SMAL11: nunca vai ser marolinha

Small Caps nunca vão ser marolinha

Olá, investidor!

As ações Small Caps são minhas queridinhas e indispensáveis para uma carteira de valor.

O que muita gente não sabe é que além de agregar potencial de retorno a carteira, ela também agrega muita volatilidade.

Ou talvez você já saiba, afinal foram elas que mais oscilaram no últimos dias.

Na prática isso significa que sua carteira vai oscilar mais.

Veja:

Small11 vs Bova11

Linha azul é a SMAL11 (fundo passivo de Small Caps), linha laranja é o Ibovespa (índice de referência da bolsa).

Veja que a SMAL11 sobe com uma maior intensidade do que o IBOV, porém a intensidade se aplica também na queda.

Por isso acho importante alertar você a compor no máximo 30 por cento da sua carteira de ações com Small Caps.

Já será suficiente para acelerar seus resultados e também será suficiente para te ensinar a navegar por mares turbulentos.

No curto prazo muitos investidores desistem, pois não conseguem aguentar a variação de capital investido.

E realmente ele varia, basta lembrar da última semana. Vimos quedas expressivas em um único dia.

Carteiras compostas por Small Caps, sofreram bastante nesse dia.

E posso te confessar uma coisa?

Essa variação na carteira decorrente das Small Caps, não muda absolutamente nada.

A carteira é construída para o longo prazo, ou ao menos deveria ser.

Essa turbulência do curto prazo é muito semelhante a entrar no mar.

As primeiras ondas são fortes, muitas vezes você quase cai, mas quando ultrapassa a arrebentação, tudo fica mais fácil e tudo vai se tornar se tornar pequenas ondulações.

Inclua Small Caps na carteira, ainda mais nesse preço, é isso que sugiro no Canal Joias da Bolsa, agora com muita margem de segurança para compra.

Você irá me agradecer quando ultrapassar a arrebentação.

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

Oportunidade Aberta: O erro do gringo é o acerto tupiniquim

saida do investidor estrangeiro é bom?

Olá, como você vai?

Vamos pôr os pés no chão e vamos refletir juntos.

Pensando com a cabeça tudo vai fazer mais sentido.

O bull-market que estamos vivendo se iniciou em janeiro de 2016, quando a bolsa brasileira negociava a míseros 38.000 pontos, cerca de 9.000 pontos em dólar.

​Em 4 anos de alta, já tivemos 10 correções, umas mais severas, outras menos.

Correcoes da bolsa

Veja que essa correção que estamos tendo com a questão do Coronavírus​ não é a mais grave de todas.

Durante a greve dos caminhoneiros, em maio de 2018, tivemos uma correção de 33 por cento em dólar.

Nenhuma delas impediu que saíssemos dos 38.000 para os 119.500 pontos.

Correções são normais até em mercados de alta.

Temos, em média, uma a cada 5 meses no atual bull-market.

Isso quer dizer que provavelmente teremos outra correção ao longo de 2020.

Tudo normal, dentro do esperado.

A bolsa brasileira caiu por uma simples realização de lucros do investidor estrangeiro… e é exatamente aí que mora a oportunidade.

Vou recorrer mais uma vez ao mestre Henrique Bredda, gestor na Alaska Asset.

Ele pergunta provocativamente: “Será que o investidor estrangeiro sabe de algo que não sabemos?”.

O investidor estrangeiro é um ser humano comum, que acerta e erra como qualquer outro.

Fato é que aqui no Brasil o gringo também já comprou no topo e vendeu no fundo.

O gringo entrou forte em 2007 (alta) e vendeu muito em 2008 (baixa).

No segundo semestre de 2002, quando o Ibovespa iniciou o seu 4º bull-market, o gringo saiu.

Os melhores preços na bolsa ficam disponíveis justamente quando o gringo está saindo forte.

Isso ocorreu em 2002, 2008 e está acontecendo nos últimos meses.

As empresas seguem divulgando os balanços fortes referentes ao 4T2019.

As nossas empresas listadas seguem melhorando e estão mais baratas com essa última queda.

Enquanto isso, teve gringo que comprou bolsa em 119.500 pontos e vendeu em 99.000 menos de dois meses depois.

O erro do investidor estrangeiro pode ser o acerto do investidor local.

Se o gringo saiu, é porque alguém de dentro do Brasil entrou.

Antes de qualquer coisa, não posso ser leviano…

O Coronavírus vai, sim, ter um impacto negativo na atividade econômica global e esse impacto não deve ser pequeno.

O crescimento da economia mundial previsto pelo FMI era de 3,3 por cento em 2020, mas não deve chegar a 2 por cento.

A China, motor de crescimento do mundo, será severamente impactada, com fábricas ainda paradas, e isso vai refletir pontualmente nos balanços de algumas empresas brasileiras ao longo do primeiro e segundo trimestre de 2020.

Vale, Gerdau, JBS, Azul, Gol, CVC… essas devem sofrer mais do que a média.

Mas de nada adianta esperar tudo passar (a disseminação do vírus e os resultados das empresas voltarem ao normal) para investir na bolsa.

Quem esperar tudo se normalizar vai comprar bolsa brasileira a 130.000 pontos.

ponto de entrada ideal é agora​.

Quem esteve fora da bolsa na última sexta-feira, na segunda-feira e ontem, já perdeu uma boa parte da recuperação.

Apenas 3 pregões foram o suficiente para andarmos dos 99.000 pontos de volta para os 107.000.

Teve de tudo nesse curto período: ação coordenada dos Bancos Centrais das economias avançadas, rumores de novos cortes da Selic e a desaceleração do avanço do Covid-19.

Logo mais as coisas voltam ao normal e as eleições norte-americanas irão ofuscar o Coronavírus.

No curto prazo, bolsa é sobe e desce, euforia e pânico.

Todos os dias o mercado vai te dar mil motivos para você colocar todo o seu dinheiro na bolsa, para no outro dia te dar um motivo bem convincente para ficar de fora dele.

Nada disso importa.

No longo prazo, bolsa de valores é o lucro das empresas listadas.

Foque no que realmente importa.

Obs.: vem aí mais um corte na Selic, viu?

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

Múltiplos x Lucros: o jogo mudou

mudanca de jogo

Olá, investidor!

De janeiro de 2016 até fevereiro de 2020 a bolsa subiu mais de 200 por cento, uma multiplicação de mais de 3x.

Isso parece bastante.

E é bastante, de fato.

Mas na minha opinião, a bolsa vai seguir subindo.

Com um porém.

Apesar da bolsa seguir subindo, o motivo pela qual ela deve seguir subindo não é o mesmo que trouxe ela até aqui.

Veja bem…

Em janeiro de 2016 o clima era ruim: Brasil afundado em uma crise, juros a 14 por cento, problemas políticos e fiscais eram os focos das manchetes, desemprego, PIB caindo, perda de grau de investimento… você deve lembrar.

Ninguém queria saber de bolsa.

Reinava o discurso de que “o importante é ter saúde”.

No entanto, as empresas listadas ficaram esquecidas, baratas demais para ser verdade.

Empresas maravilhosas negociavam a múltiplos (Preço/Lucro, Preço/Valor Patrimonial, EV/EBITDA, Dividend Yield) muito baixos, extremamente comprimidos.

Vimos destaque como a nossa querida Itaúsa (ITSA4) negociando e 7x lucros (hoje negocia a 12x).

A maré estava muito baixa e tudo estava assustadoramente barato.

Tivemos processo de impeachment, PEC do teto de gastos, Reforma Trabalhista e demos início a um processo de queda na Taxa Selic.

Conforme a confiança dos investidores foi aumentando, os juros foram baixando e os múltiplos das empresas listadas foram se expandindo.

Pegue o exemplo do Preço/Lucro: se o lucro se mantém estável e o preço sobe, esse múltiplo se expande.

Com a queda dos juros, tudo que estava na bolsa acabou subindo através do processo de expansão de múltiplos.

Nesse cenário, até coisa ruim sobe. Faz parte do jogo.

Era um cenário onde a maré subiu e todos acabam subindo junto.

Foi, basicamente, isso que vimos de 2016 para cá.

A parte fácil de alta da bolsa acabou.

O jogo mudou: a maré não possui mais muito espaço para subir.

Mas o que esperar a partir de agora?

Agora deveremos ver um processo de alta com os múltiplos constantes.

Como assim?

Vamos pegar novamente o exemplo do Preço/Lucro: se o preço de uma ação está estável e o lucro aumenta, o múltiplo se comprime.

Mas quando isso ocorre, o mercado corrige o preço da ação para cima para manter a ação do múltiplo anterior, seguindo a máxima de que, no longo prazo, os preços seguem os lucros.

Decorre disso que se a partir de agora os múltiplos já estão bem perto de um limite saudável, somente as empresas que daqui para frente entregarem lucros crescentes vão ter um futuro bem-sucedido.

Agora, mais do que nunca, é preciso ser muito diligente na hora de selecionar as empresas que investimentos.

A boa notícia é que hoje temos um cenário muito mais favorável ao aumento de lucros das empresas.

Os fundamentos das empresas devem melhorar com a economia também melhorando.

Não vai ser mais tão fácil acertar as ações que vão subir, mas os acertos devem também ser cada vez melhor recompensados.

Somente alguns barquinhos vão se destacar nessa maré que já não irá mais subir tanto.

Os melhores barquinhos para a época de maré alta você encontra na carteira de Ações Joias da Bolsa​.

Lá somos felizes focando em fundamentos.

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.