As próximas ações que irão disparar…

Martin Kirsten

Martin Kirsten

Sócio do GuiaInvest. Mestre em Economia pela UFRGS e assina o Recado do Economista.

Caro leitor,

Em um ciclo de alta da bolsa, a maioria das ações dispara em algum momento.

Elas formam uma fila e vão disparando. Uma a uma. Cada tipo de ação esperando a sua vez.

Basicamente, a fila é formada por 4 tipos de ação:

1 – As despejadas na crise anterior
2 – As mais negociadas
3 – As boas, mas com baixo volume de negociação
4 – As ruins e com baixo volume de negociação

Nós explicamos:

1 – As despejadas na crise anterior são aquelas ações que apresentaram sempre ótimos fundamentos, mas devido ao pânico do último ciclo de baixa da bolsa, muita gente vendeu ela a qualquer preço, criando uma pressão negativa na cotação.

Assim que o mercado percebe que houve um exagero, que aquela ação “apanhou” demais, os investidores voltam a se posicionar em ações boas que estão a preços muito baixos.

Esse foi o caso da Sanepar, por exemplo. Só nos 4 últimos meses ela quase dobrou sua cotação.

Essas ações começaram a disparar a partir do segundo semestre de 2016. Apesar das oportunidades mais obscenas desta categoria já terem passado, essas ações devem seguir subindo junto com as demais.

2 – As mais negociadas (estamos nessa fase do ciclo)

Pela fase do ciclo que nos encontramos, as próximas ações a disparar são grandes empresas.

Isso ocorre porque os gestores de fundos estrangeiros optam por empresas mais conhecidas no início dos ciclos de valorização.

Neste momento, até empresas não tão boas acabam subindo. Porém, as boas de verdade sobem por um período maior ainda e de forma mais expressiva.

Podemos enquadrar nesse grupo a Petrobrás, Vale, Ambev, Banco do Brasil, etc.

Estamos na fase do ciclo. Essas ações mais conhecidas que estão puxando o Índice Bovespa e deveremos levar mais algum tempo para chegar no terceiro tipo de ação.

Cuidado, não estou dizendo para você comprar essas ações. Essas seriam as primeiras a despencar no meio de uma nova crise.

Você deve prezar por qualidade.

3 – As boas, mas com baixo volume de negociação

Depois que o mercado já conseguiu capturar ganhos nas ações mais óbvias, mais conhecidas, começa a busca por valor em empresas fora do radar: as boas e com baixo volume de negociação.

Me refiro às ações de empresas menores e menos conhecidas..

Mesmo com bons fundamentos, o mercado ainda olha para essas ações com desconfiança, pois são empresas menores.

Quando elas forem reconhecidas como boas empresas, suas cotações irão se valorizar muito, geralmente registrando variações maiores do que as ações do tipo 1 e 2.

Nesse estágio do ciclo, a euforia começa a tomar conta dos investidores, que ficam cada vez menos criteriosos.

Isso faz com que eles busquem posições nas ações do tipo 4.

4 – As ruins e com baixo volume de negociação

Tomados por euforia e vendo que qualquer coisa que é comprada sobe de preço, começa a formação de uma bolha.

Tudo sobe, incluindo o que é ruim e desconhecido.

É aí que as especulações com os micos da bolsa. Começam os boatos de que essas empresas terão um “turn-around” (sair de um histórico de prejuízos para uma sucessão de lucros).

Devemos chegar nessa fase do ciclo lá por 2025.

Até lá, o Ibovespa deverá ter batido os 500 mil pontos. Os ventos estão a favor.

Este é o momento de comprar as ações certas e aproveitar este superciclo. Mas, lembre: preze por qualidade sempre.

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