Uma ação boa para longo prazo, mas que pode dar uma “porradinha” no curto prazo

Olá, como você vai?

Volta e meia tenho aquele amigo que me questiona: “Ok, Martin, já entendi que ações é negócio para longo prazo, mas não tem nenhuma empresa que já pode dar uma ‘porradinha’ agora, no curto prazo?”.

Dá para entender. 

É fácil colocar na cabeça que ações é um bom negócio no longo prazo.

Difícil mesmo é assimilar que o fato de que “ser bom para o longo prazo” é sinônimo de que nem todo dia, semana, mês ou ano a sua ação vai subir.

Bolsa não é sempre para cima nem no mais eufórico ciclo de alta. 

Nunca vai ser.

A Magazine Luíza não subiu quase 40.000 por cento de forma linear e bem comportada. 

No meio do caminho, muito apressadinho perdeu dinheiro com a ação, que teve correções negativas de 40 e tantos por cento nesse período.

O fato é que para se dar bem com ações tem que ter muita paciência e zero vaidade.

Investir em ações não é um jogo de se acumular vitórias, nem de jogar bonito.

É um jogo de acumulação de ativos, de disciplina, de fazer a mesma jogada sempre.

Você ganha muito mais comprando ações todos os meses do que vendo um único investimento subindo x por cento em poucos meses. 

Francamente, se uma ação sobe muito em pouco tempo isso não passa de sorte.

Competente é quem não abandona seu processo de investimento porque “o mercado já subiu demais e está muito esticado” ou porque “está tudo caindo”.

Na bolsa, ganha mais quem fica mais tempo e quem investe mais vezes.

Nada cai nem sobe para sempre. 

A direção do preço das ações que você compra é para onde os lucros dela forem.

Para ser o mais simplista possível: se você comprar empresas sem histórico recente de prejuízos todos os meses, a chance de você estar rico daqui a uns 10 ou 15 anos é muito grande. 

E isso basta.

Esqueça turnarounds (empresas que vão reverter prejuízos e disparar) ou privatizações de estatais.

Aqui a chance de erro aumenta muito e mesmo escolhendo empresas que só lucram, uma ou outra você vai errar.

Você vai errar inevitavelmente e, por isso, tem que escolher o caminho mais conservador possível.

Lembre que dinheiro não tem marca. 

Não faz nenhuma diferença você dobrar o capital com as ações mais caretas da bolsa, como uma Itaúsa, ou com a mais “disruptiva”, como Banco Inter.

O método mais simples e mais tosco pode ser a alternativa mais adequada para se ganhar dinheiro na bolsa. O difícil aqui vai ser se despir de vaidades e acreditar nisso até o final.

Me desculpa, mas não conheço espertinho que ganhou dinheiro na bolsa porque teve a sacada que ninguém teve.

Pelo contrário, os maiores ganhadores de dinheiro da bolsa são idosos caretas e que não fizeram nada de emocionante com o seu dinheiro, apenas passaram uma vida inteira comprando ações de boas empresas.

Aceite: investir é chato como ficar vendo a grama crescer. 

Se te empolga muito ver o seu papel subir ou te deixa nervoso ver o seu papel cair, talvez investir não seja para você. 

Agora se você está disposto a escolher entre 8, 12 ou 15 ações que seja, comprar um pouquinho cada mês durante os próximos 10, 15, 20 anos, investir na bolsa é para você mesmo e a única coisa que você precisa fazer é não errar muito feio.

A nossa plataforma ajuda você a escolher as melhores e mais entediantes ações da bolsa.

Se é para se divertir, melhor ir para o bar com os amigos.

E para não fugir do assunto, a soltura de Lula não altera as perspectivas que já tínhamos para bolsa na nossa visão. 

Reforçamos o bom momento para bolsa no Joesley Day, na greve dos caminhoneiros, nas eleições e agora reforçamos, novamente, que ainda deveremos ter alguns anos de bolsa subindo.

Esqueça os ruídos.


Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

CDI não é investimento: o fim do dinheiro vagabundo dá lugar a Era da Renda Variável

Olá, como você vai?

Hoje é dia de verdades duras. É importante que você tome ciência do que vai ser falado aqui.

O CDI é um dinheiro vagabundo, onde qualquer um ganhava muito sem fazer coisa nenhuma.

O Brasil por muito tempo foi o paraíso dos rentistas.

O país poderia estar um caos, que tanto fazia. Bastava um investidor deixar o seu dinheiro na renda fixa que ele teria um retorno de 2 dígitos ao ano.

Hoje temos Selic a 5,00 por cento. Logo mais nós teremos Selic a 4,50 por cento ao ano. A previsão é que pare por aí mas a verdade é que ninguém sabe realmente onde isso vai parar. 

4,00 por cento ao ano? Por que não 3,50? Seria incrível.

Não dá mais para ganhar dinheiro vagabundo. O dinheiro fácil acabou.

A tendência da renda fixa daqui para frente é apenas repor a inflação.

É ser o seu dinheiro em caixa, a sua reserva de emergência. Só isso.

É assim que funciona na Europa, nos Estados Unidos, no Japão e outros mercados mais robustos.

Para ganhar mais você vai ter que se mexer um pouco mais.

A parte boa é que se você se mexer um pouquinho, já pode ganhar muito.

Você não vai mais ter ganhos limitados a um percentual do CDI. 

Agora o céu é o limite.

Mas você vai ter que aprender a lidar com risco, com volatilidade, com o sobe e desce da bolsa.

O melhor investidor do mundo sabe que os seus investimentos não sobem todos os dias.

Se é assim para ele, com você não vai ser diferente. 

Não invista em ações esperando que todo dia, mês ou ano as suas posições andem para cima.

Vai se dar bem quem entender isso e continuar investindo mesmo que em meio a um banho de sangue.

O mercado de ações nada mais é do que a vida real, a vida como ela é.

Você vai lidar com frustrações, nem sempre as coisas vão sair como o planejado, mas se você fizer as coisas do jeito certo, a jornada vai ser extremamente gratificante.

Os pacientes e disciplinados são melhor recompensados do que os que tentam resolver tudo rápido.

Hoje o mercado está em alta.

Entramos na Era da Renda Variável.

Quem entrar agora ainda tem uma grande pernada de valorização para capturar.

A bolsa pode muito bem ir para 120 mil, 150 mil, 300 mil ou até 500 mil pontos. 

Isso não quer dizer que você vai estar tranquilo sempre.

Entre os 100 mil e os 200 mil pontos do Ibovespa vai ter muito sobe e desce e as suas convicções vão ser testadas.

Veja…

De janeiro de 2016 até hoje, a bolsa saiu dos 40 mil pontos para os 109 mil pontos.

No meio disso tivemos Impeachment, Joesley Day, Greve dos Caminhoneiros, Eleições, Bebianno, Queiroz, Guerra Comercial entre China e EUA e queda da barragem da Vale.

Todo dia vão aparecer notícias que vão te dar medo, mas isso nunca vai ser um empecilho para ver o seu dinheiro crescer se você estiver fazendo a coisa certa.

E o fato é que quem tentar “operar notícia” vai se dar muito mal.

O GuiaInvest quer ajudar você a ter a jornada mais prazerosa possível.

Queremos simplificar conceitos complexos.

Queremos mostrar que não existe investimento sem risco.

Mas temos a convicção de que investir em ações é menos arriscado do que parece, mesmo com todo esse sobe e desce causado pelos noticiários.

Hoje o maior risco é você não se arriscar.

Acreditamos que o investimento em ações é o melhor investimento do mundo.

E queremos que você entenda a nossa filosofia de investimento em ações.

Acesse aqui a nossa palestra online que expõe as 10 razões pelas quais investir em ações vai tornar você uma pessoa mais rica intelectual e financeiramente.

Comente aqui como nós podemos ajudar você.


Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

Sobre humanos e máquinas: as 5 melhores ações da B3 no dia 30 de outubro de 2019

Olá, como você vai?

Olha só que coisa interessante: a plataforma do GuiaInvest lida com trilhões de dados todos os dias.

Nossos algoritmos consolidam e simplificam uma quantidade de informações que um ser humano seria completamente incapaz de interpretar em uma vida inteira.

Há 11 anos a Inteligência Artificial do GuiaInvest vem ajudando milhares de pessoas a investir melhor.

Nós somos obcecados pelo mercado de ações, mas não temos nenhuma vaidade: se os números dizem, está dito, não importa a nossa opinião.

Antes de qualquer coisa, adianto: não somos entusiastas de robôs investidores e essas novas modas que surgem no YouTube e de traders blogueiros.

Quando falamos em Inteligência Artificial, nos referimos a tomada de decisão baseada em algoritmos.

É isso que fazemos, a nossa essência. E como você percebeu, a decisão é humana, não da máquina.

Fato é que as máquinas lidam bem com quantidades fartas de informações.

Nós humanos lidamos bem com poucas informações. Somos bons de escolher entre um ou outro. 

Nesse sentido ainda somos superiores às máquinas. Nós temos sentimentos e ainda podemos captar aquilo que não está nos números.

Máquinas não possuem o que chamamos de intuição, que nada mais é do que um conhecimento tácito, impossível de ser expresso em números ou mesmo palavras.

Basicamente, a plataforma do GuiaInvest mastiga os dados e nos dá o poder de tomar uma boa decisão.

Hoje, dia 30 de outubro de 2019, a nossa plataforma ordenou da seguinte maneira as Top 5 ações da bolsa brasileira em termos de qualidade:

1- Hypera (HYPE3) – GI Score = 92

2- Ferbasa (FESA4) – GI Score = 91

3- Unipar (UNIP6) – GI Score = 85 

4- RD (RADL3) – GI Score = 84

5- Qualicorp (QUAL3) – GI Score = 84

O GI Score é um indicador único do GuiaInvest, que é calculado pela nossa Inteligência Artificial.

Ele leva em conta margens de lucro, lucratividade, crescimento, liquidez, endividamento e governança das empresas listadas na bolsa. Ele varia de 0 a 100 e, quanto maior, melhor é a empresa em questão.

Neste indicador não é levada em consideração a atratividade do preço da ação.

Ele não serve como uma recomendação de compra.

Mas será que essas são mesmo as Top 5 melhores empresas da bolsa?

Na opinião de muita gente, não, mas é o que os números nos dizem.

Não estamos aqui para tentar competir com as máquinas na análise de uma infinidade de informações. 

Sinceramente, não acredito que o analista tal, da casa de análise tal, consegue consolidar tanta informação com tanta eficiência.

Ele é um humano, ele erra, ele também se deixa levar por emoções.

Mas isso quer dizer que a nossa Inteligência Artificial não erra?

Claro que não, ela também erra, afinal ela foi desenhada por um humano. Ela possui a capacidade de sintetizar um raciocínio que um ser humano seria incapaz.

Ela ajuda você a pensar muito mais rápido.

E, de qualquer forma, a decisão final de investir ou não é sua. 

Investir seguirá sendo um exercício de otimismo, de saber a quais riscos você aceita se sujeitar, de assumir que você não sabe de tudo e saber que o que premia você é o tempo e a disciplina.

Se você quiser conhecer mais a fundo o nosso algoritmo, nesse vídeo o André faz uma demonstração utilizando o caso prático de duas ações.

Ali ele vai atrás da resposta para duas perguntas: i) essa ação é de uma boa empresa?; ii) o preço dela está atrativo?

Os números estão ali à nossa disposição para responder o que perguntamos, mas, no final do dia, a decisão e a responsabilidade sempre será de nós, humanos. 

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

Será que BOVA11 ainda vale a pena?

Olá, como você vai?

Hoje vou trazer o recado repartido em vários tópicos porque tem bastante coisa importante que você deve ficar de olho.

Até onde o juro pode cair?

Mais uma vez o Boletim Focus revisou para baixo as expectativas para a Taxa Selic para o final deste ano. 

A mediana das projeções apontou para uma Selic encerrando 2019 em 4,5 por cento ao ano.

Mas vemos também instituições, como o Itaú por exemplo, projetando Selic a 4,0 por cento até o final do ano.

Teve o pessoal mais agressivo ainda que projetou em 3,75 por cento. 

Já pensou?

Bolsa na máxima histórica

Expectativa de juros em queda, trégua na guerra comercial sino-americana e expectativa de balanços fortes na temporada de resultados que já está aberta.

Esses 3 fatores trouxeram o Ibovespa para o seu nível máximo histórico, adentrando a casa dos 106.000 pontos.

Ainda vale a pena entrar?

Sim. Quem não se mexeu, precisa se mexer.

Com a Selic baixando da forma que as projeções estão apontando, até o mais conservador dos investidores vai acabar tendo que colocar um tantinho das suas economias na bolsa.

Bolsa hoje é o risco que mais vale a pena correr.

Então quer dizer que BOVA11 é uma boa opção?

O ideal é você  aprender com a gente a selecionar as ações e você mesmo montar uma carteira, mas se você só quer pôr o dedo do pé na água por enquanto, BOVA11 é um bom começo.

Para quem gosta de imóveis?

Montamos um novo conteúdo falando sobre fundos imobiliários. 

Quem tem interesse em ter aquele pinga pinga mensal e com menos volatilidade pode clicar aqui e conferir a nossa mais nova masterclass.

Qual a grande expectativa do momento?

O grande foco do mercado agora são os balanços corporativos.

A temporada de resultados deve trazer boas surpresas.

Mas, sinceramente, a MINHA grande expectativa é que o Grêmio acabe com o oba-oba do Flamengo nesta quarta-feira no Maracanã, me desculpem os flamenguistas.

Um abraço e até semana que vem.

Ps.: gosto de deixar o espaço aberto a críticas, sugestões de conteúdo, possíveis melhorias e elogios, se você achar que o economista que vos fala está merecendo.

No que você precisar eu vou tentar ajudar aqui toda quarta-feira. Basta deixar seu comentário respondendo esse e-mail. 

Não deixe de assistir os conteúdos recomendados que eu passei. Eles são gratuitos e mesmo assim têm impactado positivamente a vida de muitas pessoas.

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.’

Recado para o meu melhor leitor

Olá, como você vai?

Hoje eu trago um conselho de amigo e, como todo bom amigo, nem sempre falamos do que você vai gostar de ouvir.

Por isso peço que você preste atenção e reflita sobre o que vai ser falado nas próximas linhas.

Pensa aqui comigo e vê se isso faz sentido para você…

As projeções das instituições financeiras para Taxa Selic é de uma redução para 4,75 por cento ao ano até o final de 2019.

Para 2020, a projeção é que a taxa permaneça nesse patamar.

Mas isso não é um consenso: há instituições estimando a Selic em 4 por cento ao ano ao final de 2020.

Digamos que a Selic chegue mesmo em 4 por cento ao ano ao final de 2020. Apenas uma hipótese.

O que aconteceria com o dinheiro dos brasileiros que está hoje na renda fixa?

“Obviamente iria para bolsa de valores, Martin. Ninguém vai querer ver a própria grana rendendo 4 por cento ao ano” – você pode estar pensando.

Então, isso é o que eu e você gostaríamos que acontecesse.

Mas, sinceramente, não acho que vai ser assim.

Vai ter muita gente investindo em produtos mais exóticos de renda fixa, como as debêntures.

Debêntures são títulos de dívidas de empresas. Você empresta dinheiro para uma empresa e recebe juros em troca.

Vai ter muita debênture oferecendo 150 por cento do CDI ou até mais.

Isso parece bom em um primeiro olhar. Mas é conversa mole.

O problema é que vai ter muita gente caindo nessa conversa e eu estou aqui para te alerta para o risco desse tipo de investimento.

Veja: com uma Selic em 4 por cento (hipoteticamente), 150 por cento do CDI representa um retorno de apenas 6 por cento ao ano.

Mesmo com 150 por cento do CDI, vai levar 15 anos para você dobrar seu capital. O retorno ainda é baixo.

Só fica um aviso: debênture não tem volatilidade, mas tem risco de calote.

E é aqui que mora o perigo.

Você dorme tranquilo todos os dias pela ausência do sobe e desce, mas do dia para noite seu dinheiro pode virar pó.

Pode parecer exagero, mas não é.

A têxtil Karsten e a Lupatech, empresa petrolífera e de biocombustíveis, são casos recentes de empresas que não pagaram os seus credores.

Seus investidores foram vítimas da tentação de ver seu dinheiro render mais do que 100 por cento do CDI e sem volatilidade.

Olhar só para percentual do CDI e volatilidade deixa o investidor cego.

Pergunto: você investiria em uma debênture de uma empresa que paga 200 por cento do CDI (hipoteticamente) se soubesse dessa informação da imagem abaixo?

Acredito que não, correto?

Emprestar dinheiro para uma empresa com péssimos resultados é arriscado demais.

O fato é que o ser humano se apega somente àquilo que pode ser observado.

No mercado de debêntures, não observamos volatilidade.

Pense comigo aqui…

É óbvio que é prazeroso você ver o seu dinheiro render mais que 100 por cento do CDI em um investimento que não oscila.

Mas existe um porém.

Aquilo que não oscila esconde os riscos de verdade.

Isso dá a impressão de que há menos risco do que realmente tem.

Na bolsa de valores ocorre o contrário: as ações possuem bastante volatilidade.

Isso nos dá a sensação de que há mais risco do que realmente tem.

Como disse o gestor de fundos Henrique Bredda:

“As ações da AmBev oscilam mais do que as debêntures, mas tem bem menos risco do que muitas delas. Se você achar que oscilações são sinônimo de risco, você pode ser vítima de armadilhas”.

No fim das contas, o mercado acaba sendo uma competição de nós contra nós mesmos.

A única pessoa que pode atrapalhar você, é você mesmo.

Erros no meio do caminho são normais e devem ser tratados com naturalidade.

Não aceite investimentos exóticos.

Se você quer ficar na renda fixa porque não se sente seguro na bolsa, fique no Tesouro Direto.

Não é um mal investimento, você só vai multiplicar o seu patrimônio de forma mais lenta.

Não assuma riscos desconhecidos por X por cento a mais do CDI.

Quer rentabilidades maiores que a da renda fixa? Vá para o mercado de ações e invista em bons negócios.

Não tente achar aquela empresa que promete disparar.

Esquece Oi, esquece turnaround da Cielo. Nada contra elas, mas é impossível prever o futuro.

Então compre o que foi bem e segue indo bem.

Lembre que todo mundo tem acesso às mesmas informações que você.

Se você é iniciante e achar que é espertinho, é porque alguém mais esperto que você te colocou nessa situação e, provavelmente, vai ganhar em cima de você.

Você quer ter sucesso nos seus investimentos?

Não tem segredo: poupe, tenha o pé no chão, desconfie de tudo, simplifique, pense como os grandes investidores pensariam e nunca cogite que você é mais esperto que o mercado.

Um abraço e até semana que vem.

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

 

 

Como pensar um portfólio para qualquer momento do mercado

Rentabilidade, segurança, diversificação e proteções

Olá, como vamos?

Recentemente recebi várias perguntas sobre como construir uma carteira e diversificar o portfólio.

Escrevo bastante sobre isso semanalmente, mas nunca tinha feito um texto falando exclusivamente sobre isso.

Chegou o dia. Vamos lá: direto e reto.

Como começar?

A primeira coisa é tomar vergonha na cara e sair da poupança e do bancão em geral.

Eu sei que é uma aplicação prática, mas também é uma forma prática de não se ganhar nada.

Para investir, é preciso abrir conta em uma corretora independente onde você terá acesso a produtos melhores.

Hoje eu indico a Ável, que é um escritório de agentes autônomos vinculado à Xp e que tem parceria com o GuiaInvest.

Ok, agora é hora de você por a mão na massa.

O que fazer com aquele dinheiro que estava na poupança?

Você precisa formar uma reserva de emergência e, mais do que isso, precisa estipular um percentual que você não quer que sofra volatilidade de jeito nenhum.

Tudo bem até aqui?

Eu vou construir uma carteira para um investidor hipoteticamente moderado.

Esse investidor vai deixar 55 por cento do patrimônio acumulado em renda fixa, que é o somatório da sua reserva de emergência e de uma fração do capital que ele quer deixar livre de volatilidade.

Mas qual produto é o mais adequado para isso?

Bom: ou você pode optar pelo Tesouro Selic (é o que eu faço) ou por um Fundo DI com baixa taxa de administração (máximo 0,5 por cento ao ano) e com liquidez imediata.

Vale também deixar na Nuconta, que rende 100 por cento do CDI.

“Mas Martin, você não disse que a renda fixa tava morta?”

Como forma de acumular patrimônio sim, está morta, mas ela ainda tem função para compor o seu portfólio.

Você não vai expor todo seu portfólio ao sobe e desce da bolsa, por melhores que sejam as ações que você esteja investindo.

De toda forma, não se expor a bolsa de valores hoje em dia já é loucura.

Um portfólio composto 100 por cento de Tesouro Selic, há 3 anos, era rentável e seguro. Mundo perfeito.

Mas isso acabou.

Bom, mas o que fazer com o resto?

Então vamos lá: 55 por cento em Tesouro Selic (Fundo DI barato ou Nuconta) para você ter segurança e vamos buscar rentabilidade nos 45 por cento restantes.

Se você quiser compor esses 45 por cento com umas 10 ações, representando cada uma 4,5 por cento do total do portfólio, está tudo certo.

Também pode ser 55 por cento Tesouro Selic e 45 por cento BOVA11. Isso já é muito melhor do que a grande maioria da população faz e já vai gerar resultados bem legais para você.

No meio de um mercado de alta tudo vai ficar bonito, o que é o caso de hoje em dia.

Mas o propósito aqui é que você monte uma carteira para qualquer cenário do mercado, para ir bem em momento ruins também.

Sendo assim, vamos destinar os recursos da seguinte maneira:
– uma parte em ações, para você rentabilizar seu patrimônio com o ciclo de alta da bolsa;
– outra em fundos imobiliários, para você não sofrer tanta volatilidade e de quebra receber aluguéis mensais;
– fundos multimercados de baixa volatilidade, que unem rentabilidade e segurança nas suas estratégias de gestão;
– e proteções (moedas fortes e metais), que são ativos que não vão contribuir muito para a rentabilidade da sua carteira, mas que, quando o mercado for mal, eles vão ir muito bem, de forma que a sua carteira vai estar protegida.

Mas em que proporção colocamos cada classe de ativo?

Bom essa pizza aqui embaixo resolve esse problema:

Vamos manter uma proporção alta nos multimercados de baixa volatilidade para não expor demais a sua carteira, mesmo que ela esteja alocada 55 por cento em renda fixa.

A fatia vermelha do gráfico, onde está escrito “Renda Variável”, nós queremos dizer “ações”, e ali vamos ficar somente com 13 por cento do total do portfólio. Essa faixa deve ter em torno de 10 ações de boas empresas.

Aquele pouquinho em imóveis vai garantir aquele pinga-pinga mensal que é uma delícia para qualquer investidor, independentemente do valor que caia.

O outro pouquinho em proteções não pode pesar muito no portfólio e, por isso, destinamos apenas 5 por cento do total. Como eu disse antes, é apenas para a sua carteira aguentar o tranco nos momentos ruins do mercado.

Bom, você já sabe em qual corretora pode abrir conta.

Sendo assim, você tem duas opções:
a) fazer o simples dividindo seu portfólio em Tesouro Selic e BOVA11 (acredite, já está ótimo);
b) sofisticar um pouco em busca de ganhos mais expressivos e montar essa carteira que eu acabei de mostrar e que o Marcelo Fayh toca com maestria no nosso novo canal: o Carteira GuiaInvest.

E aí? Ficou alguma dúvida?

Alguma crítica, sugestão ou, por que não, um elogio?

Fique à vontade de responder esse e-mail com dúvidas ou feedbacks.

Um abraço e até semana que vem.

 

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

Está cada vez mais seguro perder dinheiro

Essa é uma forma garantida de ganhar pouco dinheiro

Caro leitor,

“Conhecimento não muda comportamento” – logo vou explicar a razão da frase a qual não identifiquei o autor.

Já faz algum tempo que digo que a renda fixa já era. Não é exclusividade minha, tem muita gente falando nisso.

Longe de mim querer ser alarmista.

Se eu venho aqui falar algo nesse sentido é porque acredito que posso fazer com que você mude para melhor os seus hábitos de investimento.

E, nessa segunda-feira (30), as perspectivas para quem ainda está na poupança (pode isso?), no CDB ou no fundo DI, pioraram ainda mais:

Vamos encerrar 2019 com a Selic, provavelmente, em 4,75 por cento ao ano.

Para ano que vem, já vislumbramos 4,50 por cento ao ano.

Pode parecer exaustivo falar nisso, mas cada semana que passa, a situação se agrava.

Hoje temos 1 milhão de pessoas investindo em bolsa versus 65 milhões na poupança.

Eu duvido muito que essas 65 milhões de pessoas não saibam que a Selic está nas mínimas e que a poupança não rende nada.

Elas sabem disso, em geral.

A partir de agora, vai levar 16 anos para dobrar o seu capital na renda fixa. Sem contar inflação, sem contar o IR no resgate.

Mas, como diz a frase, conhecimento não muda comportamento.

Há não muito tempo vivíamos a farra dos juros altos.

Ainda éramos o paraíso dos rentistas.

A verdade é que, apesar da crise, o brasileiro poupador ainda não sentiu na pele essa mudança de paradigma.

Entendo que o medo e as preocupações com uma economia parada há 5 anos superam a vontade de fazer o dinheiro render mais.

E se você tiver outras questões além dessas, fique à vontade para responder o e-mail me contando.

Mas a questão aqui é que muita gente sabe que a Selic foi à lona, muita gente sabe que a bolsa opera em máximas históricas e já perceberam as grandes oportunidades que perderam.

O comportamento do brasileiro em relação aos investimentos vai demorar para mudar.

Talvez uma vida não seja o suficiente para o GuiaInvest cumprir a missão de educar financeiramente todos os brasileiros.

O fato é que dormimos tranquilos, mas não satisfeitos, com os nossos mais de 60 mil assinantes que estão melhorando as suas vidas investindo melhor.

Grosso modo, somos responsáveis por 6 por cento dos investidores da bolsa brasileira.

Eu tenho certeza que a maioria deles não estava idealmente pronto para começar.

A maioria foi meio no susto, mas sabendo que estava fazendo a coisa certa.

Mas veja, são apenas 60 mil pessoas.

Sei de muita gente com grana, bem empregada e que me pergunta: “Martin, qual é a melhor ação do momento?”, mas não faz nada.

Sempre dá para inventar uma desculpa para não começar e se contentar com 4,50 por cento ao ano.

Contra argumentos não há fatos.

Agora, se você sente que não está pronto e quer começar assim mesmo, no susto, nós estamos de braços abertos para te ajudar a pisar em terra firme.

Comece devagar, não precisa começar com muito dinheiro.

Coloque a ponta do pé na água com uma das três ações para você comprar agora.

Vá atrás, leia, estude, torre o saco do seu colega que já ganha dinheiro com a bolsa, entupa eu e a equipe do GuiaInvest de perguntas.

Mas comece. Eu me coloco à disposição para ajudar você.

Me responda: como eu posso te ajudar para você começar a investir em ações?

Um abraço e até semana que vem.

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

Ibov em 500k ou hecatombe?

Para onde vamos em um mundo complexo e incerto?

Caro leitor,

Têm me chegado muitas perguntas questionando o seguinte: o GuiaInvest acredita que o Ibovespa vai bater os 500 mil pontos ou que vai haver uma grande crise e, por isso, devem todos sair da bolsa?

Respondo aqui: estamos mais perto de bater 500 mil pontos do que de uma hecatombe que justifique uma evasão da bolsa.

Estou falando que, entre dois cenários extremos, estamos mais próximos de convergir para o lado positivo do que para o negativo.

Existem várias possibilidades fantásticas dentro desse meio termo.

E, mesmo que a história nos conduza aos 500 mil pontos na bolsa, o caminho até lá não é em linha reta.

No mais forte bull-market é normal termos correções de 30-40 por cento no meio do caminho.

Só vai dos 100 mil aos 500 mil quem aguentar as quedas, que são a coisa mais normal do mundo.

A bolsa, tal como a vida, é feita de altos e baixos. Mas imaginamos que tudo vai dar certo no final.

Há dias de depressão e outros de extrema euforia. A partir disso que moldamos o que somos para seguir em frente.

Falei na semana passada…

  • Selic está em 5,50 por cento ao ano (e caindo);
  • O investidor gringo tem pouco Brasil no portfólio em um mundo de juros negativos: esse desequilíbrio uma hora vai convergir à média;
  • Os próprios fundos brasileiros estão com uma alocação em bolsa abaixo da média;
  • Ao contrário da bolsa americana, a bolsa brasileira não está negociando a múltiplos hiper esticados: estamos, inclusive, com múltiplos abaixo da nossa média histórica;
  • Estamos com muita capacidade ociosa na economia, e isso implica em duas coisas boas para o futuro: crescimento sem inflação e pequenos incrementos de receita das empresas gerando grandes incrementos de lucro (o que chamamos de alavancagem operacional);
  • Os juros baixos também vão contribuir para a redução das despesas financeiras das empresas e uma consequente melhora dos lucros (alavancagem financeira);
  • Precificada ou não, a Reforma da Previdência está para sair e, ao menos em discurso, é o divisor de águas entre o “investir” ou “não-investir” no Brasil para os gringos.

Dá ainda para colocar um monte de coisa no tabuleiro a respeito do governo.

Mas o fato é que independentemente das medidas tomadas daqui para adiante, teremos um retomada cíclica, e a bolsa deve refletir isso nos preços.

Ao olhar dos gringos, Brasil ainda é um ativo muito barato e com uma assimetria muito boa de risco e retorno.

Se lá fora os ativos estão em preços recordes e há uma tensão comercial entre China e Estados Unidos, o Brasil está na contramão do mundo, para não perdermos o costume.

Aqui estão postos os riscos e oportunidades visíveis a olhos humanos.

Ao meu ver, muito a se ganhar e pouco a se perder.

Não ter um pouco de bolsa neste momento é correr um risco bem elevado. Na minha opinião, isso significaria ficar de fora de uma pernada de alta nos próximos anos.

E dada toda essa situação complexa e incerta, o que fazer?

Primeiro: se você quer investir, é importante que você tenha uma noção de portfólio.

Deve ter renda fixa, deve ter renda variável e deve diversificar, seja renda fixa, seja renda variável. Ponto.

Renda fixa não é para ganhar dinheiro, ao menos hoje em dia. É para amortecer volatilidade e preservar o patrimônio já acumulado.

Tesouro Direto está mais do que bom. Ganhar 90, 100 ou 150 por cento do CDI já não faz mais diferença.

Fique com o Tesouro Direto que é o mais simples e mais seguro.

Quer ganhar grana mesmo? É bolsa.

Tem que inventar muita moda? Não.

Se não quer escolher nada, compre BOVA11 e fim de papo. Agora, se você quer ter uma carteira de ações…

Compre somente ações que você se sentiria confortável em estar investindo mesmo que o mercado ficasse fechado pelos próximos 10 anos.

Compre ações que você aceitaria ficar para a vida toda.

Meu amigo e sócio, Eduardo Voglino, lançou seu novo canal, Ações para Vida.

Lá ele montou uma carteira com as ações das melhores empresas da bolsa.

Histórico de lucros bonitão, baixo ou nenhum endividamento, boa governança, perspectivas de crescimento, equipes de gestão competentes e distribuição de dividendos.

Se você investir nas empresas que ele recomenda e a bolsa fechar por 10 anos, está tudo tranquilo. Ele selecionou as empresas a partir desse racional.

Nunca comprou uma ação? Ele mostra como.

Não sabe qual empresa escolher? Ele tem uma carteira recomendada.

Está na dúvida do que fazer? Semanalmente você pode falar com ele em uma live.

Quer saber o que os outros investidores estão fazendo? Você ganha acesso ao grupo fechado de discussão.

Não entendeu por que ele recomenda determinada ação? Ele lança um relatório especial para cada uma das ações.

Achou legal mas ainda está desconfiado? Você tem 7 dias de degustação.

Recomendo fortemente que você pelo menos conheça o trabalho que o Eduardo está fazendo. Ele moveu muita montanha para colocar esse projeto no ar e eu tenho certeza que quem se juntar a ele não vai se arrepender.

Vamos começar?

Invista em ações para a vida

Um abraço e até semana que vem

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

O que fazer com renda fixa morta e bolsa turbulenta

Com juro baixo e bolsa caindo, onde você deixa o seu dinheiro?

Caro leitor,

Hoje o Copom se reúne para decidir o futuro da Taxa Selic.

A expectativa é de que tenhamos mais uma queda.

Dados os últimos ocorridos na Arábia Saudita, o clima de “certeza” de queda no juro sumiu. As principais instituições financeiras agora dividem opiniões.

Pessoalmente, sigo acreditando em uma queda de 0,5 pontos percentuais, o que levaria a Selic para 5,5 por cento ao ano.

Que a renda fixa morreu todo mundo já sabe, mesmo que não haja queda. A questão é que de agora em diante ela pode “morrer cada vez mais”.

Já se fala em Selic a 4,75 ao ano ainda esse ano.

Você já parou para pensar que até lá o brasileiro vai ser obrigado a se mexer?

Todo mundo já vai estar sentindo na pele os baixos rendimentos de aplicações tradicionais.

O dentista vai ter que saber sobre ações. O motorista de Uber vai ter que saber o que é dividendos. O psicólogo vai precisar saber se a Magazine Luíza já deu o que tinha que dar.

Eu vejo muita gente falando de crise lá fora, tensões entre Trump e Xi Jinping, dívida pública das economias avançadas em níveis inimagináveis, juros negativos e sei lá o que.

Argentina passando por uma crise típica da década de 1990.

Mario Draghi anunciando estímulos fiscais na Europa.

Fed intervindo no mercado com mais injeção de liquidez.

Paulo Guedes e Jair Bolsonaro se desencontrando nos discursos e uma Reforma da Previdência que se arrasta.

Mas com o mundo confuso, incerto, complexo, com a bolsa volátil e a renda fixa pagando uma miséria, o que fazer?

Olha, não se compra ações a bons preços no meio do paraíso.

O fato do Ibovespa estar em máxima histórica não quer dizer que ele esteja caro.

Os múltiplos das empresas estão abaixo da média histórica. Ibovespa está negociando com um Preço sobre Lucro de 13x, a média dos últimos 10 anos é de 14x.

No último ciclo passamos das 15x.

Isso que as empresas estão muito enxutas: qualquer incremento de receita gera um aumento de lucros muito grande.

Múltiplo baixo atrelado ao crescimento rápido dos lucros é a fórmula mágica para ver os preços subindo.

Os fundos brasileiros estão pouco alocados em ações.

Os gringos possuem pouco Brasil no portfólio.

Com um mundo de juros negativos, gringo vai ser forçado a comprar Brasil, dada a matriz de risco e retorno.

A nossa economia está parada e com muita capacidade ociosa: apesar disso não ser uma boa notícia em si, isso permite que a Taxa Selic siga baixa e possa até cair mais.

Uma hora o grosso da caderneta de poupança vai ter que migrar para o mercado de ações.

O caminho é longo. Vai ter muita notícia ruim e sobe e desce no meio do caminho.

Todos os dias vão ter milhares de notícias horripilantes que farão você não ter nenhuma vontade de investir.

Isso sempre existiu e nunca vai mudar.

Mas uma coisa é certa: se você investir quando “estiver tudo bem”, vai chegar tarde demais, vai pagar caro.

Provavelmente terá sido o último a entrar.

Não existe mais ganho fácil sem dor. Quer ter algum retorno interessante? Vai investir na bolsa.

Não precisa ir tudo de uma vez só.

Você vai investir devagar.

Vai investir mês a mês.

Pouquinho a pouquinho.

Você vai diversificar sua carteira.

Vai ter várias ações de diferentes setores.

Vai ter ações somente de boas empresas, de negócios inquebráveis.

E mais, você vai comprar o que está barato, o que subiu pouco, o que ainda não subiu, o que caiu mais do que o razoável.

O importante é você começar, colocar um pé na água e ver o que você sente.

Parece clichê ou frase de coach, mas não é exagero dizer que mercado calmo não faz bom investidor.

E isso não está no domínio técnico do assunto, e sim na sua psicologia e no seu processo de investimento.

Se você estiver disposto a começar, tá cheio de gente querendo ajudar.

Aqui no GuiaInvest não é diferente.

Você pode sair do zero até um objetivo bem ambicioso, mas factível. que tal 100 mil reais investidos na bolsa?

Nós queremos ajudar você.

Temos todo um passo a passo para você entender como funciona o processo e depois ter autonomia para aplicar sozinho.

Não temos interesse que você seja dependente da gente para o resto da vida.

A gente te ajuda, mas uma hora você mesmo vai querer tirar as rodinhas da bicicleta e pedalar sozinho.

O que importa para gente é que você dê o seu primeiro passo rumo a um grande objetivo.

Você vem?

Um abraço e até semana que vem.

Quando o simples resolve, fuja do complexo

Vale a pena simplificar para ganhar mais dinheiro

Caro leitor,

Existe uma frase consagrada que se atribui a autoria a Leonardo da Vinci:

“A simplicidade é o último grau de sofisticação”.

Seja dele, de Clarice Lispector ou de Gandhi, a frase é válida pela mensagem.

No mundo dos investimentos o que funciona é o simples.

O problema é que é extremamente difícil fazer sempre o simples.

Por uma questão de vaidade, gurus, analistas, blogueiros e youtubers da área de finanças estão cada vez inventado métodos mais complicados: robôs, forex, criptomoedas, opções, mercados futuros, gráficos ou fazendo lives de madrugada.

Fica a pergunta: será que eles ganham dinheiro com isso?

Desafio alguém a ter um retorno consistente, de anos ou décadas, se valendo desses métodos mirabolantes.

Não tenho nada contra alocar uma fração pequena do portfólio nessas modalidades.

Inclusive acho saudável uma exposição de 1 por cento ou 2 por cento nesses ativos mais arriscados em que você tem pouquíssimo a perder e bastante a ganhar.

Mas jamais aconselharia que alguém monte um portfólio inteiro somente com esse tipo de investimento. Até porque não tenho notícias de alguém que realmente tenha feito dinheiro assim.

Repito: é muito difícil manter as coisas simples.

Economizar um pouco todos os meses. Comprar ações de boas empresas todos os meses. Diversificar a carteira. Reinvestir os dividendos. Equilibrar com renda fixa.

Esses 5 passos são suficientes. O mais complicado é evitar fazer mais coisas.

Mas você consegue enxergar um analista fazendo só isso, sem querer dar uma de bonitão e dizer que vai fazer uma operação estruturada com opções?

Ou então um iniciante dizendo que tem uma carteira de longo prazo mas “vai dar uma arriscadinha” nas ações da Oi (OIBR3)?

È muito difícil você querer fazer apenas o simples depois que o simples já está dando resultado.

É da natureza humana querer mais, ficar ganancioso e se expor a mais risco achando que “já entendeu como funciona o mercado”.

A grande maioria dos gurus e supostos especialistas vai negar isso. Eles vão dizer que só isso não basta.

Vão dizer que estou falando bobagem.

Tudo bem.

Eu falo um pouco de bobagem mesmo, mas eles falam mais.

Talvez a simplicidade seja tosca mesmo, não tenha graça nenhuma, elegância nenhuma.

Mas é isso que está colocando dinheiro no bolso dos assinantes do GuiaInvest.

Eles não parecem tristes com isso.

Nesse vídeo, o André mostra como esse método tosco dá mais dinheiro do que qualquer outro.

Veja com os seus próprios olhos. Qualquer dúvida, me pergunte.

Investir não é para ter graça mesmo.

Tem é que dar retorno.

Fique livre para seguir ou não esse método simples.

Daqui a 10, 20 ou 30 anos, nós podemos comparar quem vendeu mais laranja na feira.

Um abraço e até semana que vem.