Qual a ação da vez em 2020?

Olá, como você vai?

“Qual será a ação da vez em 2020?”

Particularmente, não gosto dessa pergunta e, consequentemente, não sei a resposta.

Como já mencionei aqui, se tivesse que fazer uma aposta para 2020, mencionaria a Log Properties (LOGG3), mas isso está longe de ser uma solução para a vida do investidor.

Mesmo que ela vá bem, é irresponsável destinar a uma única ação a expectativa de valorização do seu patrimônio.

A questão mais importante é como você deve se expor ao atual cenário e, de forma dedutiva, essa nossa conversa de hoje acaba desembocando em como montar um portfólio.

Primeira coisa, você precisa se expor à bolsa de valores urgentemente.

Exponha cerca de 15 por cento do seu portfólio se você for mais conservador. Se aproxime dos 30 ou 40 por cento se você for agressivo.

Se você está cético quanto a necessidade de exposição à bolsa, assista essa aula.

Dentro dessa fatia das ações, dê prioridade para ações de empresas que apresentam resultados acima de qualquer suspeita.

Não deixe de ter também aquelas que pagam dividendos gordos e generosos.

Isso já compõe bem o portfólio, mas uma pimentinha vinda das small caps sempre pode ajudar a dar um ganho adicional​.

Mas é aquela coisa, pimenta demais pode estragar uma receita inteira, então seja ponderado.

Uma carteira diversificada deve conter algo entre 8 e 12 ações no total.

De janeiro de 2016 a janeiro de 2020 a bolsa subiu bastante, é verdade.

Nada mais, nada menos do que 210 por cento.

Grande parte dessa valorização se deu pela queda na taxa de juros e uma gradual melhora nas expectativas.

Mas de lá para cá, pouco vimos na economia real. PIB subiu pouco e emprego ainda está melhorando lentamente.

Em outras palavras, temos todo um consumo reprimido para vir ao longo de 2020.

Isso deve impulsionar bastante empresas ligadas ao consumo doméstico.

Recado dado aqui na fatia das ações, vamos para outra classe de ativos, os FIIs.

Mesmo com o estirão de dezembro (e a correção de janeiro), os Fundos Imobiliários são uma ótima opção para quem gosta de ativos de renda.

O Marcelo Fayh está fazendo um grande trabalho no Canal Aluguel Inteligente​.

Destinar de 10 a 20 por cento do seu portfólio aqui é bem saudável.

A renda dos alugueis vai fazer com que você tenha renda mensal e, consequentemente, que você faça mais aportes.

Aqui encerra a parte de renda variável.

Com os juros baixos e a economia finalmente retomando, é mais do que necessário que você se exponha pelo menos uma pequena parcela da sua carteira em ações e FIIs.

Por último, mas não menos importante, você deve ter uma parcela bem grande do seu patrimônio em renda fixa. E sendo bem simples: Tesouro Selic já resolve a parada.

Evite LCIs, LCAs, debêntures ou qualquer coisa que retire liquidez de você em troca de um prêmio que pouco vai fazer diferença.

Mesmo com os juros na mínima histórica, é fundamental que você tenha boa parte do seu patrimônio em renda fixa. 

Por que digo isso? É simples.

A renda fixa é o seu colchão de liquidez, é a sua reserva de emergência e é o que vai garantir que você durma tranquilo com eventuais solavancos da bolsa de valores.

Mais do que isso, se uma eventual queda deixar oportunidades óbvias, você tem de onde tirar dinheiro para você se aproveitar.

Lembrando: comece devagar, mas comece.

A relação de risco x retorno ainda é muito favorável para o investidor de bolsa.

O sobe e desce é normal e faz parte do processo, mas tudo indica que apesar disso, a tendência da bolsa é de alta.

Foque nos resultados das empresas.

Tente simplificar ao máximo o seu processo de investimento.

E qualquer coisa, conte com a gente.

Ps.: de 20 a 27 de janeiro teremos um evento online gratuito. “31-01-2020: O Grande Gatilho” é uma série que busca esclarecer uma oportunidade na bolsa de valores a partir de um gatilho “sem volta” que será acionado dia 31 de janeiro.

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

1º de janeiro de 2020 – a data-base de XPTO3 é aqui

Olá, como você vai?

Primeiro lugar: um feliz 2020, que seja um ano de muitas conquistas.

Hoje é o primeiro dia do ano e da década.

E grave bem esse dia: 1º de janeiro de 2020.

Por quê?

Porque hoje é o dia que irá servir de referência para as maiores supervalorizações da bolsa​.

Em dezembro desse ano estaremos falando das ações que mais subiram em 2020.

Estaremos falando das ações que se você comprar hoje (na verdade amanhã, pois hoje não temos pregão), você terá colhido os maiores ganhos do ano.

Algumas candidatas a melhores de 2020 estão aqui.

E vamos mais longe… lá em dezembro de 2029, estaremos falando “se você tivesse investido 1.000 reais nas ações da XPTO3 em 1º de janeiro de 2020, hoje teria 200.000”.

A questão é: não sabemos qual vai ser o papel que mais vai se valorizar na bolsa até lá.

No entanto, só quem começar hoje irá poder ter a chance de capturar as grandes valorizações do ano e da década que começam agora.

Se eu pudesse dar uma recomendação para você seria: comece hoje, o quanto antes.

Cada dia que passar é uma parte da festa que você deixa de aproveitar.

Não deixe para entrar somente na hora de apagar a luz.

Recado de hoje é curto. Vá aproveitar o seu primeiro dia do ano e da década.

Conte com o GuiaInvest em 2020.

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

Aqui está meu presente de Natal

Olá, como você vai?

Bom, dia de Natal chegou e aqui vai o meu presente, a ação que eu acredito que irá despontar em 2020.

É a Log Properties (LOGG3).

Além de ser uma recomendação do Eduardo Voglino no Canal Joias da Bolsa, comentei sobre ela aqui​, quando ela ainda era cotada a 24 reais.

Claro, de nada vale ter essa ação sem compor ela em uma carteira completa.

O que quero dizer é que você não deve ter mais de 5% do seu patrimônio alocado em uma única ação, independente de que ação seja.

Por mais que eu acredite no grande potencial da empresa, sugiro muita parcimônia.

Dito isso reforço outro ponto: 2020 não é ano para se deixar de investir em ações. Alguma exposição à Renda Variável é necessária.

De toda forma, não compre ativos ruins. Coisa ruim sobe muito durante a euforia, mas o tombo é muito doloroso na primeira crise a frente.

Quanto maior a euforia do mercado, mais você terá vontade de ganhar mais com investimentos mais exóticos. Cuidado com isso.

Ganhar dinheiro de forma simples te permite comprar as mesmas coisas do que se você ganhar de forma complexa.

Em 2020, estude, comece, se mexa, invista.

A bolsa passará por um ótimo momento bom e provavelmente veremos valorizações expressivas.

Um último aviso: agora no final de ano teremos uma promo especial para quem quiser se tornar aluno do Árvore da Riqueza, um curso completo sobre value investing e que ensina você a encontrar as barganhas da bolsa.

Clique aqui​ se quiser ser notificado.

É isso aí. O último recado de 2019 é curto, mas não menos importante do que os outros.

Cuide bem do seu dinheiro. Um grande abraço e boas festas.

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

Bolsa brasileira: em que fase do ciclo estamos?

Olá, como você vai?

Com o Ibovespa rondando por volta dos 112 mil pontos começam a surgir dois grupos divididos: os que querem entrar agora e os que já querem sair.

O primeiro grupo já não aguenta mais ver a bolsa se valorizar enquanto estão de fora da festa.

O segundo grupo está com medo de que a festa acabe e quer embolsar um lucro que é qualquer coisa acima do que estava acostumado a ganhar na renda fixa.

E a bolsa é isso aí mesmo: para alguém entrar é preciso que alguém saia. Só sai negociação quando há um acordo de compra e venda de determinada ação a um determinado preço.

Mas nessa história aí, quem está certo? Quem quer entrar agora ou quem quer sair?

Nem tanto ao céu e nem tanto à terra.

A bolsa, desde janeiro de 2016, teve uma alta muito considerável.

Saiu dos 38 mil para os 112 mil pontos, uma valorização de +194 por cento, o que equivale a praticamente triplicar o valor de mercado do principal índice de ações da bolsa brasileira.

Era o melhor momento para se e entrar. Quem pegou, pegou.

No entanto, para quem está chegando um pouco atrasado, na minha visão, a parte boa da festa ainda vai durar.

As empresas tem todo um ciclo de aumento de lucros para viver agora com a melhora da atividade econômica.

Os fundos ainda nem aumentaram a sua alocação em bolsa e os gringos ainda não chegaram em peso.

Depois disso tem toda aquela euforia de emprego, consumo e crédito melhorando.

A confiança vai nas alturas, a economia anda e chegam os selos de investment grade para o Brasil.

A verdadeira euforia, o verdadeiro oba-oba não chegou ainda.

Até lá ainda tem muito jogo pela frente.

Como disse o grande gestor Florían Bartunek, “ainda estamos nos 40 minutos do primeiro tempo, falta mais um pouquinho para chegarmos na metade do ciclo de alta da bolsa”.

Lógico, vão haver correções no meio do caminho.

Já tivemos Joesley Day, Greve dos Caminhoneiros, Eleições, Bebiano, filhos do presidente, Trump e mil outras coisas.

Razões para você não investir sempre vão existir aos montes.

Mas isso tudo não impediu que a bolsa chegasse onde chegou.

Diante disso, há 3 coisas importantes a apontarmos.

Primeiro, está na hora de começar. E em última análise, sempre é hora de começar, afinal, não dá para você deixar seu dinheiro no banco parado.

Segundo, hoje em dia, mesmo com as máximas, é insanidade não ter ao menos uma parcela pequena do patrimônio exposta ao ciclo de valorização da bolsa.

Se Florían estiver rigorosamente certo, ainda temos 4 anos e algo de bolsa subindo.

Bolsa de valores é tudo de bom, ainda mais em mercado de alta.

Terceiro, e não menos importante, “os tijolos ainda não estão voando”.

O que quero dizer com isso?

Em um ciclo de alta da bolsa, tudo começa pela alta das principais ações: Petrobras, Vale, Itaú, Banco do Brasil, etc.

Depois aquelas empresas de porte relevante e que sempre foram boas empresas começam a puxar: B3, Natura, Lojas Renner.

Depois é a vez das small caps.

Neste ciclo, as principais small caps a subirem foram a PetroRio (PRIO3) e a Unidas (LCAM3), fora o atípico caso da Magazine Luíza.

Mas ainda vai ter muita small cap disparando neste ciclo.

Por último, e mais perigoso, também há a supervalorização dos micos da bolsa, os verdadeiros tijolos voando.

São ações de empresas que não melhoraram, ou até pioraram, mas sobem só porque tudo subiu.

Essa é a verdadeira hora da euforia, em que você vai precisar ser racional e ficar de fora de uma festa que não tem mais como acabar bem.

É nessas horas é importante você estar focado na qualidade das empresas que você está investindo.

Só empresas boas mantém as suas supervalorizações por anos e anos.

Empresas ruins até disparam. Mas depois devolvem tudo de uma vez só. Tome muito cuidado.

Eu ajudei você nesse artigo de hoje?

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

Bolsa a 111.000 pontos: está caro?

Olá, como você vai?

Aviso rápido: o Natal do GuiaInvest começou. Estamos dando a oportunidade de você fazer o Último Investimento da Década.

Aviso dado, vamos ao que importa hoje.

De 1º de janeiro até hoje, o Ibovespa deu um retorno de +26,2 por cento, enquanto o CDI entrega míseros +5,7 por cento.

Perceba que quem teve medo de entrar na bolsa a 90 mil pontos em janeiro perdeu uma bela pernada de alta.

No entanto, as decisões pregressas são custos irreparáveis e tudo que nos importa é o que fazer daqui para frente.

Hoje a bolsa ronda ali nos 110, 111 mil pontos.

Vai ter gente com receio de entrar achando que a bolsa já subiu demais, mas eu insisto: a bolsa brasileira ainda está barata e pode nos entregar muito mais.

Em dezembro do ano que vem estarei, provavelmente, escrevendo um artigo com o mesmo teor desse de hoje.

Ainda não sabemos de onde, mas é certo que em 2020 teremos novos casos de supervalorização de determinadas ações.

E não esqueça que em 2020 teremos juro a 4,5 por cento (ou por que não menos, não sabemos).

A Reforma da Previdência foi aprovada. O mercado conseguiu o que queria e depreende-se disso que diversas empresas colocarão os projetos mais ambiciosos em andamento.

Os fundos locais ainda podem aumentar muito a sua alocação em bolsa, estamos ainda abaixo da média histórica e muito longe da máxima.

O estoque de dinheiro gringo na bolsa brasileira ainda pode aumentar bastante.

A capacidade ociosa da economia brasileira ainda é elevada.

Mesmo que a bolsa esteja subindo há 4 anos, o brasileiro não está acostumado com um bull market. De fato, a economia real não respaldou toda essa alta na bolsa de janeiro de 2016 até agora.

Mas se você olhar para o lucro das empresas listadas na B3, esse resultado faz todo sentido.

Em 2020 teremos o PIB crescendo mais de 2 por cento, melhor resultado para série desde 2013.

Fato é que a economia brasileira nem voltou a crescer direito. Há toda uma recuperação cíclica pela frente.

Como diz no nome do nosso especial de natal, ainda dá tempo de você fazer o seu último investimento da década.

Enfim, comece, estude, invista.

Não precisa inventar moda… renda fixa é Tesouro Direto (sim, mesmo com Selic a 4,5 por cento você precisa de um pouco de renda fixa no portfólio) e renda variável é ações.

Dá para colocar algum fundo imobiliário aí nesse bolo, mas lembre de não inventar moda…

Fuja dos COEs e das debêntures, são investimentos com riscos desfavoráveis dado o seu baixo grau de retorno.

Enfim, surfe o bull market da bolsa brasileira com o que ela oferece de melhor.

Para finalizar, estou deixando aqui a lista de 10 ações que o meu amigo Eduardo Voglino separou para você surfar a onda de lucros de 2020.

Nos veremos algumas vezes ainda em 2019.

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

Uma lista de 10 ações + FIIs que te pagam aluguéis todos os meses

Olá, como você vai?

Esse é o primeiro Recado do último mês da década. O ano de 2020 vai ser ótimo para se começar coisas do zero.

Investir é uma delas.

Mas mais do que isso, peço para que você comece ainda em 2019 para colher os frutos em 2020.

Veja se faz sentido.

Os primeiros frutos já podem ser colhidos em janeiro, caso você opte por aderir ao Programa de Pagamentos Mensais, reaberto e tocado com maestria pelo Marcelo Fayh.

Para quem não sabe, o Marcelo é meu sócio aqui no GuiaInvest e vem ajudando a difundir Brasil afora o investimento em Fundos Imobiliários (FIIs).

De perfil mais conservador e com a vantagem de ter pagamentos mensais, o mercado de FIIs está ficando pop: o número de investidores mais do que dobrou em 2019 e hoje já são mais de 500 mil investidores.

Uma marca muito importante, mas ainda muito modesta perto do que podemos atingir.

Um FII comprado em dezembro de 2019 dará a você o direito de receber o primeiro aluguel no mês seguinte, isto é, em janeiro de 2020.

E sinceramente, se todo mundo soubesse o quão bom é investir em FIIs, já seriam mais pessoas nessa modalidade do que em ações, onde temos cerca de 1,5 milhão de pessoas.

Dito isso, tenho um outro recado para você.

Meu outro sócio aqui no GuiaInvest, o gigante Eduardo Voglino separou a lista das 10 ações que ele acredita que vão enriquecer os investidores em 2020.

O Edu só separou empresa boa e que está pronta para surfar um ano em que o PIB deve crescer 2,2 por cento, desempenho que não atingimos desde 2013, quando crescemos 3,0 por cento.

Esse crescimento mais acelerado deve se refletir diretamente no resultados das empresas: mais vendas, mais lucros, mais investimentos e não há dúvidas que isso vai se refletir na bolsa.

O ano de 2020 é ótimo para começar as coisas do zero, como já falei, mas para ganhar em 2020, você precisa começar em 2019.

Seja pelas 10 ações do Voglino ou pelo Programa de Pagamentos Mensais do Marcelo​, sugiro que você comece.

Coloque a ponta do pé na água, sinta a temperatura e vá entrando devagar, até onde se sentir confortável.

Só peço uma coisa: não fique apenas na renda fixa em um ano em que a Selic será de apenas 4,5 por cento ao ano.

Desconfortável vai ser depois, quando você ver que o seu patrimônio ficou estagnado.

Até semana que vem.

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

Tire as rodinhas da sua bicicleta = Tire o seu dinheiro do CDI

Olá, como você vai?

É muito louco: o jeito que os bancos fazem de tudo para imbecilizar os clientes chega a assustar.

Com o perdão pelo exagero dos termos, não acho que isso seja por má intenção do gerente do banco ou das pessoas que lá trabalham, mas tão somente pelo desalinhamento de interesses inerente à relação cliente x banco.

Sei lá, mas me dá uma sensação que o banco quer que você ande de bicicleta de rodinhas para o resto da vida.

É aquele impulso de superproteção que imbeciliza.

Um amigo meu veio me mostrar os prospectos de alguns fundos que o gerente ofereceu naqueles segmentos diferenciados de banco de varejo.

Segundo ele, a sua gerente queria que ele trocasse o fundo que ele estava por outro que “estava pagando mais”.

Dizer que um fundo “está pagando mais” por si só já é um erro.

O tal fundo “pagou mais” e nada garante que ele “pagará mais”. Aquela coisa: rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.

Esse “mais”, pasme, era 92% do CDI nos últimos 12 meses. Imagina só o que não era o fundo que ele estava antes, que, pelo o que ele me contou, estava rendendo a mesma coisa que a poupança.

Mas também, 80 por cento, 90 por cento ou 100 por cento do CDI tanto faz. Daqui para frente isso vai ser nada.

Em duas semanas a Selic vai estar na casa do 4 e tantos por cento ao ano eu hoje eu sinceramente não consigo mais ver de onde tirar gordura na renda fixa.

Um Tesouro IPCA+ com vencimento em 2045 ainda pisca o olho para os investidores, mas sem o glamour de 1 ano atrás.

E ainda é um título com volatilidade, o que não agrada aos acomodados do CDI.

E como já disse aqui dia desses, o dinheiro vagabundo do CDI acabou. Chegou a Era da Renda Variável.

É natural que ocorram alguma quedas e também supervalorizações na bolsa, mesmo que o segundo não seja a regra.

Para quem tem algum receio de investir na bolsa, pense que em uma carteira de 10 ações, basta um único grande acerto para mais do que compensar eventuais erros.

É hora de esquecer o fundo que “está pagando mais”. Esquece o percentual do CDI. Isso não é nem referência mais.

Não existe milionário do CDI e não há ninguém que invista na bolsa há décadas que não tenha ficado rico.

No fim das contas é tudo uma questão de paciência. E mesmo assim um único ano de bolsa pode render 10 anos de CDI.

Alguns vão embarcar na Era da Renda Variável, outros vão apenas ficar olhando os outros se dando bem. E está tudo certo, é bem assim que o mundo funciona.

Se você quiser ganhar mais dinheiro do que no banco, vai ter que se mexer.


Se você não sabe em que corretora abrir conta, eu super recomendo o serviço da minha.

Troque o seu fundo DI do banco por um Tesouro Selic que seja. Reserve uma parte para ir para bolsa.

Se ainda assim não se sentir confortável em escolher ações, vá de BOVA11 mesmo. Esse ativo vai replicar o índice Bovespa e isso é o suficiente para você estar exposto ao processo de valorização da bolsa.


O SMAL11 replica o índice de Small Caps e também pode ser uma boa alternativa para quem não se sentir confortável em investir nas melhores Small Caps para 2020.

Seja lá o que for, comece. Tire as rodinhas da sua bicicleta. Pode dar medo no início, mas depois é libertador.

Eu vou estar aqui, disposto a escutar as suas dúvidas e te ajudar.

Até semana que vem.

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente

Minha ação de 2019 e minha ação de 2020

Olá, como você vai?

Hoje eu vim aqui assumir um erro publicamente. Acho que é justo com você e com todos que acompanham nossos conteúdos.

Era 20 de dezembro de 2018 quando eu meu amigo Eduardo Voglino gravamos um vídeo sobre qual era a nossa aposta para 2019 no mercado de ações.

Disponibilizamos o vídeo no nosso canal do YouTube.

Minha aposta era a Portobello (PTBL3), que na minha opinião poderia ter se aproveitado de uma economia doméstica mais aquecida, o que acabou não acontecendo e frustrou os investidores, inclusive eu.

Resultado: 21 por cento de prejuízo em 2019 até agora (saiu de 5,02 e hoje está por volta dos 4 reais), junto com resultados piores que os de 2018.

Em meio a uma euforia no início do ano, a empresa chegou a ter uma valorização parcial de 18 por cento (quando chegou a 5,90), mas depois devolveu tudo e caiu ainda mais, chegando a 3,28 reais, queda que me motivou a aumentar a posição nas ações da empresa.

Portobello pode se recuperar?

Pode. Mas isso vai depender de uma economia mais aquecida, principalmente da construção civil. Enquanto a construção não retomar, eu vou ter que ficar esperando.

Meu amigo Eduardo Voglino foi mais sábio: falou Itaú (ITSA4) na lata, ação que até aqui acumulou 21 por cento de valorização.

Isso só deixa mais claro que dá para ganhar muito dinheiro sendo careta, sem querer achar “a ação”.

De toda forma, no vídeo deixamos claro que NÃO estávamos recomendando as ações. Estávamos apenas indicando de onde poderia vir uma boa valorização.

E de toda forma, um investimento em uma ação não pode ser considerado bom ou ruim pelo desempenho de um ano.

Só daqui a 10 anos saberemos realmente se Portobello foi ou não um bom investimento. A verdade é que hoje estou disposto a pagar para ver.

Por que o erro não doeu?

Primeiro porque estou pensando a longo prazo.

Segundo porque reforcei a minha posição quando a ação caiu.

Terceiro porque a PTBL3 é apenas uma dentre 12 ações no meu portfólio, que ainda conta com fundos imobiliários e renda fixa.

E qual a minha aposta para 2020?

Coloco minha fichas na Log Commercial Properties (LOGG3) para 2020.

De novo, não é uma recomendação. Como você viu, eu errei ano passado e posso errar novamente. E se eu errar, virei aqui novamente assumir.

A Log é uma empresa que trabalha com aluguel de galpões logísticos em diversos estados brasileiros.

A Log tem capacidade de atender um aumento na demanda por aluguéis de galpões. Isso deve melhorar com o aquecimento da economia e com o crescimento forte que o setor de e-commerce está sofrendo.

Outro ponto favorável: no Brasil ainda há uma cultura das empresas possuírem galpões próprios ao invés de alugar de terceiros, ao passo que no resto do mundo o comum é o inverso.

Com essa migração dos galpões próprios para os alugados, a Log se beneficia diretamente.

A empresa já possui uma carteira de clientes bem diversificada o que reduz o risco de uma eventual rescisão de contrato dos clientes.

Assim como Portobello, Log pode não se beneficiar caso a economia patine de novo como patinou em 2019.

De toda forma, prefiro seguir otimista com a economia e com os cases de Log e de Portobello em 2020.

Não são os casos mais óbvios da bolsa e justamente por isso acredito que possa vir daí lucros mais interessantes.

Para quem quer uma pegada mais conservadora e focada na geração de renda, disponibilizo aqui o nosso mais novo material sobre renda passiva. Você vai saber os 3 principais pilares para ter renda mensal de forma segura.

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

Uma ação boa para longo prazo, mas que pode dar uma “porradinha” no curto prazo

Olá, como você vai?

Volta e meia tenho aquele amigo que me questiona: “Ok, Martin, já entendi que ações é negócio para longo prazo, mas não tem nenhuma empresa que já pode dar uma ‘porradinha’ agora, no curto prazo?”.

Dá para entender. 

É fácil colocar na cabeça que ações é um bom negócio no longo prazo.

Difícil mesmo é assimilar que o fato de que “ser bom para o longo prazo” é sinônimo de que nem todo dia, semana, mês ou ano a sua ação vai subir.

Bolsa não é sempre para cima nem no mais eufórico ciclo de alta. 

Nunca vai ser.

A Magazine Luíza não subiu quase 40.000 por cento de forma linear e bem comportada. 

No meio do caminho, muito apressadinho perdeu dinheiro com a ação, que teve correções negativas de 40 e tantos por cento nesse período.

O fato é que para se dar bem com ações tem que ter muita paciência e zero vaidade.

Investir em ações não é um jogo de se acumular vitórias, nem de jogar bonito.

É um jogo de acumulação de ativos, de disciplina, de fazer a mesma jogada sempre.

Você ganha muito mais comprando ações todos os meses do que vendo um único investimento subindo x por cento em poucos meses. 

Francamente, se uma ação sobe muito em pouco tempo isso não passa de sorte.

Competente é quem não abandona seu processo de investimento porque “o mercado já subiu demais e está muito esticado” ou porque “está tudo caindo”.

Na bolsa, ganha mais quem fica mais tempo e quem investe mais vezes.

Nada cai nem sobe para sempre. 

A direção do preço das ações que você compra é para onde os lucros dela forem.

Para ser o mais simplista possível: se você comprar empresas sem histórico recente de prejuízos todos os meses, a chance de você estar rico daqui a uns 10 ou 15 anos é muito grande. 

E isso basta.

Esqueça turnarounds (empresas que vão reverter prejuízos e disparar) ou privatizações de estatais.

Aqui a chance de erro aumenta muito e mesmo escolhendo empresas que só lucram, uma ou outra você vai errar.

Você vai errar inevitavelmente e, por isso, tem que escolher o caminho mais conservador possível.

Lembre que dinheiro não tem marca. 

Não faz nenhuma diferença você dobrar o capital com as ações mais caretas da bolsa, como uma Itaúsa, ou com a mais “disruptiva”, como Banco Inter.

O método mais simples e mais tosco pode ser a alternativa mais adequada para se ganhar dinheiro na bolsa. O difícil aqui vai ser se despir de vaidades e acreditar nisso até o final.

Me desculpa, mas não conheço espertinho que ganhou dinheiro na bolsa porque teve a sacada que ninguém teve.

Pelo contrário, os maiores ganhadores de dinheiro da bolsa são idosos caretas e que não fizeram nada de emocionante com o seu dinheiro, apenas passaram uma vida inteira comprando ações de boas empresas.

Aceite: investir é chato como ficar vendo a grama crescer. 

Se te empolga muito ver o seu papel subir ou te deixa nervoso ver o seu papel cair, talvez investir não seja para você. 

Agora se você está disposto a escolher entre 8, 12 ou 15 ações que seja, comprar um pouquinho cada mês durante os próximos 10, 15, 20 anos, investir na bolsa é para você mesmo e a única coisa que você precisa fazer é não errar muito feio.

A nossa plataforma ajuda você a escolher as melhores e mais entediantes ações da bolsa.

Se é para se divertir, melhor ir para o bar com os amigos.

E para não fugir do assunto, a soltura de Lula não altera as perspectivas que já tínhamos para bolsa na nossa visão. 

Reforçamos o bom momento para bolsa no Joesley Day, na greve dos caminhoneiros, nas eleições e agora reforçamos, novamente, que ainda deveremos ter alguns anos de bolsa subindo.

Esqueça os ruídos.


Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

CDI não é investimento: o fim do dinheiro vagabundo dá lugar a Era da Renda Variável

Olá, como você vai?

Hoje é dia de verdades duras. É importante que você tome ciência do que vai ser falado aqui.

O CDI é um dinheiro vagabundo, onde qualquer um ganhava muito sem fazer coisa nenhuma.

O Brasil por muito tempo foi o paraíso dos rentistas.

O país poderia estar um caos, que tanto fazia. Bastava um investidor deixar o seu dinheiro na renda fixa que ele teria um retorno de 2 dígitos ao ano.

Hoje temos Selic a 5,00 por cento. Logo mais nós teremos Selic a 4,50 por cento ao ano. A previsão é que pare por aí mas a verdade é que ninguém sabe realmente onde isso vai parar. 

4,00 por cento ao ano? Por que não 3,50? Seria incrível.

Não dá mais para ganhar dinheiro vagabundo. O dinheiro fácil acabou.

A tendência da renda fixa daqui para frente é apenas repor a inflação.

É ser o seu dinheiro em caixa, a sua reserva de emergência. Só isso.

É assim que funciona na Europa, nos Estados Unidos, no Japão e outros mercados mais robustos.

Para ganhar mais você vai ter que se mexer um pouco mais.

A parte boa é que se você se mexer um pouquinho, já pode ganhar muito.

Você não vai mais ter ganhos limitados a um percentual do CDI. 

Agora o céu é o limite.

Mas você vai ter que aprender a lidar com risco, com volatilidade, com o sobe e desce da bolsa.

O melhor investidor do mundo sabe que os seus investimentos não sobem todos os dias.

Se é assim para ele, com você não vai ser diferente. 

Não invista em ações esperando que todo dia, mês ou ano as suas posições andem para cima.

Vai se dar bem quem entender isso e continuar investindo mesmo que em meio a um banho de sangue.

O mercado de ações nada mais é do que a vida real, a vida como ela é.

Você vai lidar com frustrações, nem sempre as coisas vão sair como o planejado, mas se você fizer as coisas do jeito certo, a jornada vai ser extremamente gratificante.

Os pacientes e disciplinados são melhor recompensados do que os que tentam resolver tudo rápido.

Hoje o mercado está em alta.

Entramos na Era da Renda Variável.

Quem entrar agora ainda tem uma grande pernada de valorização para capturar.

A bolsa pode muito bem ir para 120 mil, 150 mil, 300 mil ou até 500 mil pontos. 

Isso não quer dizer que você vai estar tranquilo sempre.

Entre os 100 mil e os 200 mil pontos do Ibovespa vai ter muito sobe e desce e as suas convicções vão ser testadas.

Veja…

De janeiro de 2016 até hoje, a bolsa saiu dos 40 mil pontos para os 109 mil pontos.

No meio disso tivemos Impeachment, Joesley Day, Greve dos Caminhoneiros, Eleições, Bebianno, Queiroz, Guerra Comercial entre China e EUA e queda da barragem da Vale.

Todo dia vão aparecer notícias que vão te dar medo, mas isso nunca vai ser um empecilho para ver o seu dinheiro crescer se você estiver fazendo a coisa certa.

E o fato é que quem tentar “operar notícia” vai se dar muito mal.

O GuiaInvest quer ajudar você a ter a jornada mais prazerosa possível.

Queremos simplificar conceitos complexos.

Queremos mostrar que não existe investimento sem risco.

Mas temos a convicção de que investir em ações é menos arriscado do que parece, mesmo com todo esse sobe e desce causado pelos noticiários.

Hoje o maior risco é você não se arriscar.

Acreditamos que o investimento em ações é o melhor investimento do mundo.

E queremos que você entenda a nossa filosofia de investimento em ações.

Acesse aqui a nossa palestra online que expõe as 10 razões pelas quais investir em ações vai tornar você uma pessoa mais rica intelectual e financeiramente.

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Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.