Recuperação Judicial da Odebrecht e o impacto no mercado

Adriano Severo

Adriano Severo

Severo acredita que uma pessoa só consegue ser verdadeiramente livre para seguir os seus sonhos quando conhece e coloca em prática bons hábitos financeiros.

Mais uma mega recuperação judicial pra história do Brasil!

Desde que o grupo Odebrecht virou pivô da Operação Lava-Jato ele enfrenta uma grave crise financeira.

Pra ter uma ideia, o Grupo Odebrecht chegou a ter mais de 180 mil funcionários, há cinco anos, e hoje conta com “apenas” 48 mil.

A 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo deferiu nesta manhã o pedido, com uma dívida total de 98,5 bilhões de reais.

Do valor total da dívida 65,5 bilhões de reais são com terceiros (sendo 51 bilhões da recuperação judicial mais 14,5 bilhões com garantias) e o restante com o próprio grupo.

Talvez você esteja se perguntando:

Tá, mas e aí… Como posso ser prejudicado?

Alguns fundos de investimentos e os principais bancos poderão ser afetados, pois ambos são credores da empresa.

Alguns fundos aplicam em ativos do Grupo e as dívidas com bancos somam 32,5 bilhões, sendo 18 bilhões SEM GARANTIAS (débitos quirografários, ou seja, sem garantia real que entram na recuperação) e 14,5 bilhões garantidos por ações da Braskem (débitos extra-cursais).

A lista dos maiores credores fica assim:

  • BNDES com 10 bilhões de reais (sendo R$ 3 bilhões com garantia);
  • Banco do Brasil com 7,8 bilhões de reais (sendo R$ 3 bilhões com garantias);
  • Bradesco com 4,8 bilhões de reais (sendo R$ 4,4 bilhões com garantias);
  • Caixa Econômica Federal tem a receber 4,1 bilhões de reais (sem garantias);
  • Itaú Unibanco 3,5 bilhões de reais (com garantias).

Até semana passada os grandes bancos negociavam uma recuperação extrajudicial com o grupo, mas sem sucesso.

Quem está mais confortável é o Itaú, afinal de contas possui garantias dos 3,5 bilhões de reais.

Agora vejamos os bons indicadores exclusivos do GuiaInvest, o GI Score (que mede a qualidade da empresa) e o GI Line (que mede o potencial da empresa):

Perceba que possui uma compilação positiva:

E uma Avaliação de Risco positiva também:

Não é à toa que os dividendos da empresa, que mensuramos através do Dividend Yield, está em 7,3 por cento a.a. e reflete toda essa qualidade apontada pelos indicadores GI Score e GI Line da empresa.

Lembrando que esse 7,3 por cento a.a. são somente da distribuição de dividendos pela empresa, sem contar, ainda, com a valorização da ação.

O que você acha dessa recuperação judicial?

Será que vai afetar os seus investimentos?

Abs

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