O tal do Efeito Mola: chega quando?

efeito mola

Olá, como você vai?

Pode parecer pretensioso, mas não deixa de ser verdadeira a boa notícia que vou dar: vamos nos recuperar dessa crise.

Se há algo previsível no cenário atual é que essa crise possui início, meio e fim.

A quarentena limita a circulação de pessoas e barra muitos serviços e, sim, causa um sério problema de fluxo de caixa, principalmente para famílias, autônomos e empresas pequenas.

A economia fica presa como uma mola que se comprime.

Nessa horas, é válido recorrermos às leis da física para ilustrar o cenário.

Com o perdão do simplismo, a analogia serve para mero entendimento.

Quanto maior a deformação de uma mola, maior a energia potencial elástica acumulada e maior o potencial de trabalho a ser realizado após o momento de descompressão da mola.

Lembrando que a energia potencial elástica não depende do tempo de compressão, mas tão somente do tamanho da deformação da mola, ao passo que na economia real, o tempo necessário de quarentena é crucial para muita gente.

Mas se valendo da analogia: quanto maior a repressão da economia com o lockdown, maior a demanda reprimida acumulada e, consequentemente, maior a intensidade da recuperação da economia.

Essa crise é diferente de uma crise normal.

É diferente do que uma economia com exaustão da capacidade produtiva, tal qual ocorre com os Estados Unidos, que estava em pleno emprego e com o mercado de ações subindo há uma década.

É diferente da crise que se iniciou no Brasil em 2015.

Teremos esse Efeito Mola na economia brasileira.

Não é questão de “se”, mas de “quando”.

Estamos passando por uma crise intensa, mas pouco duradora.

Salvando vidas, empregos e empresas, poderemos sair ainda mais fortes dessa crise.

Em alguns países isso já está acontecendo.

A economia chinesa está se recuperando mais depressa do que o esperado.

Nesta terça-feira (31), o índice chinês dos Gerentes de Compras (PMI) de março subiu para 52,0 pontos, acima dos 35,7 pontos de fevereiro e superando as expectativas dos economistas internacionais, que previam um PMI de 45 pontos.

A alta no PMI mostra uma recuperação mais precoce da atividade industrial na China.

Esse processo vai se estender da Ásia para Europa.

Mais tarde chegará aos Estados Unidos e depois disso no Brasil e, posteriormente, na África, último continente atingido pelo vírus.

Não só as autoridades de fora anunciaram medidas massivas, como por aqui também temos muitas medidas relacionadas a auxílio a mais vulneráveis, solvência de empresas, ajuda à autônomos e aumento da liquidez do sistema financeiro.

As medidas são muito mais drásticas do que as tomadas em 2008, por exemplo.

E bem ou mal, sempre é importante lembrar que as empresas listadas em bolsa não refletem a realidade das empresas do país.

Estamos falando de pouco mais de 200 empresas viáveis para se negociar em bolsa frente a mais 5 milhões de CNPJs cadastrados no país.

As empresas são a elite da elite das empresas, não vão quebrar.

Nesse jogo de incertezas, a visão de longo prazo é o segredo para sobrevivência e também para manter a sanidade mental.

Chegamos em um cenário em que prejuízo parcial em bolsa só se recupera continuando na bolsa.

A travessia é crucial.

Sair agora da bolsa para um CDI de 3 por cento ao ano significa tornar definitiva uma perda parcial.

Os preços atuais ainda embutem um impacto negativo permanente nos fundamentos de empresas que possuem capacidade para se recuperar em poucos meses, uma desconexão muito grande entre preço e valor.

Se o valor justo de uma empresa é igual a seu fluxo de caixa, de hoje até o infinito, descontado a valor presente e só teremos quedas significativas nos próximos 3 ou talvez 4 trimestres, não faz sentido que algumas ações tenham caído 40, 50, 60, 70 por cento…

No frigir dos ovos, pressupondo que a partir de 2021 a empresa passaria a gerar os mesmos resultados do que em 2019, uma queda de mais de 10 já seria demasiada em termos matemáticos.

Mas o comportamento do mercado não é nosso simples modelo matemático.

É justamente por isso que há oportunidades postas na mesa.

Reforçando, o que está dando chance agora é o óbvio.

Compre com parcimônia, foque no óbvio, na qualidade e tenha visão de longo prazo.

Passaremos por essa.

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

BOVA11: o pior já passou?

bova11 pior ja passou

Olá, como você vai?

Depois de bater os 63.300 pontos, menor patamar para o Ibovespa desde maio de 2017, ontem tivemos uma forte alta do índice (e consequentemente da ETF BOVA11), voltando a casa do 70.000 pontos.

Banco Central Europeu prometendo estímulos de 800 bilhões de euros.

Ásia controlando bem o vírus e lançando pacotes de estímulos.

Federal Reserve anunciando que irá comprar whatever it takes (o que for necessário) para não entrar em uma crise de liquidez.

Trump ainda anunciaria um pacote anti-coronavirus, o que puxava forte os mercados globais no momento em que escrevi essa newsletter.

Por aqui, o Banco Central, o BNDES e o Tesouro já se alinham para uma ação coordenada.

E pode vir mais.

Não parecemos viver um momento em que os governos irão economizar munição para combater uma eventual recessão global.

Pegando como referência o BOVA11, do pico histórico em janeiro ao fundo na segunda-feira, acumulamos uma queda de 47 por cento.

A história se repete…

Em 1998, 1999 e 2008 tivemos quedas semelhantes no Ibovespa: intensas e rápidas, tais quais foram as suas recuperações.

Na crise do subprime em 2008, a bolsa caiu 44% e se recuperou em 8 meses.

Em 1999, quando alteramos o regime das taxas de câmbio de 1 real para cada dólar para o câmbio flutuante, a bolsa caiu 45% e se recuperou em 3 meses.

Em 1998, com a crise russa que criou um temor nos mercados financeiros emergentes, a bolsa caiu 57% e voltou aos patamares originais em 7 meses.

Hoje, olhando em retrospectiva, tudo parece óbvio e nos questionamos por que houve tanto pânico a época, já que era certo que se encontraria alguma maneira de se resolver aquele problema, por mais grave que fosse.

Além disso, em todos esses casos se dizia que “dessa vez é diferente, as outras crises não foram assim”.

A questão é que os mercados, em situações extremas, sofrem mais do que o justificável e, do lado oposto, sobem muito mais do que o justificável.

Cada dia que passa, vamos nos acostumando com a dor do status quo e o cenário vai ficando mais claro.

Já sabemos que essa crise é passageira, que deve se estender de 6 a 12 meses.

Só não conseguimos ainda dimensionar o impacto dela ainda.

De toda forma, ainda que muitas empresas sofram nos seus fundamentos, a correção que sofreram no preço parece desmedida.

Estamos diante de uma ótima matriz de risco x retorno: já não temos muito a perder, o Ibovespa já não pode cair substancialmente abaixo dos 63.000 pontos.

Por outro lado, temos bastante a ganhar: um simples retorno do Ibovespa aos 119.500 significaria, na média, dobrar o seu capital.

Como você viu nas crises passadas, isso pode levar meses.

Mas não sabemos.

Também não sabemos até onde o mercado pode cair e, sinceramente, tentar encontrar o fundo pode deixar você ainda mais angustiado nesse momento.

Compre aos poucos, em movimentos lentos.

Se você estiver líquido, com caixa de sobra, esse é o melhor momento.

Compre devagar, uma compra por semana ou mês, tanto faz.

Dessa forma você não ficará ancorado em um único nível de preço.

Não coloque um dinheiro que você possa precisar pelo próximos 5 anos.

Esqueça o timing, você necessariamente vai errar ele e talvez tenha que ver a coisa piorar um pouco antes de ver o rally de retomada.

O importante agora é você investir em boas empresas, afinal, está tudo com desconto, tanto o que é bom, quanto o que é ruim.

Bancos, elétricas, empresas de saneamento são opções mais óbvias nesse momento.

Lembre que dinheiro não tem marca.

Dobrar o capital com Itaúsa (ITSA4) ou com small caps é exatamente a mesma coisa.

Opte pelo bom e barato, o clássico feijão com arroz.

Aqui estão as melhores opções para o momento.

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

TAEE11, SAPR11, ITSA4: a hora do óbvio

taee11 sapr11 itsa4

Olá, como você vai?

Espero que você esteja bem.

Os últimos dias têm sido totalmente atípicos não só para os mercados, mas também para a nossa rotina.

Temos muitos investidores de primeira viagem recebendo o seu primeiro batizado logo nos primeiros meses de bolsa.

Pode parecer banal, mas isso certamente vai expurgar os curiosos e calejar quem entrou na parada para fazer como se deve fazer.

Em tempos de realidades complexas e imprevisíveis, temos de manter o nosso foco no longo prazo e simplificar ao máximo as coisas no curto prazo.

Processos de investimento complexos perderam o sentido nesse momento.

A experiência vai nos ensinando a simplificar cada vez mais.

Antes de você perguntar se investimentos em ouro e dólar são válidos, eu já afirmo que são sim, mas cuide para não “contratar um seguro de carro logo após o carro ter batido”.

Proteção boa é caixa.

Esses investimentos deveriam ter sido feitos quando a bolsa subia e, convenhamos, ninguém quer saber de ouro e dólar quando as ações brasileiras subiam dia após dia.

Por isso reforço: nada contra esses investimentos defensivos, mas no momento eles irão custar muito para proteger pouco, já não há mais muito o que se proteger.

A melhor defesa nesse momento é possuir caixa e aproveitar as oportunidades mais óbvias.

Nesse momento, ações tradicionais pagadoras de dividendos ou empresas high quality (geralmente caras, mas agora significativamente descontadas) são as ações com a melhor relação de risco retorno para a conjuntura.

Tenha caixa sempre.

Aproveite quedas nas ações de boas empresas e tenha cuidado com o excesso de exposição.

Taesa (TAEE11), Sanepar (SAPR11) e a nossa clássica e forte Itaúsa (ITSA4): definitivamente não será aqui o fim da linha para elas.

Compre aos poucos pois sempre pode cair mais.

E repito: escolha ações de boas companhias e não daquelas que você acha que podem se tornar boas.

Se quiser fazer alguma aposta em small caps, vá com pouco capital e escolha empresas que apesar de pequenas, estão nadando a braçadas nos últimos tempos.

Fora isso, algumas ponderações a serem feitas:

  1. A China deve passar por forte desaceleração ou quem sabe até uma recessão bem forte. Em que pese o seu caixa em dólar e possibilidade de compra massiva de insumos baratos, uma possível recessão não é nada conveniente para o Partido Comunista Chinês e joga pelo ralo qualquer possibilidade de conspiração de que a própria China teria plantado a crise do Covid-19.
  2. O bear market americano parece finalmente ter chegado após quase 10 anos consecutivos de altas no mercado. Os Estados Unidos podem passar por uma recessão temporária seguida de uma forte desaceleração na taxa de crescimento econômico. Trump certamente quer enfrentar as eleições em uma condição mais confortável e por isso deve seguir com estímulos.
  3. A Europa, atual epicentro de disseminação do Coronavírus, também deve passar por uma recessão e passa a voltar os olhos para solvência do Deutsche Bank. Não me parece ser do perfil do Banco Central Europeu deixar um banco de tal quilate quebrar. É aquela coisa, too big to fail.
  4. Com fortes estímulos nas economias avançadas e um impacto iminente na economia real brasileira, tem se o aval não só de termos uma Taxa Selic em patamares nunca antes imagináveis, na casa dos 3 por cento ao ano, como também força o governo a se valer da política fiscal como ferramenta de combate a uma possível recessão. Se em condições normais de temperatura e pressão a ordem era controlar gastos e fazer reformas, em situações extremas a imagem de Lord Keynes emerge até a frente de Paulo Guedes e companhia.
  5. Mais do que tudo isso, o ambiente pode favorecer a tramitação das reformas administrativa e tributária no Congresso, uma vez que a circunstância encoraja uma maior aproximação e colaboração entre Legislativo e Executivo.
    De forma geral, não abandonamos a tese e bull-market estrutural no Brasil, temos muita coisa para melhorar ainda dentro da economia doméstica.

Se por um lado essa atual crise vai impactar o resultados das empresas listadas em um primeiro momento, esse impacto é passageiro e dentro de 6 meses a um ano já terá sido absorvido.

Nesse momento eu me coloco à disposição para quem estiver com dúvidas.

Fiquem bem e em casa, caso possam.

Lavem bem as mãos e cuidem dos familiares.

Tudo passa.

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

Ainda sobre a queda do século: lições que podemos tirar

Olá, como você vai?

A última segunda-feira (9) vai ficar marcada na história.

Foi a maior queda do século no Índice Bovespa, que em um único pregão caiu mais de 12 por cento, fechando em 86.067 pontos.

Soma-se a isso a alta do dólar que tivemos.

O Ibovespa dolarizado voltou aos 19.000 pontos, sendo que estava em 29.000 pontos no início de janeiro.

Tivemos a maior correção em dólares do atual bull-market: queda de -36 por cento.

E é justamente por isso que a segunda-feira será lembrada.

Daqui a 10 anos você poderá lembrar desse dia como “o dia que eu deveria ter investido na bolsa…”.

O fato é que não temos nenhuma quebra estrutural no Brasil e no mundo.

As tendências seguem as mesmas.

Correções como essas são raras, claro, e acontecem justamente quando não esperamos.

Se o Coronavírus​ já parecia ser razão suficiente para se preocupar, no silêncio de um final de semana, Rússia e a Opep e entram em desacordo em relação aos níveis de produção do petróleo.

Com o preço barril operando na casa dos 20 e poucos dólares seria muito difícil para uma empresa como a Petrobras trabalhar com margens mais confortáveis, comprometendo os fundamentos da empresa.

Calma, não é para vender Petrobras (PETR4), nem desistir da compra dela.

Até porque nem mesmo os países da Opep aguentam o tranco por tanto tempo.

A questão é que a percepção por risco do investidor global aumentou.

Os gringos encontraram uma desculpa adicional para realizar lucros.

Os traders e investidores que operam alavancados acabaram vendendo muita coisa forçada ontem, uma vez que muitos stop-loss foram acionados.

Teve venda consciente, venda forçada e venda por pânico.

Os investidores inteligentes foram às compras.

Para quem é um acumulador de ativos, nada melhor que um dia de quedas acentuadas.

Ficou até difícil saber o que comprar.

E claro, sem ser leviano, os riscos postos não foram eliminados.

Coronavírus já havia dado um bom ponto de entrada para bolsa​.

O número de casos fora da China segue crescendo.

Veio o imbróglio relacionado ao petróleo e derrubou ainda mais a bolsa, o que na visão de quem é acumulador de ativo, melhorou ainda mais a condição de entrada.

Vimos empresas consolidadas negociando a 5x lucros.

Há tempos não se via uma chance de comprar o óbvio.

E a parte mais bonita do processo é que não sabemos para onde vai a bolsa nos próximos dias.

Poderemos ter mais quedas.

Podemos ver a bolsa bater os 70 mil pontos novamente. Por que não?

Assim como em um piscar de olhos podemos retomar os 120 mil pontos.

A questão é que por mais que o Brasil possa sofrer um pouco nesse primeiro semestre por conta do Coronavírus, o efeito é passageiro e a retomada pode vir rapidamente, seguindo um efeito de mola comprimida.

A economia brasileira não está nem perto de estar exausta, pelo contrário.

Temos muita capacidade ociosa e hoje ainda poderemos ter mais um corte na Selic.

Ainda não sentimos o efeito dos juros baixos na economia, mas o fato é que isso é uma quebra de paradigma grande demais e que, na minha visão, está sendo subestimada.

Um juro baixo duradouro vai ter um efeito estrutural positivo em alguns anos.

Novos projetos se tornam viáveis.

E insisto: o Brasil ainda não voltou a crescer.

A fase “forte” do nosso bull-market só irá se concretizar no momento em que a economia estiver crescendo mais pujantemente, o que naturalmente vai puxar para cima os lucros das empresas.

Não temos muito mais espaço para bolsa crescer via expansão de múltiplos.

Isso pode nos levar para, no máximo, até os cento e poucos mil pontos.

Mas o fato é que as empresas listadas tem muito a entregar ainda.

O fundamento das melhores empresas deve seguir melhorando.

O que talvez angustie o brasileiro é o fato de que sempre parece que o crescimento de fato “só virá no ano que vem”, ano após ano.

Enquanto isso, reforçamos a importância de seguirmos aportando mensalmente em ações de boas e sólidas empresas.

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

Oportunidade Aberta: O erro do gringo é o acerto tupiniquim

saida do investidor estrangeiro é bom?

Olá, como você vai?

Vamos pôr os pés no chão e vamos refletir juntos.

Pensando com a cabeça tudo vai fazer mais sentido.

O bull-market que estamos vivendo se iniciou em janeiro de 2016, quando a bolsa brasileira negociava a míseros 38.000 pontos, cerca de 9.000 pontos em dólar.

​Em 4 anos de alta, já tivemos 10 correções, umas mais severas, outras menos.

Correcoes da bolsa

Veja que essa correção que estamos tendo com a questão do Coronavírus​ não é a mais grave de todas.

Durante a greve dos caminhoneiros, em maio de 2018, tivemos uma correção de 33 por cento em dólar.

Nenhuma delas impediu que saíssemos dos 38.000 para os 119.500 pontos.

Correções são normais até em mercados de alta.

Temos, em média, uma a cada 5 meses no atual bull-market.

Isso quer dizer que provavelmente teremos outra correção ao longo de 2020.

Tudo normal, dentro do esperado.

A bolsa brasileira caiu por uma simples realização de lucros do investidor estrangeiro… e é exatamente aí que mora a oportunidade.

Vou recorrer mais uma vez ao mestre Henrique Bredda, gestor na Alaska Asset.

Ele pergunta provocativamente: “Será que o investidor estrangeiro sabe de algo que não sabemos?”.

O investidor estrangeiro é um ser humano comum, que acerta e erra como qualquer outro.

Fato é que aqui no Brasil o gringo também já comprou no topo e vendeu no fundo.

O gringo entrou forte em 2007 (alta) e vendeu muito em 2008 (baixa).

No segundo semestre de 2002, quando o Ibovespa iniciou o seu 4º bull-market, o gringo saiu.

Os melhores preços na bolsa ficam disponíveis justamente quando o gringo está saindo forte.

Isso ocorreu em 2002, 2008 e está acontecendo nos últimos meses.

As empresas seguem divulgando os balanços fortes referentes ao 4T2019.

As nossas empresas listadas seguem melhorando e estão mais baratas com essa última queda.

Enquanto isso, teve gringo que comprou bolsa em 119.500 pontos e vendeu em 99.000 menos de dois meses depois.

O erro do investidor estrangeiro pode ser o acerto do investidor local.

Se o gringo saiu, é porque alguém de dentro do Brasil entrou.

Antes de qualquer coisa, não posso ser leviano…

O Coronavírus vai, sim, ter um impacto negativo na atividade econômica global e esse impacto não deve ser pequeno.

O crescimento da economia mundial previsto pelo FMI era de 3,3 por cento em 2020, mas não deve chegar a 2 por cento.

A China, motor de crescimento do mundo, será severamente impactada, com fábricas ainda paradas, e isso vai refletir pontualmente nos balanços de algumas empresas brasileiras ao longo do primeiro e segundo trimestre de 2020.

Vale, Gerdau, JBS, Azul, Gol, CVC… essas devem sofrer mais do que a média.

Mas de nada adianta esperar tudo passar (a disseminação do vírus e os resultados das empresas voltarem ao normal) para investir na bolsa.

Quem esperar tudo se normalizar vai comprar bolsa brasileira a 130.000 pontos.

ponto de entrada ideal é agora​.

Quem esteve fora da bolsa na última sexta-feira, na segunda-feira e ontem, já perdeu uma boa parte da recuperação.

Apenas 3 pregões foram o suficiente para andarmos dos 99.000 pontos de volta para os 107.000.

Teve de tudo nesse curto período: ação coordenada dos Bancos Centrais das economias avançadas, rumores de novos cortes da Selic e a desaceleração do avanço do Covid-19.

Logo mais as coisas voltam ao normal e as eleições norte-americanas irão ofuscar o Coronavírus.

No curto prazo, bolsa é sobe e desce, euforia e pânico.

Todos os dias o mercado vai te dar mil motivos para você colocar todo o seu dinheiro na bolsa, para no outro dia te dar um motivo bem convincente para ficar de fora dele.

Nada disso importa.

No longo prazo, bolsa de valores é o lucro das empresas listadas.

Foque no que realmente importa.

Obs.: vem aí mais um corte na Selic, viu?

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

OIBR3: não tente ganhar dinheiro fazendo a coisa errada

investir em oibr3

Olá, como você vai?

Hoje vou retomar um assunto que ainda está rendendo muito nos fóruns e no YouTube: OIBR3 e turnarounds em geral.

Processos de turnaround ocorrem quando uma empresa com uma situação difícil dá um reviravolta no negócio.

Entra uma nova equipe de executivos, há uma reestruturação do negócio, há uma mudança nas práticas de governança ou mesmo, de maneira exagerada, alguma disrupção que ajuda a empresa a sair de um buraco e ir para o topo.

O caso mais conhecido de turnaround é o de Magazine Luíza (MGLU3).

É inegável que processos bem-sucedidos de turnaround geram os processos mais absurdos de valorização.

Os incríveis 40.000 por cento de valorização da MGLU3 em 5 anos são uma prova material.

Hoje a bolsa oferece diversos candidatos a turnaroundOIBR3, CIEL3, VVAR3, TASA4, etc.

Mas qual é o problema disso tudo?

O problema é que os turnarounds bem-sucedidos são minoria. A regra é que a empresa ruim siga ruim.

No entanto, antes mesmo de vermos os investidores darem com a boca no chão, ouvimos histórias maravilhosas de como linearmente uma determinada empresa irá ressurgir das cinzas.

​Mas o mundo real não é assim.

A história vai contar o que foi, não o que poderia ter sido.

Diversos casos poderiam ter dado certo, mas não deram.

E o mercado pune. A realidade aparece. O caso de Lupatech é um clássico.

Ela ganharia rios de dinheiro prestando serviços para extração do pré-sal.

A história contada era plausível e crível. Isso basta para a ação da empresa subir um bocado.

Como o próprio Henrique Bredda falou que caiu na conversa, ele viu as ações subirem +185 por cento antes de caírem -96 por cento.

Veja: você não precisa estar certo para ter ganho os primeiros +185 por cento.

Mas depois a verdade veio.

A história do que a Lupatech poderia ter sido ninguém mais lembra.

Sobraram as cicatrizes.

E de toda forma, mesmo que o turnaround emplaque (o que é não é a regra), o risco assumido é muito grande.

Em termos de princípios de um investidor inteligente, é uma decisão errada antes mesmo do resultado ser conhecido.

Mas o que afinal é uma boa decisão?

Investir em ações de boas e já consolidadas empresas visando o longo prazo.

Antes do resultado ser conhecido, será uma decisão muito mais acertada.

Os resultados históricos dessa estratégia falam por si.

Não busque o turnaround perfeito. Fazendo o simples bem feito se gasta menos energia e as chances de você ter um resultado maior aumentam demais.

Coloque as probabilidades a seu favor.

A OIBR3 é uma empresa com uma dívida bilionária e que acumula prejuízos há mais de 5 anos.

Hoje a direção da empresa promete investimentos em fibra, venda de ativos para fazer caixa, renegociação de dívidas e toda uma remodelação na estrutura da empresa.

Mesmo que tudo isso seja executado com toda diligência, o resultado é incerto. Vão ter que combinar com os russos.

É aquela coisa: basta driblar o time adversário inteiro e entrar com bola e tudo para fazer um gol de placa.

Depois que aconteceu é maravilhoso, mas não é o método mais eficaz.

Fique em paz com o seu gol de canela dentro da pequena área.

​O esforço é menor e o resultado positivo é muito mais provável.

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

ITSA4 não decepciona

Itsa4 não decepciona

Olá, como você vai?

Primeiro vamos falar de Itaú (ITSA4/ITUB4), depois quero alinhar algumas expectativas.

Falar sobre Itaú vai ser bom porque as notícias são boas, mas alinhar expectativas é mais importante.

Ok, não foi o melhor resultado do mundo, mas a nossa querida Itaúsa (ITSA4) não decepcionou: bateu lucro recorde e ainda divulgou cerca de 0,40 centavos de proventos líquidos para dia 6 de março.

Ótimo.

Na divulgação de resultados há duas semanas, o bancão Itaú Unibanco (ITUB4) já havia mostrado que não está parado assistindo a ascensão das fintechs.

Desapegando um pouco da holding (ITSA4) e focando mais no banco (ITUB4), vemos um negócio ainda muito rentável.

Mesmo com um ano de baixo crescimento da economia, os lucros cresceram 13 por cento no 4T2019 em relação ao mesmo período do ano anterior.

Melhor ainda é saber que a empresa fez uma boa contenção das despesas.

O banco ainda possui um potencial muito grande para ganhar eficiência operacional.

Excelente.

A carteira de crédito segue saudável.

Maravilhoso.

O banco está pronto para era do bancos digitais.

O Itaú estrategicamente se tornou sócio da Xp Investimentos em meados de 2017, empresa que até aqui foi a única real pedra no sapato dos bancões.

Formidável.

O futuro não terá tanto vento a favor como no passado, mas ITSA4/ITUB4 está pronto para esse novo cenário.

​Seja para receber dividendos, seja obter uma valorização do papel​, na minha opinião, a ação é uma das escolhas mais óbvias da bolsa para 2020.

Mas cuidado, é importante lembrar de alguns preceitos básicos antes.

Vamos alinhar as expectativas:

  • Esse texto retrata uma opinião e não uma recomendação;
  • Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura;
  • Não coloque todo seu dinheiro em uma única ação, diversifique;
  • Mesmo com uma carteira de ações diversificada, não invista apenas em ações. Tenha uma reserva líquida;
  • Você não vai ter valorizações ultra-expressivas com uma empresa gigante como o Itaú;
  • Se você quiser ter um supervalorização com Itaú, só esperando por anos e anos, mas sempre há risco.

Os tempos atuais podem nos enganar: o mercado não sobe para sempre.

Os próximos anos podem (e provavelmente vão) mal acostumar muita gente ainda.

Em algum momento a festa acaba (sem neura também, acho que está longe de acabar aqui pelas bandas tupiniquins).

Mas você deve saber sempre investir em ações de qualidade e esperar.

É um jogo muito mais de paciência do que de conhecimento.

A grande vantagem é que cada ano adicional de espera, a recompensa por essa espera aumenta.

Como o árbitro francês falou para Neymar após ele tomar um cartão amarelo injusto, be patient.

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

O Coronavírus é uma péssima notícia para bolsa

Impacto do corona virus no Brasil

Olá, como você vai?

Quero que você entenda de uma vez por todas o impacto do Coronavírus no Brasil até agora.

Além de de ser uma infecção que já ultrapassou mais de 1.000 mortos, sendo que 108 baixas ocorreram somente na segunda-feira (10), a epidemia tem dado muito trabalho para o governo chinês.

O vírus se alastrou em uma velocidade maior que o vírus da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), que desencadeou um surto de pneumonia entre 2002 e 2003.

No Brasil há 7 casos suspeitos de infecção de Coronavírus e nenhum ainda confirmado.

Ainda não há vacina para prevenção do vírus e também não se sabe se uma pessoa uma vez contaminada poderá pegar o vírus novamente.

Também não se tem certeza sobre o período de incubação do vírus.

No entanto, está ocorrendo uma queda gradual do número de novos casos, o que faz com que as bolsas da China fechem o sexto pregão seguido em alta desde ontem.

No Brasil, o vírus também impactou a bolsa de valores, com uma queda de 7 por cento do Ibovespa desde o seu último recorde.

E isso foi péssimo.

Parece pouco e é pouco mesmo.

Mas depois de um mês de dezembro espetacular para a bolsa de valores no Brasil, uma leva de curiosos acabou chegando porque também queria participar da festa.

Obviamente que os meses de euforia que precederam a entrada dos curiosos geram uma expectativa enorme nos novos entrantes.

Existe aquele sentimento de que a bolsa só varia para cima.

Com uma correção de menos de 10 por cento (que não precisaria de nenhum Coronavírus para ter acontecido, aliás, não precisa sequer haver uma justificativa), já tem gente pensando em desistir, em sair da bolsa.

Já começa a aparecer um ou outro que se perguntam se a bolsa brasileira já não subiu demais.

De alguma forma, somos culpados por isso, porque isso é um sintoma claro de falta de educação financeira.

Para tentar ilustrar o caso, vou recorrer a dois gráficos que Henrique Bredda, o gestor na Alaska Asset, publicou nas suas redes sociais.

​Primeiro, o impacto do Coronavírus na bolsa brasileira no atual bull-market:

Grafico do Bredda - impacto corona vírus na bolsa

Sinceramente, talvez o investimento em bolsa não seja para quem sente calafrios com uma queda dessa… e isso não é demérito algum. As pessoas possuem diferentes apetites por risco.

Agora se você está achando que o Coronavírus vai interromper o ciclo de alta da bolsa, pense aqui comigo…

Desde 2016, tivemos Impeachement, Brexit, Joesley Day, Greve dos Caminhoneiros, Eleições, crise no atual governo, Guerra Comercial, bombardeios no Irã e milhares de outros motivos para se sentir medo.

No Brasil, o estrago do Coronavírus não é clínico.

Temos 7 suspeitos isolados, nenhuma confirmação de infecção e nenhuma morte.

O estrago do Coronavírus no Brasil foi no bolso dos impacientes de embolsaram prejuízos com posições de menos de 3 meses.

Não esperaram sequer uma divulgação de resultados das empresas que “investiram”.

Mas para onde vai a bolsa com o Coronavírus?

A bolsa vai para onde forem os lucros das empresas. No longo prazo, ela ignora qualquer Coronavírus, Sars, Ebola e H1N1.

​Abaixo você pode ver o gráfico do Ibovespa (linha azul) em dólares desde 1965 (desculpe Bredda, mas o meu ficou mais bonito que o seu):

Valorizacao do Ibov em dolar

A linha amarela apenas aponta para uma tendência que pode ou não se confirmar.

Se você quer investir em ações, foque no que importa: a qualidade das empresas​.

Nisso o GuiaInvest pode ajudar você.

Todo o resto é detalhe e é se apegando a esses detalhes que você acaba caindo em armadilhas.

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

BPAN4 (e outros) e Selic a 4,25 por cento

reuniao do copom

Olá, como você vai?

Hoje teremos o segundo dia da reunião do Comitê de Política Monetária e poderemos ter mais uma redução na Taxa Selic.

Uma parcela do mercado estipula um corte de 0.25 pontos, o que levaria a Selic para 4,25 ao ano.

Ainda que não haja consenso sobre uma eventual queda da taxa, a medida viria para tentar estimular uma atividade econômica que ainda opera aquém do esperado.

O mercado espera por um crescimento de 2,3 por cento do PIB em 2020.

Ainda assim, mesmo que não haja um novo corte na Selic, podemos acreditar em uma economia crescendo mais de 3,0 por cento ainda esse ano.

Veja bem…

As empresas seguem com custos controlados. Um mínimo crescimento no faturamento de uma empresa significa um grande aumento nos lucros.

O juro, caindo ou não, segue baixo e isso reduz demais as despesas financeiras das empresas.

​ Isso, em última análise, também significa mais lucro para as empresas.

Se isso pode ter um impacto positivo no próprio preço das ações, também pode ter um desdobramento nada trivial na economia.

Vamos voltar à situação das empresas…

Ainda existe muita capacidade ociosa: as fábricas tem muita máquina para pouco operário e, consequentemente, estão produzindo menos do que poderiam.

Qualquer sinal de melhora na demanda será respondida com um forte aumento na produção, o que levaria o nível de atividade econômica para um novo patamar.

Fato é que estamos há 6 anos acostumados a crescer pouco e isso acaba criando uma certa descrença de que podemos pisar mais fundo no acelerador.

Mas não precisa de muito para termos um crescimento forte em 2020.

E convenhamos: mesmo com ociosidade na economia, com um custo de capital tão baixo não é de se descartar uma rodada forte de investimentos.

Ao que tudo indica, vamos começar a segunda fase do atual bull market.

Se antes a bolsa foi puxada pela queda na taxa de juros, agora seremos puxados pelo ciclo de lucros das empresas.

Vamos acompanhar esse processo ao longo das próximas semanas, uma vez que estamos em meio a temporada de divulgação de resultados das empresas listadas.

Hoje (5) e amanhã (6) teremos quatro bancos divulgando seus resultados: hoje temos Bradesco (BBDC4) e Banco Pan (BPAN3) e amanhã teremos Banco ABC (ABCB4) e Banco Inter (BIDI4).

Vamos ficar de olho na situação dessas empresas, principalmente os bancões, que devem ter vida mais complicada durante esse ano… pelo menos enquanto não abrirem a carteira de crédito.

Aqui insisto: mesmo com Coronavírus, Guerra Comercial e fatores políticos internos, é loucura não carregar alguma posição em bolsa.

Fora essas razões que apresentei aqui, o André apresenta mais 10 razões pelas quais investir em ações é o melhor investimento que você pode ter​.

Na minha opinião, esse é o melhor conteúdo do GuiaInvest.

Sobre o Copom de hoje, acredito que teremos mesmo a queda de 0.25 pontos.

Estamos com commodities em baixo, inflação controlada, atividade fraca, mercado de trabalho desaquecido e produção industrial em queda.

Motivos para o corte não faltam.

Coisa boa é ver a Selic caindo.

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

📈 Indicador de Warren Buffett confirma: a bolsa brasileira está barata 📈

Comprar acoes da bolsa de valores é bom

Olá, como você vai?

O bom velhinho Warren Buffett sempre buscou investir no que é bom e barato​.

Ele próprio utilizava um indicador que que mostrava quais os mercados que estavam mais atrativos.

Dessa forma, ele conseguia analisar qual país ainda estava com as ações baratas de forma geral.

Esse indicador é o percentual de capitalização das empresas listadas.

Vamos por partes.

A capitalização das empresas listadas é a soma do valor de todas ações de todas as empresas negociadas na bolsa do país em questão.

No Brasil, essa soma hoje fica em torno de 4,8 trilhões de reais.

No entanto esse valor isoladamente não nos diz nada.

Ele é medido em proporção com o PIB do país, para daí termos o percentual de capitalização das empresas listadas em relação ao PIB.

Hoje estamos com uma razão de 68 por cento.

O fato é que já estivemos em 98 por cento do PIB em 2008.

Isto é, a bolsa brasileira segue barata hoje.

Se compararmos com os Estados Unidos fica ainda mais evidente. Os americanos já estão com uma capitalização de mercado de 168 por cento do PIB.

E o fato de que há um diferencial muito grande entre Brasil e Estados Unidos e que eles também estão no final de um grande ciclo de valorização da bolsa pode ser positivo para o Brasil.

O retorno às médias pode impactar positivamente a bolsa por aqui.

Colocando na conta que ainda temos uma recuperação do PIB pela frente, isso reforça a ideia de que não há nada de escandalosamente caro na bolsa brasileira.

Mas o que fazer?

Primeiro, comprar ações de boas empresas.

Com o mercado em alta, o preço de ações de empresas ruins também sobem, mas você só vê quem é de verdade quando o mercado entra em pânico.

Foco em qualidade em primeiro lugar.

Se der para comprar barato, melhor ainda. Se empresa ruim sobe, empresa boa também cai… a diferença que a queda do preço de uma ação de uma boa empresa é uma oportunidade.

Hoje há muita empresa boa, barata e cheia de gatilhos para deslanchar na bolsa já em 2020.

Simples assim.

Quanto antes você entrar, maior será a pernada de alta que você irá capturar.

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.