, varejista, siderúrgico, petrolífero, mineração e aéreo.

Um eventual problema no setor varejista, por exemplo, terá pouco impacto no restante da carteira.

Mark Twain tem razão quando fez essa afirmação, porque, quando tratamos de diversificação em investimentos, menos é mais por diversas razões. 

Quando a carteira de ações é composta por uma grande quantidade de empresas, o acompanhamento de todas essas ações se torna muito trabalhoso.

Minha sugestão é observar o que os grandes investidores fazem nas suas carteiras. Assim, recomendaria manter sua carteira composta com no máximo 10 excelentes empresas.

Assim, você conseguirá entender com mais profundidade o negócio de cada uma delas.

Não esqueça! 

Essas dicas tornaram Warren Buffett o maior investidor do mundo.

Forte abraço!


Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett

CDI não é investimento: o fim do dinheiro vagabundo dá lugar a Era da Renda Variável

Olá, como você vai?

Hoje é dia de verdades duras. É importante que você tome ciência do que vai ser falado aqui.

O CDI é um dinheiro vagabundo, onde qualquer um ganhava muito sem fazer coisa nenhuma.

O Brasil por muito tempo foi o paraíso dos rentistas.

O país poderia estar um caos, que tanto fazia. Bastava um investidor deixar o seu dinheiro na renda fixa que ele teria um retorno de 2 dígitos ao ano.

Hoje temos Selic a 5,00 por cento. Logo mais nós teremos Selic a 4,50 por cento ao ano. A previsão é que pare por aí mas a verdade é que ninguém sabe realmente onde isso vai parar. 

4,00 por cento ao ano? Por que não 3,50? Seria incrível.

Não dá mais para ganhar dinheiro vagabundo. O dinheiro fácil acabou.

A tendência da renda fixa daqui para frente é apenas repor a inflação.

É ser o seu dinheiro em caixa, a sua reserva de emergência. Só isso.

É assim que funciona na Europa, nos Estados Unidos, no Japão e outros mercados mais robustos.

Para ganhar mais você vai ter que se mexer um pouco mais.

A parte boa é que se você se mexer um pouquinho, já pode ganhar muito.

Você não vai mais ter ganhos limitados a um percentual do CDI. 

Agora o céu é o limite.

Mas você vai ter que aprender a lidar com risco, com volatilidade, com o sobe e desce da bolsa.

O melhor investidor do mundo sabe que os seus investimentos não sobem todos os dias.

Se é assim para ele, com você não vai ser diferente. 

Não invista em ações esperando que todo dia, mês ou ano as suas posições andem para cima.

Vai se dar bem quem entender isso e continuar investindo mesmo que em meio a um banho de sangue.

O mercado de ações nada mais é do que a vida real, a vida como ela é.

Você vai lidar com frustrações, nem sempre as coisas vão sair como o planejado, mas se você fizer as coisas do jeito certo, a jornada vai ser extremamente gratificante.

Os pacientes e disciplinados são melhor recompensados do que os que tentam resolver tudo rápido.

Hoje o mercado está em alta.

Entramos na Era da Renda Variável.

Quem entrar agora ainda tem uma grande pernada de valorização para capturar.

A bolsa pode muito bem ir para 120 mil, 150 mil, 300 mil ou até 500 mil pontos. 

Isso não quer dizer que você vai estar tranquilo sempre.

Entre os 100 mil e os 200 mil pontos do Ibovespa vai ter muito sobe e desce e as suas convicções vão ser testadas.

Veja…

De janeiro de 2016 até hoje, a bolsa saiu dos 40 mil pontos para os 109 mil pontos.

No meio disso tivemos Impeachment, Joesley Day, Greve dos Caminhoneiros, Eleições, Bebianno, Queiroz, Guerra Comercial entre China e EUA e queda da barragem da Vale.

Todo dia vão aparecer notícias que vão te dar medo, mas isso nunca vai ser um empecilho para ver o seu dinheiro crescer se você estiver fazendo a coisa certa.

E o fato é que quem tentar “operar notícia” vai se dar muito mal.

O GuiaInvest quer ajudar você a ter a jornada mais prazerosa possível.

Queremos simplificar conceitos complexos.

Queremos mostrar que não existe investimento sem risco.

Mas temos a convicção de que investir em ações é menos arriscado do que parece, mesmo com todo esse sobe e desce causado pelos noticiários.

Hoje o maior risco é você não se arriscar.

Acreditamos que o investimento em ações é o melhor investimento do mundo.

E queremos que você entenda a nossa filosofia de investimento em ações.

Acesse aqui a nossa palestra online que expõe as 10 razões pelas quais investir em ações vai tornar você uma pessoa mais rica intelectual e financeiramente.

Comente aqui como nós podemos ajudar você.


Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

3 Passos para Selecionar Boas Pagadoras de Dividendos

Caro leitor,

Já tive a oportunidade de conversar com alguns gestores de fundos de ações.

Dentre tanta coisa para falar, sempre há uma pergunta que é comum a todos.

Como você faz para selecionar quais ações vai investir?

A resposta é incrivelmente complexa e cheia de subjetividades e análises qualitativas. 

Entendo que seja assim. 

Afinal não é tarefa fácil, senão qualquer um faria. 

Ainda, se existisse uma fórmula mágica ou objetiva de fazer análise, os computadores já teriam substituído todos os gestores do mercado.

Minha próxima pergunta é sempre a mesma: “Como um investidor comum, aquele que não é gestor profissional como você, poderia fazer a sua análise com um nível bem mais básico de conhecimento sobre o assunto?

Foi daí que comecei a chegar a respostas interessantes e que serão úteis para você.

Basicamente a atenção recai sobre três pontos:

1 – Dividend Yield

O dividend yield é percentual que a empresa distribui de dividendo em relação ao preço atual da ação.

Se uma ação custa 20 reais e paga 1 real de dividendo, seu dividend yield é de 5 por cento (1/20=0,05).

Neste indicador queremos encontrar constância, ou seja pagamentos recorrentes todos os anos.

Ele é a última linha da empresa. Isso indica o quanto, depois de tudo e todos, a empresa finalmente paga o quanto sobrou para o seu dono (você). 

Se este indicador estiver bom e for constante, provavelmente você está em frente a uma boa empresa.

Importante dizer que olhar só para isso pode te levar a erros graves. Uma empresa pode pagar dividendos bons mesmo passando por maus momentos, o que a longo prazo não é sustentável. 

Ela pode pagar dividendos no lugar de quitar um endividamento que esteja elevado demais. Ela pode estar deixando de investir no seu crescimento para pagar dividendos maiores e isso pode comprometer o seu futuro.

Enfim, para se proteger das armadilhas acima, é importante comparar o yield da empresa com seus concorrentes e verificar se eles estão em sincronia com os lucros totais da empresa.

2 –  Taxa de Crescimento dos Lucros

Saber se os lucros da empresa estão crescendo ao longo dos anos, se estão estagnados ou se estão diminuindo é fundamental para uma estratégia de dividendos. 

Uma empresa que tem alta taxa de crescimento dos lucros vai te pagar cada vez mais dividendos. Assim como uma empresa com lucros em queda podem até mesmo parar de pagar dividendos um dia.

Essa taxa de crescimento vai te dar uma boa noção do quão sustentável é o nível de distribuição de dividendos que a companhia apresenta.

3 – Nivel de Endividamento

É possível entender a relação entre os ativos e passivos da empresa, bem como perceber a evolução do seu patrimônio e suas finanças através de um balanço patrimonial.

Uma informação importante a ser tirada do balanço é o seu nível de endividamento. 

A dívida será sempre confrontada com a capacidade de geração de caixa da empresa. Mesmo que atualmente o nível de endividamento seja confortável, no futuro pode ser problemático.

Caso o faturamento da empresa caia, aquela mesma dívida confortável de ontem pode se tornar impagável amanhã.

Evite empresas com muitas dívidas.

Claro que sempre vai existir aquela dívida que é boa. Uma dívida que foi utilizada em projetos de alto retorno e que geram receitas estáveis em quantidade mais do que suficiente para pagar suas prestações.

Observando estes três pontos de forma adequada, você está virando as probabilidades a seu favor.

Uma empresa com dividendos constantes, com boa taxa de crescimento de lucros e baixo endividamento muito provavelmente será um bom investimento. 

A partir daí, faça uma boa diversificação e já terá grandes chances de sucesso.

Quer saber mais sobre como montar uma carteira de dividendos? Clique aqui para saber como receber 2.154 ao mês com dividendos.

Abraço

Dividendo na conta ou crescimento da carteira?

Olá, amigo investidor, 

Um dúvida que recai frequentemente sobre os investidores é sobre qual tipo de ações escolher para compor uma carteira de longo prazo: ações de crescimento ou pagadoras de dividendos?

É sobre esse assunto que irei falar hoje.

Para se ter clareza sobre o assunto, faz-se necessário compreender que todas as empresas possuem ciclos.f

Basicamente, os ciclos são divididos em três fases:

A fase de crescimento é o momento em que a empresa utiliza todo ou a maior parte de seus lucros para reinvestir em seu próprio negócio, buscando a expansão de sua operação. 

São empresas que possuem muito pouca participação no mercado. Dessa forma, existe muito espaço para o crescimento.

Por outro lado, as empresas, na fase da estabilidade, não possuem tanto espaço de crescimento, visto que já dominam boa parte do mercado, e sobra pouco espaço para grandes expansões. 

Por não necessitar de muitos reinvestimentos na própria operação, as empresas em períodos de maturidade distribuem boa parte dos lucros na forma de dividendos para os acionistas. 

Mas, afinal: qual é a melhor opção?

Bom, depende da fase que você está. 

Veja:

Da mesma forma que ocorrem com as empresas, você também possui fases de investimentos.

Se estiver na etapa de crescimento do patrimônio (acumulação), fará todo o sentido que o investidor possua uma maior alocação de ações de crescimento. Como já foi visto, empresas nessa fase têm muito espaço para expandir suas operações e aumentar seus lucros, refletindo diretamente no preço de negociação. 

Por outro lado, mesmo o investidor, na fase de acumulação, receberá dividendos, ainda que não sejam tão significativos, sugiro que utilize os dividendos para recomprar mais ações. Essa atitude acelera o crescimento do patrimônio.

Já os investidores que se encontram na fase de renda, basta direcionar a maior parte do capital para empresas pagadoras de dividendos.

A sugestão para quem está nesta fase é que utilize parte dos dividendos e preferencialmente reinvista o restante. Assim o patrimônio permanecerá em crescimento.

Nada impede o investidor de montar uma carteira combinando os dois tipos de ações, este equilíbrio irá reduzir o risco que as empresas em crescimento geram na carteira e irá potencializar o resultado.

O mais importante é quebrar a crença que só se ganha dinheiro com ações que distribuem dividendos. 

Reforçando a tese:

Imagine duas empresas:

Empresa A: Está na fase de maturidade, crescendo 3% ao ano e possui um Dividend Yield de 5%. Ela gera um crescimento financeiro de 8% ao ano para o acionista.

Empresa B: Está na fase de crescimento, crescendo 12% ao ano e possui um Dividend Yield de 1%. Ela gera um crescimento financeiro de 13% ao ano para o acionista.

Por isso reforço sobre a necessidade do equilíbrio. 

Em ambos cenários o que demonstra a capacidade da empresa não é o quanto ela distribui ou não em dividendos, mas a sua capacidade de lucro. 

Para crescer as empresas precisam gerar lucro, para distribuir dividendos as empresas também precisam gerar lucro.

Avalie sempre a consistência dos lucros em qualquer uma das fases das empresa. Faça isso e você evitará grandes problemas futuros.

Forte abraço!


Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

Vale a pena entrar nas ofertas de Fundos Imobiliários?

Caro leitor,

Estamos no meio de uma enxurrada de ofertas de Fundos Imobiliários.

Tem fundos estreando na bolsa, fazendo seus IPO’s (sigla em inglês para Ofertas Públicas Iniciais).

Tem fundos que já estão na bolsa, fazendo ofertas de novas cotas para aumentar de tamanho (subscrições).

Todo santo dia chega pergunta do tipo “vale a pena subscrever as cotas do fundo X?” ou “vale a pena entrar no IPO do fundo Y?”.

As respostas são sempre caso a caso, não tem milagre. 

Neste texto, quero explorar o que há em comum nessas ofertas.

Por que estão ocorrendo tantas ofertas?

Se deixar, as gestoras e administradoras lançariam um fundo atrás do outro no mercado. Já os fundos existentes fariam uma oferta atrás da outra para aumentar indefinidamente seu tamanho. 

O motivo é simples: quanto maior o fundo, mais dinheiro a administradora ganha. As gestoras e administradoras são remuneradas pela taxa de administração, que é um percentual sobre o valor de mercado ou do patrimônio do fundo.

Só para deixar claro: essa vontade de crescer é legítima e faz sentido. Com mais receita, pode-se contratar mais e melhores profissionais e isso se reflete na qualidade do fundo.

Quem define no final das contas se vai ter esse monte de oferta ou não é o próprio mercado.

As vontades das gestoras e administradoras ficam represadas até que os investidores decidam que as comportas se abrirão.

O que desencadeou essa atual onda de ofertas foi uma série de fatores, dentre os quais eu destaco:


1) A queda na taxa de juros;

2) Aumento na confiança dos investidores com a atual política econômica;

3) A Reforma da Previdência e as outras que estão por vir;

4) A característica de geração de renda passiva isenta de Imposto de Renda dos Fundos Imobiliários;

Qual o perigo destes momentos?

O perigo é que o mercado é muito histérico. É um bicho temperamental. Ou está muito nervoso e não aceita nada, ou está muito eufórico e aceita tudo.

O mercado está eufórico com os Fundos Imobiliários agora.

Junte a isso o incentivo de comissões que os fundos pagam aos distribuidores (sua corretora) para que ofereçam a seus clientes.

Temos uma combinação perigosa que vai fazer passar, em meio a muitos ativos bons, alguns não tão bons assim.

Normalmente os ativos “não tão bons assim” vem com contratos que são muito bons. 

Daí o investidor ignora o ativo e só olha para o que é bom. Nada mais humano do que enxergar só o que se quer.

Esse risco é maior em IPO’s. Pois não há histórico de desempenho e às vezes os ativos são mais exóticos (o seu assessor vai chamar de inovador!). 

Nas subscrições, o fundo já existe a tempos. Você já sabe se o gestor tem histórico de entregar resultado ou não, até por que você é cotista dele. O risco é bem menor, pois recai somente sobre os novos ativos que o gestor vai adquirir. Os velhos conhecidos da carteira do fundo continuam lá gerando o mesmo resultado de sempre.

O que fazer no meio de tudo isso?

Por mais que apareça uma oferta nova a cada semana, se quiser entrar, estude a fundo cada uma delas. Não entre só por entrar.

Se for IPO, redobre o cuidado. Desconfie. Pense se você compraria o imóvel inteiro para si, sozinho, sem mais ninguém junto. Não compre porque todo mundo está comprando. Compre por que você realmente acredita.

Se for subscrição, é mais fácil. Se você é cotista e está feliz com o fundo, entre. Invista mais. A maioria das vezes as subscrições são a valores menores do que os praticados no mercado. Aproveite. 

Se não está feliz com ele, bem… está fazendo o que com este fundo na carteira?? 

Abraço.

Qual diferença entre Itaúsa (ITSA4) e BMW X5?

Percebi instantaneamente que o Gabriel iria perder muito dinheiro. 

Gabriel é um típico investidor de ações que toma decisões com base em suas emoções. 

Ele havia comprado, em Fevereiro de 2017, o equivalente a 15000 ações da ITSA4, ao preço de 7,66 reais, somando um total aproximado de 114 mil reais. 

Me lembro de ter dado parabéns pela escolho das ações, afinal, Itaúsa é uma das melhores empresas da bolsa. 

No dia 17 de Maio de 2017, ele já havia finalizado a construção da sua carteira. 

A carteira estava bem diversificada e composta por empresas de alta qualidade. Nesse momento, bastava  efetuar aportes periódicos e manter os investimentos por um longo prazo. 

Empresas boas, aportes periódicos e visão de longo prazo… O simples normalmente funciona. 

Um dia após a compra  da última ação, Gabriel enfrentou seu primeiro circuit breaker — um mecanismo que interrompe os negócios da bolsa por 30 minutos para tentar conter a forte queda nos preços dos ativos. 

Lembra do  fatídico dia conhecido como Joesley Day?

Para quem compreende o racional de comprar ações baratas, esse dia foi maravilhoso. Pena que são poucos que compreendem. 

Eu estava em uma cafeteria de Porto Alegre fazendo uma  reunião com um cliente. Notei que meu telefone tocava insistentemente; contudo, não quis interromper a conversa.

Próximo das 11h, a reunião terminou. Enquanto pagava a conta, peguei meu celular do bolso. 

Havia 7 chamadas não atendidas, todas do Gabriel. 

Rapidamente, retornei a ligação. De forma ofegante ele despejou suas emoções:

“Edu, você viu? O mercado despencou, minhas ações estavam caindo todas mais 7%… A ITSA4 caiu 8%. Vendi tudo, acho que tomei a decisão certa, né?”

Não respondi nada, apenas pedi para ele me encontrar. 

Caro leitor, consegue me responder se a decisão do Gabriel foi certa?

Lembre-se de um ponto importante: ele havia comprado apenas ações de boas empresas. 

Pense comigo…

Se você fosse um revendedor de veículos e seu melhor carro fosse uma  BMW X5 (Sou fã de BMW). O preço de uma nova é mais de 450 mil reais

Agora, imagine você acordando em um dia qualquer e perceber que elas estão sendo negociadas a 200 mil reais.

Você venderia as BMWs que tem por 200 mil reais ou compraria mais para revender ao seu preço justo no futuro? 

A resposta é quase automática… 

Por que com ações de boas empresas deve ser diferente? 

O Gabriel vendeu uma das melhores ações da bolsa (ITSA4) por 6,40 reais, quando, na verdade, ele deveria ter aumentado sua posição (lembre-se da BMW).

Infelizmente, é muito raro encontrar aqueles que conseguem enxergar além de da turbulência do curto prazo.

Adoro dias turbulentos! 

São raros os momentos em que boas empresas são negociadas a preços de barganha. 

Não desperdice esses momentos.

Particularmente, busco momentos onde o mercado é irracional. 

Muitas vezes, uma empresa pode cair em descrença pelo mercado ou simplesmente não chamar a atenção. 

Quando isso ocorre, a lei da oferta e demanda impera, fazendo com que os preços caiam. 

Sabe qual é o nome disso? 

Oportunidade.

Uma empresa boa, não se torna ruim por uma queda de seus preços, assim como uma empresa ruim, não se torna boa por uma alta de seus preços.

Se amanhã o mercado apresentasse uma queda intensa e a ITSA4 estivesse sendo negociada a 6,44 reais, você compraria?

Gabriel vendeu… Gerou um prejuízo de 18.900,00 mil reais no total.

Não seja um Gabriel.

Busque por boas empresas e, quando seus preços caírem muito, compre! 

Forte abraço!

Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

Sobre humanos e máquinas: as 5 melhores ações da B3 no dia 30 de outubro de 2019

Olá, como você vai?

Olha só que coisa interessante: a plataforma do GuiaInvest lida com trilhões de dados todos os dias.

Nossos algoritmos consolidam e simplificam uma quantidade de informações que um ser humano seria completamente incapaz de interpretar em uma vida inteira.

Há 11 anos a Inteligência Artificial do GuiaInvest vem ajudando milhares de pessoas a investir melhor.

Nós somos obcecados pelo mercado de ações, mas não temos nenhuma vaidade: se os números dizem, está dito, não importa a nossa opinião.

Antes de qualquer coisa, adianto: não somos entusiastas de robôs investidores e essas novas modas que surgem no YouTube e de traders blogueiros.

Quando falamos em Inteligência Artificial, nos referimos a tomada de decisão baseada em algoritmos.

É isso que fazemos, a nossa essência. E como você percebeu, a decisão é humana, não da máquina.

Fato é que as máquinas lidam bem com quantidades fartas de informações.

Nós humanos lidamos bem com poucas informações. Somos bons de escolher entre um ou outro. 

Nesse sentido ainda somos superiores às máquinas. Nós temos sentimentos e ainda podemos captar aquilo que não está nos números.

Máquinas não possuem o que chamamos de intuição, que nada mais é do que um conhecimento tácito, impossível de ser expresso em números ou mesmo palavras.

Basicamente, a plataforma do GuiaInvest mastiga os dados e nos dá o poder de tomar uma boa decisão.

Hoje, dia 30 de outubro de 2019, a nossa plataforma ordenou da seguinte maneira as Top 5 ações da bolsa brasileira em termos de qualidade:

1- Hypera (HYPE3) – GI Score = 92

2- Ferbasa (FESA4) – GI Score = 91

3- Unipar (UNIP6) – GI Score = 85 

4- RD (RADL3) – GI Score = 84

5- Qualicorp (QUAL3) – GI Score = 84

O GI Score é um indicador único do GuiaInvest, que é calculado pela nossa Inteligência Artificial.

Ele leva em conta margens de lucro, lucratividade, crescimento, liquidez, endividamento e governança das empresas listadas na bolsa. Ele varia de 0 a 100 e, quanto maior, melhor é a empresa em questão.

Neste indicador não é levada em consideração a atratividade do preço da ação.

Ele não serve como uma recomendação de compra.

Mas será que essas são mesmo as Top 5 melhores empresas da bolsa?

Na opinião de muita gente, não, mas é o que os números nos dizem.

Não estamos aqui para tentar competir com as máquinas na análise de uma infinidade de informações. 

Sinceramente, não acredito que o analista tal, da casa de análise tal, consegue consolidar tanta informação com tanta eficiência.

Ele é um humano, ele erra, ele também se deixa levar por emoções.

Mas isso quer dizer que a nossa Inteligência Artificial não erra?

Claro que não, ela também erra, afinal ela foi desenhada por um humano. Ela possui a capacidade de sintetizar um raciocínio que um ser humano seria incapaz.

Ela ajuda você a pensar muito mais rápido.

E, de qualquer forma, a decisão final de investir ou não é sua. 

Investir seguirá sendo um exercício de otimismo, de saber a quais riscos você aceita se sujeitar, de assumir que você não sabe de tudo e saber que o que premia você é o tempo e a disciplina.

Se você quiser conhecer mais a fundo o nosso algoritmo, nesse vídeo o André faz uma demonstração utilizando o caso prático de duas ações.

Ali ele vai atrás da resposta para duas perguntas: i) essa ação é de uma boa empresa?; ii) o preço dela está atrativo?

Os números estão ali à nossa disposição para responder o que perguntamos, mas, no final do dia, a decisão e a responsabilidade sempre será de nós, humanos. 

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.