Como Investir em Renda Fixa: O Guia Definitivo Para Leigos

Conheça como funciona e os principais produtos dessa categoria de investimentos.
André Fogaça

André Fogaça

Co-fundador do GuiaInvest, pós-graduado em Economia e Consultor de Investimentos CVM

Como Investir em Renda Fixa: O Guia Definitivo Para Leigos

Se você procura por rendimentos mais estáveis e segurança, precisa saber como investir em renda fixa. 

Essa é uma ótima modalidade de investimentos para quem deseja iniciar sua trajetória de investidor e construir sua reserva de emergência, mas também está presente na carteira de investidores mais experientes.

Afinal, existem diversos tipos de aplicações na renda fixa que podem se adequar a diferentes objetivos e prazos, com menor ou maior risco e rentabilidade. 

A renda fixa tem esse nome porque possui uma rentabilidade previsível, fixada a um percentual mensal ou algum índice como a taxa Selic, o CDI, ou a inflação.

Se você deseja bons retornos sem abrir mão da segurança, continue a leitura e descubra tudo sobre a renda fixa neste guia definitivo para leigos.

O que é renda fixa?

A renda fixa é uma classe de investimentos que possui regras de rendimento definidas no momento da aplicação. 

Desta forma, o investidor fica sabendo no momento da contratação o prazo, a taxa de rendimento ou o índice que será usado e pode prever a rentabilidade final.

Além da rentabilidade estável e recorrente, outra característica da renda fixa é a sua segurança.

Esse tipo de investimento possui menores riscos porque a maioria dos títulos são garantidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), uma espécie de “seguro” que cobre até R$ 250 mil por CPF em cada instituição, caso esta venha a falir.

Como funciona a renda fixa?

Os investimentos de renda fixa são títulos de dívida que funcionam como um empréstimo ao emissor do título, que podem ser bancos, empresas ou o próprio governo

Em troca, você recebe o valor aplicado acrescido de juros conforme o tempo em que o recurso ficou emprestado. 

As condições dessa transação, como prazos, taxas, índices de referência, são definidas no momento da aplicação.

Emitir títulos de renda fixa é a forma dessas instituições captarem recursos para financiar suas atividades ou desenvolvimento de áreas específicas, como o agronegócio e o setor imobiliário, por exemplo.

O pagamento dos juros dos títulos de renda fixa normalmente é feito em uma única transação, como na data de vencimento ou no momento em que o investidor decide resgatar.

Existem também opções com pagamentos periódicos, na qual o pagamento dos juros é feito ao longo das datas acordadas e o valor principal entregue na data de vencimento.

Fonte: The Capital Advisor

Quanto à liquidez da renda fixa, os títulos apresentam liquidez variada. Alguns podem ser resgatados a qualquer momento, enquanto outros precisam de um tempo de carência ou só podem ser resgatados no vencimento.

Por isso, fique atento na hora de escolher o melhor investimento levando em consideração a necessidade do dinheiro aplicado.

É importante lembrar que mesmo sendo mais seguros e previsíveis, a renda fixa não é sinônimo de retorno garantido e também possui riscos.

Apesar do nome ser renda fixa, nem sempre a rentabilidade será fixa. 

Em caso de resgate antecipado, os títulos podem sofrer da marcação a mercado, ou seja, estão sujeitos à precificação diária dos ativos e podem render mais ou menos dependendo do momento do mercado.

Esse conceito só é válido na Renda Fixa em caso de resgate antecipado. Ou seja, quem levar os seus títulos até a data final não precisa se preocupar com isso.

Outro risco é o de calote ou falência do emissor. Neste caso, alguns títulos estão segurados pelo FGC, mas pode levar algum tempo até o investidor conseguir o dinheiro de volta.

A principal diferença de investir em renda fixa e em renda variável é que na renda fixa é possível saber as regras de remuneração e o prazo no momento da aplicação.

Já na renda variável não existe regra predefinida de retorno e nem um prazo para receber os recursos.

Rentabilidade da renda fixa

A rentabilidade da renda fixa varia de acordo com o investimento escolhido. Os principais indicadores econômicos de referência são a taxa Selic, CDI, TR e índices de inflação.

Veja a seguir o que significa cada uma dessas siglas.

Taxa Selic

A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira, definida periodicamente pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central. 

Ela serve de referência a todas as operações envolvendo crédito no País, inclusive investimentos de renda fixa, como é o caso da poupança e do Tesouro Selic, título público negociado no Tesouro Direto.

CDI

O Certificado de Depósito Interbancário (CDI) representa a média dos juros das operações de empréstimo de curtíssimo prazo realizadas diariamente entre os bancos.

O CDI também é o indexador da rentabilidade de investimentos da renda fixa como por exemplo, dos Certificados de Depósitos Bancários (CDBs), e normalmente aparece como um percentual do CDI como, 80% do CDI.

A taxa do CDI segue de perto a taxa Selic.

TR

A Taxa Referencial (TR) é calculada pelas médias das taxas de juros dos títulos públicos prefixados no mercado secundário.

Esse indicador corrige algumas aplicações financeiras e operações de crédito como financiamentos e taxas da poupança.

Índices de inflação

O principal índice de inflação para investimentos de renda fixa é o IPCA (Índice de Preços para o Consumidor Amplo).

Ele é considerado a inflação oficial medida mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Como funciona a remuneração da Renda Fixa?

Os investimentos de renda fixa podem seguir regras de remuneração diferentes de acordo com o tipo de título.

As três formas tradicionais de remuneração são:

  • Juros prefixados;
  • Juros pós fixados;
  • Renda fixa híbrida.

Veja em detalhes cada uma delas abaixo:

Prefixado

Os títulos prefixados possuem uma taxa de juros fixa determinada no momento da compra do título, normalmente representada por uma porcentagem anual.

A taxa de rentabilidade é a mesma do início ao fim do investimento, não importa o que esteja acontecendo com a economia.

Por isso, o investidor consegue saber exatamente quanto receberá no vencimento.

Pós-fixado

Nos títulos pós-fixados a rentabilidade está atrelada a um indicador de referência como a Taxa Selic e o CDI. 

O retorno do título será atualizado com base nesse indexador e normalmente é apresentada por uma porcentagem, por exemplo, 100% do CDI.

Nesse caso, o investidor sabe qual é o indicador, mas não tem certeza de quanto receberá no vencimento, porque a taxa pode variar ao longo do tempo.

Híbrido

Os títulos híbridos apresentam uma parte da remuneração pré-fixada e outra pós-fixada, geralmente atrelada a um indicador de inflação, como o IPCA (Índice de Preço Consumidor Amplo).

Por exemplo, “IPCA + 3% a.a.”, significa que seu dinheiro irá render 3% ao ano, mais a variação do IPCA neste período.

Principais Investimentos de Renda Fixa

Existe uma variedade de investimentos de renda fixa com diferentes remunerações, prazos e liquidez.

Em geral, há dois tipos de títulos de renda fixa:

  • Títulos públicos: emitidos pelo governo;
  • Títulos privados: emitidos pelos bancos, financeiras ou empresas privadas.

Conheça as principais aplicações de renda fixa disponíveis no mercado e descubra qual delas se encaixa mais com seu objetivo.

Poupança

A poupança é o investimento mais tradicional e popular do Brasil realizado por meio dos bancos.

Apesar de ainda ser o principal destino das economias dos brasileiros, a poupança não é recomendada, uma vez que seu rendimento é muito baixo. 

Existem outras opções de investimentos com a mesma segurança e mais rentáveis que você verá a seguir.

Veja neste artigo por que não vale a pena deixar seu dinheiro aplicado na poupança.

A taxa de juros da poupança é igual em todos os bancos e definida pelo Banco Central.

O rendimento da chamado nova Poupança (para depósitos após maio de 2012) é de:

  • 70% da taxa SELIC; quanto a Selic estiver abaixo de 8,5% ao ano;
  • 0,5% ao mês + a TR; quando a taxa SELIC estiver acima de 8,5% ao ano.

O resgate da poupança é diário, ou seja, pode ser realizado a qualquer momento. Porém, o rendimento só acontece nos “aniversários”, dia em que foi realizado o aporte.

Assim, se você depositou no dia 12, esse será o aniversário da poupança. Dia 12 de todo mês será creditado o rendimento total da aplicação no período.

Caso o valor for resgatado antes, o investidor não ganha nada pelos dias em que o dinheiro ficou aplicado.

CDB (Certificado de Depósito Bancário)

CDB (Certificado de Depósito Bancário) é um título de renda fixa emitido pelos bancos com a rentabilidade normalmente atrelada ao CDI.

Cada CDB tem suas próprias rentabilidades, liquidez e datas de vencimento, por isso, avalie aquele que melhor atende suas necessidades.

Neste título o investidor empresta dinheiro para o banco emissor que o utiliza em suas atividades, como melhorias na sua estrutura e empréstimos para clientes.

Uma das grandes vantagens do CDB é a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Dessa forma, caso a instituição venha a quebrar, você receberá o dinheiro de volta conforme as regras do FGC.

Para saber mais sobre CDB, consulte nosso artigo: O que são CDBs e como ganhar dinheiro com eles.

Tesouro Direto

Tesouro Direto são títulos emitidos pelo governo brasileiro. Apesar de não ter a garantia do FGC, é a modalidade de renda fixa considerada mais segura, uma vez que as chances de calote são mínimas.

Os recursos captados são destinados ao desenvolvimento de áreas, como saúde, infraestrutura, educação e dívidas internas.  

Uma vantagem dos títulos públicos é a maior liquidez, podendo ser resgatados sempre que o investidor quiser, sem a necessidade de esperar até a data de vencimento.

O Tesouro Direto oferece três tipos de títulos: 

  • Tesouro IPCA+: atrelado à inflação;
  • Tesouro Prefixado: taxa prefixada;
  • Tesouro Selic: indexado à taxa Selic.

Os títulos podem ser comprados em corretoras de valores e instituições financeiras.

Para saber tudo sobre Tesouro Direto veja nosso guia definitivo para você lucrar com títulos públicos.

LCI (Letras de Crédito do Imobiliário)

LCI (Letras de Crédito do Imobiliário) são títulos emitidos por bancos e instituições financeiras que captam recursos para financiamentos no setor imobiliário.

A rentabilidade desse tipo de investimento costuma ser bem próxima do CDI.

Além de possuir a segurança do FGC, outra grande vantagem do LCI é a isenção de Imposto de Renda.

LCA (Letras de Crédito do Agronegócio)

LCA (Letras de Crédito do Agronegócio) são títulos emitidos por bancos e instituições financeiras que captam recursos para financiamentos no ramo do agronegócio.

Assim como o LCI, o LCA tem rentabilidade próxima ao CDI, é segurado pelo FGC e isento de Imposto de Renda.

CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliário)

O CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliário) é um título de renda fixa emitido por companhias securitizadoras e tem lastro em créditos ligados ao setor imobiliário, como financiamentos residenciais, comerciais ou para construções, além de contratos de aluguéis de longo prazo.

Esses títulos são usados para antecipar os recebimentos da empresa que os emite.

Existem títulos para diferentes perfis, com alta rentabilidade e isenção do imposto de renda, mas não possui a garantia do FGC.

CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio)

O CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) é um título de renda fixa emitido por companhias securitizadoras com lastro relacionado às atividades do agronegócio.

Assim como os CRIs, os CRAs abrangem títulos de diferentes perfis e possuem o benefício da isenção do imposto de renda, mas não possuem a garantia do FGC.

Debêntures

Debêntures são títulos de renda fixa emitidos por empresas privadas. Nele o investidor empresta dinheiro para a empresa que devolve com o acréscimo de juros sobre o valor.

O dinheiro arrecadado é utilizado pelas empresas para financiar suas atividades ou pagar dívidas.

Geralmente, as debêntures oferecem rendimentos melhores, mas não possuem garantia do FGC (Fundo Garantidor de Créditos). 

A segurança dependerá somente do tipo de empreendimento e da saúde financeira da empresa emissora do título.

As debêntures são pré-fixadas, pós-fixadas ou híbridas. Dentro desta modalidade, existem também as debêntures incentivadas, que possuem a isenção de Imposto de Renda para as pessoas físicas.

Custos e taxas dos investimentos de renda fixa

Todo investimento possui custos que o investidor precisa considerar, uma vez que eles levam parte da rentabilidade líquida das aplicações.

Em geral, a maioria dos títulos de renda fixa são tributados pelo Imposto de Renda e pelo Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). 

Há algumas exceções, como no caso dos LCI, LCA, CRI, CRA e Debêntures Incentivadas que não sofrem a incidência de tributos.

Porém, para os demais títulos públicos e privados, o IR é cobrado.

Conheça as taxas e custos associados à renda fixa:

Imposto de Renda 

O Imposto de Renda está presente na grande maioria dos investimentos de renda fixa. Ele incide apenas sobre os rendimentos, de forma regressiva, no momento do resgate do título.

Assim, quanto maior o tempo de aplicação, menor será a alíquota incidente sobre os seus investimentos. 

Veja o percentual de tributação do IR conforme o período de aplicação, segundo a tabela regressiva do Imposto de Renda:

Período de aplicaçãoAlíquota de IR
Até 180 dias22.5%
De 181 a 360 dias20%
De 361 a 720 dias17.5%
Acima de 721 dias15%

A alíquota mais alta é de 22,5%, para aplicações mantidas por até 180 dias e cai para 15% se o investimento for mantido por dois anos ou mais.

Na renda fixa os impostos sempre serão recolhidos na fonte, no momento do resgate. Então o investidor não precisa se preocupar em calcular o imposto de renda devido.

IOF

O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) incide sobre os investimentos apenas nos primeiros 30 dias de aplicações. 

O IOF chega a ser de 96% sobre o rendimento no primeiro dia.

Para resgates após esse período, não haverá a cobrança do tributo. 

Taxa de custódia

A taxa de custódia é cobrada apenas no Tesouro Direto. Ela foi estipulada pela B3 com o objetivo de proteger os seus dados e a guarda dos seus títulos.

A taxa de custódia atualmente equivale a 0,20% ao ano sobre o valor investido no Tesouro Direto. 

A cobrança é semestral ou na venda antecipada do título.

Vale destacar que investidores com até R$ 10 mil reais no Tesouro Selic estão isentos da taxa de custódia.

Somente saldos acima desse valor aplicados no Tesouro Selic são cobrados.

Vantagens da renda fixa

A renda fixa é uma opção para diversificar a carteira de forma segura e rentável.

Por ser mais previsível, é uma ótima forma de iniciar seus investimentos e tirar os recursos da poupança.

Mas a renda fixa não se restringe apenas ao investidor mais conservador. Até mesmo investidores com perfil arrojado costumam alocar parte do seu dinheiro nesses investimentos.

Veja as principais vantagens de investir na renda fixa:

Previsibilidade

Na renda fixa é possível saber exatamente quanto o título vai render no ato da aplicação ou ter uma previsão de retorno, já que os indexadores e taxa de juros são conhecidos.

Rentabilidade

O retorno das aplicações de renda fixa é estável e recorrente. Além disso, é possível encontrar ativos que pagam acima de 100% do CDI. 

Baixa volatilidade

Os títulos de renda fixa sofrem poucas oscilações do mercado financeiro. Dessa forma, oferecem mais segurança ao investidor.

Diversificação

A renda fixa é uma classe que oferece diversos produtos para diversificação de investimentos.

É possível encontrar investimentos para diferentes prazos, emissores, indexadores, liquidez, rentabilidades, entre outros.

Segurança

A maioria dos investimentos de renda fixa possuem a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) para valores de até R$ 250 mil. 

Assim, caso o emissor do título venha a quebrar, o investidor não perde o valor investido. 

Facilidade

Aplicar em renda fixa é muito simples. Os investimentos estão acessíveis nos bancos e corretoras de forma totalmente online. 

Além disso, não requer um amplo conhecimento do mercado, nem acompanhar os investimentos diariamente. Basta comprar e aguardar até a data do vencimento, se for o caso.

Acessibilidade

Os investimentos de renda fixa exigem pouco dinheiro para começar a investir.

Aportes iniciais no Tesouro Direto custam a partir de R$ 30. Também é possível encontrar CDBs a partir de R$ 100. 

Liquidez 

Na renda fixa é possível encontrar títulos com liquidez diária, como por exemplo, o Tesouro Direto e alguns CDBs e LCI/LCAs. 

Eles permitem o resgate a qualquer momento e são ideais para reservas de emergência.

Isenção de imposto

Algumas aplicações de renda fixa contam com a isenção de impostos, como é o caso das LCIs e LCAs. 

Desvantagens da renda fixa

A renda fixa é uma classe considerada mais segura, mas isso não quer dizer que não tenha desvantagens.

Menor rentabilidade

Talvez a principal desvantagem da renda fixa são seus retornos mais modestos em relação à possibilidade de retornos da renda variável.

Isso acontece, porque, via de regra, o risco está associado com o retorno. Como a renda fixa é mais segura, seu retorno tende a ser menor.

Por isso, é comum que investidores busquem diversificar sua carteira com títulos de empresas ou de bancos menores para garantir uma rentabilidade mais alta, mesmo que isso implique em mais riscos.

Carência

Alguns investimentos de renda fixa possuem prazo de carência, ou seja, um período no qual não é possível solicitar o resgate antecipado. 

Nestes casos,caso o investidor precise do dinheiro, poderá pagar multas e perder parte dos rendimentos ou simplesmente ser impossibilitado de sacar. 

Por isso, antes de investir, fique atento aos prazos de carência do investimento escolhido.

Risco de resgate

Nem todas as aplicações da renda fixa contam com a garantia do FGC. 

Caso opte por investir sem essa garantia, como em debêntures, CRI e CRA, se a instituição venha a falir, pode levar a perdas totais da aplicação do investidor. 

Como Investir em Renda Fixa Passo a Passo

O primeiro passo para investir em renda fixa é escolher o melhor investimento. Para isso, o investidor precisa definir quais são seus objetivos para curto, médio e longo prazo e depois ver a aplicação que melhor se encaixa nas suas necessidades.

Para o investidor que precisa criar uma reserva de emergência, por exemplo, investimentos que permitam o resgate imediato sem perda de valor são os melhores, como títulos como o Tesouro Selic e CDB de liquidez diária.

Já se o objetivo é guardar uma reserva para comprar um carro ou para a formatura daqui a 3 anos, o investidor tem mais opções de investimento, como LCIs, CDBs, debêntures, entre outros.

Além dos objetivos, leve em consideração características como:

  • Segurança;
  • Tributação;
  • Prazos de resgate e carência;
  • Rentabilidade da renda fixa.

Depois de definir a melhor aplicação é hora de investir. Para isso existem dois caminhos. 

O primeiro deles é investir diretamente com o emissor dos títulos, ou seja, bancos e financeiras.

Entretanto, a melhor opção costuma ser investir através de corretoras de valores. Essas instituições têm uma oferta de produtos maior e com rendimentos mais atrativos. 

Além disso, não é necessário abrir conta em várias instituições financeiras, apenas na corretora.

A conta em uma corretora de valores funciona de forma similar a uma conta no banco, mas é um banco de investimentos.

Veja o passo a passo para começar a investir em renda fixa por uma corretora de valores:

  1. Abra a sua conta:  Entre no site ou aplicativo da corretora, insira os seus dados pessoais, crie um login e senha. 
  2. Transfira o dinheiro: para começar, transfira o dinheiro a ser aplicado em renda fixa da sua conta bancária para a conta da corretora através de TED ou Pix de mesma titularidade.
  3. Escolha o investimento: entre na plataforma e clique em “Renda Fixa” ou “Tesouro Direto” e veja os investimentos disponíveis.
  4. Invista: Depois de escolher, insira a quantia a ser investida e clique em “Comprar”.

Pronto! Você acaba de se tornar um investidor de renda fixa.

Resumindo

A renda fixa costuma ser a porta de entrada para o mundo dos investimentos. Eles são investimentos mais estáveis e previsíveis que proporcionam maior segurança para suas reservas.

Por conta dessas características, são investimentos recomendados para os perfis mais conservadores e para objetivos de curto e médio prazo.

A classe da renda fixa é bem ampla, sendo possível encontrar títulos com diferentes prazos, emissores e risco x retorno.

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