Quando comprar ou vender uma ação?

A resposta pode surpreender você

Caro leitor,

Hoje quero tratar de um dos assuntos mais importantes para nós investidores de bolsa. Quero expor minha opinião sobre duas perguntas corriqueiras:

  • Quando comprar uma ação?
  • Quando vender uma ação?

Primeiro, vamos começar com a pergunta sobre quando comprar uma ação.

Na minha visão, é necessário atender dois critérios para que um investidor decida comprar uma ação.

1º critério: É uma empresa que apresenta bons fundamentos?

2º critério: Ela está com desconto sobre seu valor intrínseco?

O primeiro critério é o mais importante de todos. Sempre. Já, para o segundo cabe uma ressalva aqui.

Para quem tem como meta realizar aportes pequenos e regulares por um longo período de tempo (me refiro a anos), o segundo critério tem menor relevância.

A comprovação racional que comprova isso deixarei para um outro dia.

Continuando…

Só compre se as duas respostas forem positivas. Esse é o segredo do Value Investing.

Se seguir esta simples estratégia, você estará seguindo os mesmos princípios de investimentos utilizados pelos maiores investidores do mundo.

Agora que você já sabe quando comprar uma ação, chegou a hora de aprendermos quais as condições ideias para vender esta ação.

Warren Buffett disse certa vez que o seu prazo de investimento favorito é para sempre.

Ele prefere nunca vender uma ação e, na realidade, existem boas razões para pensar assim.

Primeiro, você só pagará imposto de renda sobre o lucro quando vender suas ações. Evitando de vender, você manterá os impostos investidos.

Em termos práticos, isso significa que o efeito dos juros compostos trabalharão ao seu favor ao longo do tempo.

Vale destacar que é raro encontrar grandes oportunidades de investimentos.

Logo, é natural que você se sinta induzido a manter boas ações por um longo período depois de comprá-las por um excelente preço.

Apesar do que foi dito ser válido, existem 4 razões bem definidas para você tomar a decisão de vender suas ações.

#1. Quando a ação atinge o valor intrínseco

Você deverá considerar a possibilidade de vender suas ações quando o preço atingir o valor intrínseco.

Quando isso acontecer, significa que a ação está sendo negociada próxima do preço justo (valor intrínseco).

Em outras palavras, não há mais potencial de alta da ação, o desconto deixou de existir e a margem de segurança desapareceu.

Você estará agindo como um especulador caso mantenha a ação ciente de que o preço está acima do valor intrínseco. Afinal de contas, você é um investidor e não um especulador.

Fique atento para o fato de que conforme o tempo for passando e ação for subindo, o valor intrínseco poderá subir junto.

Por isso, você sempre deverá recalcular a estimativa de valor intrínseco antes de decidir vender suas ações.

Como forma de evitar esta situação, recomendaria você recalcular o valor intrínseco a cada divulgação de resultados trimestrais.

#2 Quando os fundamentos deixam de ser atraentes

Você deverá considerar a possibilidade de vender suas ações quando perceber que os fundamentos da empresa se deterioraram significativamente.

Às vezes, os fundamentos da empresa podem modificar significativamente devido a fatores internos e externos. As possibilidades são as mais variadas possíveis.

Quando isso acontece, há reflexo direto nos indicadores financeiros e fundamentalistas. Ao observar uma deterioração severa destes indicadores, sua única saída é vender as ações.

Você pode utilizar o Check List Automático do GuiaInvest para se certificar que os fundamentos da empresa foram realmente deteriorados ao longo do tempo.

#3. Quando você cometeu um erro de avaliação

Você deverá considerar a possibilidade de vender suas ações quando perceber que cometeu um erro de avaliação.

Às vezes, o surgimento de uma informação nova poderá alterar a sua tese de investimento. Uma empresa que parecia atraente em um primeiro momento deixará de ser após a chegada da nova informação.

Quando isso acontecer, você será tentado a maquiar sua tese de investimento a fim de adequar essa nova realidade. Mas não faça isso.

Se de fato houve um equivoco da sua parte, reconheça que cometeu um erro de avaliação e venda a ação. Situações deste tipo acontecem até com os melhores investidores.

Tome cuidado de não vender apenas porque o preço está caindo. Somente venda se começar a apresentar problemas nos fundamentos da empresa, o que é perfeitamente natural acontecer de vez em quando.

#4. Quando uma oportunidade mais atraente aparecer

Você deverá considerar a possibilidade de vender suas ações quando uma melhor oportunidade aparecer a sua frente. Essa seria uma boa razão para vender e investir o dinheiro em uma oportunidade mais atraente.

Por exemplo, se você possui uma ação que acredita que o potencial é de 20% e você encontra outra ação com potencial de 50%, você poderá vender a anterior e investir o dinheiro na última.

Um abraço,
André Fogaça

6 Perguntas valiosas que deve fazer antes de comprar uma ação

6 perguntas antes de comprar uma ação

Pretende comprar uma ação? Antes, faça estas 6 perguntas fundamentais para saber se está fazendo um bom negócio ou não. É importante que você saiba.

 

Pense sobre isso…

Se eu lhe pedisse para apostar seu dinheiro no sucesso de um dos seus colegas de trabalho, quem você iria escolher?

Você apostaria naquele que é o seu melhor amigo ou será que você apostaria no colega mais capaz (supondo que o seu amigo não seja o mais capaz)?

Já que estamos tratando de dinheiro, apostar no colega mais capaz faria mais sentido do que apostar no seu melhor amigo, não concorda?

Afinal, quando lidamos com dinheiro, agir racionalmente é sempre a atitude mais sensata. A mesma forma de pensar se aplica nos investimentos em ações.

Você jamais deveria colocar seu dinheiro em uma ação cujo nome você mais gosta ou cujo presidente é o seu melhor amigo, por exemplo.

Em vez disso, você deveria considerar a ideia de investir em ações de uma empresa que apresenta bons números e que você acredita no potencial de crescimento.

Infelizmente, esta é uma realidade que a maioria dos investidores esquecem. Eles esquecem que comprar uma ação não é apenas comprar um pedaço de papel, mas sim uma parte de um negócio real.

Ao comprar uma ação, você deve ter a mesma abordagem que teria se fosse comprar o negócio inteiro. A única diferença é que em vez de comprar a totalidade da empresa, você está comprando apenas uma parcela da empresa.

Você também encara seus investimentos desta forma?

Qual a diferença entre o investidor e proprietário da empresa?

comprar uma ação: diferença entre investidor e proprietario da empresa

A maior característica da filosofia de investimento seguida por Warren Buffett  é o claro entendimento de que as ações são representantes das empresas, e não apenas pedaços de papel.

Tenha em mente que todo investidor inteligente deve ter uma boa noção daquilo que está comprando.

Isto é, ao comprar uma ação, você deverá entender tudo que está por trás daquela singela sigla, tais como: os produtos vendidos, os serviços oferecidos, as fontes de matéria-prima, a qualidade da administração, as pessoas envolvidas, etc.

A ideia de comprar uma ação sem entender o que está por trás é inaceitável se você realmente deseja se tornar um investidor bem sucedido

Esta mentalidade reflete a atitude de um empresário em oposição a um mero proprietário de ações, e na minha opinião é a única mentalidade que o investidor deve ter.

Para Buffett e todos os outros grandes investidores de sucesso, as atividades de um proprietário de ações e o proprietário (dono) de uma empresa estão estreitamente ligadas.

Ambos devem olhar para a propriedade de uma empresa da mesma forma.

Como Buffett disse certa vez:

Eu sou um investidor melhor porque eu sou um homem de negócios. E um homem de negócios melhor porque eu sou um investidor.

Conforme explicado no livro “O Jeito Warren Buffett de Investir” de Robert Hagstrom, veja algumas das questões-chave que você deve responder para entender o negócio de uma empresa.

As 6 perguntas essenciais do investidor inteligente antes de comprar uma ação

As 6 perguntas essenciais do investidor inteligente

#1. O negócio que estou comprando é simples e compreensível?

Você aceitaria se casar com uma pessoa que não conhece?

Se você não se casaria com uma pessoa desconhecida, porque razão você se tornaria sócio de um negócio que não consegue compreender? A lógica deveria ser a mesma, não acha?

A resposta para esta primeira pergunta pode parecer óbvia para muitas pessoas, mas você não faz ideia da quantidade de pessoas que colocam seu dinheiro em negócios que não compreendem.

Se você não consegue explicar em uma simples frase o que você está comprando, você não deveria comprar sequer uma única ação desta empresa.

Você jamais deveria investir em um negócio que não entende, por que você não será capaz de ver as oportunidades e desafios futuros antes que eles apareçam.

#2. A empresa possui um histórico consistente?

Você se sentiria confortável em deixar seu filho de 3 anos sob os cuidados de um sujeito que possui antecedentes criminais?

É óbvio que sua resposta para esta pergunta é negativa, não é mesmo? Mesmo que esta pessoa se mostre calma, gentil e amorosa, você aceitaria seus serviços ou procuraria uma pessoa com um histórico melhor?

Bom, a mesma lógica deve ser usada na hora de escolher uma empresa para investir. É mais seguro investir em uma empresa com um bom histórico do que uma empresa que apresentou péssimos números no passado.

Apesar de sabermos que desempenho passado não é garantia de sucesso futuro, uma empresa com histórico consistente se mostrar mais favorável a operar seu negócio sob condições adversas no futuro.

#3. A empresa tem perspectivas favoráveis de longo prazo?

Você deve concordar que prever o futuro de uma empresa é algo muito difícil de ser feito, não é mesmo?

Sim, de fato, ninguém consegue prever com certo grau de confiança os resultados futuros de um negócio. Nem eu, nem você, nem mesmo os maiores investidores do mundo.

Apesar disso, podemos fazer algumas estimativas razoáveis de acordo com o tipo de negócio que estamos lidando.

A dica para responder esta pergunta é ficar longe de empresas que atuam sobre tendências e modismos que podem ficar ultrapassadas no futuro. O ideal é você olhar para negócios que podem se sustentar no longo prazo.

#4. A administração da empresa é racional em suas decisões?

Para nós investidores, esta questão é uma parte muito importante na análise de negócios. A racionalidade da gestão e da sua capacidade de usar o dinheiro de forma rentável é o que separa um bom de um mau negócio.

Quando os negócios de uma empresa estão indo bem, ou seja, gerando bons lucros, a empresa tem 4 coisas que pode fazer com estes lucros:

  1. Reinvestir para continuar crescendo;
  2. Adquirir novas empresas ou participações;
  3. Recomprar suas próprias ações;
  4. Distribuir um parte em dividendos.

A dica é procurar identificar como a empresa vem usando este lucro dentro destes 4 itens mencionados assim. Esta pode ser uma ótima pista para ajudar a responder a pergunta.

#5. Qual é o retorno sobre patrimônio atual?

O retorno sobre o patrimônio é uma das métricas mais importantes para avaliar a rentabilidade das empresas, especialmente para os investidores em valor.

Basicamente, este indicador mostra a relação percentual do lucro sobre seu patrimônio liquido.

Você deve saber que o lucro pode ser manipulado, mas o retorno sobre o patrimônio líquido irá mostrar quão digno é um negócio.

Em outras palavras, o retorno sobre o patrimônio dirá quanto de lucro (percentual) a empresa está gerando sobre o seu capital próprio.

#6. Quais são as margens de lucro da empresa?

A margem de lucro indica quanto da receita total gerada pelo empresa foi convertida em lucro no fim das contas. Uma empresa que é capaz de converter um bom percentual das suas vendas em lucro é um negócio bem sucedido.

O segredo para isso é manter os custos no mínimo, e buscar lucros mais elevados, em vez de maior participação de mercado.

A dica é evitar empresas com margens baixas, pois o risco é muito elevado. Empresas com margens estreitas estão mais vulneráveis a sofrer problemas financeiros causados pelas adversidades do mercado.

Lembre-se da palavras de Warren Buffett:

Se uma empresa vai bem, a ação eventualmente vai bem.

O que você achou desta artigo? Deixe um comentário abaixo me contando quais as perguntas você costuma fazer antes de escolher uma empresa para comprar uma ação.

Até o próximo artigo!

Aprenda como ganhar de R$1mil a R$5mil por mês com dividendos, mesmo que tenha somente R$100 para começar.

Investir ou não investir: Você também já passou por este dilema?

Investir ou não investir? Eis a questão! Você também já passou por isso? Já sofreu em tentar largar um péssimo hábito?

 

Se você é como eu, apostaria que já teve sérios problemas em se livrar de alguns destes hábitos nocivos.

E quando estes hábitos prejudicam a forma que lidamos com nosso dinheiro e nossos investimentos, o problema pode ter sérias implicações.

Um dos muitos erros que cometi durante o início da minha carreira como investidor foi ser imprudente com o meu dinheiro.

Podia ser um aumento de salário, um bônus de final de ano ou até mesmo um presente de família.

Eu pegava esse dinheiro extra e investia tudo nas ações que eu gostava, independentemente da situação do mercado naquele momento.

Para mim, naquela época, dinheiro no banco era considerado uma oportunidade perdida e todas as chances de “comprar ações agora” eram agarradas instantaneamente.

A pergunta que eu costumava perguntar a mim mesmo era:

Por que eu deveria deixar meu dinheiro “parado” na poupança ou em fundos de renda fixa, que rendem quase nada, quando as ações podem fazer meu dinheiro crescer muito mais rápido?

Investir ou não investir: por que é tão importante não estar 100% investido?

investir ou não investir

Ao longo dos anos e depois de aprender minhas lições da maneira mais difícil, eu encontrei várias razões para deixar algum dinheiro “fora do mercado” e resolver o dilema do investir ou não investir.

Aqui estão as três maiores delas:

  1. Se eu não tenho dinheiro fora do mercado, é quase impossível tirar vantagem das oportunidades que podem se apresentar no futuro.
  2. Ter alguma reserva para emergências é sempre uma boa ideia.
  3. E por fim, quando o seu dinheiro está parado, sem render nada, e suas ações estão caindo, render “nada” é melhor do que perder, não concorda?

Algum dinheiro no banco ou em fundos com liquidez me ajuda em situações de emergência ou mesmo me permite aproveitar grandes oportunidades.

É mais fácil falar do que fazer

investir ou não investir: é mais facil falar do que fazer

Segurar dinheiro, e não ganhar nada sobre ele, é muitas vezes uma decisão dolorosa.

Em uma carta escrita em 2004, o lendário investidor Seth Klarman escreveu sobre esta dolorosa decisão de manter o dinheiro que a maioria dos investidores enfrenta.

Ele escreveu…

Os investidores devem escolher entre duas alternativas:

Uma é manter ações a preços historicamente elevados. Se os preços nunca caírem, causando retornos para níveis mais normais, esta terá sido a decisão certa.

No entanto, se os preços caem, os investidores vão experimentar perdas potencialmente substanciais, saindo assim consideravelmente pior do que se tivessem sido mais pacientes.

A alternativa em permanecer com dinheiro é verdadeiramente difícil. Como Klarman disse:

A alternativa é permanecer líquido, ignorar as pressões de desempenho, e esperar que os preços de pelo menos algumas ações caiam. Você não precisa que todo o mercado se torne barato para pôr dinheiro significativo para trabalhar, apenas um número limitado de ações.

Esse caminho também envolve riscos em que não há certeza sobre se ou quando isso vai ocorrer. De fato, os preços das ações podem aumentar ainda mais a partir de níveis elevados de hoje, e tomar a decisão de manter o dinheiro não investido será ainda mais dolorosa.

E porque é doloroso, e muitas vezes exige uma enorme paciência, a maioria dos investidores, grandes ou pequenos, irá optar por permanecer 100% investido, e também investir todo dinheiro novo que aparecer. É difícil escolher entre investir ou não investir.

Klarman escreve (e aposto que você vai concordar com ele sobre isso):

Os seres humanos não costumam ter muita paciência. Poucos são capazes de olhar além dos retornos de curto prazo.

Além disso, dada a sua natureza competitiva orientada para o desempenho relativo, os investidores detestam a possibilidade de mau desempenho ou se verem sentados nas arquibancadas.

Eles acham que é melhor estar no jogo (a menos, claro, se o mercado cair). Eles permanecem altamente enviesados em direção à extremidade da ganância (o quanto você pode ganhar?) e para longe da extremidade do medo (o quanto você pode perder?) do espectro das emoções dos investidores.

Em suma, os investidores continuam em busca de alto retorno sem levar em conta a probabilidade de realmente alcançá-lo ou para o risco incorrido no processo.

Invista somente quando as chances estão a seu favor

invista quando as chances estão a seu favor

Quando eu falo sobre a importância de se ter algum dinheiro em sua carteira quando oportunidades de investimento atraentes são difíceis de encontrar, um monte de pessoas argumenta que isso é semelhante a fazer timing do mercado.

Quem sabe se o mercado vai cair ou subir a partir de agora?

É o que eles me perguntam.

E se eu guardar dinheiro e o mercado continuar subindo?

Essa é uma pergunta válida, mas a decisão crucial em investir não é normalmente responder apenas “sim ou não”. Quem diz que investir significa sempre comprar alguma coisa, renuncia talvez da ferramenta mais valiosa disponível para ele.

No mundo dos investimentos, estar com as chances a seu favor significa comprar ações de excelentes empresas por um ótimo preço. Simples assim.

Como Charlie Munger diz…

Procure mais valor em termos de fluxo de caixa futuro descontado do que você está pagando. Mova-se apenas quando você tem uma vantagem. É muito básico. Você tem que entender as probabilidades e ter a disciplina para apostar apenas quando as probabilidades estão em seu favor.

E, em seguida, aqui estão umas palavras clássicas de sabedoria de Warren Buffett

Letargia beirando a preguiça continua a ser a pedra angular do nosso estilo de investimento.

Você não precisa estar sempre em ação. Segurar dinheiro quando você não tem nada para comprar é uma boa decisão.

Não saber o que você está fazendo com o seu dinheiro e por que você está fazendo isso, muitas vezes acaba sendo péssimo para o seu retorno no longo prazo.

Então, por favor, faça suas escolhas com cuidado quando se deparar com o dilema de investir ou não investir.

Agora me conte, você consegue ficar fora do mercado tendo algum dinheiro na mão?

Um abraço!

A bolsa é um concurso de beleza?!

Ele acredita que sim…

Alguma vez você já parou para refletir por que, muitas vezes, observamos ações de empresas ruins (micos) se valorizarem exponencialmente num curto espaço de tempo.

Enquanto, por outro lado, ao mesmo tempo presenciamos ações de empresas com ótimos fundamentos se valorizarem muito menos?

Bom, você já deve saber que o mercado costuma agir irracionalmente no curto prazo, mas no longo prazo costuma prevalecer os fundamentos das empresas.

Isso é fato incontestavel.

No entanto, além disso existe uma outra explicação interessante para esse comportamento do preço das ações de empresas ruins.

A dinâmica de curto e médio prazo da bolsa de valores funcionaria de forma semelhante a um concurso de beleza.

Em 1936, o famoso economista John Maynard Keynes fez uma analogia interessante ao comparar o mercado de ações a um concurso de beleza.

Imagine um concurso de beleza lançado por um jornal, em que sejam mostradas as fotos de 100 mulheres bonitas.

Como forma de incentivo à participação dos leitores, o concurso se propõe a pagar um prêmio para todos aqueles que acertarem qual será a candidata campeã.

Nesta situação, presumindo que os leitores votarão com base no interesse que possuem em receber o prêmio, é de se esperar que eles não votarão nas candidatas que consideram as mais bonitas: votarão, ao invés, naquelas em que eles acreditam que serão votadas pela maioria dos demais leitores.

E podemos ir além…

Os leitores realmente espertos nortearão os seus votos levando em consideração as estratégias de escolha a serem utilizadas pelos demais votantes.

Obviamente, neste formato, o resultado final não refletirá a candidata considerada mais bonita pelos leitores, mas, sim, aquela na qual a maioria acredita que realmente será a vencedora.

Se traçarmos um paralelo com a Bolsa de Valores, podemos perceber que, em muitas situações, os investidores não investem naquelas empresas cujos desempenhos julgam serem os melhores, mas nas empresas nas quais os investidores acreditam que os demais irão investir.

Afinal de contas, o que todos investidores querem é comprar as ações (ao fim) vencedoras, não importando se elas são as melhores (na analogia de Keynes, “as mais bonitas”).

Mas por que eu estou trazendo este ensinamento de Keynes para você?

É simples: trago essa analogia porque ela contribui para que você entenda melhor a dinâmica do mercado de ações.

Considero a sacada de Keynes uma dica essencial para você que está começando a investir ou que já investe há um certo tempo.

Olhar sob esta nova ótica pode ajudar você a compreender melhor o mercado de ações. E tirar proveito disso ganhando mais dinheiro.

Um abraço,
André Fogaça

P.S. Nesta última quinta-feira lancei o que considero ser o Grande Legado do GuiaInvest.

Um projeto para ajudar investidores iniciantes, que nunca investiram fora do banco, a iniciarem a maior e mais importante transformação financeira em suas vidas.

Siga o seu próprio caminho ou…

Aprenda com Rockefeller

Numa manhã de outubro de 1929, o bilionário John Rockefeller, empresário do ramo de petróleo, encontrou seu engraxate como fazia costumeiramente.

Enquanto fazia seu trabalho, o garoto olhou para Rockefeller e fez o seguinte comentário:

“Senhor, ouvi falar de alguns papéis que irão subir bastante nos próximos dias”.

Em estado reflexivo, Rockefeller levantou-se, pagou o garoto, agradeceu-lhe e ao voltar ao seu escritório, mandou vender boa parte de suas ações na Bolsa de Valores de Nova York.

A justificativa para tal atitude foi simples e direta:

“Se até o garoto que lustra meus sapatos está sabendo tudo sobre o mercado de ações, então é por que algo muito errado deve estar acontecendo”.

Após uma semana, no dia 24 de outubro, a Bolsa de Nova York iniciava a mais traumática queda de sua história. Era o estopim da terrível crise de 29, levando milhares de pessoas à falência.

Investidores de todos os tipos perderam muito dinheiro de forma rápida e sem aviso.

Sabe-se que é bastante provável que a história de Rockefeller seja lenda, mas ela ilustra de forma categórica as consequências do efeito manada para aqueles que são persuadidos a seguir a multidão sem critérios.

É sobre isso que quero falar com você hoje.

Imagina que você está de férias visitando uma cidade que não conhece.

Você está caminhando no centro da cidade e decide procurar um café.

E aí você se depara com a seguinte situação: de um lado da esquina há um café com apenas duas pessoas e do outro lado há outro café com uma grande quantidade de clientes.

Diante desta situação eu te pergunto: qual café você escolhe? Provavelmente você irá escolher aquele com mais pessoas.

Sabe por quê?

Simplesmente por que nós humanos estamos automaticamente procurando pistas de como agir ao observar como os outros estão agindo.

Isso se chama prova social. Se aquele café está cheio é porque aquelas pessoas devem saber qual é a melhor opção de café. Tantas pessoas não podem estar todas erradas ao mesmo tempo.

E o mais incrível é que isso acontece em diversos aspectos de nossas vidas, o tempo inteiro.

Na bolsa de valores isso é ainda mais nítido, mas também perigoso, podendo levar a grandes prejuízos. Em geral, somos fortemente influenciados pela opinião das outras pessoas.

E na tomada de decisão de investimento isso não é diferente, pois é uma forma comum de simplificar o processo decisório.

Cometer um grave erro de avaliação junto com outras pessoas tem um significado distinto de auferir o mesmo erro sozinho.

Agir em conformidade com o restante das pessoas gera uma sensação de conforto e segurança.

Adotar um comportamento em que indivíduos com as mesmas percepções executam ações similares gera um efeito cascata, que no mercado financeiro é conhecido como efeito manada.

Portanto, fique atento aos momentos em que o mercado de ações parece agir prevalecendo mais o lado emocional do que racional.

Pode ser um típico efeito manada acontecendo diante dos seus olhos.

E nestes momentos, a recomendação é tomar muito cuidado com suas decisões, pois você pode estar sendo influenciado, sem perceber, pelo comportamento irracional de outros investidores.

As bolhas especulativas são os mais típicos casos de efeito manada no mercado de ações.

Essas bolhas de alta ocorrem quando os investidores estão comprando ações enquanto todos os outros também estão, neste caso, ambos influenciados pelo efeito manada, que nada mais é do uma reação que se retro-alimenta até estourar a chamada bolha.

A verdade é que seguir a maioria o tempo inteiro só vai levar você a alcançar retornos medíocres no melhor dos casos. O único jeito de ter um retorno destacado da maioria é fazer coisas diferentes da maioria.

Por isso deixo aqui um recado importante para você que me acompanha.

Aprenda a investir seu próprio dinheiro e nunca dependa de terceiros. Não é tão complicado quanto parece.

E estou aqui para lhe ajudar.

Verdade seja dita: quem já conquistou a verdadeira liberdade financeira não seguiu a maioria.

Um ótimo final de semana para você!

Um abraço,
André Fogaça

P.S. Recentemente finalizei um estudo que apontou uma lista de ações small caps com potencial de subir 1.247% (ou mais) com a aprovação da Reforma da Previdência

Veja agora o estudo e tire suas próprias conclusões.

Um abraço

Meu colega milionário

Em uma bela tarde de verão em Porto Alegre, há 20 anos atrás, dois jovens se formavam no ensino médio.

Eles eram muito parecidos, esses dois jovens. Ambos foram alunos medianos, mas ambos eram extrovertidos e populares entre os colegas.

Curtiam Rock in Roll e tocavam guitarra. Gostavam de cerveja, mulheres e futebol. A afinidade entre eles era grande.

Como todo jovem prestes a entrar na faculdade, ambos estavam cheios de ambições e sonhos para o futuro.

Recentemente, reencontrei eles.

Eles são meus amigos. Eu estava junto com eles na formatura porque éramos colegas de turma.

Eles continuam muito parecidos. Mesmos gostos, mesma personalidade, mesmas piadas.

Ambos haviam se formado em engenharia civil. E ambos estavam casados e já tinham 1 filho pequeno.

O padrão de vida deles é muito semelhante. Camionete na garagem e apartamento de 3 quartos em bairro nobre.

Férias de 3o dias todos anos com direito a belas viagens para o exterior.

As fotos no Instagram não me deixam mentir. Europa, EUA, ilhas no caribe, américa do sul…

É até um pouco espantoso a tamanha semelhança de vida entre eles.

Os dois estão trabalhando há mais de 10 anos na mesma empresa na área de construção civil. Responsabilidades e salários praticamente iguais.

Mas existe uma diferença tremenda entre eles.

Um revelou que acabará de juntar seu primeiro milhão de reais em investimentos, enquanto que o outro confessou, constrangido, ter somente R$ 10 mil reais aplicados na poupança.

Você já se perguntou, como eu, o que faz esse tipo de diferença na vida das pessoas?

Nem sempre é inteligência, talento ou dedicação.

A diferença está no que cada pessoa sabe e em como ela usa esse conhecimento. Não é porque uma pessoa quer ser bem-sucedida e a outra não.

E é por isso que estou escrevendo para você sobre a importância de dominar a habilidade de investir dinheiro de forma inteligente.

E mais do que isso.

De estar atento às oportunidades que surgem de tempos em tempos no mercado financeiro.

Especialmente no mercado de ações, minha especialidade. Há 15 anos respiro diariamente este mercado.

Porque essa é a minha missão no GuiaInvest: dar o conhecimento que elas podem usar para multiplicar dinheiro investindo em ações e alcançar uma vida mais plena e feliz.

E algo me chamou a atenção nestas últimas 2 semanas.

Neste momento, você está diante do que poder ser o maior salto financeiro de sua vida investindo em ações.

Quero te mostrar o recente estudo que apontou 6 ações Small Caps esquecidas dos grandes investidores.

E que, segundo minhas estimativas, têm o potencial de subir 1.247 por cento (ou mais) com a aprovação da Reforma da Previdência.

Confesso que fiquei cético com o expressivo potencial de valorização dessas ações.

Foi difícil de acreditar no que estava vendo.

A ideia de que alguém poderia se tornar milionário a partir dessas 6 ações parecia ridícula.

Mas, dado os números e as evidências históricas que estão por trás da análise, resolvi trazer isso a público.

Neste documento explico todos os detalhes.

Sobre os dois amigos que mencionei no início desta mensagem. Eles se formaram juntos e começaram juntos no mundo profissional.

Então o que fez sua vida financeira diferente?

Conhecimento, conhecimento útil. E seu uso.

Um abraço,

Como lidar com o imprevisível humor do “Senhor Mercado” e o sobe e desce da bolsa

como lidar com o senhor mercado

O Senhor Mercado, personagem criado por Ben Graham, ilustra perfeitamente os movimentos de sobe e desce da Bolsa de Valores, em que a manada fica descontrolada. Neste artigo, você vai aprender a lidar com o humor imprevisível do Senhor Mercado. Acompanhe.

As más notícias vindas da China causam um terremoto nos mercados. A volatilidade movimenta o noticiário e as redes sociais.

Nessas horas, é engraçado como as chamadas na mídia sempre se repetem. Você deve ter visto por aí manchetes como: “A bolsa caiu. E agora?” e “Dá para se animar com a alta do Ibovespa?”.

Quando isso acontece, gosto sempre de lembrar dos conselhos dos gurus que guiam minhas decisões e sobre os quais já escrevi aqui tantas vezes.

Um deles, em particular, é bastante oportuno quando o sobe e desce faz você ter vontade de arrancar os cabelos: Se você investe em valor fique longe do noticiário, especialmente nesses dias malucos do mercado.

E é sobre o “Mr. Market” que quero conversar com você hoje.

Quem é o inconstante “Senhor Mercado”

quem é o senhor mercado

Imagine que você é dono de parte de um negócio e tem um impetuoso, mas muito prestativo sócio chamado Senhor Mercado.

Diariamente, ele fala com você sobre seus interesses e se oferece ora para comprar a sua parte do negócio, ora para vender a dele para você. Às vezes, as ideias dele parecem plausíveis e bem justificadas, é verdade. Mas, por outro lado, não raramente o Senhor Mercado é afoito e se deixa levar pelo entusiasmo ou pelo medo.

É comum que sua visão e as suas propostas pareçam não fazer sentido. Você nunca sabe o que esperar dele. Seu humor é imprevisível! Se você conhece alguém assim, sabe que tem que tomar cuidado, não é?

Agora, se você é um investidor prudente ou um homem de negócios sensato, você vai deixar as investidas diárias do Senhor Mercado determinarem a SUA visão?

Você pode, é claro, ficar feliz em vender a ele quando ele sugere um preço ridiculamente alto ou comprar dele quando oferece um desconto, digamos. Porém, em outros momentos (lembre-se que o senhor Mercado é impulsivo e um tanto maluco), você se sairá muito melhor se formular suas próprias ideias a respeito do valor do que tem em mãos baseado em profundas análises e seguindo os conceitos e dicas que tenho comentado aqui em todos os artigos.

Uma pausa antes de continuar: Se você é novo aqui no blog, não deixe de ler os artigos anteriores, combinado? Tudo o que estou dizendo aqui fará muito mais sentido se você compreender a fundo as características do investimento em valor.

Flutuações de preço têm apenas um significado para o verdadeiro investidor

como lidar com o humor do senhor mercado

As flutuações de preço oferecem uma oportunidade para o investidor comprar com sabedoria quando os preços caem bruscamente e para vender de forma inteligente quando eles sobem vertiginosamente. Em qualquer outro momento você fará melhor se “esquecer” o mercado de ações.

Esse é o ponto central da metáfora do Senhor Mercado. Se ele sofre com variações de humor, seu trabalho é tirar proveito disso e não tentar encontrar, por exemplo, evidências a respeito de uma empresa quando o mercado está volátil.

Você precisa se concentrar em avaliar o desempenho real da empresa que investe ou deseja investir. E não se basear no comportamento, tantas vezes irracional, do Senhor Mercado.

O Senhor Mercado não está nem aí se você diz sim ou não para ele

Diariamente, o Senhor Mercado continuará batendo em sua porta. Não se importe com o que ele diz ou com o que (e por quê) outras pessoas estão fazendo. Sua missão é (e sempre será) comprar uma ação quando ela está valendo menos do que deveria. Simples assim.

Você sempre será alvo das armadilhas do Senhor Mercado e de sua própria irracionalidade, mas nunca esqueça que você – e mais ninguém – é dono de suas próprias escolhas e é livre para agir.

Concentre-se em controlar o que você pode controlar

O investimento inteligente acontece quando você controla o que pode ser controlado. Você não pode controlar quando uma ação vai bater o mercado hoje, amanhã ou daqui um ano. No curto prazo, seu retorno será refém do imprevisível Senhor Mercado. Por outro lado, você pode controlar:

  1. Seu próprio comportamento: Evite checar o desempenho de seu portfólio constantemente e ler notícias como as que citei no início do artigo. Isso raramente vai leva-lo a tomar uma decisão inteligente e racional.
  2. Suas expectativas: Seja realista e não considere o “e se”. Lembre-se: você não pode controlar o rumo da economia da China ou as decisões que vêm de Brasília.
  3. Seu risco: A primeira regra de investimento de Benjamin Graham era primeiro preservar seu capital, para depois lucrar. O quanto de suas reservas você investe em ações? Se o mercado entrar em colapso amanhã, você está bem protegido?
  4. Seu próprio jogo: Nunca se esqueça de que investir em ações não se trata de ganhar dos outros (ou do Senhor Mercado), mas de controlar a si mesmo em seu próprio jogo.

Uma estratégia indiscutível de Benjamin Graham para lucrar com a volatilidade

lucrar com volatilidade

Você precisa ter em mente que a flutuação é uma característica absolutamente natural do mercado de ações. Se não tem estômago para lidar com ela, o melhor conselho que posso dar é que fique longe do mercado, estude e se desenvolva antes de encará-lo.

Por outro lado, melhor do que temer a volatilidade é usá-la a seu favor – comprando barganhas ou realizando lucros. Para isso, tome nota desta lição de Graham:

Crie um padrão de comprar a mesma quantia de ações num mesmo intervalo de tempo. Por exemplo: todo dia 10 de cada mês ou trimestre, você vai parar para analisar suas posições e tomar decisões. O importante é criar um padrão e respeitá-lo. Isso vai deixá-lo mais confortável e seguro.

É uma lógica semelhante de quando você está planejando uma viagem para o exterior. Você já deve ter lido algo sobre isso, não? Todos os especialistas recomendam que você vá comprando a moeda do local que vai visitar aos poucos para evitar a flutuação.

Toda essa história de volatilidade e Senhor Mercado me fez lembrar de uma frase do imperador Marco Aurélio que eu gostaria de compartilhar com você para encerrar nossa conversa de hoje:

A felicidade daqueles que querem ser populares depende dos outros. A felicidade daqueles que buscam o prazer flutua com humores que fogem ao seu controle. Mas a felicidade dos sábios cresce a partir de seus próprios atos de liberdade.

Nesse momento, a bolsa está subindo e com isso, poucas empresas continuam baratas. Principalmente aquelas fora do radar, escondidas. E dentre elas, existem algumas pequenas com grande chance de valorização. São as 6 small caps esquecidas, que abordamos em nossa nova tese.

Veja e tire suas próprias conclusões.17

Até a próxima.

7 Conceitos e Histórias Para Entender o Value Investing

value investing

O Value Investing pode ser definido como um conjunto de princípios que, quando compreendidos e seguidos, conduzem o investidor ao sucesso em uma estratégia de investimento de longo prazo.

Fundamentalmente, tem a ver com comprar ações de excelentes empresas, mas que estão mal avaliadas em função de fatores inerentes ao mercado de ações, como a imprevisibilidade e a irracionalidade no curto prazo.

É comum que o senhor Mercado reduza o valor de uma ação para abaixo de seu valor real. Mas um investidor sagaz, que conhece os conceitos e as estratégias do Value Investing, sabe como tirar proveito desta incoerência momentânea.

O conceito foi apresentado por Benjamin Graham em seu livro Security Analysis, publicado em 1934. Desde então, investidores que sabem que o mercado de ações deve ser tratado com cautela e com viés de longo prazo seguem, com sucesso, os ensinamentos de Graham.

Já falei por aqui anteriormente que não é à toa que os maiores investidores de todos os tempos construíram suas fortunas 100% amparados por estratégias de Value Investing.

Quer aumentar suas chances de entrar para esse grupo? Então conheça conceitos e histórias que exemplificam o que é o Value Investing e convença-se a fazer seus investimentos seguindo essa filosofia.

#1. O primeiro passo é não dificultar o que é simples

O mais famoso dos investidores em valor, você sabe, é Warren Buffett. Em sua tradicional carta anual aos investidores da Berkshire Hathaway, no ano de 1996, Buffett disse que para investir com sucesso você não precisa entender de conceitos complexos ou dominar a análise técnica.

Sua recomendação, inclusive, era o contrário. Para o mago de Omaha, você pode até ser melhor se não souber nada disso.

Em nossa visão (se referindo a ele e a Charlie Munger), bons investidores precisam apenas aprender a como avaliar uma empresa e como pensar a respeito do preço de uma ação.

Parece haver uma característica perversa no ser humano de tentar dificultar o que é fácil. Eu sou um investidor melhor porque sou um homem de negócios. E sou um melhor homem de negócios porque sou um investidor.

Simples assim.

#2. Investir baseado no Value Investing é se tornar sócio de excelentes empresas

Uma regra fundamental para o investidor que segue os ensinamentos de Benjamin Graham é analisar empresas como se estivesse avaliando uma possibilidade de se tornar sócio de um grande negócio.

Até porque é exatamente isso que acontece quando você compra uma ação.

Parece tolo dizer isso, mas muitos se esquecem de seguir essa premissa importante para o sucesso quando ignoram tudo o que diz respeito à saúde financeira de uma empresa e suas perspectivas futuras para focar nos gráficos e nas “dicas quentes” aleatórias – ou simplesmente não levam a sério sua carreira de investidor.

#3. Seguir o Value Investing é investir em negócios que você gosta, entende e confia

value investing comprar ações de empresas que voce conhece e confia

Lembra quando comentei aqui sobre a filosofia que diz que “todos precisam de uma camisa nova”? O Value Investing, como Warren Buffett bem nos lembrou no início desse texto é simples, lógico e racional.

Seu objetivo ao investir deve ser comprar, a preços racionais, ações de empresas cujos negócios são fáceis de serem compreendidos cujos e de que os lucros tendem a ser exponencialmente maiores num horizonte de cinco, dez, vinte anos.

Se você não está disposto a “passar” um longo período como esses com uma ação, nem pense em comprá-la, tampouco investir na bolsa de valores.

#4. Investir em valor é caçar descontos…

Se você é daquelas pessoas que só compra produtos em promoção, saiba que dentro de você já existe um investidor em valor. Nem sempre comprar uma ação de uma empresa excepcional vai gerar o melhor resultado no longo prazo.

Para que isso ocorra, é preciso saber que está comprando a ação por um preço abaixo do seu valor real. Essa é a chamada margem de segurança, um dos pilares do Value Investing.

#5. E agir como um predador mortal

O investidor em valor sempre vai comprar ações de empresas extraordinárias, é verdade, mas isso não quer dizer que ele vai comprá-las a qualquer momento.

É preciso encontrar o equilíbrio entre preço, valor e momento, da mesma forma como agem os grandes predadores da natureza.

Da mesma forma que os animais farejam, perseguem e analisam a presa, monitoram o ambiente e esperam a hora certa para atacar, o investidor em valor gerencia sua decisão de investimento.

#6. Por favor, não esqueça que o mercado não é eficiente

Se sabemos que a irracionalidade impera e que a volatilidade é uma das principais características da renda variável, por que deveríamos acreditar que o preço atual de uma ação sempre irá refletir exatamente seu valor real?

É aí que entra em cena um personagem que o bom investidor em valor faz questão de ignorar: o quase sempre apocalíptico noticiário econômico, que exerce uma forte influência sobre as ações – às vezes de maneira positiva, outras, negativa.

No entanto, quando se conhece os caminhos do Value Investing não é difícil compreender essa esquizofrenia, ficar alheio à ela e encontrar ações de valor em meio ao caos.

#7. Toda unanimidade é burra

O efeito manada é responsável por fazer muitas vítimas no mercado de ações. Em geral, investidores que não buscam desenvolver seus conhecimentos e habilidades para investir são as presas mais fáceis.

Nunca esqueça que a irracionalidade sempre dará as rédeas no curto prazo e que pode ser tentador ir para o mesmo lado que todos estão indo, mas que investidores em valor adotam uma postura contrária à manada.

De forma resumida, compram quando todos estão vendendo e vendem quando todos estão comprando. É uma lógica parecida com a de comprar presentes de Natal em janeiro, quando as lojas estão vazias e o varejo concedendo grandes descontos.

Você se considera um investidor em valor?

Espero que este artigo tenha sido útil para ajudá-lo a compreender melhor por que eu tanto defendo o Value Investing como método para investir com sucesso na bolsa de valores. Na semana que vem vou mostrar com mais detalhes porque essa filosofia de investimentos faz sentido.

Bons investimentos!

Faça parte da tsunami de lucros que a cúpula do Mercado Financeira esconde de você.

Como não correr riscos na bolsa de valores

Faça como o Rogério Ribeiro, que aprendeu como não arriscar na Bolsa de Valores a tempo de não perder dinheiro!

O empresário Rogério Ribeiro tem um perfil audacioso: mesmo sem conhecer muito do mercado financeiro, em 2008 decidiu começar a investir na bolsa de valores. No início, tudo parecia ir bem… Era aquela “invencibilidade” que costuma acontecer quando alguém dá seus primeiros passos sem estratégia em ações.

Quando começou a estudar o mercado, viu que isso não se sustentaria e em pouco tempo estaria perdendo dinheiro. Casado e pai de uma filha de 23 anos, o empresário de Nova Iguaçu/RJ conta que, antes de conhecer o GuiaInvest PRO, era totalmente despreparado para o mercado de ações.

Descubra a seguir como Rogério abriu seus horizontes, deixando de arriscar no mercado de ações, e passou a ter uma estratégia definida em seus investimentos!

Resultados

  • Ganhou conhecimento para investir e não perder dinheiro
  • Deixou de arriscar na bolsa de valores
  • Aprendeu a escolher as empresas certas pelos fundamentos
  • Já recebe juros sobre capital próprio

O Problema

Quando decidiu começar a investir em ações, Rogério Ribeiro foi impulsivo e, segundo ele mesmo, se jogou no mercado sem nenhum conhecimento. Com o perfil arrojado, não se preocupou muito com o que viria pela frente. A época era favorável para os aventureiros, afinal, em 2008, os papéis de uma maneira geral estavam todos subindo. Com isso, ele até que ganhou bastante dinheiro no começo dos investimentos.

“Acho que com todo mundo acontece isso, né? No começo a pessoa dispara, ganha a beça e ganha aquela auto confiança para fazer besteira mais tarde. Então eu não sou diferente, mas foi bom que aconteceu no momento certo. Eu aprendi a lição cedo… Para não cometer esse tipo de erro.”

Quando Rogério caiu em si de que poderia ter prejuízo pela frente, foi atrás de conhecimento, acabou buscando primeiro informações focadas em Análise Técnica, aquele tipo de operação que não se baseia nos fundamentos da empresa, mas apenas no desempenho gráfico dos papéis. Nessa época, adquiriu ações da Oi e se deu muito mal com elas, acabou perdendo muito dinheiro!

“Vi que o movimento é muito errático. Vi que não dá para ter certeza nenhuma naquelas quebras de resistência, rompimentos de barra, um monte de sinais falsos que não são confiáveis. Então eu resolvi buscar o outro lado, o lado da informação, que são os fundamentos da empresa.”

Entre uma pesquisa e outra por Análise Fundamentalista no Google, chegou ao treinamento Árvore da Riqueza, onde adquiriu o conhecimento que até então estava faltando e descobriu como não arriscar na Bolsa de Valores.

A Solução

Depois que aprendeu as técnicas da Análise Fundamentalista, Rogério passou também a utilizar o GuiaInvest PRO, há cerca de dois anos. Além do conhecimento adquirido, sentiu que a ferramenta agregou conhecimento e ainda trouxe a facilidade de reunir em um só lugar todas as informações importantes para sua tomada de decisões.

“O GuiaInvest PRO é de fácil utilização e bem completo. Tento dedicar, pelo menos, meia hora ali por dia e fazer disso um hábito. Assistir aos vídeos, ver os conteúdos para tentar enraizar esses conhecimentos na minha cabeça. Em outros lugares, como a Bovespa, tem várias informações mas estão todas deslocadas, não é tão fácil de encontrar.”

Mesmo tendo passado alguns anos com ações no período de baixa da bolsa, conseguiu ter bons resultados, graças à escolha de empresas sólidas e com bons fundamentos. Ou seja, ele descobriu como não arriscar na Bolsa de Valores.

“Agora que ‘a pipa’ começou a subir de novo, mas já estou com uma empresa da qual vou receber juros sobre capital próprio, porque investi através de fundamentos. Vi que ela estava com desconto em relação ao valor intrínseco e comprei. Estou com ela já há mais de um ano e estou firme e forte. Não pretendo vender tão cedo.”

Com os treinamentos, Rogério também aprendeu a investir em produtos de renda fixa, como Tesouro Direto e CDBs e hoje diz que se sente mais forte para encarar o mercado como um todo.

“Eu não tenho medo do mercado, assim como eu também não tinha antes. A diferença é que agora, além de não ter medo, eu tenho conhecimento. Hoje em dia eu olho para as ações de uma maneira completamente diferente do que eu olhava há uns 5 ou 6 anos. Estou bem mais forte para encarar esse mercado, que é bastante promissor.”

Rogério está determinado a desfrutar no futuro de uma renda passiva, diversificando seus investimentos com segurança. Aos poucos está criando sua carteira para usufruir na aposentadoria.

“Pretendo desfrutar dela no futuro, então de tempos em tempos eu revejo a carteira e vou modificando de acordo com o percentual que eu criei para deixá-la mais equilibrada. Acho que estou no caminho certo ai pra daqui uns 15 anos usufruir disso tudo.”

Além de se preocupar com a aposentadoria, Rogério também se dedica a ensinar para a filha tudo que aprendeu sobre investimentos nos últimos anos, a fim de que ela possa garantir, ainda mais cedo, todos esses benefícios da liberdade financeira.

E você? O que achou da história do Rogério? Se você tem interesse em compartilhar a sua história, vamos adorar conhecer mais sobre você.

E se sua história for selecionada, você recebe um presente especial do GuiaInvest.

Clique no botão abaixo para contar a sua história.

Quero contar abaixo minha história de sucesso

“Brazil” pronto para decolar?

Veja como aproveitar!

Qual o potencial de valorização do Ibovespa com a aprovação da Reforma da Previdência?

Sendo brutalmente honesto com você, ninguém sabe ao certo…

O fato é que esta semana avançamos fortemente na direção certa. Os gringos já estão de olho no “Brazil”. E isso significa muito para nós investidores pessoa física.

No meu entendimento, a aprovação da Reforma da Previdência é como jogar uma garrafa de querosene na fogueira.

Digo isso porque, de acordo com evidências históricas que irei apresentar em seguida, já estamos no meio de um movimento forte de valorização das ações brasileiras.

Não me surpreenderia em ver ações fora do radar se valorizando 1.479 por cento, 1.633 por cento e 2.586 por cento.

Isso aconteceu num passado recente com ações esquecidas pelos grandes investidores.

A boa notícia: o momento que estamos vivendo parece ser apenas o começo de algo gigante que está por vir.

Veja a manchete da Forbes desta quarta-feira, dia 10 de julho.

Para entender o potencial da magnitude de alta da bolsa brasileira, quero mostrar um estudo que avalia o histórico de cada ciclo de alta da bolsa brasileira desde a década de 60.

Para isso utilizei o gráfico do Ibovespa dolarizado, que é o Ibovespa nominal dividido pela taxa de câmbio.

E por que utilizar o Ibovespa dolarizado ao invés de reais?

É simples…

Por que atualmente o investidor estrangeiro corresponde a maior parte do volume financeiro negociado na bolsa brasileira e ele não enxerga o índice em reais.

Ele olha para o índice bovespa em dólares.

Entao vamos lá…

1º Ciclo da Bolsa:

O primeiro ciclo da bolsa brasileira aconteceu no período de maio de 1965 a junho de 1971. E teve duração de 6 anos e alta de 2.931 por cento.

Em outras palavras, o fator de multiplicação de capital foi de 30 vezes. Nesse período, a bolsa saiu de aproximadamente 45 pontos e chegou a 1364 pontos.

Estes anos ficaram historicamente conhecidos pelo famoso Milagre Econômico Brasileiro.

O país crescia fortemente atingindo PIB na casa dos 2 dígitos.

2º Ciclo da Bolsa:

O segundo ciclo da bolsa aconteceu de agosto de 1983 e foi até abril de 1986. Teve duração de 3 anos com alta de 1.573 por cento.

Em outras palavras, o fator de multiplicação de capital foi de 16 vezes. Nesse período, a bolsa saiu de 246 pontos e chegou a 4.108 pontos.

Nessa época a econômica global se recuperava da crise do petróleo.

3º Ciclo da Bolsa:

O terceiro grande ciclo aconteceu de janeiro de 1991 a julho de 1997. E teve duração de 6 anos com alta de 3.415 por cento.

Em outras palavras, o fator de multiplicação de capital foi de 35 vezes. Importante mencionar que esse foi o ciclo mais intenso que tivemos até hoje.

A bolsa saiu de aproximadamente 370 pontos e chegou a 13.000 pontos.

Os principais fatores que impulsionaram a bolsa estavam ligados principalmente a abertura econômica e as perspectivas sobre o plano real que foi implementado em 1994.

4º Ciclo da Bolsa:

O quarto ciclo da bolsa aconteceu de outubro de 2002 a maio de 2008. E teve duração de 5 anos com alta de 2.051 por cento.

Nesse período a bolsa saiu de 2.081 pontos e foi até 44.760 pontos em dólares.

O principal fator que ajudou esse crescimento foi o aumento do preço das commodities e ainda o Brasil estava colhendo as melhorias econômicas geradas no governo anterior do Fernando Henrique.

Agora que vimos os ciclos de alta, antes de fazer a projeção do quinto ciclo da bolsa brasileira, quero mostrar aqui um ponto importante que fortalece a tese de que a bolsa brasileira já iniciou o 5º grande ciclo.

Perceba que após cada ciclo de alta, o índice bovespa apresentou correções com magnitudes muitos parecidas.

  • Queda após 1 ciclo foi de 82 por cento
  • Queda após 2 ciclo foi de 91 por cento
  • Queda após 3 ciclo foi de 84 por cento
  • Queda após 4 ciclo foi de 80 por cento

Se a lógica história continuar prevalecendo, de acordo com o gráfico, podemos acreditar que iniciamos 2016 entrando no quinto ciclo de alta da bolsa brasileira, após 80 por cento de correção.

Admito que fiquei muito empolgado com esta análise e todo o resto dos acontecimentos recentes favoráveis a bolsa brasileira.

Afinal, como você já me conhece, sou um grande entusiasta do mercado de ações e um eterno otimista com potencial do Brasil.

Diante desta empolgação, esta semana resolvi cair de cabeça no banco de dados do GuiaInvest e finalizei um estudo de ações.

O resultado desse estudo apontou o que chamei de “As 6 ações Small Caps esquecidas dos grandes investidores.”

Segundo minhas estimativas, estas ações específicas tem o potencial de subir 1.247 por cento (ou mais) com o efeito positivo da aprovação da Reforma da Previdência.

Confesso que fiquei cético com o expressivo potencial de valorização dessas ações.

Foi difícil de acreditar no que estava vendo.

A ideia de que alguém poderia se tornar milionário a partir dessas 6 ações parecia ridícula.

Mas, dado os números e as evidências históricas que estão por trás da análise, resolvi trazer isso a público.

A realização de uma pesquisa minuciosa ajudou a derrubar meu ceticismo inicial.

É este estudo que quero compartilhar com você hoje.

6 Small Caps Esquecidas.

Um abraço,

André Fogaça