Brasil cai para 8º posição

O que você deve saber sobre a nossa taxa de juros

Com a recente redução da Selic de 6,5 por cento a.a. para 6 por cento a.a. a nova poupança passou a render apenas 4,2 por cento ao ano.

A nova regra, em vigor desde 4 de maio de 2012, faz com que a poupança renda 70 por cento da taxa Selic quando ela está abaixo de 8,5 por cento a.a..

Muito pouco, não é mesmo? É preciso encontrar ativos que compensem essa queda.

A nova realidade parece ser de que o Brasil de fato vai dar adeus aos juros altos.

Não só o Brasil, mas o mundo inteiro está nessa tendência.

Após o corte em 0,5 pontos o Brasil caiu para a 8ª posição entre os países com maiores juros reais do mundo.

A nossa taxa real está em 1,63 por cento.


Fonte: Adaptada do Poder 360.

O cálculo é feito considerando a taxa de juros da atualidade e descontando a inflação projetada para os próximos 12 meses.

A média geral atual, entre as 40 maiores economias, está em -0,06 por cento.

Diversos países estão com taxa real negativa.


Fonte: Adaptada do Poder 360.

Este é um novo patamar para o mundo inteiro, e é algo que eu nunca tinha visto.

O mercado como um todo acredita em mais cortes, inclusive neste ano, e a tendência é de que a nossa taxa Selic termine esse ano em 5,5 por cento ao ano.

EUA informou novas taxas para produtos chineses, e a China iniciou, como forma de retaliação aos EUA, uma desvalorização da sua moeda. Essa guerra comercial parece estar longe de acabar.

Quais os impactos para o mundo com taxas negativas e essa disputa entre as duas maiores economias do mundo?

Vamos aguardar os próximos episódios.

Me siga no Instagram e aproveita pra conferir dicas que compartilho lá também.

@severoadriano

Brasil com juros de EUA, UE e Japão

Juro abaixo de 5 por cento ao ano?

Caro leitor,

Uma breve análise do cenário econômico e um “o que fazer diante disso”…

Segunda-feira o Boletim Focus interrompeu as quedas na expectativa de crescimento econômico para 2019 depois de 20 semanas consecutivas.

Até semana passada a expectativa era de crescimento do PIB para 2019 era de 0,81 por cento e ela foi revista para 0,82.

Ok, economista usa duas casas após a vírgula porque tem senso de humor mesmo, mas de toda forma a boa notícia ficou por conta da interrupção nas quedas.

A projeção de inflação veio abaixo da feita semana passada, de 3,82 por cento para 3,78 por cento no ano de 2019.

A novidade é que o mercado finalmente está enxergando os (há muito tempo necessários) juros mais baixos.

Expectativa de Selic em 5,5 ao ano ao final de 2019 e 5,75 em 2020.

O recesso do Congresso trouxe um noticiário mais calmo nos últimos dias, mas temos uma iminente aprovação da Reforma da Previdência.

É inocente pensar que a Reforma da Previdência combinada com um juro baixo trará crescimento econômico por si só.

Devem entrar na pauta uma reforma tributária e outras reformas microeconômicas na tentativa de reaquecer a economia, que ainda patina.

Fato é que o juro pode baixar ainda mais do que se espera… não me surpreenderia ver a Selic em “4 ponto algo” ao ano.

Não vindo nenhum choque externo, essa será a realidade imposta.

Fica a pergunta: será que caminhamos para ter taxas de juros de EUA, UE e Japão?

Dito isso, vamos ao que verdadeiramente interessa: o que fazer diante disso.

Bom, não existe um bom investimento. Qualquer investimento isolado não nos diz nada. Temos que ter noção de portfólio.

É importante você ter a sua reserva de emergência com algum investimento seguro e líquido, então tenha uma boa parte do seu portfólio alocada em Tesouro Selic.

Com uma possível queda nos juros, os títulos Tesouro IPCA+ com vencimento em 2045 e 2050 ainda oferecem uma gordura nos prêmios, podendo ter boas valorizações de curto prazo.

Ficar fora da bolsa hoje em dia é uma das coisas mais insensatas para quem investe. Ao menos 10 por cento do seu portfólio merece esse destino.

Uma parte pode ser em BOVA11 para surfar a alta geral da bolsa nos próximos meses e anos.

Para fechar a pizza, uma pequena parte pode incluir small caps. Qualquer pequena exposição nesse tipo de ação pode fazer diferença para o seu resultado final do seu portfólio.

É daí que virão as maiores porradas desse ciclo de alta.

Bom, agora o último conselho: compre bolsa agora, com o índice em 100 mil pontos. Se você esperar “ficar tudo bem”, vai comprar com Ibovespa já em 130 mil pontos e ainda assim não estará “tudo bem”. Não faz sentido.

Qualquer dúvida, me deixe uma mensagem.

Um abraço e até semana que vem.

O melhor investimento para fazer agora

As maiores porradas da bolsa estão aqui

Caro leitor,

Uma pergunta comum me deixa um tanto quanto pensativo: “Qual o melhor investimento para se fazer agora?”.

Ora, os mesmos de sempre.

Mas pense comigo: quando alguém questiona qual o melhor investimento para se fazer agora, provavelmente essa pessoa quer saber onde vai ganhar mais.

Essa esperança de fazer fortuna com um único investimento é muito ingênua.

Geralmente é, sim, um único investimento que muda a história, mas isso vem de uma noção de composição de portfólio.

Eu explico…

Você não vai colocar todo o seu dinheiro naquela dica quente que pode (e pode mesmo) multiplicar o seu capital em várias vezes em um curto período de tempo.

Você irá compor uma carteira completa de investimentos, com o devido equilíbrio, olhando sempre para longo prazo. A partir disso não só pode, como é fortemente recomendável, que você apimente o seu portfólio.

As porradas de curto prazo acontecem, mas você não pode investir contando com elas.

Reforço: pense no seu portfólio.

Vamos para uma demonstração prática:

Cerca de 50 por cento do seu portfólio deve ser composto por algo totalmente livre de risco. Nessas horas, não adianta inventar moda: Tesouro Selic é a melhor opção.

Você precisa de liquidez e segurança nessa parte do seu portfólio, então de nada adianta comprar aquele CDB

de banco quebrado que paga 120 por cento do CDI.

Nem mesmo aquela debênture incentivada… isso é besteira. Muito incremento de risco para pouco retorno adicional.

Agora começa a parte mais interessante: 20 por cento você deve compor com títulos de renda fixa de longo prazo. Aqui você vai seguir tendo segurança e liquidez, mas vai ganhar um bom adicional de retorno com um pouco de volatilidade.

O ideal para compor essa parte da carteira são os títulos públicos indexados à inflação ou prefixados. Prefira sempre pelos prazos mais longos de vencimento.

Os outros 30 por cento, supondo que você é um investidor mais arrojado, são para ações. Se você for mais conservador, diminua essa fatia e aumente a de Tesouro Selic para fechar os 100 por cento.

Desses 30 por cento, você coloca a maior parte em ações de boas empresas pagadoras de dividendos. Negócios grandes, sólidos e que oferecem uma rentabilidade bem atrativa em relação a renda fixa.

Umas 8 empresas compõem bem essa fatia da carteira.

Agora vem a melhor parte: com o que restou, você coloca nas grandes oportunidades de se fazer fortuna.

Opte por 4 a 6 Small Caps, que são empresas pequenas, com valor de mercado de até 5 bilhões de reais.

As maiores porradas virão daqui.

São empresas em fase de expansão, de crescimento vigoroso, mas que ainda não estão nos holofotes do mercado.

São as próximas Magazines Luízas.

Esses são os investimentos que devem dar mais lucro para o investidor dentro de uma noção de composição de portfólio.

Então, qual o melhor investimento para fazer agora?

É um portfólio equilibrado e diversificado, em que você esteja exposto às maiores porradas da bolsa de valores de forma responsável.

Essa resposta vale para qualquer circunstância. Ela é atemporal.

Ninguém ficou milionário só com MGLU3, mesmo que ela tenha se valorizado 15.000 por cento.

Se deu bem somente quem possuía a ação juntamente com outros investimentos, que permitiram que o investidor carregasse a posição de forma segura durante todo esse processo de valorização.

Um abraço e até semana que vem.

Previdência aprovada?

As primeiras ações a se beneficiarem

Caro leitor,

Um aviso rápido sobre a Reforma da Previdência e outro sobre o que você pode fazer:

A Reforma da Previdência deve ser aprovada no sábado (13) na Câmara dos Deputados.

No momento em que escrevo esse texto, está sendo discutida uma possível votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) em primeiro turno na noite de terça (9).

O segundo turno ficaria para sábado.

A ideia do Congresso é aprovar a Reforma antes do recesso, que se inicia dia 18.

São necessários 308 votos para aprovar a PEC e Onyx Lorenzoni, ministro da Casa Civil, acredita que a base aliada tenha angariado cerca de 330 votos.

O texto aprovado na Comissão Especial prevê uma economia de pouco mais de 900 bilhões de reais nos próximos 10 anos.

Recado dado. Agora vamos ao que verdadeiramente interessa: o que fazer agora?

Bom, de certa forma, o mercado já antecipou parte desse processo de aprovação da Reforma. Não à toa, passamos já da marca de 104 mil pontos no Ibovespa.

Naturalmente, as primeiras ações a se beneficiarem são as mais líquidas, isto é, as que possuem maior volume de negociação.

Petrobras, Vale, Banco do Brasil, Itaú e AmBev devem ser as primeiras a puxar a alta.

E não devem ser quaisquer valorizações… falo de 20 a 30 por cento em poucos dias, talvez mais de 50 por cento até o final do ano.

Mas fica o questionamento: será que são essas as melhores empresas para você surfar a alta decorrente da aprovação da Reforma?

Lembre que você não vai investir só até o final do ano e achar que isso resolveu a sua vida, certo?

Então voltamos ao racional adequado para você investir bem antes da reforma ser aprovada.

Pergunte-se:

A empresa em questão está com as contas no azul? Está gerando lucro?
Essa empresa ainda está crescendo?
Essa empresa possui dívidas elevadas?
Essa dívida é crescente?
Os sócios majoritários são pessoas nas quais você confia?
A empresa distribui dividendos com recorrência?
As margens dessa empresa são elevadas?
Essa empresa sobreviveu bem aos últimos 5 anos, em que tivemos uma severa retração econômica?

Basicamente, esse é o filtro inicial, indispensável. Se você for mais exigente do que isso, você ainda pode se perguntar:

Essa empresa está sendo negociado a um preço abaixo do que você acredita que ela vale?
Qual o tamanho dessa margem de segurança?

Se você conseguir encontrar uma ação que atenda a esses critérios, vá em frente.

No final das contas, o que ganha mesmo não é a ação em si, mas um processo de investimento claro e bem definido, que você segue rigorosamente em tempos de pânico e em tempos de euforia.

Esse processo citado acima basicamente é resumido em dois pilares: qualidade e preço.

Em resumo, você deve investir em ações boas (indispensavelmente) e baratas (de preferência).

Quer ver como isso é feito na prática?

No botão abaixo, você será direcionado para um vídeo onde o André demonstra em pouco minutos como ele analisou as ações da Unipar e da Weg.

Clique agora mesmo e veja como buscar as melhores ações para investir antes da Previdência passar.

Um abraço e até semana que vem.

Quero encontrar ações baratas

Demonstração prática de lucros (veja com os próprios olhos)

Investir em PSSA3 ou CARD3?

Caro leitor,

Hoje quero dar um recado mais rápido.

A Reforma da Previdência se aproxima e a bolsa ainda não deu o seu maior salto, que deve acontecer nas próximas semanas.

Ontem o Focus mostrou que a expectativa para Taxa Selic é de 5,5 por cento ao ano ainda em 2019.

Esse é um momento único e que você deve se posicionar.

Mas como?

Direto e reto: invista em ações de boas empresas e que estejam sendo negociadas a preço de barganha.

Compre uma Ferrari ao preço de um Fiat Uno de firma.

O André fez um vídeo recentemente analisando duas boas empresas: a CSU Cardsystem (CARD3) e a Porto Seguro (PSSA3).

Recomendo você ver como pode ser fácil para você também analisar esses casos.

O método utilizado, no passado, permitiu que médicos, dentistas, taxistas identificassem as ações do Banco do Brasil, AmBev e Lojas Americanas a preço de banana.

Por isso, sugiro que você seja rápido. Existe uma grande oportunidade passando bem a sua frente.

Veja agora a análise de CARD3 e CSSA3

Um abraço e até semana que vem.

Para onde vai o Ibovespa?

Caro leitor,

Nos últimos dias o Índice Bovespa renovou as suas máximas, superando a marca dos 102 mil pontos.

Aos trancos e barrancos, deveremos ter a Reforma da Previdência votada na Câmara dos Deputados em menos de 2 meses.

Isso tem animado o mercado e os primeiros gatilhos de uma alta mais vigorosa da bolsa vão sendo acionados.

Mas onde vamos parar? Para onde vai o Ibovespa?

Desde janeiro o GuiaInvest vem sustentando a tese dos 500 mil pontos até 2024.

Isso significa que nos próximos 5 anos, na média, o mercado vai multiplicar por 5 vezes o capital de quem entrar na bolsa hoje.

Claro que nada disso será linear.

Quedas de 10, 15 ou 20 por cento ocorrem por qualquer motivo besta: um arranca rabo entre os três poderes, um tweet desastrado do Trump e por aí vai…

De toda forma, colocando esses riscos na balança, o mercado segue otimista.

Acrescenta-se a isso o novo discurso do Banco Central, agora aberto a novas reduções da Taxa Selic.

Isso é só o começo e nesse segundo semestre já devemos ver a bolsa subindo forte. E repito: não será de forma linear, os solavancos no meio do caminho são a única coisa certa.

Ainda assim, mesmo não tão animado com a economia, sigo otimista com a bolsa…

Essa semana me chamou atenção aquele homem que interrompe todos os seus vídeos no YouTube… ele fala em Ibov em 150 mil pontos.

Peço licença aqui para dizer que ele pensou pequeno. Ou, ao contrário do que se deve sugerir para quem está começando, ele está pensando a curto prazo.

Os 150 mil já são uma realidade. Os 200 mil estão logo ali.

Isso vai ser o suficiente para trazer a euforia que precisamos para avançar as outras centenas de milhares de pontos que precisamos para alcançar os 500 mil pontos.

Motivos para crer não faltam:

  • Empresas com estruturas de custos enxutas, prontas para voltar a crescer;
  • Redução do nível de endividamento das empresas e famílias;
  • Seguimos com a taxa de câmbio em um patamar competitivo combinado com inflação e juros baixos, algo inédito no país;
  • Fundos brasileiros ainda estão com alocação em ações muito abaixo da média histórica;
  • Investidor estrangeiro ainda está pouco alocado em Brasil;
  • Há muita capacidade ociosa a ser preenchida na economia brasileira, o que vai permitir termos aumento do emprego, do crédito e do consumo sem nenhum a pressão inflacionária por alguns anos.

Por último, gosto de dizer que o sentimento geral ainda é de muito pessimismo. Perdemos o costume de crer em um cenário benigno duradouro para economia brasileira e, claro, esse desânimo geral é refletido nos preços das ações.

Se estivéssemos todos eufóricos, todo mundo estaria investindo na bolsa. Ninguém aguenta ver o vizinho ficar rico da noite para o dia e não entrar na festa também.

É claro que podemos estar sendo demasiadamente otimistas com os 500 mil pontos.

Mas estamos alertando você desde já porque esse movimento realmente faria diferença no seu patrimônio se você estiver exposto a este processo. Nesta aula nós dizemos exatamente o que fazer para surfar essa onda.

Lamento, mas se o Ibovespa parar nos 150 mil pontos, isso não muda em nada a sua vida.

Dá somente para um gostinho e, sinceramente, não é tão logo que você vai poder deixar de se preocupar em investir bem o seu dinheiro.

Meu recado é esse.

Antes de me despedir, um aviso rápido: nesse sábado, dia 29, teremos um evento exclusivo chamado a Semana da Regra Nº 1.

A Regra Nº1 é a única coisa que todo investidor deve saber para ganhar dinheiro na bolsa.

É a única coisa que separou os investidores bem sucedidos dos que perderam dinheiro. Isso em todos os lugares do mundo e em qualquer momento da história.

Milagre ou Miragem?

Sérgio Moro, Deltan Dallagnol e a Bolsa

Caro leitor,

Temos notícias de impacto na pauta, mas o mais importante é saber o que fazer com essas informações. Vamos lá:

Segunda-feira (10) amanhecemos com as notícias de que o então juiz Sérgio Moro (atual Ministro da Justiça) e o procurador Deltan Dallagnol discutem o andamento da Operação Lava-Jato e combinam posicionamentos.

Fato é que a Lava-Jato sofreu um grande baque em um momento que já demonstrava sinais de cansaço.

Ainda se analisa toda situação com cautela, mas certamente é um fato que aumenta a temperatura do ambiente político.

Há que se considerar para o debate jurídico que o material revelado é fruto de ação ilegal e isso exigirá muito jogo de cintura por parte do governo.

Será que Moro e Dallagnol não são tudo aquilo que a voz das ruas clamaram? Estaríamos entrando em uma crise de junho?

Ainda há razões para sermos otimistas? Com certeza. Explico…

Há 5 meses o GuiaInvest se expôs: lançamos a tese de Ibovespa a 500 mil pontos até 2024 em meio a um momento eufórico do mercado.

Fomos ridicularizados e duramente criticados.

Podemos estar errados? Claro que podemos. Nunca escondemos essa possibilidade em todas as vezes que nos posicionamos crentes na tese dos 500 mil pontos.

Pouco tempo depois, respondemos às críticas com a tese do Novo Milagre Brasileiro.

A verdade é que sempre soubemos que não entramos nesse jogo com as probabilidades ao nosso favor.

Falar em 500 mil pontos ou em milagre é, sim, algo ousado.

A questão é que, em termos de fundamentos, nada mudou de janeiro para cá.

As razões que nos fizeram acreditar não só perduram, como se intensificam a cada dia.

Nossa Opinião sobre a Vaza Jato

Estamos mais otimistas do que nunca e acreditamos estar cada vez mais próximos dos primeiros gatilhos do processo de valorização da bolsa.

A verdade é que o ambiente político brasileiro sempre foi conturbado e sempre colocou um nevoeiro sobre a essência da conjuntura econômica.

O brasileiro se ilude e se desilude muito rápido.

Infelizmente ou felizmente, investir é um grande exercício de crença e otimismo.

Mas veja:

Itamar Franco implantou o Plano Real em meio a um caos inflacionário e sendo um vice sem nenhuma expressão.

Em 2005 a Bolsa Brasileira disparava em meio ao escândalo do mensalão.

O Ibovespa mais do que dobrou no governo Temer, um dos mais impopulares governos da história e que com frequência via seus membros envolvidos em trâmites no mínimo esquisitos.

São fatos. São coisas materiais e não refletem a opinião de ninguém. Isso apenas aconteceu e ninguém pode mudar.

Se há 5 meses estávamos vivendo um milagre, não é possível que hoje tudo seja apenas uma miragem.

Quando o Ibovespa finalmente chegar aos 500 mil pontos, quando a economia finalmente estiver crescendo vigorosamente, ainda assim ocorrerão eventos que vão testar as nossas maiores convicções.

Porém, há sempre de se olhar para o estrutural e, nesse momento, duas coisas importam:

  1. Inflação de maio foi a mais baixa para o mês desde 2006, atividade segue lenta, preços dos alimentos seguem caindo, preço do petróleo está estável e tudo isso é sinal para uma inflação persistentemente baixa no futuro.
  2. Com todos os holofotes em Deltan e Moro, Maia e Paulo Guedes estreitam a relação e estão angariando votos favoráveis à reforma da Previdência no Congresso.
  3. Poderemos ter mais uma rodada de quedas da Taxa Selic no segundo semestre e não se surpreenda se o juro permanecer entre 5 por cento e 6 por cento ao ano até pelo menos o final de 2020.

Conclusão

É importante ter exposição em bolsa nesse momento. É necessário ter uma parte em renda fixa (Tesouro Selic é o básico que já cumpre muito bem a função) e é interessante montar uma carteira de ações diversificada.

Aqui nesse vídeo damos o passo a passo para selecionar as 3 melhores ações para você começar a montar seu portfólio.

Se escolher ações a dedo agora é um empecilho para você começar, vá de BOVA11 mesmo, como já falei semana passada. Esse ativo vai rigorosamente replicar a variação do Ibovespa.

Entendemos que para muitos isso seja uma vontade, mas ainda existe todo um receio de como se fazer, como escolher uma corretora, em que botão clicar, como transferir o dinheiro e etc.

Muito em breve vamos estender a mão e olhar mais de perto esses casos. Acreditamos que esse processo inicial ainda é um gap muito grande entre o querer investir e o investir de fato.

Temos plena convicção de que preenchendo esse espaço poderemos impactar a educação financeira no país de maneira relevante e em um horizonte muito próximo.

Semana que vem voltamos a conversar.

Um abraço e bons investimentos.

Precisamos conversar

Hoje precisamos ter uma conversa franca.

Por favor, só peço uma coisa. Não confunda minha sinceridade com aspereza. Longe disso.

Se você se sentir ofendido com o que irá ler nas próximas linhas, quero deixar claro que esta não é a minha vontade.

Pelo contrário…

O meu objetivo com este e-mail é que você veja as coisas de forma clara, pois assim, as chances de você perder dinheiro investindo em ações diminuem drasticamente.

Agora, se isso resultar em colocar um ponto final em nosso relacionamento… tudo bem.

Melhor um fim trágico do que uma tragédia sem fim.

E quando o assunto é o mercado de ações, uma tragédia sem fim é sinônimo dos seu dinheiro indo por água abaixo.

Agora vamos lá, sem enrolações.

O seu objetivo é longo ou curto prazo?

Para ter rentabilidade com segurança investindo na Bolsa você precisa estar consciente de que esta é uma caminhada de longo prazo.

Você não vai ganhar dinheiro do dia para a noite. Inclusive, comprar e vender ações desta forma não é nem considerado investimento. É trade. E isso na prática é pura especulação.

E tudo bem se você quiser fazer agir desta forma, comprando e vendendo toda hora. Só esteja ciente de que a grande maioria das pessoas que fazem isso perdem muito dinheiro.

Aliás, este é o motivo pelo qual a grande maioria das pessoas perde dinheiro na Bolsa.

Além do mais, a filosofia de investimento que o GuiaInvest defende está baseada em:

  • Encontrar ações que estejam sendo negociadas abaixo do seu valor intrínseco
  • Manter elas pelo tempo necessário para que estes papéis se valorizem

A grande verdade é que para gerar fortunas você precisa investir no longo prazo.

Não é à toa que a lista das maiores fortunas do mundo divulgada pela revista Forbes está recheada de pessoas que investem na Bolsa com foco no longo prazo.

Warren Buffet é o principal exemplo disso.

Para ilustrar o que estou explicando, veja o gráfico abaixo que mostra o retorno real de diversos ativos financeiros (dentro do mercado norte americano) ao longo de 200 anos.

Em resumo, 1 dólar investido em ações em 1802 passou a valer mais de 599 mil dólares em 2001.

Agora você pode estar se perguntando, se este é um negócio tão bom, por que a maioria das pessoas não investe na Bolsa com foco no longo prazo?

Porque de maneira geral o brasileiro quer as coisas para ontem. E isso é perfeitamente compreensível…

Não é à toa que segundo a Organização Mundial de Saúde somos considerados o país mais ansioso da América Latina.

Eu confesso que me enquadro nesse perfil e admito que aprender a lidar com esta “ânsia” nem sempre foi uma tarefa fácil.

Por isso que quero ajudar você a fazer boas escolhas, para colher resultados sem correr riscos desnecessários.

O único pré-requisito que você precisa é paciência.

E aí, tem interesse em começar a investir dentro desta lógica?

Na aula abaixo você irá descobrir como montar uma carteira com foco na Liberdade Financeira.

Para assistir basta escolher o melhor horário. (é grátis)

Assistir palestra Liberdade Financeira.

Um abraço.

O melhor dividendo do mundo é brasileiro

Caro leitor,
Os bancos brasileiros são os que pagam os melhores dividendos do mundo.

O dividend yield médio (relação entre o dividendo pago por ação e o preço da ação) dos bancos brasileiros está em 6,8 por cento ao ano, acima da Taxa Selic, hoje em 6,5 por cento ao ano.

Para você ter noção do quão expressivo é esse valor, nos Estados Unidos o dividend yield médio dos bancos é de 2,7 por cento ao ano.

Dentre 49 bancos pelo mundo, o Itaú Unibanco (ITUB4) é o banco que paga o melhor dividendo, de 8,1 por cento ao ano.

Para quem acha que a bolsa brasileira está cara e já não oferece oportunidades boas, esses números enterram qualquer argumentação nesse sentido.

Um investimento nas ações do Itaú Unibanco supera em 1,6 pontos percentuais o investimento em renda fixa. Isso sem contar a possibilidade de valorização da ação.

Sem falar que dividendos são isentos de Imposto de Renda. A renda fixa não é.

Reforço aqui: a estratégia de investimento em ações com foco em dividendos é significativamente mais segura do que procurar valor nas empresas, ou seja, tentar encontrar ações com potencial de valorização.

Empresas que pagam gordos dividendos estão em estágios mais maduros, estão mais consolidadas.

Empresas que pagam gordos dividendos possuem maior previsibilidade de receitas, de margens e de lucros.

Ações de empresas que pagam gordos dividendos possuem menos volatilidade.

Não há tanto sobe e desce.

Não há tantos sustos para o investidor iniciante.

Se você está iniciando a sua jornada de investidor, apenas a sorte pode ajudar você a encontrar uma nova Magazine Luíza.

Não é preciso procurar a agulha no palheiro.

Encontrar boas pagadoras de dividendos é muito mais simples e os resultados são muito mais previsíveis.

Buscar ações pagadoras de dividendos é um esforço muito pequeno frente ao retorno que você pode ter.

Mercado volta a renovar otimismo com maior adesão à Reforma da Previdência na Câmara dos Deputados.

Manifestações pró-governo no domingo tiveram efeito neutro no mercado. No cenário externo, China e Estados Unidos apenas falam mais do mesmo pelo Twitter e isso traz alguma trégua para a cotação do dólar frente o real.

Boletim Focus reduz pela 13ª semana consecutiva a projeção para o crescimento da economia em 2019.

Se por um lado os trâmites Reforma da Previdência pode dar ânimo as ações da bolsa de valores nos próximos dias, por outro, a economia real patina e dá indícios de que pode ser pior do que 2017 e 2018.

Se não há mil razões para se comemorar, é porque a bolsa está barata. A hora de ir às compras é agora.

Um abraço e bons investimentos

Leia apenas isso hoje

Caro leitor,
Todo investidor de bolsa é no fundo um otimista.

Se investimos na bolsa é porque acreditamos que ganharemos mais no futuro.

Hoje a realidade do país não vem estimulando o nosso otimismo. Mesmo sendo otimista e querendo ajudar os leitores a investirem bem o dinheiro, não posso negar a realidade.

A economia não vai bem. As projeções pioram a cada semana.

O governo está enfraquecendo e não há mais lua de mel com o mercado.

A Reforma da Previdência segue sendo uma indefinição.

Segundo o Termômetro da Previdência do Valor Econômico, o maior grupo de deputados segue com o voto indefinido.

Fora do Brasil, EUA e China seguem em clima tenso e isso afeta as expectativas sobre o futuro do comércio mundial.

Apesar de tudo isso, ainda acredito fortemente na tese de Ibovespa em 500 mil pontos, ela também é válida durante todos os solavancos que passaremos até chegar lá.

Recomendo fortemente que você ao menos escute a tese.

Não importa se a Reforma da Previdência passa em 2019 ou em 2023, em um próximo governo.

Quase encerrada a temporada de resultados, vemos que as empresas seguem resilientes, sustentando bons resultados. Estão mais enxutas e menos endividadas. Os custos estão menores.

Em um cenário em que o PIB brasileiro crescesse modestos 3 por cento ao ano, os lucros das empresas que fizeram o dever de casa explodiria.

E na bolsa, a melhora dos lucros resulta em valorização das ações.

E isso é possível mesmo com a economia patinando.

As empresas da bolsa são a elite da elite. Os seus resultados não refletem necessariamente a situação da maioria das empresas do país.

Não que isso seja bom ou bonito, não estou aqui para fazer um julgamento moral disso. Minha posição única aqui é ajudar você a ganhar dinheiro.

Mas como sobreviver ao caos?

Bom, creio que todo investidor iniciante deva ter uma reserva em renda fixa bem grande em relação ao seu patrimônio total.

O Tesouro Selic segue sendo o ativo mais recomendado para isso, pois é o investimento mais seguro que você pode encontrar no Brasil.

Apesar dos pesares, o Brasil vive um bull-market estrutural desde 2016. A bolsa já está em níveis mínimos no ano.

Se você ainda não se posicionou, é prudente pegar uma pequena porcentagem do seu patrimônio e colocar em bolsa.

Pode ser em BOVA11 (fundo negociado em bolsa que replica o Ibovespa) se você não quiser pensar muito e já ir começando. Ou você pode verificar as 3 melhores ações para comprar agora.

Mesmo com o mercado tenso, é importante ter exposição em bolsa. A relação risco x retorno é muito favorável.

Se você é um pouco cético quanto a isso, mas também tem medo de perder a alta, separe uma pequena porcentagem do seu patrimônio para aplicar em um fundo de dólar.

Particularmente, eu não sou muito fã de fazer esse tipo de proteção, mas acho válido. Tem muita gente boa que faz.

Se a bolsa despencar e o dólar for a 5 reais, você está protegido.

Se possível, responda esse e-mail me contando o que impede você de investir na bolsa hoje. Mais do que isso, me conte o que exatamente falta para que você comece a investir HOJE.

Acredito que isso vai nos ajudar pelas próximas semanas.

Segunda-feira o Boletim Focus do Banco Central reduziu pela 12ª semana consecutiva as projeções para o crescimento do PIB em 2019.

A expectativa, que era de uma alta de 2,5 por cento em janeiro, agora está em 1,2 por centro.

A má comunicação dos membros do governo e a falta de uma agenda positiva vem afetando o humor do mercado.

Desemprego segue elevado e sem tração para diminuir.

A inflação segue estável e dentro dos limites da meta do Banco Central. Em 12 meses acumula uma variação de 4,94 por cento, sendo de 5,75 ao ano o limite máximo.

Essa semana houve mais uma queda na expectativa para a Taxa Selic em 2020. Isso para a bolsa é ótimo e para a economia também.

No momento a vida é essa: economia vai mal e a bolsa vai bem.

No futuro tudo será melhor.

Um abraço e bons investimentos