6 dicas que farão você conseguir guardar dinheiro!

Andre Fogaca

Andre Fogaca

Sócio-fundador do GuiaInvest e formado em Administração e pós-graduado em Economia pela UFRGS.
como guardar dinheiro

Aquele chavão de sobrar mês no fim do dinheiro vem se aplicando às suas contas? Está na hora de rever seus conceitos para não cair no clichê da falta de dinheiro, não? Vem comigo que hoje vou te ajudar com dicas práticas como guardar dinheiro para não chegar ao fim do mês sem nada.

A primeira etapa é bem simples: quanto você tem de receitas mensais? Isto é: quanto você ganha?

Calma lá, antes de responder a pergunta acima, pense em todas as rendas extras que você tem além do salário. Realiza algum tipo de investimento? Faz “bicos”? Recebe pensão? Tudo entra na conta.

Feito isso, é hora de analisar quais são suas despesas. Você deve (por favor) carregar um bloquinho ou atualizar uma planilha durante o mês e anotar tudo que gasta. É chato? Eu garanto: bem menos que ficar sem dinheiro. Com todas as despesas anotadas, comece a seguir as dicas abaixo!

1. Faça como Jack: uma parte de cada vez!

guardar dinheiro

Desde que você começou a anotar no caderninho tudo que gasta, é provável que identifique gastos inúteis: café depois do almoço, doces, etc. Tem pizza em casa toda semana? Diminua o ritmo para a cada duas semanas ou uma vez por mês – e economize calorias. Enfim, veja tudo de desnecessário que pode ser cortado e some esses gastos.

Identificados os supérfluos, avalie quanto dinheiro estava sobrando antes do corte: 10%, 15%, 30% do que você ganha? No próximo mês você vai unir os cortes ao valor ao que estava sobrando em sua conta corrente. E a partir de hoje vai colocar como objetivo ter sempre esse dinheiro a mais na conta!

No final deste artigo você terá uma oportunidade incrível para usar com este dinheiro excedente. Mesmo que seja pouco.

Vamos à próxima dica.

2. Planejamento financeiro: curto, médio e longo prazo

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Primeiro de tudo: você sabe o que são metas financeiras de curto, médio e longo prazo? Entenda:

Curto prazo: metas a serem realizadas em até 12 meses.

Médio prazo: entre 1 e 10 anos.

Longo prazo: mais que 10 anos.

Agora é hora de dividir a grana, ou seja, decompor os recursos para cada um dos seus projetos de investimentos – cada um em uma modalidade. A primeira meta, contudo, deve ser obrigatoriamente quitar dívidas – assim elas não viram uma bola de neve.

Eliminadas as dívidas, como objetivo de curto prazo, você pode ter selecionado algo como pintura da casa, viagem de fim de ano, entre outros. Reflita sobre o quanto você precisa economizar para realizar o desejo (o valor total do projeto) e divida pelo número de meses. A resposta será quanto você precisa economizar por mês.

Calculou? Agora é hora de saber qual tipo de investimento aplicar. O mais simples é a poupança, mas saiba que CDBs e fundos de renda fixa e multimercado, disponíveis para aplicação até mesmo no seu banco, podem ser mais rentáveis. Todas essas modalidades de investimento devem ter como condição a possibilidade de resgate imediato (no mesmo dia ou dia seguinte), o que os bancos chamam de D+0 e D+1. 

No entanto, definitivamente não são as melhores opções, muito menos as mais rentáveis.

Se você pretende levar sua carreira de investidor a sério, recomendo que busque uma corretora. Essas dicas vão ajudar.

Para médio e longo prazo você tem alternativas melhores. Busque, principalmente, aquelas em que não é possível sacar o dinheiro imediatamente.

Além de certos tipos de fundos em bancos, pode ser uma boa aplicar em Títulos do Tesouro. Neste caso, você deve identificar uma corretora que irá ajudar a comprar títulos do governo (algumas nem taxa cobram). O rendimento virá a partir dos juros que o governo irá pagar pelo seu investimento.

Saiba mais sobre as modalidades do Tesouro Direto.

Outra possibilidade para aplicações de médio prazo são os CDBs de bancos pequenos e médios. Eles fornecem, em geral, remuneração superior aos CDBs dos grandes bancos.

Tanto em CDBs de médio prazo quanto para os títulos do tesouro, há um prazo para resgate, o que pode ajudar a evitar a tentação do uso do dinheiro para realizar seu sonho futuro.

Exclusivamente para longo prazo, você pode pensar em aplicar em ações, fundos de ações, dentre outras opções. Nesses casos, é sempre importante seguir orientações especializadas, como as que eu apresento numa aula gratuita (deixei o convite no final deste artigo).

Resumindo: estabeleça uma quantia mensal X para investimentos de curto prazo, uma quantidade Y para médio, e uma Z para longo prazo. Periodicamente, monitore a rentabilidade dos investimentos e, se necessário, faça ajustes com a ajuda de um consultor financeiro. Ao final você vai se surpreender com o rendimento.

Como pesquisar preços para economizar e conseguir guardar dinheiro

Você sabia que compras na internet, geralmente (não é regra!), são mais baratas do que em lojas de departamento? O motivo é simples: lojas físicas têm custos altos com funcionários, aluguel, encargos, entre outros custos que não há na empresa na internet (que no máximo paga aluguel de um galpão para estoque de produtos, frete e um time mais enxuto).

Ter algum conhecimento da situação acima é importantíssimo quando sua meta de curto prazo é, por exemplo, comprar móveis para a casa. Pesquise os preços em diferentes concorrentes e verifique algumas coisas:

  • Onde está o menor preço;
  • Qual oferece desconto para pagamento no boleto – algumas empresas chegam a dar 10%;
  • Qual é o preço do frete de entrega – se for gratuito melhor ainda, e isso possivelmente pode ser negociado.  

Fique atento a essas três variáveis: ao realizar compras na internet, o preço final possivelmente irá variar bastante. Perder alguns minutos de pesquisa pode fazer você economizar uma boa grana.

Outra dica importante: peça desconto. Você precisa criar o hábito de “chorar nas lojinhas”. Pergunte ao vendedor: “quanto você vai fazer de desconto se eu pagar à vista?”. Aprenda uma coisa: a cada compra a loja tem a taxa do cartão, e ao pagar em dinheiro vivo, como não há essa taxa, você tem uma barganha a mais.

3. Vale a pena parcelar ou financiar?

guardar dinheiro

Antes de começar esse tópico da conversa, entenda: dificilmente uma aplicação financeira vai render mais do que os juros de um financiamento. Como toda regra tem sua exceção, isso é possível em casos extremos, como financiamentos imobiliários com taxas inferiores a 10% ao ano – mas não se esqueça de que as taxas embutidas podem fazer esse preço multiplicar.

O que fazer, então? Via de regra, evite financiamentos. Se você sonha em trocar de carro, por exemplo, coloque essa meta como de médio prazo para fazer o pagamento à vista. Você ganhará de formas diferentes:

  • Com o poder de barganha do dinheiro à vista, você pode garantir descontos e acessórios como brinde;
  • Como o dinheiro vai ser utilizado após um período de aplicação de médio prazo, você terá um dinheiro extra que, além de cobrir a inflação, pode garantir um novo início de economia para outro objetivo financeiro.

Quanto aos parcelamentos sem juros, há casos específicos que podem valer a pena. Os seguros de automóveis são um exemplo.

Suponha que o seguro de seu carro possa ser dividido em quatro vezes sem juros. Se você separar corretamente o dinheiro para os quatro pagamentos, investindo-o em uma aplicação de curto prazo, uma quantia (mesmo que pequena) ficará no seu bolso – algo que não aconteceria no pagamento à vista.

Essa economia pode garantir a pizza que mencionei no começo do texto. Duvida? Faça as contas:

  • Suponha que o seguro do carro custa R$ 2400, divididos em 4 parcelas de R$ 600;
  • Encontre um investimento com rendimento próximo a 1% (em ações é bem simples encontrar);
  • No primeiro mês você terá aplicado R$ 1800, após abatida a 1ª parcela;
  • No segundo mês, o rendimento ficará próximo a R$ 18, sendo resgatados mais R$ 600, sobrando R$ 1218.
  • No terceiro mês, você garante cerca de R$ 12,18, e tira mais R$ 600 – sobrando R$ 630.
  • No quarto e último mês, você terá mais R$ 6,30, e quita a última parcela.
  • Sobrarão R$ 36,48. Vale uma pizza…

A conta é quase uma brincadeira. Mas, perceba que quando tomamos uma postura pró-ativa com relação ao nosso dinheiro, a mentalidade muda. E os juros compostos começam a trabalhar.

4. Segure a compra do imóvel

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Pode ser uma furada entrar em um financiamento imobiliário antes de constituir família. Jovens adultos têm menor probabilidade de ter emprego estável, podem receber ofertas de mudanças de cidade, dentre outros fatores. Nesse caso, um imóvel pode complicar as coisas e, sinceramente, a renda do que você pode receber de uma locação de imóvel próprio não é, atualmente, das mais favoráveis.

Ter a disposição um alto valor aplicado pode, por si só, pagar o aluguel – e ainda sobrar dinheiro. Novamente, vamos às contas, levando em consideração a rentabilidade de investimento próxima a 1% (facilmente encontrada em ações):

  • Caso você tenha R$ 300 mil em conta, aplicados eles vão render R$ 3 mil;
  • Quanto custa um aluguel de imóvel em sua região? Provavelmente esses R$ 3 mil serão suficientes para pagar aluguel e condomínio, não? Se não forem, pelo menos abatem uma boa parte…

Agora pense: se você utilizar R$ 300 mil direto na compra de imóvel, ou em uma entrada para a aquisição, quanto você terá de economizar por mês para pagar as parcelas do financiamento e condomínio?

5. Compras por impulso: como evitar

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Acha o shopping um lugar legal para passear? Sai fora, aproveite lugares que evitam a tentação do gasto.

Está chovendo e alguém da família insiste em passear no shopping? Não leve cartão: leve dinheiro contado, talvez, para um lanche. Lembre-se: se você não precisa comprar algo, não compre, sob risco de voltar a adquirir supérfluos.

Agora vou dar algumas sugestões para economizar nas compras no supermercado. Pode parecer difícil, mas quanto menos você for às compras, melhor (uma vez por mês pode ser o suficiente). Como? Planeje-se seguindo as seguintes dicas:

  1. Tente estabelecer um limite. Se possível, leve o valor em dinheiro para não extrapolar. Caso contrário, pague no débito;
  2. Faça uma lista de compra e foque nela para evitar comprar itens que não precisa;
  3. Programe-se para aproveitar dias de promoção e fazer uma só compra;
  4. Não pense que ir de mercado em mercado ajudará a economizar: além de perder tempo, vai gastar muito com transporte. Eleja um mercado que apresente boas condições de preço em geral;
  5. Não vá ao supermercado com fome;
  6. Nem com crianças;
  7. Use a calculadora do celular para verificar se a promoção “leve mais, pague menos” vale realmente a pena;
  8. Verifique a validade dos preços para não comprar produtos quase vencidos – e ter de gastar novamente;
  9. Acompanhe o preço dos produtos no caixa para garantir que é o mesmo da prateleira.

Outra coisa importante: cuidado com as armadilhas de liquidações em lojas, sites, supermercados e feiras especiais. Somente participe de eventos como esses quando realmente houver a necessidade de uma aquisição. Do contrário, fuja!

Caso você seja uma pessoa impulsiva e que não resiste a novidades, #ficaadica: há casos de pessoas que criam uma poupança e colocam valores baixos – como R$ 20 por mês – para tentações.

Esta é uma boa maneira de controlar o impulso, pois se a conta estiver zerada, você não poderá comprar nada. Criar um “orçamento para besteiras” funciona como uma barreira mental. Não deixe  de ler essas dicas sobre como organizar o orçamento ao longo do ano.  São dicas para sobrar dinheiro muito importantes.  

6. Comece a investir agora!

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Não importa a sua idade: ao começar a economizar e a investir hoje, amanhã você já estará colhendo os frutos em seu bolso. Pouco dinheiro não é desculpa.

Por isso, trago pra você um convite. E é um convite que você não pode perder tempo, porque quanto antes começar, antes começará a colher os frutos.

A pressa é toda sua.

É o seguinte…

Há fortes evidências de que a Bolsa de Valores irá se supervalorizar nos próximos meses.

Ou seja, quem investir em ações de boas empresas agora, poderá lucrar MUITO em um curto espaço de tempo.

Mas de nada adianta começar a investir se você não tiver uma estratégia concreta, segura e eficiente. Por isso, trouxemos este convite: participe da nossa aula gratuita de maior sucesso, onde o André ensina como investir em ações de boas empresas com foco em dividendos, possibilitando que você Dobre a sua Renda Mensal, mesmo que você comece com pouco dinheiro.

Não importa se você:

  • Não tenha dinheiro guardado;
  • Seja leigo na Bolsa de Valores;
  • Não tenha muito tempo sobrando para acompanhar ao mercado.

Não esqueça: amanhã você vai desejar ter começado HOJE!

Clique aqui para se inscrever. Mas atenção: as vagas são limitadas.

Abraço!

Crédito das imagens: www.shutterstock.com
Atualizado em 07/12/2018

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