Por onde começar…

Manoela Soares

Manoela Soares

Querido leitor,

Hoje será o primeiro e-mail de uma série de encontros que teremos todas as segundas-feiras.

Nesta editoria irei compartilhar com você experiências e descobertas dentro do mundo dos investimentos.

Neste canal pretendo dar uma série de dicas que ajudem no seu dia a dia como investidor independente.

Inclusive, sinta-se à vontade para sugerir temas e assuntos que você queira que eu explique por aqui.

Tenho a sorte de estar cercada de profissionais do meio que entendem muito sobre investimentos.

Eu literalmente sento ao lado do André Fogaça e de frente para o Eduardo Voglino.

Então, posso ir atrás de explicações e orientações de qualidade para compartilhar com você que me acompanha nesses primeiros passos.

Bom, agora que já expliquei o tipo de conteúdo que você encontrará por aqui, vamos começar!

Acredito que o assunto mais apropriado para abordar neste e-mail de estreia seja:

Por que devo desconfiar dos bancos?

Em primeiro lugar, é importante que você saiba que bancos são instituições que lucram bilhões por ano independente da situação da economia.

Veja duas manchetes publicadas há pouco tempo atrás que comprovam o que estou dizendo.

Revista Exame:

Portal InfoMoney:

E você sabe qual o principal fator influenciador para este resultado?

O crédito, principalmente para pessoa física.

Não se conforme em ter que pagar juros para os bancos. Se para comprar algo você precisa pagar juros, você não deve comprar naquele momento.

Além do mais, sabe aquela tarifa que parece não representar nada?

“Ahh, é só 15 reais por mês”

Pois é… doce ilusão. Tá aí outra fonte gigante de lucro dessas instituições.

Para você ter ideia, em 2017, a InfoMoney fez um levantamento que mostrou que os 5 maiores bancos do país tiveram juntos uma receita de mais de 27 bilhões apenas com as tarifas de conta corrente.

Você não precisa ajudar a engordar essa conta. O dinheiro que você ganha depois de tanto trabalho não merece ser entregue de bandeja em forma de pequenos descontos periódicos presentes no seu extrato bancário.

Hoje existe uma série de alternativas de bancos digitais com CUSTO ZERO que permitem que você fique livre de qualquer tipo de tarifa. Independente da sua renda mensal.

Eu por exemplo utilizo o Banco Inter para conta corrente e o NuBank para cartão de crédito.

Com o Banco Inter eu faço TEDs, pagamentos, transferências e o que eu quiser sem pagar taxa alguma.

Confesso que hoje eu mal preciso sacar dinheiro, já que independente do valor, eu posso transferir para a conta da pessoa sem custo algum. Muito mais prático, não?

No caso do NuBank eu utilizo o cartão de crédito. Sem anuidade, sem letra miúda, sem nada. E com toda a praticidade de um aplicativo que compila seus gastos, possibilitando inclusive que você se torne mais organizado financeiramente quase de forma automática.

Se você já acompanha nossos conteúdos deve ter escutado inúmeras vezes que confiar no seu gerente do banco não é uma boa ideia.

Na realidade, o problema não é que você não possa confiar no seu gerente do banco. Você deve ser uma pessoa com olhar crítico em relação à tudo o que envolve o seu dinheiro. Aliás, seja uma pessoa com olhar crítico na vida. Averiguar informações nunca será algo negativo.

No caso do seu gerente, o que acontece é um caso clássico de conflito de interesse.

Na maioria das vezes ele precisa bater metas e trazer dinheiro para dentro do banco. Afinal de contas, ele é um funcionário daquela instituição. E ele precisa contribuir para o lucro daquela empresa para que consequentemente ele consiga ser melhor remunerado.

Serei sincera com você.

Confesso que demorei para migrar para bancos digitais porque meu ex-gerente era uma pessoa ótima. Sempre me ajudava, era sincero e sempre procurava junto comigo formas de eu fugir de qualquer taxa.

Me parecia uma relação muito honesta. Afinal de contas, eu realmente não pagava tarifa nenhuma.

Sabe o que aconteceu?

Ele pediu demissão (lamentei por isso, mas entendi o motivo). Mesmo sendo funcionário de um banco público, o que proporcionava uma boa estabilidade financeira, ele preferiu abrir mão desta segurança a continuar dentro de um sistema que não condizia com os valores que ele possuía.

Agora, tenho uma proposta.

Como exercício para o próximo e-mail gostaria que você somasse quanto você pagou de tarifa bancária no último ano. Caso este valor seja maior que zero, sugiro que você migre para uma conta 100% digital.

No próximo e-mail vamos falar sobre corretoras, por isso será importante você já ter a disponibilidade de fazer TEDs sem pagar por isso. Porque dentro do universo das corretoras você também pode fugir das tarifas.

Enfim, mas isso será conversa para o nosso próximo encontro.

Bom, por hoje era isso.

Caso você queira mandar alguma sugestão de conteúdo para eu abordar por aqui, será muito bem-vindo.

Espero que as informações compartilhadas tenham sido úteis.

Até a próxima segunda.

Um abraço,

P.S:

O GuiaInvest está prestes a lançar algo inédito. Utilizando as palavras do André, este será o maior legado do GI. E para que isso aconteça, precisamos conhecer um pouco mais sobre você que nos acompanha.

Caso você seja uma pessoa que ainda não investe em ações e possui apenas dinheiro no banco, te convido a responder esta pequena pesquisa.

É bem rápida e simples! 🙂 E com a sua ajuda iremos construir algo inédito e com o poder de transformar a sua vida financeira de forma extremamente positiva.

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