MTSA4 ou uma caixa de sapatos

desconto na bolsa

Olá, investidor!

Tenho uma caixa de sapato que está sendo negociada no mercado a 8 reais.

Dentro da caixa existem 15 reais guardados.

Quer comprar minha caixa de sapato?

Acredito que a sua resposta seja um sonoro SIM.

Parabéns, você estaria fazendo um excelente negócio.

Você sabia que esse mesmo tipo de oportunidade é possível encontrar na bolsa de valores?

São situações pontuais.

Em determinado momento do mercado uma empresa pode estar sendo negociada em bolsa, com um valor de mercado inferior ao seu caixa líquido.

Em tese, mesmo que a empresa não esteja demonstrando resultados sólidos, como estaríamos pagando menos do que a empresa possui em caixa, estaríamos nos apropriando de uma excelente margem de segurança.

Embora, isso não garanta que a empresa possua qualidade em seu fundamentos, não podemos negar que essa distorção chame a atenção.

A título de curiosidade, separei uma empresa que possui essa característica.

Só faço uma observação: assim como a caixa de sapato pode ser de péssima qualidade e os 15 reais guardados no seu interior, podem não justificar a compra.

Não é coerente considerar apenas a variável que estamos avaliando para tomada de decisão.

Não é uma recomendação de compra.

A Metisa Metalúrgica Timboense S.A (MTSA4) é uma empresa que atua na fabricação e comercialização de ferramentas agrícolas.

Conforme sua última apresentação de resultados, ela possui:

metisa mtsa4 ativo circulante vs passivo circulante

Em Ativo Circulante estão os ativos mais líquidos, como caixa, valores a receber de clientes, estoques, etc.

Já em passivo circulante, estão as necessidades de “desembolso” de curto prazo da empresa.

Subtraindo Ativo Circulante do Passivo Circulante, nós temos o caixa líquido da empresa, que pode ser positivo ou negativo.

No caso da Metisa, nós temos um resultado de aproximadamente 162 milhões positivo. Definitivamente a empresa possui um caixa saudável.

Mas o que chama a atenção é que a empresa possui um valor de mercado (total de ações x cotação) de aproximadamente 155 milhões.

Isso significa que ela está sendo negociada no mercado a um valor inferior que ela possui em caixa.

Um desconto de aproximadamente 7 milhões.

O Deep Value Investing, estratégia que Warren Buffett utilizou muito no início de sua carreira como investidor, busca justamente situações como da Metisa.

O famoso “comprar 1 real pagando 50 centavos”.

É claro que devemos considerar outros fatores para decidir comprar ou não uma ação.

Mas não podemos negar que chama muito a atenção quando existe mais dinheiro em caixa do que o próprio valor de negociação da empresa.

Será que Metisa seria mais uma integrante da carteira do Canal Joias da Bolsa?

Talvez, estou de olhos abertos!

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

Vai aproveitar a baixa e comprar uma Small Cap?

Aproveitar oportunidades na bolsa small caps

Olá, investidor!

​Provavelmente você deve estar acompanhando a forte queda da bolsa na últimas semanas, decorrente do crescimento da transmissão do Covid-19​.

queda IBOV início de 2020

A queda já acumula mais de 40 por cento em 2020.

É impossível saber até quanto que a queda irá chegar, então não perca seu tempo com isso.

Por outro lado, muitas empresas estão sendo negociadas a preços atrativos, chamando a atenção de muitos investidores.

Empresas de qualidade negociando a metade dos seus múltiplos de 2019.

Quer dizer que temos claras oportunidades sem chances de dar errado?

​Bom, não é bem assim que funciona.

Quando estamos passando por uma crise, como a atual, o consumo dos produtos e serviços apresentam significativa queda.

Quando uma empresa vende menos, recebe menos.

Se ela não possui caixa para saldar suas obrigações de curto prazo, teremos um problema de defasagem do fluxo de caixa.

A solução é a empresa utilizar recursos de terceiros (empréstimos).

Quando uma empresa vende menos e já é alavancada, temos um problema maior.

Ela precisará aumentar seu comprometimento em crédito e isso poderá danificar a estrutura financeira da empresa, a ponto de ficar insolvente.

Imagine que você irá parar de ter renda durante 2 meses, suas contas continuaram a chegar, mas você não gerou sobras financeiras nos meses passados e consequentemente não tem dinheiro em mãos.

O que você faria? Situação complicada…

Nas empresas, acontece da mesma formas.

A dica mais importante que você receber neste momento é a seguinte:

Compre apenas empresas geradoras de caixa e com baixo endividamento.

Não significa que estas empresas não irão sofrer em relação aos seu negócios e receitas, mas terão condições financeiras para se manter durante e após o período desafiador.

Em momentos críticos a liquidez é a salvação, não só para a empresa, mas também para você.

Estamos vivendo um momento único para comprar ativos de qualidade sendo negociados a preços incríveis.

Compre bolsa! Você não irá se arrepender.

Contudo, verifique antes, se a empresa está preparada para aguentar e superar os desafios de um queda de vendas.

A lista das melhores small caps do momento está aqui disponível para download​.

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

SMAL11: nunca vai ser marolinha

Small Caps nunca vão ser marolinha

Olá, investidor!

As ações Small Caps são minhas queridinhas e indispensáveis para uma carteira de valor.

O que muita gente não sabe é que além de agregar potencial de retorno a carteira, ela também agrega muita volatilidade.

Ou talvez você já saiba, afinal foram elas que mais oscilaram no últimos dias.

Na prática isso significa que sua carteira vai oscilar mais.

Veja:

Small11 vs Bova11

Linha azul é a SMAL11 (fundo passivo de Small Caps), linha laranja é o Ibovespa (índice de referência da bolsa).

Veja que a SMAL11 sobe com uma maior intensidade do que o IBOV, porém a intensidade se aplica também na queda.

Por isso acho importante alertar você a compor no máximo 30 por cento da sua carteira de ações com Small Caps.

Já será suficiente para acelerar seus resultados e também será suficiente para te ensinar a navegar por mares turbulentos.

No curto prazo muitos investidores desistem, pois não conseguem aguentar a variação de capital investido.

E realmente ele varia, basta lembrar da última semana. Vimos quedas expressivas em um único dia.

Carteiras compostas por Small Caps, sofreram bastante nesse dia.

E posso te confessar uma coisa?

Essa variação na carteira decorrente das Small Caps, não muda absolutamente nada.

A carteira é construída para o longo prazo, ou ao menos deveria ser.

Essa turbulência do curto prazo é muito semelhante a entrar no mar.

As primeiras ondas são fortes, muitas vezes você quase cai, mas quando ultrapassa a arrebentação, tudo fica mais fácil e tudo vai se tornar se tornar pequenas ondulações.

Inclua Small Caps na carteira, ainda mais nesse preço, é isso que sugiro no Canal Joias da Bolsa, agora com muita margem de segurança para compra.

Você irá me agradecer quando ultrapassar a arrebentação.

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

QUAL3: um estudo de caso

Analise Qualicorp (QUAL3)

Olá, investidor!

No último e-mail enviado, falei que iria te provar que uma queda acentuada no preço das ações pode ser um grande atalho para riqueza.

Vamos aos fatos…

Com certeza você já ouviu falar na importância de ter uma reserva “estratégica”.

Ela serve justamente para aproveitar grandes descontos oferecidos no mercado.

Uma opção para criar uma reserva estratégica “alternativa” pode ser feita ao fracionar a compra das ações.

Para provar o que estou dizendo, vamos utilizar a empresa Qualicorp (QUAL3)​.

Vamos imaginar que você tenha comprado o equivalente a 100 mil reais há 5 anos.

​O preço pago foi de 17,00 reais por ação, totalizando 5882 ações.

Grafico Qualicorp (QUAL3)

Se você não fez nenhuma compra ou venda de ações no período, você acumulou cerca de 188 mil reais.

Agora vamos fazer o investimento dos mesmos 100 mil reais, fracionando o valor em 4 partes, buscando comprar a ações em diferentes momentos (quedas).

​Ficaria assim:

Tabela de aportes Qualicorp (QUAL3)

Você imagina quanto você teria acumulado?

Um total de 270 mil reais!

Uma diferença de aproximadamente 82 mil reais, comparado ao cenário de uma única compra.

Você deve estar se perguntando: “Como vou saber o momento de comprar a ação?

Bom, para isso se faz necessário encontrar o valor justo do ativo, seja através da comparação de múltiplos ou utilizando o GI Line​.

Tenha convicção que quando cai o preço das ações de uma boa empresa e os fundamentos continuam saudáveis, cria-se um atalho para acumulação de riqueza.

Como diria meu amigo e megainvestidor Warren Buffett: “Compre ao som dos canhões e venda ao som dos violinos”.

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

Dica de ouro para dias de queda da bolsa

dica de ouro para quedas na bolsa

Olá, investidor!

A semana passada foi bem intensa!

Como você deve ter acompanhado, na última semana o índice Bovespa caiu aproximadamente incríveis 10 por cento.

​Como você reagiu a essa queda?

Ficou com vontade de vender todos seus papéis para não ‘’perder mais dinheiro” com a queda?

Bom, se você vendeu, consolidou seu prejuízo e definitivamente o mercado de ações não é para você.

E está tudo bem, não é todo mundo que possui perfil adequado para renda variável.

Se cometeu esse erro, mas ainda quer persistir com investimentos em bolsa, leia com atenção este e-mail.

Primeiramente você deve compreender de uma vez por todas que quando você comprar uma ação, não é para “ficar” com ela somente nos momentos em que ela sobe.

Se você comprar quando ela subir e vender quando ela cair, você vai quebrar.

O mercado não está nem aí para suas “previsões” ou a de qualquer guru do Youtube.

Quem determinada se o mercado vai subir ou cair no curto prazo é a lei da oferta e demanda, que por sua vez é influenciada diariamente por milhares de variáveis.

Você tem que compreender que o curto prazo é aleatório, irracional ou chame do que você quiser.

​O fato é que se você der importância para ele, vai quebrar.

Não seja especulador, seja investidor.

O que quero dizer com isso é o seguinte: compre somente uma ação, se tiver a intenção de permanecer com ela no mínimo por muitos anos (sugiro 10 anos como parâmetro), mesmo se ela cair durante boa parte do tempo.

O motivo para isso é bem simples de entender.

No longo prazo as empresas boas conseguem evoluir seus resultados, entregando mais lucro e gerando cada vez mais caixa.

No curto prazo esses feitos não são possíveis.

​No longo prazo, o mercado passará por diversos ciclos econômicos e por diversos momentos. Veja só:

Comparacao de queda da bolsa pelo coronavirus.

O período destacado em vermelho, representa um período de 6 anos em que a bolsa acumulou aproximadamente -50 por cento de queda.

Nem a mais bela e eficiente carteira de ações acumularia resultados positivos ou significativos no período.

Por outro lado, na reversão do ciclo de baixa, os ganhos gerados por uma boa carteira ações serão excepcionais.

O que quero dizer é que se você não está preparado para acompanhar a queda no preço de suas ações por longo períodos sem ficar desconfortável talvez o mercado de ações realmente não seja para você.

Agora, se você compreender que quando compra uma ação, na verdade está comprando os futuros lucros que a empresa vai gerar e que isso ocorrerá no longo prazo, te parabenizo.

Você muito provável ser tornará rico no mercado de ações.

Escolher boas ações não é o mais difícil.

O que é mais difícil é compreender e aceitar que, na maior parte do tempo, uma ação de uma excelente empresa poderá operar em queda.

Agora, acreditando que você compreendeu as questões explicadas acima, vou ter dar uma dica que vale ouro:

Separe uma reserva “estratégica” para momentos em que o mercado apresentar quedas excessivas.

Comprar uma BMW sendo negociada a preços de um Fusca, vale muito a pena e irá tornar seus resultados no longo prazo exponenciais.

É claro que me refiro a ações de boas empresas e não carros… é isso que busco na carteira das ações que integram o Canal Joias da Bolsa.

Mas isso é um papo para outro e-mail, pois o segundo passo para sua evolução psicológica financeira será compreender que uma queda acentuada é o que poderá realmente criar atalhos para sua riqueza.

No e-mail da próxima semana, irei te provar esse fato.

​Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

GI SCORE previu a falência da FRTA3

gi score previu falencia frta3

Olá, investidor!

Quando investimos em ações, estamos assumindo certos riscos. Por isso é muito importante comprarmos apenas ações de boas empresas.

​Já imaginou comprar ações de uma determinada empresa focando no longo, mas ser surpreendido com a falência dela?

Justica decreta falencia da Pomi Frutas FRTA3

Se uma empresa da sua carteira de ações decretar falência, ela poderá causar grandes estragos no seu patrimônio.

​ Mas o que você pode fazer para evitar este tipo de risco?

Bom…

Sempre opto pelo menos complicado, pois o mais simples funciona no mercado.

GI Score analisa mais de 13 indicadores fundamentalistas​ para avaliar se a empresa é boa ou ruim e apresenta o resultado em uma pontuação de 0 até 100.

Quanto maior pontuação, melhor é a empresa. Simples assim.

Veja como a pontuação histórica da FRTA3:

GI Score historico FRTA3

Desde 2015 a empresa se manteve abaixo de 20 pontos, o que é uma nota muito ruim.

Frequentemente você me ouve falando que se os fundamentos permanecem ruins de forma contínua, as chances de quebra da empresa são enormes.

Dificilmente ela será capaz de recuperar sua saúde financeira.

O GI Score sinalizou o possível problema.

Se a pontuação é baixo no GI Score, não compre as ações. Se comprar, saiba que você poderá estar se tornando sócio de uma futura empresa falida.

Bom, particularmente não vejo sentido em ser sócio de empresas com esse tipo de risco.

Fique de olhos abertos, pois ainda existem empresas com GI Score abaixo de 20 e se mantendo estável nessa zona de risco.

Veja algumas delas:

TEKA4:

GI Score historico TEKA4

DMMO3

INEP4:

GI Score historico INEP4

Infelizmente não são somente elas… Existem mais…

Mas fique tranquilo, nosso GI Score funciona como um sismógrafo de terremotos, detectando as possíveis falências antes que elas aconteçam.

Fuja dessas ações como você fugiria de um terremoto.

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

Não veja essa recomendação de investimentos

evite gurus de investimento

Olá, investidor!

Se você abriu esse e-mail, é possível que em algum momento irá comprar uma ação de uma empresa ruim, recomendada por alguém que não possui conhecimento suficiente.

Por que faço essa afirmação?

Porque o ser humano, na maioria das vezes, utiliza o seu lado emocional ao invés do racional para tomada de decisões.

Quando você acessou sua caixa de e-mail e leu o título “Não veja essa recomendação de investimentos”, acredito que quase mesmo que você tenha sentido raiva de mim, você acabou clicando por curiosidade.

É instintivo.

Tudo isso me faz colocar a seguinte afirmação na mesa:

Se você não possui uma estratégia de investimentos, não invista.

Entenda…

Sem uma estratégia você estará suscetível a ter uma decisão baseada na construção emocional dos fatos.

Eu por exemplo, sigo a risca o Value Investing​, estratégia disseminada pelo mega investidor Warren Buffett.

Todas minhas decisões passam por um checklist de critérios, se forem atendidos eu compro, caso contrário não faço nada.

Mesmo que o meu lado emocional não esteja convicto, eu me apego as minhas premissas. Às vezes dá medo até nos mais experientes, mas a recompensa vem.

Busque uma estratégia e siga suas premissas.

Isso facilitará o seu sucesso nos investimentos.

​Do contrário, as suas emoções farão você comprar na alta e vender na baixa.

A maioria dos investidores comete ou já cometeu esse erro em algum momento da jornada.

Em 2006, quando comecei a investir sem saber nada, cometi esse tipo de erro mais de uma vez.

A história não se repete, mas sempre rima com as anteriores…

Em algum momento você percebe que uma ação está subindo muito por um tempo relevante.

Fica a sensação de que a renda variável só varia para cima.

Neste momento você será contagiado por uma empolgação e irá vislumbrar grandes ganhos financeiros: “Quantos anos eu vou ter que investir para me aposentar e viver com o rendimento de ações?”.

E assim você decidirá comprar essa ação. E adivinha?

Provavelmente você terá comprado no topo.

Quando a ação começar a cair de forma intensa, você irá vender para não “perder” mais.

Neste ponto você fica frustrado e com prejuízo no bolso. Depois de um tempo depois a ação vai voltar a subir e se recuperar e você tomado pela empolgação de comprar novamente e “apenas recuperar o seu prejuízo”.

Mas, novamente, na primeira queda intensa, repete o erro, vende as ações e amarga um novo prejuízo.

Isso vai se repetindo até você quebrar ou achar que é impossível ganhar dinheiro com ações.

O emocional fará você perder dinheiro. O racional fará você ganhar dinheiro.

A estratégia fará você ser disciplinado e racional nas decisões.

Assumir erros se torna mais fácil também.

A escolha é sua.

​ Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

E essa tal de DMMO3?

Olá, investidor!

Essa ação é motivo de alvoroço entre os participantes da rede social do Guainvest.

Será grande oportunidade ou uma grande cilada?

Vamos descobrir…

Alguém aqui lembra da empresa OGX do “glorioso” Eike Batista?

A Dommo Energia é a OGX.

Apenas trocou seu nome, talvez para tentar não trazer as péssimas lembranças de um passado recente.

Em 2008 ocorreu a abertura de capital da OGX, que parecia se destacar pelo enorme potencial.

“Eu sei enxergar diamantes não polidos, a OGX tem hoje um trilhão de dólares de valor em petróleo…”

Essas são as palavras do à época dono da OGX Eike Batista, que era na época um dos homens mais ricos do mundo.

A veracidade no olhar de Eike Batista ao dizer esta frase era capaz de eliminar qualquer incerteza até mesmo do investidor mais cético.

De fato Eike era um vendedor nato (havia trabalhado como vendedor de apólices de seguros).

Um grande vendedor de sonhos, o maior que a bolsa já teve.

​O mercado comprou essa história por completo, ainda que a empresa estivesse em fase pré-operacional.

O fato é que “comercialmente” a empresa foi vendida como uma oportunidade única e atingiu seu ápice de preço no dia 15/10/2010, sendo negociada a 23,37 reais (+500 por cento de valorização desde o seu IPO).

Recorrentemente eu digo que no curto prazo o que define o preço é questão de fluxo de capital especulativo e no longo prazo o preço das ações acompanha o valor da empresa.

No dia 03/07/2013, o mercado entendeu que a história de Eike sobre a OGX era linda mas realmente era apenas uma “história”… seu preço atingiu 0,39 reais (uma queda de -98 por cento).

O fato é que em 2013 a empresa solicitou recuperação judicial, na época não gerava caixa e acumulava dívidas bilionárias.

A empresa atualmente continua passando por enormes desafios.

​Em 2019 o volume de vendas foi menor do que em períodos anteriores, afetando diretamente seu Ebitda:

Ebitda ajustado dmmo3 (ogx)

Até o 3T2019 a empresa reportou um prejuízo de 120 milhões, incluindo não recorrentes.

Os números realmente não ajudam a empresa.

​Nosso confiável GI SCORE apresenta a uma pontuação justa para DMMO3:

Score DMMO3

Não vejo justificativas para investir nessa empresa, embora seja um prato cheio para especuladores.

Com tantas empresas boas sendo negociadas em bolsa​, considero quase um “pecado” destinar dinheiro para DMMO3.

Muitos consideram que ela tenha potencial para grandes altas, uma vez que ela já teria “caído demais”.

Mas qual é o racional para isso?

Não enxergo fatos que justifiquem uma possível alta. Como já mencionei, os fundamentos são péssimos.

E só fundamento justifica uma alta consistente.

Eu opto por fatos e não suposições. Evito tentar “encontrar o bilhete premiado” e recomendo fortemente que você faça o mesmo.

O dia em que eu criar o GI CRAP, talvez ela consiga me chamar a atenção.

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

SMAL11: onde há fumaça, há fogo

SMAL11 onde há fumaça, há fogo

Olá, investidor!

Já ouviu falar em SMAL11? Já adianto: não é o melhor investimento do mundo.

Trata-se de um ETF (Exchange traded funds), não precisa se assustar com o nome. Basicamente é um fundo negociado na bolsa de valores.

Não tenho nada contra fundos, aliás admiro vários gestores de fundos brasileiros, acontece que ETFs são fundos passivos.

Na prática isso significa que a escolha de ações passa apenas por filtros superficiais, sem uma análise profunda da empresa.

Atualmente ela é composta por 78 ações, sendo que 20 delas possuem GI SCORE abaixo de 50 pontos.

O que isso significa?

Significa que boa parte da carteira são compostas por empresa de fundamentos ruins.

Veja alguns exemplos:

acoes ruins small11

Empresas com prejuízos não fazem parte da minha carteira de ações e também não deveriam fazer parte da sua.

Acontece que ao comprar um ETF, você está adquirindo 78 empresas e, entre elas, figuram ações como as citadas acima.

Agora veja que interessante:

small11 ou bova11

Nos últimos 10 anos, o ETF SMAL11 performou o dobro do IBOV, acumulando cerca de 260 por cento.

Quase consigo ler seus pensamentos:

“Mas Edu, você acabou de dizer que é ruim investir em SMAL11.”

Graças a assimetria do mercado de ações, as ações Small Caps tem capacidade de gerar retornos muitos significativos, multiplicando muitas vezes o seu valor.

Sendo assim, a performance das boas ações da carteira muito mais do que superam as ações problemáticas.

Agora reflita comigo: se uma carteira composta por muitas Small Caps ruins consegue performar bem, imagine uma carteira exclusivamente com Small Caps de qualidade.

Não vamos ficar apenas no campo da imaginação, vamos ver na prática.

Se em 2010 você tivesse feito uma simples análise dos fundamentos, considerando ROE, endividamento e capacidade de geração de caixa, talvez você tivesse investido nas ações abaixo:

ABCB4, MYPK3, ROMI3, RAPT4, VLID3, GRND3, GUAR3, CYRE3, FLRY3, POMO4, TGMA3, ODPV3 E ENGI11.

Veja os resultados acumulados em comparação ao SMAL11:

carteira ficticia ou small11

A linha verde é essa carteira teórica que construímos no estudo, a linha vermelha é o SMAL11.

Veja que o acumulado é da carteira é de quase 400 por cento e da SMAL11 é de 260 por cento.

Diferença significativa!

Embora seja mais prático e fácil investir diretamente em SMAL11, tenha certeza que NÃO é o melhor caminho.

OBS: As ações selecionadas para a carteira do estudo foram avaliadas com
os fundamentos de 2010, ou seja, não significa que ainda sejam boas. 

A ideia do e-mail pode ser resumida em uma única frase: não seja preguiçoso no momento de investir seu dinheiro.

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

As 7 small caps que vão fazer diferença em 2020

Olá, investidor!

Comprar barato e vender caro.

Este é o meu objetivo quando invisto em uma ação.

É isso que enxergo nas small caps que estudo.

Para comprar barato busco empresas que momentaneamente não estão refletindo o crescimento dos seus lucros.

Certamente você já me ouviu falando a seguinte frase:

“Os lucros justificam os preços.”

Então como é possível pagar barato por empresas em pleno processo de crescimento dos lucros?

Sabe aquela teoria de mercado eficiente? Que diz que tudo já está embutido no preço da ação?

No curto prazo isso não serve.

É puro blá blá blá de alguns acadêmicos… Aliás, muitos sequer investiram um centavo na vida.

Teoria sem prática não serve para nada.

Fato é que a ineficiência do curto prazo do nosso mercado gera grande oportunidades.

A minha carteira disponibilizada no Canal Joias da Bolsa, busca exclusivamente aproveitar essa ineficiência para comprar ações boas e baratas.

Entenda…

Quando montei a carteira, busquei empresas com crescimento de lucros e múltiplos descontados frente a empresas do mesmo segmento.

Veja a performance da carteira do Joias em 2019, comparado ao crescimento médio dos resultados financeiros das empresas da carteira:

Resultado operacional vs Joias da Bolsa

A linha preta é a valorização da carteira e a linha verde é o crescimento dos resultados financeiros.

No início do ano, as empresas já estavam demonstrando crescimento do seus resultados financeiros, mas os preços estavam adormecidos…

Que bom.

Veja que a partir de maio o mercado começou a precificar o crescimento atual e futuro dos resultados das empresas, mas apenas em outubro o movimento de alta se intensificou.

Sabe o que o que começou a ocorrer em outubro?

Os lucros começaram a justificar os preços.

Invista com foco nos lucros das empresas. Os preços irão nessa dos lucros das empresas no longo prazo.

E na minha opinião, são as small caps que ainda deixam a ineficiência do mercado ainda muito visível. Compre small caps.

Não à toa a carteira do Joias possui 7 Small Caps…

Ah, e tenho um aviso: já estão abertas as inscrições do evento O Grande Gatilho. Corra que é até o dia 31.

Forte abraço!

Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.