É isso que determina o preço das ações

Olá, investidor, 

Começo esta editoria dizendo que, sim, os lucros justificam os preços! Simples assim. 

Sei que você já me ouviu falando isso repetidas vezes, mas o fato é que gosto de reforçar, assim você não irá esquecer no caminho. 

O que irá fazer com que uma ação se valorize no longo prazo é a demanda por parte dos investidores. Os investidores com foco no longo prazo buscam empresas com capacidade de crescimento nos resultados. 

O lucro aumenta o valor de mercado (preço x quantidade de ações) da empresa. 

Quanto maior potencial de lucro, mais os investidores aceitaram pagar por essa expectativa.

Veja:

WEGE3 – Weg S.A

LREN3 – Lojas Renner

Independentemente se são grandes empresas ou Small Caps, o racional é o mesmo. 

Se a empresa aumentar o lucro, você irá ganhar dinheiro. 

Quando uma empresa está com prejuízos acumulados e passa por uma inflexão dos resultados – ou seja,  começa a gerar lucro – sua valorização se torna exponencial. 

O fato é que quando a empresa está com resultados negativos o mercado “castiga” muito. 

Os investidores vendem o papel e ele se torna “esquecido” no mercado, já que as expectativas em cima da empresa não são boas. 

No entanto, quando ela passa a se tornar lucrativa, o mercado muda rapidamente a sua expectativa e começam a comprar as ações.

Veja o caso desta empresa:

Entre 2015 e 2016, seus resultados eram péssimos e o preço, justificando o baixo preço das ações.

Essa empresa era negociada a 12 centavos…

Acontece que os resultados mudaram, e ela passou a ser uma empresa muito lucrativa:

Você sabe o que aconteceu com os preços?

Hoje a ação é negociada a mais de 44 reais.

De 12 centavos para mais de 44 reais…

Sim, você já deve ter desconfiado que estou falando da MGLU3.

Mas o caso aqui não é sobre essa empresa em si, mas sobre a lógica que os preços são orientados pelos lucros.

*Linha laranja é o preço e a azul são os lucros.

O detalhe é que um intenso potencial de crescimento ou inflexão dos resultados ocorrem com mais frequência em ações Small Caps, pois ainda possuem espaço de mercado para expandir suas operações.

Tentar “inventar a roda” no mercado de ações vai acelerar seu processo de quebra financeira… 

Se você sabe que os preços são justificados pelos lucros, torne-se um caçador de empresas lucrativas ou que estejam em processo visíveis de melhorias dos seus resultados.

O simples funciona!

Forte abraço!
Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

Invista em ações com riscos reduzidos

Olá amigo investidor,

Investir em ações é arriscado. Tenho certeza que você já sabe disso. 

Mas será que sabe que existem maneiras eficientes de reduzir os riscos? 

Vou te apresentar maneiras de minimizar o risco sem precisar fazer nada fora do comum. 

As dicas que irei te ensinar foram aprendidas diretamente com o maior investidor do mundo: Warren Buffett. 

Buffett prega a filosofia do Value Investing –comprar boas empresas e preços baratos. Sou um grande adepto da estratégia e posso afirmar que a muitos anos obtenho sucesso.

Na filosofia do Value Investing, antes de pensar no potencial de retorno de um investimento, os investidores em valor focam seus esforços na preservação do capital.

Não é muito comum encontrarmos investidores que pensam desse modo. A grande maioria está mais preocupada com o retorno e menos atento aos riscos de perder seu suado dinheiro, o que é um grande erro.

Lembre-se da célebre frase de Warren Buffett: 

Regra número 1: nunca perca dinheiro; 

regra número 2: nunca esqueça a regra número 1.

Portanto, para reduzir risco, temos que reduzir a probabilidade de perda ou reduzir a quantidade de dinheiro que podemos perder. 

Basicamente, Buffett adota 3 atitudes para gerenciar o risco das ações:

1 – Investir dentro do seu círculo de competência:

A ideia central de investir dentro do seu círculo de competência tem relação direta com o conceito de evitar erros. 

Embora pareça óbvio que investidores devam se focar no que eles sabem, a tentação de sair do seu círculo de competência pode ser muito forte.

Concorda que é razoável considerar que, quanto mais você entende o funcionamento de um negócio, menores serão as chances de cometer erros de avaliação?

Segundo Buffett, para investir com sucesso, você não precisará se preocupar  em entender investimentos fora seu círculo de competência. 

Você deve simplesmente comprar um negócio que compreende e que esteja sendo vendido a um preço razoável.

Warren Buffett explica:

“Você não precisa ser um expert sobre todas empresas. Você somente precisa ser capaz de avaliar companhias dentro do seu círculo de competência. O tamanho do seu círculo não é o mais importante; mas é vital conhecer seu limite.”

A ideia por trás do conceito é bastante elementar. Porém, parece que quando o assunto é investimentos, muitos pessoas esquecem desse conceito.

Em suma, a dica é investir em empresas e setores que você compreende. Essa é uma forma simples de reduzir seus riscos.

2 – Margem de segurança: 

Não importa o quanto você é cuidadoso, o risco que nenhum investidor consegue eliminar por completo é o risco de errar.

Uma forma de minimizar o risco de errar é nunca pagar um preço elevado demais por uma empresa, independentemente de quanto um investimento possa ser atraente.

Benjamin Graham – pai do Value Investing – usou o termo “margem de segurança” para descrever esse conceito. 

A margem de segurança é a diferença entre o valor intrínseco da empresa e o seu preço no mercado. Essa diferença entre valor e preço funciona como uma zona de proteção.

Para descrever esse conceito, Warren Buffett chamou de “as 3 palavras mais importantes sobre investimentos”. 

Margem de Segurança.

O que isso significa e porque é tão importante?

Mesmo que a companhia não desempenhe tão bem quanto espera, você continua tendo uma grande chance de obter lucro ou pelo menos irá proteger você de eventuais perdas.

Quanto maior a margem de segurança de uma empresa, menor é o seu preço de aquisição em comparação ao valor intrínseco. Logo, menor é o risco que você corre e maior é o seu potencial de retorno. 

Adquirir ações com um grande desconto sobre seu valor intrínseco minimiza o risco de eventuais quedas porque os fatores negativos já foram precificados.

As chances do preço da ação baixar ainda mais do que já baixou são pequenas, visto que o preço da ação está muito abaixo do seu valor intrínseco.

O conceito de margem de segurança pode ser comparado a empurrar uma bola dentro da água. 

Quando mais fundo você empurra a bola, maior é a pressão que a bola exerce para cima e mais difícil fica de continuar empurrando a bola para baixo.

A dinâmica é a mesma com as ações. Se você comprar uma ação que está com o preço muito abaixo do seu valor intrínseco, a força que impulsiona para cima tenderá a ser mais forte do que a força que empurra para baixo..

Um dos grandes ensinamentos da filosofia do Value Investing é a de fazer uma estimativa conservadora do valor intrínseco e apenas comprar se o preço da ação  está bem abaixo desse valor.

Qual o tamanho ideal da margem de segurança?

Depende. Vai depender de quão precisa é a sua estimativa de valor intrínseco e do retorno de investimento que você está buscando.

Você pode se sentir bem dirigindo um caminhão de 9,5 toneladas em uma ponte que suporta 10 toneladas se a ponte está apenas alguns centímetros acima do solo.

Mas você vai precisar de uma margem de segurança muito maior se a mesma ponte estiver entre duas montanhas a uma altura de 500 metros do solo.

Para ilustrar com um exemplo dos esportes, o princípio da margem de segurança é usado nos equipamentos utilizados por montanhistas.

As cordas que esses escaladores utilizam são projetadas para resistir até 2.000 kg de peso, mas são usadas por escaladores que pesam entre 70 e 90 kg.

Por que tamanha diferença? Porque, quanto maior a margem de segurança, menor será o risco.

Se você considera que determinada ação é uma boa alternativa de investimento a R$ 100,00, ela será ainda melhor a R$ 80,00 concorda? Sim, porque agora você poderá adquirir o mesmo valor por um preço ainda mais baixo.

Em outras palavras, você faz dinheiro quando você compra e não quando você vende. Esse princípio funciona tanto para revendedores de carro, investidores no mercado imobiliário, quanto para investidores do mercado de ações que seguem a filosofia do Value Investing. 

3 –  Diversificar por setores:

A diversificação é uma das formas mais conhecidas de redução de risco em uma carteira de investimentos. 

É a prática de distribuir o risco em diversos tipos de ativos ao invés de colocar todo o dinheiro em um único tipo – ou em uma única ação, por exemplo.

Dessa forma, se o preço de uma ação cai, o preço de outra ação pode subir ao mesmo tempo. Na média, você não perde tanto dinheiro quanto poderia se tivesse investido tudo na ação que sofreu um queda, por exemplo.

O resultado da diversificação é trazer o retorno de sua carteira de ações para uma média e suavizar as eventuais quedas de preços de determinadas ações em particular.

Parece uma boa estratégia porque as grandes oscilações de valor da carteira são reduzidas e isso deixa os investidores confortáveis. 

Mas, lembre-se que oscilações – volatilidade – de preços dizem muito pouco sobre os fundamentos das empresas ou como elas estão realmente desempenhando no mercado.

A volatilidade não pode ser considerada uma medida de risco para os investidores em valor. Ela simplesmente cria oportunidades de comprar a preços baixos e vender a preços mais elevados. 

Muita diversificação gerará apenas retornos medianos. A diversificação exagerada apenas limita o seu potencial de retorno.

Se a diversificação exagerada não é uma boa ideia a seguir, como uma diversificação moderada pode nos ajudar?

Diversificar é uma boa ideia quando protege sua carteira de eventos que atingem setores específicos da economia.

Por exemplo, a alta do dólar afetará diretamente os negócios das empresas importadoras. Já, a queda no preço do minério de ferro afetará diretamente as mineradoras.

Enquanto que a queda do preço do barril de petróleo afetará o faturamento das petrolíferas, uma eventual redução do volume de crédito imobiliário atingirá em cheio as vendas das construtoras.

E assim por diante.

O lendário escritor Mark Twain disse certa vez: “Coloque todos os ovos em um única cesta e vigie a cesta.”

Dito isso, considere diversificar sua carteira de ações adquirindo empresas de diferentes setores. 

Por exemplo, imagine uma carteira composta por 6 empresas, no qual cada uma delas representa um setor da economia, tais como: financeiro, varejista, siderúrgico, petrolífero, mineração e aéreo.

Um eventual problema no setor varejista, por exemplo, terá pouco impacto no restante da carteira.

Mark Twain tem razão quando fez essa afirmação, porque, quando tratamos de diversificação em investimentos, menos é mais por diversas razões. 

Quando a carteira de ações é composta por uma grande quantidade de empresas, o acompanhamento de todas essas ações se torna muito trabalhoso.

Minha sugestão é observar o que os grandes investidores fazem nas suas carteiras. Assim, recomendaria manter sua carteira composta com no máximo 10 excelentes empresas.

Assim, você conseguirá entender com mais profundidade o negócio de cada uma delas.

Não esqueça! 

Essas dicas tornaram Warren Buffett o maior investidor do mundo.

Forte abraço!


Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett

Dividendo na conta ou crescimento da carteira?

Olá, amigo investidor, 

Um dúvida que recai frequentemente sobre os investidores é sobre qual tipo de ações escolher para compor uma carteira de longo prazo: ações de crescimento ou pagadoras de dividendos?

É sobre esse assunto que irei falar hoje.

Para se ter clareza sobre o assunto, faz-se necessário compreender que todas as empresas possuem ciclos.f

Basicamente, os ciclos são divididos em três fases:

A fase de crescimento é o momento em que a empresa utiliza todo ou a maior parte de seus lucros para reinvestir em seu próprio negócio, buscando a expansão de sua operação. 

São empresas que possuem muito pouca participação no mercado. Dessa forma, existe muito espaço para o crescimento.

Por outro lado, as empresas, na fase da estabilidade, não possuem tanto espaço de crescimento, visto que já dominam boa parte do mercado, e sobra pouco espaço para grandes expansões. 

Por não necessitar de muitos reinvestimentos na própria operação, as empresas em períodos de maturidade distribuem boa parte dos lucros na forma de dividendos para os acionistas. 

Mas, afinal: qual é a melhor opção?

Bom, depende da fase que você está. 

Veja:

Da mesma forma que ocorrem com as empresas, você também possui fases de investimentos.

Se estiver na etapa de crescimento do patrimônio (acumulação), fará todo o sentido que o investidor possua uma maior alocação de ações de crescimento. Como já foi visto, empresas nessa fase têm muito espaço para expandir suas operações e aumentar seus lucros, refletindo diretamente no preço de negociação. 

Por outro lado, mesmo o investidor, na fase de acumulação, receberá dividendos, ainda que não sejam tão significativos, sugiro que utilize os dividendos para recomprar mais ações. Essa atitude acelera o crescimento do patrimônio.

Já os investidores que se encontram na fase de renda, basta direcionar a maior parte do capital para empresas pagadoras de dividendos.

A sugestão para quem está nesta fase é que utilize parte dos dividendos e preferencialmente reinvista o restante. Assim o patrimônio permanecerá em crescimento.

Nada impede o investidor de montar uma carteira combinando os dois tipos de ações, este equilíbrio irá reduzir o risco que as empresas em crescimento geram na carteira e irá potencializar o resultado.

O mais importante é quebrar a crença que só se ganha dinheiro com ações que distribuem dividendos. 

Reforçando a tese:

Imagine duas empresas:

Empresa A: Está na fase de maturidade, crescendo 3% ao ano e possui um Dividend Yield de 5%. Ela gera um crescimento financeiro de 8% ao ano para o acionista.

Empresa B: Está na fase de crescimento, crescendo 12% ao ano e possui um Dividend Yield de 1%. Ela gera um crescimento financeiro de 13% ao ano para o acionista.

Por isso reforço sobre a necessidade do equilíbrio. 

Em ambos cenários o que demonstra a capacidade da empresa não é o quanto ela distribui ou não em dividendos, mas a sua capacidade de lucro. 

Para crescer as empresas precisam gerar lucro, para distribuir dividendos as empresas também precisam gerar lucro.

Avalie sempre a consistência dos lucros em qualquer uma das fases das empresa. Faça isso e você evitará grandes problemas futuros.

Forte abraço!


Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

Qual diferença entre Itaúsa (ITSA4) e BMW X5?

Percebi instantaneamente que o Gabriel iria perder muito dinheiro. 

Gabriel é um típico investidor de ações que toma decisões com base em suas emoções. 

Ele havia comprado, em Fevereiro de 2017, o equivalente a 15000 ações da ITSA4, ao preço de 7,66 reais, somando um total aproximado de 114 mil reais. 

Me lembro de ter dado parabéns pela escolho das ações, afinal, Itaúsa é uma das melhores empresas da bolsa. 

No dia 17 de Maio de 2017, ele já havia finalizado a construção da sua carteira. 

A carteira estava bem diversificada e composta por empresas de alta qualidade. Nesse momento, bastava  efetuar aportes periódicos e manter os investimentos por um longo prazo. 

Empresas boas, aportes periódicos e visão de longo prazo… O simples normalmente funciona. 

Um dia após a compra  da última ação, Gabriel enfrentou seu primeiro circuit breaker — um mecanismo que interrompe os negócios da bolsa por 30 minutos para tentar conter a forte queda nos preços dos ativos. 

Lembra do  fatídico dia conhecido como Joesley Day?

Para quem compreende o racional de comprar ações baratas, esse dia foi maravilhoso. Pena que são poucos que compreendem. 

Eu estava em uma cafeteria de Porto Alegre fazendo uma  reunião com um cliente. Notei que meu telefone tocava insistentemente; contudo, não quis interromper a conversa.

Próximo das 11h, a reunião terminou. Enquanto pagava a conta, peguei meu celular do bolso. 

Havia 7 chamadas não atendidas, todas do Gabriel. 

Rapidamente, retornei a ligação. De forma ofegante ele despejou suas emoções:

“Edu, você viu? O mercado despencou, minhas ações estavam caindo todas mais 7%… A ITSA4 caiu 8%. Vendi tudo, acho que tomei a decisão certa, né?”

Não respondi nada, apenas pedi para ele me encontrar. 

Caro leitor, consegue me responder se a decisão do Gabriel foi certa?

Lembre-se de um ponto importante: ele havia comprado apenas ações de boas empresas. 

Pense comigo…

Se você fosse um revendedor de veículos e seu melhor carro fosse uma  BMW X5 (Sou fã de BMW). O preço de uma nova é mais de 450 mil reais

Agora, imagine você acordando em um dia qualquer e perceber que elas estão sendo negociadas a 200 mil reais.

Você venderia as BMWs que tem por 200 mil reais ou compraria mais para revender ao seu preço justo no futuro? 

A resposta é quase automática… 

Por que com ações de boas empresas deve ser diferente? 

O Gabriel vendeu uma das melhores ações da bolsa (ITSA4) por 6,40 reais, quando, na verdade, ele deveria ter aumentado sua posição (lembre-se da BMW).

Infelizmente, é muito raro encontrar aqueles que conseguem enxergar além de da turbulência do curto prazo.

Adoro dias turbulentos! 

São raros os momentos em que boas empresas são negociadas a preços de barganha. 

Não desperdice esses momentos.

Particularmente, busco momentos onde o mercado é irracional. 

Muitas vezes, uma empresa pode cair em descrença pelo mercado ou simplesmente não chamar a atenção. 

Quando isso ocorre, a lei da oferta e demanda impera, fazendo com que os preços caiam. 

Sabe qual é o nome disso? 

Oportunidade.

Uma empresa boa, não se torna ruim por uma queda de seus preços, assim como uma empresa ruim, não se torna boa por uma alta de seus preços.

Se amanhã o mercado apresentasse uma queda intensa e a ITSA4 estivesse sendo negociada a 6,44 reais, você compraria?

Gabriel vendeu… Gerou um prejuízo de 18.900,00 mil reais no total.

Não seja um Gabriel.

Busque por boas empresas e, quando seus preços caírem muito, compre! 

Forte abraço!

Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

Minha Small Cap preferida é a Itaúsa (ITSA4)

Olá, amigo investidor, 

Neste momento, você deve estar pensando: “Que bobagem o Edu está falando, ITSA4 não é uma Small Cap.”

Você está certo! 

A ITSA4 tem mais de 100 bilhões em valor de mercado e, como sabemos, empresas desse tamanho são conhecidas como Large Caps (grandes empresas).. 

Acontece que a Itaúsa já foi uma Small Cap.

Há 19 anos a empresa valia, aproximadamente, 5 bilhões, equivalente ao tamanho da Arezzo (empresa do ramo calçadista). 

Se você estivesse no ano 2000 montando uma carteira de ações, você incluiria as ações da ITSA4?

Lembre-se que, na época, ela era uma pequena empresa e com fundamentos bem diferentes dos atuais. 

O crescimento do valor de mercado é o que determina que uma Small Cap se torne uma grande empresa.

Você sabe o que acontece quando o valor de mercado de uma ação que você investe aumenta?

Você ganha dinheiro!

Veja:

 A linha azul é o preço, e a linha laranja é o valor patrimonial. Convergem para mesma direção, concorda?

E o crescimento reflete no preço de suas ações, que sobem vertiginosamente conforme a expansão da empresa.

Esse é o motivo do porquê uma ação Small Cap tem uma capacidade muito superior de valorização e em um tempo muito menor do que uma ação de uma blue chip já consolidada no mercado.

Quanto menor, mais rápido e quanto maior, mais devagar é um conceito que costuma ser aplicado aos investimentos no mercado de ações com boa base lógica.

A ITSA4 hoje é uma das melhores ações da bolsa. Talvez há 19 anos você não tivesse a mesma opinião.

No entanto, só depende de você escolher as melhores Small Caps para sua carteira, assim uma delas poderá ser a futura ITSA4.

Toda grande empresa hoje já foi uma pequena empresa no passado. 

Essa lista inclui empresas como a Apple, Google, Amazon, Harley Davidson e DIsney. 

Quando negócios são apenas ideias ou pequenas empresas, poucos são os investidores capazes de visualizar um sucesso em potencial.

Porém, quando negócios se tornam símbolos mundiais de poder, todos brigam para obter uma parte de suas ações.

Monte sua carteira de Small Caps diversificadas entre setores, assim poderá reduzir o risco. 

Exemplo:

Não se esqueça: quando você investe em ações com potencial real de crescimento, você perde, no máximo, 100 por cento do que investiu. 

No entanto, não há limite para o que você tem a ganhar. Em resumo: você tem muito a ganhar e pouco a perder.

É exatamente esse argumento que valida montar posições, mesmo que pequenas, em Small Caps.

Como você sabe, o retorno é proporcional ao risco; por isso, recomendo que não ultrapasse 15 por cento do total da carteira com ações Small Caps. 

Já será suficiente para agregar um grande potencial a sua carteira de investimentos.

Forte abraço!


Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

Como investir em ações com pouco dinheiro

Olá amigo investidor,

Todos os dias recebo diversos e-mails perguntando se é preciso muito dinheiro para começar a investir em ações.

Minha resposta é sempre a mesma: depende. 

Você considera 300 reais um valor muito alto?

Com este valor mensal você tem a possibilidade de conquistar um patrimônio surpreendente…

Parece atrativo? 

Logo mais você vai entender melhor… Agora preciso contar uma coisa.

Se você não investe em ações porque acha que precisa de muito para começar, você está enganado.

Na verdade, você não está sozinho nessa. 

Por causa de falta de educação financeira, muitos brasileiros têm essa mesma impressão. 

O que talvez você não saiba é que já está perdendo dinheiro pelo simples fato de não estar investindo.

E convenhamos, ninguém aqui está podendo perder dinheiro, certo?

O que eu vou falar nas próximas linhas desmente de uma vez por todas a teoria de que é necessário muito dinheiro para investir. 

Vamos aos fatos…

O que acontece é que a maioria das pessoas conhece apenas um mercado de ações: O Mercado de Ações à Vista

Neste mercado você só consegue comprar um mínimo de 100 ações de uma empresa, podendo só negociar múltiplos de 100 (200, 300, 400, etc).

É nele que a maioria dos investidores atua, por isso esse mercado é mais conhecido. 

Se uma ação custa hipoteticamente 10 reais, você só poderia começar com 1.000 reais. Dessa forma realmente é preciso mais dinheiro para começar. 

Porém, o que muita gente não sabe, é que existe um outro mercado: O Mercado Fracionário

Este mercado possibilita que você comece os seus investimentos mesmo que tenha muito pouco dinheiro guardado.

Isso acontece porque no mercado fracionário, é possível comprar uma única ação. 

Dessa forma você tem a possibilidade de comprar a quantidade de ações que quiser entre 1 e 99 ações.

Pegando o exemplo dos 300 reais…

Esta quantia investida regularmente possui a capacidade de mudar o seu futuro financeiro para melhor.

Ela pode ser responsável por proporcionar para você uma renda extra no futuro.

Veja só: 

Investindo exatamente 300 reais mensais você já consegue acumular riqueza em proporções antes não imaginadas…

Já imaginou chegar na melhor idade com dinheiro suficiente para se manter, ajudar os filhos e ainda rodar o mundo?

Warren Buffett o maior investidor do mundo, atingiu uma média anual de retorno de 20%. 

Bom, nós não somos tão bons quanto o Buffett… 

Então, se considerarmos aportes mensais de 300 reais e um retorno médio ao ano de 12%, chegaríamos nos seguintes cenários:


O que achou?

Ficam duas lições:

1- Comece com pouco.

2- Comece agora.

Os juros compostos irão presentear sua disciplina nos investimentos. Mas para isso você precisa agir.

Forte abraço!

Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

A melhor estratégia para investir em ações

Olá amigo investidor,

Se me permitir, gostaria de te apresentar 3 situações e 3 perguntas:

1 – Quando você vai trocar de automóvel, pressupondo que já saiba qual modelo e marca que deseja, qual é o seu primeiro passo?

2 – Você ganhou aumento salarial e está com capacidade para comprar um imóvel melhor, finalmente poderá comprar aquele apartamento no seu bairro preferido. Antes de comprar, o que você naturalmente irá fazer?

3 – Seu notebook estragou e você precisa comprar outro para continuar trabalhando. Você irá ao shopping e possivelmente irá em diversas lojas antes de comprar. Qual é sua intenção ao fazer isso? 

A resposta é a mesma para qualquer uma das perguntas acima: Pesquisar preço!

É racional querer comprar barato, independente do que seja. 

Concorda comigo que ninguém é capaz de prever futuro? 

Existem muitas variáveis que podem mudar a trajetória dos acontecimentos. É improvável acertar se o preço de qualquer coisa irá ou não subir. 

Por outro lado você é possível comparar os preços dos produtos atualmente disponíveis e, assim, comprar algo que apresente o maior desconto.  

Você não tenta adivinhar o futuro.

Óbvio que para não comprar “gato por lebre”, você deve sempre  avaliar a qualidade do produto.

Mas convenhamos, existem produtos que não geram dúvidas sobre sua excelente qualidade. 

Uma cobertura no melhor bairro da sua cidade com preço de um apartamento de 1 quarto em um bairro da periferia, por questões óbvias, se trataria de uma incrível oportunidade.

Mesmo que você não consiga prever o preço que a cobertura terá no curto prazo, existe uma grande possibilidade que você venha a fazer dinheiro no longo prazo.

Ou, pelo menos, terá convicção que vai reduzir o risco de perder dinheiro porque que o preço que você pagou foi realmente muito baixo.

Se você fizer isso ao comprar uma ação, você estará utilizando a melhor estratégia para investir em ações. 

Ela é conhecida como Value Investing.

Value Investing é utilizado no dia-a-dia das pessoas na condição de consumidores. 

A ideia é que se você souber o valor de alguma coisa, você pode economizar muito dinheiro comprando com desconto, ou evitar desperdiçar comprando quando está muito caro.

É algo tão trivial que me assombro com as pessoas que acham que preço não importa. 

Aliás essa discussão é intensa no mercado.

Para quem acha que preço realmente não importa, ofereço minhas ações pelo dobro do preço…

Veja como é intuitivo e lógico comprar ações com desconto:

Quando você compra uma ação pagando por ela menos do que ela realmente vale, você cria margem de segurança e com ela você consegue não só aumentar a capacidade de retorno, como reduzir o risco.

Citando Warren Buffett, o maior investidor do mundo, “a relação entre risco e retorno não tem uma correlação positiva para os investidores de valor”.

Enquanto existir o verbo “comprar”, o preço sempre será uma variável importante.

Simples assim.

Forte abraço!

Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

PRIO3 é uma boa pedida?

Olá amigo investidor,

A PetroRio (PRIO3) é uma das maiores produtoras independentes de petróleo no Brasil.

A empresa foi fundada em 2009 pelo geólogo (ex-funcionário da Petrobras) Márcio Rocha Mello, e, na época, era chamada de High Resolution Technology (HRT).

Anos depois da fundação ela abriu capital, captando 2,6 bilhões de reais, destinados a explorar petróleo na Bacia Amazônica e na Namíbia.

Em 2013 já havia perfurado 14 poços sem sucesso. Neste mesmo ano a empresa começou a passar por um processo de reestruturação: elegeram um novo conselho de administração e a diretoria foi trocada.

A filosofia da empresa mudou. Ao invés de inovar, entenderam que faria mais sentido a exploração de campos já produtivos.

Ao longo desse período de reestruturação começaram a ocorrer aquisições de outras empresas.

Em 2015 a empresa começou a prosperar.

Em 2018, a receita já havia crescido mais de 100 vezes em relação ao início da operação, demonstrando uma eficiência exemplar na nova gestão.

De forma objetiva, o sucesso da PRIO3 se diferencia por comprar poços menos atrativos para grandes petroleiras mundiais, ao invés de sair furando o solo por aí.

Na prática todo novo poço adquirido já está em fase produtiva.

A empresa está voando.

Os resultados estão crescendo em 3 dígitos:

Se considerarmos um crescimento dos lucros de 20%, bem inferior aos últimos anos, nosso Gi Line apresenta um intenso potencial de valorização:

Ano passado a companhia comprou mais de 50% do poço de Frade da Chevron.

Esta aquisição quase dobrou a capacidade de produção de barris por dia.

A empresa é uma grande geradora de caixa e já demonstrou capacidade e expertise na utilização dos recursos.

Novas aquisições poderão acontecer…

Desde a reestruturação a companhia cresce e cresce rápido.

É fato que ela chama a atenção…

Os resultados do 3º trimestre serão apresentados no dia 14 de Novembro.

Acho que a surpresa será boa. E você?

Forte abraço!

Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

Fórmula mágica para selecionar ações

Olá, amigo investidor,

Existe mágica para se investir em ações?

Diversos investidores buscam de forma incansável uma fórmula mágica para investir em ações, mas poucos sequer conseguem criar um método com um mínimo de eficiência.

“Escolher ações sem ter ideia do que você está procurando é como correr por uma fábrica de dinamites com um fósforo queimando entre os dedos. Você pode sobreviver, mas ainda assim é um idiota.”

Essa divertida afirmação, que renderia uma bela cena em um filme de faroeste, é de Joel Greenblatt, um dos grandes nomes da atualidade do Value Investing e criador da “fórmula mágica” de investimento em ações.

Greenblatt é gestor do Gotham Funds, tradicional fundo de investimentos sediado em Nova Iorque. Também é professor da Columbia Business School e autor do livro The Little Book That Beats the Market, “O pequeno livro que bateu o mercado”, em tradução livre.

Sua filosofia para investir em ações é baseada no princípio de que os preços das ações reagem a fatores emocionais no curto prazo, mas no longo prazo refletem seu valor real.

Nessa linha, se se você for capaz de identificar empresas mal precificadas, o mercado irá, cedo ou tarde, concordar com você.

No site da Gotham havia um manifesto que dizia: “nenhuma estratégia de investimento, não importa quão boa ou lógica seja, funciona o tempo todo. O importante para nós é nos mantermos firmes em nossa estratégia, mesmo quando ela não está funcionando no curto prazo”.

Isso reforça a visão de longo prazo da gestora.

O principal legado de Greenblatt aos investidores foi a criação da “fórmula mágica”, estratégia de compra e venda de ações que sintetiza sua filosofia e que foi desenvolvida a partir dos ensinamentos de Benjamin Graham, o pai do Value Investing.

Mais recentemente, Greenblatt lançou o livro The Little Book That Still Beats The Market, fazendo uma alusão a eficácia da “fórmula mágica” mesmo após anos.

Greenblatt escreveu a obra com o objetivo de apresentar uma metodologia para investir em ações que fosse tão simples de entender que até seu filho de seis anos pudesse compreender.

“Nós podemos perder muito tempo nos preocupando com a psicologia, mas isso sempre ocorreu e vai continuar acontecendo. Podemos sentar e conversar para tentar descobrir tudo, mas prefiro manter as coisas simples. Eu só quero tirar proveito disso. As oportunidades estão aí. No curto prazo o mercado é ineficiente, mas tenha em mente que quando você faz sua análise não precisa se preocupar com o próximo trimestre. Se fizer uma boa avaliação, o senhor Mercado irá pagá-lo, cedo ou tarde.”

Entre 1985 e 2006, o retorno anualizado do seu fundo foi de 40%, superando até mesmo Warren Buffett em termos de rentabilidade.

Mas afinal, como funciona a fórmula mágica?

O ponto de partida da fórmula mágica é a loucura que o senhor Mercado entrega no curto prazo.

É em razão da insanidade coletiva dos investidores que as boas oportunidades surgem diante dos olhos dos value investors que vivem para garimpar pechinchas no mercado de capitais.

Vamos a fórmula…

Objetivamente a fórmula busca identificar empresas de alto valor que estão sendo vendidas a preços baixos.

Utilizando a fórmula, cria-se um ranking das empresas com maior capacidade de geração de valor e baixo preço.

Essencialmente a fórmula utiliza dois indicadores:

1) o Retorno sobre os Ativos (ROIC), que é a razão entre o Resultado Operacional da empresa (EBIT) e os ativos líquidos da empresa (Capital de Giro Líquido + Ativo Fixo Líquido). Essa fórmula é muito semelhante aos Retorno sobre Patrimônio Líquido, o ROE.

2) e o Earning Yields, que é uma relação entre o Resultado Operacional da empresa e o seu preço de mercado. Essa fórmula é muito similar a relação Lucro sobre Preço (o inverso do tradicional P/L).

Greenblatt ranqueia as empresas do maior para o menor ROIC (nós utilizaremos ROE para fins de simplificação), atribuindo o número 1 para empresa a empresa com melhor ROIC e assim diante e ranqueia as empresas do maior para o menor Earning Yields

Feito isso, você soma as posições da empresa nos dois rankings e ordena da menor para maior soma. Quanto menor a soma. Esse ranking vai ordenar para você em qual posição a empresa se encontra de acordo com a fórmula mágica.

Para você entender melhor, apliquei a fórmula mágica para empresas do setor bancário.

Veja que três ações empataram em primeiro lugar.

Talvez você esteja se perguntando: se é tão simples assim, por que as pessoas não usam e ficam milionárias?

A explicação de Greenblatt é sempre a mesma: o aspecto emocional.

Ao aplicar o Value Investing, você precisa de horizonte de tempo. Ao longo desse percurso, podem ocorrer quedas muitos grandes nos preços muito grandes no preço das ações.

Com essas quedas, os fantasmas do nosso lado emocional tendem a aparecer.

E é aí que muitos se atrapalham.

É importante ressaltar que não recomendo que você passe a aplicar a fórmula com a simples leitura desse e-mail.

Minha intenção aqui foi apresentar mais uma estratégia onde preço é considerado como variável importante.

Lembre-se que indicador apenas “indica”, a tomada de decisão sempre deverá advir da análise de diversas variáveis pertinentes a empresa.

Forte abraço!

Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

Ganhei no curto prazo, e agora?

Investimos pensando no longo prazo, mas, às vezes, o retorno vem rápido. Vale a pena realizar o lucro?

Olá amigo investidor,

Um dos maiores riscos de ser investir em Small Caps é ter o objetivo de retorno no longo prazo e ganhar no curto prazo.

“Como assim?” – você deve ter se perguntado.

Bom, ações Small Caps estruturalmente são diferentes de ações de grande empresas. Por diversos fatores:

  • Baixo valor de mercado
  • Liquidez reduzida
  • Maior risco do negócio
  • Maior espaço para crescimento
  • Normalmente as empresas possuem alavancagem

Justamente a combinação desses fatores é o que contextualiza um cenário de resultados rápidos em muitos casos.

Explico…

Quando uma pequena empresa atrai a atenção dos investidores, seja por perspectivas de melhorias futuras nos fundamentos, seja por uma expansão estratégica, o fato é que o aumento da demanda pelo papel eleva seu preço rapidamente.

O excesso de expectativa muitas vezes gera uma precificação exagerada sobre fatores ainda não concretos.

O mais curioso é que esse movimento se ajusta ao longo do tempo, refletindo a realidade da empresa.

Perceba que, na figura acima, a ação em questão subiu mais de 300 por cento em apenas 88 dias.

Essa Small Cap de bons fundamentos, sofreu uma excesso de expectativa, mas, naturalmente, o mercado começou a precificar os reais efeitos das mudanças sob uma ótica fundamentalista.

O que você faria nesse momento?

Você investiu em uma empresa entendendo que ela irá crescer, aumentar seus lucros e, consequentemente, aumentar seu valor de mercado no longo prazo.

Mas ocorre que, por questões pertinentes ao excesso de expectativa sobre a evolução da empresa, o mercado gerou um movimento de 300 por cento em cerca de 3 meses.

Com base nesta situação, te pergunto:

Se aquele seu objetivo de ver a empresa aumentar seu valor de mercado ocorre no curto prazo, você deve vender a ação e realizar o lucro?

Minha essência como investidor é de pensar a longo prazo, contudo o mercado financeiro, como tudo na vida, exige flexibilidade.

O que você acha disso?

Forte abraço!

 

 

Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.