CHUT3 ou DADO4: qual é a melhor?

apostador

Olá, investidor!

Tenho certeza que em diversos momentos, você já ouviu ou leu notícias alegando que o cenário econômico do Brasil e do mundo está desfavorável ou favorável para investimentos, por qualquer motivo contextual.

Uns acham que está barato, outros acham que está muito arriscado. Nada de novo sob o sol.

Em setembro de 2008 falia o banco de investimentos Lehmann Brothers, que na época era o quarto maior banco dos Estados Unidos.

Naquele momento se iniciou a mais grave crise econômica desde o Crash de 1929.

A economia mundial se retraiu no período.

Como você imagina que eram as notícias da época?

A impressão é que estávamos martelando o último prego do caixão para enterrar a economia mundial de vez.

O pessimismo tomou conta e quando abríamos um jornal, praticamente escorria sangue.

Houve em 1980 outra grave crise relativa à dívida dos países da América Latina.

A conversa entre investidores na época era em tom de pessimismo e trágico, de poucas perspectivas.

O interessante é que antes dessa crise, notícias e conversas entre investidores eram de absoluto otimismo.

Afinal, o PIB do Brasil em anos anteriores havia dobrado.

Você consegue perceber que, em geral, grupos de pessoas, governos, mídias acabam perpetuando as situações ruins nas suas cabeças, de forma que isso se reflete nos preços dos ativos.

Toda a previsão dos cenários esperados, descrevem apenas o momento atual.

O futuro está totalmente desconectado com aquilo.

Historicamente é isso que ocorre: as coisas só se tornam óbvias quando olhadas em retrospectiva.

Quando o mercado estava próximo do 120 mil pontos, só recebíamos projeções e notícias de prosperidade, muito embora, eram apenas projeções e não o que de fato viria a acontecer.

Sempre é assim!

O que devemos fazer para ganhar dinheiro com investimentos, se na maioria das vezes, todas as projeções são baseadas apenas na situação presente?

Bom, qualquer megainvestidor cabeça branca da bolsa de valores sabe lidar com esse fato, então vamos nos inspirar neles.

Sabe para onde ele direciona sua atenção?

Simplesmente para a empresa!

Analisar e avaliar a capacidade da empresa é possível e realista, prever cenários econômicos é quase uma utopia.

Os grandes investidores não estão preocupados em tentar adivinhar o PIB para daqui a 5 anos, ou mesmo para o próximo ano.

Eles não sabem se o dólar irá para 7 reais ou 7 centavos…

Por outro lado, ele está analisando a capacidade de uma empresa em gerar caixa, se ela tem capacidade de seguir em cenários desafiadores.

Caso cenários os desafiadores não ocorram, melhor ainda.

Mas saiba que em algum momento eles irão acontecer…só não perca tempo tentando adivinhar quando.

É isso que os grandes investidores fazem.

Analisando aspectos ligados aos fundamentos das empresa, bem como questões qualitativas.

Mas, existe sim, um ponto de maior importância que preciso de te dizer…

Se você comprar o “ingresso” de participação em uma boa empresa em um momento presente favorável, pagará muito caro, pois todos estão vivendo uma “previsão” de prosperidade.

Por outro lado, se comprar o “ingresso” em meio a turbulências, pagará um maravilhoso desconto.

Comprar na baixa é parece contra-intuitivo, mas racionalmente é o correto.

Comprar na alta gera conforto, mas racionalmente se sabe que é muito mais arriscado.

Veja este gráfico:

Grafico longo prazo

Em que momento desfavorável, foram feitas diversas previsões para os próximos anos, mas o que acabou por se desenvolver foi muito mais favorável nas maioria das vezes.

Não tente prever cenários. Ao invés disso, identifique quanto vale uma determinada empresa.

Você estará trocando um chute por um dado.

Acredito que faça mais sentido se basear em dados ao invés chute, suas chances de erros são menores.

Forte abraço!

Eduardo Voglino atua no mercado financeiro desde 2007 e já assessorou diretamente centenas de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta de buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

VOGL3 ou FAYH4: qual é melhor?

Vogl3 ou Fayh4

Olá, investidor!

Já ouviu falar no indicador Price to Earnings Growth (PEG), ou preço sobre lucro e crescimento?

Esse indicador que me serviu como inspiração para a criação do GI Line, foi muito utilizado por um dos maiores gestores da história mundial: Peter Lynch.

Para você ter uma ideia expertise do Peter Lynch, o seu principal fundo conhecido como Fidelity Magellan Fund gerou um retorno médio de +29,2 por cento ao ano.

Simplesmente incrível, concorda?

Na prática o PEG é uma relação entre o múltiplo P/L (preço/lucro) e crescimento dos lucros por ação (LPA).

Fórmula: (P/L)/Crescimento do lucro por ação. A função dele é determinar se o preço atual está ou não atrativo. Quando menor for o PEG, melhor será a oportunidade.

Você pode se perguntar se o índice P/L já não faz isso…

Sim, ele faz, mas o PEG o faz com maestria por considerar o crescimento.

Entenda…

Quando utilizamos o P/L, interpretamos que quanto “menor” for o índice em comparação aos seus concorrentes, mais barata estará aquela ação.

O PEG refina essa interpretação ao utilizar o crescimento dos lucros.

Afinal, o que adianta um P/L baixo de uma empresa se seus lucros estão caindo, ela até pode estar barata, mas não será um bom negócio, pois ficará cara no futuro.

Ele irá indicar se o preço da ação já reflete a previsão do lucro futuro.

Lembre-se que o preço da ação na maioria das vezes irá refletir uma expectativa e não o valor patrimonial ou “real” da empresa.

Basicamente se o PEG é alto, pode estar sinalizando que o mercado já considera com o otimismo o crescimento dos lucros.

Vamos comparar duas empresas do mesmo setor (cervejaria), vou comparar a minha VOGL3 com a do meu amigo, a FAYH4:

vogli beer vs fayh beer

No primeiro momento, muitos investidores poderiam considerar a Fayh Beer mais atrativa, afinal seu P/L é menor.

Mas quando paramos para analisar sua relação com o crescimento dos lucros, percebemos que a Vogli Beer é muito mais atrativa, pois está com os lucros crescendo mais rápido e seu PEG é, portanto, menor.

Aquela velha frase faz sentido nesse contexto: “Nem tudo que parece, é. Nem tudo que é, parece“.

A expectativa de lucro está diretamente ligada ao preço da ação, mas muitas vezes a expectativa não está óbvia para os investidores, portanto o PEG poderá ser a cereja no bolo para buscar boas oportunidades.

Se Peter Lynch que foi gestor de um dos fundos mais rentáveis do mundo utilizava o PEG em suas análises, quem sou eu para fazer diferente.

Ele é um excelente indicador e pode ajudar muito a análise, se colocado dentro de um contexto adequado.

No canal Joias da Bolsa um dos indicadores que utilizo, entre diversos outros, é o PEG.

Os assinantes têm colhido bons frutos com ele.

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

Olha no que deu: Samuel comprou muita IRBR3…

compra irbr3

Olá, investidor!

Pontualmente executo algumas consultorias individuais para clientes com o perfil adequado.

Semana passada fiz o atendimento do Samuel (nome fictício), que é um CEO de uma Startup de tecnologia.

O mais interessante destas consultorias, são as situações trazidas pelos clientes.

O Samuel havia comprado muitos lotes de IRBR3 e havia pago mais de 3x o preço que ela está sendo negociada atualmente.

Comprou 5000 ações pagando 31 reais. Um total de 155 mil reais.

Até aí, tudo bem. Afinal, não será toda a ação que nos fará sorrir.

Mas o Samuel havia cometido um erro importante… ele havia concentrado 50 por cento de todos os seus recursos em IRBR3.

Isso é grave!

Veja, os 155 mil reais aportados, com a IRBR3 negociando próximo de 10 reais, viraram cerca de 50 mil reais.

Dói né?

Acontece que ele me questionou se deveria vender a posição e comprar ações de uma empresa com uma segurança mais óbvia.

Bom, aqui temos alguns problemas.

O primeiro refere-se a quanto ele precisará ganhar em valorização para recuperar o capital.

Perceba que quando a ação caiu de 31 reais para 10 reais, isso representou uma queda de aproximadamente 67 por cento.

Por outro lado, para ele recuperar essa queda de 67 por cento, vai precisar que a ação suba mais de 200 por cento.

O desafio é grande.

Será que faria sentido ele trocar a posição para ITSA4, uma empresa obviamente melhor?

Todos devem ter Itaúsa na carteira, afirmo com convicção.

Porém, essa troca não faz muito sentido.

O market share da ITSA4 já é enorme, dificilmente ela irá crescer tanto ao ponto de justificar uma elevação de preços abrupta ou mesmo ao longo do tempo.

O maior erro do Samuel foi a concentração de capital em uma única ação.

No meu entendimento a solução pode ocorrer mediante a duas alternativas.

Primeira, se o Samuel entender que a IRBR3 é de fato um bom negócio, então essa queda é uma grande oportunidade para aumentar a exposição.

Apenas para observar, não tenho IRBR3 em carteira.

Segunda, alocar o capital e outras empresas, preferencialmente Small Caps e que estejam obscenamente baratas.

Ocorre redução de risco através da diversificação, porém sem perder o potencial de valorização, consequentes da características das Small Caps e principalmente por estar comprando a preços de baratos. Está é a minha alternativa favorita!

cada consultoria surge um novo desafio interessante.

Ansioso para o próximo!

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

E a minha small cap VULC3?

acertei em vulc3

Olá, investidor!

Você leva a sério seus investimentos?

Se sim, possivelmente já refletiu sobre as tantas estratégias e abordagens que existem sobre o mercado de ações.

São tantas estratégias por aí que nos sentimos completamente perdidos, concorda?

Isso acaba gerando um giro financeiro sobre diversas ações, derrubando qualquer consistência nos resultados.

Todos sabem da minha admiração por Warren Buffett.

Certa vez Warren Buffett disse:

“Eu poderia melhorar o seu bem-estar financeiro, dando-lhe um bilhete com apenas 20 buracos, representando todos os investimentos que você tem que fazer na vida. E uma vez que você tivesse perfurado todo o cartão, você não poderia fazer mais investimentos em nada.

Com essas regras, você realmente pensará cuidadosamente sobre o que você faz, e você será obrigado a se esforçar sobre em que você realmente tenha investido. 


Então, você fará muito melhor.”

O problema com a maioria dos investidores é que, com demasiada frequência, espalham o dinheiro por aí, enquanto dizem para eles mesmo:

“Tudo bem, vou investir um pouco de dinheiro nesta ação, um pouco nestra outro ação e depois ver o que acontece. 

Pelo menos, uma das ações vai ter subir!”

Saiba que isso não é investir!

Nessa situação você está especulando no mercado de ações na esperança de achar a ação “certa”.

A VULC3 é um buraco no bilhete.

Não comprei com intenção de especular, mas de investir.

Ela continua atendendo aos pré-requisitos?

Vamos ver:

indicadores vulc3

Empresa continua muito líquida, e isso é extremamente importante em um momento como o que estamos vivendo.

dividas vulc3

A empresa possui mais caixa do que dívidas.

E isso vem melhorando cada vez mais ao longo do tempo.

Terminou 2019 com 65 milhões em caixa! Momento bem oportuno.

Se o resultado cair demasiadamente, ela aguenta.

Sua recuperação desde 2017, segue forte, veja o lucro líquido histórico.

lucro liquido vulc3

O fato é que como todas as empresas do varejo, a queda das vendas decorrente da quarentena, irá impactar seus resultados.

Isto não é um problema de gestão ou estratégia, mas sim algo ligado ao mercado em geral.

Além de continuar atendendo os pré-requisitos, ela se tornou mais barata.

Nesse contexto, deveríamos vender ou comprar mais?

Não vou responder, aprendi na vida que o óbvio não se fala.

Além de Vulcabras, o documento lista-9-small-caps-ineditas.pdf aponta para outras small caps em uma situação igualmente confortável para o que nos aguarda.

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

O Sistema 1 fará você comprar OIBR3

comprar oibr3

Olá, investidor!

Nada é mais natural do que identificar nosso pensamento com ideias, imagens, planos e sentimentos.

Se eu pergunto: “Porque você comprou aquele carro?”

Você irá justificar utilizando diversos motivos: “Modelo bonito. Ótimo Preço. Motor potente”.

Ocorre que poderá justificar os pensamentos apenas por meio da introspecção, ou seja, voltando sua atenção exclusivamente para dentro e examinando o que se passa em sua cabeça.

Isso é um problema, pois a introspecção pode captar apenas uma pequena fração dos processos complexos que se desenrolam em sua mente e que estão por trás de suas decisões.

Nosso universo mental se divide em dois sistemas.

Sistema 1 é o reino da percepção automática e das operações cognitivas, como o que você põe em funcionamento neste exato momento ao rolar a página deste e-mail.

Não temos consciência desses processo de gatilho rápido, mas não poderíamos funcionar sem eles, seríamos desligados.

Sistema 2 está diretamente ligado em tudo em que decidimos nos focar.

A ordem dos dois sistemas não é aleatória, O Sistema 1 vem primeiro.

Ele é rápido e está constantemente operando em segundo plano.

Se uma pergunta é feita e você sabe a resposta instantaneamente, é o Sistema 1 respondendo.

O Sistema 2 fica encarregado de interrogar essa pergunta.

Mas esse processo exige tempo e esforço, e é por isso que rotineiramente na maioria das vezes o Sistema 1 é quem decide.

Me responda a pergunta abaixo: “Um bastão e uma bola de beisebol custam juntos 1,10 reais. O bastão custa 1 real a mais do que a bola. Quanto custa a bola?”.

Se você é como praticamente todo mundo que um dia já respondeu essa famosa pergunta, instantaneamente sua resposta foi: “Dez centavos”.

Não pensou cuidadosamente para chegar a resposta, nem sequer fez algum cálculo.

A resposta simplesmente apareceu.

Culpa do Sistema 1, rápido, fácil e impreciso.

A resposta pode parecer, mas não é 10 centavos.

Não vou te dar a resposta, vou deixar o seu Sistema 2 refletir e buscar o racional e lógica do cálculo.

Mas qual a relação disso tudo com o mercado de ações?

Bom, a maioria das decisões tomadas pelos investidores se limita ao Sistema 1.

Afinal, é menos trabalhoso e mais rápido.

A resposta chegada praticamente “pronto”.

Pena que na maioria das vezes a decisão se baseia em respostas erradas.

O Sistema 1 faz com que você enxergue de forma clara que as ações da OIBR3, por exemplo, é uma grande oportunidade, afinal, seu preço caiu muito e estamos falando de uma importante empresa do segmento de telefonia do Brasil.

Mas realmente é isso?

Coloque seu Sistema 2 para trabalhar um pouco, vá mais afundo na avaliação.

Considere todos os riscos e veja se vale realmente a pena.

Se no atual contexto não existem oportunidades melhores.

Usar o Sistema 2 é chato, o 1 é mais divertido.

O seu Sistema 2 vai ajudar você a olhar para oportunidades bem mais óbvias que o mercado está dando no momento.

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

COGN3: oportunidade óbvia ou risco incondicional?

cogn3 risco ou oportunidade

Olá, investidor!

As empresas do setor educacional, são umas das que mais estão sofrendo nesta crise gerada pelo Covid-19.

​Em especial as ações da empresa Cogna Educação (COGN3), a antiga Kroton.

Queda ações cgno3

No ano as ações já acumulam uma queda de aproximadamente 60 por cento.

Mas será que a empresa é tão ruim a ponto de justificar essa queda?

​Vou te apresentar a Cogna Educação!

A empresa é uma das maiores organizações educacionais privadas do Brasil e do mundo. Possui mais de 50 desde sua fundação.

Em 2010, a Cogna adquiriu o Grupo IUNI Educacional, instituição que também atuava na graduação e pós-graduação presencial; em 2011, o destaque foi a aquisição da Universidade Norte do Paraná (Unopar), a maior instituição de ensino à distância do país.

Para coroar esse ritmo intenso de aquisições, em 2013, a Cogna realizou o maior investimento de sua história: anunciou a fusão a Anhanguera e, com isso, consolidou a sua liderança tanto no ensino presencial como na educação a distância.

Em 11 de outubro de 2018, a Cogna concluiu a operação de compra do controle acionário da Somos, o principal grupo de educação básica do Brasil, em mais um passo transformacional para a Companhia, tornando-se uma plataforma completa de educação com atuação relevante em todos os negócios.

​Principais números:

Principais numeros cgno3

A empresa possui um planejamento estratégico (2018 – 2022) de continuidade da expansão de seus negócios. Principalmente através de aquisições de outras empresas do setor, como foi o caso da Somos em 2018 por R$ 4,6 bilhões.

Outro ponto forte do grupo é o seu direcionamento e a agilidade no desenvolvimento de tecnologias relativas a plataforma de ensino a distância.

Entendemos que esse é o futuro natural do segmento educacional no Brasil e no mundo.

​Veja agora o resultado consolidado de 2019

Principais resultados cgno3

O destaque negativo dos resultados, está principalmente na linha de margem líquida ajustada, que apresentou uma queda de 32%.

Cabe ressaltar que o fraco resultado do quarto trimestre, tem como origem o custo de aquisição da Somos, além do aumento da depreciação.

Existe uma combinação de variáveis que quando combinadas, podem criar uma oportunidade.

​Veja:

Queda ações cgno3 2

Essa queda dos últimos dias, fez com que os papéis da Cogna, tivessem suas negociações a preços de 2012/2013.

Naquela época o business da empresa era de uma relevância muito menor do que a atual, além disso era negociada a múltiplos superiores aos atuais.

Na prática, não era um empresa do porte e relevância como hoje, mas era negociada a preços relativos a lucros, mais elevados. Era cara!

O ROE baixo atual não impressiona, cerca de +1,5 por cento. Mas, nada para se preocupar.

Lembre-se que a fórmula do ROE é Lucro líquido / Patrimônio Líquido, sendo assim, quando uma empresa cresce comprando outras, seu patrimônio se eleva e seu lucro cai.

​Veja:

PL VS ROE CGNO3

Perceba nos gráfico acima, a relação mencionada.

O Patrimônio (o denominador da fórmula) cresceu e ROE caiu.

Quando a queda do ROE tem como justificativa o crescimento do negócio, está tudo bem.

​Mas a grande questão que pode tornar COGN3 uma oportunidade, está relacionada com a sua geração de caixa oriundas da sua atividade operacional, somadas ao caixa gerado pela emissão de ações em Fevereiro de 2020.

Podemos estar diante de uma oportunidade óbvia.

O que você acha?

Após o Follow-on a empresa acumula quase R$ 4 bilhões em caixa.

Durante as crises, quando uma empresa possui elevado caixa, ela tende a se recuperar mais rapidamente, devido a capacidade de investimentos e redução da necessidade de alavancagem.

A queda nos preços das COGN3, foi gerado por uma combinação de fatores ligadas a psicológica dos investimentos.

Em meio a tanto turbulência os investidores não estão racionais.

Quando uma empresa apresenta queda de resultados concomitantemente a uma crise, é disparado o gatilho do pânico…

Neste momento as decisões são puramente emocionais e a venda supostamente seria a “melhor”solução.

Nestes momentos, normalmente o meu gatilho de oportunidade é disparado.

Houve queda exagerada?

A empresa é significativa no mercado que atua?

A empresa tem histórico para uma análise de confiança dos resultados?

Ela investe em crescimento?

É geradora de caixa?

Tem baixo endividamento?

Sim para todas as perguntas.

Compre COGN3 e segura essa mão.

Ela é a mais nova integrante do Canal Joias da Bolsa​.

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

MTSA4 ou uma caixa de sapatos

desconto na bolsa

Olá, investidor!

Tenho uma caixa de sapato que está sendo negociada no mercado a 8 reais.

Dentro da caixa existem 15 reais guardados.

Quer comprar minha caixa de sapato?

Acredito que a sua resposta seja um sonoro SIM.

Parabéns, você estaria fazendo um excelente negócio.

Você sabia que esse mesmo tipo de oportunidade é possível encontrar na bolsa de valores?

São situações pontuais.

Em determinado momento do mercado uma empresa pode estar sendo negociada em bolsa, com um valor de mercado inferior ao seu caixa líquido.

Em tese, mesmo que a empresa não esteja demonstrando resultados sólidos, como estaríamos pagando menos do que a empresa possui em caixa, estaríamos nos apropriando de uma excelente margem de segurança.

Embora, isso não garanta que a empresa possua qualidade em seu fundamentos, não podemos negar que essa distorção chame a atenção.

A título de curiosidade, separei uma empresa que possui essa característica.

Só faço uma observação: assim como a caixa de sapato pode ser de péssima qualidade e os 15 reais guardados no seu interior, podem não justificar a compra.

Não é coerente considerar apenas a variável que estamos avaliando para tomada de decisão.

Não é uma recomendação de compra.

A Metisa Metalúrgica Timboense S.A (MTSA4) é uma empresa que atua na fabricação e comercialização de ferramentas agrícolas.

Conforme sua última apresentação de resultados, ela possui:

metisa mtsa4 ativo circulante vs passivo circulante

Em Ativo Circulante estão os ativos mais líquidos, como caixa, valores a receber de clientes, estoques, etc.

Já em passivo circulante, estão as necessidades de “desembolso” de curto prazo da empresa.

Subtraindo Ativo Circulante do Passivo Circulante, nós temos o caixa líquido da empresa, que pode ser positivo ou negativo.

No caso da Metisa, nós temos um resultado de aproximadamente 162 milhões positivo. Definitivamente a empresa possui um caixa saudável.

Mas o que chama a atenção é que a empresa possui um valor de mercado (total de ações x cotação) de aproximadamente 155 milhões.

Isso significa que ela está sendo negociada no mercado a um valor inferior que ela possui em caixa.

Um desconto de aproximadamente 7 milhões.

O Deep Value Investing, estratégia que Warren Buffett utilizou muito no início de sua carreira como investidor, busca justamente situações como da Metisa.

O famoso “comprar 1 real pagando 50 centavos”.

É claro que devemos considerar outros fatores para decidir comprar ou não uma ação.

Mas não podemos negar que chama muito a atenção quando existe mais dinheiro em caixa do que o próprio valor de negociação da empresa.

Será que Metisa seria mais uma integrante da carteira do Canal Joias da Bolsa?

Talvez, estou de olhos abertos!

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

Vai aproveitar a baixa e comprar uma Small Cap?

Aproveitar oportunidades na bolsa small caps

Olá, investidor!

​Provavelmente você deve estar acompanhando a forte queda da bolsa na últimas semanas, decorrente do crescimento da transmissão do Covid-19​.

queda IBOV início de 2020

A queda já acumula mais de 40 por cento em 2020.

É impossível saber até quanto que a queda irá chegar, então não perca seu tempo com isso.

Por outro lado, muitas empresas estão sendo negociadas a preços atrativos, chamando a atenção de muitos investidores.

Empresas de qualidade negociando a metade dos seus múltiplos de 2019.

Quer dizer que temos claras oportunidades sem chances de dar errado?

​Bom, não é bem assim que funciona.

Quando estamos passando por uma crise, como a atual, o consumo dos produtos e serviços apresentam significativa queda.

Quando uma empresa vende menos, recebe menos.

Se ela não possui caixa para saldar suas obrigações de curto prazo, teremos um problema de defasagem do fluxo de caixa.

A solução é a empresa utilizar recursos de terceiros (empréstimos).

Quando uma empresa vende menos e já é alavancada, temos um problema maior.

Ela precisará aumentar seu comprometimento em crédito e isso poderá danificar a estrutura financeira da empresa, a ponto de ficar insolvente.

Imagine que você irá parar de ter renda durante 2 meses, suas contas continuaram a chegar, mas você não gerou sobras financeiras nos meses passados e consequentemente não tem dinheiro em mãos.

O que você faria? Situação complicada…

Nas empresas, acontece da mesma formas.

A dica mais importante que você receber neste momento é a seguinte:

Compre apenas empresas geradoras de caixa e com baixo endividamento.

Não significa que estas empresas não irão sofrer em relação aos seu negócios e receitas, mas terão condições financeiras para se manter durante e após o período desafiador.

Em momentos críticos a liquidez é a salvação, não só para a empresa, mas também para você.

Estamos vivendo um momento único para comprar ativos de qualidade sendo negociados a preços incríveis.

Compre bolsa! Você não irá se arrepender.

Contudo, verifique antes, se a empresa está preparada para aguentar e superar os desafios de um queda de vendas.

A lista das melhores small caps do momento está aqui disponível para download​.

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

SMAL11: nunca vai ser marolinha

Small Caps nunca vão ser marolinha

Olá, investidor!

As ações Small Caps são minhas queridinhas e indispensáveis para uma carteira de valor.

O que muita gente não sabe é que além de agregar potencial de retorno a carteira, ela também agrega muita volatilidade.

Ou talvez você já saiba, afinal foram elas que mais oscilaram no últimos dias.

Na prática isso significa que sua carteira vai oscilar mais.

Veja:

Small11 vs Bova11

Linha azul é a SMAL11 (fundo passivo de Small Caps), linha laranja é o Ibovespa (índice de referência da bolsa).

Veja que a SMAL11 sobe com uma maior intensidade do que o IBOV, porém a intensidade se aplica também na queda.

Por isso acho importante alertar você a compor no máximo 30 por cento da sua carteira de ações com Small Caps.

Já será suficiente para acelerar seus resultados e também será suficiente para te ensinar a navegar por mares turbulentos.

No curto prazo muitos investidores desistem, pois não conseguem aguentar a variação de capital investido.

E realmente ele varia, basta lembrar da última semana. Vimos quedas expressivas em um único dia.

Carteiras compostas por Small Caps, sofreram bastante nesse dia.

E posso te confessar uma coisa?

Essa variação na carteira decorrente das Small Caps, não muda absolutamente nada.

A carteira é construída para o longo prazo, ou ao menos deveria ser.

Essa turbulência do curto prazo é muito semelhante a entrar no mar.

As primeiras ondas são fortes, muitas vezes você quase cai, mas quando ultrapassa a arrebentação, tudo fica mais fácil e tudo vai se tornar se tornar pequenas ondulações.

Inclua Small Caps na carteira, ainda mais nesse preço, é isso que sugiro no Canal Joias da Bolsa, agora com muita margem de segurança para compra.

Você irá me agradecer quando ultrapassar a arrebentação.

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

QUAL3: um estudo de caso

Analise Qualicorp (QUAL3)

Olá, investidor!

No último e-mail enviado, falei que iria te provar que uma queda acentuada no preço das ações pode ser um grande atalho para riqueza.

Vamos aos fatos…

Com certeza você já ouviu falar na importância de ter uma reserva “estratégica”.

Ela serve justamente para aproveitar grandes descontos oferecidos no mercado.

Uma opção para criar uma reserva estratégica “alternativa” pode ser feita ao fracionar a compra das ações.

Para provar o que estou dizendo, vamos utilizar a empresa Qualicorp (QUAL3)​.

Vamos imaginar que você tenha comprado o equivalente a 100 mil reais há 5 anos.

​O preço pago foi de 17,00 reais por ação, totalizando 5882 ações.

Grafico Qualicorp (QUAL3)

Se você não fez nenhuma compra ou venda de ações no período, você acumulou cerca de 188 mil reais.

Agora vamos fazer o investimento dos mesmos 100 mil reais, fracionando o valor em 4 partes, buscando comprar a ações em diferentes momentos (quedas).

​Ficaria assim:

Tabela de aportes Qualicorp (QUAL3)

Você imagina quanto você teria acumulado?

Um total de 270 mil reais!

Uma diferença de aproximadamente 82 mil reais, comparado ao cenário de uma única compra.

Você deve estar se perguntando: “Como vou saber o momento de comprar a ação?

Bom, para isso se faz necessário encontrar o valor justo do ativo, seja através da comparação de múltiplos ou utilizando o GI Line​.

Tenha convicção que quando cai o preço das ações de uma boa empresa e os fundamentos continuam saudáveis, cria-se um atalho para acumulação de riqueza.

Como diria meu amigo e megainvestidor Warren Buffett: “Compre ao som dos canhões e venda ao som dos violinos”.

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.