Sem enrolação: se quer dividendos ITSA4 e TAEE11 dão conta do recado

itsa4 taee11

Caro leitor,

As pagadoras de dividendos são as ações mais perenes e estáveis da bolsa de valores.

Isso não significa que o coronavírus será apenas uma marolinha para elas.

Os impactos ainda serão melhor conhecidos no 2T2020.

Por enquanto estamos vendo empresas tradicionalmente boas pagadoras já avisando que vão pagar menos este ano.

E tudo bem quanto a isso.

É o caso da Itaúsa (ITSA4) que em fato relevante na semana passada avisou que haverá redução na distribuição de dividendos.

Não precisou o quanto será reduzido o montante distribuído, até porque nem ela sabe a profundidade dos efeitos da crise nos seus negócios.

Grande parte desse anúncio de redução é em função da limitação temporária de distribuição de dividendos acima do mínimo obrigatório imposta pelo Banco Central do Brasil.

Esse tipo de atitude é ruim para o bolso do investidor, mas boa para a perpetuidade da empresa.

Faz parte do jogo da empresa saber a hora de recuar e ser defensivo.

Já outras companhias que eu considero as mais seguras de todas, as transmissoras de energia elétrica, seguem sua vida “normalmente”.

Usei as aspas por motivos óbvios: o normal não existe mais, pelo menos por ora.

Um dos maiores grupos privados de transmissão de energia elétrica do Brasil é a Taesa.

Ela anunciou, na semana passada, junto com a divulgação do seu resultado trimestral, o pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio.

Será um total de 70 centavos por ação pagos para que detiver as ações hoje (dia 19 de maio).

O pagamento será feito no dia 28 de maio.

Onde quero chegar é que mesmo uma boa carteira de ações de dividendos não passará ilesa por toda essa crise.

Algumas ações da carteira vão sofrer mais, outras menos e umas talvez até precisarão sair do portfólio eventualmente.

Porém, com uma boa seleção de ativos e uma adequada diversificação, você passará bem por essa crise toda.

Tanto ITSA4 quanto TAEE11, são integrantes da minha Seleção de Dividendos.

Abraço.

Marcelo Fayh atua profissionalmente no mercado financeiro desde 2007. Começou como operador de Bolsa, ministrou cursos e palestras pela XP Educação e teve seu próprio escritório de investimentos. Antes de virar analista, atuou como assessor de operações de Fusões e Aquisições. Acredita que qualquer pessoa é capaz de melhorar sua qualidade de vida através de escolhas e investimentos inteligentes. Escreve para o TheCap na coluna Fundos a Fundos.

O que vem além da ITSA4 e WEGE3?

itsa4 e wege3

Olá, investidor!

Para começar gostaria de avisar que é inadmissível não incluir ITSA4 e WEGE3 em uma carteira de ações que tenha como objetivo investir nas melhores empresas da bolsa.

Não é atoa que as duas estão entre as três primeiras do canal Ações Para Vida.

Agora vai um recado principalmente para quem está começando…

Saiba que uma carteira de investimentos vai além de apenas investir em boas ações.

Sou enfático em sugerir que a sua parcela em ações você não ultrapasse 30 por cento do total do seu portfólio.

O motivo é muito simples e está diretamente ligado ao que está acontecendo em 2020.

Imagine que em fevereiro deste ano você tivesse 100 mil reais e que tivesse investido em ações.

No mês seguinte, você estaria com um saldo dos investimentos em cerca de 53 mil reais se o seu desempenho estivesse na média do mercado.

Mesmo que você saiba que o investimento em ações seja para o longo prazo, o desconforto de uma queda dessas é inevitável.

Nesse momento surge o medo de “perder” mais e consequentemente a chance de tomar decisões erradas.

Por outro lado, se você tivesse o equivalente a 30 por cento do seu portfólio em ações, em março você estaria com aproximadamente 86 mil reais.

Ruim, mas mais confortável, concorda?

A chance de você ser tomado por “pânico” e fazer algo errado, como vender as ações, é muito menor que aconteça.

Até agora tudo certo!

Mas e o restante?

O que você deve fazer com os outros 70 por cento do capital?

Tem uma frase que repito constantemente para quem me acompanha: o mais simples é o que melhor funciona no mercado.

Dito isso, segue o que eu considero saudável e principalmente simples de ser executado para o resto da carteira:

distribuicao de carteira 4x1

Eu chamo essa composição de 4×1, pois nela você:

  1. Cria riqueza através da compra de boas ações.
  2. Preservar sua reserva de emergência e estratégica em ativos de risco soberano.
  3. Protege o capital contra o risco inflacionário, quem passou pela década de 80 sabe do que estou falando.
  4. Durante uma crise existem ativos que se movimentam inversamente (na maioria das vezes), considerados como porto seguro durante grandes turbulências. Além disso reduzem a volatilidade geral da carteira.

Não fiz sugestão de nada sofisticado, são ativos e objetivos simples, porém, funcionais.

Vou te dar mais uma dica muito importante: a cada 6 meses faça rebalanceamento da carteira, isto é,mantenha as proporções de acordo com a proposta inicial, seja fazendo novos aportes, seja eventualmente vendendo ativos que subiram muito ou comprando ativos que caíram muito.

Essa atitude vai obrigar você a vender na alta e comprar na baixa, quase que no automático.

No fundo é o que todos dizem que é o certo, mas poucos conseguem fazer de fato.

Está na dúvida se realmente funciona?

Veja esse gráfico abaixo, a composição é exatamente a descrita na tabela:

carteira 4x1 vs ibov

A linha preta é a evolução da carteira e a vermelha é da nossa Bolsa de Valores (Ibovespa).

Veja que a carteira acompanha a alta do IBOV, por outro lado, a queda é muito menor.

Mesmo com apenas 30 por cento de ações, a carteira performou muito semelhante ao Ibovespa, isso só irá ocorrer se as ações selecionadas, realmente forem de empresas eficientes e de qualidade.

Na queda as empresas boas irão sofrer menos, além disso a proteção da carteira irá gerar uma grande eficiência para desacelerar a queda.

A estratégia 4 x 1 faz você ganhar dinheiro e simultaneamente protege seu patrimônio.

Mas o melhor de tudo é que além de eficiente, ela é muito simples de ser colocada em prática.

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

Investidor cobaia: em meses montarei uma carteira para os próximos 18 anos

Investidor Cobaia

Olá, investidor!

Tenho 6 meses para montar a carteira de ações mais importante da minha vida.

Deve estar se perguntando o motivo.

Imaginando, inclusive, que trata-se de uma previsão sobre o fim da crise.

Na verdade o motivo é outro…

Em janeiro deste ano, recebi uma das melhores notícias da minha vida.

Eram 5h da manhã de uma segunda-feira quando minha esposa adentra o quarto em pânico.

Pulei da cama com os olhos arregalados e percebi que ela segurava em mãos algo semelhante a um termômetro.

Pensei por alguns segundos: Meus Deus! O termômetro deve ter derretido de tanta febre, somente isso justificaria tal desespero.

Nossos olhares se cruzaram.

Percebi que ela estava chorando e lá no fundo escutei ela sussurrar: “Você será Papai!”.

Neste momento, o desespero foi transferido para mim…

Respirei fundo e percebi que aquele seria um dos melhores momentos da minha vida.

Agora tenho um desafio maravilhoso: construir uma carteiro de ações do meu filho(a), não sabemos ainda se é menino ou menina.

Para efeitos práticos, chamarei o bebê de Voglininho.

Já pensou o que uma carteira bem construída pode gerar em 18 anos?

É bem provável que o Voglininho já chegue aos 18 anos, com sua liberdade financeira alcançada.

Fico muito feliz em ter condições para proporcionar isso para um membro da minha família.

E as crises irão atrapalhar?

Como já mencionei em outros momentos, essa não foi a primeira crise e nem será a última. O mundo superou todas as anteriores.

Nos próximos 18 anos, muitas outras crises irão acontecer e está tudo bem.

O longo prazo me permite navegar por elas de forma saudável.

Para o pequeno Voglininho, já separei 3 ações que inclusive estão no canal Ações para Vida.

São elas: ITSA4, WEGE3 e LREN3.

Uma holding composta por 95% do melhor banco do país, uma indústria gigantesca que não para de inovar e a melhor empresa do segmento de varejo.

Essas compras são de olhos fechados…

As próximas as ações da carteira, será um mix entre os dois canais, Ações para Vida e Joias da Bolsa, afinal, com o prazo de 18 anos, vale a pena correr um pouco mais de risco.

Mais valioso do que a carteira de ações que deixarei para o Voglininho, será o conhecimento de uma vida no mercado financeiro, que eu irei transferir para ele.

Esse será meu maior legado!

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

TAEE11, SAPR11, ITSA4: a hora do óbvio

taee11 sapr11 itsa4

Olá, como você vai?

Espero que você esteja bem.

Os últimos dias têm sido totalmente atípicos não só para os mercados, mas também para a nossa rotina.

Temos muitos investidores de primeira viagem recebendo o seu primeiro batizado logo nos primeiros meses de bolsa.

Pode parecer banal, mas isso certamente vai expurgar os curiosos e calejar quem entrou na parada para fazer como se deve fazer.

Em tempos de realidades complexas e imprevisíveis, temos de manter o nosso foco no longo prazo e simplificar ao máximo as coisas no curto prazo.

Processos de investimento complexos perderam o sentido nesse momento.

A experiência vai nos ensinando a simplificar cada vez mais.

Antes de você perguntar se investimentos em ouro e dólar são válidos, eu já afirmo que são sim, mas cuide para não “contratar um seguro de carro logo após o carro ter batido”.

Proteção boa é caixa.

Esses investimentos deveriam ter sido feitos quando a bolsa subia e, convenhamos, ninguém quer saber de ouro e dólar quando as ações brasileiras subiam dia após dia.

Por isso reforço: nada contra esses investimentos defensivos, mas no momento eles irão custar muito para proteger pouco, já não há mais muito o que se proteger.

A melhor defesa nesse momento é possuir caixa e aproveitar as oportunidades mais óbvias.

Nesse momento, ações tradicionais pagadoras de dividendos ou empresas high quality (geralmente caras, mas agora significativamente descontadas) são as ações com a melhor relação de risco retorno para a conjuntura.

Tenha caixa sempre.

Aproveite quedas nas ações de boas empresas e tenha cuidado com o excesso de exposição.

Taesa (TAEE11), Sanepar (SAPR11) e a nossa clássica e forte Itaúsa (ITSA4): definitivamente não será aqui o fim da linha para elas.

Compre aos poucos pois sempre pode cair mais.

E repito: escolha ações de boas companhias e não daquelas que você acha que podem se tornar boas.

Se quiser fazer alguma aposta em small caps, vá com pouco capital e escolha empresas que apesar de pequenas, estão nadando a braçadas nos últimos tempos.

Fora isso, algumas ponderações a serem feitas:

  1. A China deve passar por forte desaceleração ou quem sabe até uma recessão bem forte. Em que pese o seu caixa em dólar e possibilidade de compra massiva de insumos baratos, uma possível recessão não é nada conveniente para o Partido Comunista Chinês e joga pelo ralo qualquer possibilidade de conspiração de que a própria China teria plantado a crise do Covid-19.
  2. O bear market americano parece finalmente ter chegado após quase 10 anos consecutivos de altas no mercado. Os Estados Unidos podem passar por uma recessão temporária seguida de uma forte desaceleração na taxa de crescimento econômico. Trump certamente quer enfrentar as eleições em uma condição mais confortável e por isso deve seguir com estímulos.
  3. A Europa, atual epicentro de disseminação do Coronavírus, também deve passar por uma recessão e passa a voltar os olhos para solvência do Deutsche Bank. Não me parece ser do perfil do Banco Central Europeu deixar um banco de tal quilate quebrar. É aquela coisa, too big to fail.
  4. Com fortes estímulos nas economias avançadas e um impacto iminente na economia real brasileira, tem se o aval não só de termos uma Taxa Selic em patamares nunca antes imagináveis, na casa dos 3 por cento ao ano, como também força o governo a se valer da política fiscal como ferramenta de combate a uma possível recessão. Se em condições normais de temperatura e pressão a ordem era controlar gastos e fazer reformas, em situações extremas a imagem de Lord Keynes emerge até a frente de Paulo Guedes e companhia.
  5. Mais do que tudo isso, o ambiente pode favorecer a tramitação das reformas administrativa e tributária no Congresso, uma vez que a circunstância encoraja uma maior aproximação e colaboração entre Legislativo e Executivo.
    De forma geral, não abandonamos a tese e bull-market estrutural no Brasil, temos muita coisa para melhorar ainda dentro da economia doméstica.

Se por um lado essa atual crise vai impactar o resultados das empresas listadas em um primeiro momento, esse impacto é passageiro e dentro de 6 meses a um ano já terá sido absorvido.

Nesse momento eu me coloco à disposição para quem estiver com dúvidas.

Fiquem bem e em casa, caso possam.

Lavem bem as mãos e cuidem dos familiares.

Tudo passa.

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

ITSA4 não decepciona

Itsa4 não decepciona

Olá, como você vai?

Primeiro vamos falar de Itaú (ITSA4/ITUB4), depois quero alinhar algumas expectativas.

Falar sobre Itaú vai ser bom porque as notícias são boas, mas alinhar expectativas é mais importante.

Ok, não foi o melhor resultado do mundo, mas a nossa querida Itaúsa (ITSA4) não decepcionou: bateu lucro recorde e ainda divulgou cerca de 0,40 centavos de proventos líquidos para dia 6 de março.

Ótimo.

Na divulgação de resultados há duas semanas, o bancão Itaú Unibanco (ITUB4) já havia mostrado que não está parado assistindo a ascensão das fintechs.

Desapegando um pouco da holding (ITSA4) e focando mais no banco (ITUB4), vemos um negócio ainda muito rentável.

Mesmo com um ano de baixo crescimento da economia, os lucros cresceram 13 por cento no 4T2019 em relação ao mesmo período do ano anterior.

Melhor ainda é saber que a empresa fez uma boa contenção das despesas.

O banco ainda possui um potencial muito grande para ganhar eficiência operacional.

Excelente.

A carteira de crédito segue saudável.

Maravilhoso.

O banco está pronto para era do bancos digitais.

O Itaú estrategicamente se tornou sócio da Xp Investimentos em meados de 2017, empresa que até aqui foi a única real pedra no sapato dos bancões.

Formidável.

O futuro não terá tanto vento a favor como no passado, mas ITSA4/ITUB4 está pronto para esse novo cenário.

​Seja para receber dividendos, seja obter uma valorização do papel​, na minha opinião, a ação é uma das escolhas mais óbvias da bolsa para 2020.

Mas cuidado, é importante lembrar de alguns preceitos básicos antes.

Vamos alinhar as expectativas:

  • Esse texto retrata uma opinião e não uma recomendação;
  • Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura;
  • Não coloque todo seu dinheiro em uma única ação, diversifique;
  • Mesmo com uma carteira de ações diversificada, não invista apenas em ações. Tenha uma reserva líquida;
  • Você não vai ter valorizações ultra-expressivas com uma empresa gigante como o Itaú;
  • Se você quiser ter um supervalorização com Itaú, só esperando por anos e anos, mas sempre há risco.

Os tempos atuais podem nos enganar: o mercado não sobe para sempre.

Os próximos anos podem (e provavelmente vão) mal acostumar muita gente ainda.

Em algum momento a festa acaba (sem neura também, acho que está longe de acabar aqui pelas bandas tupiniquins).

Mas você deve saber sempre investir em ações de qualidade e esperar.

É um jogo muito mais de paciência do que de conhecimento.

A grande vantagem é que cada ano adicional de espera, a recompensa por essa espera aumenta.

Como o árbitro francês falou para Neymar após ele tomar um cartão amarelo injusto, be patient.

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

4 bancos que distribuiram uma NTCO3 inteira em dividendos

4 grandes bancos pagam dividendos

Caro leitor,

O investidor iniciante costuma dizer que o dividendo é muito pequeno e que isso é desestimulante.

Você sabe de quem é a culpa de o dividendo ser tão pequeno?

Sua (contém ironia: leia até o fim antes de ficar brabo comigo).

As empresas que pagam dividendos fazem a parte delas. Faça você a sua.

Vamos começar falando da parte das empresas.

Pega o exemplo dos quatro maiores bancos brasileiros, que em 2019 distribuíram o equivalente ao valor de mercado do Grupo Natura.

Os responsáveis por inundar a carteira dos sócios com dividendos são Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Santander.

​Veja a evolução ano a ano dos pagamentos deles aos sócios:

Dividendos pagos pelos 4 grandes bancos

O Itaú, sozinho foi responsável por uma fatia de 26 bilhões, quase metade do total.

Muitos falam que os bancões estão com os dias contados por causa das fintechs e suas disrupções.

Tem muita gritaria e, ainda, pouco efeito prático sobre os balanços dos grandes bancos.

O último resultado do Itaú foi surpreendente.

Melhorou em quase todas as métricas que o mercado considera relevante.

​Mas e as ameaças das fintechs que vão (no futuro, ou seja ainda não fizeram nada) tomar conta deste mercado?

Por enquanto, quem realmente fez algo que poderia incomodar os bancões até agora foi a XP.

O que o Itaú fez?

Foi lá e comprou 49% da empresa.

Só não comprou tudo, por que o CADE e Bacen impediram.

Na época o Itauzão desembolsou o equivalente ao lucro de um trimestre.

Ele fez do limão uma limonada.

Esse foi o melhor investimento do banco nos últimos muitos anos.

E veja que história louca…

Esses dias conversei com um amigo que trabalha no Itaú BBA, segmento do Itaú que atende grandes empresas.

Ele me contou que em um evento com os colaboradores, os sócios controladores (Setúbal e Moreira Salles) foram questionados sobre a compra da XP e sobre o mercado que eles estavam perdendo para a XP.

A resposta foi maravilhosa.

Foi algo do tipo: “Olha eu estou perdendo somente metade deste mercado. Perceba que somos donos de metade da XP. Portanto a metade desse resultado volta para mim. Quando a vocês? Bem, corram atrás. Não vão deixar eles passarem vocês, né?”.

Se você é acionista do Itaú, portanto saiba que você possui indiretamente, metade da XP também.

Eu me sinto seguro investindo neste banco.

Eles foram inteligentes e ágeis no caso da XP, acredito que conseguirão ser em outros casos.

Você acha que eles vão assistir sentados o avanço das fintechs?

Antes de ir embora, vamos fechar aquele assunto lá do início…

culpa de receber poucos dividendos é sua.

Organize suas finanças e trate logo de comprar os quatro maiores bancos do país!

Moleza: vai dizer que em um ano não dá para juntar uns 951 “bilhõezinhos”.

Vai sair um pouco caro, mas ano que vem além deles você poderia comprar a Natura só com os proventos.

Se isso ficar um pouco longe do seu alcance, comece com uma ação que seja. Vá comprando aos poucos até que isso vire um bom dinheiro.

Quanto mais dividendos, mais ações você compra e, consequentemente, mais dividendos recebe. Esse ciclo virtuoso é exponencial e, no bom sentido, foge do seu controle.

Isso depende de você. Eu tenho 10 empresas para sugerir para você.

Quanto antes começar, melhor.

Abraço.

Marcelo Fayh atua profissionalmente no mercado financeiro desde 2007. Começou como operador de Bolsa, ministrou cursos e palestras pela XP Educação e teve seu próprio escritório de investimentos. Antes de virar analista, atuou como assessor de operações de Fusões e Aquisições. Acredita que qualquer pessoa é capaz de melhorar sua qualidade de vida através de escolhas e investimentos inteligentes. Escreve para o TheCap na coluna Fundos a Fundos.

Minha avó de 83 anos comprou essas 3 ações

3 acoes

Olá, investidor!

Se existe uma pessoa que nós deveríamos tratar com todo cuidado e carinho é a nossa avó.

Jamais colocaria minha avó em qualquer circunstância de risco, seja no âmbito de saúde ou financeiro.

Nesse último sábado resolvi fazer uma visita surpresa para ela e tomar o seu famoso café da tarde, com uma quantidade de comida equivalente a de 3 almoços.

A conversa estava muito interessante, lembramos muito do passado, inclusive que meu falecido avô me chamava de “cérebro eletrônico”, pois eu “configurava” seu vídeo cassete.

Tenho certeza que muitos de vocês não vivenciaram a época de ouro das enormes fitas VHS.

Em determinado momento da conversa, ela soltou uma pergunta que fez o café pesar ao descer pela garganta:

“Meu filho, a avó está com um dinheiro parado na conta. Tu não quer me dizer umas ações para eu aplicar?”.

Fiquei muito surpreso com o interesse dela em querer se tornar uma investidora de ações, mas logo pensei: “Será que ela sabe que o investimento é para o longo prazo?” 

Após explicar que o foco deve ser de longo prazo, ela me olhou e respondeu:

“Tu acha que tua avó tem pouco tempo de vida é?! Tudo bem, quero investir para deixar para os filhos.”

Aquela risadinha nervosa surgiu no meu rosto, mas logo após dei os parabéns para a sua atitude.

Mas quais ações indicar para a uma senhora de 80 anos?

Bom, primeiramente sou analista de ações e confio muito em minha capacidade de analisar uma empresa e verificar se faz sentido para o perfil do investidor (mesmo que esse perfil seja de uma senhorinha de 80 anos).

Após uma breve reflexão, resolvi indicar as 3 melhores empresas dos 3 setores mais promissores da bolsa.

Só coloquei as “estrelas” da bolsa.

E aqui estão as 3 ações que uma senhora de 83 adquiriu através do homebroker. Claro, eu que fiz tudo para ela… vamos dar esse desconto.

Banco: Itaúsa (ITSA4)

Pergunte a um analista qual é a melhor ação da bolsa. A resposta mais provável é ITSA4.

Mesmo estando na moda, segue sendo boa demais. A questão é que 96% da holding é composta por Banco Itaú.

E os números do banco impressionam:

  • US$ 82,4 bilhões em valor de Mercado
  • 96.764 colaboradores no Brasil e no exterior
  • 4.704 agências e PABs no Brasil e exterior
  • 47.518 caixas eletrônicos no Brasil e exterior
  • Cerca de 55 milhões de clientes no Varejo em julho 2019

A empresa possui uma consistência invejável em seu resultados. Mesmo assim ela não fica na sua zona de conforto. Não à toa comprou 49% da Xp Investimentos em seu último grande negócio.

Considero como uma das empresas menos arriscadas da bolsa.

Você e a sua avó merecem uma ITSA4.

Indústria: Weg (WEGE3)

Fundada em 1961, a Weg é uma empresa global de equipamentos eletroeletrônicos, atuando principalmente no setor de bens de capital com soluções em máquinas elétricas, automação e tintas, para diversos setores, incluindo infraestrutura, siderurgia, papel e celulose, petróleo e gás, mineração, entre muitos outros.

A empresa se destaca em inovação pelo desenvolvimento constante de soluções para atender as grandes tendências voltadas a eficiência energética, energias renováveis e mobilidade elétrica.

Possui operações industriais em 12 países, somando mais de 30 mil colaboradores distribuídos pelo mundo, além de possuir presença comercial em mais de 135 países.

Em 2018 a Weg atingiu faturamento líquido de R$ 11,9 bilhões, destes 58% proveniente das vendas realizados fora do Brasil.

O sinônimo mais próximo para Weg é “crescimento constante”.

A empresa simplesmente não para de expandir sua operação e melhorar seus resultados.

Veja a evolução de seus lucros nos últimos 10 anos:

Além disso, a empresa se mantém altamente rentável, apresentando um ROE de +17 por cento.

O lucro da empresa cresceu mesmo em momentos de recessão, respaldando a minha segurança de incluir a empresa na carteira da minha avó.

Comércio: Lojas Renner (LREN3)

A Lojas Renner S.A. é a maior varejista de moda do Brasil.

A companhia, constituída em 1965, foi a primeira corporação brasileira com 100 por cento das ações negociadas em bolsa e está listada no Novo Mercado, grau mais elevado dentre os níveis diferenciados de governança corporativa da B3.

Está presente em todas as regiões do país por meio de suas lojas da Renner, Camicado e da Youcom.

Em 2017, a Lojas Renner S.A. deu mais um passo importante ao inaugurar sua primeira operação Renner fora do país, no Uruguai. Desta forma, conta com mais de 500 lojas em operação, considerando os três formatos.

Vamos aos grandes números do negócio:

  • R$ 11,4 bilhões de receita bruta em 2018
  • 570 lojas
  • 21,4 mil colaboradores
  • +5.000 por cento de valorização das ações desde 2005
  • +600 mil clientes circulam diariamente nas lojas
  • 31,5 milhões de cartões emitidos
  • + de 210 milhões de visitas no e-commerce
  • R$ 37 bilhões em valor de mercado

Praticamente um Itaú do comércio varejista.

A empresa possui uma operação altamente rentável medida através do seu ROE (maior do segmento), baixa endividamento para uma empresa do varejo e elevada margem operacional, além é claro ter a maior pontuação do GI Score.

Uma empresa com ótima gestão e grande eficiência nos negócios, se torna indispensável para uma carteira saudável de uma avó saudável.

Que orgulho da minha avózinha! Se tornou sócia de grandes empresas com 83 anos de idade.

Nunca é tarde, fica a lição da velhinha! Grande beijo, vó Ivone.

Aqui eu deixo 7 dias de acesso liberado a minha carteira de 10 “estrelas” que qualquer avó dormiria tranquila.

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

SANB11: puxando a locomotiva da bolsa

a primeira acao de 2020

Olá, como você vai?

Tenho uma reflexão pertinente para o atual momento do mercado e veja se você concorda comigo?

O Banco Santander Brasil (SANB11) vai abrir a temporada de resultados das empresas listadas bolsa de valores, referente ao exercício do 4º trimestre de 2019.

Toda cobertura dos resultados será feito pelo nosso portal parceiro, The Capital Advisor, que inclusive já publicou uma agenda completa​, com a data de divulgação de todas as empresas listadas.

E sabe por que isso é importante para você?

Porque é quando as empresas divulgam os resultados que podemos reforçar ou questionar teses de investimento.

Será que a Weg (WEGE3) vai largar mais um resultado espetacular e confirmar que é uma das melhores ações da bolsa e que toda sua alta de 2019 tem respaldo nos resultados?

Será que a Via Varejo (VVAR3) vai confirmar a tão esperada melhora nos resultados e se tornar uma das small caps mais promissoras da bolsa para 2020?

Será que a Itaúsa (ITSA4) vai novamente calar os críticos e mostrar que segue indo muito bem obrigado e, de quebra, anunciar um dividendo cavalar para março?

E a Magalu (MGLU3), continua crescendo no mesmo ritmo?

Isso você só sabe após a divulgação dos resultados.

Os números e a história da empresa são o que são.

Perspectivas futuras podem ser frustradas e, no longo prazo, o preço das ações responde ao desempenho dos lucros das empresas listadas.

A história narra o que foi, não o que poderia ter sido.

Sendo assim, é a partir da divulgação dos resultados que você tem as informações que mais importam para os seus investimentos.

Prestar atenção nisso é mais importante do que STF, Maia, Bolsonaro, Trump, Irã, China e afins.

Nem sempre o que rende mais assunto é o que mais importa.

Estamos otimistas com o momento das empresas listadas e acreditamos que muitos gatilhos positivos podem vir daqui​.

Existe risco de algo dar errado e dos resultados não saírem tal qual o esperado?

Claro que existe, do contrário seria um investimento mais do que óbvio.

O investimento em ações costuma dar muito retorno justamente por não ser óbvio.

Mas no caso das coisas darem certo nos próximos dias, sairá na frente que se posicionou antes.

Simples assim.

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.