Armínio, Tempestade Perfeita e tendências seculares

arminio crise coronavirus

Olá, como você vai?

Quinta-feira passada assisti a live de Armínio Fraga em que ele monta a sua tese de tempestade perfeita acerca do Brasil.

Ela seria composta de uma tríade de crises: a sanitária, a econômica e a política, com as 3 se retroalimentando entre si em um círculo vicioso.

Apesar de toda argumentação lógica do ex-presidente do Banco Central fazer todo sentido, ela é bastante pessimista.

A 3 crises são latentes, sem dúvida nenhuma.

A sanitária, a mais grave de todas, deve tomar os seus piores contornos nas próximas semanas.

Essa crise exige aumento de gastos do governo em meio a uma quarentena, ou seja, em um ambiente em que a arrecadação tributária irá sofrer uma queda forte e os gastos precisarão subir para se evitar o pior.

Não sobrou fiscalista para defender o contrário.

Enquanto isso, a relação entre os poderes parece disfuncional, somado a isso as recentes saídas de dois ministros importantes, Sérgio Moro e Henrique Mandetta.

A constante presença do presidente Bolsonaro em manifestações e uma união do governo com o Centrão também são fatores que deixam a trajetória da estrada ainda mais nebulosa.

Dito tudo isso, uma piora do quadro fiscal está dada.

Teremos de fato um déficit primário (resultado das contas do governo antes do pagamento de juros e amortização da dívida pública) na casa dos 8-10 por cento do PIB, um resultado sem precedentes mas que será temporariamente necessário.

O Brasil, na posição de país emergente, já sofre com isso e, não à toa, o dólar já chegou a morder a casa dos 5,70.

Só não temos inflação por conta disso por já estarmos vindo de um cenário econômico ruim antes do Coronavírus e por toda capacidade ociosa que temos na economia.

2020 selou uma década perdida.

Triste, mas vida que segue.

Armínio se mostrou muito preocupado com a situação das pessoas mais vulneráveis, do meio ambiente e das empresas no Brasil, dada a nossa falta de infraestrutura e educação.

A partir disso ele pontuou que não acha que a bolsa brasileira esteja tão barata.

De toda forma, Armínio colocou dois pontos importantes sobre investimento em bolsa:

  • Se ele não tivesse nada em ações, agora seria um momento para entrar em alguma coisa;
  • Se o seu prazo de investimento é longo, acima de 20 anos, agora é um bom momento;
  • No momento, ele tem mais medo de entrar errado do que perder uma pernada de alta.

Digamos que concordo com tudo que Fraga falou, mas tomo a liberdade de pontuar além.

A questão central aqui é que se você pretende estar ganhando daqui a um ano, talvez a bolsa não seja para você.

Em nenhuma hipótese, mesmo estivéssemos vivendo sob um céu de brigadeiro.

Não que você não possa estar ganhando daqui a um ano, inclusive acho bem provável que isso aconteça.

Mas isso não validaria a entrada na bolsa com intenção de ganhos de curto prazo ou para quem entrar de qualquer jeito.

Discordo de Armínio que a bolsa não esteja barata, mas talvez estejamos de acordo se a hipótese for de que a bolsa não esteja barata para se entrar de qualquer jeito nela.

Quando o mercado está bombando, quanto pior a ação que você tiver, mais ela pode se valorizar, pois você está em um ponto do ciclo em que o que é bom já se valorizou.

De fato correr mais riscos se torna um pouco necessário, daí uma fuga para small caps ou até mesmo cases de turnaround faz algum sentido. Mas não agora.

Agora, mais do que nunca, é preciso focar em qualidade.

Acredito ter falado disso em todas as semanas desde que os riscos do Coronavírus foram postos.

A chave daqui para adiante está na simplicidade e na humildade.

Humildade para assumirmos que não conhecemos o vírus, não entendemos sua dinâmica, os seus possíveis remédios, nem a sua cura.

Vamos deixar paro os infectologistas e para os pesquisadores que procuram vacinas e tratamentos.

Me desculpem os conspiracionistas, mas até mesmo a China ainda está sofrendo muito com esse baque que o mundo sofreu.

Não sabemos do futuro e temos que trilhar os caminhos mais previsíveis possíveis, se é que existe algo previsível.

Falo também da simplicidade porque é preciso investir em boas empresas tentar fazer projeções ou modelos (têm como projetar ou modelar algo agora?).

O momento é de olhar para a reputação e histórico das empresas.

Claro, é importante levar em conta tendências seculares.

O e-commerce está mais forte do que nunca, o que é bom para Magazine Luíza (MGLU3), ViaVarejo (VVAR3), B2W (BTOW3), Centauro (CNTO3).

O brasileiro está mais educado financeiramente e as plataformas estão crescendo, assim como o número de CPFs em bolsa. Bom para B3 (B3SA3) e BTG Pactual (BPAC11).

O serviço de um banco digital é realmente disruptivo e de agradável experiência.

Mas na hora do aperto, da necessidade de se financiar, as empresas estão correndo para Santander (SANB11), Bradesco (BBDC4), Itaú (ITUB4 ou ITSA4, tanto faz) e Banco do Brasil (BBAS3), que além de grandes e sólidos, possuem capacidade de atender uma demanda por liquidez das empresas e população em geral.

O ensino a distância vai se fortalecer. Ponto para Yduqs (YDUQ3) e Cogna (COGN3).

A Vivo (VIVT4) surfa essa onda de carona.

Varejo farmacêutico se mostrou essencial: Raia Drogasil (RADL3) e Hypera (HYPE3) se destacam.

Além disso, serviços de utilidade pública mostram sua perenidade. Ponto para Sanepar (SAPR11), Taesa (TAEE11), Transmissão Paulista (TRPL4) e diversas outras.

Descolada das demais, Weg (WEGE3) segue voando.

Dólar lá nas alturas beneficia muito Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11).

Atendendo a uma cadeia de suprimentos básicos que não podem parar, Rumo (RAIL3 ou RLOG3) segue a todo vapor.

Outras empresas top de linha podem sofrer agora mas sem dúvida se fortalecerão no pós-crise vendo a concorrência definhar: Lojas Renner (LREN3), Natura (NTCO3), Localiza (RENT3).

Vale citar aqui também Vale (VALE3), Pão de Açúcar (PCAR3) e frigoríficos (JBBS3, MRFG3, BRFS3, BEEF3).

A questão aqui é sempre do foco na qualidade.Repito.

Se você comprar ações agora, em 2025 vai lembrar de como eram bons os preços de 2020.

O que você não pode é assumir riscos desnecessários, esqueça Azul e Gol por um momento.

Petro Rio pode ser ótima, mas vale a pena correr esse risco se uma Itaúsa está barata?

Para Banco Inter, Banco Pan e afins vale a mesma ideia.

Não há razão para inventar moda no momento.

A bolsa brasileira estar barata não significa que ela não possa cair. Pode piorar antes de melhorar e me soa bem razoável que isso aconteça.

Eu achava bolsa barata em 120 mil pontos.

Hoje estamos em 80 mil, sem que as empresas tenham perdido ⅓ do seu valor.

Estamos muito perto de encarar a pior parte da crise.

Se cuidem que logo mais poderemos falar de retomada.

Seguimos adiante.

Tudo passa.

Obs.: para quem quer entender como selecionamos empresas de qualidade, aqui está um tutorial simples.

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

2020: igual a 1929, 1994, 2000, 2001 e 2008.

Crises economicas passadas

Olá, investidor!

Sim! Estamos passando por uma crise e ela irá gerar fortes consequências econômicas.

Recessão é uma delas.

Você deve estar com a sensação que o fim do mundo chegou, que as bolsas mundiais irão quebrar, que você irá falir e que todo seu capital investido irá virar pó.

Mas, trago boas notícias. Fique calmo.

Essa não é a primeira vez que o mundo passa por um momento crise, onde o pânico toma conta dos mercados.

Em todas as crises o sentimento é sempre o mesmo.

Se você não estivesse com a sensação que o mercado financeiro está quebrando, não seria uma crise.

A sensação de fim do mundo é um sintoma de crise.

Como falei antes, já passamos por diversas crises, nos mais variados períodos: 1929, 1971, 1973, 1979, 1980, 1987, 1994, 1997, 1998, 2000, 2001 e 2008.

Aconteceram algumas mais relevantes, outras menos.

Dentre elas, destaco:

1929 – A Grande Depressão

Depois da Primeira Guerra Mundial, os Estados Unidos entraram em um momento de grande crescimento econômico, mais precisamente nos 20.

A Europa no pós-guerra, começou a se reerguer, a partir de 1925, mas importando cada vez menos dos Estados Unidos.

A produção dos americanos continuou intensa, gerando um excessivo estoque de produtos e consequentemente uma queda de preços.

Muitas empresas quebram nesse momento e em 29 de Outubro de 1929, iniciou-se a queda das ações.

O crescimento da economia mundial, parou. O PIB encolheu 15%.

O mundo passou por momentos desafiadores.

1994 – A crise dos mercados emergentes

Diversas crises atingiram os mercados emergentes em 1994.

O México foi o primeiro a sofrer os impactos. O país estava crescendo, seu PIB em 1993 alcançou 4% ao ano.

A crise ficou conhecida como “el horror de diciembre”. A soma de um ataque especulativo agravado pela inadimplência do México, gerou uma desvalorização do peso mexicano.

Seu efeito reverberou pela economia global, atingindo especialmente o Brasil. A imprensa mundial denominou como o “Efeito tequila”.

2000 – Bolha ponto com

A famosa bolha da internet, que alcançou seu pico em Março de 2000.

Foi gerada pela intensa e rápida valorização das ações de empresas ligadas a internet.

Um excesso de expectativas geradas em empresas que não iriam entregar os retornos esperados.

O efeito manada de vendas das ações derrubou a Nasdaq.

2008 – A crise do Subprime

Teve seu ínicio no setor imobiliário americano e se estendeu por todos os setores da economia.

O mundo sentiu duramente as consequências. Inclusive grandes bancos tradicionais quebraram, sendo o Lehman Brothers o primeiro deles.

O efeito dominó foi nas demais instituições foi impactante, gerando novas falências tanto de bancos, como seguradoras.

Os Governos de diversos países tiveram que criar pacotes de estímulos para evitar piores cenários.

Temendo que a crise tocasse a esfera da “economia real”, diversos bancos centrais foram conduzidos a injetar liquidez o mercado interbancário, tentando reduzir o efeito dominó.

O mundo passou por algo que não estava preparado!

Cabe entender que para que ocorra crescimento econômico, momentos de recessão se fazem necessário.

Crise é um efeito natural do darwinismo econômico.

A boa notícia é que o mundo superou todas as recessões, guerras, epidemias e escândalos.

Não será diferente agora.

Tudo vai passar!

É hora de fazer dinheiro em meio ao caos.

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

BPAN4 (e outros) e Selic a 4,25 por cento

reuniao do copom

Olá, como você vai?

Hoje teremos o segundo dia da reunião do Comitê de Política Monetária e poderemos ter mais uma redução na Taxa Selic.

Uma parcela do mercado estipula um corte de 0.25 pontos, o que levaria a Selic para 4,25 ao ano.

Ainda que não haja consenso sobre uma eventual queda da taxa, a medida viria para tentar estimular uma atividade econômica que ainda opera aquém do esperado.

O mercado espera por um crescimento de 2,3 por cento do PIB em 2020.

Ainda assim, mesmo que não haja um novo corte na Selic, podemos acreditar em uma economia crescendo mais de 3,0 por cento ainda esse ano.

Veja bem…

As empresas seguem com custos controlados. Um mínimo crescimento no faturamento de uma empresa significa um grande aumento nos lucros.

O juro, caindo ou não, segue baixo e isso reduz demais as despesas financeiras das empresas.

​ Isso, em última análise, também significa mais lucro para as empresas.

Se isso pode ter um impacto positivo no próprio preço das ações, também pode ter um desdobramento nada trivial na economia.

Vamos voltar à situação das empresas…

Ainda existe muita capacidade ociosa: as fábricas tem muita máquina para pouco operário e, consequentemente, estão produzindo menos do que poderiam.

Qualquer sinal de melhora na demanda será respondida com um forte aumento na produção, o que levaria o nível de atividade econômica para um novo patamar.

Fato é que estamos há 6 anos acostumados a crescer pouco e isso acaba criando uma certa descrença de que podemos pisar mais fundo no acelerador.

Mas não precisa de muito para termos um crescimento forte em 2020.

E convenhamos: mesmo com ociosidade na economia, com um custo de capital tão baixo não é de se descartar uma rodada forte de investimentos.

Ao que tudo indica, vamos começar a segunda fase do atual bull market.

Se antes a bolsa foi puxada pela queda na taxa de juros, agora seremos puxados pelo ciclo de lucros das empresas.

Vamos acompanhar esse processo ao longo das próximas semanas, uma vez que estamos em meio a temporada de divulgação de resultados das empresas listadas.

Hoje (5) e amanhã (6) teremos quatro bancos divulgando seus resultados: hoje temos Bradesco (BBDC4) e Banco Pan (BPAN3) e amanhã teremos Banco ABC (ABCB4) e Banco Inter (BIDI4).

Vamos ficar de olho na situação dessas empresas, principalmente os bancões, que devem ter vida mais complicada durante esse ano… pelo menos enquanto não abrirem a carteira de crédito.

Aqui insisto: mesmo com Coronavírus, Guerra Comercial e fatores políticos internos, é loucura não carregar alguma posição em bolsa.

Fora essas razões que apresentei aqui, o André apresenta mais 10 razões pelas quais investir em ações é o melhor investimento que você pode ter​.

Na minha opinião, esse é o melhor conteúdo do GuiaInvest.

Sobre o Copom de hoje, acredito que teremos mesmo a queda de 0.25 pontos.

Estamos com commodities em baixo, inflação controlada, atividade fraca, mercado de trabalho desaquecido e produção industrial em queda.

Motivos para o corte não faltam.

Coisa boa é ver a Selic caindo.

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

TRUMP x CHINA: o duelo da vez

O grande duelo da vez poderia ser um grande jogo de Copa do Mundo. Mas não é.

Se meu propósito é ajudar os leitores a entenderem melhor o mundo e, com isso, tomarem as melhores decisões de investimento, pecaria se não falasse disso:

A queda de braço entre os Estados Unidos e a China, que está tomando contornos tensos.

Esse assunto tem muita relação com o seu dinheiro e seus investimentos.

Se você sabe pouco, ou absolutamente nada sobre esse assunto, hoje marca o dia que você entenderá de uma vez por todas.

Como a China se tornou uma grande potência.

Desde a década de 80, a indústria chinesa cresceu muito.

Um fator que contribuiu muito para o crescimento foi a mão-de-obra barata presente no país, entre outras coisas.

Essa mão-de-obra barata permitia margens de lucro atrativas para os empresários.

Com esse crescimento exponencial da indústria, o dragão asiático se tornou um grande exportador de produtos manufaturados.

Não vou entrar no mérito de que hoje eles dispõem de uma indústria da mais alta sofisticação tecnológica e obviamente não estão restritos a produção de manufaturados.

Mas a indústria manufatureira ilustra bem o caso.

Por que a China ameaça os Estados Unidos.

Para a maioria dos países, vale mais a pena importar um sapato da China do que produzi-lo dentro do território nacional porque é mais barato.

Isso significa que quando você vai a uma loja comprar um sapato, o importado chinês é mais barato do que o semelhante produzido em território nacional.

Esse movimento criou um processo de desindustrialização nos Estados Unidos, no Brasil e na Europa.

Muitas fábricas fecharam nos Estados Unidos por conta disso.

Além disso, muitas pessoas ficaram sem emprego e sem renda.

Para diminuir a ameaça da China, Donald Trump, se aproveitou da fragilidade dos EUA.

Ele prometeu na sua campanha aumentar os impostos sobre bens importados da China.

Isso faz com que os produtos importados fiquem mais caros para o consumidor final e ele volte a comprar produtos nacionais.

Isso também estimularia uma recuperação da indústria norte-americana, trazendo de volta os empregos perdidos ao longo dessas décadas.

O que eu quero dizer é que, em teoria, os americanos demandariam mais os produtos produzidos dentro dos Estados Unidos em detrimento de importados.

Por outro lado, a China tende a fazer o mesmo com os produtos americanos.

Essa briga de poder, acaba por deixar o mundo inteiro tenso sobre as possíveis consequências.

Obviamente, isso é apenas um ponto de vista de uma discussão muito complexa, mas serve muito bem para compreendermos as motivações dos dois lados.

Quem será o vencedor da disputa?

Não sabemos e nada podemos prever. É como se uma névoa pairasse sobre nós.

O melhor que temos a fazer é esperar a névoa se dissipar para termos uma visão mais clara do que nos aguarda no futuro.

Se o futuro é o desaquecimento do comércio mundial, certamente oportunidades novas poderão aparecer diante disso.

No Brasil, as principais empresas exportadoras são as que mais podem sofrer com o conflito entre Estados Unidos e China.

Por outro lado, no Brasil, ainda temos um impasse político doméstico que gira em torno da aprovação de reformas.

Mesmo assim, os juros seguem baixos no Brasil e assim devem permanecer por um bom tempo.

Isso acontece devido ao clima mais amigável no exterior, bem como uma eventual retomada do ciclo doméstico.

A Grande Oportunidade!

Com mais crescimento da economia doméstica (economia interna do país), poderemos ver os investimentos em renda variável se valorizando cada vez mais.

Com os juros baixos, o Tesouro Direto deixa de ser interessante?

Se sim, isso tende a ser uma grande oportunidade para quem investir em ações agora.

Independente das turbulências do dia-a-dia, estamos de olho no longo prazo.

Recentemente o GuiaInvest criou uma tese que explica como a bolsa de valores pode valorizar em cinco vezes até 2022. 

Algumas empresas podem multiplicar seus valores em quinze vezes, como aconteceu no passado.

Você pode lucrar muito com esse movimento se souber se posicionar primeiro. Por isso assista o vídeo que criamos pra você.

Para acessar o vídeo que revela a tese, clique Aqui.

Um abraço e até breve.

 

Unicórnios: As ações mais aguardadas pelo mundo em 2019

O mercado aguarda novas ações para investir em 2019. É esperado de várias empresas unicórnios lancem suas ações na Bolsa de Valores.

O termo unicórnio foi criado pela investidora norte americana Aileen Lee para descrever as startups avaliadas em US$ 1 bilhão ou mais.

Quando o nome surgiu, essas empresas eram tão raras que mereciam um nome especial. De 2013 para cá, o número de empresas unicórnios saltou de 39 para 326 unicórnios no mundo, com um valor conjunto de mais de US$ 1,1 trilhão.

Os especialistas estimam que mais de 100 empresas unicórnios poderiam fazer o IPO em 2019, deixando o ano conhecido como o ano do IPO dos unicórnios.

A expectativa dos investidores mundo afora é grande, uma vez que essas IPOs significariam boas oportunidades de investimento.

Até agora o Uber, sua rival Lyft, a plataforma de videoconferência Zoom Video e o Pinterest já atingiram o mercado público de ações.

Lyft

O app de transporte Lyft saiu na frente do seu principal concorrente, o Uber, na abertura de capital. A empresa abriu seu capital no dia 29 de março e arrecadou US$ 2,34 bilhões.

Com isso, o valor de mercado da companhia de reserva de carros para passageiros ficou em US$ 22,4 bilhões.

Uber

A maior empresa do mercado de apps de transporte, fez sua estreia na Bolsa no início de Maio e levantou US$ 8,1 bilhões com sua oferta pública inicial (IPO). Apesar do valor ter ficado abaixo do esperado pela empresa, não pode ser considerado um fracasso completo.

Pinterest

A rede social de compartilhamento de ideias e inspirações Pinterest abriu capital na bolsa de Nova York no dia 18 de abril.

A companhia havia diminuído sua expectativa de valuation para 11,3 bilhões de dólares em sua estreia no mercado de ações mas surpreendeu e atingiu a marca de 12,7 bilhões.

Airbnb

A expectativa é de que a empresa de aluguel de moradias para temporada realize sua oferta pública inicial de ações até final deste ano. Porém, isso ainda não está certo que aconteça. O cofundador, Nathan Blecharczyk disse que a empresa está “dando passos para estar pronta para se tornar pública em 2019, mas isso não quer dizer que irá a público em 2019”.

Conheça os Unicórnios do mundo

Os 10 maiores unicórnios

Empresa Valor da Empresa ($ bilhões) País
Toutiao (ByteDance) US$ 75 China
Uber US$ 72 Estados Unidos
Didi Chuxing US$ 56 China
WeWork US$ 47 Estados Unidos
JUUL Labs US$ 38 Estados Unidos
Airbnb US$ 29 Estados Unidos
Stripe US$ 23 Estados Unidos
SpaceX US$ 19 Estados Unidos
Epic Games US$ 15 Estados Unidos
GrabTaxi US$ 14 Singapura

A ByteDance é o maior unicórnio do mundo. Após o financiamento de US$ 3 bilhões por parte do SoftBank Group, a startup chinesa atingiu o valor recorde de US$ 75 bilhões. Com isso, ultrapassou o Uber, avaliado atualmente em US$ 72 bilhões.

A empresa ByteDance é dona do popular app de videokê e compartilhamento de vídeos, a TikTok, e do Toutiao, um app de notícias chinês com milhões de usuários. O app usa inteligência artificial para disponibilizar e recomendar notícias, sendo que a renda gerada vem basicamente dos anúncios mostrados na interface.

Somente as sete maiores startups valem, juntas, quase 30% do valor de todas as empresas unicórnios, somando mais que US$ 20 bilhões.

Do total de 326 unicórnios, 280 valem entre US$ 1 a 5 bilhões. Somados, valem US$ 461 bilhões, o que equivale a 42,5% do total.

Unicórnios por Setor

Dos 326 empresas unicórnios no mundo, o setor de serviços de internet se destaca com 82 empresas no valor de US$ 153 bilhões. Seguido pelo setor de e-commerce e fintech, com 44 e 32 startups unicórnios respectivamente.

Porém, o segmento mais valorizado pelos investidores é o On-Demand, que inclui empresas como Uber, Didi Chuxing e DoorDash. Com 23 empresas avaliadas em US$ 200 bilhões.

Empresas Unicórnios pelo mundo

Quase metade das startups mais valiosas do mundo são dos Estados Unidos. São 156 unicórnios americanos, o que representa 47,9% do total. Em seguida vem a China com 94 unicórnios (28,8%).

Unicórnios brasileiros

A primeira unicórnio brasileira foi a 99 Taxi em 2018, seguida pela PagSeguro e Nubank.

Segundo avaliação da consultoria CB Insights com o The New York Times, que listou as 50 possíveis futuras startups unicórnios, 2 empresas brasileiras entraram na lista, a CargoX e a QuintoAndar.

A CargoX, fundada em 2016, possui atualmente 250 mil caminhoneiros e está avaliada em mais de US$ 150 milhões.

Já a Quinto Andar, startup de tecnologia focada no aluguel de imóveis, recebeu um investimento de R$ 250 milhões da General Atlantic, e está cogitada como uma das futuras unicórnios brasileira.

 

Investir em IPOs, pode ser uma boa opção para quem quer sair na frente. Mas antes de se empolgar com a abertura de capital, a regra é a mesma do que para qualquer compra de ação: informe-se sobre a empresa, o que ela faz, qual a sua situação financeira e projeções para o futuro.

Você pode acompanhar as empresas da bolsa e ter nas mãos um Raio X completo da situação de cada uma através do GuiaInvest. Faça seu cadastro gratuito agora.

Investir em euro é uma boa alternativa para crescer financeiramente?

investir em euro e uma boa opcao

As pessoas arrojadas, que buscam por resultados expressivos a médio e longo prazo, podem investir em euro com garantias que poucas outras moedas oferecem em relação ao real. Para entender melhor tais pontos positivos, é preciso saber mais sobre o euro e como ele se difere de outras opções.

Então, aproveite o nosso artigo e veja tudo o que precisa conhecer para apostar suas fichas nessa moeda tão singular. Continue a leitura!

Por que o euro é uma das principais moedas do mundo?

O euro surgiu no final dos anos 1990 como a moeda oficial da Zona Euro. Também conhecida como Eurozona, trata-se da união monetária dos países participantes da União Europeia (UE).

Apesar de algumas economias não terem aderido ao euro como moeda única inicialmente (a exemplo da Inglaterra), dos 28 países que participam da União Europeia, 19 o adotaram. Essa adesão de nações expressivamente ricas e de economia estável fez com que, em outubro de 2018, fosse ultrapassada a casa de 1,1 bilhão de euros em circulação no mundo.

Estamos falando da segunda maior moeda de reserva — aquela utilizada em grandes transações, principalmente entre países —, representando 2,131 bilhões de dólares americanos no segundo trimestre de 2018.

Tal fato faz do euro uma das principais moedas do mundo, que fica atrás apenas do dólar. Isso proporciona forte estabilidade e diversas vantagens a quem investe nele, principalmente por sua aceitabilidade no mercado financeiro.

Quais são as vantagens de investir em euro?

Como o euro tem apresentado estabilidade e sido utilizado nas principais transações financeiras do mundo inteiro, se consolidou como uma moeda forte. Confira a seguir as principais vantagens de direcionar seus investimentos a essa moeda.

Estabilidade em relação ao real

Quando comparamos o histórico da cotação do euro em reais, observamos uma crescente valorização da moeda nos últimos anos. Essa estabilidade é observada inclusive quando analisamos a cotação do euro em dólares.

Desde 2002, um euro equivale a mais de um dólar americano. Quando vamos fazer a mesma cotação com a moeda brasileira, observamos que, a partir de 2013, são necessários mais de R$ 3,00 para comprar 1 €.

Maior segurança

O fato de ser tão transacionada em grandes quantias e com uma crescente valorização cambial em relação ao real — do final de 2010 ao mês de agosto de 2015, por exemplo, o euro teve um aumento de 70% — já torna os investimentos na moeda uma excelente escolha.

Porém, toda essa segurança ainda é reforçada com a importância dos mercados financeiros que adotaram o euro como moeda única. Entre esses países, estão: Alemanha, Bélgica, Finlândia, França e Países Baixos.

Forte peso na UE

Como vimos, boa parte da União Europeia adotou o euro como principal moeda. Isso fez com que ele passasse a ter forte peso dentro do bloco econômico e em todo o mundo. Até mesmo a libra esterlina, moeda historicamente bem valorizada, vem perdendo valor para o euro.

Como defende a Comissão Europeia, o euro proporcionou o desaparecimento dos “riscos de flutuação e das despesas de câmbio” entre os países do bloco. Consequentemente, a cooperação entre as nações foi fortalecida, “assegurando a estabilidade da moeda e da economia em benefício de todos”.

Mercados financeiros integrados

Com os mercados financeiros do bloco econômico integrados, a UE conseguiu tornar a Zona Euro mais estável economicamente, além de mais resistente às mudanças repentinas do cenário mundial.

Essa conjuntura foi consolidada com a criação, pelos países da Zona Euro, do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF). O objetivo é intervir e ajudar países do bloco com dificuldades econômicas, como aconteceu com a Irlanda, Portugal e a Grécia.

A integração desses mercados financeiros proporciona, entre outros benefícios, uma baixa ação das flutuações do preço do barril de petróleo nas variações dos resultados da União Europeia.

De que formas investir em uma moeda estrangeira?

O investimento em moedas estrangeiras não se resume a trocar o seu dinheiro pelo de outro país. Por isso, existem diferentes maneiras de investir em euro. A seguir, listamos algumas das principais, para que você possa conhecê-las melhor e ganhar mais dinheiro. Acompanhe!

Comprando a moeda

Quem decide adquirir uma moeda estrangeira, como o euro, precisa ter em mente que não está investindo em algo que gera riquezas.

Trata-se de um investimento em reservas de valor. Isso quer dizer que a pessoa pode tanto perder dinheiro a curto prazo, com a desvalorização da moeda, quanto ganhar altas quantias a médio ou longo prazo, com sua recuperação.

Ainda assim, o euro é uma boa pedida para os brasileiros. Mesmo com as dificuldades que a Europa tem tido em apresentar um crescimento expressivo nos últimos anos, a moeda do bloco econômico tem se valorizado expressivamente com relação ao real.

Investindo em fundos cambiais

Esses fundos têm uma aplicação mista. Nela, grande parte da sua carteira é direcionada a ativos relacionados à moeda europeia e uma menor quantia é aplicada em títulos ou operações de Renda Fixa.

Investir em tais fundos proporciona alta rentabilidade, mas também um risco elevado. De modo geral, trata-se de investimentos interessantes em momentos de crise, que se beneficiam com o aumento do euro.

Apostando nos fundos de investimentos do exterior

O Fundo de Investimento no Exterior (Fiex) pode ser utilizado, por exemplo, para a compra de títulos da dívida pública dos países, emitidos em euros.

Trata-se da forma de investimento mais cômoda para quem nunca fez aplicações no exterior. Isso porque as operações podem ser realizadas em uma instituição financeira brasileira ou por meio de uma corretora que atua fora do país.

Como você pode ver, investir em euro é uma opção muito atraente, mas demanda uma análise minuciosa do cenário econômico mundial. Assim, é possível prever com mais consistência os possíveis rendimentos advindos da aplicação.

Apesar de todos os benefícios do investimento na moeda estrangeira, somente essas aplicações não irão levar você a conquistar a liberdade financeira.

Se o que você deseja é ser livre financeiramente, então deve optar por investimentos infinitamente mais rentáveis e até mesmo mais seguros (dependendo da sua estratégia).

Como por exemplo, o investimento em ações com foco em dividendos.

Participe da nossa masterclass inédita e descubra como investir para acumular e até multiplicar o seu patrimônio!

Ou se preferir, baixe nosso e-book gratuito com o passo a passo completo da Liberdade Financeira.

Sobre Ações e Eleições

Está cada vez mais difícil se esquivar do assunto do momento.

O excesso de informações sobre as eleições na internet mais confundem do que ajudam as pessoas a se esclarecerem.

Justamente por isso vou ir bem direto ao ponto hoje.

Deixo aqui algumas perguntas comuns respondidas:

Será que vale a pena investir em ações antes das eleições?

Pessoalmente, acredito que sim e, se falo isso, é porque coloco o meu próprio dinheiro em ações nesse momento.

Independente do resultado das urnas, tenho estado bastante otimista com o ciclo da bolsa no Brasil.

Os próximos meses devem ser de sobe e desce, mas se eu tivesse que dar minha opinião sobre um horizonte um pouco mais longo, é de que a bolsa deve subir, por fatores que você saberá em breve.

E é claro, você não vai colocar 100% do seu capital em ações e muito menos em uma única ação…

Mas e se o(a) candidato(a) eleito(a) chegar fazendo alguma besteira?

Isso é possível, mas não acho muito provável.

Uma unanimidade entre os presidenciáveis é a pauta de tributação de dividendos. Não sou totalmente contra essa medida, ainda que ela tenha algum ônus para quem investe em ações.

Mas o questionamento que fica é: o Congresso aprova uma medida dessas? Eu sinceramente não acredito.

Mas e se depois da eleição a bolsa despencar?

Isso é normal, e bolsa caindo não é sinal de que você não deva investir ou deixar de seguir investindo.

É muito mais arriscado comprar ações quando tudo está subindo do que quando tudo está caindo.

De toda forma, sempre gosto de lembrar do que ocorreu nas eleições de 2002 e o que se sucedeu entre 2003 e 2008: bolsa caiu no boato e subiu no fato. A realidade se impõe em algum momento.

Ações sobem, ações caem. Se você prezar pela qualidade da companhia na hora de comprar uma ação, há menos risco de queda e um grande potencial de valorização.

O que fazer a partir de agora?

Quem esperar o resultado das eleições para começar a investir deve entrar já com a festa acontecendo.

Falo isso porque, sinceramente, estou otimista. E sempre gosto de deixar claro que se eu estiver errado, vou perder dinheiro. Não estou dando um palpite sobre algo que minha pele não esteja em risco.

Assumimos o compromisso de ajudar quem quer investir nesse período. O GuiaInvest não teria porque não mostrar pros seus leitores e seguidores, o que estamos fazendo com o nosso próprio dinheiro nesse exato momento.

O Workshop Eleições 2018 está aberto e todos estão convidados a participar.

Fizemos um material com todo cuidado para que você se sinta tranquilo de fazer essa travessia do período das eleições de forma tranquila.

Esse workshop é inédito e não deve ficar no ar por muitos dias. Então sugiro que você garanta logo sua inscrição.

Ps.: debate da Rede Bandeirantes da semana passada foi morno e deu sono. Vamos ver o que os próximos dias nos reservam.

Viver mais: Você está preparado para viver até os 150 anos?

Cientistas afirmam que as pessoas irão viver mais e melhor. Mas será que você está preparado economicamente para viver até os 150 anos?

Vamos apresentar informações importantes sobre expectativa de vida e como você pode se preparar financeiramente para o futuro.

As receitas variam conforme os especialistas.

Algumas são fáceis: “não fume e ria muito”.

Outras exigem mais esforço: “tenha um corpo em forma, livre de colesterol, e consuma no máximo quatro xícaras de café por dia”.

Tem ainda as que levam em conta o que você faz com o seu dinheiro: “ter uma casa própria antes dos 50 anos ajudaria a ter uma melhor idade tranquila”, dizem.

Tudo depende dos programas a que você assiste, do site que acessa e/ou do guru que ouve. Até que aparece alguém como o Keith Richards e manda toda essa história por água abaixo!

Um grande exemplo de que, seguindo as recomendações ou não, boa parte da geração que está nascendo agora vai passar dos 100 anos de idade. E de que para os que estão no mercado hoje, chegar aos noventa, noventa e tantos anos – e bem! – será cada vez mais comum.

Você não precisa de muitas estatísticas para perceber isso. Basta puxar pela memória. Quando era pequeno e ouvia que alguém com 78 ou 79 anos havia morrido, o que as pessoas diziam?

— Também, já estava na hora. Viveu uma vida longa e feliz!

E hoje?

— Nossa, mas morreu ainda moleque!

Mesma idade, perspectivas totalmente diferentes. Uma mudança que ocorreu durante seu tempo de vida.

Não tem jeito, vamos Viver Mais diz o IBGE

Olha só a evolução da expectativa de vida segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (o nosso IBGE):

Para aqueles que acham que essas pessoas são a exceção, analisemos as médias.

O mesmo instituto revelou que em 1920 o brasileiro médio vivia 34 anos. Em 1960, pulou para 48 anos. Em 2014, ficamos em média 75 anos nesse país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza. Em 2036, a expectativa é que essa média seja de 80 anos.

Outro sinal de que o brasileiro vive cada vez mais: em 2000, eram 14,2 milhões de brasileiros com mais de 60 anos. Em 2015, já eram 24 milhões.

Em tempo: para fins de estatística, as Nações Unidas definem “idoso” como alguém com mais de 60 anos. A maioria dos países e burocracias segue essa definição.

Traduzindo esses dados todos, constatamos que vamos viver mais! E temos ainda muito para crescer, já que o número de pessoas que passam dos três dígitos costuma crescer exponencialmente, ajudado por qualquer melhora na economia.

E não há lugar no mundo onde esse fenômeno não esteja ocorrendo!

Segundo o documento Perspectivas da População Mundial, Revisão de 2017, naquele ano existiam 962 milhões de idosos (novamente, pessoas com mais de 60 anos) no planeta. Espera-se que em 2050 sejam 3,1 bilhões.

Cidades para Aposentados

A situação é tão crítica que a Organização Mundial da Saúde estabeleceu oito metas para se criar cidades amigáveis aos “velhinhos”:

1 – Habitações adequadas.

2 – Transportes adaptados e disponíveis.

3 – Espaços ao ar livre e fechados para convivência e recreação.

4 – Serviços comunitários de saúde e apoio (entregas, limpeza etc.).

5 – Informação sobre como envelhecer bem.

Até aí, tudo bem. Não há dificuldades em construir casas, adaptar ônibus, colocar um vagão extra, exclusivo e bem sinalizado no metrô. Imprimir folhetos, divulgar mensagens educativas nas rádios. Está ao alcance de qualquer prefeito. O problema está nas outras recomendações:

6 – Participação social.

7 – Participação cívica e espaço no mercado de trabalho.

8 – Respeito e inclusão social.

Ou seja, para acolher os idosos, a sociedade precisa mudar.

Se você observar a maneira como os velhinhos são tratados por aí, vai perceber que isso requer muito trabalho. Não, não adianta dizer que é diferente na sua comunidade.

Quando foi a última vez que sua empresa contratou alguma pessoa com mais de 50, 60 anos?

E não para por aí! Cientistas começam a sonhar com pessoas vivendo até os 150, e economistas têm pesadelos com a mesma estatística.

Quem vai pagar a sua aposentadoria?

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Cientistas e economistas concordam que essa idade deixou de ser apenas possível: agora é provável, com um pezinho na certeza. Enquanto os membros do primeiro grupo buscam estilos de vida, complementos alimentares, exames, terapias e outras soluções para os problemas da velhice, os que fazem parte do segundo reclamam:

— Tá, quem é que vai pagar por tudo isso?

Porque a conta não fecha. São cada vez mais pessoas que já trabalharam sendo sustentadas por cada vez menos pessoas trabalhando.

Pare e pense: Segundo as Nações Unidas, em 1965 cada mulher neste planetinha tinha 5 filhos. Em 2017, cada uma dá à luz, em média, a 2,5 crianças. Lógico, isso é média. Nas Filipinas, cada mulher é mãe de mais de sete crianças, enquanto as mulheres de Luxemburgo carregam menos de duas crianças para cima e para baixo.

Quem paga quem chega aos 100?

Quem pagará a turma dos 150 que começa a botar as manguinhas de fora?

E como anda o índice de natalidade no Brasil?

Segundo o IBGE, em 2004 cada brasileira tinha 2,14 filhos. Em 2014, caiu para 1,74.

Menos de dois brasileiros que já nascem com um imenso débito e responsabilidade, de sustentar uma geração de vovôs que não para de crescer.

Aposentadoria por idade, faz sentido?

Uma das opções aparece aqui e ali na mídia: ter uma segunda carreira depois de se aposentar.

Veja o caso do britânico Reg Buttress, que foi contratado pela rede de supermercados Sainsbury’s aos 59 anos (em 1981). Até o ano passado, quando se aposentou aos 94 anos, ajudava a empacotar, a estocar mercadoria, cumprimentava e conversava com os clientes. Só não queria parar de trabalhar! Ele faleceu dois meses após a aposentadoria.

Ou Patrick O’Halloram. Começou sua carreira como padre, acumulou as funções de psicólogo, deixou a batina para se dedicar apenas à mente humana, se aposentou e se tornou um voluntário no presídio local (ele mora no rico estado da Califórnia, nos Estados Unidos), onde dá aulas de consciência e atitude para aqueles que cumprem pena. Tem 83 anos.

Voltemos um pouco até a definição de “idoso” oficial: pessoas com mais de 60 anos.

Conhecendo essas histórias ela parece injusta, não é mesmo? E é!

Você certamente conhece pessoas nessa faixa de idade repletas de agilidade mental, gana de realizar e alegria de viver. Se, de acordo com o Lancet Child and Adolescent Health Journal, as mudanças no estilo de vida fazem com que a adolescência comece aos 24 anos, a definição de “velho” também deveria ser mudada.

Chegamos aos 60 com muita energia e conhecimento para dar ao mercado. E, se fizemos as escolhas corretas até lá, chegaremos com o luxo de escolher onde desenvolver a segunda carreira.

Reforma da Previdência

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A previdência no mundo todo enfrenta esses desafios. Dependendo do país, a conta não vai fechar, mais ano, menos ano. Mas todos vão passar por dificuldades, tanto os que possuem um sistema social invejável, como os que deixam seus aposentados e doentes ao deus-dará, ou melhor, ao mercado-cobrará.

E tal desequilíbrio não afeta apenas os aposentados e pensionistas do país. No documento Monitor Fiscal de abril de 2018, o Fundo Monetário Internacional calcula que, se o Brasil tivesse aprovado a reforma da previdência, em uma década teria sido feita uma economia de 9,5% do PIB (Produto Interno Bruto).

Ou seja, imagine tudo o que o Brasil produz – agrobusiness, indústria, serviços, tudo. Tire a média de dez anos. O que está em jogo aqui é quase 10% dessa média.

A situação da previdência não coloca em jogo apenas o nosso futuro, mas o futuro do Brasil, também.

Previdência Privada não compensa

Bom, se não se pode confiar na aposentadoria que vem do governo, o negócio é complementar com um plano de aposentadoria privada, certo?

Bem, sim e não.

Um plano de aposentadoria privada pode funcionar bem para um tipo de público, SE VOCÊ…

  • Começar a aplicar cedo, para driblar as enormes carências de muitos desses planos e se beneficiar da mágica dos juros compostos;
  • Ler muito bem o contrato, pensando em vários cenários, com diferentes taxas de inflação e juros;
  • Não acreditar apenas no gerente de seu banco. Ele é um funcionário com metas de vendas; o plano de previdência que ele lhe oferecer pode ser bom apenas para a instituição financeira;
  • Resistir à tentação de cortar o investimento mensal na previdência na primeira dificuldade, bem como retirar o montante investido cedo demais, correndo o risco de ver o imposto de renda devorar parte de seu rendimento;
  • Não se importar de ver essa parte de seu dinheiro render menos que outros investimentos disponíveis. Dependendo da opção de plano de aposentadoria, apenas os títulos de capitalização são investimentos piores no banco.
  • Não se importar de dar todo o controle de parte de seu patrimônio para o banco, sem garantias. CDB, poupança e outros investimentos têm o lastro do Fundo Garantidor. Ou seja, se o banco falir, você sabe que receberá até um máximo de R$ 250 mil desses investimentos. A previdência privada está fora dessa conta. Se você investir apenas nela, pode não ver seu dinheiro de volta.

Então, não recomendamos que você tenha um plano de previdência privada?

Calma. Não é bem assim!

Se depois de realizar outros investimentos sobrar um dinheirinho no final do mês, você pode aplicar na previdência e garantir mais um trocado fixo todo mês, conforme você se aproximar dos três dígitos.

Apenas entenda que esse não deve ser o seu único colchão para o futuro. Não deve ser nem a primeira na fila na hora de alocar os recursos de tranquilidade dos seus cabelos brancos.

Então, até aqui, você tem dois pilares: a previdência do governo (INSS) e a privada.

Agora, você não consegue sentar e relaxar em uma cadeira com duas pernas. Para lhe dar suporte são necessários, pelo menos, três pilares.

Aposentadoria ou Investimento?

Ter várias fontes de renda passiva é o melhor investimento para garantir uma aposentadoria segura e confortável.

O terceiro pilar da sua aposentadoria – que pode ser o primeiro na quantidade de recursos investidos, depende de você – é baseado na renda passiva.

Renda passiva, você já viu aqui no GuiaInvest, é um dos principais segredos das pessoas que sabem investir e cuidar de seu dinheiro. É dinheiro gerando dinheiro sem que você precise usar as três moedas mais preciosas que você possui: seu tempo, seu conhecimento e seu esforço.

Mencionamos aqui também que a melhor forma de gerar renda passiva é através de ações de empresas boas pagadoras de dividendos. Porém, dizer isso é um pouco como dizer para um moleque de 10 anos que a melhor carreira é ser jogador de futebol. Ele precisa saber, também:

  • Qual clube possui a melhor escolinha de futebol.
  • Se esse clube tem pediatras e fisioterapeutas que entendem do corpo infantil, e em cada passo de seu desenvolvimento (e que saibam que tipo de treinamento é adequado para cada etapa).
  • Como chegar no profissional.
  • E assim por diante.

Isso porque estamos olhando apenas um lado!

Nesse ponto, o jovem sonhador deve ter alguém para ajudar a analisar contratos de marcas esportivas, que clubes são mais interessantes, até se uma naturalização em outro país não seja uma opção interessante. (Cristiano Ronaldo, por exemplo, foi maldito pela geografia. Por melhor que seja, tem pouco apoio de jogadores de nível em seu Portugal.)

Da mesma forma, é necessário saber como gerar renda passiva para sua aposentadoria. Preparamos uma aula com tudo o que você precisa saber nesse sentido. Apresentamos os primeiros passos, os cuidados que você precisa tomar, e ainda revelamos como aumentar a sua aposentadoria de 10% a 60% nos próximos 30 dias, e assim por diante. 

Assistindo a esta aula, você vai perceber que pode começar a assumir o controle de sua aposentadoria e de como pretende passar o resto de sua vida – que, como os números apontam, será longa!

Um aviso, porém: só o conhecimento que você irá obter nessa nossa aula não é o suficiente se, no dia seguinte, você não colocar a mão na massa. É como diz o ditado oriental:

“O melhor momento para se plantar uma árvore foi a dez anos atrás. O segundo melhor momento é hoje.”

O ditado não fala nada sobre amanhã.

Você ainda tem tempo para melhorar seu futuro. Para isso, precisa focar hoje na ideia e assumir o controle agora.

Assista à aula! Ela está disponível em vários horários. Um deles com certeza será o ideal para você!

Depois, conte pra gente o que aconteceu durante sua festinha de 100 anos…

A taxa Selic não caiu (errei…)

A taxa selic não caiu

A taxa Selic não caiu. Errei. É isso mesmo.

Para quem leu o recado de semana passada, estou aqui me retratando por um erro que cometi.

Em meio às críticas que fiz aos economistas que tentam prever o futuro, me aventurei a fazer uma previsão. Pra quê?

Escancaro meu erro aqui:

Achei que a Taxa Selic iria cair, mas errei.

Errei com a maioria, é verdade. E é incrível como o ser humano prefere errar com a maioria do que acertar sozinho.

Mesmo quando sabemos que é errado, vamos com a manada. É instintivo. E esse instinto acaba mais prejudicando do que ajudando.

Minha opinião (e dos economistas que tanto critiquei) era que o Banco Central reduziria a taxa de juros de 6,5% para 6,25% ao ano.

Para a nossa surpresa, o Banco Central pregou uma peça e manteve a Selic em 6,5%. Em seu comunicado de ontem (terça-feira de manhã), o BC deu a entender que encerrou por aqui o ciclo de queda da Selic.

Mas porquê a taxa Selic não caiu?

A justificativa do Banco Central para o manutenção da taxa Selic em 6,5% se baseou nos riscos externos relacionados à guerra comercial entre EUA e China.

Esse impasse externo estaria impactando fortemente no preço do dólar em relação a todas as outras moedas pelo mundo. Não se trata de um impacto exclusivo no Brasil.

A lógica é a seguinte: um título público norte-americano (as Treasuries) paga algo em torno de 3% ao ano. O título público brasileiro mais comum, o Tesouro Selic (LFT), paga em torno 6,5% ao ano.

Se a taxa Selic fosse reduzida, supõe-se que os investidores prefiram receber 3% ao ano em dólar do que 6,25% ao ano em reais.

Se isso ocorresse, poderia haver uma significativa saída de dólares do Brasil. Logo, a moeda americana poderia ficar ainda mais cara.

Para completar o raciocínio, imagine que o dólar fosse a R$ 4,00. As empresas brasileiras que tem algum custo em dólar teriam de repassar esse choque para o preço dos produtos finais. Por fim, isso se traduz em inflação.

Mas a verdade é que todo esse burburinho tem pouco efeito prático no seu bolso.

A renda fixa vai ter o seu pior retorno anual da história da mesma forma.

Aquele 1% de rendimento ao mês sem precisar pensar acabou.

Os mercados nos últimos dias estavam nervosos e o Ibovespa teve uma queda significativa.

Há motivo para ter medo?

Bom, viver é perigoso.

Investir é algo tão arriscado quanto atravessar a rua.

Enquanto os preços das ações de várias empresas boas caíram, os respectivos resultados divulgados do primeiro trimestre de 2018 não mostraram nenhuma razão para tamanha queda.

Ora, se os preços caíram (e podem, sim, cair mais) e os lucros não, significa que empresas lucrativas estão sendo negociadas a preços mais atrativos.

A volatilidade (o sobe e desce da bolsa) aqui é a sua amiga.  

Mas, ainda assim, existem empresas muito menos sujeitas a volatilidade: as pagadoras de dividendos.

Historicamente, empresas que pagam dividendos regularmente possuem menos oscilações nos preços, além de pingarem um dimdim na conta do investidor.

Menos voláteis ainda são os Fundos Imobiliários (FII), que têm a vantagem de pagar dividendos todos os meses. Na prática, é como receber alugueis todos os meses.

Para aliar rentabilidade, pinga-pinga de renda mensal e mais segurança que surgiu o Projeto Salário Vitalício.

É uma forma de ter uma segunda fonte de renda além do seu salário.

Se você não tiver muito dinheiro guardado, tudo bem. No início a sua renda extra será pequeninha, mas você pode reinvestir os dividendos e aluguéis dos FIIs, o que cria um efeito bola de neve pra lá de bom.

Se você já tiver um pé de meia interessante, essa é a melhor forma de colocar essa grana para trabalhar para você.  

Um abraço e até semana que vem.

Vim do futuro para dizer que…

Fazer previsões é algo muito difícil, ainda mais quando se trata de futuro.

Vivemos sob incerteza fundamental na economia, nos mercados financeiros e no nosso dia-a-dia.

Se colocarmos uma lupa sobre nosso Brasil, vemos que até mesmo o passado é incerto.

Mas nós economistas insistimos e continuamos com as nossas previsões. E erramos feio, geralmente. Mas vá lá: depois de alguns chutes errados respaldados por modelos complexos, uma hora acertamos. E somos nós que enchemos o peito para dizer: “Eu avisei”.

A turma do Boletim Focus pratica semanalmente esse exercício: os economistas-chefes das principais instituições financeiras do país informam suas previsões para determinadas variáveis macroeconômicas, o Banco Central reúne os dados que mais se parecem com um Bolão de Copa do Mundo e esse relatório é divulgado para a imprensa toda segunda de manhã.

A saber: em janeiro de 2017, a previsão do pessoal era que a Selic terminaria esse ano em 10,25% ao ano. Terminou em 7% ao ano, mínima histórica até então.

Em janeiro de 2018, a previsão era que o ano terminasse 6,75% a.a.. Mal encerramos o primeiro trimestre e o erro de previsão já está virtualmente dado.

Como comentei no primeiro recado com os leitores, hoje vivemos um momento histórico, com a Selic a 6,50% e pedindo para cair mais.

O Banco Central adota cautela na sinalização de mais quedas, dados os riscos domésticos, da bolsa americana e da imprevisível cabeça laranja de Donald Trump.

Mas tanto o Relatório Trimestral de Inflação quanto a atividade econômica (que segue lenta pelas terras tupiniquins) dão indícios para mais uma ou duas baixas da Selic esse ano.

Resta ao investidor individual tirar proveito desse cenário.

A bolsa de valores está cheia de empresas boas pagando dividendos maiores que a Selic.

É benefício em dobro: a renda que cai na sua conta é maior do que a taxa de juros do mercado e o papel ainda pode se valorizar.

Dia 29 atualizei o ranking das 10 empresas que mais pagaram dividendos na bolsa e estou disponibilizando aqui esse material.

Lembrando que esse material não se trata de uma recomendação de compra, mas tão somente o pódio das 10 ações que melhor remuneraram seus investidores nos últimos 12 meses.

Para quem quer algo um pouco mais sofisticado e entender como se avalia uma ação pagadora de dividendos na bolsa, essa aula do André explica da melhor forma possível.

Semana que vem será divulgada o IPCA de março e isso nos trará ainda mais respostas sobre a trajetória dos juros.

A previsão dos engravatados é de uma alta de 0,15% em relação ao mês anterior.

Como fazer previsões é um mal do ofício do economista, meu palpite é que eles estarão errados.

Um abraço e até semana que vem.

Martin é bacharel e mestrando em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.