Os maiores ganhos com small caps vem daqui

Olá, investidor!

Um dos motivos mais comuns de fracasso é o hábito de desistir quando se ocorre uma derrota momentânea.

Retirei o trecho abaixo do livro

“Quem pensa enriquece” de Napoleon Hill:

“Um tio de R. U. Darby foi atingido pela ―febre do ouro, nos dias da corrida do ouro e lá se foi para o Oeste, para escavar e enriquecer. Nunca ouvira dizer que mais ouro fora extraído dos pensamentos dos homens do que jamais saíra da terra. Fez valer seus direitos e foi trabalhar de pá e picareta.

Após semanas de trabalho, foi recompensado pela descoberta do minério reluzente. Precisava de máquinas para trazer o minério para a superfície. Sem alarde, cobriu a mina, refez as pegadas que o levavam a sua casa, em Williamsburg, Maryland e contou aos parentes e a alguns vizinhos do ―achado. Reuniram dinheiro para as máquinas necessárias e mandaram-nas por navio.

O tio e Darby voltaram ao trabalho na mina.

O primeiro carro de minério foi extraído e enviado a uma fundição. O que voltou demonstrou que possuíam uma das mais ricas minas de Colorado! Com algumas cargas mais do minério, poderiam saldar as dívidas.

Depois viriam os enormes lucros.

As perfuratrizes penetraram na terra, enquanto aumentavam as esperanças de Darby e seu tio. Então, algo aconteceu. O pote de minério de ouro desapareceu! Tinham chegado ao fim do arco-íris e o pote de Ouro não mais estava lá.

Continuaram a perfurar, tentando, desesperadamente, encontrar o veio de novo – tudo em vão.

Finalmente, resolveram desistir.

Venderam a maquinaria a um negociante de ferro velho, por algumas centenas de dólares e levaram o trem de volta. O dono do ferro velho chamou um engenheiro de minas, para que examinasse a mina e fizesse uns cálculos.

O engenheiro concluiu que o projeto falhará porque os donos não estavam habituados às “linhas falhas”.

Seus cálculos mostraram que o poço seria encontrado a apenas um metro de onde os Darby tinham parado de perfurar! Foi exatamente onde o encontraram!

O homem do ferro velho retirou milhões de dólares em minério, da mina, porque foi suficientemente esperto para procurar o conselho de um perito, antes de desistir.”

Essa história ilustra muito bem a importância de não desistir cedo.

Mas qual a relação desse tema com ações Small Caps?

Bom, o fato de você não desistir cedo agrega um fator altamente relevante nos investimentos conhecido como tempo (duração dos fatos).

Quando um investidor compra uma ação Small Cap, ele tem como objetivo que esta empresa atualmente pequena, se torne um grande negócio que passe a valer bilhões.

Essa transformação não ocorre de forma rápida. Pode, inclusive, levar uma dúzia de anos…

Mas quando acontece, você pode se tornar um investidor financeiramente rico.

Veja 3 exemplos:

Vamos considerar como parâmetro de avaliação do crescimento o valor de mercado da empresa.

A Sanepar, em 2009, possuía um valor de mercado de, aproximadamente, 1 bilhão, e suas ações eram cotadas próximas de 1,22 reais. Hoje, seu valor de mercado está acima de 9 bilhões de reais, e suas ações sendo negociadas a 18 reais.

Valorização de mais de 1400%.

ALPA4

A Alpargatas em 2009 possuía um valor de mercado de, aproximadamente, 2 bilhões de reais, e suas ações eram cotadas próximas de 2,13 reais. Hoje, seu valor de mercado está acima de 18 bilhões de reais, e suas ações sendo negociadas a 31 reais.

Valorização de mais de 1300%.

EZTC3

A EZTEC em 2009 possuía um valor de mercado de, aproximadamente, 1 bilhão de reais, e suas ações eram cotadas próximas de 3,90 reais. Hoje seu valor de mercado está acima de 9 bilhões de reais e suas ações sendo negociadas a 43 reais.

Valorização de mais de 1000%.

Já imaginou se o investidor que comprou essas ações em 2009 tivesse optado por vender suas posições em 2015?

O investidor teria embolsado após 6 anos respectivamente: 268%, 321% e 253%.

Não são resultados ruins, entretanto se comparado aos resultados se tivesse permanecido mais alguns anos… A história muda.

O fato é que você às vezes você está muito perto de um grande resultado, mas simplesmente falha por desistir antes do tempo…

Lembre-se do caso citado acima: “Seus cálculos mostraram que o poço seria encontrado a apenas um metro de onde os Darby tinham parado de perfurar!“

Não falhe por desistir antes do tempo…

Você pode estar mais perto do que nunca. E sabe qual a boa notícia de hoje? O André disponibilizou um NOVO estudo, um método de 7 passos que aponta quais são as small caps mais quentes para 2020.

Recomendo que você anote esse passo a passo.

Forte abraço!

Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

Conhece a ação MYPK3?

Olá, investidor!

É inegável que as maiores oportunidades de investimentos e ganhos exponenciais encontram-se em ações de pouca visibilidade, na maioria das vezes, ignoradas pelo mercado.

Sabe aqueles tesouros escondidos? Quando você encontra, beneficia-se muito financeiramente.

Estou sempre atrás de pequenas empresas (Small Caps) que, um dia, serão grandes negócios.

Gosto de explorar os detalhes das empresas, fazer uma real análise para encontrar oportunidades.

Dessa vez, selecionei a Iochpe-Maxion (MYPK3) para conhecer melhor, empresa do segmento de peças automotivas que vale hoje 3 bilhões no mercado ações.

Posso te apresentar ela?

A Iochpe-Maxion é uma companhia global, líder mundial na produção de rodas automotivas e uma das principais produtores de componentes estruturais automotivos nas Américas.

A empresa está em atividade a mais de 100 anos – sua fundação ocorreu em 1918 – aqui em solo Gaúcho (Rio Grande do Sul).

Iniciou no ramo madeireiro, mas, ao longo do tempo, foi diversificando suas atividades para o setor financeiro e, subsequentemente, para o setor industrial.

Em 1984, a empresa abriu capital em bolsa, captando recursos que possibilitaram a expansão da operação globalmente.

A partir da década de 90, passou a concentrar a atuação nos segmentos de autopeças e equipamentos ferroviários, alienando grande parte dos ativos e participações que não eram ligados a esses segmentos.

No início de 2000, 50% do negócio de equipamentos ferroviários foi alienado para a Amsted Industries, o que originou a formação da joint venture Amsted Maxion.

Concluído o processo de reestruturação operacional iniciado em 1998, a Companhia passou a conduzir seus negócios através de duas empresas, a controlada AmstedMaxion no segmento ferroviário, e a Maxion Sistemas Automotivos com duas divisões, a Rodas e Chassis e a Componentes Automotivos.

Possui 31 unidades fabris, localizadas em 14 países e cerca de 15 mil funcionários.

Operam o principal negócio por meio de duas divisões: Maxion Wheels e Maxion Structural Components.

Maxion Wheels – produz e comercializa uma ampla gama de rodas de aço para veículos leves, comerciais e máquinas agrícolas e rodas de alumínio para veículos leves.

Maxion Structural Components produz longarinas, travessas e chassis montados para veículos comerciais e conjuntos estruturais para veículos leves.

Quatro pontos da empresa se destacam:

1 – Crescimento das receitas nos últimos 10 anos, apesar de diversas dificuldades econômicas do país no período.

De nada adianta crescimento de receitas sem eficiência operacional. A MYPK3 demonstra excelente capacidade técnica na gestão operacional.

Perceba a estabilidade alcançada em sua margem nos últimos 5 anos:

2 – Redução do endividamento

A redução de dívida reflete na maior geração de caixa.

Atualmente, mais de 75% da dívida da empresa é de longo prazo, favorecendo o fluxo de caixa. Contudo, 68% do total da dívida é em moeda estrangeira. Redução do câmbio será benéfico para seu custo financeiro.

3 – Evolução na rentabilidade

A empresa possui um ROE (retorno sobre patrimônio líquido) médio nos últimos 5 anos de 6,4%, bem abaixo do que considero atrativo.

Contudo, atualmente a empresa está com um ROE de 13,2%, demonstrando uma evolução na capacidade de agregar valor.

4 – GI Score e Gi Line

O GI Score vem apresentando melhoras frente ao seu histórico, atualmente atingindo 68 pontos.

O GI Line por sua vez demonstra uma capacidade de evolução baseado em históricos médios de P/L (preço / lucro).

Considero interessante os números da empresa. E você o que achou?

Forte abraço!

Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

Perdi todo meu dinheiro investindo em ações

Olá, investidor!

O ano era 2008: eu havia comprado uma tal de FNAM11 – fundo setorial da amazônia negociado na bolsa de valores –, e estava convicto de que iria multiplicar o dinheiro investido no mínimo 4x.

“Na próxima semana não quero nem saber, vou fazer uma viagem fod*”, pensei alto.

Estava muito confiante e empolgado; afinal, quem não gosta de viajar? Ainda mais quando o “dinheiro” não é uma preocupação.

Você sabe, né?

Não é sempre que um trabalhador com carteira assinada (ex-bancário), pode se dar ao luxo de “ridicularizar” o dinheiro.

E por que eu havia investido todo meu dinheiro na FNAM11?

Ué, havia lido em um fórum qualquer da internet – lembram do Orkut?! – que ela iria “bombar”… Eles não poderiam estar errados! Afinal, quem havia dado essa dica quente tinha o nickname de “Mestre dos Magos”.

Me diga, como não acreditar no Mestre dos Magos?

Dois dias antes de viajar, mais precisamente em uma quarta-feira, abri o home broker para ver de quanto seria meu lucro, mas percebi que FNAM11 não bombou como haviam dito no fórum…

Na verdade implodiu!

Viagem cancelada e carteira vazia. Doeu quase que fisicamente!

A ingenuidade e o amadorismo a ponto de acreditar cegamente em informações de fóruns da internet, me ensinou uma dura lição.

Não existem atalhos…

Considero esse prejuízo – maior que já tive – como o curso mais caro que já paguei sobre investimentos.

Lição aprendida!

Ah… Se algum analista nunca contou sua história de prejuízo, nunca comprou uma ação ou oculta os fatos.

O mercado é um excelente professor, mas se você não tomar cuidado, poderá rodar para sempre!

Apenas em 2010 fui compreender a lógica dos mercados.

Ela é bem simples:

  • Focar em empresas com potencial de crescimento;
  • Ter visão de longo prazo;
  • Permitir que os juros compostos atuem em seu favor;

O simples é o que funciona no mercado.

Forte abraço!

Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

OIBR4 ou VOGL3

Game changer

Olá, investidor!

Talvez poucos aqui saibam minhas origens…

Em 2006, após uma crise financeira familiar, compreendi como era importante entender sobre finanças.

Na época, atuava em outro segmento profissional e resolvi aprender sobre finanças com os “melhores”.

Iniciei uma nova faculdade e ingressei minha carreira bancária em um grande banco do mercado.

Minha primeira semana foi inesquecível: ficava no balcão do pré-atendimento e, por conta disso, acabava interagindo com muita gente.Era legal conhecer novas pessoas todos os dias, a maioria delas vinham de origem humilde e de pouca capacidade financeira.

A parte ruim vem agora: para o banco, pouco importava as condições dos clientes. Era inadmissível o profissional do pré-atendimento não “vender” um título de capitalização ou seguro de vida para o cliente.

Veja bem: muitas vezes, esses produtos correspondiam a mais de 10% da renda do cliente.

Pensei na época: “Essa situação deve ocorrer só com os estagiários, preciso crescer rápido na carreira”.

Em menos de 2 anos, me tornei Gerente de Negócios de Empresas.

Nada mudou: agora tinha que tirar vantagens de empresas e não mais de pessoas.

Mudei de empresa (banco) 3x… Acreditava que o problema era o banco em que eu estava.

Buscava trabalhar fazendo o que amava e ao mesmo tempo ajudando as pessoas; porém, sem sucesso.

Passaram-se 9 anos (2014) e ainda tentava encontrar justificativas para seguir nesta carreira.

Nesse momento, o senhor destino pregou uma peça.Tive um grave problema de saúde, corria risco de vida e, por conta disso, fui submetido a uma perigosa cirurgia.

Os 5 minutos que antecederam a cirurgia pareceram um longa-metragem.

Pensava em o quanto era jovem, pensava na minha família, no apartamento que recém havia comprado com minha noiva e no que havia feito até então da minha vida.

Meu último pensamento antes de ser anestesiado foi: “Papai” do Céu, me ajuda nessa, tenho muito o que fazer lá fora”.

No momento do aperto, todos se tornam religiosos…

Bom, se estou aqui escrevendo este e-mail é porque tudo deu certo!

Pedi demissão do banco e, hoje, utilizo todo o conhecimento adquirido ao longo da carreira para ajudar as pessoas a investir melhor.

Mas qual a ligação dessa história com investimentos?

Ações são empresas e empresas podem passar por “problemas” em sua saúde financeira e, em diversos momentos, necessitarão passar por grandes mudanças para alcançar novos patamares, semelhantes à mudança de carreira e ao procedimento cirúrgico que passei…

Quando tudo dá certo, voltamos com mais força e gerando mais resultados.

É exatamente essa virada de jogo que no mundo dos negócios chamamos de turnaround.

Recuperar-se e revitalizar-se são as palavras-chave para quem passa por esse momento. Os objetivos, claro, envolvem a restauração do equilíbrio financeiro e a volta à competitividade para uma recuperação empresarial por completo.

Existem hoje na bolsa 4 empresas importantes passando por esse processo:

Perceba que essas empresas estão com números ruins no geral.

O único motivo para uma decisão de investimentos nesses ativos seria a possibilidade de um real turnaround bem sucedido.

O risco é grande! Se der errado, o prejuízo pode ser integral.

Por outro lado, se der certo o benefício gerado é considerável.

Magazine Luiza passou por processo com grande sucesso…

Se eu fosse uma ação (VOGL3), diria que também passei por um turnaround muito bem sucedido…

Como já mencionei, quando a reestruturação ocorre com sucesso, os ganhos são enormes.

Qual será a próxima empresa que vivenciará uma mudança para alcançar um novo patamar?

Forte abraço!

Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.