Plano Prático de Investimentos: aqui e agora

O que fazer, como fazer, quando fazer e quanto fazer...
Martin Kirsten

Martin Kirsten

Sócio do GuiaInvest. Mestre em Economia pela UFRGS e assina o Recado do Economista.
Plano de investimentos

Olá, como você vai?

Indo muito direto ao ponto, hoje vamos montar uma carteira para um investidor de perfil de risco mais moderado, bem adequada para o momento.

Nessas horas muita gente já entrou em pânico ou ainda está meio paralisado, sem saber o que fazer com os seus investimentos.

Mas o fato é que adotar um postura estratégica em momentos extremos tende potencializar significativamente os ganhos lá na frente.

Por isso hoje vou dar um panorama bem geral de como você pode ajustar a sua carteira agora.

Vamos supor uma quantia de 100.000 reais aplicado, para facilitar a matemática.

Primeira necessidade: preservação de capital.

Metade desse dinheiro deve estar livre de oscilações e disponível para qualquer emergência.

Para esta finalidade, destine 50 mil reais para um Tesouro Selic ou algum fundo DI barato.

Segundo ponto: no Brasil até o passado é incerto e, mesmo em um ambiente de inflação em queda (e possível deflação) por conta da crise, devemos estar blindados da inflação no futuro, já que pode haver um efeito rebote.

Por isso vale destinar um naco de 10 mil reais para título indexados ao IPCA com vencimento longo. O meu favorito é o Tesouro IPCA+ 2045.

Dos 40 mil restantes, colocaria 20 mil nas boas e velhas ações, afinal, é um casamento.

Tem que ter, na boa e na ruim. Para muitos esse raciocínio não faz sentido, mas aqui todo esse racional é devidamente explicado.

Dos 20 mil restantes, há duas opções: você pode ser mais agressivo ou mais estratégico.

Aqui não existe verdade absoluta, não existe melhor ou pior: é questão de perfil.

Ser mais agressivo aqui significa adicionar risco, ou seja, aumentar mais 20 mil em ações ou fundos imobiliários, sob risco de sofrer mais com a volatilidade.

Lembre: sempre estamos falando de ações de boas empresas, nada de aposta de “empresa que deve melhorar no futuro”.

E sempre lembrando: ação de empresa boa oscila igual a ação de empresa ruim.

A diferença é que a empresa boa tende a subir no longo prazo e a empresa ruim tende a, no máximo, não sair do lugar.

Agora para quem quer ser mais estratégico e quer tentar reduzir a volatilidade da carteira (abrindo mão de algum ganho no longo prazo, afinal há custo de oportunidade), é possível comprar proteções.

Daí há uma gama vasta de opções: moedas, ouro e operações estruturadas.

Claro, nessas vias é preciso uma orientação mais de perto, não é o tipo de coisa que é para você sair fazendo por conta própria, sob o risco de nem ganhar dinheiro e nem se proteger.

Tem gente que faz isso muito bem e dá certo.

Passado isso, o importante é seguir fazendo aportes novos da forma mais regular possível, ajustando isso a sua realidade.

A questão é: comece.

Comece com o que você tem hoje e do jeito que der.

O hábito de investir vai estimular você a, aos poucos, ir arrumando a casa.

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

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