SLCE3, AGRO3, FRTA3 ou TESA3: quem se sairá melhor?

slce3 agro3 frta3 tesa3

Olá, investidor!

Será que existe algum segmento de empresas, com ações negociadas em bolsa, que poderá sofrer menos nesta atual crise​?

Acredito que sim!

Mesmo com as medidas aplicadas pelo governo em relação a quarentena, a cadeia de produção e comercialização de alimentos deve permanecer sem alterações, assim como serviços de saúde.

O setor responsável pela cadeia de alimentação é o setor do agronegócio. Se o setor paralisar suas atividades, irão faltas alimentos, agravando ainda mais a situação de saúde das pessoas.

Na última semana de março, exportadores de frutas informaram que estão passando por uma queda de vendas por vias aéreas.

As exportações eram feitas através dos porões de voos de passageiros, os quais foram praticamente todos cancelados.

O fechamento de restaurantes, feiras e bares também gerou reduções na vendas.

Por outro lado, a demanda por commodities (principalmente soja, milho e café) se mantém aquecida.

O estoque das commodities está baixo e o dólar alto, essa combinação intensifica a valorização dos preços delas.

Em nossa bolsa de valores, temos poucas empresas do setor agropecuário, apenas 4.

Abaixo, listei as empresas e os principais indicadores:

Empresas agricolas na bolsa de valores

Bom, fica claro pela pontuação do GI Score, que devemos investir tempo avaliando apenas as duas primeiras empresas.

As duas possuem demais fundamentos semelhantes, mas negócios diferentes mesmo que atuando no mesmo setor.

O Grupo SLC (SLCE3) nasceu em 1945 no município gaúcho de Horizontina (RS).

Hoje, é um dos maiores grupos empresariais do Brasil, atuando fortemente nos segmentos do agronegócio e comércio de máquinas agrícolas, através das empresas SLC Agrícola e SLC Máquinas.

Está presente em diversas localidades do Brasil, emprega cerca de 5 mil colaboradores e tem faturamento anual superior a R$ 3 bilhões (2017).

​É uma das maiores produtoras mundiais de grãos e fibras, focada na produção de algodão, soja e milho.

Resultados financeiros SLC Agrícola SLCE3

Há 10 anos a empresa vem demonstrando consistência em seus resultados.

​O gráfico acima representa a evolução das receitas.

A BrasilAgro (AGRO3) é uma das maiores empresas brasileiras em quantidade de terras agricultáveis e com foco na aquisição, desenvolvimento, exploração e comercialização de propriedades rurais com aptidão agropecuária.

A empresa adquire propriedades rurais que acreditam ter significativo potencial de geração de valor por meio da manutenção do ativo e do desenvolvimento de atividades agropecuárias rentáveis.

A partir do momento da aquisição das propriedades rurais, buscam implementar culturas de maior valor agregado e transformar essas propriedades rurais com investimentos em infraestrutura e tecnologia.

​De acordo com a estratégia, quando julgam que o valor das propriedades rurais entrega o retorno esperado, vendem tais propriedades rurais para realizar ganhos de capital.

Resultados financeiros BrasilAgro AGRO3

Da mesma forma que a SLC, a Agro vem demonstrando consistência e crescimento de resultados (receitas), principalmente a partir de 2017.

No geral, as duas empresas são saudáveis e grande representatividade no setor do agronegócio.

Em uma carteira diversificada de ações e principalmente em um momento desafiador como o que estamos vivendo, talvez faça sentido a inclusão de uma delas no portfólio.

Provavelmente, uma delas venha a fazer parte da carteira do Joias da Bolsa nos próximos dias.

Fique atento aos próximos movimentos.

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

2020: igual a 1929, 1994, 2000, 2001 e 2008.

Crises economicas passadas

Olá, investidor!

Sim! Estamos passando por uma crise e ela irá gerar fortes consequências econômicas.

Recessão é uma delas.

Você deve estar com a sensação que o fim do mundo chegou, que as bolsas mundiais irão quebrar, que você irá falir e que todo seu capital investido irá virar pó.

Mas, trago boas notícias. Fique calmo.

Essa não é a primeira vez que o mundo passa por um momento crise, onde o pânico toma conta dos mercados.

Em todas as crises o sentimento é sempre o mesmo.

Se você não estivesse com a sensação que o mercado financeiro está quebrando, não seria uma crise.

A sensação de fim do mundo é um sintoma de crise.

Como falei antes, já passamos por diversas crises, nos mais variados períodos: 1929, 1971, 1973, 1979, 1980, 1987, 1994, 1997, 1998, 2000, 2001 e 2008.

Aconteceram algumas mais relevantes, outras menos.

Dentre elas, destaco:

1929 – A Grande Depressão

Depois da Primeira Guerra Mundial, os Estados Unidos entraram em um momento de grande crescimento econômico, mais precisamente nos 20.

A Europa no pós-guerra, começou a se reerguer, a partir de 1925, mas importando cada vez menos dos Estados Unidos.

A produção dos americanos continuou intensa, gerando um excessivo estoque de produtos e consequentemente uma queda de preços.

Muitas empresas quebram nesse momento e em 29 de Outubro de 1929, iniciou-se a queda das ações.

O crescimento da economia mundial, parou. O PIB encolheu 15%.

O mundo passou por momentos desafiadores.

1994 – A crise dos mercados emergentes

Diversas crises atingiram os mercados emergentes em 1994.

O México foi o primeiro a sofrer os impactos. O país estava crescendo, seu PIB em 1993 alcançou 4% ao ano.

A crise ficou conhecida como “el horror de diciembre”. A soma de um ataque especulativo agravado pela inadimplência do México, gerou uma desvalorização do peso mexicano.

Seu efeito reverberou pela economia global, atingindo especialmente o Brasil. A imprensa mundial denominou como o “Efeito tequila”.

2000 – Bolha ponto com

A famosa bolha da internet, que alcançou seu pico em Março de 2000.

Foi gerada pela intensa e rápida valorização das ações de empresas ligadas a internet.

Um excesso de expectativas geradas em empresas que não iriam entregar os retornos esperados.

O efeito manada de vendas das ações derrubou a Nasdaq.

2008 – A crise do Subprime

Teve seu ínicio no setor imobiliário americano e se estendeu por todos os setores da economia.

O mundo sentiu duramente as consequências. Inclusive grandes bancos tradicionais quebraram, sendo o Lehman Brothers o primeiro deles.

O efeito dominó foi nas demais instituições foi impactante, gerando novas falências tanto de bancos, como seguradoras.

Os Governos de diversos países tiveram que criar pacotes de estímulos para evitar piores cenários.

Temendo que a crise tocasse a esfera da “economia real”, diversos bancos centrais foram conduzidos a injetar liquidez o mercado interbancário, tentando reduzir o efeito dominó.

O mundo passou por algo que não estava preparado!

Cabe entender que para que ocorra crescimento econômico, momentos de recessão se fazem necessário.

Crise é um efeito natural do darwinismo econômico.

A boa notícia é que o mundo superou todas as recessões, guerras, epidemias e escândalos.

Não será diferente agora.

Tudo vai passar!

É hora de fazer dinheiro em meio ao caos.

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

10 dicas que vão fazer você se beneficiar do caos

dicas para se beneficar do coronavirus

Olá, investidor!

Se estivéssemos em uma luta de boxe, fossemos um lutador despreparado e circuit breakers fossem “cruzados”, possivelmente já teríamos caído por nocaute.

Acredito que no mercado existam muitos investidores despreparados, que estão sendo nocauteados dia após dia.

Bem ou mal, os últimos meses atraíram muitas pessoas para a bolsa de valores e isso faz com que, inevitavelmente, entrem curiosos e aventureiros.

A maioria de vocês podem estar passando pela primeira vez por um mercado de fortes e contínuas quedas.

O sentimento geral de pessimismo acaba tentando assumir o seu controle.

Seu pensamento se torna turvo, confuso e não chega a nenhuma conclusão.

Neste momento, você vive um ciclo de emoções.

Você quer vender, mas sofre com essa possibilidade, visto que assumirá o prejuízo. Por outro lado, você quer comprar para aproveitar a queda, mas tem medo que após a compra os preços continuem caindo.

Você simplesmente congela e uma ansiedade aperta seu peito.

Principais motivos que te levam a esse cenário:

  1. Você entrou no mercado por empolgação, sem saber direito como funciona.
  2. Você acreditava que o mercado subiria para sempre e nunca pensou como deveria reagir na queda.
  3. Você ouviu dicas do seu “influencer” e acreditou cegamente.
  4. Você não construiu reserva de emergência e expôs uma fatia de capital importante.
  5. Você entrou no mercado acreditando em ganhos rápidos e não compreendeu o racional real do investimento em ações.

Talvez você se identifique com algumas dessas questões, e está tudo bem.

Não é um demérito. Os mercados em alta acabam deixando as pessoas muito confortáveis e menos propensas a ponderar as coisas.

Se me permitir, gostaria de reforçar alguns pontos que considero importantes e que poderão te ajudar:

  1. Invista no MÁXIMO 30% do total dos seus investimentos.
  2. Entenda que o mercado não sobe em linha reta.
  3. Entenda que o preço de negociação, não determina se uma empresa é boa ou ruim.
  4. Entenda que no longo prazo, se a empresa for consistente nos resultados, o preço irá subir. Falei LONGO PRAZO (3, 5, 10, 15 ou mais anos).
  5. Só invista se possuir a reserva de emergência formada. Sugiro o equivalente a 6 vezes suas despesas mensais.
  6. Encontrar boas ações não é difícil. Difícil é você absorver o racional do investimento em ações, bem como todas suas consequências. Lembre-se, você é sócio da empresa e isso tem consequências.
  7. Não adianta você falar para si mesmo: “Investimentos em ações são para o longo prazo”, se você não acredita nisso.
  8. Crises acontecem e sempre irão acontecer, aprenda a se beneficiar com elas.
  9. Se o ativo é de qualidade, possui capacidade de manter consistência dos resultados no longo prazo, possui bons fundamentos, é composto por gestores competentes, possui produto/serviços que será útil no futuro e está sendo negociado com desconto, COMPRE!

O ativo poderá continuar caindo, e está tudo bem, nem você nem eu somos capazes de acertar o fundo… mas irá comprar ouro a preço de alumínio.

E não existem dúvidas que no futuro, o preço irá voltar a condizer com a realidade do negócio.

TENHA CONVICÇÕES E SIGA ELAS! Caso o contrário, o mercado poderá não ser para você.

Se entender isso e seguir o racional, você construirá grandes riquezas, praticamente impossíveis de serem construídas de outras formas.

10. Lave bem as mãos e, se puder, fique em casa

Estamos passando por um momento sério, mas que também nos deixou ótimas oportunidades.

Aproveite.

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

XXXX3: o óbvio custa caro

pessoas do mercado pagando caro

Olá, investidor!

Adoro críticas.

Quanto mais recebo, mais fortaleço minhas convicções.

São poucos os que concordam com o meu racional de investimento.

E tudo bem quanto a isso…

Compreendo que seja difícil entender, afinal, simplesmente não compro ações só porque elas são boas, aquelas que possuem qualidade óbvia para todo mundo.

Por que?

Porque o óbvio custa caro.

Nada contra, mas não é dali que você vai capturar os maiores lucros.

Sou Value Investor e, por essência, busco grandes oportunidades onde não é óbvia a assimetria entre preço e valor.

Quando todos investidores são capazes de perceber que uma empresa é boa, todos compram, acabando com a assimetria entre preço e o quanto ela realmente vale.

Nessas horas, a empresa fica cara.

E não estou dizendo que sempre acerto. Os melhores value investors do mundo erraram e erram muito.

A questão é que essa assimetria entre preço e valor, quando encontrada devidamente, irá compensar diversos erros.

Basta que uma ação no seu portfólio desempenhe muito bem para elevar significativamente a rentabilidade da sua carteira.

Com óbvio não é assim…

Me atrevo a dizer que o óbvio, às vezes, é perigoso.

Não existe almoço grátis no mercado financeiro.

Para buscar o que os outros não enxergam uso a “análise criativa”.

Busco empresas que não são consenso. Para maioria pode ser inclusive uma empresa ruim.

E se a maioria considera ruim, a que preços você acha que ela negocia?

Lá no chão…

Essas são as verdadeiras oportunidades​!

No xadrez para ganhar uma partida, você deve antecipar o maior número de jogadas possíveis.

Dificilmente será um bom jogador se sua jogada não vislumbrar nada mais do que apenas a próxima jogada.

É exatamente esse meu objetivo quando seleciono uma ação.

Embora no curto prazo ela possa performar negativamente, no longo prazo, o benefício da compra com desconto será notável.

​Veja:

Gráfico de negociação: preço vs lucro

A linha azul é o preço, a linha laranja é o lucro.

Não vou citar qual é a ação do exemplo. Não quero que pense que é uma indicação.

Veja que entre 2012 e 2017 a ação se manteve no mesmo patamar, sendo negociada a múltiplos baixos.

Poucos olhavam, poucos queriam.

Embora seus lucros continuassem crescendo.

Classificaria ela nesse período, como uma ação não óbvia, gerando uma oportunidade de compra.

Negociando a preços em torno de 5,50 reais em 2015, passaria a negociar a 10 reais em 2019, pois se tornou um case óbvio.

Momento de sair…

Essa assimetria só são possíveis, quando ninguém está enxergando.

Fuja da manada, fuja do comum e fuja do óbvio.

​Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

O técnico do seu time é competente?

empresas com bons ceos

Olá, investidor!

O que você pretende fazer nesse período chato do ano que temos entre o Carnaval e o Ano Novo?

Posso dar uma sugestão para esses próximos 10 meses?

Errou se pensou que iria sugerir compras de ações.

Afinal, tenho CERTEZA que você já investe em ações, então isso já foi superado.

Minha sugestão: conheça melhor as empresas que você está investindo.

Adoraria que você fizesse uma visita presencial a cada empresa da sua carteira, mas sei que isso pode ser impossível por questões logísticas e até financeiras.

Conheço muitos investidores que conhecem as empresas que investem, apenas através dos números, dos indicadores fundamentalistas.

É claro que isso é muito importante, mas não é tudo.

Deixe-me fazer um teste com você.

Você sabe o nome de todos os CEOs das empresas que você investe?

​A pergunta é simples, mas a resposta não é trivial.

Não fique preocupado, como falei acima, muitos investem enxergando apenas os números.

Mesmo sem saber quem é o CEO da empresa que você está investindo, tens que saber que a influência dele no sucesso ou fracasso da empresa é enorme.

Imagine que você vai analisar times de futebol do Brasil.

Para encontrar os melhores, você vai verificar quantas partidas cada time ganhou, bem como quantos gols foram feitos.

Com esses números em mãos, você consegue encontrar times que se destacam.

Por trás dos resultados, existe um conjunto de jogadores geridos por um técnico.

O técnico é responsável pela estratégia do time, que mesmo com os melhores jogadores em campo, perderá se a estratégia for ruim.

Assim como acontece com bons times de futebol, onde boa parte do sucesso é determinado pela capacidade do técnico montar o time, com as empresas não é diferente.

Você nunca vai me ver comprando uma ação sem saber a origem e experiência do CEO da empresa.

O CEO da empresa pode ser a razão do sucesso ou fracasso do negócio.

Ele determina o foco da empresa, o nível de satisfação das pessoas que trabalham nela e, em última instância, o quanto rentável é o negócio.

Um pré-requisito quando vou comprar uma ação é que o CEO tenha perfil de líder e com metas audaciosas.

Jim Collins, autor e pesquisador na área de administração de empresas, explica que um líder é alguém que canaliza as necessidades do seu ego para longe de si mesmo, em uma meta maior de construir uma ótima empresa, constrói grandeza duradoura por meio de uma mistura paradoxal de humildade pessoal e determinação profissional.

Soma-se a boa experiência e expertise do CEO, estaremos seguros com a gestão da empresa.

Os CEOs das empresas que você investe possuem esse perfil?

Não sabe não é mesmo?

Não se sinta mal, mas seria importante você saber.

Conhecendo o CEO, cada novos aportes nas ações seriam cada vez mais seguros e confortáveis.

Afinal, se o time possui uma técnico excepcional, podemos esperar apenas resultados excepcionais.

O time de executivos da carteira Ações para Vida e da carteira Joias da Bolsa​ são de primeira linha.

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

Múltiplos x Lucros: o jogo mudou

mudanca de jogo

Olá, investidor!

De janeiro de 2016 até fevereiro de 2020 a bolsa subiu mais de 200 por cento, uma multiplicação de mais de 3x.

Isso parece bastante.

E é bastante, de fato.

Mas na minha opinião, a bolsa vai seguir subindo.

Com um porém.

Apesar da bolsa seguir subindo, o motivo pela qual ela deve seguir subindo não é o mesmo que trouxe ela até aqui.

Veja bem…

Em janeiro de 2016 o clima era ruim: Brasil afundado em uma crise, juros a 14 por cento, problemas políticos e fiscais eram os focos das manchetes, desemprego, PIB caindo, perda de grau de investimento… você deve lembrar.

Ninguém queria saber de bolsa.

Reinava o discurso de que “o importante é ter saúde”.

No entanto, as empresas listadas ficaram esquecidas, baratas demais para ser verdade.

Empresas maravilhosas negociavam a múltiplos (Preço/Lucro, Preço/Valor Patrimonial, EV/EBITDA, Dividend Yield) muito baixos, extremamente comprimidos.

Vimos destaque como a nossa querida Itaúsa (ITSA4) negociando e 7x lucros (hoje negocia a 12x).

A maré estava muito baixa e tudo estava assustadoramente barato.

Tivemos processo de impeachment, PEC do teto de gastos, Reforma Trabalhista e demos início a um processo de queda na Taxa Selic.

Conforme a confiança dos investidores foi aumentando, os juros foram baixando e os múltiplos das empresas listadas foram se expandindo.

Pegue o exemplo do Preço/Lucro: se o lucro se mantém estável e o preço sobe, esse múltiplo se expande.

Com a queda dos juros, tudo que estava na bolsa acabou subindo através do processo de expansão de múltiplos.

Nesse cenário, até coisa ruim sobe. Faz parte do jogo.

Era um cenário onde a maré subiu e todos acabam subindo junto.

Foi, basicamente, isso que vimos de 2016 para cá.

A parte fácil de alta da bolsa acabou.

O jogo mudou: a maré não possui mais muito espaço para subir.

Mas o que esperar a partir de agora?

Agora deveremos ver um processo de alta com os múltiplos constantes.

Como assim?

Vamos pegar novamente o exemplo do Preço/Lucro: se o preço de uma ação está estável e o lucro aumenta, o múltiplo se comprime.

Mas quando isso ocorre, o mercado corrige o preço da ação para cima para manter a ação do múltiplo anterior, seguindo a máxima de que, no longo prazo, os preços seguem os lucros.

Decorre disso que se a partir de agora os múltiplos já estão bem perto de um limite saudável, somente as empresas que daqui para frente entregarem lucros crescentes vão ter um futuro bem-sucedido.

Agora, mais do que nunca, é preciso ser muito diligente na hora de selecionar as empresas que investimentos.

A boa notícia é que hoje temos um cenário muito mais favorável ao aumento de lucros das empresas.

Os fundamentos das empresas devem melhorar com a economia também melhorando.

Não vai ser mais tão fácil acertar as ações que vão subir, mas os acertos devem também ser cada vez melhor recompensados.

Somente alguns barquinhos vão se destacar nessa maré que já não irá mais subir tanto.

Os melhores barquinhos para a época de maré alta você encontra na carteira de Ações Joias da Bolsa​.

Lá somos felizes focando em fundamentos.

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

Duas novas indicações para a carteira Joias da Bolsa

duas novas indicações para joias da bolsa

Olá, investidor!

Talvez você já tenha ouvido falar da carteira de ações do canal Joias da Bolsa.

Bom, caso ainda não conheça, irei fazer uma breve apresentação.

Na carteira do canal Joias da Bolsa eu replico, sem restrições, minhas mais criativas e eficientes teses de investimentos.

Não foi por acaso que a carteira apresentou excelente resultado, até o dia 14 de fevereiro:

Careira Joias da bolsa vs Ibov

Em 2019 a carteira rendeu mais do que o dobro do Índice Bovespa (IBOV), assim como nos períodos que seguiram.

Qual o segredo para obter esse resultado?

Bom, posso resumir em 2 princípios:

  1. Não invisto em empresas com poucos fundamentos e elevados riscos, por exemplo: OIBR3, DMMO3, RCSL4 e VIVR3. Nada justifica especular o seu patrimônio em empresas de péssimos resultados.
  2. Não admito ser sócio de empresas que não geram resultados. Comprar ações de empresas que estão sendo negociadas com desconto, isto é, quando o preço de negociação da ação é barato demais perto do que aquela empresa pode entregar.

Esses dois princípios são a essência da carteira.

Mas o grande segredo é o que eu chamo de “análise criativa”.

Através dela busco enxergar as oportunidades que poucos conseguem!

E por que a criatividade é tão importante?

Entenda…

Atualmente os dados estão amplamente mais acessíveis às pessoas, a diferença para o sucesso de uma análise é a criatividade que o indivíduo analisa as informações.

O cérebro é um sistema que se utiliza de padrões, e só por isso conseguimos acordar, trabalhar, dormir, cumprir com nossas obrigações.

A criatividade ajuda a enxergar todo “ecossistema”, servindo como uma fuga desse condicionamento.

Você já deve ter ouvido falar da corrida do ouro que aconteceu na Califórnia em 1840.

Nessa competição por ouro, mais de 300 mil pessoas buscaram enriquecer através da mineração.

No entanto, apenas uma pequena parcela de pessoas obtiveram sucesso. Dentre esses vitoriosos, nenhum deles eram mineradores.

Os grandes resultados foram obtidos pelos comerciantes que vendiam pás e picaretas.

Será que como investidor, você teria enxergado que o grande potencial de lucros na corrida do ouro, era na verdade, oriundas da venda dos equipamentos e não através da mineração?

A capacidade de enxergar esse tipo de oportunidade é o que considero como análise criativa.

A análise criativa foi um dos principais motivos para carteira performar como apresentado abaixo:

Grafico Carteira Joias da Bolsa vs Ibov

Neste momento estou analisando duas possíveis novas ações para a carteira.

Uma delas é a CVCB3, inclusive fiz uma live analisando a ação.

Trata-se de uma boa empresa que a cada novo dia negocia a múltiplos mais descontados, na prática isso significa que ela está ficando cada vez mais barata.

A CVC ainda não faz parte da carteira, mas é uma forte candidata. Permaneço analisando.

A outra empresa é a que considero “comerciante de pás e picaretas”, pois fornece sistemas para grandes instituições financeiras do país. Estou realmente de olho!

Os assinantes do canal serão avisados sobre estes próximos movimentos antes de todo mundo.

Entender essa analogia é fundamental para ter sucesso no mercado de ações.

É isso que buscamos no Canal Joias da Bolsa.

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

AAPL34, DISB34, MSFT34, COCA34: criando barreiras

Barreira de entrada de grandes empresas

Olá, investidor!

Posso te contar um segredo?

AAPL34, DISB34, MSFT34 me ajudaram a montar a carteira do Canal Joias da Bolsa.

Lá eu só decido comprar uma ação quando enxergo que a empresa será bem-sucedida e que manterá um bom desempenho no mínimo pelos próximos 20 anos.

Mas como faço para identificar esse potencial?

Quando vou analisar uma ação, além de analisar os indicadores, eu analiso o que chamo de barreira de proteção ou vantagens competitivas, utilize o nome que achar mais conveniente.

Esse é o segredo!

Citando Warren Buffett:

“Busco vantagem competitiva duradoura que a proteja do ataque, tal como um fosso protege um castelo.”

Quando ele cita ataque, refere-se as empresas concorrentes.

A ideia de barreira de proteção é realmente simples.

Veja a Coca-Cola (COCA34), ela tens duas barreiras de proteção muito importantes:

1 – Os estabelecimentos que vendem Coca-Cola, disponibilizam a maior parte do refrigerador para a própria Cola-Cola. Simplesmente porque os consumidores vão à loja para comprar especificamente este esse refrigerante.

A Coca-Cola investe fortunas em marketing. Quase que diariamente você assiste uma propaganda na televisão ou em qualquer outra mídia. Para o dono do estabelecimento que vende o produto, esse marketing não custa um centavo.

Faria sentindo o estabelecimento disponibilizar uma grande parte do refrigerador para um novo refrigerante desconhecido? Não.

Obstáculo importante para os concorrentes, concorda?

Um refrigerante da Coca-Cola é muito mais caro que um refrigerante genérico, mas ninguém que quer uma Coca-Cola se importa com isso.

Tenho certeza que quando bate aquela sede, você imagina aquele copo de Coca-Cola bem gelado borbulhando…

2 – O segredo comercial é uma das maiores barreira de proteção da empresa, é tão bem guardado que nem mesmo a própria Coca-Cola conseguiria competir com ela mesma. Inclusive ela tentou, quando criou uma nova fórmula – New Coke -, que foi um desastre de vendas.

As pessoas gostam da Coca-Cola do jeito que ela é há mais de 100 anos.

​A Coca-Cola é simplesmente impossível de ser copiada.

Empresas que possuem barreiras de proteção irão gerar obscenos ganhos no longo prazo, pois são únicas.

​Veja que além da COCA34, temos os exemplos de Apple (AAPL34), Disney (DISB34), Microsoft (MSFT34):

Barreiras de entrada de grandes empresas

As empresas citadas foram só alguns exemplos. Optei por não utilizar empresas brasileiras para evitar que você interpretasse como indicação.

Normalmente empresas com uma ou mais barreiras, naturalmente apresentaram bons indicadores.

Busco enxergar além dos números quando analiso uma empresa. Pode parecer difícil inicialmente, mas é tudo questão de prática.

Dica: Antes de comprar uma ação, confirme se ela possui ao menos uma barreira de proteção. As chances de sobrevivência e crescimento delas serão superiores às outras.

​Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

Minha avó de 83 anos comprou essas 3 ações

3 acoes

Olá, investidor!

Se existe uma pessoa que nós deveríamos tratar com todo cuidado e carinho é a nossa avó.

Jamais colocaria minha avó em qualquer circunstância de risco, seja no âmbito de saúde ou financeiro.

Nesse último sábado resolvi fazer uma visita surpresa para ela e tomar o seu famoso café da tarde, com uma quantidade de comida equivalente a de 3 almoços.

A conversa estava muito interessante, lembramos muito do passado, inclusive que meu falecido avô me chamava de “cérebro eletrônico”, pois eu “configurava” seu vídeo cassete.

Tenho certeza que muitos de vocês não vivenciaram a época de ouro das enormes fitas VHS.

Em determinado momento da conversa, ela soltou uma pergunta que fez o café pesar ao descer pela garganta:

“Meu filho, a avó está com um dinheiro parado na conta. Tu não quer me dizer umas ações para eu aplicar?”.

Fiquei muito surpreso com o interesse dela em querer se tornar uma investidora de ações, mas logo pensei: “Será que ela sabe que o investimento é para o longo prazo?” 

Após explicar que o foco deve ser de longo prazo, ela me olhou e respondeu:

“Tu acha que tua avó tem pouco tempo de vida é?! Tudo bem, quero investir para deixar para os filhos.”

Aquela risadinha nervosa surgiu no meu rosto, mas logo após dei os parabéns para a sua atitude.

Mas quais ações indicar para a uma senhora de 80 anos?

Bom, primeiramente sou analista de ações e confio muito em minha capacidade de analisar uma empresa e verificar se faz sentido para o perfil do investidor (mesmo que esse perfil seja de uma senhorinha de 80 anos).

Após uma breve reflexão, resolvi indicar as 3 melhores empresas dos 3 setores mais promissores da bolsa.

Só coloquei as “estrelas” da bolsa.

E aqui estão as 3 ações que uma senhora de 83 adquiriu através do homebroker. Claro, eu que fiz tudo para ela… vamos dar esse desconto.

Banco: Itaúsa (ITSA4)

Pergunte a um analista qual é a melhor ação da bolsa. A resposta mais provável é ITSA4.

Mesmo estando na moda, segue sendo boa demais. A questão é que 96% da holding é composta por Banco Itaú.

E os números do banco impressionam:

  • US$ 82,4 bilhões em valor de Mercado
  • 96.764 colaboradores no Brasil e no exterior
  • 4.704 agências e PABs no Brasil e exterior
  • 47.518 caixas eletrônicos no Brasil e exterior
  • Cerca de 55 milhões de clientes no Varejo em julho 2019

A empresa possui uma consistência invejável em seu resultados. Mesmo assim ela não fica na sua zona de conforto. Não à toa comprou 49% da Xp Investimentos em seu último grande negócio.

Considero como uma das empresas menos arriscadas da bolsa.

Você e a sua avó merecem uma ITSA4.

Indústria: Weg (WEGE3)

Fundada em 1961, a Weg é uma empresa global de equipamentos eletroeletrônicos, atuando principalmente no setor de bens de capital com soluções em máquinas elétricas, automação e tintas, para diversos setores, incluindo infraestrutura, siderurgia, papel e celulose, petróleo e gás, mineração, entre muitos outros.

A empresa se destaca em inovação pelo desenvolvimento constante de soluções para atender as grandes tendências voltadas a eficiência energética, energias renováveis e mobilidade elétrica.

Possui operações industriais em 12 países, somando mais de 30 mil colaboradores distribuídos pelo mundo, além de possuir presença comercial em mais de 135 países.

Em 2018 a Weg atingiu faturamento líquido de R$ 11,9 bilhões, destes 58% proveniente das vendas realizados fora do Brasil.

O sinônimo mais próximo para Weg é “crescimento constante”.

A empresa simplesmente não para de expandir sua operação e melhorar seus resultados.

Veja a evolução de seus lucros nos últimos 10 anos:

Além disso, a empresa se mantém altamente rentável, apresentando um ROE de +17 por cento.

O lucro da empresa cresceu mesmo em momentos de recessão, respaldando a minha segurança de incluir a empresa na carteira da minha avó.

Comércio: Lojas Renner (LREN3)

A Lojas Renner S.A. é a maior varejista de moda do Brasil.

A companhia, constituída em 1965, foi a primeira corporação brasileira com 100 por cento das ações negociadas em bolsa e está listada no Novo Mercado, grau mais elevado dentre os níveis diferenciados de governança corporativa da B3.

Está presente em todas as regiões do país por meio de suas lojas da Renner, Camicado e da Youcom.

Em 2017, a Lojas Renner S.A. deu mais um passo importante ao inaugurar sua primeira operação Renner fora do país, no Uruguai. Desta forma, conta com mais de 500 lojas em operação, considerando os três formatos.

Vamos aos grandes números do negócio:

  • R$ 11,4 bilhões de receita bruta em 2018
  • 570 lojas
  • 21,4 mil colaboradores
  • +5.000 por cento de valorização das ações desde 2005
  • +600 mil clientes circulam diariamente nas lojas
  • 31,5 milhões de cartões emitidos
  • + de 210 milhões de visitas no e-commerce
  • R$ 37 bilhões em valor de mercado

Praticamente um Itaú do comércio varejista.

A empresa possui uma operação altamente rentável medida através do seu ROE (maior do segmento), baixa endividamento para uma empresa do varejo e elevada margem operacional, além é claro ter a maior pontuação do GI Score.

Uma empresa com ótima gestão e grande eficiência nos negócios, se torna indispensável para uma carteira saudável de uma avó saudável.

Que orgulho da minha avózinha! Se tornou sócia de grandes empresas com 83 anos de idade.

Nunca é tarde, fica a lição da velhinha! Grande beijo, vó Ivone.

Aqui eu deixo 7 dias de acesso liberado a minha carteira de 10 “estrelas” que qualquer avó dormiria tranquila.

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

CARD3 subiu muito: comprar mais ou vender?

CARD3 subiu muito: comprar mais ou vender

Olá, investidor!

Você já foi obrigado a se desfazer de algo que gostava muito?

Um carro, uma casa ou até um videogame…

Se sim, então você sabe o que eu senti na semana passada.

Fiz a venda de uma das minhas ações preferidas do Canal Joias da Bolsa.

Você deve estar se perguntando: “Por que vendeu se era preferida?”

Bom, o motivo é muito simples, todas minhas decisões são racionais e não emocionais.

A empresa mencionada é a Cardsystem (CARD3).

Ela entrou na carteira do Canal Joias da Bolsa​ em 30 de setembro de 2019 e permaneceu por pouco tempo.

A saída ocorreu no dia 17 de janeiro de 2020. Parceria muito boa. Foi um amor intenso mas que durou pouco.

Além da saudade, ela deixou um rentabilidade de 98 por cento no período.

Saiba que a Cardsystem não se tornou uma empresa de fundamentos e projeções ruins.

Pelo contrário: vejo melhoras em diversos aspectos da gestão.

Mas qual o motivo que me levou a vender a ação?

Entenda…

A estratégia de investimentos que utilizo é o Value Investing. Passo o dia lembrando do velhinho Buffett.

O principal objetivo da estratégia envolve comprar ações de empresas com fundamentos adequados e que estejam sendo negociadas com desconto de preços e vender quando ficarem caras.

A vantagem de buscar preços vantajosos é ter uma maior margem de segurança caso algo dê errado na empresa.

A CARD3 apresentava um bom desconto no momento da compra: pagamos por ela 6,39 reais.

Existia uma assimetria entre preço e valor justo naquele momento.

Hoje a ação negociada acima de 12 reais.

Não enxergo mais a assimetria inicial e nem a margem de segurança que considero válida para manter a posição.

Se a empresa crescer 15 por cento ao ano nos próximos 5 anos, que é um excelente crescimento, ela estaria cara, conforme o GI Line nos informa​.

Veja:

GI Line CARD3

Estamos falando de renda variável.

Precisamos de um retorno mais atrativo frente ao risco que se compra ao investir em uma ação.

Veja bem, não estou afirmando que o preço não irá mais subir, afinal, não tenho bola de cristal.

Mas, a partir desse preço, o investimento se torna mais arriscado, dada a redução da margem de segurança.

Saiba que preços elevados em decorrência do excesso de expectativa dificilmente se sustentam, pois os fundamentos, na maioria das vezes, não conseguem acompanhar a euforia que o mercado deposita em um ativo.

“Mas e será mesmo que não vai continuar subindo?”

Até pode e temos que aprender a conviver com essa “dor de corno”.

Como já falei, invisto usando o racional, desconecto o emocional e jamais me baseio em “achismo”.

Forte abraço!

Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.