DIVO11 e BBSD11 valem a pena?

DIVO11 e BBSD11: para quem gosta do que é bom, simples e barato, tenho boas notícias. Existe uma forma de ganhar com dividendos sem precisar ficar escolhendo ações e reinvestindo os seus dividendos todo mês.
Marcelo Fayh

Marcelo Fayh

Sócio do GuiaInvest, especialista na geração de renda através de bons investimentos.

Caro leitor,

Para quem gosta do que é bom, simples e barato, tenho boas notícias.

Existe uma forma de ganhar com dividendos sem precisar ficar escolhendo ações e reinvestindo os seus dividendos todo mês.

Confesso que eu adoro essa função. Não entendo muito bem quem não gosta, mas também me coloco à disposição para ajudar esse grupo.

Já ouviu falar em ETF?

É a sigla para Exchange Traded Funds. São fundos de investimentos que têm suas cotas negociadas em bolsa.

Ao invés de fazer aplicação e pedir resgate para entrar e sair do investimento, aqui você compra a cota na Bolsa e vende quando quiser. Igual aos Fundos Imobiliários.

A diferença é que as ETFs compram ações e não imóveis.

Quero me ater a dois fundos que fazem a mesma coisa de forma diferente.

Eles investem em ações de dividendos. Mas cada um a seu jeito.

Um deles é o DIVO11, o irmão famoso. Ele é o mais conhecido e sua carteira de ações replica o IDIV (Índice Dividendos da B3).

O outro é o BBSD11, o irmão discreto. Ele é ainda pouco lembrado e sua carteira segue o índice S&P Dividend Aristocrats Brasil Index.

São metodologias diferentes para se chegar no mesmo lugar: comprar boas pagadoras de dividendos.

Os dois fundos cobram a mesmo taxa de administração e tinham tudo para andar exatamente igual.

Mas veja a diferença no comportamento deles (BBSD11 em verde e DIVO11 em amarelo):

Perceba que o BBSD11 historicamente se comportou um pouco melhor.

Investir em ETFs têm vantagens e desvantagens, como tudo na vida.

Desvantagens:

  1. Tributação Indireta dos dividendos: os dividendos recebidos não são distribuídos, eles são reinvestidos na compra de mais ações e isso valoriza a sua cota. Ao vender a cota, você paga quinze por cento de IR sobre o ganho de capital e estará pagando indiretamente sobre os dividendos;
  2. Critérios puramente quantitativos: uma seleção de ativos passa por pontos que vão além da análise quantitativa de dividend yield, valor de mercado entre outros. Pergunte a qualquer gestor de fundo de ações e ele vai te dizer que boa parte da análise é qualitativa;
  3. Existência de Taxas: ao comprar os ativos diretamente não existe a cobrança de taxa de administração, que no caso desses dois fundos é de meio por cento ao ano.

Vantagens:

  1. Grande Diversificação: ao investir em um único ativo, você está comprando uma carteira inteira de ações de diferentes segmentos da economia;
  2. Praticidade: o investimento é muito fácil de ser feito. Você compra uma cota e pronto. Não precisa fazer mais nada até o dia em que decide vendê-la. O fundo atualiza a carteira e reinveste os dividendos quando eles são pagos;
  3. Taxas menores: os ETF por serem fundos passivos (que replicam um determinado índice de ações), são bem mais baratos do que os fundos ativos de ações. É meio por cento ao ano versus os dois por cento ao ano dos fundos ativos (normalmente);
  4. Segurança: ao selecionar boas pagadoras de dividendos e diversificar bem a carteira o fundo provavelmente vai ter uma rentabilidade satisfatória. O raciocínio é simples. Empresas que pagam bons dividendos são normalmente saudáveis, bem administradas e lucrativas. Tudo que você quer ao investir a longo prazo.

Investir em empresas pagadoras de dividendos a longo prazo é comprovadamente uma boa estratégia.

Esses dois ETFs são uma forma simples, barata e prática de embarcar nessa estratégia.

Agora, se você está interessado investir diretamente nas melhores empresas pagadoras de dividendos da bolsa, aqui eu falo da lista de ações que vão te dar a possibilidade de receber até 6 salários extras.

Abraço.

Marcelo Fayh atua profissionalmente no mercado financeiro desde 2007. Começou como operador de Bolsa, ministrou cursos e palestras pela XP Educação e teve seu próprio escritório de investimentos. Antes de virar analista, atuou como assessor de operações de Fusões e Aquisições. Acredita que qualquer pessoa é capaz de melhorar sua qualidade de vida através de escolhas e investimentos inteligentes. Escreve para o TheCap na coluna Fundos a Fundos.

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