CHUT3 ou DADO4: qual é a melhor?

Entre fatos e opiniões, escolha o que não pode ludibriar você
Eduardo Voglino

Eduardo Voglino

Sócio do GuiaInvest, especialista em ações e seguidor da filosofia de Value Investing.
apostador

Olá, investidor!

Tenho certeza que em diversos momentos, você já ouviu ou leu notícias alegando que o cenário econômico do Brasil e do mundo está desfavorável ou favorável para investimentos, por qualquer motivo contextual.

Uns acham que está barato, outros acham que está muito arriscado. Nada de novo sob o sol.

Em setembro de 2008 falia o banco de investimentos Lehmann Brothers, que na época era o quarto maior banco dos Estados Unidos.

Naquele momento se iniciou a mais grave crise econômica desde o Crash de 1929.

A economia mundial se retraiu no período.

Como você imagina que eram as notícias da época?

A impressão é que estávamos martelando o último prego do caixão para enterrar a economia mundial de vez.

O pessimismo tomou conta e quando abríamos um jornal, praticamente escorria sangue.

Houve em 1980 outra grave crise relativa à dívida dos países da América Latina.

A conversa entre investidores na época era em tom de pessimismo e trágico, de poucas perspectivas.

O interessante é que antes dessa crise, notícias e conversas entre investidores eram de absoluto otimismo.

Afinal, o PIB do Brasil em anos anteriores havia dobrado.

Você consegue perceber que, em geral, grupos de pessoas, governos, mídias acabam perpetuando as situações ruins nas suas cabeças, de forma que isso se reflete nos preços dos ativos.

Toda a previsão dos cenários esperados, descrevem apenas o momento atual.

O futuro está totalmente desconectado com aquilo.

Historicamente é isso que ocorre: as coisas só se tornam óbvias quando olhadas em retrospectiva.

Quando o mercado estava próximo do 120 mil pontos, só recebíamos projeções e notícias de prosperidade, muito embora, eram apenas projeções e não o que de fato viria a acontecer.

Sempre é assim!

O que devemos fazer para ganhar dinheiro com investimentos, se na maioria das vezes, todas as projeções são baseadas apenas na situação presente?

Bom, qualquer megainvestidor cabeça branca da bolsa de valores sabe lidar com esse fato, então vamos nos inspirar neles.

Sabe para onde ele direciona sua atenção?

Simplesmente para a empresa!

Analisar e avaliar a capacidade da empresa é possível e realista, prever cenários econômicos é quase uma utopia.

Os grandes investidores não estão preocupados em tentar adivinhar o PIB para daqui a 5 anos, ou mesmo para o próximo ano.

Eles não sabem se o dólar irá para 7 reais ou 7 centavos…

Por outro lado, ele está analisando a capacidade de uma empresa em gerar caixa, se ela tem capacidade de seguir em cenários desafiadores.

Caso cenários os desafiadores não ocorram, melhor ainda.

Mas saiba que em algum momento eles irão acontecer…só não perca tempo tentando adivinhar quando.

É isso que os grandes investidores fazem.

Analisando aspectos ligados aos fundamentos das empresa, bem como questões qualitativas.

Mas, existe sim, um ponto de maior importância que preciso de te dizer…

Se você comprar o “ingresso” de participação em uma boa empresa em um momento presente favorável, pagará muito caro, pois todos estão vivendo uma “previsão” de prosperidade.

Por outro lado, se comprar o “ingresso” em meio a turbulências, pagará um maravilhoso desconto.

Comprar na baixa é parece contra-intuitivo, mas racionalmente é o correto.

Comprar na alta gera conforto, mas racionalmente se sabe que é muito mais arriscado.

Veja este gráfico:

Grafico longo prazo

Em que momento desfavorável, foram feitas diversas previsões para os próximos anos, mas o que acabou por se desenvolver foi muito mais favorável nas maioria das vezes.

Não tente prever cenários. Ao invés disso, identifique quanto vale uma determinada empresa.

Você estará trocando um chute por um dado.

Acredito que faça mais sentido se basear em dados ao invés chute, suas chances de erros são menores.

Forte abraço!

Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

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