ROMI3: comprar ou vender?

Comprar Romi3

Olá, investidor!

Antes da análise um convite rápido: o pessoal da Ável Investimentos (credenciados da Xp) está bolando um Plano Emergencial de investimentos e na sexta-feira às 19h30 irá mostrar como você pode montar e diversificar uma carteira de 100 mil reais de fora estratégica, se preparando para todos os cernários possíveis.

Os ingressos são gratuitos e podem ser retirados aqui. 

Vamos a Romi.

O lucro de ROMI3 caiu mais de 52 por cento em comparação ao 1º trimestre de 2019.

Meu Deus!

E agora?

Quem tem vende e quem não tem não compra? Calma, meu amigo investidor…

Números sem interpretações não dizem nada.

Primeiro vou te apresentar a empresa.

A Romi foi constituída em 1930, atualmente é líder nacional nos mercados de máquinas-ferramenta e máquinas para processamento de plásticos e importante produtora de fundidos e usinados.

A companhia exporta seus produtos desde 1944, contando com uma rede de distribuidores sediados em todos os continentes.

Sua capacidade instalada de produção de máquinas industriais é de aproximadamente 2.900 máquinas por ano, e a de fundidos é de aproximadamente 50.000 toneladas por ano.
A companhia atende os mais variados setores da indústria, tais quais:

  • Aeronáutica
  • Defesa 
  • Fabricantes
  • Fornecedoras da cadeia automobilística
  • Bens de consumo em geral
  • Máquinas e implementos agrícolas
  • Máquinas e equipamentos industriais

Dito isso, vamos aos resultados: Em decorrência da pandemia, a Romi afirmou que já começou a sentir os impactos da crise em suas operações.

Suas unidades localizadas na Europa já apresentaram queda em seus negócios desde fevereiro, bem como as entregas de equipamentos já vendidos e produzidos.

Porém, os impactos causados pela crise não foram relevantes, visto que a Romi conseguiu realizar suas entregas em dia para os seus clientes no trimestre.

Como medida para amenizar os impactos do coronavírus, a companhia revisou os volumes de produção, reduzindo a compra de matérias-primas, além de propor aos seus clientes uma redução viável nos preços.

A empresa também optou por reforçar sua liquidez, contratando 88,0 milhões de reais em linhas de financiamento.

Em relação à sua posição financeira líquida, a empresa estima-se que seja equivalente a oito meses de custos fixos.

No 1t20, a receita consolidada da Romi originada no Brasil, representou 64 por cento da receita total da companhia.

Por outro lado, a receita obtida no mercado externo atingiu 60,2 milhões no 1t20, apresentando crescimento de 48,8 por cento na comparação com o 1t19.

Veja alguns destaques de negócios do trimestre:

1)  Máquinas Romi
A receita líquida da unidade de negócio Máquinas Romi atingiu 82,5 milhões de reais no 1t20, apresentando crescimento de 19,7 por cento na comparação com o 1t19.

Em seu balanço, a companhia relatou que a menor participação dos Estados Unidos se deve ao incremento de vendas na Europa.

O melhor desempenho no período desta unidade é consequência das maiores margens da exportação, sendo impactado positivamente pela desvalorização do real, e pelas maiores vendas no mercado doméstico.

O volume de entrada de pedidos desta unidade observado no 1T20, apresentou crescimento de 21,8 por cento na comparação com o 1T19.

A companhia ressaltou que a melhor no nível de confiança contribuiu para o crescimento no período.

2)  Máquinas Burkhardt+Weber
O faturamento da subsidiária alemã Burkhardt+Weber atingiu 36,7 milhões de reais no 1t20, representando volume 107,2 por cento maior que o registrado no 1t19.

A entrada de pedidos da subsidiária no trimestre apresentou redução de 37,3 por cento na comparação com o 1t19, em decorrência dos impactos da pandemia de coronavírus.

3)  Fundidos e Usinados
A receita líquida da unidade Fundidos e Usinados atingiu 46,7 milhões de reais no 1t20, apresentando crescimento de 36,9 por cento quando comparado ao 1t19.

O melhor desempenho no trimestre é consequência do maior volume de faturamento, visto que grande parte dos projetos foram beneficiados em melhoria de produtividade e da eficiência operacional.

A entrada de pedidos da unidade de Fundidos e Usinados apresentou crescimento de 114,7 por cento na comparação com o 1t19, refletindo a recuperação das peças fundidas de grande porte para o segmento de energia.

A receita líquida de vendas da Romi atingiu 165,9 milhões de reais no 1t20, apresentando alta de 37,4 por cento na comparação com o 1t19.

O Lucro Bruto da Romi atingiu 48,2 milhões reais no 1t20, apresentando crescimento de 83,88 por cento na comparação com o 1t19.

O Ebitda da Romi atingiu 13,2 milhões reais no 1t20, apresentando retração de 79,5 por cento na comparação com o 1t19.

A margem Ebitda da Romi totalizou 8,0 por cento no 1t20, apresentando retração de 45,6 ponto percentual na comparação com o 1t19.

O resultado financeiro da Romi totalizou um lucro de 26 milhões de reais no 1t20, apresentando retração de 104,03 por cento quando comparado ao 1t19.

No 1T20, as despesas operacionais recuaram 236,77 por cento em relação ao 1t19.

A Margem bruta da Romi atingiu 29,1 por cento no 1t20, apresentando retração de 9,6 ponto percentual na comparação com o 1t19.

O lucro líquido da Romi atingiu 40,8 milhões de reais no 1t20, apresentando retração de 53,2 por cento na comparação com o 1t19.

Principais Indicadores Fundamentalistas

Veja abaixo os principais indicadores fundamentalistas da Romi para iniciar a sua análise dos fundamentos da ROMI3.

Como já era esperado, os múltiplos sofreram quedas, criando uma oportunidade interessante de preço.

Por outro lado, a queda de preço foi ocasionado pela redução da expectativa sobre os resultados que se concretizaram neste trimestre.

A companhia tem reforçado seu caixa, tem o equivalente a 8 meses de seus custos fixos, além de adotar medidas para conter os impactos da pandemia de coronavírus em suas operações, demonstrando sua eficiência na gestão.

O que deduz que a empresa apresenta forte estrutura para lidar com os impactos da crise, com grande potencial de recuperação.

A situação é bastante óbvia: como todas as empresas, a Romi irá sofrer impactos fortes decorrentes da crise do Coronavírus.

Porém diferentemente de muitas outras empresas, ela está preparada para os desafios.

O GI Score e o Gi Line não me deixam mentir:

Vou te contar um segredo:  Ela faz parte da carteira do canal Joias da Bolsa

Forte abraço!

Eduardo Voglino é analista de ações credenciado na APIMEC (CNPI 2202), atua no mercado financeiro desde 2006 e já assessorou diretamente milhares de pessoas quando teve seu próprio escritório vinculado à XP. É um entusiasta em buscar valor e assimetrias no mercado de ações. Escreve para o TheCap na coluna Fórmula Buffett.

ROMI3: uma small cap dividendeira

romi3 small cap

Caro leitor,

O dilema de comprar uma ação de crescimento ou de dividendos é a grande questão do investidor em ações.

Se você perguntar para os entendidos no assunto, eles vão dizer que não dá para ter os dois.

Você precisa fazer uma espécie escolha de Sofia.

Ou você investe numa empresa menor que está em franco crescimento e que destina tudo o quanto pode do seu lucro a reinvestir no próprio negócio, ou então você investe numa empresa grande, estável e dominante no seu segmento, que destina quase todo seu lucro para remunerar os seus acionistas.

A primeira é dita um investimento em crescimento.

Você não vai ganhar grandes dividendos, mas vai ter uma empresa se valorizando em função do tamanho que ela vai ganhando.

O risco é elevado, pois todo investimento em crescimento que a empresa faz é arriscado em maior ou menor grau.

O caixa dela vai todo para isso: crescer, crescer e crescer.

É como a piada do alpinista: só o cume interessa.

A segunda é o tal investimento em dividendos.

Você não vai ter uma grande valorização, mas em compensação vai receber uma boa renda de dividendos.

O risco é menor pois a empresa já é grande e consolidada.

Ela nem tem muito para onde crescer, a não ser que o próprio mercado cresça, cenário no qual ela vai precisar acompanhar para não ceder espaço a um concorrente.

Eu adoraria ter as duas coisas.

Será que é pedir demais?

Seria em condições normais de temperatura e pressão do mercado.

Acontece que não estamos vivendo estes tempos agora.

Estamos em meio a uma crise séria e carregada de incertezas.

Diferente de muitas que você ouviu falar mas não sentiu na pele, essa até te trancou em casa.

Provavelmente está lendo isso do seu celular na sala de casa, num dia útil e em horário comercial.

Mas essa tal crise que nos traz tanta coisa ruim, também cria situações onde podemos levar o melhor dos dois mundos.

É o caso da ROMI3, uma empresa da qual se espera um bom crescimento e que historicamente paga dividendos baixos.

Só que com essa crise e a queda nos preços de suas ações, o dividend yield, considerando um preço de compra como o atual, fica elevado até para os padrões das excelentes pagadoras de dividendos: 13,4 por cento.

Este é só um exemplo.

Existem vários como este na bolsa atualmente.

Já parou para ver como ficaram os dividend yields das ações que você gosta?

Dá vontade de encher o carrinho com elas!

Abraço.

Marcelo Fayh atua profissionalmente no mercado financeiro desde 2007. Começou como operador de Bolsa, ministrou cursos e palestras pela XP Educação e teve seu próprio escritório de investimentos. Antes de virar analista, atuou como assessor de operações de Fusões e Aquisições. Acredita que qualquer pessoa é capaz de melhorar sua qualidade de vida através de escolhas e investimentos inteligentes. Escreve para o TheCap na coluna Fundos a Fundos.