Qual a ação da vez em 2020?

Qual a ação da vez em 2020? Como se expor a um mercado de juro baixo e bolsa em alta?
Martin Kirsten

Martin Kirsten

Sócio do GuiaInvest. Mestre em Economia pela UFRGS e assina o Recado do Economista.

Olá, como você vai?

“Qual será a ação da vez em 2020?”

Particularmente, não gosto dessa pergunta e, consequentemente, não sei a resposta.

Como já mencionei aqui, se tivesse que fazer uma aposta para 2020, mencionaria a Log Properties (LOGG3), mas isso está longe de ser uma solução para a vida do investidor.

Mesmo que ela vá bem, é irresponsável destinar a uma única ação a expectativa de valorização do seu patrimônio.

A questão mais importante é como você deve se expor ao atual cenário e, de forma dedutiva, essa nossa conversa de hoje acaba desembocando em como montar um portfólio.

Primeira coisa, você precisa se expor à bolsa de valores urgentemente.

Exponha cerca de 15 por cento do seu portfólio se você for mais conservador. Se aproxime dos 30 ou 40 por cento se você for agressivo.

Se você está cético quanto a necessidade de exposição à bolsa, assista essa aula.

Dentro dessa fatia das ações, dê prioridade para ações de empresas que apresentam resultados acima de qualquer suspeita.

Não deixe de ter também aquelas que pagam dividendos gordos e generosos.

Isso já compõe bem o portfólio, mas uma pimentinha vinda das small caps sempre pode ajudar a dar um ganho adicional​.

Mas é aquela coisa, pimenta demais pode estragar uma receita inteira, então seja ponderado.

Uma carteira diversificada deve conter algo entre 8 e 12 ações no total.

De janeiro de 2016 a janeiro de 2020 a bolsa subiu bastante, é verdade.

Nada mais, nada menos do que 210 por cento.

Grande parte dessa valorização se deu pela queda na taxa de juros e uma gradual melhora nas expectativas.

Mas de lá para cá, pouco vimos na economia real. PIB subiu pouco e emprego ainda está melhorando lentamente.

Em outras palavras, temos todo um consumo reprimido para vir ao longo de 2020.

Isso deve impulsionar bastante empresas ligadas ao consumo doméstico.

Recado dado aqui na fatia das ações, vamos para outra classe de ativos, os FIIs.

Mesmo com o estirão de dezembro (e a correção de janeiro), os Fundos Imobiliários são uma ótima opção para quem gosta de ativos de renda.

O Marcelo Fayh está fazendo um grande trabalho no Canal Aluguel Inteligente​.

Destinar de 10 a 20 por cento do seu portfólio aqui é bem saudável.

A renda dos alugueis vai fazer com que você tenha renda mensal e, consequentemente, que você faça mais aportes.

Aqui encerra a parte de renda variável.

Com os juros baixos e a economia finalmente retomando, é mais do que necessário que você se exponha pelo menos uma pequena parcela da sua carteira em ações e FIIs.

Por último, mas não menos importante, você deve ter uma parcela bem grande do seu patrimônio em renda fixa. E sendo bem simples: Tesouro Selic já resolve a parada.

Evite LCIs, LCAs, debêntures ou qualquer coisa que retire liquidez de você em troca de um prêmio que pouco vai fazer diferença.

Mesmo com os juros na mínima histórica, é fundamental que você tenha boa parte do seu patrimônio em renda fixa. 

Por que digo isso? É simples.

A renda fixa é o seu colchão de liquidez, é a sua reserva de emergência e é o que vai garantir que você durma tranquilo com eventuais solavancos da bolsa de valores.

Mais do que isso, se uma eventual queda deixar oportunidades óbvias, você tem de onde tirar dinheiro para você se aproveitar.

Lembrando: comece devagar, mas comece.

A relação de risco x retorno ainda é muito favorável para o investidor de bolsa.

O sobe e desce é normal e faz parte do processo, mas tudo indica que apesar disso, a tendência da bolsa é de alta.

Foque nos resultados das empresas.

Tente simplificar ao máximo o seu processo de investimento.

E qualquer coisa, conte com a gente.

Ps.: de 20 a 27 de janeiro teremos um evento online gratuito. “31-01-2020: O Grande Gatilho” é uma série que busca esclarecer uma oportunidade na bolsa de valores a partir de um gatilho “sem volta” que será acionado dia 31 de janeiro.

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

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