Raio-X do mercado: de IRBR3 a MRFG3

raio x irbr3 mrfg3

Olá, investidor!

Estamos acompanhando um ano de quedas significativas no mercado de ações e que acaba deixando algumas oportunidades mais escancaradas.

Essas foram as 5 ações que mais caíram em 2020:

5 acoes que mais cairam

Minha estratégia de investimentos é o Value Investing.

Sou um caçador de assimetrias, busco empresas negociadas abaixo do valor intrínseco. Procuro Porsches a preços de Corsa.

É inegável que para uma empresa ficar barata, ela deve pontualmente apresentar queda de preços ou acelerar sua criação de valor, sem que o mercado perceba, mas essa última hipótese não é comum.

Só fique atento que nem toda queda de ação é oportunidade. É comum vermos significativos processos de destruição de valor nas empresas.

Uma empresa pode parecer barata, mas é uma value trap.

Essa lista de ações pode ser bem perigosa, embora muitos avaliam como grandes oportunidades.

Não avalie só preço, avalie o negócio e compreenda a causa da queda. E o contrário, como fica?

Essas foram as ações que mais subiram em 2020:

5 acoes que mais subiram

O raciocínio contrário também é válido…

Será que quando o preço de uma ação sobe demais, ela se torna cara?

Depende.

Se a empresa tem poder de gerar muito valor no longo prazo, a expectativa sobre ela no presente, pode não refletir todo o potencial.

Imagine que empresa vale 10 milhões (valor intrínseco) e o preço de cada ação em bolsa seja 3 reais, além disso ela possui 1 milhão de ações.

Logo seu valor de mercado seria de 3 milhões (preço x quantidade de ações).

O que acontece se o seu preço subir 100 por cento?

Ela se torna uma ação cara?

Não.

Mesmo com uma alta de 100 por cento, o preço da ação será negociado a 6 reais.

Desta forma, a empresa atingirá um valor de mercado de 6 bilhões, abaixo do seu valor intrínseco.

Na prática, vai continuar barata!

O que quero deixar claro é:

Nem toda queda tornará a ação barata, da mesma forma, nem toda alta irá tornar a ação cara.

Fuja do senso comum!

Análise o valor da empresa e não o preço. Ou melhor: analise o valor, e veja o preço para saber se é um bom negócio investir nessa ação.

Fazendo uma varredura geral pela bolsa, há muita coisa barata, há muita armadilha e há também umas 20 e poucas ações que ficaram ridículas de baratas.

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

ROMI3: comprar ou vender?

Comprar Romi3

Olá, investidor!

Antes da análise um convite rápido: o pessoal da Ável Investimentos (credenciados da Xp) está bolando um Plano Emergencial de investimentos e na sexta-feira às 19h30 irá mostrar como você pode montar e diversificar uma carteira de 100 mil reais de fora estratégica, se preparando para todos os cernários possíveis.

Os ingressos são gratuitos e podem ser retirados aqui. 

Vamos a Romi.

O lucro de ROMI3 caiu mais de 52 por cento em comparação ao 1º trimestre de 2019.

Meu Deus!

E agora?

Quem tem vende e quem não tem não compra? Calma, meu amigo investidor…

Números sem interpretações não dizem nada.

Primeiro vou te apresentar a empresa.

A Romi foi constituída em 1930, atualmente é líder nacional nos mercados de máquinas-ferramenta e máquinas para processamento de plásticos e importante produtora de fundidos e usinados.

A companhia exporta seus produtos desde 1944, contando com uma rede de distribuidores sediados em todos os continentes.

Sua capacidade instalada de produção de máquinas industriais é de aproximadamente 2.900 máquinas por ano, e a de fundidos é de aproximadamente 50.000 toneladas por ano.
A companhia atende os mais variados setores da indústria, tais quais:

  • Aeronáutica
  • Defesa 
  • Fabricantes
  • Fornecedoras da cadeia automobilística
  • Bens de consumo em geral
  • Máquinas e implementos agrícolas
  • Máquinas e equipamentos industriais

Dito isso, vamos aos resultados: Em decorrência da pandemia, a Romi afirmou que já começou a sentir os impactos da crise em suas operações.

Suas unidades localizadas na Europa já apresentaram queda em seus negócios desde fevereiro, bem como as entregas de equipamentos já vendidos e produzidos.

Porém, os impactos causados pela crise não foram relevantes, visto que a Romi conseguiu realizar suas entregas em dia para os seus clientes no trimestre.

Como medida para amenizar os impactos do coronavírus, a companhia revisou os volumes de produção, reduzindo a compra de matérias-primas, além de propor aos seus clientes uma redução viável nos preços.

A empresa também optou por reforçar sua liquidez, contratando 88,0 milhões de reais em linhas de financiamento.

Em relação à sua posição financeira líquida, a empresa estima-se que seja equivalente a oito meses de custos fixos.

No 1t20, a receita consolidada da Romi originada no Brasil, representou 64 por cento da receita total da companhia.

Por outro lado, a receita obtida no mercado externo atingiu 60,2 milhões no 1t20, apresentando crescimento de 48,8 por cento na comparação com o 1t19.

Veja alguns destaques de negócios do trimestre:

1)  Máquinas Romi
A receita líquida da unidade de negócio Máquinas Romi atingiu 82,5 milhões de reais no 1t20, apresentando crescimento de 19,7 por cento na comparação com o 1t19.

Em seu balanço, a companhia relatou que a menor participação dos Estados Unidos se deve ao incremento de vendas na Europa.

O melhor desempenho no período desta unidade é consequência das maiores margens da exportação, sendo impactado positivamente pela desvalorização do real, e pelas maiores vendas no mercado doméstico.

O volume de entrada de pedidos desta unidade observado no 1T20, apresentou crescimento de 21,8 por cento na comparação com o 1T19.

A companhia ressaltou que a melhor no nível de confiança contribuiu para o crescimento no período.

2)  Máquinas Burkhardt+Weber
O faturamento da subsidiária alemã Burkhardt+Weber atingiu 36,7 milhões de reais no 1t20, representando volume 107,2 por cento maior que o registrado no 1t19.

A entrada de pedidos da subsidiária no trimestre apresentou redução de 37,3 por cento na comparação com o 1t19, em decorrência dos impactos da pandemia de coronavírus.

3)  Fundidos e Usinados
A receita líquida da unidade Fundidos e Usinados atingiu 46,7 milhões de reais no 1t20, apresentando crescimento de 36,9 por cento quando comparado ao 1t19.

O melhor desempenho no trimestre é consequência do maior volume de faturamento, visto que grande parte dos projetos foram beneficiados em melhoria de produtividade e da eficiência operacional.

A entrada de pedidos da unidade de Fundidos e Usinados apresentou crescimento de 114,7 por cento na comparação com o 1t19, refletindo a recuperação das peças fundidas de grande porte para o segmento de energia.

A receita líquida de vendas da Romi atingiu 165,9 milhões de reais no 1t20, apresentando alta de 37,4 por cento na comparação com o 1t19.

O Lucro Bruto da Romi atingiu 48,2 milhões reais no 1t20, apresentando crescimento de 83,88 por cento na comparação com o 1t19.

O Ebitda da Romi atingiu 13,2 milhões reais no 1t20, apresentando retração de 79,5 por cento na comparação com o 1t19.

A margem Ebitda da Romi totalizou 8,0 por cento no 1t20, apresentando retração de 45,6 ponto percentual na comparação com o 1t19.

O resultado financeiro da Romi totalizou um lucro de 26 milhões de reais no 1t20, apresentando retração de 104,03 por cento quando comparado ao 1t19.

No 1T20, as despesas operacionais recuaram 236,77 por cento em relação ao 1t19.

A Margem bruta da Romi atingiu 29,1 por cento no 1t20, apresentando retração de 9,6 ponto percentual na comparação com o 1t19.

O lucro líquido da Romi atingiu 40,8 milhões de reais no 1t20, apresentando retração de 53,2 por cento na comparação com o 1t19.

Principais Indicadores Fundamentalistas

Veja abaixo os principais indicadores fundamentalistas da Romi para iniciar a sua análise dos fundamentos da ROMI3.

Como já era esperado, os múltiplos sofreram quedas, criando uma oportunidade interessante de preço.

Por outro lado, a queda de preço foi ocasionado pela redução da expectativa sobre os resultados que se concretizaram neste trimestre.

A companhia tem reforçado seu caixa, tem o equivalente a 8 meses de seus custos fixos, além de adotar medidas para conter os impactos da pandemia de coronavírus em suas operações, demonstrando sua eficiência na gestão.

O que deduz que a empresa apresenta forte estrutura para lidar com os impactos da crise, com grande potencial de recuperação.

A situação é bastante óbvia: como todas as empresas, a Romi irá sofrer impactos fortes decorrentes da crise do Coronavírus.

Porém diferentemente de muitas outras empresas, ela está preparada para os desafios.

O GI Score e o Gi Line não me deixam mentir:

Vou te contar um segredo:  Ela faz parte da carteira do canal Joias da Bolsa

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

Conheça a WEGE3, a melhor empresa da bolsa

melhor empresa da bolsa wege3

Olá, investidor!

Pergunte a qualquer investidor quais são as 3 melhores ações da bolsa, uma delas será WEGE3.

Existe uma unanimidade sobre a alta qualidade da empresa.

É indiscutível sua consistência nos resultados, basta dar uma espiadinha nos seus indicadores:

principais indicadores wege3

Gera valor aos controladores, praticamente não tem endividamento, altamente líquida, cresce mais de 12 por cento ao ano e além de tudo possui uma espetacular geração de caixa.

Uma Deusa da bolsa!

Mas, por ser tão obviamente boa, a assimetria entre preço e valor acaba sendo baixa, em alguns casos, nem existe.

Portanto ela é um case maravilhoso para o canal Ações Para Vida, mas fora dos padrões do canal Joias da Bolsa.

No Joias acompanhamos de longe sua beleza, no Ações Para Vida acompanhamos de perto.

Mas quem é a Weg afinal?

A Weg foi fundada em 1961, possui suas atividades focadas nas áreas de comando e proteção, variação de velocidade, otimização de processos industriais, geração e distribuição de energia e tintas e vernizes industriais.

No Brasil, a Companhia tem sua sede e outras unidades industriais em Jaraguá do Sul, Santa Catarina.

O restante das fábricas se encontra distribuída em Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Amazonas e Espírito Santo.

Já no exterior, a Weg mantém unidades fabris em 8 países, além de instalações de distribuição e comercialização em outros 17 países.

Fabricando de início motores elétricos, a Weg começou a expandir suas operações a partir dos anos 80, com a fabricação de:

  • Componentes eletroeletrônicos;
  • Produtos para automação industrial;
  • Transformadores de força e distribuição;
  • Tintas líquidas e em pó;
  • Vernizes eletro-isolantes.

Atualmente a empresa está se posicionando não somente como produtora de motores, mas como fornecedor de sistemas elétricos industriais completos. O que mais faz brilhar os olhos é sua consistência nos resultados:

receita liquida wege3

A empresa cresce suas receitas quase que linearmente.

Outro ponto interessante e muito importante é a evolução do seu patrimônio líquido:

patrimonio liquido wege3

Uma empresa que investe nela mesma, transmite segurança e alinhamento por parte dos administradores.

O ROE histórico da Weg se mantém entre 15 e 20 ao longo dos anos, isso significa que ela cresce sem perder a rentabilidade do negócio, o que na maioria das vez é inversamente proporcional.

Se a Weg cresce gerando cada vez mais valor no longo prazo, por óbvio é uma grande geradora de lucros e se gera lucro, seu preço irá acompanhar. Veja:

preco vs lpa wege3

A linha azul é o preço e a laranja é o lucro, veja como evoluem juntas no tempo.

E você?

Possui a Deusa Weg em sua carteira?

Ou você se junta ao canal ações para vida para ter ela junto com uma séria de outras empresas high qualitiy ou você pode aprender a garimpar por conta própria as melhores empresas da bolsa.

Vai de cada um.

O importante é investir bem sempre.

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

O que vem além da ITSA4 e WEGE3?

itsa4 e wege3

Olá, investidor!

Para começar gostaria de avisar que é inadmissível não incluir ITSA4 e WEGE3 em uma carteira de ações que tenha como objetivo investir nas melhores empresas da bolsa.

Não é atoa que as duas estão entre as três primeiras do canal Ações Para Vida.

Agora vai um recado principalmente para quem está começando…

Saiba que uma carteira de investimentos vai além de apenas investir em boas ações.

Sou enfático em sugerir que a sua parcela em ações você não ultrapasse 30 por cento do total do seu portfólio.

O motivo é muito simples e está diretamente ligado ao que está acontecendo em 2020.

Imagine que em fevereiro deste ano você tivesse 100 mil reais e que tivesse investido em ações.

No mês seguinte, você estaria com um saldo dos investimentos em cerca de 53 mil reais se o seu desempenho estivesse na média do mercado.

Mesmo que você saiba que o investimento em ações seja para o longo prazo, o desconforto de uma queda dessas é inevitável.

Nesse momento surge o medo de “perder” mais e consequentemente a chance de tomar decisões erradas.

Por outro lado, se você tivesse o equivalente a 30 por cento do seu portfólio em ações, em março você estaria com aproximadamente 86 mil reais.

Ruim, mas mais confortável, concorda?

A chance de você ser tomado por “pânico” e fazer algo errado, como vender as ações, é muito menor que aconteça.

Até agora tudo certo!

Mas e o restante?

O que você deve fazer com os outros 70 por cento do capital?

Tem uma frase que repito constantemente para quem me acompanha: o mais simples é o que melhor funciona no mercado.

Dito isso, segue o que eu considero saudável e principalmente simples de ser executado para o resto da carteira:

distribuicao de carteira 4x1

Eu chamo essa composição de 4×1, pois nela você:

  1. Cria riqueza através da compra de boas ações.
  2. Preservar sua reserva de emergência e estratégica em ativos de risco soberano.
  3. Protege o capital contra o risco inflacionário, quem passou pela década de 80 sabe do que estou falando.
  4. Durante uma crise existem ativos que se movimentam inversamente (na maioria das vezes), considerados como porto seguro durante grandes turbulências. Além disso reduzem a volatilidade geral da carteira.

Não fiz sugestão de nada sofisticado, são ativos e objetivos simples, porém, funcionais.

Vou te dar mais uma dica muito importante: a cada 6 meses faça rebalanceamento da carteira, isto é,mantenha as proporções de acordo com a proposta inicial, seja fazendo novos aportes, seja eventualmente vendendo ativos que subiram muito ou comprando ativos que caíram muito.

Essa atitude vai obrigar você a vender na alta e comprar na baixa, quase que no automático.

No fundo é o que todos dizem que é o certo, mas poucos conseguem fazer de fato.

Está na dúvida se realmente funciona?

Veja esse gráfico abaixo, a composição é exatamente a descrita na tabela:

carteira 4x1 vs ibov

A linha preta é a evolução da carteira e a vermelha é da nossa Bolsa de Valores (Ibovespa).

Veja que a carteira acompanha a alta do IBOV, por outro lado, a queda é muito menor.

Mesmo com apenas 30 por cento de ações, a carteira performou muito semelhante ao Ibovespa, isso só irá ocorrer se as ações selecionadas, realmente forem de empresas eficientes e de qualidade.

Na queda as empresas boas irão sofrer menos, além disso a proteção da carteira irá gerar uma grande eficiência para desacelerar a queda.

A estratégia 4 x 1 faz você ganhar dinheiro e simultaneamente protege seu patrimônio.

Mas o melhor de tudo é que além de eficiente, ela é muito simples de ser colocada em prática.

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

LCAM3, UNIP6, MAPT4: muito risco, muito retorno

Muito risco muito retorno

Olá, investidor!

Vou contar um segredo para vocês.

Existe outro mestre dos investimentos, além de Warren Buffett, que recebe minha admiração.

Trata-se de um mestre em filosofia, além de um dos maiores analistas de risco da atualidade: Nassim Nicholas Taleb.

Por que ele merece minha admiração?

Primeiro porque desconheço qualquer livro de sua autoria que seja no mínimo “muito bom”, aliás, recomendo a leitura de todos…

Sugiro que o primeiro deles seja o “Black Swan” (A lógica do cisne negro), onde ele compara o improvável e raro nascimento de um cisne negro, com acontecimentos inesperados e imprevisíveis que geram grandes impactos econômicos.

Depois leia o “Antifrágil”, nele ele explica sobre coisas que se beneficiam com o caos. Assim sendo, o Antifrágil pode se beneficiar com o situações de grande impacto.

O outro motivo é que ele é o criador de uma estratégia que considero muito racional, inclusive utilizo algumas premissas para a carteira de ações do canal Joias da Bolsa.

A estratégia é conhecida como Barbell Strategy?

Basicamente o racional por trás dessa estratégia, é que a carteira deve possuir muito valor em ativos de pouco risco e pouco valor em ativos de muito risco.

Dessa forma, em caso da ocorrência de um cisne negro, sua carteira estará protegida pela concentração em ativos de baixo risco, porém a pequena porção de muito risco, poderá em “tese” sofrer grande valorização.

Uma proporção sugerida é 90 por cento em ativos muito seguros e 10 por cento em ativos de muito risco.

No mercado Americano, a aplicabilidade desta estratégia é simples, pois existem ativos muito mais sofisticados que aqui no Brasil.

Independente disso, para a estratégia fazer sentido, os 10 por cento da carteira devem ser formados por ativos que possuam perfil convexo de retorno.

Grafico de ganho vs perda estrategia de Barbell

Basicamente são ativos assimétricos, onde você tem perdas limitadas e ganhos ilimitados.

Em sua essência, a estratégia sugere um portfólio mais ou menos assim:

  1. 90 por cento títulos do governo, dinheiro em caixa ou ouro.
  2. 10 por cento em ações e derivativos.

Como o mercado de derivativos brasileiro ainda engatinha frente a mercados mais desenvolvidos, devemos focar em acelerar o risco via posições em ações.

Abrasileirando a estratégia, poderíamos adaptar da seguinte forma:

Estrategia de Barbell adaptada a bolsa brasileira

Simples assim!

Os 90 por cento da carteira, não tem mistério, são investidos no Tesouro Selic, ativo mais seguro negociado no mercado brasileiro.

Já os 10 por cento que exigem risco, podemos incluir Small Caps e Micro Caps, buscando o benefício da assimetria.

A essa altura, você deve estar com dúvidas se somente os 10 por cento, seriam suficientes para gerar resultados satisfatórios.

Bom, você precisa entender que precisará comprar ações que apresentem grande potencial e consequentemente risco.

Nestes 10 por cento, não fará sentido incluir ITSA4, LREN3 ou as principais empresas do setor de energia elétrica.

São ótimas empresas, mas elas não irão se multiplicar por 10x em poucos anos.

São empresas que apresentam, de certo modo, pouco risco, logo, não geram a assimetria necessária.

Veja o que ativos podem fazer em espaços curtos de tempo:

Acoes com assimetria de risco

Algumas dessas ações superaram 1.000 por cento em 5 anos, uma em especial superou 6.000 por cento.

Não estou avaliando nenhuma característica ou qualidade dos fundamentos, estou apenas querendo provar o quão forte é a assimetria de algumas ações.

Mesmo que sejam somente 10 por cento da carteira composta por ações, se algumas performarem de forma semelhante aos exemplos acima, irão gerar um grande impacto no resultado da carteira com uma pequena exposição ao risco.

Na simplicidade da estratégia, ela oferece perdas limitadas em troca de ganhos ilimitados.

Caso queira, deixei disponível para download uma lista de 9 small caps inéditas que se enquadram nesse perfil de ativo.

lista-9-small-caps-ineditas.pdf

Valeu Taleb!

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

Investidor cobaia: em meses montarei uma carteira para os próximos 18 anos

Investidor Cobaia

Olá, investidor!

Tenho 6 meses para montar a carteira de ações mais importante da minha vida.

Deve estar se perguntando o motivo.

Imaginando, inclusive, que trata-se de uma previsão sobre o fim da crise.

Na verdade o motivo é outro…

Em janeiro deste ano, recebi uma das melhores notícias da minha vida.

Eram 5h da manhã de uma segunda-feira quando minha esposa adentra o quarto em pânico.

Pulei da cama com os olhos arregalados e percebi que ela segurava em mãos algo semelhante a um termômetro.

Pensei por alguns segundos: Meus Deus! O termômetro deve ter derretido de tanta febre, somente isso justificaria tal desespero.

Nossos olhares se cruzaram.

Percebi que ela estava chorando e lá no fundo escutei ela sussurrar: “Você será Papai!”.

Neste momento, o desespero foi transferido para mim…

Respirei fundo e percebi que aquele seria um dos melhores momentos da minha vida.

Agora tenho um desafio maravilhoso: construir uma carteiro de ações do meu filho(a), não sabemos ainda se é menino ou menina.

Para efeitos práticos, chamarei o bebê de Voglininho.

Já pensou o que uma carteira bem construída pode gerar em 18 anos?

É bem provável que o Voglininho já chegue aos 18 anos, com sua liberdade financeira alcançada.

Fico muito feliz em ter condições para proporcionar isso para um membro da minha família.

E as crises irão atrapalhar?

Como já mencionei em outros momentos, essa não foi a primeira crise e nem será a última. O mundo superou todas as anteriores.

Nos próximos 18 anos, muitas outras crises irão acontecer e está tudo bem.

O longo prazo me permite navegar por elas de forma saudável.

Para o pequeno Voglininho, já separei 3 ações que inclusive estão no canal Ações para Vida.

São elas: ITSA4, WEGE3 e LREN3.

Uma holding composta por 95% do melhor banco do país, uma indústria gigantesca que não para de inovar e a melhor empresa do segmento de varejo.

Essas compras são de olhos fechados…

As próximas as ações da carteira, será um mix entre os dois canais, Ações para Vida e Joias da Bolsa, afinal, com o prazo de 18 anos, vale a pena correr um pouco mais de risco.

Mais valioso do que a carteira de ações que deixarei para o Voglininho, será o conhecimento de uma vida no mercado financeiro, que eu irei transferir para ele.

Esse será meu maior legado!

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

SLCE3, AGRO3, FRTA3 ou TESA3: quem se sairá melhor?

slce3 agro3 frta3 tesa3

Olá, investidor!

Será que existe algum segmento de empresas, com ações negociadas em bolsa, que poderá sofrer menos nesta atual crise​?

Acredito que sim!

Mesmo com as medidas aplicadas pelo governo em relação a quarentena, a cadeia de produção e comercialização de alimentos deve permanecer sem alterações, assim como serviços de saúde.

O setor responsável pela cadeia de alimentação é o setor do agronegócio. Se o setor paralisar suas atividades, irão faltas alimentos, agravando ainda mais a situação de saúde das pessoas.

Na última semana de março, exportadores de frutas informaram que estão passando por uma queda de vendas por vias aéreas.

As exportações eram feitas através dos porões de voos de passageiros, os quais foram praticamente todos cancelados.

O fechamento de restaurantes, feiras e bares também gerou reduções na vendas.

Por outro lado, a demanda por commodities (principalmente soja, milho e café) se mantém aquecida.

O estoque das commodities está baixo e o dólar alto, essa combinação intensifica a valorização dos preços delas.

Em nossa bolsa de valores, temos poucas empresas do setor agropecuário, apenas 4.

Abaixo, listei as empresas e os principais indicadores:

Empresas agricolas na bolsa de valores

Bom, fica claro pela pontuação do GI Score, que devemos investir tempo avaliando apenas as duas primeiras empresas.

As duas possuem demais fundamentos semelhantes, mas negócios diferentes mesmo que atuando no mesmo setor.

O Grupo SLC (SLCE3) nasceu em 1945 no município gaúcho de Horizontina (RS).

Hoje, é um dos maiores grupos empresariais do Brasil, atuando fortemente nos segmentos do agronegócio e comércio de máquinas agrícolas, através das empresas SLC Agrícola e SLC Máquinas.

Está presente em diversas localidades do Brasil, emprega cerca de 5 mil colaboradores e tem faturamento anual superior a R$ 3 bilhões (2017).

​É uma das maiores produtoras mundiais de grãos e fibras, focada na produção de algodão, soja e milho.

Resultados financeiros SLC Agrícola SLCE3

Há 10 anos a empresa vem demonstrando consistência em seus resultados.

​O gráfico acima representa a evolução das receitas.

A BrasilAgro (AGRO3) é uma das maiores empresas brasileiras em quantidade de terras agricultáveis e com foco na aquisição, desenvolvimento, exploração e comercialização de propriedades rurais com aptidão agropecuária.

A empresa adquire propriedades rurais que acreditam ter significativo potencial de geração de valor por meio da manutenção do ativo e do desenvolvimento de atividades agropecuárias rentáveis.

A partir do momento da aquisição das propriedades rurais, buscam implementar culturas de maior valor agregado e transformar essas propriedades rurais com investimentos em infraestrutura e tecnologia.

​De acordo com a estratégia, quando julgam que o valor das propriedades rurais entrega o retorno esperado, vendem tais propriedades rurais para realizar ganhos de capital.

Resultados financeiros BrasilAgro AGRO3

Da mesma forma que a SLC, a Agro vem demonstrando consistência e crescimento de resultados (receitas), principalmente a partir de 2017.

No geral, as duas empresas são saudáveis e grande representatividade no setor do agronegócio.

Em uma carteira diversificada de ações e principalmente em um momento desafiador como o que estamos vivendo, talvez faça sentido a inclusão de uma delas no portfólio.

Provavelmente, uma delas venha a fazer parte da carteira do Joias da Bolsa nos próximos dias.

Fique atento aos próximos movimentos.

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

2020: igual a 1929, 1994, 2000, 2001 e 2008.

Crises economicas passadas

Olá, investidor!

Sim! Estamos passando por uma crise e ela irá gerar fortes consequências econômicas.

Recessão é uma delas.

Você deve estar com a sensação que o fim do mundo chegou, que as bolsas mundiais irão quebrar, que você irá falir e que todo seu capital investido irá virar pó.

Mas, trago boas notícias. Fique calmo.

Essa não é a primeira vez que o mundo passa por um momento crise, onde o pânico toma conta dos mercados.

Em todas as crises o sentimento é sempre o mesmo.

Se você não estivesse com a sensação que o mercado financeiro está quebrando, não seria uma crise.

A sensação de fim do mundo é um sintoma de crise.

Como falei antes, já passamos por diversas crises, nos mais variados períodos: 1929, 1971, 1973, 1979, 1980, 1987, 1994, 1997, 1998, 2000, 2001 e 2008.

Aconteceram algumas mais relevantes, outras menos.

Dentre elas, destaco:

1929 – A Grande Depressão

Depois da Primeira Guerra Mundial, os Estados Unidos entraram em um momento de grande crescimento econômico, mais precisamente nos 20.

A Europa no pós-guerra, começou a se reerguer, a partir de 1925, mas importando cada vez menos dos Estados Unidos.

A produção dos americanos continuou intensa, gerando um excessivo estoque de produtos e consequentemente uma queda de preços.

Muitas empresas quebram nesse momento e em 29 de Outubro de 1929, iniciou-se a queda das ações.

O crescimento da economia mundial, parou. O PIB encolheu 15%.

O mundo passou por momentos desafiadores.

1994 – A crise dos mercados emergentes

Diversas crises atingiram os mercados emergentes em 1994.

O México foi o primeiro a sofrer os impactos. O país estava crescendo, seu PIB em 1993 alcançou 4% ao ano.

A crise ficou conhecida como “el horror de diciembre”. A soma de um ataque especulativo agravado pela inadimplência do México, gerou uma desvalorização do peso mexicano.

Seu efeito reverberou pela economia global, atingindo especialmente o Brasil. A imprensa mundial denominou como o “Efeito tequila”.

2000 – Bolha ponto com

A famosa bolha da internet, que alcançou seu pico em Março de 2000.

Foi gerada pela intensa e rápida valorização das ações de empresas ligadas a internet.

Um excesso de expectativas geradas em empresas que não iriam entregar os retornos esperados.

O efeito manada de vendas das ações derrubou a Nasdaq.

2008 – A crise do Subprime

Teve seu ínicio no setor imobiliário americano e se estendeu por todos os setores da economia.

O mundo sentiu duramente as consequências. Inclusive grandes bancos tradicionais quebraram, sendo o Lehman Brothers o primeiro deles.

O efeito dominó foi nas demais instituições foi impactante, gerando novas falências tanto de bancos, como seguradoras.

Os Governos de diversos países tiveram que criar pacotes de estímulos para evitar piores cenários.

Temendo que a crise tocasse a esfera da “economia real”, diversos bancos centrais foram conduzidos a injetar liquidez o mercado interbancário, tentando reduzir o efeito dominó.

O mundo passou por algo que não estava preparado!

Cabe entender que para que ocorra crescimento econômico, momentos de recessão se fazem necessário.

Crise é um efeito natural do darwinismo econômico.

A boa notícia é que o mundo superou todas as recessões, guerras, epidemias e escândalos.

Não será diferente agora.

Tudo vai passar!

É hora de fazer dinheiro em meio ao caos.

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

10 dicas que vão fazer você se beneficiar do caos

dicas para se beneficar do coronavirus

Olá, investidor!

Se estivéssemos em uma luta de boxe, fossemos um lutador despreparado e circuit breakers fossem “cruzados”, possivelmente já teríamos caído por nocaute.

Acredito que no mercado existam muitos investidores despreparados, que estão sendo nocauteados dia após dia.

Bem ou mal, os últimos meses atraíram muitas pessoas para a bolsa de valores e isso faz com que, inevitavelmente, entrem curiosos e aventureiros.

A maioria de vocês podem estar passando pela primeira vez por um mercado de fortes e contínuas quedas.

O sentimento geral de pessimismo acaba tentando assumir o seu controle.

Seu pensamento se torna turvo, confuso e não chega a nenhuma conclusão.

Neste momento, você vive um ciclo de emoções.

Você quer vender, mas sofre com essa possibilidade, visto que assumirá o prejuízo. Por outro lado, você quer comprar para aproveitar a queda, mas tem medo que após a compra os preços continuem caindo.

Você simplesmente congela e uma ansiedade aperta seu peito.

Principais motivos que te levam a esse cenário:

  1. Você entrou no mercado por empolgação, sem saber direito como funciona.
  2. Você acreditava que o mercado subiria para sempre e nunca pensou como deveria reagir na queda.
  3. Você ouviu dicas do seu “influencer” e acreditou cegamente.
  4. Você não construiu reserva de emergência e expôs uma fatia de capital importante.
  5. Você entrou no mercado acreditando em ganhos rápidos e não compreendeu o racional real do investimento em ações.

Talvez você se identifique com algumas dessas questões, e está tudo bem.

Não é um demérito. Os mercados em alta acabam deixando as pessoas muito confortáveis e menos propensas a ponderar as coisas.

Se me permitir, gostaria de reforçar alguns pontos que considero importantes e que poderão te ajudar:

  1. Invista no MÁXIMO 30% do total dos seus investimentos.
  2. Entenda que o mercado não sobe em linha reta.
  3. Entenda que o preço de negociação, não determina se uma empresa é boa ou ruim.
  4. Entenda que no longo prazo, se a empresa for consistente nos resultados, o preço irá subir. Falei LONGO PRAZO (3, 5, 10, 15 ou mais anos).
  5. Só invista se possuir a reserva de emergência formada. Sugiro o equivalente a 6 vezes suas despesas mensais.
  6. Encontrar boas ações não é difícil. Difícil é você absorver o racional do investimento em ações, bem como todas suas consequências. Lembre-se, você é sócio da empresa e isso tem consequências.
  7. Não adianta você falar para si mesmo: “Investimentos em ações são para o longo prazo”, se você não acredita nisso.
  8. Crises acontecem e sempre irão acontecer, aprenda a se beneficiar com elas.
  9. Se o ativo é de qualidade, possui capacidade de manter consistência dos resultados no longo prazo, possui bons fundamentos, é composto por gestores competentes, possui produto/serviços que será útil no futuro e está sendo negociado com desconto, COMPRE!

O ativo poderá continuar caindo, e está tudo bem, nem você nem eu somos capazes de acertar o fundo… mas irá comprar ouro a preço de alumínio.

E não existem dúvidas que no futuro, o preço irá voltar a condizer com a realidade do negócio.

TENHA CONVICÇÕES E SIGA ELAS! Caso o contrário, o mercado poderá não ser para você.

Se entender isso e seguir o racional, você construirá grandes riquezas, praticamente impossíveis de serem construídas de outras formas.

10. Lave bem as mãos e, se puder, fique em casa

Estamos passando por um momento sério, mas que também nos deixou ótimas oportunidades.

Aproveite.

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

XXXX3: o óbvio custa caro

pessoas do mercado pagando caro

Olá, investidor!

Adoro críticas.

Quanto mais recebo, mais fortaleço minhas convicções.

São poucos os que concordam com o meu racional de investimento.

E tudo bem quanto a isso…

Compreendo que seja difícil entender, afinal, simplesmente não compro ações só porque elas são boas, aquelas que possuem qualidade óbvia para todo mundo.

Por que?

Porque o óbvio custa caro.

Nada contra, mas não é dali que você vai capturar os maiores lucros.

Sou Value Investor e, por essência, busco grandes oportunidades onde não é óbvia a assimetria entre preço e valor.

Quando todos investidores são capazes de perceber que uma empresa é boa, todos compram, acabando com a assimetria entre preço e o quanto ela realmente vale.

Nessas horas, a empresa fica cara.

E não estou dizendo que sempre acerto. Os melhores value investors do mundo erraram e erram muito.

A questão é que essa assimetria entre preço e valor, quando encontrada devidamente, irá compensar diversos erros.

Basta que uma ação no seu portfólio desempenhe muito bem para elevar significativamente a rentabilidade da sua carteira.

Com óbvio não é assim…

Me atrevo a dizer que o óbvio, às vezes, é perigoso.

Não existe almoço grátis no mercado financeiro.

Para buscar o que os outros não enxergam uso a “análise criativa”.

Busco empresas que não são consenso. Para maioria pode ser inclusive uma empresa ruim.

E se a maioria considera ruim, a que preços você acha que ela negocia?

Lá no chão…

Essas são as verdadeiras oportunidades​!

No xadrez para ganhar uma partida, você deve antecipar o maior número de jogadas possíveis.

Dificilmente será um bom jogador se sua jogada não vislumbrar nada mais do que apenas a próxima jogada.

É exatamente esse meu objetivo quando seleciono uma ação.

Embora no curto prazo ela possa performar negativamente, no longo prazo, o benefício da compra com desconto será notável.

​Veja:

Gráfico de negociação: preço vs lucro

A linha azul é o preço, a linha laranja é o lucro.

Não vou citar qual é a ação do exemplo. Não quero que pense que é uma indicação.

Veja que entre 2012 e 2017 a ação se manteve no mesmo patamar, sendo negociada a múltiplos baixos.

Poucos olhavam, poucos queriam.

Embora seus lucros continuassem crescendo.

Classificaria ela nesse período, como uma ação não óbvia, gerando uma oportunidade de compra.

Negociando a preços em torno de 5,50 reais em 2015, passaria a negociar a 10 reais em 2019, pois se tornou um case óbvio.

Momento de sair…

Essa assimetria só são possíveis, quando ninguém está enxergando.

Fuja da manada, fuja do comum e fuja do óbvio.

​Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.