Renda Fixa vs Renda Variável: O Guia Definitivo para Leigos

Embora sejam duas modalidades bem diferentes, elas podem estar juntas em uma carteira de sucesso.
André Fogaça

André Fogaça

Co-fundador do GuiaInvest, pós-graduado em Economia e Consultor de Investimentos CVM

Renda Fixa vs Renda Variável: O Guia Definitivo para Leigos

Você sabe como escolher o melhor investimento? Qual é o mais indicado para seu perfil de investidor? Entender a diferença entre renda fixa e renda variável permitirá que multiplique o seu dinheiro com sabedoria e de forma simples.

Quando nos deparamos a primeira vez com o mundo dos investimentos é comum que surjam dúvidas com as nomenclaturas do mercado e tipos de aplicações financeiras.

Saber como funciona cada modalidade, sua rentabilidade, prazos e liquidez é fundamental para escolher bons investimentos e ganhar dinheiro.

A principal divisão que fazemos nos investimentos são: renda fixa e de renda variável.

Escolher entre as duas pode parecer desafiador, já que cada categoria apresenta características diferentes.

Enquanto os investimentos de renda fixa são conhecidos pela sua segurança e retornos estáveis, os ativos variáveis da bolsa de valores podem trazer retornos mais elevados, mas também mais riscos.

O melhor investimento é aquele que mais se adequa a sua tolerância a riscos, prazo e objetivo.

A boa notícia é que você não precisa necessariamente escolher entre um dos dois

Renda fixa e variável podem compor sua carteira de investimentos ao mesmo tempo em proporções diferentes ao longo da vida.

A diversificação é muito bem vinda nos investimentos, mas antes, é preciso conhecer muito bem as opções de onde aplicar seu patrimônio.

Por isso, neste artigo, você vai aprender tudo o que precisa sobre cada investimento da Renda Fixa e da Renda Variável para montar uma estratégia de investimentos sem correr riscos desnecessários.

Continue a leitura e compreenda melhor sobre a renda fixa e renda variável.

O que é renda fixa?

Renda fixa é uma classe de ativos financeiros que possuem regras de remuneração definidas no momento da aplicação

Desta forma, o investidor fica sabendo do prazo, da taxa de rendimento ou o índice que será usado e pode prever a rentabilidade final.

Além da previsibilidade, outra característica desse tipo de investimento é a sua segurança.

A renda fixa possui menores riscos porque a maioria dos títulos são garantidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), uma espécie de “seguro” que cobre até R$ 250 mil por CPF em cada instituição, caso esta venha a falir.

Como funciona a renda fixa?

Os investimentos de renda fixa funcionam como um empréstimo ao emissor do título.

Em troca, você recebe seu dinheiro, acrescido de uma remuneração na forma de juros definida no momento da aplicação.

Existem dois tipos de títulos de renda fixa:

  • Títulos públicos: emitidos pelo governo;
  • Títulos privados: emitidos pelos bancos, financeiras ou empresas privadas.

Os títulos de renda fixa são a forma dessas instituições captarem recursos para financiar suas atividades.

Assim, ao comprar um título do Tesouro Direto, por exemplo, estará emprestando dinheiro ao Governo.

Já, ao aplicar em uma CDB (Certificado de Depósito Bancário) está emprestando dinheiro para o banco que emitiu o título.

Ao final do prazo, eles devolvem o valor investido acrescido de juros conforme o tempo em que o seu dinheiro ficou lá.

O rendimento da renda fixa varia de acordo com o investimento escolhido e tem como referência indexadores econômicos como o IPCA, a Selic e o CDI. 

Como o CDI toma a taxa básica de juros (Selic) como base, é importante acompanhar cada um destes índices para saber o quão atrativa está a rentabilidade.

O pagamento dos juros dos títulos de renda fixa normalmente é feito em uma única transação, como na data de vencimento ou no momento em que o investidor decide resgatar.

Existem também os pagamentos periódicos, quando o pagamento dos juros é feito ao longo das datas acordadas e o valor principal entregue na data de vencimento.

Os títulos de renda fixa apresentam liquidez variada. Ou seja, alguns podem ser resgatados a qualquer momento, como os títulos do Tesouro Direto, enquanto outros só no fim do prazo de vencimento.

Por isso, fique atento na hora de escolher o melhor investimento levando em consideração a necessidade do dinheiro aplicado.

Para comprar um título de renda fixa, você pode ver no seu banco os títulos disponíveis ou realizar o investimento junto à uma corretora de valores, que apresenta mais alternativas de aplicações.

Tipos de Renda Fixa

Os investimentos de renda fixa se dividem em “prefixados”, “pós-fixados” e “híbridos”, conforme as formas de remuneração.

A escolha entre eles difere em termos de risco, momento da economia e rentabilidade. 

Veja em detalhes cada uma delas abaixo:

Prefixado

Os títulos prefixados possuem uma taxa de juros fixa determinada no momento da compra do título. Assim, a taxa de rentabilidade é a mesma do início ao fim do investimento.

Isso significa que, se está definido que irá ganhar X% ao ano, seu dinheiro vai render exatamente essa porcentagem, não importa o que esteja acontecendo com a economia, índices de inflação ou taxa selic.

Pós-fixado

Nos títulos pós-fixados a rentabilidade está atrelada a um indicador pré-estabelecido. Os mais comuns são a Taxa Selic (taxa básica de juros) e o CDI (Certificado de Depósito Bancário).

Isso quer dizer que o dinheiro renderá conforme o indexador (por exemplo, 100% do CDI).

O rendimento final exato só será descoberto no dia do resgate, antes disso terá só uma previsão.

Híbrido

Os títulos híbridos apresentam uma parte da remuneração pré-fixada e outra pós-fixada, geralmente atrelada a um indicador de inflação, como o IPCA (Índice de Preço Consumidor Amplo).

Por exemplo, se o investimento rende “IPCA + 3% a.a.”, significa que seu dinheiro irá render 3% ao ano, mais a variação do IPCA neste período.

Principais Investimentos de Renda Fixa

O investidor dispõe de uma ampla variedade de investimentos de renda fixa com diferentes remunerações que variam conforme seu emissor.

Conheça as principais aplicações de renda fixa disponíveis no mercado e descubra qual delas se encaixa mais com seu objetivo.

Poupança

A poupança é o investimento mais tradicional e popular do Brasil. É realizada por meio dos bancos, geralmente no qual o cliente tem conta.

Apesar de ser o principal destino das economias dos brasileiros, a poupança não é recomendada já que seu rendimento é muito baixo. Existem outras opções de investimentos com a mesma segurança, mas mais rentáveis.

A taxa de juros da poupança é igual em todos os bancos. Esta não é definida pela instituição financeira, mas sim pelo Banco Central.

O rendimento da chamado nova Poupança (para depósitos após maio de 2012) é de:

  • 70% da taxa SELIC; quanto a Selic estiver abaixo de 8,5% ao ano;
  • 0,5% ao mês + a TR; quando a taxa SELIC estiver acima de 8,5% ao ano.

O resgate da poupança é diário, ou seja, pode ser realizado a qualquer momento. Porém, o rendimento só acontece nos “aniversários”, dia em que foi realizado o aporte.

Assim, se você depositou no dia 12, esse será o aniversário da poupança. Dia 12 de todo mês será creditado o rendimento total da aplicação no período.

Caso o valor for resgatado antes, o investidor não ganha nada pelos dias em que o dinheiro ficou aplicado.

CDB (Certificado de Depósito Bancário)

CDB (Certificado de Depósito Bancário) é um título de renda fixa emitido pelos bancos com a rentabilidade normalmente atrelada ao CDI.

Cada CDB tem suas próprias rentabilidades, liquidez e datas de vencimento, por isso, avalie aquele que melhor atende suas necessidades.

Neste título o investidor empresta dinheiro para o banco emissor que o utiliza em suas atividades, como melhorias na sua estrutura e empréstimos para clientes.

Uma das grandes vantagens do CDB é a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Dessa forma, caso a instituição venha a quebrar, você receberá o dinheiro de volta conforme as regras do FGC.

Tesouro Direto

Tesouro Direto são títulos emitidos pelo governo brasileiro. Apesar de não ter a garantia do FGC, é a modalidade de renda fixa considerada mais segura, uma vez que as chances de calote são mínimas.

Os recursos captados são destinados ao desenvolvimento de áreas, como saúde, infraestrutura, educação e dívidas internas.  

Uma vantagem dos títulos públicos é a maior liquidez, podendo ser resgatados sempre que o investidor quiser, sem a necessidade de esperar até a data de vencimento.

O Tesouro Direto oferece três tipos de títulos: 

  • Tesouro IPCA+: atrelado à inflação;
  • Tesouro Prefixado: taxa prefixada;
  • Tesouro Selic: indexado à taxa Selic.

Os títulos podem ser comprados em corretoras de valores e instituições financeiras.

LCI (Letras de Crédito do Imobiliário)

LCI (Letras de Crédito do Imobiliário) são títulos emitidos por bancos e instituições financeiras que captam recursos para financiamentos no setor imobiliário.

A rentabilidade desse tipo de investimento costuma ser bem próxima do CDI.

Além de possuir a segurança do FGC, outra grande vantagem do LCI é a isenção de Imposto de Renda.

LCA (Letras de Crédito do Agronegócio)

LCA (Letras de Crédito do Agronegócio) são títulos emitidos por bancos e instituições financeiras que captam recursos para financiamentos no ramo do agronegócio.

Assim como o LCI, o LCA tem rentabilidade próxima ao CDI, é segurado pelo FGC e isento de Imposto de Renda.

CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliário)

O CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliário) é um título de renda fixa emitido por companhias securitizadoras e tem lastro em créditos ligados ao setor imobiliário, como financiamentos residenciais, comerciais ou para construções, além de contratos de aluguéis de longo prazo.

Esses títulos são usados para antecipar os recebimentos da empresa que os emite.

Existem títulos para diferentes perfis, com alta rentabilidade e isenção do imposto de renda.

CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio)

O CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) é um título de renda fixa emitido por companhias securitizadoras com lastro relacionado às atividades do agronegócio.

Assim como os CRIs, os CRAs abrangem títulos de diferentes perfis e possuem o benefício da isenção do imposto de renda.

Debêntures

Debêntures são títulos de renda fixa emitidos por empresas privadas. Nele o investidor empresta dinheiro para a empresa que devolve com o acréscimo de juros sobre o valor.

O dinheiro arrecadado é utilizado pelas empresas para financiar suas atividades ou pagar dívidas.

Geralmente, as debêntures oferecem rendimentos melhores, mas não possuem garantia do FGC (Fundo Garantidor de Créditos). 

A segurança dependerá somente do tipo de empreendimento e da saúde financeira da empresa emissora do título.

As debêntures são pré-fixadas, pós-fixadas ou híbridas. Dentro desta modalidade, existem também as debêntures incentivadas, que possuem a isenção de Imposto de Renda para as pessoas físicas.

O que é renda variável?

Renda Variável é uma classe de ativos que não possuem previsibilidade nos rendimentos, ou seja, não sabe previamente qual será o seu retorno.

O investimento pode ter uma série de variações ao longo do tempo, sem garantias ou previsão a respeito do retorno que pode ser obtido. 

Por sua imprevisibilidade de ganhos, a renda variável é considerada mais arriscada. Ao mesmo tempo, permite ganhos maiores.

Como funciona a renda variável?

O termo “variável” vem justamente da incerteza quanto aos resultados futuros da aplicação. Os preços dos ativos valorizam ou desvalorizam no tempo conforme as condições do mercado e expectativa dos investidores.

Consequentemente, a remuneração também segue esse mesmo princípio.

Assim, quem opera renda variável deve estar atento quanto aos preços e condições do mercado, tendo a opção de escolher quando investe e quando deseja vender os ativos.

O investimento em Renda Variável acontece nas bolsas de valores. No Brasil, esse ambiente é concentrado na B3 (Brasil, Bolsa, Balcão).

Para fazer seu investimento, você primeiro deve abrir uma conta em uma corretora, são elas que fazem o serviço de intermediação entre o investidor e a bolsa de valores.

A escolha dos investimentos de Renda Variável pode acontecer de diversas formas. Especialmente no caso do investimento em ações, há duas técnicas que ajudam na escolha do melhor investimento:

  • Análise Fndamentalista;
  • Análise Técnica ou Gráfica. 

De forma simples, a análise fundamentalista se baseia nos fundamentos da empresa para investimentos no longo prazo, enquanto a análise técnica se concentra nos movimentos do mercado por meio dos gráficos no curto e médio prazo.

Há também diferenças entre os tipos de investidores e suas estratégias de investimento.

Day trader são pessoas que utilizam da variação do mercado para comprar e vender no mesmo dia.

Essa é uma forma mais arriscada de investir e requer acompanhamento constante do mercado.

Swing trader que são os investidores que investem pensando no curto prazo. Eles compram uma ação hoje com o objetivo de vender daqui a alguns dias, quando o preço estiver maior.

Holders são os investidores que utilizam da estratégia de buy and hold. Nela, os investidores compram ações com mentalidade de sócios, baseados nos fundamentos da empresa, com o objetivo de permanecer no longo prazo.

Principais Investimentos de Renda Variável

A renda variável é composta por ativos e produtos financeiros que embora tenham as mesmas características de imprevisibilidade, diferem em termos de risco, retorno e funcionamento.

Confira um pouco mais das principais as alternativas:

Ações

Uma ação representa uma fração mínima do capital social de uma empresa negociada na Bolsa de Valores. 

Ao comprar uma ação, o investidor está comprando uma participação de uma empresa de capital aberto e, desta forma, se tornando sócio dela. 

Como acionista, passa a receber uma parcela do lucro da empresa a partir dos dividendos pagos.

Quando a empresa tem prejuízo, os acionistas não precisam desembolsar nada, mas poderão perder uma parte do capital investido caso as ações venham a se desvalorizar.

Por isso, é importante escolher ações de boas empresas, com fundamentos sólidos.

Fundos de investimentos

Os fundos de investimentos são uma espécie de “condomínio” de investidores, na qual se reúne os recursos para aplicar em conjunto no mercado financeiro.

Os fundos de investimentos são administrados por gestores. Estes são os responsáveis por alocar o capital em diferentes ativos, conforme a característica do fundo.

Existem fundos de investimento em ações, câmbio, renda fixa, multimercado, entre outros.

O investidor compra uma cota deste fundo e tem a comodidade de ter um especialista gerenciando os investimentos. Por isso é cobrado uma taxa de administração e, geralmente, uma taxa de rentabilidade ao que exceder o proposto.

Os fundos de investimentos são uma boa opção para quem pretende iniciar seus investimentos, mas que não possuem experiência suficiente para analisar as melhores opções.

Também são boas escolhas para aqueles que possuem poucos recursos e gostariam de diversificar a sua carteira. 

Fundos imobiliários (FIIs)

Os fundos de investimento imobiliário (FII) são aqueles que têm como ativos imóveis físicos e títulos de dívidas do setor imobiliário.

Assim como outros fundos, eles juntam os recursos de diversas pessoas, geralmente para a compra de imóveis de grande porte, como shoppings, prédios de lajes corporativas e galpões logísticos.

Quem investe em FIIs pode ganhar tanto na valorização da cota quanto através do recebimento mensal dos dividendos, que são os aluguéis pagos pelos inquilinos.

ETFs (Exchange Traded Fund)

Os ETFs são conhecidos como fundos de índice e tem sua composição espelhada em índices da bolsa de valores.

Significa que o gestor ajusta a composição do ETF para que ele seja o mais parecido possível com o indicador atrelado.

É como se, a partir de um único investimento, você investisse em todas as empresas que compõem determinado índice.

Na bolsa brasileira, o mais comum é o BOVA11, um ETF que busca refletir a performance do Índice Bovespa.

Outro bastante procurado é o IVVB11, um ETF que reflete a performance do S&P 500, um índice que reúne as 500 maiores empresas de capital aberto nos EUA.

BDR (Brazilian Depositary Receipts) 

Os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) são certificados de depósito emitidos e negociados no Brasil que representam ações de empresas estrangeiras

São uma forma simples de diversificar os investimentos internacionalmente direto da bolsa brasileira.

Renda Fixa vs Renda Variável

Renda fixa e renda variável são duas modalidades de investimento bem diferentes. 

Enquanto a renda fixa oferece taxas de rendimento estáveis e previsíveis, na renda variável os retornos são incertos e não possui previsibilidade nos rendimentos. 

Por conhecer a rentabilidade no momento da compra, a renda fixa é considerada menos arriscada e mais recomendada para quem prioriza a segurança, mesmo com retornos mais baixos.

Já a renda variável sofre oscilações conforme o mercado. Assim, em um mês poderá ganhar 10% e, no outro, perder 5%, por exemplo.

Por essa característica, esse investimento traz mais riscos. Em compensação, proporciona a possibilidade de ganhos maiores.

Veja no quadro abaixo as principais características dos investimentos em renda fixa e renda variável:

Renda FixaRenda Variável
Previsibilidade de Retorno FinanceiroPrevisívelImprevisível
RiscoBaixo ou MédioAlto
Potencial de GanhoBaixoAlto
Conhecimento NecessárioBaixoMédio ou Alto
Opções de InvestimentoPoucasMuitas (ações, moedas, imóveis, etc.)
Perfil de InvestidorConservadorModerado ou Agressivo
GarantiaFundo Garantidor de CréditoSem Garantia
BenchmarkCDIBovespa, IFIX, etc.
Fonte: The Capital Advisor

Note que uma classe de ativos não exclui a outra. É altamente recomendado que você tenha as duas em sua carteira de investimentos.

A renda fixa é o local perfeito para guardar sua reserva de emergência, aquele dinheiro que pode recorrer quando precisar, e também para seus objetivos de curto a médio prazo.

Já a renda variável, desde que investida com critério, é o melhor lugar para ver seu patrimônio crescer no longo prazo.

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