3 Passos para Selecionar Boas Pagadoras de Dividendos

Caro leitor,

Já tive a oportunidade de conversar com alguns gestores de fundos de ações.

Dentre tanta coisa para falar, sempre há uma pergunta que é comum a todos.

Como você faz para selecionar quais ações vai investir?

A resposta é incrivelmente complexa e cheia de subjetividades e análises qualitativas. 

Entendo que seja assim. 

Afinal não é tarefa fácil, senão qualquer um faria. 

Ainda, se existisse uma fórmula mágica ou objetiva de fazer análise, os computadores já teriam substituído todos os gestores do mercado.

Minha próxima pergunta é sempre a mesma: “Como um investidor comum, aquele que não é gestor profissional como você, poderia fazer a sua análise com um nível bem mais básico de conhecimento sobre o assunto?

Foi daí que comecei a chegar a respostas interessantes e que serão úteis para você.

Basicamente a atenção recai sobre três pontos:

1 – Dividend Yield

O dividend yield é percentual que a empresa distribui de dividendo em relação ao preço atual da ação.

Se uma ação custa 20 reais e paga 1 real de dividendo, seu dividend yield é de 5 por cento (1/20=0,05).

Neste indicador queremos encontrar constância, ou seja pagamentos recorrentes todos os anos.

Ele é a última linha da empresa. Isso indica o quanto, depois de tudo e todos, a empresa finalmente paga o quanto sobrou para o seu dono (você). 

Se este indicador estiver bom e for constante, provavelmente você está em frente a uma boa empresa.

Importante dizer que olhar só para isso pode te levar a erros graves. Uma empresa pode pagar dividendos bons mesmo passando por maus momentos, o que a longo prazo não é sustentável. 

Ela pode pagar dividendos no lugar de quitar um endividamento que esteja elevado demais. Ela pode estar deixando de investir no seu crescimento para pagar dividendos maiores e isso pode comprometer o seu futuro.

Enfim, para se proteger das armadilhas acima, é importante comparar o yield da empresa com seus concorrentes e verificar se eles estão em sincronia com os lucros totais da empresa.

2 –  Taxa de Crescimento dos Lucros

Saber se os lucros da empresa estão crescendo ao longo dos anos, se estão estagnados ou se estão diminuindo é fundamental para uma estratégia de dividendos. 

Uma empresa que tem alta taxa de crescimento dos lucros vai te pagar cada vez mais dividendos. Assim como uma empresa com lucros em queda podem até mesmo parar de pagar dividendos um dia.

Essa taxa de crescimento vai te dar uma boa noção do quão sustentável é o nível de distribuição de dividendos que a companhia apresenta.

3 – Nivel de Endividamento

É possível entender a relação entre os ativos e passivos da empresa, bem como perceber a evolução do seu patrimônio e suas finanças através de um balanço patrimonial.

Uma informação importante a ser tirada do balanço é o seu nível de endividamento. 

A dívida será sempre confrontada com a capacidade de geração de caixa da empresa. Mesmo que atualmente o nível de endividamento seja confortável, no futuro pode ser problemático.

Caso o faturamento da empresa caia, aquela mesma dívida confortável de ontem pode se tornar impagável amanhã.

Evite empresas com muitas dívidas.

Claro que sempre vai existir aquela dívida que é boa. Uma dívida que foi utilizada em projetos de alto retorno e que geram receitas estáveis em quantidade mais do que suficiente para pagar suas prestações.

Observando estes três pontos de forma adequada, você está virando as probabilidades a seu favor.

Uma empresa com dividendos constantes, com boa taxa de crescimento de lucros e baixo endividamento muito provavelmente será um bom investimento. 

A partir daí, faça uma boa diversificação e já terá grandes chances de sucesso.

Quer saber mais sobre como montar uma carteira de dividendos? Clique aqui para saber como receber 2.154 ao mês com dividendos.

Abraço

Vale a pena entrar nas ofertas de Fundos Imobiliários?

Caro leitor,

Estamos no meio de uma enxurrada de ofertas de Fundos Imobiliários.

Tem fundos estreando na bolsa, fazendo seus IPO’s (sigla em inglês para Ofertas Públicas Iniciais).

Tem fundos que já estão na bolsa, fazendo ofertas de novas cotas para aumentar de tamanho (subscrições).

Todo santo dia chega pergunta do tipo “vale a pena subscrever as cotas do fundo X?” ou “vale a pena entrar no IPO do fundo Y?”.

As respostas são sempre caso a caso, não tem milagre. 

Neste texto, quero explorar o que há em comum nessas ofertas.

Por que estão ocorrendo tantas ofertas?

Se deixar, as gestoras e administradoras lançariam um fundo atrás do outro no mercado. Já os fundos existentes fariam uma oferta atrás da outra para aumentar indefinidamente seu tamanho. 

O motivo é simples: quanto maior o fundo, mais dinheiro a administradora ganha. As gestoras e administradoras são remuneradas pela taxa de administração, que é um percentual sobre o valor de mercado ou do patrimônio do fundo.

Só para deixar claro: essa vontade de crescer é legítima e faz sentido. Com mais receita, pode-se contratar mais e melhores profissionais e isso se reflete na qualidade do fundo.

Quem define no final das contas se vai ter esse monte de oferta ou não é o próprio mercado.

As vontades das gestoras e administradoras ficam represadas até que os investidores decidam que as comportas se abrirão.

O que desencadeou essa atual onda de ofertas foi uma série de fatores, dentre os quais eu destaco:


1) A queda na taxa de juros;

2) Aumento na confiança dos investidores com a atual política econômica;

3) A Reforma da Previdência e as outras que estão por vir;

4) A característica de geração de renda passiva isenta de Imposto de Renda dos Fundos Imobiliários;

Qual o perigo destes momentos?

O perigo é que o mercado é muito histérico. É um bicho temperamental. Ou está muito nervoso e não aceita nada, ou está muito eufórico e aceita tudo.

O mercado está eufórico com os Fundos Imobiliários agora.

Junte a isso o incentivo de comissões que os fundos pagam aos distribuidores (sua corretora) para que ofereçam a seus clientes.

Temos uma combinação perigosa que vai fazer passar, em meio a muitos ativos bons, alguns não tão bons assim.

Normalmente os ativos “não tão bons assim” vem com contratos que são muito bons. 

Daí o investidor ignora o ativo e só olha para o que é bom. Nada mais humano do que enxergar só o que se quer.

Esse risco é maior em IPO’s. Pois não há histórico de desempenho e às vezes os ativos são mais exóticos (o seu assessor vai chamar de inovador!). 

Nas subscrições, o fundo já existe a tempos. Você já sabe se o gestor tem histórico de entregar resultado ou não, até por que você é cotista dele. O risco é bem menor, pois recai somente sobre os novos ativos que o gestor vai adquirir. Os velhos conhecidos da carteira do fundo continuam lá gerando o mesmo resultado de sempre.

O que fazer no meio de tudo isso?

Por mais que apareça uma oferta nova a cada semana, se quiser entrar, estude a fundo cada uma delas. Não entre só por entrar.

Se for IPO, redobre o cuidado. Desconfie. Pense se você compraria o imóvel inteiro para si, sozinho, sem mais ninguém junto. Não compre porque todo mundo está comprando. Compre por que você realmente acredita.

Se for subscrição, é mais fácil. Se você é cotista e está feliz com o fundo, entre. Invista mais. A maioria das vezes as subscrições são a valores menores do que os praticados no mercado. Aproveite. 

Se não está feliz com ele, bem… está fazendo o que com este fundo na carteira?? 

Abraço.

Quanto pagar por um Fundo Imobiliário?

Caro leitor,

Saber o quanto pagar por um fundo imobiliário é tão importante quanto saber qual comprar.

Funciona igual à compra de um imóvel – não seria a mesma coisa? Não adianta pagar pouco num imóvel ruim assim como não adianta pagar caro demais num imóvel bom.

A definição de qual é o preço máximo a se pagar é um dos maiores dilemas do investidor.

O trabalho que dá chegar até um bom fundo gera uma espécie de apego emocional ao FII. Daí a tentação de flexibilizar nossa proposta de preço começa a pesar e pode nos levar a fazer maus negócios. 

Não caia nessa, ou estará fadado ao fracasso nos investimentos.

Depois de escolher os melhores fundos, faça um filtro de preço.

O seu principal referencial de preço é o valor patrimonial do fundo, divulgado por ele mesmo.

Para o fundo chegar a esse valor patrimonial, ele é obrigado a contratar, pelo menos uma vez por ano, um avaliador independente para determinar o valor dos seus imóveis.

As empresas que prestam o serviço de fazer laudos de avaliações imobiliárias costumam ser sérias e idôneas e buscam sempre a avaliação mais precisa possível.

Existem várias formas de fazer essa avaliação. As mais importantes são a de custo de reposição e por fluxo de caixa descontado.

A de custo de reposição é focada no imóvel em si. Vai estimar o custo de um terreno equivalente, o custo de construir novamente o imóvel e aplicar um desconto de acordo com a idade e estado de conservação do imóvel.

O fluxo de caixa descontado é focado na capacidade de geração de renda do imóvel. Vai projetar, pelos próximos anos, a receita de aluguel, considerando reajustes, vacância e outras variáveis que podem afetar o seu resultado. Depois usa uma fórmula para trazer a valor presente todo esse resultado. 

Para ficar mais fácil de entender: é o equivalente a chegar ao valor à vista dos aluguéis dos próximos 10 ou 20 anos.

Vejo muitos analistas dizendo por aí que não dá para confiar nessa avaliações por mil e um motivos, que o investidor deveria fazer a sua própria avaliação.

Fala sério!

Para mim, o que esses “analistas” querem é gerar um problemão para você e em seguida te vender uma solução.

Problema: você não sabe fazer a avaliação e não pode confiar no fundo.

Solução: o analista “sabe” e vai fazer para você.

O que eu penso disso?

O analista não sabe fazer. Pelo menos não melhor do que empresas tradicionais que atuam há décadas neste mercado de avaliação. Se eles soubessem fazer melhor, eles seriam os avaliadores, não acha?

O analista está dificultando a sua vida te fazendo acreditar que você precisa dele para investir.

Como eu faço?

Primeiro ponto: não sou o dono da verdade. Sou dono da minha opinião.

Honestamente, eu não sou capaz de fazer melhor avaliação do que os próprios avaliadores. Portanto, prefiro usar a deles do que a minha.

Uso a deles, mas não sou ingênuo. Sei que pode haver conflito de interesses, sei que alguma premissa pode estar equivocada –  de propósito ou não. 

A forma de me defender desse eventual problema é através da diversificação. Não concentro posições em poucos fundos. Quanto mais diversificado, melhor.

Ao invés de ficar medindo competência e ego com o avaliador, eu prefiro a humildade de quem se defende com diversificação. 

Sabendo que vou errar, que o erro seja pequeno.

Antes de ir embora: eu não pago mais do que 1,1 vez o valor patrimonial.

Abraço

A Regra dos 80 / 20

Caro leitor, 

Vilfredo Federico Damaso Pareto foi um engenheiro italiano nascido na França e um dos homens que ajudou a desenvolver a microeconomia. 

Pareto observou em 1906 que 20 por cento dos italianos eram donos de 80 por cento das terras da Itália. 

Mais tarde, um relatório da ONU de 1989 mostrou que os 20 por cento das pessoas mais ricas do mundo detinham 80 por cento da riqueza do mundo.

Embora os números precisos variem (ex. 90-10, 70-30), em quase tudo que envolve comportamento humano podemos observar algo muito próximo do seguinte: “20% das causas são responsáveis por 80% das consequências”.

Observe que…

Em 80% do tempo você está vestindo 20% das suas roupas; 

Em 20% do seu tempo no escritório você faz 80% do trabalho; 

20% dos clientes da empresa compram 80% dos produtos;

Você passa 80% das suas saídas com seus 20% melhores amigos.

E assim por diante. Aí você me questiona: “mas o que isso tem a ver com investimentos?

80 por cento do resultado da sua carteira de investimentos vem da alocação de ativos escolhida. 20 por cento do resultado vem da escolha dos ativos que a compõem.

Alocação é a decisão de quanto do seu investimento vai ser diversificado em renda fixa, ações, imóveis, fundos multimercados e proteção (dólar e ouro).

A alocação deve ser feita de acordo com o seu perfil de risco, seus objetivos e prazo de investimento. 

Ela vai determinar 80 por cento do resultado da sua carteira.

Por exemplo, você pode fazer a sua alocação e usar BOVA11 como ações, um ou mais fundos imobiliários e Tesouro Selic. 

Só isso, bem calibrado conforme o seu perfil, seus objetivos e  seus prazos já vai te dar um excelente resultado.

Agora, se você quiser os outros 20 por cento que faltam, então vai se concentrar na escolha individual de cada ativo que fará parte da sua carteira.

Isso vai te dar um trabalho grande. Bem grande. Aqui estão os seus 80 por cento restantes do trabalho.

Quer um exemplo prático?

Spoiler: quando eu falo de trabalho daqui para frente, é um trabalho já realizado, por mim.

20 de trabalho e 80 de resultado

Temos um canal que entrega uma carteira com alocação bem feita em ativos como ETFs, e fundos de fundos. Chama-se Investidor Inteligente. Ele se propõe a percorrer 80 por cento do caminho para você. É perfeito para quem está começando. Pouco trabalho (e por isso barato) e bom resultado.

80 de trabalho e 20 de resultado adicional

Criei o Canal Carteira GuiaInvest. Aqui você encontra além de uma alocação bem feita, uma seleção criteriosa dos ativos que compõem o portfólio. Passamos um trabalho do cão para chegar até aqui, e ele entrega melhor resultado em função disso. Exatamente por causa do tamanho do trabalho que dá, é mais caro do que o outro canal.

Antes que você questione por que gastei tanta energia para criar algo tão mais caro, já respondo. Sempre tem quem queira aqueles próximos 20 por cento. Enquanto houver mercado, vamos atender essa demanda. Mas isso é outro papo.

Por ora, pense no Pareto quando for investir. 

Se estiver começando, foque no que dá mais resultado com menos esforço. 

Se quiser melhorar seus resultados, saiba que o tamanho do esforço necessário será desproporcional. Mas compensa.

Independente da sua escolha, estarei aqui para ajudar.

Agora é contigo. Qual é o seu caminho?

Abraço

Todo mundo se acha inteligente

Mas muitos não são…

Caro leitor,

Certa vez foi feita uma pesquisa que perguntava às pessoas se elas se consideravam bons motoristas. O resultado foi que 70 por cento das pessoas se consideravam motoristas acima da média.

A conclusão é que somos otimistas demais, nos achamos inteligentes demais, bons demais.

Se fossemos mais realistas o resultado seria que 50% das pessoas se considerariam acima da média e a outra metade, abaixo da média.

Quando falamos de investimentos, eu duvido que o resultado de uma pesquisa como essa seja diferente.

Nos achamos inteligentes. Somos otimistas.

Acontece que na realidade não somos tão espertos assim.

Uma pesquisa da Anbima revela que 88 por cento dos investidores brasileiros tem dinheiro na poupança.

Poupança? Fala sério… não vou nem comentar.

Quero falar com você sobre outro dado: 70 por cento dos investidores brasileiros fazem seus investimentos pelo banco. E pior, vão lá presencialmente.

A questão do “presencial” eu prefiro acreditar que a pessoa queria mesmo era dar uma volta e não tinha o que fazer.

Agora, eu vou chegar finalmente onde eu quero.

Por que o investidor ainda vai no banco e não a uma corretora?

O banco é um grande faz tudo.

O negócio de uma banco é prover serviços bancários, como conta corrente, cartão de crédito, financiamentos, pagamentos, transferências, seguros, capitalização, entre outros.

Os investimentos são só mais um de tantos outros produtos que o banco oferece.

O gerente, que te atende e te recebe com cafezinho e tudo mais, tem metas agressivas para bater e precisa que você compre um pouco de tudo que ele tem para oferecer.

Você já recebeu aquela proposta imoral do seu gerente dizendo: “eu consigo melhorar um pouco os juros do seu financiamento, mas para isso, me ajude comprando este título de capitalização aqui… são só 20 reais por mês… depois de 2 anos esse dinheiro volta”?

Já briguei com muito gerente por causa disso… é cara de pau.

Não do gerente, pois ele tem bocas para alimentar. É cara de pau do banco mesmo, que trata o correntista como tolo.

Aí eu pergunto: não seria mais inteligente usar o banco só para o que ele serve?

Só para sua conta corrente, pagamentos, transferencias e financiamentos?

Procure investimentos em quem é especialista no assunto.

As corretoras só fazem isso. Me parece um tanto óbvio que elas sejam mais adequadas para você.

Hoje as corretoras viraram verdadeiras plataformas de investimentos. Lá você encontra tudo que o mercado de investimentos tem para oferecer.

Você vai encontrar corretoras que não cobram nada de taxas por isso, mas também não te dão atendimento algum.

Entre lá e sirva-se sozinho.

Você vai encontrar outras que vão te oferecer um atendimento personalizado e vão dedicar um assessor para cuidar especificamente de você.

Esse assessor não vai ficar te oferecendo uma infinidade de coisas que você não precisa. Ele vai direcionar produtos de acordo com seu perfil.

Se você investe pelo banco ainda, abra conta em uma corretora.

Experimente, eu tenho certeza que vai se surpreender.

Se você já se deu conta e investe via corretora, ajude aquele amigo perdido no mundo que ainda perde dinheiro no banco caindo nas propostas do gerente. Mande este e-mail para ele.

Desculpe se bati forte. Estou um pouco combativo hoje…

Não baixe a guarda

Caro leitor,

Meu professor de boxe sempre diz: “não importa o quão bem você esteja na luta, mantenha sempre a guarda erguida”. 

Você pode estar ganhando a luta por uma larga vantagem. 

Ganhou todos os rounds até agora. 

Mas se baixar a guarda, pode ser nocauteado a qualquer momento. Vai ter lutado melhor o tempo todo, mas vai perder sofrendo um único golpe.

O que isso tem a ver com investimentos?

Vou te contar uma história:

Até setembro de 2012, era comum ver fundos e investidores de dividendos bastante concentrados no setor elétrico. 

São empresas que tem receitas recorrentes e estáveis, fluxo de caixa previsível. Para começar a operar requerem grande investimento, mas os custos recorrentes são baixos e a geração de caixa é elevada. 

Tudo que um caçador de dividendo quer. Que tentação!

Acontece que naquele fatídico setembro de 2012, o governo, em sua sanha intervencionista, anunciou a Medida Provisória 579. 

Uma MP com regras que tinha como o objetivo diminuir o preço da conta de energia elétrica para o consumidor. 

O tiro saiu totalmente pela culatra. 

A luz até baixou por um tempo, mas logo depois a conta dessa manobra chegou.

A energia elétrica voltou a subir para patamares ainda mais altos do que os anteriores a essa MP. 

Mas isso é outro assunto. O foco aqui é nas empresas geradoras, transmissoras e distribuidoras de energia elétrica.

As ações de companhias elétricas sofreram como nunca antes. 

Os investidores e acionistas viram essa MP como uma mudança nas regras do jogo depois que ele já havia começado. 

É tudo que o investidor, especialmente o estrangeiro, não quer. 

Grandes posições dessas ações foram desmontadas e o preço delas despencaram. 

Nessa correria já não importava mais qual empresa de fato sofreria com a tal MP 579. 

Caíram todas. 

Só depois de um tempo é que o mercado foi se ajustando e buscando a normalidade. 

Fundos e investidores, concentrados em ações do setor foram muito penalizados.

Ações que pagam bons dividendos são mais defensivas, resilientes e seguras. Isso não significa que você pode baixar a guarda. 

A diversificação é fundamental na mitigação de riscos, não importa o tamanho do risco. 

Não esqueça disso quando for montar sua carteira de ações com foco em dividendos.

Abraço,

Fundos de Fundos fazem sentido?

6 vantagens e 1 desvantagem

Caro leitor,

Hoje quero falar com você sobre um tipo específico de Fundo Imobiliário: os Fundos de Fundos, ou FoFs (sigla de seu nome em inglês Funds of Funds).

Esse fundo com nome repetitivo foi criado para comprar cotas de outros Fundos Imobiliários. Diferente dos tradicionais, ele não irá comprar imóveis diretamente e colocar para alugar.

Pode parecer sem sentido a ideia de comprar um fundo que investe em outros fundos, mas há vantagens que podem ser muito interessantes

  • Ele é ideal para quem não se sente seguro o suficiente para escolher quais fundos deve comprar. No FoF, há um gestor experiente e competente que identifica as oportunidades que o mercado proporciona.
  • Para quem está começando a investir em FIIs, é uma forma de diversificar seu investimento desde o primeiro fundo, já que eles comumente possuem de 15 a 20 fundos na carteira.
  • Para quem quer aprender mais sobre FIIs, seus relatórios gerenciais são ótimas leituras. Leia os comentários do gestor sobre o que ele fez no último mês, o que pretende fazer no próximo e o que ele está vendo de perspectivas futuras do mercado imobiliário.
  • Através do FoF, você acessa ofertas e fundos destinados exclusivamente a investidores qualificados e profissionais, que, normalmente, pagam melhores yields. O fundo é um investidor qualificado. Se você não é um, o FoF te dá acesso a esse tipo de ativo restrito.
  • Os gestores de FoFs podem realizar “block trades” – negociações de grandes lotes de cotas – a preços mais atrativos do que os praticados no mercado. Você deve estar se perguntando como é possível. Imagine que você tem uma quantidade muito grande (mas grande mesmo) de cotas e deseja vender. Você pode ficar dias tentando negociar e acabar empurrando o preço para baixo, ou pode combinar com um fundo para que compre todas de uma vez só. Vocês combinam o preço e fazem o negócio em bolsa.
  • Imposto de Renda sobre o ganho de capital. Se você obtiver ganhos de capital com Fundos Imobiliários, vai pagar 20% de IR. Os FoF’s também. A vantagem é que ele paga os 20% de IR, depois entra na justiça e ganha a restituição deste valor. Sei que não faz sentido, mas… Estamos no Brasil: aqui, até passado é incerto. Já há um entendimento na justiça nesse sentido e vários fundos estão obtendo decisões favoráveis.

Para não dizer que tudo são rosas, a desvantagem:

  • Investir em FoFs te faz pagar duas vezes a taxa de administração, pois tem a do FoF mais a do fundo em que ele investe.

Como se diz no mercado financeiro: não há almoço grátis. Quer ter esse monte de vantagem e não pagar nada por isso? Isso não existe.

Eu gosto dos fundos de fundos, pois a maioria deles performa bem e você não sente o peso da taxa de administração dobrada.

Abraço,

Fundos DI com Taxa Zero!

Essa moda vai pegar…

Caro leitor,

Chegou ao mercado mais um fundo DI com taxa zero de administração.

Depois de BTG Pactual, Órama e PI, foi a vez da Rico (do grupo XP Investimentos) apresentar ao mercado seu fundo DI sem taxa.

Essa moda está pegando, e quem mais ganha com isso é você e todos os outros investidores. Viva a concorrência.

Enquanto isso, tem banco grande fazendo de conta que é bonzinho. O fundo Santander FIC FI Inteligente – será mesmo? – Renda Fixa Curto Prazo diminuiu de 5,5 para 2,7 por cento ao ano a taxa de administração.

Dizem que foi por causa das piadas que rolaram na internet sobre o fundo.

Não se iluda.

O banco não está nem aí para as piadas.

Vou te explicar por que o fundo fez isso.

Esse é um fundo de aplicação e resgate automático. Significa que, se você aderiu a ele, todo dinheiro que estiver parado na sua conta vai para lá automaticamente, e sempre que o saldo for ficar negativo, um resgate será feito para manter sempre a conta zerada. Inclusive, é daí que saiu o nome “inteligente”.

Faz sentido até, mas não quando o investimento que ele faz rende 5,5 por cento e ele cobra esse mesmo valor para fazer a administração.

Daí vem o real motivo da redução: como explicar para o cliente que todo dia ele tira o dinheiro que sobrou na conta dele e coloca num fundo que dá prejuízo. Imagina a incomodação nas agências.

Pior do que isso, só roubar na cara dura mesmo.

Fato é que toda carteira de investimento tem, pelo menos, uma parte dedicada aos ativos de menor risco do mercado, na qual o objetivo é preservar o patrimônio e não ganhar dinheiro.

Os ativos mais indicados para isso são o Tesouro Selic e os (bons) Fundos DI.

No final das contas, eles são a mesma coisa, pois o Fundo DI compra o mesmo título Tesouro Selic.

A diferença está na rentabilidade e na conveniência de cada um.

A conveniência é semelhante entre os dois. Aplicar num fundo ou no Tesouro Direto é fácil igual. Fácil de aplicar, fácil de resgatar, imposto de renda retido na fonte… Tudo muito parecido.

A rentabilidade é muito semelhante entre os dois também. A diferença é tão pequena que só vai ser nominalmente relevante se estivermos falando de muito dinheiro aplicado por muito tempo.

Mas isso se estivermos comparando fundos com taxa zero.

Fundos que cobram alguma taxa de administração já começam a ficar para trás, e você estará deixando dinheiro na mesa.

A taxa Selic, que remunera o Tesouro Selic, está cada vez mais baixa. Qualquer custo que seja subtraído de uma rentabilidade tão pequena já faz diferença.

No Tesouro Direto, você vai pagar 0,25 por cento ao ano de taxa de custódia. Via um fundo, não há essa taxa. Por outro lado, há a taxa de administração, que, na maioria dos casos, é maior do que esses 0,25.

O que você deve fazer a respeito?

Nas carteiras do Canal Carteira GuiaInvest, por exemplo, eu usei o Tesouro Selic só por que ele está disponível em todas as plataformas de investimento. Os fundos taxa zero acabam ficando restritos a sua plataforma de origem (BTG, Órama, Pi e Rico).

Vai depender muito de onde você tem conta. Se já tem conta onde estão esses fundos taxa zero, vá neles. Se não, vá de Tesouro Selic mesmo.

Abraço!

Quantos fundos você precisa ter em sua carteira?

Respondendo uma questão que sempre aparece…

Caro leitor,

Recebo uma pergunta diariamente que acho que é mais fácil responder por aqui.

“Fayh, quantos FIIs devo ter em minha carteira?”

Não há uma verdade absoluta a ser dita para responder esta questão.

Portanto, responderei com a minha opinião sobre o tema.

Quanto mais diversificado melhor. Mas calma, isso tem um limite.

Antes de sair colocando fundo para dentro do seu portfólio, tenha pré-requisitos de qualidade e preço bem definidos para que não passe ativos ruins ou caros demais. A diversificação precisa fazer sentido, não é fazer por fazer.

Eu tenho meus requisitos bem definidos de qualidade e preço. A cada dia eu verifico quantos estariam aptos a receber investimento meu. Já tive dias em que apenas 6 fundos passavam, já ví dias em que 15 fundos passavam. Isso varia muito em função dos preços do mercado.

Por isso, escrevi esse e-book gratuito com os 3 melhores FIIs. Que tal dar uma olhada e já começar a ver lucro em no próximo mês?

Voltando para a sua carteira, faz sentido diversificar com diferentes tipos de fundos.

Faça o exercício de encontrar pelo menos um fundo de cada tipo abaixo:

De papel, atrelado à

  • CDI
  • Índices de inflação

De tijolo, dos segmento de

  • Lajes corporativas
  • Galpões logísticos
  • Galpões industriais
  • Hotéis
  • Shopping Centers
  • Varejo
  • Agências Bancárias
  • Educacionais
  • Hospitais
  • Desenvolvimento

 

 

  • Fundos de Fundos
  • Híbridos (combinam vários dos tipos acima em um único fundo)

Perceba que se você encontrou um de cada, já tem potencial para 14 fundos em seu portfólio.

Encontrou mais de um por categoria? Coloque na lista.

Não encontrou nenhum em determinada categoria? Não tem problema. Seja fiel aos seus pré requisitos.

A lista de tipos de fundos acima é seu roteiro para formar sua carteira. Comece comprando um de cada. Depois, vá comprando mais dentro de cada categoria. Assim você estará reforçando a diversificação.

Em resumo é o seguinte: não tem número mínimo ou máximo de FIIs para ter na carteira. Tenha tantos quantos passarem nos seus critérios e certifique-se que eles são de diferentes tipos e segmentos.

Não deixe de fazer o download gratuito do meu novo e-book com os 3 melhores FIIs para receber renda extra no próximo mês. Também preparei um desconto exclusivo para os leitores. Confira!

Abraço!

O Ouro pode te salvar

Caro leitor,

Vamos falar de proteção?

Seu portfólio de investimentos está preparado caso o mundo entre recessão e a tão falada crise mundial se concretize? A economia brasileira está indo muito bem por enquanto. Mas não somos uma ilha isolada do resto do mundo. Se o tempo fecha lá fora, aqui dentro a gente sofre também.

Isso deixa todo investidor numa encruzilhada.

O Brasil está com toda cara de que vai decolar, e ninguém que ficar de fora.

Por outro lado, existe o risco de ir tudo por água abaixo se o tempo fechar na economia mundial.

Isso é exatamente o que trouxe no meu novo estudo sobre uma possível crise mundial e 6 indícios para reforçar o meu argumento. Sugiro que leia para entender os motivos de tantas pessoas falarem sobre isso nos últimos meses.

Mas e agora? Vai fazer o quê?

Um investidor que sabe o que faz não sofre tanto com essa questão. Ele com certeza tem alguma proteção na carteira, na medida em que se expõe a ativos de risco.

Essas proteções são costumeiramente uma parte da carteira dele investidos em Dólar e Ouro.

Moedas fortes e ouro são o porto seguro de todo investidor. Bancos centrais ao redor do mundo e grandes investidores guardam suas reservas de valor nestes ativos.

Mesmo que sejam ativos que não geram riqueza, é para onde o dinheiro vai quando precisa de um porto seguro. Fica lá até a tempestade passar. Depois volta para o jogo.

É por isso que quando a bolsa cai, o dólar tende a subir. E quando o tempo fecha de vez, é o ouro que sobe.

A forma do investidor ter este “seguro” é extremamente simples: via fundos de investimentos.

Nas melhores plataformas de investimentos (corretoras) você encontra fundos cambiais atrelados ao Dólar, Euro e outras moedas fortes, bem como Ouro.

Os fundos cambiais buscam apenas replicar o comportamento de uma moeda.

Já os de Ouro são classificados como multimercados e tem variações interessantes.

  • Ouro em Dólares: o mais comum, onde a variação do Ouro embute a cambial pois seu valor é referenciado no valor do metal na bolsa de Nova Iorque.
  • Ouro em Reais: a variação cambial é anulada com operações de hedge no fundo. Você fica unicamente com a variação do metal.
  • Ouro mais CDI: via derivativos, o fundo consegue entregar a variação do Ouro (só o metal, sem interferência cambial) acrescido do CDI.

Se você se interessou por este tipo de proteção de carteira, estude os fundos cambiais e de ouro.

A parcela da carteira que deve estar em ativos de proteção é algo entre 5 a 10 por cento.

Acredite, você dormirá mais tranquilo assim.

Recomendo a leitura do estudo que produzi com o GuiaInvest sobre a possível crise mundial. Falo sobre Ouro como ele pode te ajudar na blindagem de riscos nos seus investimentos e como diversificar a sua carteira de forma inteligente para qualquer tipo de investidor.

Abraço!

Marcelo Fayh