SLCE3, AGRO3, FRTA3 ou TESA3: quem se sairá melhor?

slce3 agro3 frta3 tesa3

Olá, investidor!

Será que existe algum segmento de empresas, com ações negociadas em bolsa, que poderá sofrer menos nesta atual crise​?

Acredito que sim!

Mesmo com as medidas aplicadas pelo governo em relação a quarentena, a cadeia de produção e comercialização de alimentos deve permanecer sem alterações, assim como serviços de saúde.

O setor responsável pela cadeia de alimentação é o setor do agronegócio. Se o setor paralisar suas atividades, irão faltas alimentos, agravando ainda mais a situação de saúde das pessoas.

Na última semana de março, exportadores de frutas informaram que estão passando por uma queda de vendas por vias aéreas.

As exportações eram feitas através dos porões de voos de passageiros, os quais foram praticamente todos cancelados.

O fechamento de restaurantes, feiras e bares também gerou reduções na vendas.

Por outro lado, a demanda por commodities (principalmente soja, milho e café) se mantém aquecida.

O estoque das commodities está baixo e o dólar alto, essa combinação intensifica a valorização dos preços delas.

Em nossa bolsa de valores, temos poucas empresas do setor agropecuário, apenas 4.

Abaixo, listei as empresas e os principais indicadores:

Empresas agricolas na bolsa de valores

Bom, fica claro pela pontuação do GI Score, que devemos investir tempo avaliando apenas as duas primeiras empresas.

As duas possuem demais fundamentos semelhantes, mas negócios diferentes mesmo que atuando no mesmo setor.

O Grupo SLC (SLCE3) nasceu em 1945 no município gaúcho de Horizontina (RS).

Hoje, é um dos maiores grupos empresariais do Brasil, atuando fortemente nos segmentos do agronegócio e comércio de máquinas agrícolas, através das empresas SLC Agrícola e SLC Máquinas.

Está presente em diversas localidades do Brasil, emprega cerca de 5 mil colaboradores e tem faturamento anual superior a R$ 3 bilhões (2017).

​É uma das maiores produtoras mundiais de grãos e fibras, focada na produção de algodão, soja e milho.

Resultados financeiros SLC Agrícola SLCE3

Há 10 anos a empresa vem demonstrando consistência em seus resultados.

​O gráfico acima representa a evolução das receitas.

A BrasilAgro (AGRO3) é uma das maiores empresas brasileiras em quantidade de terras agricultáveis e com foco na aquisição, desenvolvimento, exploração e comercialização de propriedades rurais com aptidão agropecuária.

A empresa adquire propriedades rurais que acreditam ter significativo potencial de geração de valor por meio da manutenção do ativo e do desenvolvimento de atividades agropecuárias rentáveis.

A partir do momento da aquisição das propriedades rurais, buscam implementar culturas de maior valor agregado e transformar essas propriedades rurais com investimentos em infraestrutura e tecnologia.

​De acordo com a estratégia, quando julgam que o valor das propriedades rurais entrega o retorno esperado, vendem tais propriedades rurais para realizar ganhos de capital.

Resultados financeiros BrasilAgro AGRO3

Da mesma forma que a SLC, a Agro vem demonstrando consistência e crescimento de resultados (receitas), principalmente a partir de 2017.

No geral, as duas empresas são saudáveis e grande representatividade no setor do agronegócio.

Em uma carteira diversificada de ações e principalmente em um momento desafiador como o que estamos vivendo, talvez faça sentido a inclusão de uma delas no portfólio.

Provavelmente, uma delas venha a fazer parte da carteira do Joias da Bolsa nos próximos dias.

Fique atento aos próximos movimentos.

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

GI SCORE previu a falência da FRTA3

gi score previu falencia frta3

Olá, investidor!

Quando investimos em ações, estamos assumindo certos riscos. Por isso é muito importante comprarmos apenas ações de boas empresas.

​Já imaginou comprar ações de uma determinada empresa focando no longo, mas ser surpreendido com a falência dela?

Justica decreta falencia da Pomi Frutas FRTA3

Se uma empresa da sua carteira de ações decretar falência, ela poderá causar grandes estragos no seu patrimônio.

​ Mas o que você pode fazer para evitar este tipo de risco?

Bom…

Sempre opto pelo menos complicado, pois o mais simples funciona no mercado.

GI Score analisa mais de 13 indicadores fundamentalistas​ para avaliar se a empresa é boa ou ruim e apresenta o resultado em uma pontuação de 0 até 100.

Quanto maior pontuação, melhor é a empresa. Simples assim.

Veja como a pontuação histórica da FRTA3:

GI Score historico FRTA3

Desde 2015 a empresa se manteve abaixo de 20 pontos, o que é uma nota muito ruim.

Frequentemente você me ouve falando que se os fundamentos permanecem ruins de forma contínua, as chances de quebra da empresa são enormes.

Dificilmente ela será capaz de recuperar sua saúde financeira.

O GI Score sinalizou o possível problema.

Se a pontuação é baixo no GI Score, não compre as ações. Se comprar, saiba que você poderá estar se tornando sócio de uma futura empresa falida.

Bom, particularmente não vejo sentido em ser sócio de empresas com esse tipo de risco.

Fique de olhos abertos, pois ainda existem empresas com GI Score abaixo de 20 e se mantendo estável nessa zona de risco.

Veja algumas delas:

TEKA4:

GI Score historico TEKA4

DMMO3

INEP4:

GI Score historico INEP4

Infelizmente não são somente elas… Existem mais…

Mas fique tranquilo, nosso GI Score funciona como um sismógrafo de terremotos, detectando as possíveis falências antes que elas aconteçam.

Fuja dessas ações como você fugiria de um terremoto.

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.