IVVB11 e outras oportunidades

oportunidades na bolsa

Olá, como você vai?

Protocolos de tratamento.

Vacinas.

Anticorpos.

Começam a ser mais frequentes as notícias de uma eventual quebra de paradigma que pode acelerar o fim da quarentena.

Se vai ser logo ou não, não sabemos.

Se vai funcionar ou não, também não sabemos.

Mantenhamos nossos pés no chão, esperando pelo melhor, preparados para o pior.

Opiniões são apenas opiniões e não mudam a verdade.

Vamos então trabalhar com cenários… E se o Brasil ficar em último na fila para uma eventual vacina?

Todo mercado lá fora em festa e nós aqui amargurando mais alguns meses.

O dólar subiria mais? O S&P 500 voltaria às máximas?

O IVVB11 acompanharia positivamente esse movimento.

Mas insisto: será que vale a pena?

Teria o dólar já subido demais ante o real?  Não poderemos nos surpreender se o dólar voltar aos 4, nem se subir para 7.

Para onde vai a bolsa brasileira até o final do ano?

Não sabemos.

De toda forma, poderíamos destinar, que seja, uma fração de 10 por cento do nosso portfólio ao mercado internacional.

Um simples ETF de IVVB11 até pode quebrar o galho, tal qual o BOVA11 quebra o galho também para quem quer se expor à bolsa brasileira.

Mas as vezes é interessante procurar por qualidade lá fora também, assim como procuramos aqui.

Tá todo mundo querendo achar uma desculpa pra investir nas empresas americanas…

E o Brasil, como anda?

Enquanto isso, segue a temporada de balanços do primeiro trimestre de 2020 nas empresas listadas na B3.

Como tivemos um janeiro excelente, um fevereiro esquisito e um março horrível, os resultados ainda não refletem a realidade dos efeitos da pandemia.

Não adianta medir a temperatura da barriga de alguém que está com a cara no forno e os pés no freezer.

Os bancos já fizeram questão de provisionar uma tragédia nos seus balanços, antecipando o pior.

Mas já se sabe que nem todas as empresas sofrem igual.

Já se sabe que nem todas as empresas sofrem, Suzano e Klabin que o digam.

Deduz-se disso que se nem todas empresas sofrem igual, mas todas tiveram quedas fortes da cotação, há empresas baratas dando sopa.

Claro, é necessário cuidado… uma Gol e uma Azul perderam 70 por cento de valor de mercado, mas será que ficaram baratas?

Pergunta-se o mesmo sobre CVC: ainda que o turismo não irá acabar, ficou barato comprar a líder do setor de turismo?

Nada é óbvio nesse mundo.

Diversificar é uma defesa para quem não sabe o que está fazendo.

Ora, se nem Buffett sabe o que está fazendo, afinal, carrega mais de 40 empresas no seu portfólio, vamos diversificar por aqui também.

Mas enfim, fique de olho em alguns bancos grandes, algumas elétricas e empresas de construção.

É só com crise sanitária, econômica e política juntas que se acha os preços atuais.

Não à toa, a atualização do Score-Line System trouxe 23 nomes de empresas que ficaram ridículas de baratas e estão aí dando sopa.

Cuidado com a exposição, mas cuidado para não se expor a nada também.

Seguimos em frente.

Tudo passa.

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

Vai aproveitar a baixa e comprar uma Small Cap?

Aproveitar oportunidades na bolsa small caps

Olá, investidor!

​Provavelmente você deve estar acompanhando a forte queda da bolsa na últimas semanas, decorrente do crescimento da transmissão do Covid-19​.

queda IBOV início de 2020

A queda já acumula mais de 40 por cento em 2020.

É impossível saber até quanto que a queda irá chegar, então não perca seu tempo com isso.

Por outro lado, muitas empresas estão sendo negociadas a preços atrativos, chamando a atenção de muitos investidores.

Empresas de qualidade negociando a metade dos seus múltiplos de 2019.

Quer dizer que temos claras oportunidades sem chances de dar errado?

​Bom, não é bem assim que funciona.

Quando estamos passando por uma crise, como a atual, o consumo dos produtos e serviços apresentam significativa queda.

Quando uma empresa vende menos, recebe menos.

Se ela não possui caixa para saldar suas obrigações de curto prazo, teremos um problema de defasagem do fluxo de caixa.

A solução é a empresa utilizar recursos de terceiros (empréstimos).

Quando uma empresa vende menos e já é alavancada, temos um problema maior.

Ela precisará aumentar seu comprometimento em crédito e isso poderá danificar a estrutura financeira da empresa, a ponto de ficar insolvente.

Imagine que você irá parar de ter renda durante 2 meses, suas contas continuaram a chegar, mas você não gerou sobras financeiras nos meses passados e consequentemente não tem dinheiro em mãos.

O que você faria? Situação complicada…

Nas empresas, acontece da mesma formas.

A dica mais importante que você receber neste momento é a seguinte:

Compre apenas empresas geradoras de caixa e com baixo endividamento.

Não significa que estas empresas não irão sofrer em relação aos seu negócios e receitas, mas terão condições financeiras para se manter durante e após o período desafiador.

Em momentos críticos a liquidez é a salvação, não só para a empresa, mas também para você.

Estamos vivendo um momento único para comprar ativos de qualidade sendo negociados a preços incríveis.

Compre bolsa! Você não irá se arrepender.

Contudo, verifique antes, se a empresa está preparada para aguentar e superar os desafios de um queda de vendas.

A lista das melhores small caps do momento está aqui disponível para download​.

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

SMAL11: nunca vai ser marolinha

Small Caps nunca vão ser marolinha

Olá, investidor!

As ações Small Caps são minhas queridinhas e indispensáveis para uma carteira de valor.

O que muita gente não sabe é que além de agregar potencial de retorno a carteira, ela também agrega muita volatilidade.

Ou talvez você já saiba, afinal foram elas que mais oscilaram no últimos dias.

Na prática isso significa que sua carteira vai oscilar mais.

Veja:

Small11 vs Bova11

Linha azul é a SMAL11 (fundo passivo de Small Caps), linha laranja é o Ibovespa (índice de referência da bolsa).

Veja que a SMAL11 sobe com uma maior intensidade do que o IBOV, porém a intensidade se aplica também na queda.

Por isso acho importante alertar você a compor no máximo 30 por cento da sua carteira de ações com Small Caps.

Já será suficiente para acelerar seus resultados e também será suficiente para te ensinar a navegar por mares turbulentos.

No curto prazo muitos investidores desistem, pois não conseguem aguentar a variação de capital investido.

E realmente ele varia, basta lembrar da última semana. Vimos quedas expressivas em um único dia.

Carteiras compostas por Small Caps, sofreram bastante nesse dia.

E posso te confessar uma coisa?

Essa variação na carteira decorrente das Small Caps, não muda absolutamente nada.

A carteira é construída para o longo prazo, ou ao menos deveria ser.

Essa turbulência do curto prazo é muito semelhante a entrar no mar.

As primeiras ondas são fortes, muitas vezes você quase cai, mas quando ultrapassa a arrebentação, tudo fica mais fácil e tudo vai se tornar se tornar pequenas ondulações.

Inclua Small Caps na carteira, ainda mais nesse preço, é isso que sugiro no Canal Joias da Bolsa, agora com muita margem de segurança para compra.

Você irá me agradecer quando ultrapassar a arrebentação.

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

Oportunidade Aberta: O erro do gringo é o acerto tupiniquim

saida do investidor estrangeiro é bom?

Olá, como você vai?

Vamos pôr os pés no chão e vamos refletir juntos.

Pensando com a cabeça tudo vai fazer mais sentido.

O bull-market que estamos vivendo se iniciou em janeiro de 2016, quando a bolsa brasileira negociava a míseros 38.000 pontos, cerca de 9.000 pontos em dólar.

​Em 4 anos de alta, já tivemos 10 correções, umas mais severas, outras menos.

Correcoes da bolsa

Veja que essa correção que estamos tendo com a questão do Coronavírus​ não é a mais grave de todas.

Durante a greve dos caminhoneiros, em maio de 2018, tivemos uma correção de 33 por cento em dólar.

Nenhuma delas impediu que saíssemos dos 38.000 para os 119.500 pontos.

Correções são normais até em mercados de alta.

Temos, em média, uma a cada 5 meses no atual bull-market.

Isso quer dizer que provavelmente teremos outra correção ao longo de 2020.

Tudo normal, dentro do esperado.

A bolsa brasileira caiu por uma simples realização de lucros do investidor estrangeiro… e é exatamente aí que mora a oportunidade.

Vou recorrer mais uma vez ao mestre Henrique Bredda, gestor na Alaska Asset.

Ele pergunta provocativamente: “Será que o investidor estrangeiro sabe de algo que não sabemos?”.

O investidor estrangeiro é um ser humano comum, que acerta e erra como qualquer outro.

Fato é que aqui no Brasil o gringo também já comprou no topo e vendeu no fundo.

O gringo entrou forte em 2007 (alta) e vendeu muito em 2008 (baixa).

No segundo semestre de 2002, quando o Ibovespa iniciou o seu 4º bull-market, o gringo saiu.

Os melhores preços na bolsa ficam disponíveis justamente quando o gringo está saindo forte.

Isso ocorreu em 2002, 2008 e está acontecendo nos últimos meses.

As empresas seguem divulgando os balanços fortes referentes ao 4T2019.

As nossas empresas listadas seguem melhorando e estão mais baratas com essa última queda.

Enquanto isso, teve gringo que comprou bolsa em 119.500 pontos e vendeu em 99.000 menos de dois meses depois.

O erro do investidor estrangeiro pode ser o acerto do investidor local.

Se o gringo saiu, é porque alguém de dentro do Brasil entrou.

Antes de qualquer coisa, não posso ser leviano…

O Coronavírus vai, sim, ter um impacto negativo na atividade econômica global e esse impacto não deve ser pequeno.

O crescimento da economia mundial previsto pelo FMI era de 3,3 por cento em 2020, mas não deve chegar a 2 por cento.

A China, motor de crescimento do mundo, será severamente impactada, com fábricas ainda paradas, e isso vai refletir pontualmente nos balanços de algumas empresas brasileiras ao longo do primeiro e segundo trimestre de 2020.

Vale, Gerdau, JBS, Azul, Gol, CVC… essas devem sofrer mais do que a média.

Mas de nada adianta esperar tudo passar (a disseminação do vírus e os resultados das empresas voltarem ao normal) para investir na bolsa.

Quem esperar tudo se normalizar vai comprar bolsa brasileira a 130.000 pontos.

ponto de entrada ideal é agora​.

Quem esteve fora da bolsa na última sexta-feira, na segunda-feira e ontem, já perdeu uma boa parte da recuperação.

Apenas 3 pregões foram o suficiente para andarmos dos 99.000 pontos de volta para os 107.000.

Teve de tudo nesse curto período: ação coordenada dos Bancos Centrais das economias avançadas, rumores de novos cortes da Selic e a desaceleração do avanço do Covid-19.

Logo mais as coisas voltam ao normal e as eleições norte-americanas irão ofuscar o Coronavírus.

No curto prazo, bolsa é sobe e desce, euforia e pânico.

Todos os dias o mercado vai te dar mil motivos para você colocar todo o seu dinheiro na bolsa, para no outro dia te dar um motivo bem convincente para ficar de fora dele.

Nada disso importa.

No longo prazo, bolsa de valores é o lucro das empresas listadas.

Foque no que realmente importa.

Obs.: vem aí mais um corte na Selic, viu?

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

Múltiplos x Lucros: o jogo mudou

mudanca de jogo

Olá, investidor!

De janeiro de 2016 até fevereiro de 2020 a bolsa subiu mais de 200 por cento, uma multiplicação de mais de 3x.

Isso parece bastante.

E é bastante, de fato.

Mas na minha opinião, a bolsa vai seguir subindo.

Com um porém.

Apesar da bolsa seguir subindo, o motivo pela qual ela deve seguir subindo não é o mesmo que trouxe ela até aqui.

Veja bem…

Em janeiro de 2016 o clima era ruim: Brasil afundado em uma crise, juros a 14 por cento, problemas políticos e fiscais eram os focos das manchetes, desemprego, PIB caindo, perda de grau de investimento… você deve lembrar.

Ninguém queria saber de bolsa.

Reinava o discurso de que “o importante é ter saúde”.

No entanto, as empresas listadas ficaram esquecidas, baratas demais para ser verdade.

Empresas maravilhosas negociavam a múltiplos (Preço/Lucro, Preço/Valor Patrimonial, EV/EBITDA, Dividend Yield) muito baixos, extremamente comprimidos.

Vimos destaque como a nossa querida Itaúsa (ITSA4) negociando e 7x lucros (hoje negocia a 12x).

A maré estava muito baixa e tudo estava assustadoramente barato.

Tivemos processo de impeachment, PEC do teto de gastos, Reforma Trabalhista e demos início a um processo de queda na Taxa Selic.

Conforme a confiança dos investidores foi aumentando, os juros foram baixando e os múltiplos das empresas listadas foram se expandindo.

Pegue o exemplo do Preço/Lucro: se o lucro se mantém estável e o preço sobe, esse múltiplo se expande.

Com a queda dos juros, tudo que estava na bolsa acabou subindo através do processo de expansão de múltiplos.

Nesse cenário, até coisa ruim sobe. Faz parte do jogo.

Era um cenário onde a maré subiu e todos acabam subindo junto.

Foi, basicamente, isso que vimos de 2016 para cá.

A parte fácil de alta da bolsa acabou.

O jogo mudou: a maré não possui mais muito espaço para subir.

Mas o que esperar a partir de agora?

Agora deveremos ver um processo de alta com os múltiplos constantes.

Como assim?

Vamos pegar novamente o exemplo do Preço/Lucro: se o preço de uma ação está estável e o lucro aumenta, o múltiplo se comprime.

Mas quando isso ocorre, o mercado corrige o preço da ação para cima para manter a ação do múltiplo anterior, seguindo a máxima de que, no longo prazo, os preços seguem os lucros.

Decorre disso que se a partir de agora os múltiplos já estão bem perto de um limite saudável, somente as empresas que daqui para frente entregarem lucros crescentes vão ter um futuro bem-sucedido.

Agora, mais do que nunca, é preciso ser muito diligente na hora de selecionar as empresas que investimentos.

A boa notícia é que hoje temos um cenário muito mais favorável ao aumento de lucros das empresas.

Os fundamentos das empresas devem melhorar com a economia também melhorando.

Não vai ser mais tão fácil acertar as ações que vão subir, mas os acertos devem também ser cada vez melhor recompensados.

Somente alguns barquinhos vão se destacar nessa maré que já não irá mais subir tanto.

Os melhores barquinhos para a época de maré alta você encontra na carteira de Ações Joias da Bolsa​.

Lá somos felizes focando em fundamentos.

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.