Descubra Como Lucrar Mais Dominando as Finanças Comportamentais

Todo investidor que entender um pouco de finanças comportamentais certamente tomará decisões mais racionais.
André Fogaça

André Fogaça

Co-fundador do GuiaInvest, pós-graduado em Economia e Consultor de Investimentos CVM

Descubra Como Lucrar Mais Dominando as Finanças Comportamentais

As finanças comportamentais podem te ajudar a ganhar mais dinheiro e evitar os truques da mente contra você.

Você se considera um investidor racional? Será que suas escolhas são baseadas no que é melhor para a sua vida financeira? Ou você se deixa levar pelas emoções em suas decisões relacionadas ao dinheiro?

Por mais que você ache que é uma pessoa totalmente racional em suas análises, há inúmeros fatores emocionais e vieses cognitivos podem influenciar suas decisões

Pense: O que leva um investidor a escolher entre um ou outro investimento?

O que diferencia bons e maus resultados se o mercado é o mesmo para todos? 

Todas essas perguntas podem ser respondidas pelas finanças comportamentais.

Esse campo do conhecimento estuda a relação entre razão, emoção e as escolhas relacionadas ao dinheiro.

Entender a psicologia financeira por trás de suas escolhas pode te ajudar a tomar decisões melhores tanto no dia a dia, como em seus investimentos.

Conheça mais sobre este tema e descubra como e por que tomamos decisões erradas sem que estejamos conscientes disso.

O que são finanças comportamentais?

As finanças comportamentais são uma área de conhecimento que estuda os efeitos de fatores psicológicos, sociais e emocionais em suas escolhas financeiras e nas decisões de investimentos.

Ela busca compreender como o comportamento afeta a tomada de decisão na hora de realizar uma escolha relacionada ao dinheiro.

Enquanto a teoria econômica tradicional considerava a racionalidade completa dos investidores, onde cada um buscaria tomar as decisões de investimento que otimizem seus resultados, as finanças comportamentais mostram que muitas vezes suas decisões são completamente irracionais e influenciadas por vieses cognitivos e emocionais.

A gestão de risco irracional fica clara nos casos de pessoas que gastam mais do que ganham, nas oscilações de preços do mercado e nas famosas “bolhas”. 

Por trás de tudo isso há sentimentos, falhas de percepção, visões tendenciosas e gatilhos mentais.

As finanças comportamentais surgem buscar um entendimento sobre a razão e a emoção na hora de tomar as decisões financeiras.

A psicologia econômica é uma área que existe há 140 anos, mas os estudos específicos do comportamento só foram sendo estruturados a partir dos anos de 1970.

Os autores Daniel Kahneman e Amos Tversky se tornaram os principais críticos da  teoria econômica tradicional e de suas ideias inovadoras, nasceu a Teoria da Perspectiva, em 1979.

Nela, eles descrevem como nem sempre somos racionais e que nossas decisões financeiras são influenciadas pela forma como interpretamos as informações, visto que temos muitos vieses comportamentais.

As finanças comportamentais ganharam destaque no meio e o reconhecimento veio com o Nobel de Economia em 2002 concedido ao psicólogo israelense Daniel Kahneman.

Principais vieses comportamentais

Nosso comportamento financeiro é fruto de várias heurísticas e vieses que nos induzem a tomar decisões equivocadas sobre dinheiro.

São espécies de atalhos mentais que nosso cérebro usa para simplificar nossa avaliação e agilizar as decisões. É como se estivéssemos no modo automático.

Esses vieses fazem parte do nosso cérebro primitivo e são muito úteis nas situações corriqueiras como dirigir um carro, manusear o smartphone, escrever.

São coisas que fazemos automaticamente, sem que isso exija uma grande mobilização de energia.

Porém, esses vieses podem se tornar um problema em situações mais complexas, como os investimentos.

Esses vieses comportamentais podem comprometer nossa capacidade de avaliação, nos colocando em riscos desnecessários.

Existem mais de 180 vieses comportamentais que são verdadeiras “armadilhas da mente” e que desafiam nossa capacidade de ser racional. 

O primeiro passo para evitá-los e conquistar uma vida financeira mais equilibrada é ter consciência desses vieses das finanças comportamentais.

Aversão à Perda

A aversão à perda é um dos principais vieses cognitivos que influenciam nas decisões financeiras.

Ele leva as pessoas a darem mais importância às perdas do que aos ganhos.

A explicação psicológica para isso é que a dor da perda é muito mais intensa do que o prazer dos ganhos. 

Do ponto de vista psicológico, a tristeza de perder R$ 100 é muito mais intensa do que a alegria de ganhar R$ 100. 

A aversão à perda leva as pessoas a tomarem decisões para evitar uma perda ao invés de correr o risco de obter um ganho.

Por isso, é comum que as pessoas insistam em algo sem perspectiva ou se desfaçam de investimentos com ótimas perspectivas de ganho, pelo medo de perder o lucro que já obtiveram.

Para controlar o viés de aversão à perda, trace uma estratégia clara de investimentos e aprenda a lidar com o medo de perder e aceite que pode haver prejuízos de curto prazo para que alguns ganhos maiores no longo prazo. 

Viés de Ancoragem

A ancoragem é um dos gatilhos mais conhecidos e utilizados no mundo financeiro. 

Ele faz com que uma primeira informação recebida seja a mais relevante e a “ancora”, fazendo-a de base para julgamentos posteriores.

Isso acontece porque a mente tende a associar informações e buscar sempre um ponto de partida para fazer julgamentos, mesmo que aquele primeiro valor não tenha nenhuma fundamentação lógica.

É o que faz as promoções. Ao saber que o preço estava X, ele já ancorou sua mente naquele valor. Depois disso, qualquer valor abaixo soará como uma oportunidade imperdível.

A ancoragem é uma armadilha perigosa, tanto nas decisões de compras quanto em investimentos.

Vamos supor que você consultou o preço das ações da empresa A e viu que custa R$ 100. 

Depois, você procura outros papéis e encontra preços variando entre R$ 25 e 50. 

A tendência é que você ache essas ações baratas, só porque está comparando com a anterior, mesmo que as empresas não tenham nenhuma correlação entre si.

Para evitar o viés da ancoragem, o investidor precisa saber o motivo pelo qual está fazendo determinada escolha.

Falácia do Jogador

Também conhecido como falácia do apostador, este viés comportamental tem origem em uma falha na capacidade de compreender as probabilidades de um acontecimento.

Nele somos incapazes de perceber a independência das estatísticas e temos a ideia errada de que as probabilidades de eventos independentes dependem da série de eventos passados.

O exemplo mais icônico é o do jogo de cara e coroa.

Após repetidos resultados “cara”, tendemos a achar que a possibilidade de dar “coroa” aumenta.

Isso não tem qualquer fundamento, uma vez que as chances continuam sendo de 50% para cada lado.

Nos investimentos o viés da falácia do jogador fica claro quando o investidor insiste em manter posição em um ativo onde está perdendo dinheiro, pois acredita que algum evento repentino aconteça e as ações subam, sem que haja qualquer fundamento para isso.

Para evitar essa falha cognitiva, não esqueça dos conceitos básicos de probabilidade, racionalize a independência dos eventos e a ausência de um padrão específico. 

Viés de Confirmação

O viés de confirmação é tendência que temos de buscar apenas informações que comprovem nossas próprias convicções e ignorar aquelas que contrariem nossas certezas.

Isso pode levar o investidor a só procurar oportunidades de investimento naqueles segmentos onde tem alguém conhecido ou que já obteve algum êxito, e evitar os segmentos onde teve experiências ruins.

Ou ignorar informações ruins sobre determinada empresa que gosta e se apegar às próprias crenças, mesmo que isso signifique perder dinheiro.

Esse viés pode privá-lo de boas oportunidades e provocar decisões equivocadas.

Para evitá-lo é importante buscar informações em fontes confiáveis e ouvir os dois lados, sem a pretensão de validar suas próprias opiniões.

Autoconfiança Excessiva

A autoconfiança excessiva é uma característica presente na grande maioria da população mundial. Esse viés nos leva a acreditar demais em nossos próprios conhecimentos, habilidades e opiniões.

Como consequência, achamos que estamos sempre certos, mesmo quando não temos informação suficiente para isso.

Diversos estudos comprovam que a grande maioria das pessoas se consideram acima da média no que diz respeito às suas habilidades.

Quando perguntaram aos motoristas se eles achavam que dirigiam melhor que a média, a maioria respondeu que sim, mas isso vai contra a lógica, já que apenas 50% podem estar acima da média.

No caso dos investidores, a maioria considera sua habilidade de vencer o mercado como acima da média.

O viés da autoconfiança excessiva no investidor potencializa as más decisões financeiras. 

Isso pode levar o investidor a se expor demais a um ativo específico, subestimando os riscos ou não buscar informações com fontes confiáveis.

A solução é sempre duvidar de si mesmo e ficar atento às suas decisões questionando sua estratégia e conversando com outros investidores.

Efeito Manada

Nas finanças comportamentais, o viés do efeito manada é um dos mais conhecidos e também um dos mais vistos.

O comportamento de manada é a tendência de seguir a maioria, presumindo que eles estão corretos.

A vítima do efeito manada age por impulso e segue o fluxo, sem pensar criticamente.

A raiz desse gatilho está na nossa conduta social, onde queremos fazer parte do bando, tememos não se encaixar e não estar ao lado do time vencedor. 

Existe um famoso estudo comparando dois restaurantes, um com muita gente e outro sem ninguém.

Quase todos escolhiam ir no que tinha muita gente, mesmo que tivessem que esperar na fila.

O raciocínio era de que o restaurante que tinha muita gente era melhor que o outro.

No dia-a-dia isso pode até fazer sentido, mas nos investimentos essa lógica é perigosa.

As escolhas financeiras precisam se basear em fatos e não em percepções da maioria, afinal, eles nem sempre estão certos.

Veja o que o medo e a ganância fazem com os preços do mercado no curto prazo. A maioria simplesmente ignora os fundamentos econômicos das empresas.

Para evitar que o efeito manada prejudique suas decisões financeiras, a melhor coisa a fazer é pensar e agir de forma independente.

Busque informações confiáveis, defina objetivos claros, analise criticamente e evite agir movido por emoções.

Como não ser vítima dos vieses comportamentais?

As finanças comportamentais provam que nossas decisões financeiras não são tão racionais como acreditamos. 

Mesmo quando se trata de dinheiro, nossas emoções prevalecem e podem levar a escolhas inconscientes e duvidosas.

Decisões movidas pelo medo, raiva ou mesmo excesso de confiança podem explicar porque tantos investidores têm prejuízos enormes com ações ou fazem o uso irresponsável do cartão de crédito.

Conhecer e ter consciência dos principais vieses cognitivos pode fazer com que corrija seus erros de raciocínio e aumente suas chances de sucesso no longo prazo.

Além disso, é preciso formar uma base sólida de conhecimento, buscar informações em fontes confiáveis e contar com bons mentores.

Essa combinação pode fazer com que você lucre mais dominando as finanças comportamentais.

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