Robôs versus Humanos

Ou seria Robôs pelos Humanos?

Caro leitor,

O duelo entre máquinas e humanos sempre alimentou a imaginação e fomentou teorias de conspiração das mais variadas.

Este tema é cada vez mais presente no mundo dos investimentos.

Nos Estados Unidos, os robôs de investimento já respondem por 60 por cento de todo o mercado de ações. São eles que gerem os fundos passivos e quantitativos.

Alguns destes fundos chamados de HFT – sigla em inglês para Negociação em Alta Frequência – fazem operações tão rápidas que são medidas em milissegundos.

Aqui no Brasil, estamos indo para o mesmo caminho. Os robôs estão cada vez mais frequentes e os fundos quantitativos vêm ganhando espaço no mercado.

Os fundos quantitativos são fundos no qual o gestor é uma máquina, um sistema, um algoritmo. Se não fazem tudo no fundo, dão os sinais para que o gestor execute determinada estratégia.

O funcionamento e programação do robô começa sempre com uma hipótese. Por exemplo, sempre que a bolsa cai, o dólar sobe.

A partir daí, essa hipótese é testada em uma base histórica de cotações para se verificar se ela é verdadeira.

Se for, as operações em função desta hipótese são simuladas nessa mesma base histórica e o resultado é apurado.

Se for bom é por que a tese funciona e está pronta para ser programada para atuar de forma autônoma.

Daqui para frente, sempre que a bolsa cair, o sistema vai gerar uma ordem de compra em dólar. Quando subir, vai gerar uma ordem de venda. E assim vai.

O exemplo foi propositalmente simplificado. A realidade é bem mais complexa e a quantidade de informações analisadas pelo algoritmo pode chegar a níveis inimagináveis para nós, humanos.

As principais vantagens deste tipo de investimento são:

  • A super capacidade de análise de dados de um algorítmo;
  • A ausência de emoção na tomada de decisão;
  • A baixa correlação dos quantitativos com os outros investimentos.

A principal crítica é o fato do robô só ter sido testado em bases históricas. Não há qualquer garantia que daqui para frente ele continuará desempenhando como no passado.

Mas afinal, vale a pena investir neste tipo de fundo?

Quando falamos destes fundos, confesso que gosto de poucos. Mas estes pouquíssimos são excelentes ativos para ter no portfólio por serem completamente descorrelacionados com qualquer outra classe de ativos.

Mesmo que individualmente não sejam os melhores fundos do mundo, no coletivo do seu portfólio eles desempenham um papel valiosíssimo.

Se você ainda não conhece, vá atrás de informações sobre fundos quantitativos.

Eles estarão cada vez mais presentes na nossa vida de investidor.

Abraço!

Marcelo Fayh

Incêndio no Fundo Imobiliário

Aconteceu há poucos dias…

Caro leitor,

Essa história tinha tudo para ser o pior pesadelo de um investidor de Fundos Imobiliários.

Um incêndio atingiu o galpão Copobras, em João Pessoa/PB, na madrugada de sábado (21).

O fogo começou por volta das 2h da madrugada e só foi controlado 5 horas depois, pelos bombeiros.

O imóvel é um galpão industrial que pertence ao fundo imobiliário GGRC11.

Antes de ficar nervoso com seus investimentos em FIIs, leia até o fim.

Analisemos sob diferentes óticas:

Humana
Comecemos pelo mais importante. Não houveram vítimas nem feridos. Algumas pessoas foram levadas ao ambulatório em função da inalação de fumaça. Nada grave.

Do imóvel
Já pelo lado material, o incêndio destruiu uma área de aproximadamente 2.500 metros quadrados. A área total do imóvel é de 22.360 metros quadrados. O incêndio afetou cerca de 10 por cento do imóvel.

Do inquilino
Esta parte do imóvel era destinada a estocagem de bobinas e não afeta a sua estrutura de produção fabril. O imóvel onde o incêndio ocorreu é uma das quatro fábricas que a Copobras possui no Brasil.
Nada de tão grave assim para a empresa.

Do fundo
O fundo por sua vez é um fundo multi ativo e multi inquilino. Este imóvel representa apenas 4,75 por cento do patrimônio do fundo.O imóvel conta com seguro patrimonial e, segundo o fundo, todos os procedimentos perante a seguradora já foram adotados para comunicar o sinistro.

O fundo comunica que o fato não acarreta qualquer alteração na relação contratual com o locatário ou no fluxo de pagamento dos aluguéis.

Do investidor
O fundo não deve ser afetado negativamente de forma significativa. Os fluxos de rendimentos devem permanecer inalterados. A cotação do fundo opera em leve alta na manhã desta segunda-feira.

Parecia assustador, mas para o investidor atento, que não investe em fundos mono ativo e mono inquilino, é só mais um passeio no parque. Nada de mais. Vida que segue.

Agora imagine alguns pequenos detalhes diferentes, como um incêndio maior em um fundo mono ativo.

Isso seria realmente um pesadelo, concorda? Você sofreria perdas significativas de patrimônio.

No final das contas, o que quero te explicar com essa história é que não podemos ter controle de tudo. Acidentes acontecem.

Porém, escolher mal os seus ativos é algo que você não pode fazer. Isto é evitável.

Só depende de você.

Abraço!

Cuidado com o que você lê

Essa foi para matar…

Caro leitor,

Sabe a diferença entre uma notícia interessante e uma notícia importante?

Hoje eu li uma notícia sobre fundos que me deixou indignado.

Seu título era: “Menos da metade dos fundos de ações batem a bolsa”.

Interessante não? Está colocado em xeque a ideia de que investir em fundos é uma boa.

Continuei lendo a notícia.

O subtítulo era: “Estudo mostra que apenas 43,9% das carteiras de renda variável dão retorno acima do Ibovespa num prazo de três anos”

Nesse ponto minha paciência acabou. Fiquei irritado. Duas frases me bastaram para que eu perdesse minha paciência.

Pensa comigo.

Se o Ibovespa é, a grosso modo, a média do comportamento das ações, é de se esperar que mais ou menos a metade dos fundos consiga superar a média e a outra metade não consiga.

Faz sentido para você?

Antes que um entendido venha me dizer que o correto seria usar a mediana e não a média, eu sei disso.

Por isso usei o “mais ou menos” acima.

Faz sentido também que um pouco menos da metade deles supere a média, pelo simples fato de que o fundo cobra taxa de administração, que é descontada do seu desempenho.

Isso faz com que um fundo “médio” naturalmente renda menos do que o Ibovespa, a não ser que ele seja (pasme!) acima da média.

Portanto, por mais interessante que essa notícia seja, é uma conclusão inútil e redundante.

Já falei uma vez e vou falar de novo: leia menos notícias.

As notícias são sempre interessantes, mas poucas vezes são importantes.

Para eu não ser chamado de radical, quer saber um exemplo de notícia importante?

Da mesma publicadora, para ser justo: “Número de famílias endinheiradas atendidas por gestores independentes cresce 7,5%”

Essa turma sabe o que faz.

Eles estão migrando para gestores independentes, com menos ou nenhum conflito de interesse na prestação de serviço, e com uma dedicação muito mais atenta ao investidor do que os grandes bancos o fazem.

Já escrevi antes sobre gestores independentes.

Eles estão revolucionando o mercado. Para o bem.

Esteja atento e vá na mesma direção.

Peça para seu gerente do banco a lista de fundos que ele pode lhe oferecer.

Depois abra conta na XP Investimentos, por exemplo, e veja os fundos de investimentos disponíveis.

Você vai lembrar de mim.

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Abraço!

Quando vender o seu Fundo Imobiliário?

Ninguém casa para se separar, mas e se…

Caro leitor,

Sempre que me perguntam quanto tempo ficar investido em Fundos Imobiliários eu respondo:

“Para sempre!”

Mas isso é uma simplificação! Já que na maioria das vezes não tenho tempo de discorrer sobre o tema.

Vou trocar minha resposta para: “Que seja eterno enquanto dure”

Vou explicar.

O ideal é comprar os fundos para obter deles aquilo que é sua vocação: renda mensal passiva. Ou seja, compre e fique com eles para sempre.

Acontece que vão surgir oportunidades ao longo do tempo que você poderá aproveitar.

Vão surgir também, acidentes no percurso. Eles exigirão atitude de sua parte.

Portanto, você pode sim vender seus FIIs em algum momento. Aliás, tem horas que você deve vender mesmo.

Exemplos de quando você pode vendê-los:

1- Em caso de valorização excessiva. Imagine que você comprou seu FII a 100 reais, muito próximo de seu valor patrimonial (VP), e hoje ele está 140 reais e muito acima do seu VP. Faz sentido vender? É uma boa oportunidade se você conseguir repor este fundo por outro com o mesmo nível de rendimento considerando o seu preço de compra.

2 – Em caso de estar sem caixa para aproveitar uma nova oportunidade. Você identifica que há um outro FII que esteja a um preço atrativo, com bons fundamentos e que performa melhor do que algum fundo que você possui atualmente. Faz sentido vender um dos seus FIIs para comprar esse? Contanto que você tenha cuidado para não desbalancear sua carteira nessas trocas (e acabar concentrado em um único tipo de FII), sim.

Exemplo de quando você deve vendê-los:

1- Caso o FII perca os fundamentos. Algo aconteceu com o fundo e ele deixou de ser bom. Quando você se der conta, provavelmente o preço já caiu e você não fará um grande negócio na hora da venda. Paciência. Sem essa de querer sair no zero a zero, pois esse dia pode nunca chegar. Se desfaça da posição sem lamentações e bola para frente. Mais fácil recuperar em outro FII que seja bom, do que neste que deixou de ser.

Faz parte do jogo, e por isso que a diversificação é muito importante. Nem tudo vai dar certo sempre. Quando der errado tem que dar pouco errado e não muito. Ok?

E você? Já vendeu algum FII seu? Me diga qual o motivo, vamos falar a respeito.

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Ou me envie uma resposta por aqui.

Abraço!

O melhor indicador para Fundos de Investimentos

Caro leitor,

Semana passada eu disse o que não fazer… Agora quero te dizer o que fazer.

Quero selecionar os melhores fundos de investimentos. Mas como?

Vou te apresentar o indicador que eu mais gosto e que poucos olham na hora de escolher um fundo.

Estou falando da Consistência.

Se você não conhece, não é culpa sua. Ele é bem pouco difundido mesmo. Além de muito trabalhoso de ser calculado.

O que ele faz?

Ele me diz o quão consistente o fundo é em superar seu índice de referência (CDI para os renda fixa e multimercados e Ibovespa no caso dos fundos de ações) ao longo de sua existência.

Como ele faz?

Ele pega cada período de um ano (252 dias) possível na vida do fundo e verifica se superou seu benchmark dentro de cada um deles.

A cada dia de existência do fundo há uma nova janela de 252 dias para ser calculada.

O desenho abaixo representa bem a forma como ele é calculado.

O resultado do indicador é um número de 0 a 100.

Quanto mais alto, melhor.

Por que usar a Consistência?

Ao longo dos anos, os fundos passam por bons e maus momentos.

Nos bons, os resultados são expressivos, o fundo ganha projeção e vai para vitrine.

Ficam entre os melhores do ano, são os mais procurados pelos investidores e recebem grandes aportes de recursos.

Já nos maus momentos, os resultados são fracos, o fundo sai da vitrine e os investidores correm para resgatar seus recursos e colocá-los no outro fundo que está em um bom momento.

Acontece que normalmente os campeões de um ano serão os vilões do ano seguinte.

Esse ciclo é perverso para o investidor, que sempre chega no final da festa e acaba por pagar a conta.

Além disso, é o indicador que mais se aproxima do comportamento do investidor.

Os períodos móveis são muito mais importantes do que as janelas anuais do calendário, pois quase ninguém faz suas aplicações no primeiro dia de janeiro e resgatam no último dia de dezembro.

As aplicações e resgates são feitas ao longo do ano, a qualquer momento.

Como usar?

Indicador de 100 significa que o fundo entregou resultado acima do benchmark para quem ficou um ano investido independente do dia em que fez o aporte.

São poucos os fundos que conseguem tal feito.

Devemos ter atenção especial a fundos de Crédito Privado, que normalmente conseguem tal feito, pois o seu risco é oculto e o efeito é abrupto, mas concentrado em um curto espaço de tempo. É aquela velha história de subir de escada e descer de elevador.

Indicador acima de 50 significa que o fundo conseguiu superar seu benchmark na maior parte do tempo.

Indicador abaixo de 50 significa que o fundo não conseguiu superar o seu benchmark na maior parte do tempo.

Indicador de 0 significa que o fundo nunca conseguiu superar seu benchmark.

Apesar de pouco usado, a Consistência é o indicador mais importante na hora de escolher um fundo de investimentos.

É o único que vai te ajudar a não entrar no fundo campeão do ano passado que vira o lanterninha deste ano, justamente quando você estiver dentro.

Este indicador vai te ajudar a ficar entre os mais estáveis e rentáveis do mercado.

É o que eu mais gosto e o que eu mais uso!

Você já conhecia o Consistência? Qual indicador você usa?

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Abraço!

Você conhece qual a gestão do seu Fundo Imobiliário?

A Passiva, a Ativa e a minha opinião

Caro leitor,

Quero chamar sua atenção para um “detalhe” muito importante que quase todo investidor esquece.

Eu mesmo não dava a devida atenção quando comecei a acompanhar o mercado de FIIs.

Estou falando do tipo de gestão que o seu Fundo Imobiliário tem.

Existem duas formas: ou é Ativa ou é Passiva.

Vamos falar um pouco sobre cada uma.

Gestão Passiva

São fundos que especificam em seu regulamento qual o imóvel constituirá sua carteira de investimentos. O gestor fica restrito a este imóvel e seu trabalho é apenas negociar os contratos de locação da melhor forma possível e lidar com questões cotidianas do imóvel.

Por exemplo, qualquer reforma de maior porte já precisa ser aprovada em assembleia de cotistas.

Vender o imóvel e comprar outro então, nem pensar! Só com a benção da assembleia.

Neste tipo de fundo, o gestor fica completamente engessado. É tipo um síndico de luxo (se um deles ler isso aqui, vai ficar brabo comigo).

Gestão Ativa

O gestor do fundo tem autonomia para realizar negócios com objetivo de dar retorno aos cotistas. Ele pode comprar e vender imóveis da carteira sem precisar convocar assembléia alguma.

Neste tipo de fundo pode haver uma grande rotatividade de imóveis pois, além da renda com aluguéis, o gestor poderá vender imóveis valorizados e comprar outros, com maior potencial de valorização. Ele pode, por exemplo, realizar um retrofit em algum imóvel que esteja desatualizado para obter melhores contratos de locação no futuro.

Os limites da sua autonomia estão previstos no regulamento do fundo. Dentro disso, ele pode tudo.

Minha opinião?

O mercado imobiliário está em constante mudança e evolução. Ainda que as mudanças não sejam incrivelmente rápidas, você precisa ficar atento.

Ficar engessado neste tipo de mercado não me atrai.

Isso não significa que não haja bons fundos passivos ou fundos ativos ruins. Não é isso que estou dizendo.

Pode existir um excelente imóvel cujo dono é um fundo passivo. Não pode?

Até aí tudo bem.

Mas e quando este imóvel ficar desatualizado e deixar de ser tão bom assim?

Não pode dormir no ponto. Tem que saber a hora de vender o fundo e ir para outro.

Você tem que fazer o papel de gestor ativo neste caso.

Se eu quisesse fazer o papel de gestor, eu virava um!

Eu prefiro os de gestão ativa.

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Abraço!

Não invista nos fundos mais rentáveis!

O erro mais comum em fundos de investimentos

Caro leitor,

Na mitologia grega, sereias eram seres metade mulher (sempre lindíssimas), metade peixe. Moravam em uma ilha cercada por pedras e recifes.

A sedução provocada pelas sereias era através do canto.

Os marinheiros eram atraídos pelo seu canto e se aproximavam o bastante para ouvir seu belíssimo som, descuidavam-se e naufragavam.

No mundo dos Fundos de Investimentos, os rankings de rentabilidade são o belo e perigoso canto da sereia.

As pedras e recifes são os riscos que estes fundos correm.

O investidor olha para o topo do ranking e fica encantado. Aquela canção versa sobre a melhor rentabilidade dentre todos os fundos no ano anterior.

Na sua cabeça, nada mais importa. Ele quer muito aquele rendimento para si. Dane-se os riscos… Aliás, que riscos? Já não enxerga mais nada na frente. A ganância tomou conta de sua mente.

O imprudente investidor se transforma num marinheiro que passa a ignorar os perigos que este fundo corre para atingir o topo deste ranking.

Ninguém contou para ele que normalmente o campeão de um ano costuma virar o mico do próximo.

Ninguém contou para ele que investimento é uma corrida de maratona, não de 100 metros rasos. É um rali de regularidade e não de velocidade.

Ninguém contou para ele que investimentos devem ser feitos a longo prazo e que um ano não é considerado longo prazo.

Ninguém ensinou para ele que não há altos retornos sem altos riscos.

Ninguém disse para ele que retornos passados não são garantias de retornos futuros.

Ninguem contou para ELE.

Mas eu estou contando isso para VOCÊ!

Portanto, não seja o marinheiro descuidado.

Não há mais desculpa para cair na armadilha mais divulgada da internet.

Rentabilidade é importante para escolha de um fundo sim. Mas olhar apenas para isso é o maior erro que você pode cometer.

Portanto, quando receber um ranking de fundos, olhe e divirta-se com ele.

Quer uma ideia legal?

Pegue esse ranking, mande para o seu amigo que acerta todos os investimentos e minta para ele que você acertou na mosca. Você investiu no fundo de investimentos mais rentável do ano! Deixe ele se debatendo com essa informação…

Essa sacanagem vai ser mais útil do que usar o ranking para decidir em qual fundo investir.

Quer saber mais sobre Fundos de Investimentos?

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Abraço!

O Yield como você nunca viu

Nem tudo é o que parece

Caro leitor,

Tenho certeza que o primeiro indicador que você olha em Fundos Imobiliários é o Yield (tradução: rendimento).

O Yield é o quanto você vai receber de rendimentos do seu fundo, certo?

ERRADO!

Você precisa entender exatamente o que está contido neste indicador para saber como usá-lo.

Vou te ajudar.

Em primeiro lugar: entenda a fórmula. Só daqui já dá para tirar algumas conclusões interessantes.

Yield = proventos dos últimos 12 meses / preço atual da cota

O resultado é um valor percentual.

Perceba as suas incoerências:

Quem recebeu todos esses proventos dos últimos 12 meses comprou a cota pelo preço de hoje? Não. Comprou pelo preço de 1 ano atrás.

E quem comprou a cota hoje, recebeu os proventos dos últimos 12 meses? Não. Vai começar a receber a partir de agora.

Então por que não se usa o preço de 12 meses atrás ou os proventos dos próximos 12 meses?

Porque é melhor usar informações objetivas mesmo que desencaixadas, do que tentar adivinhar os proventos do próximo ano ou usar o preço desatualizado da cota de um ano atrás.

Em segundo lugar…

Proventos é igual a rendimentos mais amortizações pagas. Pensar que é tudo igual pode gerar erros grosseiros de análise.

Rendimento é o resultado (lucro líquido) do fundo distribuído aos cotistas. Este é o número que nos interessa, pois é a capacidade do fundo gerar renda.

Amortização é o patrimônio do fundo sendo devolvido ao cotista em forma de dinheiro. Ocorre por exemplo quando o fundo vende um imóvel e decide que é melhor devolver o dinheiro para os cotistas do que comprar outro. Isso é devolução do seu dinheiro investido. Não é lucro nem renda!

Portanto, ao ver um Yield muito acima da média, é provável que nessa conta esteja incluída alguma amortização. Neste caso, você tem que descobrir se no último ano ocorreu alguma amortização e em caso positivo, descontar ela do Yield. Senão vai estar comprando gato por lebre.

Pode parecer que eu esteja “detonando” o indicador. Mas não… Calma.

Apesar disso tudo, este indicador é um dos mais importantes para Fundos Imobiliários.

Você só não pode se deixar enganar por ele. Como eu sempre digo, saiba para que serve e o utilize de acordo.

Ele só dá uma idéia do rendimento do fundo. Nunca utilize este indicador sozinho, nem nunca acredite nele de olhos fechados. Vai ver o que está lá dentro.

Você já tinha olhado este indicador tão de perto? Quais outros você gosta de olhar em FIIs?

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Toda semana abro espaço para responder dúvidas sobre o mercado.

Abraço!

Os tipos de fundos e como usá-los

Como a independência está mudando os investimentos

Caro leitor,

“Fundos, preparem-se que eu vou lhes usar!”

Existem vários tipos de fundos de investimentos, cada um com a sua utilidade.

Sempre recebo perguntas do tipo: “Qual é melhor? X ou Y?”

Não tem melhor ou pior. Tem aquele que vai ser útil para você e tem aquele que não.

Se você souber usar, todos eles podem ser ótimos. Se não souber usar, nenhum parecerá bom.

Vou te ajudar a clarear as ideias.

Se você souber usar, todos eles podem ser ótimos. Se não souber usar, nenhum parecerá bom.

Vou te ajudar a clarear as ideias.

Fundos Imobiliários: Você quer investir em imóveis? Esqueça comprar um sala ou apartamento e vá estudar sobre fundos imobiliários. Se ainda assim você quiser comprar uma sala, estude mais. Você não entendeu nada da primeira vez. FIIs são a forma mais inteligente de se investir em imóveis. Você vira sócio dos melhores empreendimentos do país e passa a receber a sua parcela do aluguel que eles geram. Este rendimento mensal é isento de Imposto de Renda, enquanto se comprasse um imóvel diretamente, pagaria até vinte e sete e meio por cento de imposto. São indicados para quem quer construir uma fonte de renda mensal extra e para quem quer começar na renda variável.

Fundos de Ações: perfeitos para quem quer multiplicar seu patrimônio, tem horizonte de longo prazo em seus investimentos e estômago para aguentar as oscilações. Você pega carona com gestores profissionais que vão decidir quais ações comprar, quais vender e a que preço. É uma forma de se tornar sócio das melhores empresas do país e ganhar com o seu crescimento e distribuição de lucros.

Fundos DI: são o porto seguro do investidor. É onde a sua reserva de emergência precisa estar. O rendimento é baixo, mas o importante aqui é segurança e rapidez no resgate. Os investidores mais conservadores, deixam a maior parte do seu patrimônio aqui, os mais arrojados, apenas a reserva de emergência.

Fundos de Renda Fixa: ainda conservadores, mas nem tanto assim. Buscam rendimento melhor do que os DI acima. Para isso precisam se expor a riscos como de crédito privado, títulos prefixados e atrelados a inflação. Indicados para quem quer turbinar um pouco sua renda fixa ou se defender da inflação.

Fundos Cambiais: eles seguem a variação de uma moeda específica. A mais comum é o Dólar americano. Podem ser usados como alternativa à compra física do dólar. Numa carteira de investimentos, serve principalmente como proteção. Normalmente quando a bolsa cai o dólar sobe. Vira um elemento importante para fazer o rebalanceamento dos seus ativos e se beneficiar com as quedas das ações.

Fundos Multimercados: são fundos que podem investir em renda fixa, variável, câmbio, commodities no Brasil e mundo afora. São excelentes para compor um portfólio equilibrado de investimentos. Este tipo de fundo merece uma atenção e dedicação especial dos investidores. Tem um universo enorme de possibilidades aqui dentro. Indicado para todos, com um pré requisito: se dedique a estudá-los.

ETF’s: fundos que têm suas cotas negociadas em bolsa. São fundos que replicam algum determinado índice (Ibovespa, IFIX, IMA, etc) e têm taxas de administração muito baixas. Alguns deles dão acesso a ativos que você teria muita dificuldade de conseguir, como a bolsa americana. A maioria, por outro lado, replica índices nacionais. Sua utilidade está em ser a forma mais fácil e barata de montar um portfólio bastante diversificado. Cá entre nós, dá para fazer melhor com os fundos anteriores.

A receita para ser bem sucedido é conhecer bem sobre estes fundos e mais do que isso, sobre você.

O encaixe entre o que você quer e o que os fundos podem te entregar é o mais importante.

Você já investe em fundos? Quais tipos? Quero saber.

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Abraço!

Como montar uma carteira de Fundos Imobiliários

Mesmo que você não saiba como.

Caro leitor,

Muito se fala sobre encontrar os melhores FIIs do mercado, mas pouco se fala sobre como montar uma carteira diversificada com eles.

Montar uma carteira de FIIs não é só empilhar fundo. Precisa fazer sentido, senão vira uma seleção aleatória.

Se você der ênfase apenas no recebimento de dividendos, provavelmente vai terminar com um monte de fundos de papel na carteira.

Quantidade, por si só não é diversificação.

Tipo pizza cinco queijos: tem cinco, mas é tudo queijo.

Faça melhor do que isso.

Comece colocando na carteira fundos de diferentes tipos. Lembra quais são?

Fundos de Tijolo, de Papel, de Desenvolvimento e Fundos de Fundos.

Sempre gosto de tirar da frente antes o que não quero pois daí sobra menos coisa para analisar.

Tire os de desenvolvimento da frente. Eles não entram. São muito poucos disponíveis na bolsa e são de risco muito elevado. Quando o mercado estiver mais maduro e existirem mais fundos deste tipo, a gente volta a considerá-los. Por ora, fora.

O fundos de fundos podem ser muito úteis, pois normalmente dão acesso a fundos restritos a investidores qualificados e são super diversificados. Tenha um pouco deles.

Fundos de papel, também têm sua utilidade. Atualmente são os fundos com maiores distribuições mensais e também são bastante diversificados.

Por fim, os fundos de tijolo. Aqui o universo é amplo, e vai ser a maior parcela da sua carteira de FIIs.

Fundos de tijolos podem investir em imóveis de diferentes segmentos como lajes corporativas, galpões logísticos e industriais, hotéis, shopping centers, imóveis para empresas educacionais, agências bancárias, lojas de varejo…

Na hora de escolher os fundos se certifique que está colocando vários tipos de imóveis diferentes para dentro. Não adianta se entupir de lajes corporativas e achar que está super diversificado.

Outro ponto importante é a diversificação geográfica. Compre ativos imobiliários em diferentes lugares, cidades e bairros.

Para não estender demais, só mais um ponto: tenha fundos de diferentes gestores. São eles que escolhem quais imóveis comprar, negociam com os inquilinos e cuidam de tudo. Sempre bom não deixar seu patrimônio na mão de uma gestora só.

Estes são os principais pontos a se considerar para montar uma carteira de fundos imobiliários bem diversificada.

Não abra mão de qualidade e preço na hora de comprar um fundo. Nem que para isso você precisa sacrificar momentaneamente a diversificação.

E mais uma novidade super legal: estou com meu canal funcionando em plenos vapores.

O Canal Aluguel Inteligente abordará minha principal especialidade: Fundos Imobiliários e como você pode gerar renda extra com imóveis.

Ou seja: tudo que você está lendo aqui, amplificado e com muito mais para você aproveitar.

Logo de cara você já recebe as melhores oportunidades em FIIs do Mercado em tempo real.

Quero conhecer o Canal Aluguel Inteligente

Resumo da ópera:

Comece fazendo uma seleção de tudo que é bom. Depois disso, diversifique da melhor forma possível e vá comprando aos poucos somente se o preço estiver razoável.

Você já tem fundos imobiliários? Como está diversificado?

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Toda semana abro espaço para responder dúvidas sobre o mercado.

Abraço!