BOVA11 vs. ARX Income: qual deu mais dinheiro?

Olá, investidor!

Uma gestão ativa e eficiente de um portfólio de ações supera a performance de uma carteira passiva.

Deixa eu explicar…

Uma carteira passiva é uma carteira com posições que replicam as ações do Índice Bovespa.

Um exemplo é o ETF BOVA11, que replica o Índice Bovespa.

“Mas Edu, eu não tenho conhecimento nem tempo suficiente para analisar ações e selecionar as melhores.”

Bom, para isso existem algumas alternativas.

  1. Seguir uma carteira recomendada por algum analista
  2. Investir através de fundos de ações.

Embora prefira investir por conta própria, não posso negar que existem fundos com boa gestão e consistência no longo prazo, que poderão resolver seu problema.

Fiz uma simulação utilizando um fundo com existência de mais de 20 anos, onde considerei:

  • Aportes mensais de 1.000,00 reais.
  • Prazo: Janeiro de 2000 até Janeiro de 2020;

O fundo utilizado no exemplo foi o da gestora ARX Investimentos (ARX INCOME FIA).

Veja a comparação entre os valores acumulados:

Aportes totais: 241 mil reais

Ibovespa: 871 mil reais

FUNDO: 2,5 milhões de reais

O fundo de gestão ativa superou em 289 por cento uma carteira passiva replicando o Ibovespa.

Você não precisou selecionar as ações, o trabalho foi total do gestor do fundo.

Moral da história: Atualmente não existem desculpas que justifiquem você ficar de fora do mercado de ações.

Independente qual seja o seu veículo de investimentos, o importa é que você COMPRE BOLSA SEMPRE.

No próximo e-mail, quero avaliar a gestão “ativa” dos fundos quantitativos. Será que entregam resultados?

E também gostaria de deixar um último recado.

Do dia 20 a 27 estará acontecendo o nosso evento online e gratuito: 31-01-2020: O Grande Gatilho​.

Vamos mostrar um importante gatilho que está para ser acionado e que vai beneficiar os investidores da bolsa. Fiquem de olho.

Forte abraço!

Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

BOVA11: pior investimento para os próximos 10 anos?

Olá, investidor!

Será mesmo que a bolsa de valores poderá entregar resultados ruins nos próximos 10 anos?

Se você não considerar alguns aspectos importantes na hora de investir, os resultados realmente poderão ser insatisfatórios.

Entenda…

O resultado do Índice Bovespa, índice formado por uma carteira teórica com as ações das ações mais negociadas em bolsa nos últimos 10 anos, foi significativamente ruim.

O Índice Bovespa (negociado como BOVA11 na bolsa) atingiu um resultado próximo a 80 por cento em 10 anos, enquanto o CDI (taxa de referência para renda fixa) atingiu próximo a 150 por cento.

Basicamente a média anual do BOVA11 foi de 6 por cento ao ano.

A pergunta que fica é: vale comprar risco para ganhar tão pouco?

De fato, comprar BOVA11 não foi uma atitude muito sábia.

Você deve estar se perguntando agora:

“Então devo investir em ativos com lastro no CDI, já que ele rende mais que ações?”

Bom, não foi bem isso que eu disse.

Realmente BOVA11 “apanhou” para o CDI e nestes 10 anos não teria sido um bom investimento. Por outro lado, se o investimento tivesse sido direcionado para uma carteira ações, a história seria outra.

Veja alguns exemplos de como performaram ações de boas empresas no mesmo período:

Diversas ações atingiram mais de 1000 por cento de rentabilidade, bem superior aos 80 por cento do IBOV.

Inicialmente você até pode pensar que selecionar boas empresas poderá ser uma tarefa árdua e complexa, mas existem maneiras de simplificar um pouco as coisas.

Antes de comprar uma ação, faça 3 perguntas:

  1. A empresa possui bons fundamentos?
  2. A empresa é consistente nos resultados históricos?
  3. Existirá demanda pelo produto/serviço oferecido pela empresa daqui a 20 anos?

Com esse simples filtro, você será capaz de selecionar apenas bons negócios.

Daqui há 10 anos, algumas das ações que você selecionar com base nesse filtro, podem acumular mais de 1.000 por cento de rentabilidade.

Mas para que isso aconteça você deverá começar o mais breve possível…

Em 2030, quando você visualizar o seu patrimônio acumulado, lembrará deste e-mail.

Forte abraço!

Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

Meu indicador nº1 para analisar ações

prioridade

Olá, investidor!

Talvez você já tenha me ouvido falar sobre o ROE (retorno sobre o patrimônio líquido).

Considero um dos indicadores mais determinantes para selecionar uma ação.

Vou te explicar o motivo…

Ele expressa em termos percentuais à capacidade da empresa em agregar valor a si mesma, utilizando os seus próprios recursos (patrimônio líquido).

É uma medida de rentabilidade do negócio.

Para calcular o ROE, basta dividir o lucro líquido pelo patrimônio líquido. Na prática ele vai ter dizer quanto que os sócios ganham por cada real investido no negócio.

A fórmula é simples: Lucro Líquido / Patrimônio líquido.

Caso você não saiba, o lucro líquido nada mais é do que o resultado financeiro gerado pela empresa, após o pagamento de todos os custos.

Já patrimônio líquido é o capital que os próprios acionistas investiram na empresa.

É muito usual usarmos a média do Patrimônio líquido dos últimos 12 meses, já que o Lucro Líquido utilizado será dos últimos 12 meses, até por que o lucro foi moldado a partir da mudança do patrimônio.

Vou dar um exemplo na visão do sócio de uma empresa…

Imagine que você tenha R$ 100.000,00 guardados e resolveu montar uma empresa aí no seu bairro. Vamos supor que seja um restaurante.

Então você utiliza esses R$ 100.000,00 reais para comprar todos os móveis e utensílios necessários para iniciar as atividades do seu restaurante.

Bom, esses R$ 100.000,00 é o seu Patrimônio Líquido.

Até aí ok? Beleza!

Se passou um ano e você obteve R$ 30.000,00 reais de lucro.

Bom, qual seria seu ROE? Seria de 30%, excelente por sinal.

Neste exemplo, você obteve um lucro de R$ 30.000,00. Mas o que você fará com esse recurso? Lembre-se que você já recebeu seu “salário” da empresa.

Você poderá distribuir os R$ 30.000,00, como dividendos para os sócios ou reservar este lucro para futuros investimentos.

Percebeu como o ROE está intimamente líquido ao potencial de crescimento da empresa?

possiveis destinos para o lucro

Se você optar por reservar esse lucro, ela irá se incorporar ao Patrimônio Líquido da empresa.

Seu Patrimônio Líquido passará a ser R$ 130.000,00.

Agora vamos supor que você no próximo ano obteve R$ 35.000,00 de lucro.

Seu lucro cresceu cerca de 16%.

Mas vamos ver o que aconteceu com o ROE.

O ROE ficou em 26%, caiu. Mesmo a empresa gerando mais lucro.

Interessante, não acha?

Na prática a empresa perdeu rentabilidade.

Mas ainda se manteve com um bom ROE.

É sempre um desafio uma empresa conseguir crescer, mantendo seu ROE estável.

O banco Itaú é uma empresa que consegue manter essa relação de forma incrível:

patrimonio e roe

Perceba que a banco aumenta anualmente o seu Patrimônio Líquido, mas praticamente mantém seu ROE estável!

Não é à toa que é um dos bancos mais rentáveis do mundo!

Aliás os banco brasileiros são os mais rentáveis do mundo.

O Itaú através de estratégia agressivas conseguem manter seu banco altamente rentável, mesmo com intenso crescimento.

Existe aquela máxima do mercado que diz.”O melhor negócio do mundo é um banco bem administrado. O segundo melhor negócio do mundo é um banco mal administrado”

Em se tratando de ganhar dinheiro…Esses caras executam o trabalho muito bem.

O problema do ROE ocorre quando a taxa fica muito próxima ou abaixo da taxa livre de risco.

Podemos considerar como taxa livre de risco a nossa conhecida SELIC, que serve como parâmetro para os investimentos de renda fixa.

Atualmente a taxa Selic está em 4,5%, então se uma empresa gera um ROE equivalente ou próximo desta taxa, não faria sentido o investimento.

Afinal um investimento que possui risco tem que apresentar uma contrapartida interessante, se não, não faria sentido investir.

Os sócios não estariam motivados a colocar recursos na própria empresa.

Incrível o quanto de informação apenas um indicador é capaz de trazer, não acha?

Pontos importantes:

  • ROE baixo significa que a empresa não é eficiente na sua operação, não gera retorno aos próprios “donos”, com exceção no momento em que uma empresa compra outra, pois o seu patrimônio líquido se eleva significativamente.
  • ROE é intimamente ligado à capacidade da empresa em gerar valor no longo prazo, basicamente ligado a sua capacidade de crescimento.

Seja exigente com esse indicador!

Por sinal, o próprio GuiaInvest desenvolveu um indicador único que mostra se uma ação pode ou não se supervalorizar​.

Forte abraço!

Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

Os 4 passos para seguir ainda em 2019 e que vão te enriquecer em 2020

Olá, investidor!

Hoje acordei às 6h da manhã, como de costume, e tomei minhas duas xícaras “sagradas” de café colombiano.

Até esse momento era uma manhã como todas as outras, mas percebi que estava rolando uma “palestra”.

Inicialmente achei estranho, já que o Sr. “Palestrinha” de casa sou eu.

Rapidamente, descobri o que estava acontecendo: a excelentíssima Sra. Voglino estava ouvindo um podcast sobre proatividade e execução.

Teve um momento naquele podcast que o palestrante me chamou a atenção ao dizer: “Sabe aquela dieta que você pretende começar na próxima segunda? Comece hoje, comece agora! Desta forma você irá iniciar a próxima segunda já com energia certa e poderá prosseguir com foco no resultado.”

Agora restam poucos dias até a virada do ano. Especificamente, nesses últimos dias, todas as pessoas começam a refletir no que fizeram de bom no ano e iniciando a famosa lista com projetos para o próximo ano.

É estimulante listar as “promessas” para o próximo ano, difícil é executar. Duas dessas promessas sempre se repetem:

  • Começar academia (cuidar da saúde)
  • Começar a investir (cuidar das finanças)

Bom, no item “começar academia”, não posso te ajudar! Mas posso afirmar que no mínimo três vezes por semana eu treino musculação e isso me ajuda a melhorar a saúde e a cabeça (minhas melhores teses de investimentos acontecem durante os treinos).

Já no item de investimentos, poderei te ajudar diretamente!

Mas me prometa que irá executar hoje!

Não deixe para o início de 2020, faça como foi dito no podcast. Desta forma você já começará o ano em execução.

A palavra-chave é execução

Se você tivesse feito o que vou te falar agora, no início de 2019, veja o que teria acontecido:

Grafico de valorizacao 2019

Seus investimentos poderiam ter rendido mais 20%.

E isso com apenas 30% em ações.

Excelente resultado, concorda?

Então, vamos lá! Este é o momento da execução. Siga os passos abaixo:

Passo 1 – Caso não possua conta em alguma corretora, clique no link abaixo e faça a abertura:

Abrir conta na corretora – Preencha o cadastro e em minutos sua conta estará aberta. Este escritório de investimento é o que eu utilizo (XP Investimentos).

Passo 2 – Chegou o momento de efetuar o investimento que pertence a sua reserva de emergência. Aqui iremos escolher um investimentos de renda fixa e com liquidez diária. Sugiro alocar o equivalente a seis meses de suas despesas.

Investimentos sugeridos: Tesouro Selic ou o fundo Trend Pós-Fixado FIRF Simples.

Passo 3 – Separe entre 10 e 30 por cento do total para comprar ações de boas empresas. Aqui não precisa inventar a roda, basta comprar as ações que apresentam os melhores resultados financeiros no longo prazo.

Ações como ITSA4, LREN3 e WEGE3 são indispensáveis em uma carteira de longo prazo… Claro não é prudente concentrar os investimentos em apenas 3 ações.

Lembre-se sempre de se atentar a indicadores fundamentalistas como: ROE, LPA, Endividamento, Margens, etc…

Caso queira uma ajuda direta, acesse a lista de 10 ações para ter em 2020​ que separei.

Passo 4 – O excedente de capital, sugiro que você invista em um ou dois bons fundos multimercados.

Minhas sugestões: Kinea Chronos, Absolute Hedge Fic, Trend, Mauá Institucional Fic ou XP Macro Institucional. Você pode selecionar outra opção, mas cuidado para não sobrecarregar muita volatilidade na carteira através dos fundos.

Veja o exemplo da distribuição da carteira:

Diversificacao de carteira

O mais simples funciona no mercado! Não precisa ser um gênio das finanças para construir uma boa carteira de investimentos.

O importante é começar hoje​ e deixar os juros compostos trabalharem para você.

Comece e termine o ano de 2020 cuidando da sua saúde financeira. Comece a construir seu patrimônio: cada dia postergado é menos dinheiro no seu futuro.

E não esqueça de iniciar a academia também. Dinheiro sem saúde não serve para nada.

Feliz 2020!

Forte abraço!

Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

Veja a lista das 10 ações que mais subiram

Top 10 acoes que mais subiram
Olá, investidor!

Sem mais delongas, veja quais são as 10 ações que mais subiram em 2019:
Lista das acoes que mais subiram em 2019

Todas subiram mais de 100 por cento! Incrível, não acha?

O problema é que o motivo que levaram algumas dessas ações a subirem tanto, foi a perigosa especulação.

Chamo de perigosa, pois no médio e longo prazo o especulador quase sempre quebra.

Deste ranking de dez ações, duas fazem parte do portfólio do Canal Joias da Bolsa… Isto significa que o canal é especulativo?

Não!

No momento em que essas duas ações foram incluídas no canal, elas apresentavam excelentes fundamentos, ou seja, já eram boas empresas.

Mas o que determinou as compras, além dos fundamentos, foram seus preços. Eram negociadas a múltiplos muito baixos frente ao seus segmentos e as médias delas mesmas.

Na prática isso significa dizer que estavam baratas! ​

A minha intenção aqui, é deixar claro que grandes ganhos poderão surgir quando se investem em boas empresas.

Mas o investimento é direcionado para boas e baratas empresas, o ganho além de grande poderá ser rápido.

Isso não é uma regra!

E para falar a verdade, essas empresas ainda continuam na carteira, afinal, não somos especuladores, somos investidores.

Quando o preço sobe é muito bom, mas melhor ainda é quando o lucro da empresa cresce.

Este deveria ser o foco de todos investidores! Comprar boas empresas, que tenham potencial de crescimento e pagando barato.

Faça isso e possivelmente algumas ações da sua carteira estarão fazendo parte das maiores altas de 2020.

Mas cuidado! Não confunda comprar barato, com comprar as ações que mais apresentaram queda.

Veja o ranking das que mais tiveram queda em 2019:

Lista das acoes que mais cairam em 2019

Dessas dez ações, nove nunca fariam parte da minha carteira. Quer saber o motivo?

Fundamentos ruins, sem perspectiva de crescimento e o preço é justo aos seus péssimos resultados.

Compre o que é bom e barato, nunca somente o que é “aparentemente” barato.

Não temos como acertar todas sempre, mas sempre temos como colocar as probabilidades a nosso favor.

Aqui o meu amigo André listou as 10 small caps que prometem para 2020​.

Forte abraço!

Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

Devo comprar OIBR3, POSI3 ou MGLU3?

Olá, investidor!

Especular no mercado financeiro pode gerar grandes ganhos?

A resposta até pode ser sim, mas cuidado.

Realmente, a resposta é sim da mesma forma que, sim, também é possível sair vencedor de um cassino ou mesmo em jogos de loteria. Apesar da probabilidade disso acontecer ser irrisória.

A grande questão por trás do risco de se especular é que não existe nenhuma pessoa nesse mundo que tenha a capacidade prever os movimentos de curto prazo do mercado.

No livro “O investidor Inteligente”, Graham descreve a seguinte situação para provar que resultados esporádicos de alguns especuladores não provam nada:

Imagine dois lugares separados por 200 km de distância. Se você respeitar o limite de velocidade de 100km/h, poderá percorrer essa distância em duas horas. Porém, se dirigir a 200km/h, chegará do outro lado em 1 hora.

Se eu fizer isso e sobreviver, estarei “certo”? Você ficaria seduzido a tentar fazer o mesmo só por eu me gabar de que “funciona”?

Pense sobre isso por alguns instantes.

No mercado de ações, as pessoas ficam cegas para os perigos e só conseguem ver aquilo que querem enxergar.

Não caia nessa armadilha! Os truques, aparentemente “mágicos” para atingir resultados extraordinários no curto prazo, são sempre os mesmos.

Por períodos curtos, contanto que a sorte se mantenha do seu lado, eles funcionam. Com o tempo, a tendência é que deixarão você completamente pobre.

Mais uma vez fica o alerta: esqueça a ideia de especular com ações. Se você gosta de jogo e especulação, recomendo visitar um cassino, pois é muito mais divertido.

Um número significativo de investidores me procuram diariamente para perguntar se devem “arriscar” comprando as ações citadas no título do e-mail.

A resposta para eles é direta e reta:

“Se você não estudou e não tem uma tese de investimentos, então você quer especular e especulador não é investidor. Não posso ajudar nesse caso.”

Invista mais e especule menos…

Prefira grandes resultados consistentes ao invés de pequenas euforias!

Com diria Mark Twain:

“Há duas ocasiões na vida de um homem em que ele não deve especular: quando não tem dinheiro para isso e quando tem”.

Forte abraço!

Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

Essas ações são baratas demais para ser verdade

Olá, investidor!

O que é risco para você?

Para Warren Buffett, o conceito de risco é bem simples: “O risco advém de você não saber o que está fazendo”.

Para compreender melhor o que é risco, vamos a um exemplo:

Imagine que você vá a um cassino e aposte em um número na roleta. Se você apostar no número 10 e a bolinha cair nesse número, você ganha bastante dinheiro. Se cair em qualquer outro número, você perde todo o valor apostado.

O número que cair na roleta é completamente aleatório, você não tem nenhuma influência sobre isso. Não existe maneira de você melhorar suas chances de ganhar.

A probabilidade de você perder dinheiro na roleta é de aproximadamente 97,30%.

De qualquer maneira, não há nada que possa afirmar que o número que você escolheu é melhor ou pior que qualquer outro disponível. Ganhar dependerá unicamente da sua sorte.

E contar com a sorte é muito arriscado.

O que, então, fazer para não utilizar a sorte como meio para alcançar o sucesso?

Bom, primeiramente, se você basear suas decisões em quão lucrativa e promissora é uma empresa, e quão barata está sua ação em relação ao valor justo, daí sim você está trazendo as chances para o seu lado.

Vamos agora ao que realmente importa…

O que é o risco no mercado financeiro?

O mercado trata o risco como sendo a volatilidade (variação de preços das ações em determinado período).

Veja o conceito mais utilizado pelo mercado para volatilidade:

“Uma medida de dispersão dos retornos de um título ou índice de mercado. Quanto mais o preço de uma ação varia num período curto de tempo, maior o risco de se ganhar ou perder dinheiro negociando esta ação, e, por isso, a volatilidade é uma medida de risco. O estimador mais simples da volatilidade é o desvio padrão histórico.”

Difícil de entender, não acha?

Mas será que essa definição faz sentido para nós que utilizamos como estratégia o Value Investing?

Não!

Na verdade a volatilidade é o que nos permite ganhar dinheiro com a estratégia… Através dela, podemos comprar ações de excelentes fundamentos a preços de barganha.

Na prática, isso significa que há mais oportunidades do preço se tornar muito menor ou muito maior do que o valor intrínseco, permitindo ótimas oportunidades de compra e venda no value investing.

Sem a existência da volatilidade, o preço das ações seriam sempre justos, invalidando a estratégia.

A oscilação de preço deve ser encarada como uma oportunidade atraente de comprar barato, quando o preço cai, e de vender caro quando o preço sobe.

Perceba que, sob essa ótica, a volatilidade não pode ser considerada uma medida de risco no value investing.

Muitas vezes, os investidores exageram sobre determinados eventos negativos a respeito de uma empresa. Basta que um resultado trimestral venha abaixo das expectativas do mercado para que o preço da ação entre em queda brusca.

A queda ocorre porque as pessoas têm incertezas a respeito do futuro da empresa.

O resultado de um único trimestre poderá levar uma empresa que vale Bilhões de reais a quebrar?

Muito difícil.

As incertezas dos outros sobre as empresas que temporariamente estão passando por momentos de preocupação criam oportunidades para nós.

A palavra chave aqui “temporariamente”. Se a empresa possui problemas crônicos, fique de fora.

Concentre-se em duas variáveis: preço e valor.

Entendendo a diferença entre essas duas variáveis, você será bem sucedido.

Ainda que, com estudo, você seja capaz de selecionar ações baratas (viva a volatilidade) e com bons fundamentos, caso queira minha ajuda diretamente para montar sua lista de ações CLIQUE AQUI.

Investir nessas 10 ações. É bem diferente de escolher 10 números da roleta.

Cito Warren Buffett para finalizar:

“O preço é o que você paga, o valor é que você leva. Falando de ações ou de meias, eu gosto de comprar mercadoria de qualidade quando está barato.”

Forte abraço!

Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

O segredo de Warren Buffett

Olá, investidor!

“Edu, qual motivo te leva a ter tanta admiração por Warren Buffett? Ele foi apenas um cara que teve sorte com as ações que comprou.”

Essa pergunta quase me fez desistir de continuar a palestra que ministrei alguns dias atrás…

Respirei profundamente e me imaginei em uma belíssima praia com uma cerveja gelada em mãos: precisava trocar aquela energia rapidamente.

Após esses segundos na praia mental, retomei a palestra para explicar o motivo que me leva a considerar Buffett um gênio.


Não é nenhum segredo que Buffett é um investidor extremamente confiante e paciente. Ele sabe que as grandes oportunidades irão aparecer com o tempo.E ele se contenta em esperar o tempo que for preciso até que essas oportunidades sejam claras.


Em uma das reuniões anuais da “berkshire” (empresa de investimentos de Warren Buffett), ele comentou:

“Nós não vamos comprar qualquer coisa só por comprar. Nós iremos comprar alguma coisa se pensarmos que estamos recebendo algo atraente… Você não é pago por atividade, você é pago para estar certo.”

Fica muito claro que Buffett opta por assertividade e eficiência nas escolhas das ações do que comprar até acertar…

“Rebata apenas bons arremessos.”

Warren Buffett compara comprar ações com a metodologia de beisebol de “Ted William”, um dos grandes nomes do esporte.

Ted sabia que rebatendo apenas as bolas boas, lhe permitiria uma taxa de acerto de quarenta por cento. Já rebatendo qualquer bola arremessada a sua taxa iria reduzir para vinte e três por cento.

Buffett sabe esperar a oportunidade certa!

Em Maio de 2000, as ações da “H&R Block” tiveram uma queda intensa depois da empresa não atingir os resultados esperados.

A ação caiu de 20 dólares para 13 dólares rapidamente. Buffett sabendo que o mercado agiu por impulso e de forma exagerada, “rebateu a bola”, digo, comprou a ação.

Nos dois meses que se seguiram, ele comprou mais ações da empresa, chegando a quase 16 milhões de ações.

O que aconteceu com a ação?

Alguns meses depois, retornou a seu valor inicial.

Era uma excelente empresa sendo negociada a preços de barganha… Buffett sabia disso.

Além de esperar a bola certa, ele rebate para fora do estádio.

Uma das frases que eu mais gosto citadas por Buffett é a seguinte:

“Simplesmente tenha medo quando os outros são gananciosos e seja ganancioso quando os outros estão com medo.”

Os melhores investimentos feito pela Berkshire foram feitas quando o mercado estava tomado por pânico e preocupado com eventos macros.

Essa visão e atitude permitiu que Buffett sempre comprasse empresas de excelentes qualidades a preços baratos… Este é o grande segredo!

Mas será que isso não é apenas uma historinha para tornar Buffett um gênio dos investimentos?

Deixo essa resposta para o patrimônio que ele construiu: 91 bilhões de dólares…

Ele é um gênio ou não?

Forte abraço!

Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

5 crises econômicas em 2019

Olá, investidor!

Quando chegará a tão temida crise?

Essa é a pergunta que vale um milhão de dólares…

Dito isso, trago uma reflexão: quantas crises já deveriam ter ocorridos somente em 2019, se dependessem dos analistas e suas bolas de cristais?

Nas minhas contas, já somam mais de cinco crises…

Veja alguns motivos:

Março – Crise Bolsonaro e Maia;

Maio – Ruídos políticos (investigação bolsonaro) e problemas nas negociações entre EUA e China;

Agosto – Agravamento na tensão comercial entre China e Estados Unidos e possível recessão global;

Novembro – Libertação do condenado Luiz Inácio Lula da Silva; No entanto, a bolsa não para de subir.

Entenda…

O que dita o mercado é a capacidade das empresas em gerar valor no longo do tempo.

Veja este estudo:

Em resumo, ele apresenta a evolução dos lucros trimestrais das empresas consolidados por setor.

Em comparação ao segundo trimestre de 2018 e ao segundo segundo trimestre de 2019, houve um incremento de mais de 30 bilhões nos resultados.

Isso significa que as empresas estão gerando cada vez mais valor.

IBOV em Julho de 2018 – 69 mil pontos

IBOV em Julho de 2019 – 104 mil pontos

Os preços sãos justificados pelos lucros no longo prazo.

Acompanhe as empresas que compõem a bolsa e não as notícias despejadas pelas mídias. Inclusive, vale lembrar que essas notícias, em sua maioria, são apelativas, tendo foco apenas em chamar sua atenção.

Se você ficar tentando antecipar a crise, irá deixar muito dinheiro na mesa.

Compre participações em boas empresas e não perca tempo tentando antecipar a crise.

Bola de cristal funciona somente em filmes…

Utilize o bom senso!

Forte abraço!

Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

É isso que determina o preço das ações

Olá, investidor, 

Começo esta editoria dizendo que, sim, os lucros justificam os preços! Simples assim. 

Sei que você já me ouviu falando isso repetidas vezes, mas o fato é que gosto de reforçar, assim você não irá esquecer no caminho. 

O que irá fazer com que uma ação se valorize no longo prazo é a demanda por parte dos investidores. Os investidores com foco no longo prazo buscam empresas com capacidade de crescimento nos resultados. 

O lucro aumenta o valor de mercado (preço x quantidade de ações) da empresa. 

Quanto maior potencial de lucro, mais os investidores aceitaram pagar por essa expectativa.

Veja:

WEGE3 – Weg S.A

LREN3 – Lojas Renner

Independentemente se são grandes empresas ou Small Caps, o racional é o mesmo. 

Se a empresa aumentar o lucro, você irá ganhar dinheiro. 

Quando uma empresa está com prejuízos acumulados e passa por uma inflexão dos resultados – ou seja,  começa a gerar lucro – sua valorização se torna exponencial. 

O fato é que quando a empresa está com resultados negativos o mercado “castiga” muito. 

Os investidores vendem o papel e ele se torna “esquecido” no mercado, já que as expectativas em cima da empresa não são boas. 

No entanto, quando ela passa a se tornar lucrativa, o mercado muda rapidamente a sua expectativa e começam a comprar as ações.

Veja o caso desta empresa:

Entre 2015 e 2016, seus resultados eram péssimos e o preço, justificando o baixo preço das ações.

Essa empresa era negociada a 12 centavos…

Acontece que os resultados mudaram, e ela passou a ser uma empresa muito lucrativa:

Você sabe o que aconteceu com os preços?

Hoje a ação é negociada a mais de 44 reais.

De 12 centavos para mais de 44 reais…

Sim, você já deve ter desconfiado que estou falando da MGLU3.

Mas o caso aqui não é sobre essa empresa em si, mas sobre a lógica que os preços são orientados pelos lucros.

*Linha laranja é o preço e a azul são os lucros.

O detalhe é que um intenso potencial de crescimento ou inflexão dos resultados ocorrem com mais frequência em ações Small Caps, pois ainda possuem espaço de mercado para expandir suas operações.

Tentar “inventar a roda” no mercado de ações vai acelerar seu processo de quebra financeira… 

Se você sabe que os preços são justificados pelos lucros, torne-se um caçador de empresas lucrativas ou que estejam em processo visíveis de melhorias dos seus resultados.

O simples funciona!

Forte abraço!
Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.