Leia apenas isso hoje

Caro leitor,
Todo investidor de bolsa é no fundo um otimista.

Se investimos na bolsa é porque acreditamos que ganharemos mais no futuro.

Hoje a realidade do país não vem estimulando o nosso otimismo. Mesmo sendo otimista e querendo ajudar os leitores a investirem bem o dinheiro, não posso negar a realidade.

A economia não vai bem. As projeções pioram a cada semana.

O governo está enfraquecendo e não há mais lua de mel com o mercado.

A Reforma da Previdência segue sendo uma indefinição.

Segundo o Termômetro da Previdência do Valor Econômico, o maior grupo de deputados segue com o voto indefinido.

Fora do Brasil, EUA e China seguem em clima tenso e isso afeta as expectativas sobre o futuro do comércio mundial.

Apesar de tudo isso, ainda acredito fortemente na tese de Ibovespa em 500 mil pontos, ela também é válida durante todos os solavancos que passaremos até chegar lá.

Recomendo fortemente que você ao menos escute a tese.

Não importa se a Reforma da Previdência passa em 2019 ou em 2023, em um próximo governo.

Quase encerrada a temporada de resultados, vemos que as empresas seguem resilientes, sustentando bons resultados. Estão mais enxutas e menos endividadas. Os custos estão menores.

Em um cenário em que o PIB brasileiro crescesse modestos 3 por cento ao ano, os lucros das empresas que fizeram o dever de casa explodiria.

E na bolsa, a melhora dos lucros resulta em valorização das ações.

E isso é possível mesmo com a economia patinando.

As empresas da bolsa são a elite da elite. Os seus resultados não refletem necessariamente a situação da maioria das empresas do país.

Não que isso seja bom ou bonito, não estou aqui para fazer um julgamento moral disso. Minha posição única aqui é ajudar você a ganhar dinheiro.

Mas como sobreviver ao caos?

Bom, creio que todo investidor iniciante deva ter uma reserva em renda fixa bem grande em relação ao seu patrimônio total.

O Tesouro Selic segue sendo o ativo mais recomendado para isso, pois é o investimento mais seguro que você pode encontrar no Brasil.

Apesar dos pesares, o Brasil vive um bull-market estrutural desde 2016. A bolsa já está em níveis mínimos no ano.

Se você ainda não se posicionou, é prudente pegar uma pequena porcentagem do seu patrimônio e colocar em bolsa.

Pode ser em BOVA11 (fundo negociado em bolsa que replica o Ibovespa) se você não quiser pensar muito e já ir começando. Ou você pode verificar as 3 melhores ações para comprar agora.

Mesmo com o mercado tenso, é importante ter exposição em bolsa. A relação risco x retorno é muito favorável.

Se você é um pouco cético quanto a isso, mas também tem medo de perder a alta, separe uma pequena porcentagem do seu patrimônio para aplicar em um fundo de dólar.

Particularmente, eu não sou muito fã de fazer esse tipo de proteção, mas acho válido. Tem muita gente boa que faz.

Se a bolsa despencar e o dólar for a 5 reais, você está protegido.

Se possível, responda esse e-mail me contando o que impede você de investir na bolsa hoje. Mais do que isso, me conte o que exatamente falta para que você comece a investir HOJE.

Acredito que isso vai nos ajudar pelas próximas semanas.

Segunda-feira o Boletim Focus do Banco Central reduziu pela 12ª semana consecutiva as projeções para o crescimento do PIB em 2019.

A expectativa, que era de uma alta de 2,5 por cento em janeiro, agora está em 1,2 por centro.

A má comunicação dos membros do governo e a falta de uma agenda positiva vem afetando o humor do mercado.

Desemprego segue elevado e sem tração para diminuir.

A inflação segue estável e dentro dos limites da meta do Banco Central. Em 12 meses acumula uma variação de 4,94 por cento, sendo de 5,75 ao ano o limite máximo.

Essa semana houve mais uma queda na expectativa para a Taxa Selic em 2020. Isso para a bolsa é ótimo e para a economia também.

No momento a vida é essa: economia vai mal e a bolsa vai bem.

No futuro tudo será melhor.

Um abraço e bons investimentos

Por que comprar ações baratas

Caro leitor,
Comprar ações baratas é muito mais seguro do que comprar qualquer outro tipo de ação.

A lógica é simples: quanto mais barata uma ação, maior seu potencial de valorização e menor o seu risco de queda.

É como uma bola de basquete afundando em uma piscina. Quanto mais você conseguir afundar a bola, com mais força a bola irá voltar a superfície quando você soltar.

Mas o que é uma ação barata, afinal?

É aquela ação que é negociada a um preço menor do que o seu real valor. É como um jantar na melhor churrascaria da cidade ter o preço de um almoço no buffet à quilo.

Não tem nada a ver com a dimensão numérica da cotação.

Existem ações negociadas a 5 reais que são caras, bem como ações que negociam a 80 reais e que estão praticamente de graça.

O que importa é a relação custo-benefício.

Mas tem uma grande questão aqui.

Além de ações baratas, você nunca pode abrir mão da qualidade da empresa em que você está investindo.

Em outras palavras, compre sempre o que é bom e barato.

Mas como?

O GuiaInvest desenvolveu 2 indicadores para isso:

O GI Score, que mede a qualidade da empresas em uma escala de 0 a 100. Quanto maior o GI Score, melhor.

O GI Line, que mede o quanto a empresa está barata em uma escala de 0 a 100. Quanto maior o GI Line, melhor.

Juntos, eles formam o Score Line System, um sistema único que desenvolvemos para detectar ações com alto potencial de valorização e baixo risco de queda. Ações boas e baratas.

Convidamos você para assistir um rápido vídeo demonstrando os casos da Weg (WEGE3), empresa de máquinas de equipamentos, e a Unipar (UNIP6), empresa do setor químico.

Nesse vídeo você vai descobrir se essas ações estão baratas.

Bolsa bem, economia mal: o que fazer?

Caro leitor,

Apesar da bolsa estar nos seus patamares recordes, seria cínico da minha parte dizer que a economia vai bem.

Já venho dizendo há meses que as projeções de crescimento da economia em 2019 só pioram.

Ainda temos 13 milhões de pessoas desempregadas, o “toma lá, da cá” do Congresso segue firme e forte e a Reforma da Previdência segue em modo de espera.

Mas não tenho intenção de agitar nenhum pessimismo aqui. Pelo contrário.

Apesar de tudo isso a bolsa vai bem. A tabela abaixo não me deixa mentir:

E para bolsa ir bem, a economia não precisa necessariamente estar bem.

Mas como isso?

Por dois motivos:

  1. No curto prazo, a bolsa reflete o humor do mercado e o que ele pensa sobre o futuro, não o que está acontecendo no momento presente. É como se você estivesse muito resfriado, mas vislumbrasse uma melhora nos dias que estão por vir. Não quer dizer que você irá melhorar de fato, mas são as perspectivas que afetam o seu humor. Com a bolsa não é diferente.

       2. No longo prazo, a bolsa varia de acordo com os resultados das empresas. Claro, hoje no Brasil, a maioria das empresas não vai bem, mas a verdade é que só existem 337 empresas listadas na              bolsa brasileira. Segundo o último levantamento do IBGE, existem mais de 1.400.000 milhão de empresas no Brasil. Assim, a bolsa contempla apenas 0,02 por cento das empresas.

Nada é por acaso. Mesmo com a economia patinando, nos últimos 3 anos o lucro das empresas listadas na bolsa vem melhorando, o que justifica uma alta acumulada de 200 por cento desde o final de 2015.

E essa lógica é soberana: o preço das ações varia de acordo com os lucros das empresas.

Veja nos gráficos abaixo: na linha azul você pode ver que o preço das ações das Lojas Renner acompanha a linha laranja, que são os lucros da empresa ao longo de um período de 10 anos.

Note que o preço oscila bastante, mas no longo prazo ele segue o lucro da empresa. E só isso que importa.

Os exemplos são diversos. Veja o Itaú:

E a Weg:

Banco ABC

E eu poderia mostrar diversos outros.

O fato é o seguinte: neste exato momento existe muita oportunidade na bolsa de valores. Há empresas que estão com os resultados bombando e o mercado nem percebeu.

Mesmo com todas as incertezas sobre o futuro do país, com todas as ineficiências e problemas que convivemos, quem investiu na bolsa se deu bem.

Se você for esperar “ficar tudo bem” para começar a investir, corre o risco de entrar no final da festa.

Ou de ficar de fora da festa para sempre.

Por ora, o que temos a fazer é claro: abrir uma conta em uma corretora, investir em ações e ir em busca da liberdade financeira.

Quero conquistar minha liberdade financeira com ações.

PS. Se você ainda não possui uma conta na plataforma do GuiaInvest, neste link você pode abrir a sua conta gratuita para interagir na nossa rede social com outros 321 mil investidores.

Maio chegou e a liquidação começou

Alô, pessoal. Tudo bem?

Quem acompanha o mercado financeiro já deve saber que maio é um mês historicamente complicado na bolsa de valores.

Quem está começando provavelmente deve ter se deparado com alguma notícia negativa referente a este mês.

A velha frase “sell in may and go away” (venda em maio e vá embora) é bem conhecida, principalmente no mercado norte americano.

Alerta esse de preocupação? Creio que não. Ao menos para os investidores de longo prazo.

Se nas crises são geradas as melhores oportunidades, nas pequenas baixas também aparecem coisas boas para se comprar barato.

A Berkshire Hathaway, por exemplo, possui 100 bilhões de dólares em caixa.

Agora pense comigo: o que essa empresa deverá fazer em momentos como o mês de maio ou crises em geral?

A) Comprar
B)Vender

Muito provável que a alternativa A seja escolhida, não é mesmo?!

Se uma das empresas e um dos principais investidores do mundo compra em momentos de baixa, deveríamos fazer diferente disso por quê?

Não é a toa que temos preocupação com a rentabilidade da nossa carteira de investimentos nos meses de maio, a final de contas o último maio positivo do Ibovespa foi lá em 2009.

Veja que em nove dos últimos dez meses de maio foram negativos.

Você deve estar se perguntando: por que eu devo ficar calmo?

Pra quem investe pensando no longo prazo, no estilo fundamentalista, esses momentos são os melhores.

Se você tiver dinheiro em caixa ou em renda fixa, essa é uma ótima oportunidade de rebalanceamento da carteira de investimentos.

Não estou dizendo pra você mudar a sua carteira.

Mas é importante refletir sobre isso.

Você poderá comprar ótimas empresas pagadoras de dividendos por preços mais baixos.

Vamos pensar um pouco…

Se você vai comprar ações de empresas para uma carteira de longo prazo, focando nos dividendos que você recebe, faz sentido pra você torcer pra bolsa subir ou cair?

Quando estamos pensando em estratégias de longo prazo, faz até mais sentido torcer por quedas nos preços no curto prazo.

Você só perde dinheiro quando vende uma ação com prejuízo.

Fique calmo com maio, por mais que falem muito negativamente sobre este mês no mercado.

Meu objetivo é tranquilizar você, investidora e investidor de longo prazo, que gosta de comprar empresas boas e receber parte do lucro delas através dos dividendos.

Monte sua estratégia vencedora na bolsa de valores e siga nela!

Abs,

Adriano Severo

Adriano Severo é Educador Financeiro, formado em Administração de Empresas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e pós-graduado em Mercado de Capitais pela Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (APIMEC). Participa como fonte de informação para TV Record, Band TV, Estadão, CBN, HSBC, VIVO, UOL, GaúchaZH, Correio Braziliense, Correio do Povo, Jornal do Comércio, Diário Gaúcho, Postalis, AGERT, POATV, dentre outros.

DISCLAIMER: As informações colocadas nessa editoria são produzidas de forma independente e não possuem qualquer influência de empresa ou instituição que venha a ser mencionada. Apesar de ter sido tomado todo o cuidado necessário de modo a assegurar a credibilidade das informações no momento em que as mesmas foram colhidas, suas precisão e exatidão não são de qualquer forma garantidas e o GuiaInvest não se responsabiliza pelas mesmas. Os preços, as opiniões e as projeções contidas nos nossos conteúdos estão sujeitos à mudanças a qualquer momento, sem necessidade de aviso ou comunicado prévio. Nenhum relato desse texto pode ser interpretado como sugestão de compra ou de venda de quaisquer ativos, tratam-se apenas de opiniões. Não podemos garantir nenhum retorno financeiro sobre qualquer operação feita através das informações que fornecemos, sejam elas pagas ou gratuitas. Negociações de ativos no mercado financeiro envolvem riscos e rentabilidade passada não garante rentabilidade futura.07

Um belo investimento que caiu 94 por cento

Caro leitor,

Peço que tenha atenção ao ler o conteúdo abaixo, ele realmente mostra a importância de você ser paciente.

Em tempos confusos, nada como se debruçar sobre o ombro de gigantes. Ultimamente, diante de todos impasses e incertezas, tenho acompanhado de perto o trabalho de Henrique Bredda, gestor de fundos na Alaska Asset.

O cara é sinistro e vale a pena acompanhar ele nas redes sociais. Mesmo discordando dele em alguns momentos, escuto com muito carinho tudo o que ele tem a dizer.

Para quem não sabe, ele foi uma das poucas pessoas que acreditou no case de Magazine Luíza quando ninguém olhava a empresa com bons olhos.

Para ter acertado tão grande em MGLU3, Bredda afirma que a maior virtude foi a paciência.

Veja só como as coisas funcionam na prática…

De 1972 até hoje, as ações do Wal-Mart renderam 290.000 por cento (multiplicação de 2.900 vezes o capital investido), enquanto o S&P 500 (o índice Bovespa da bolsa americana) rendeu apenas 2.500 por cento (multiplicação de 24x).

Esse retorno da Wal-Mart é totalmente condizente com o aumento dos lucros da empresa ao longo desse tempo.

Mas pense algo: só conseguiu esse retorno quem não saiu das ações do Wal-Mart em períodos de queda vertiginosa ou de trimestres com resultados ruins.

Esse tipo de retorno é um privilégio dos pacientes, e não de quem vende assustado quando cai, ou se desfaz eufórico na primeira alta da ação para poder embolsar logo os lucros.

O fato é que não existe nenhuma porrada de 290.000 com trajetória linear. O meio do caminho é de sobe e desce e muitas vezes isso mexe até com o emocional do mais experiente dos investidores.

Em 1987, as ações do Wal-Mart chegaram a cair mais de 50 por cento em um único ano. Isso ocorre no meio de uma valorização de 290.000 por cento.

No Brasil, o caso da Magazine Luíza é semelhante.

Do dia em que a MGLU3 entrou na bolsa, na metade de 2011, até dezembro de 2015, a ação caiu 94 por cento. O mesmo que transformar 10 mil reais em 600.

Mesmo considerando esses períodos desastrosos no meio do caminho, o resultado da MGLU3 é muito bom desde que entrou na bolsa, 1.050 por cento (multiplicação de 11,5x o capital investido).

Totalmente condizente com a melhora dos seus lucros.

Mesmo que isso seja apenas uma rentabilidade passada, fica evidente o poder da paciência.

Casos como esses de Wal-Mart e Magazine são raros, mas eles só acontecem quando você compra uma ação que possui valor (entenda-se bons resultados) e você deixa muito tempo passar. Muito tempo.

Encontrar ações de boas empresas é fácil. Difícil é esperar.

Obrigado, Bredda.

Um abraço e bons investimentos.

Ps.: novamente Boletim Focus trouxe projeções deprimidas: inflação abaixo de 4 por cento e crescimento do PIB em 1,7 por cento. Será que ainda faz sentido projetar Selic a 6,5 para esse ano?

Essa bobagem já tirou dinheiro de muita gente

Caro leitor,

Você já ouviu a seguinte frase: “vou esperar as coisas ficarem mais tranquilas para começar a investir na bolsa”?

Em um primeiro momento parece algo coerente, afinal ninguém quer deixar o dinheiro sujeito a um cenário duvidoso.

Mas acredite, esse raciocínio é um grande indício de que o investidor que pensou assim irá comprar na alta e vender na baixa, ou seja, ter prejuízo.

A lógica disso é simples.

O mercado antecipa os movimentos da economia real. Quando “as coisas estiverem mais tranquilas” a bolsa já terá subido muito. Pronto: o investidor comprou na alta.

Mas perceba que esse mesmo investidor não se sentia confortável em investir na bolsa quando “as coisas não estavam tranquilas”.

Se “as coisas piorarem”, a bolsa cai e o investidor se enxerga carregando um investimento indesejado. O que ele faz? Por coerência, ele acaba vendendo e assume um prejuízo, afinal ele nunca quis investir na bolsa se “as coisas não estivessem tranquilas”.

E acredite: isso é o que a maioria das pessoas que investe em bolsa faz.

As pessoas acreditam estar agindo racionalmente, acreditam ser diferentes da maioria, mas na verdade reproduzem fielmente o comportamento médio. Se comportando como a maioria, você tem o resultado da maioria: prejuízo.

Nenhuma novidade.

Se uma queda de 20% tira seu sono, a bolsa não é para você (ainda).

Esse tipo de bobagem já tirou dinheiro de muita gente.

Nosso dever é educar quem nos acompanha. Não queremos que nossos leitores caiam em armadilhas tão comuns quanto essa.

Já existe muito idiota na bolsa de valores. Mas aqui não. Nossos leitores aprendem com os erros que nós mesmos cometemos no passado.

Não queremos que ninguém cometa as idiotices que já cometemos.

Não queremos que você seja um idiota.

Não seja um idiota na bolsa de valores.

Um abraço e bons investimentos.

Ps.: Bolsonaro “dilmou” e causou tensão. Boletim Focus vem mostrando otimismo cada vez menor para 2019. Guedes segue focado na Previdência. Vamos aguardar os próximos desdobramentos.

Um Ode a Volatilidade

Caro leitor,

Hoje trago para você uma visão sobre o motivo pelo qual o sobe e desce da bolsa é uma coisa boa para você.

O sobe e desce da bolsa tem um nome, e se chama “volatilidade”.

Por incrível que pareça, a volatilidade é a melhor amiga do investidor de longo prazo. É ela que permite que você faça ótimas compras em momentos de queda do mercado.

Veja que interessante o estudo que eu elaborei.

Coloquei lado a lado o histórico de preços da ação da Weg, na linha azul, e uma linha reta que vai da sua cotação inicial até a sua cotação atual, na linha laranja.

A moral dessa linha laranja é simular um cenário onde o preço da ação não oscilasse, mas somente subisse em linha reta no longo prazo.

O período do estudo de é de março de 2002 até fevereiro de 2019.

Isso pareceria atraente para qualquer investidor, certo? Afinal você teria ganhos de renda variável com a estabilidade da renda fixa.

ERRADO.

Vamos lembrar aqui que você não vai se dar bem se fizer um único investimento, mesmo que seja o melhor investimento do mundo. Você deve investir sempre, de preferência todos os meses.

Então, o que eu fiz: eu simulei um aporte mensal de mil reais levando em consideração o histórico real de preços da ação da Weg e esse mesmo aporte mensal de mil reais no cenário hipotético em que o preço da ação subiu em linha reta dentro do mesmo período, sem nenhuma volatilidade.

Um aporte mensal nas ações da Weg considerando o cenário real teria acumulado um patrimônio de 1 milhão e 914 mil. Se não houvesse volatilidade, o acúmulo de patrimônio teria sido de 880 mil, menos da metade.

E por que isso ocorre?

Pois a volatilidade permite que você compre muitas ações de uma ótima empresa a um preço muito abaixo do normal.

Se no curto prazo ela assusta alguns, no longo prazo ela é a maior aliada do investidor.

Ame a volatilidade. Compre ações sempre. Se entupa de ações quando os preços caírem.

Invista sempre em ações de boas empresas. Não leva tempo. Bastam poucos cliques.

Saiba quais ações estão boas para comprar agora.

Um abraço e bons investimentos.

Ps.: sexta queda consecutiva na projeção de crescimento para 2019. Assim como você não deve esperar a reforma da previdência para começar a investir em ações, o Banco Central não poderá esperá-la para começar a baixar a taxa Selic.

Barato demais para não comprar

Caro leitor,

Você já percebeu que a bolsa está cada vez mais barata?

Exato. Mesmo em 96 mil pontos, a bolsa “barateou”.

A matemática por trás disso é simples.

Conforme reportagem do Valor Econômico de segunda-feira, as 237 empresas não-financeiras listadas na bolsa dobraram o lucro líquido se comparados os totais de 2018 contra 2017.

Algumas empresas saíram de prejuízo para lucro, como é o caso de Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3).

Outras tiveram aumentos expressivos dos lucros, como é o caso de Magazine Luiza (MGLU3).

No mesmo período o Ibovespa subiu apenas 14,6 por cento.

Se os lucros subiram muito mais do que o preço, ora, estamos comprando mais lucros por menos preço. Tudo o que um investidor inteligente gosta.

Se no curto prazo os preços variam de forma aleatória, ao sabor dos boatos, no longo prazo, o preço das ações acompanha a trajetória dos lucros das empresas.

Essa lógica é soberana.

A bolsa segue andando de lado e os lucros seguem crescendo. Está barato demais para ficar de fora. Você vai estar posicionado quando a bolsa disparar?

Vou soar chato. Vou soar repetitivo. Mas o Focus de segunda-feira trouxe uma estimativa de crescimento de 1,98 por cento para o PIB em 2019.

Essa é a quinta queda consecutiva. A atividade econômica ainda está lenta, de freio de mão puxado.

Com desemprego elevado, alta capacidade ociosa na indústria e inflação sob controle, a Selic suplica por mais quedas.

O Banco Central aguarda a Reforma da Previdência antes de entrar em ação, mas a realidade vai se impondo.

Com Ilan Goldfajn foi assim, com Campos Neto não deve ser diferente.

Não vindo tremores de fora, o caminho fica livre para mais quedas na Selic.

Aguardemos.

Um abraço e bons investimentos.

Foco no que importa. Esqueça a Reforma da Previdência.

Caro leitor,

Depois do Ibovespa bater os 100 mil pontos, só vieram notícias tensas: prisão de Temer, briga entre Rodrigo Maia e Jair e a saga interminável de tweets destrambelhados do cabeça laranja nas terras do Tio Sam.

Teve gente que dormiu achando que o Brasil seria uma nova Suíça na terça-feira, mas achou que estaria na Venezuela na sexta-feira.

Enquanto o Boletim Focus projeta um crescimento ainda menor do PIB para 2019, aumenta o medo do mercado de não termos Reforma da Previdência em 2019.

Seria o fim da lua de mel entre Paulo Guedes e o mercado financeiro?

Quer saber? Nada disso importa para bolsa.

Pense comigo…

Em Maio de 2017 vazou o áudio da ligação entre Temer e Joesley.

A bolsa despencou, os mercados entraram em pânico.

Não teve Reforma da Previdência.

Temer não renunciou.

Tivemos greve dos caminhoneiros.

Geraldo Alckmin, que à época era o único candidato que agradava o mercado, teve menos votos do que o vencedor da última eleição para síndico do meu prédio.

E desde lá, a bolsa saiu de 61 mil pontos e hoje está em 93 mil… alta de 50 por cento em menos de 2 anos.

Sabe por quê? Porque bolsa de valores não é política, não é Reforma da Previdência, não é Temer, não é Lula, não é Maia, Trump ou Jair.

Bolsa de valores é o lucro das empresas listadas. E desde o Joesley Day, as melhores empresas da bolsa tiveram um excelente crescimento de seus lucros.

E isso é o que realmente importa.

Compre ações de boas empresas a um bom preço. Mire o longo prazo. Foco no que importa.

A bolsa é uma estrada esburacada. O carro vai sacudir durante todo o percurso, tanto para você quanto para o melhor gestor de fundos que existe. Mesmo em ciclos de alta, correções de 10, 20 e 30 por cento são comuns. Você precisa ter paciência para chegar ao seu destino.

E você só chega lá comprando ações de boas empresas. Compre depois de quedas. Compre as que subiram pouco. Tenha calma.

Se é para ganhar dinheiro de verdade com ações, o Score Line System  é a solução definitiva para você. Com ele você terá em mãos um mecanismo que encontrará as melhores ações da bolsa e que estão com um preço descontado. 27

Um abraço e bons investimentos.

Ps.: como já dito, Boletim Focus trouxe expectativas de crescimento do PIB mais modestas para 2019. Apenas 2 por cento. Enquanto isso, o Banco Central prega cautela quanto a novas reduções na Taxa Selic. Ao que parece, Maia e Jair irão selar uma trégua a pauta da Previdência volta a ser conversada em tom mais brando.

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

DISCLAIMER: As informações colocadas nessa editoria são produzidas de forma independente e não possuem qualquer influência de empresa ou instituição que venha a ser mencionada. As informações aqui contidas refletem a opinião do autor e não de todos os membros do GuiaInvest. Apesar de ter sido tomado todo o cuidado necessário de modo a assegurar a credibilidade das informações no momento em que as mesmas foram colhidas, suas precisão e exatidão não são de qualquer forma garantidas e o GuiaInvest não se responsabiliza pelas mesmas. Os preços, as opiniões e as projeções contidas nos nossos conteúdos estão sujeitos à mudanças a qualquer momento, sem necessidade de aviso ou comunicado prévio. Nenhum relato desse texto pode ser interpretado como sugestão de compra ou de venda de quaisquer ativos, tratam-se apenas de opiniões. Não podemos garantir nenhum retorno financeiro sobre qualquer operação feita através das informações que fornecemos, sejam elas pagas ou gratuitas. Negociações de ativos no mercado financeiro envolvem riscos e rentabilidade passada não garante rentabilidade futura.

Porque vendi ABEV3 (AmBev)

Caro leitor,

Recentemente comentei que havia vendido as minhas ações da AmBev (ABEV3) e muita gente veio perguntar o porquê.

Hoje vou explicar. Antes de qualquer coisa quero deixar claro: eu não estou recomendando compra ou venda de nenhum ativo, estou apenas justificando algo que eu fiz.

Ainda em 2018, após reportar os resultados do 3º Trimestre de 2018, a AmBev decepcionou o mercado e sua cotação chegar a R$ 14,70.

Negociando a um Preço/Lucro de 21x, resolvi comprar (coloquei menos de 5% do meu capital), mesmo se tratando de um P/L alto. A AmBev é uma empresa com um ótimo repertório de lucros nos últimos 15 anos, uma empresa acima de qualquer suspeita.

Ocorre é que nos últimos anos, com a queda no consumo das famílias, as margens de lucro da empresa se espremeram.

Paralelamente a isso, o mercado de cervejas artesanais cresceu no Brasil, mesmo durante a crise. A Heineken também vem com uma forte concorrente para empresa no segmento de cervejas de ticket mais baixo.

Isso não fez da AmBev uma empresa pior, mas com mais desafios pela frente e negociando ainda a múltiplos elevados, resolvi ficar de fora quando a empresa bateu os R$ 18,00.

AmBev é uma boa, mas não é uma ação barata. Tive a sorte de ter lucro. mas foi sorte.

Compre o que é bom e barato. É mais seguro e carrega maior potencial de valorização.

Saiba como encontrar ações boas e baratas.

Um abraço e bons investimentos.

 

 

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

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