Sem enrolação: se quer dividendos ITSA4 e TAEE11 dão conta do recado

itsa4 taee11

Caro leitor,

As pagadoras de dividendos são as ações mais perenes e estáveis da bolsa de valores.

Isso não significa que o coronavírus será apenas uma marolinha para elas.

Os impactos ainda serão melhor conhecidos no 2T2020.

Por enquanto estamos vendo empresas tradicionalmente boas pagadoras já avisando que vão pagar menos este ano.

E tudo bem quanto a isso.

É o caso da Itaúsa (ITSA4) que em fato relevante na semana passada avisou que haverá redução na distribuição de dividendos.

Não precisou o quanto será reduzido o montante distribuído, até porque nem ela sabe a profundidade dos efeitos da crise nos seus negócios.

Grande parte desse anúncio de redução é em função da limitação temporária de distribuição de dividendos acima do mínimo obrigatório imposta pelo Banco Central do Brasil.

Esse tipo de atitude é ruim para o bolso do investidor, mas boa para a perpetuidade da empresa.

Faz parte do jogo da empresa saber a hora de recuar e ser defensivo.

Já outras companhias que eu considero as mais seguras de todas, as transmissoras de energia elétrica, seguem sua vida “normalmente”.

Usei as aspas por motivos óbvios: o normal não existe mais, pelo menos por ora.

Um dos maiores grupos privados de transmissão de energia elétrica do Brasil é a Taesa.

Ela anunciou, na semana passada, junto com a divulgação do seu resultado trimestral, o pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio.

Será um total de 70 centavos por ação pagos para que detiver as ações hoje (dia 19 de maio).

O pagamento será feito no dia 28 de maio.

Onde quero chegar é que mesmo uma boa carteira de ações de dividendos não passará ilesa por toda essa crise.

Algumas ações da carteira vão sofrer mais, outras menos e umas talvez até precisarão sair do portfólio eventualmente.

Porém, com uma boa seleção de ativos e uma adequada diversificação, você passará bem por essa crise toda.

Tanto ITSA4 quanto TAEE11, são integrantes da minha Seleção de Dividendos.

Abraço.

Marcelo Fayh atua profissionalmente no mercado financeiro desde 2007. Começou como operador de Bolsa, ministrou cursos e palestras pela XP Educação e teve seu próprio escritório de investimentos. Antes de virar analista, atuou como assessor de operações de Fusões e Aquisições. Acredita que qualquer pessoa é capaz de melhorar sua qualidade de vida através de escolhas e investimentos inteligentes. Escreve para o TheCap na coluna Fundos a Fundos.

Com juro real negativo, corre pra uma Weg ou pras velhas dividendeiras

pagadoras de dividendos wege3

Caro leitor,

Semana passada a Selic chegou a 3 por cento ao ano.

Como se não bastasse, o Copom (Comitê de Política Monetária) sinalizou que na próxima reunião provavelmente fará mais uma redução.

Fiz uma conta simples numa rede social onde dos 3 por cento ao ano, você tira o imposto de renda e vai sobrar de 2,33 a 2,55 por cento ao ano, a depender da alíquota deduzida.

Colocando a inflação na conta, que bateu 2,4 por cento nos últimos 12 meses, chegaremos a um retorno real em torno de zero.

Numa aplicação de renda fixa pós fixada como Tesouro Selic, um CDB ou poupança que seja, o seu principal não corrige pela inflação.

Como tempo, o que o principal perde de poder de compra, o rendimento repõe.

O investidor tem a sensação de estar andando para frente, mas não está.

O investidor vira um ramster que corre naquela roda sem sair do lugar.

Preso na gaiola da falta de educação financeira.

Dentro da gaiola, existe a falsa sensação de segurança pois não há ameaças.

Afinal, o que pode dar errado ali dentro?

Nada.

Assim como nada dará certo também.

A vida dele será sempre a mesma chatice.

Já do lado de fora dela tem um universo de oportunidades.

Claro que existem ameaças, mas é o custo de ter que fazer escolhas e errar algumas no caminho.

Faz parte.

As ações boas pagadoras de dividendos são um ótimo primeiro passo para investidores estreantes na renda variável.

Uma boa carteira de ações pagadoras de dividendos podem te render de duas formas.

A primeira é através da distribuição dos dividendos, que no caso da minha Seleção de Dividendos está na média de 7,59 por cento ao ano.

E esse valor já vem líquido de imposto.

A segunda é na forma de valorização das ações.

Que é o equivalente ao crescimento da própria empresa e seu valor.

É de se esperar que o crescimento da empresa e a sua valorização sejam superiores à inflação.

A longo prazo, o seu valor vai acompanhar o crescimento dos lucros da empresa.

Diferente da renda fixa, onde o principal não se valoriza, nas ações isso ocorre.

Claro que o caminho não é livre de oscilações.

Veja o caso da Weg (WEGE3) que não pára de subir há anos (preço na linha azul), mas sempre refletindo seu lucro que igualmente cresce ano a ano (linha laranja).

pl wege3

Portanto, você já sabe o que procurar na hora de buscar uma ação para investir: lucros crescentes.

Enfim, com a Selic como está, você invariavelmente vai precisar fazer algo a respeito.

Aqui tem um bom começo para você planejar seus primeiros passos fora dessa gaiola da renda fixa.

Um abraço.

Marcelo Fayh atua profissionalmente no mercado financeiro desde 2007. Começou como operador de Bolsa, ministrou cursos e palestras pela XP Educação e teve seu próprio escritório de investimentos. Antes de virar analista, atuou como assessor de operações de Fusões e Aquisições. Acredita que qualquer pessoa é capaz de melhorar sua qualidade de vida através de escolhas e investimentos inteligentes. Escreve para o TheCap na coluna Fundos a Fundos.

PETR4: foi pelo ralo tudo o que falei bem dela?

queda da petrobras

Caro leitor,

Sabe o que sobe num dia em que tudo cai na bolsa?

O dividend yield das suas ações boas pagadoras de dividendos.

Ontem foi um dia histórico para muitos investidores.

Teve muita gente entrando no mercado desde 2018 até agora.

Toda essa turma ainda não tinha visto uma queda grande e com certeza não tinham visto um circuit breaker tão de perto.

O que teve de gente desesperada ligando, mandando mensagem e querendo entender o que aconteceu não foi mole.

Rapidinho aqui: o mundo está apavorado com o coronavírus, isso já nem é novidade.

Novidade ficou a cargo da briga na OPEP+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados) que a grosso modo é um cartel que controla a oferta de petróleo no mundo.

Funciona assim: eles sentam numa sala, combinam o quanto cada um vai produzir de petróleo, cumprem o combinado e o preço do óleo fica num patamar confortável para eles.

Acontece que essa turma aí brigou.

Jogaram o combinado para o ar e agora cada um vende o quanto quer da commodity, gerando uma oferta enorme que derrubou seu preço drasticamente.

Foi isso que aconteceu na segunda-feira.

No Brasil, a Petrobras puxou a queda das ações.

Lembra que falamos bem dela a duas semanas atrás? O que foi dito lá continua de pé.

Só que hoje precisamos adicionar esse fato acima ao cenário.

Meu palpite é que esse desentendimento do cartel não dura muito tempo.

Custa tão caro ficar brigando para todo mundo que logo eles vão se entender.

Mas vamos voltar ao assunto do início.

O Dividend Yield é o quanto a empresa paga de dividendos, dividido pelo seu preço atual.

Se o preço atual cai, o yield sobe. Matemática pura.

O legal disso é quando o preço das ações caem muito e os lucros das empresas não caem.

A Petrobrás vai ter seu lucro afetado com certeza, o quanto vai ser afetado dependerá da duração desse impasse na OPEP+.

Pode ser pouco ou muito, ainda não dá para saber.

Mas existem várias outras empresas caindo muito hoje que não terão seus lucros afetados e outras que até podem se beneficiar com esse preço mais baixo do petróleo.

Isso gera uma oportunidade gigante de “comprar renda” de dividendos por um preço muito mais em conta.

Os Yields da minha Seleção de Dividendos estão mais altos do que nunca, e os lucros das empresas não devem sofrer grandes alterações.

Essa renda nunca esteve tão barata!

Abraço.

Marcelo Fayh atua profissionalmente no mercado financeiro desde 2007. Começou como operador de Bolsa, ministrou cursos e palestras pela XP Educação e teve seu próprio escritório de investimentos. Antes de virar analista, atuou como assessor de operações de Fusões e Aquisições. Acredita que qualquer pessoa é capaz de melhorar sua qualidade de vida através de escolhas e investimentos inteligentes. Escreve para o TheCap na coluna Fundos a Fundos.

CORO3: compre e seja feliz

Acoes de dividendos

Caro leitor,

Coronavírus vai acabar com o mundo​.

O Coronavírus é só uma gripezinha que logo passa.

O mercado se apavora, acha que o mundo vai acabar e derrete mundo afora.

O mercado vê que não é bem assim e recupera tudo em um dia.

Enquanto isso os investidores estão no meio de um fogo cruzado sendo bombardeados por notícias ora apocalípticas ora esperançosas.

E o preço de suas ações subindo e descendo como a mais radical das montanhas russas.

Agora acalme o seu coraçãozinho, caro investidor de dividendos.

Ouça uma voz razoável e sensata.

Saiba que quando você compra uma ação, você está comprando uma remuneração para si mesmo.

Essa remuneração é para durar uma vida toda.

Portanto, vários anos.

Ela vem dos lucros das empresas investidas.

Então é isso que importa para você: o lucro das empresas pelos próximos 20 anos ou mais.

Como saber como eles estarão daqui a 20 anos?

Bem, não tem como.

Agora, o que dá para fazer é colocar as probabilidades a seu favor.

Primeira coisa: para dar certo, tem que primeiro não dar errado.

Portanto evite fazer besteiras no meio do caminho.

Faça pelo menos a sua parte, lembra?

Eu gosto de pensar assim nesses momentos de crise: se o mundo realmente acabar, ele vai acabar para todos.

O dinheiro vai ser a minha última preocupação antes de morrer.

Portanto ter entrado em parafuso achando que o mundo vai acabar e vender tudo, comprar ouro e correr para as montanhas não faz o menor sentido.

Se o mundo acabar, acabou para mim também.

Agora… se ele não acabar, eu posso sair mais rico (ou menos pobre) do que muita gente só por não ter feito besteira e vendido minhas geradoras de renda no meio do pânico e das preocupações generalizadas.

Pensando que a probabilidade de o mundo acabar é de quase 0 por cento, vale mais a pena ser sensato e não fazer nada ou até ser corajoso e investir um pouco mais quando estiver todo mundo apavorado.

As grandes valorizações vem de decisões extraordinárias.

Seja comprar na baixa, seja segurar por muito tempo.

As duas são difíceis de fazer.

Uma requer uma frieza que não é natural do ser humano.

A outra requer uma disciplina e paciência que também não são naturais do ser humano.

Se você investiu em boas empresas, elas vão encontrar seu caminho para fora dessa e de outras crises que virão.

Se você diversificou, mesmo que algumas não consigam resistir e quebrem, as outras vão cobrir o prejuízo e mesmo assim você vai ter obtido ótimos resultados.

O mercado de ações não é linear.

Não tente prever o fim do mundo.

Faça a coisa certa. Sempre.

Enquanto o mundo não acabar, você estará acumulando fortunas​.

Se acabar, então foi um prazer ter escrito para você. Tchau.

​Abraço.

Marcelo Fayh atua profissionalmente no mercado financeiro desde 2007. Começou como operador de Bolsa, ministrou cursos e palestras pela XP Educação e teve seu próprio escritório de investimentos. Antes de virar analista, atuou como assessor de operações de Fusões e Aquisições. Acredita que qualquer pessoa é capaz de melhorar sua qualidade de vida através de escolhas e investimentos inteligentes. Escreve para o TheCap na coluna Fundos a Fundos.

E a dobradinha IRBR3 e BBSE3, vamos falar dessa dupla?

irbr3 ou bbse3

Caro leitor,

O ano mal começou e a BBSE3 (BB Seguridade) já anunciou que vai depositar na conta dos seus acionistas 3,15 reais por ação, o que equivale a 9 por cento da cotação atual dela.

Isso é maravilhoso para quem gosta de receber dividendos gordinhos.

Mas também é um ótimo exemplo para ficar ligado e se dar conta de que boa parte dessa festa é não recorrente, isto é, não vai acontecer novamente.

Não quero jogar água no seu chope, mas preciso te abrir os olhos.

Antes que ache que eu não gosto do papel, saiba que ela está entre as 10 ações pagadoras de dividendos que compõem a carteira do Canal Seleção de Dividendos​.

Dito isso, vamos aos fatos…

Em janeiro a empresa anunciou redução de capital.

Isso significa que ela achava a quantidade de dinheiro dos sócios era excessiva dentro da empresa.

Ela não precisava de tudo aquilo para manter suas atividades operacionais.

​ Portanto ela decidiu devolver parte dele para seus sócios.

Essa redução de capital é da ordem de 1,35 real por ação e representa 3,76 por cento da cotação atual dela.

Vai receber esse dinheiro quem tinha ações no dia 13 de janeiro de 2020.

Esse valor será pago no dia 30 de abril deste ano.

Esse tipo de evento é não recorrente, como já mencionei.

Portanto não conte com isso nos próximos semestres.

A outra parte do pagamento é de 1,90 real por ação que representa mais de cinco por cento do valor da ação.

Essa parte, sim, são dividendos referentes ao bom desempenho da companhia.

Vai ter direito a receber este valor quem tiver ações da empresa no dia 13 de fevereiro (dá tempo ainda).

“Marcelo, então pelo menos essa parte é recorrente?”

Não toda.

Esse valor é referente ao lucro da empresa no segundo semestre de 2019.

Neste semestre, houve um evento não recorrente grande. Foi neste semestre que a empresa vendeu sua participação na IRBR3 (lembra da semana passada?).

Com essa venda a companhia registrou um lucro muito grande.

E adivinhe?

Não tem outra IRBR3 para vender no semestre que vem. Portanto isso não vai ocorrer de novo no futuro.

Minha visão para o futuro da BB Seguridade é boa. Os lucros recorrentes da empresa apresentaram crescimento elevado em 2019.

Isso é excelente e é exatamente o que busco em uma ação boa pagadora de dividendos​.

Se você é acionista da empresa, abra uma champanhe e comemore.

Fique feliz com o seu resultado e também com os efeitos não recorrentes. Afinal eles foram (muito) positivos.

Só não perca contato com a torre. Mantenha sua expectativa no lugar.

Nos próximos semestres os proventos devem ser mais modestos.

​Abraço.

Marcelo Fayh atua profissionalmente no mercado financeiro desde 2007. Começou como operador de Bolsa, ministrou cursos e palestras pela XP Educação e teve seu próprio escritório de investimentos. Antes de virar analista, atuou como assessor de operações de Fusões e Aquisições. Acredita que qualquer pessoa é capaz de melhorar sua qualidade de vida através de escolhas e investimentos inteligentes. Escreve para o TheCap na coluna Fundos a Fundos.

IRBR3: bastou um pregão para desmoronar…

Caro leitor,

Você viu o que aconteceu com as ações da Irb Brasil (IRBR3) ontem?

As ações da IRBR3 abriram em queda vertiginosa no pregão de ontem e fecharam a 41,00 reais, uma queda de 8,54 por cento em um único pregão.

O papel, que foi assunto do dia, chegou a registrar uma queda parcial de 15 por cento na manhã de segunda…

Mas afinal, qual foi o motivo de uma queda tão acentuada?

Uma gestora que está com uma posição vendida (apostando na queda) em IRBR3 emitiu uma carta aos seus cotistas explicando o motivo dessa posição.

O mercado abraçou a ideia e uma força vendedora fez com que o papel despencasse.

A carta emitida pela gestora é muito detalhada e contém trinta páginas.

Chata para caramba… mas eu li e vou te contar a minha percepção:

Ela fala basicamente da diferença entre o lucro contábil da empresa e o lucro normalizado (recorrente) dela.

O que a gestora encontrou foi uma diferença muito grande gerada por fatores não recorrentes que fez com que o lucro da empresa chegasse onde chegou.

A gestora explica que esses efeitos contábeis tem acontecido todo ano e que em 2019 eles chegaram a níveis preocupantes.

Essa carta gerou uma polêmica gigante na qual eu não quero me envolver.

O que eu quero é chamar a atenção para a lição que um investidor de dividendos deve tirar deste episódio independente do desfecho dele.

Quando investimos em busca de bons dividendos, precisamos de lucros constantes e recorrentes.

Não adianta olhar para trás e ver balanços maravilhosos se o futuro será claramente diferente… lembra da Cielo?

Não adianta olhar balanços maravilhosos mas recheados de itens que não se repetirão no futuro.

O dividendo que você terá quando comprar uma ação será o dos PRÓXIMOS anos e não o dos últimos anos.

Portanto fique esperto.

Não caia na armadilha do passado lindo e do presente que não se repetirá.

Sobre Irb, vamos seguir de olho e acompanhar o desdobramento do case.

Antes desse evento, IRBR3 já não era integrante do Canal Seleção de Dividendos.

A propósito, liberei por 7 dias o acesso à carteira de 10 ações pagadoras de dividendos.

Você pode conferir todas as ações da carteira sem nenhum compromisso financeiro definitivo.

Abraço.

Marcelo Fayh atua profissionalmente no mercado financeiro desde 2007. Começou como operador de Bolsa, ministrou cursos e palestras pela XP Educação e teve seu próprio escritório de investimentos. Antes de virar analista, atuou como assessor de operações de Fusões e Aquisições. Acredita que qualquer pessoa é capaz de melhorar sua qualidade de vida através de escolhas e investimentos inteligentes. Escreve para o TheCap na coluna Fundos a Fundos.

Com dividendo de 7,3%, CIEL3 tá valendo?

Cielo vale a pena

Caro leitor,

Vamos falar sobre Cielo (CIEL3) e o que ela pode nos ensinar sobre a escolha de ações boas pagadoras de dividendos.

O grande desafio do investidor de dividendos é conseguir saber quem será a próxima grande pagadora de dividendos.

O passado quase sempre dá uma boa pista. Mas também nos prega boas peças.

Olhar para os maiores dividend yields (dividendo por ação/preço da ação) é uma forma comum de o investidor começar a sua procura.

Faz algum sentido até… Se for para começar por um lugar, que seja pelas maiores e não pelas menores.

O sentido também termina por aí.

Você está garimpando em um campo minado: está perto tanto do tesouro quanto das armadilhas escondidas.

Um caso clássico de armadilha (nem tão) escondida é a Cielo.

Uma empresa formidável, com margens absurdamente altas no passado, em um mercado com grandes barreiras de entrada.

Parecia blindada a qualquer mal.

A lógica era simples, cada vez que você passasse o cartão na sua maquininha, ela levava um pedacinho.

Acontece que um dia essas barreiras de entrada caíram.

Aí diversas empresas decidiram que também queriam entrar neste mercado de margens altíssimas.

Resultado é que várias de fato entraram no mercado, criando uma concorrência acirrada e derrubando as margens para todos.

Quem mais saiu ganhando foi o cliente com um serviço cada vez melhor e mais barato.

Olha o que ocorreu com os fabulosos números da empresa.

Receita líquida despencou:

Receita liquida ciel3

Lucro líquido foi junto:

Lucro liquido ciel3

E a sua geração de caixa das atividades operacionais:

caixa de atividades operacionais ciel3

Esse é um dos indicadores mais importantes.

Ela está gastando dinheiro para exercer a sua atividade. Das duas uma: ou ela reverte esse indicador, ou vai precisar se endividar para continuar funcionando.

Hoje a Cielo já mostra sinais claros de deterioração.

Apesar do Dividend Yield continuar bom.

dy ciel3

Que está bom muito mais em função da queda do valor da ação do que por causa do volume de lucros distribuídos:

dividendo pago por acao ciel3

Mas o investidor mais atento, aquele que se preocupa em entender o negócio da empresa mais do que só olhar indicadores, conseguiu ver que o seu futuro era duvidoso quando as barreiras de entrada caíram.

Esse investidor atento conseguiu cair fora antes.

Quem esperou os sinais claros (acima), já amargou algum prejuízo.

Quem esperar o Yield finalmente deixar de ser atrativo… Bom esse se ralou.

Lição: olhe para frente! Entenda o negócio no qual está investindo.

Esse é o tipo de cuidado que tenho com as ações no Canal Seleção de Dividendos​.

A propósito, na bolsa de valores hoje existem ações com resultados maravilhosos, cheias de gatilhos para terem um 2020 formidável. Você pode acessar essas ações formidáveis aqui.

Abraço.

Marcelo Fayh atua profissionalmente no mercado financeiro desde 2007. Começou como operador de Bolsa, ministrou cursos e palestras pela XP Educação e teve seu próprio escritório de investimentos. Antes de virar analista, atuou como assessor de operações de Fusões e Aquisições. Acredita que qualquer pessoa é capaz de melhorar sua qualidade de vida através de escolhas e investimentos inteligentes. Escreve para o TheCap na coluna Fundos a Fundos.

Dividendos, brinquedos e mesada… você lembra disso?

Caro leitor,

Primeiro, queria avisar que o nosso evento “O Grande Gatilho​” já está no ar. Agora deixa eu contar uma história para você.

Vamos voltar um pouco para nossa infância. Você consegue lembrar dessa época?

Quando eu era criança, meus brinquedos preferidos eram carrinhos, motos, aviões de guerra, barquinhos e helicópteros.

Minha imaginação ia longe e eu poderia ficar horas me divertindo com cada um deles.

Hoje, adulto, com filhos pequenos (um casal, de 2 e 3 anos), meus brinquedos são outros.

Não que meu gosto tenha mudado muito. É o orçamento mesmo que me impõe certas limitações.

Veja, eu continuo gostando de carros, aviões (não mais de guerra, mas aqueles pequenininhos), barcos e helicópteros.

Motos eu passo, são muito perigosas. Sabe como é: precisamos gerenciar o risco.

Minha imaginação, assim como quando era criança, vai longe pensando no quanto eu me divertia com esses singelos mimos.

Outra coisa que me deixava feliz quando criança era quando eu recebia minha mesada. Quem não gostava de uma mesada?

Era pouco, mas eu dava muito valor a ela. Não por ter eu trabalhado duro por aquele dinheiro, até porque eu era uma criança.

Acho que de certa forma eu sabia que o fato de o meu pai sair de casa antes mesmo de eu acordar e ser o último a voltar me dava uma noção que o dinheiro não vinha fácil (hoje eu sou pai e sei o quanto custa cada minuto longe dos filhos).

No final das contas eu tinha uma relação quase que de colecionador com dinheiro naquela época.

Eu sempre guardava uma boa parte dela pensando o que poderia comprar com o dinheiro acumulado.

Eu pegava aqueles folhetos de lojas e ficava vendo as ofertas e pensando naqueles itens já poderiam ser adquiridos.

E pensava que quanto mais eu guardasse, mais caro e mais legal poderia ser o produto adquirido.

Que sensação maravilhosa!

Hoje, já adulto, minha mesada são os dividendos recebidos dos meus investimentos.

Ainda não é muito, mas eu dou muito valor. Não que eu trabalhe duro por esse dinheiro.

Eu trabalho duro é para poder investir cada vez mais. Para “comprar” uma mesada cada vez maior.

Hoje essa “mesada” é suficiente para pagar algumas contas de casa.

Mas eu não uso ela ainda. Eu reinvisto e fico pensando que quanto mais eu acumular, mais contas eu vou poder pagar com ela.

Para um dia poder passar mais tempo em casa e manter o padrão de vida que proporciono para minha família.

Essas reflexões me mantém disciplinado e focado na idéia de viver de renda.

Foi, sem dúvida, uma das motivações para a criação do Canal Seleção de Dividendos​.

Uma forma de ajudar outras pessoas que querem o mesmo que eu: a liberdade financeira.

Um abraço.

Marcelo Fayh atua profissionalmente no mercado financeiro desde 2007. Começou como operador de Bolsa, ministrou cursos e palestras pela XP Educação e teve seu próprio escritório de investimentos. Antes de virar analista, atuou como assessor de operações de Fusões e Aquisições. Acredita que qualquer pessoa é capaz de melhorar sua qualidade de vida através de escolhas e investimentos inteligentes. Escreve para o TheCap na coluna Fundos a Fundos.

Critérios que uso para escolher ações de dividendos

Dicas preciosas para você montar sua fonte de renda passiva

No conteúdo de hoje você vai ficar conhecendo alguns critérios que considero mínimos para escolher boas ações pagadoras de dividendos.

E no final deste e-mail também irá receber um bônus bem bacana!

Acompanhe as próximas linhas…

Investir em ações que pagam bons dividendos nos trazem boas vantagens:

Baixa volatilidade no mercado
Geração de renda passiva regular
Ganhos mesmo com a bolsa em queda

Com a taxa selic atualmente em 6 por cento ao ano e com a previsão de novos cortes, inclusive ainda em 2019, precisamos cada vez mais entender sobre produtos financeiros e diversificar nossa carteira de investimentos.

Nesse atual cenário econômico a renda variável se torna cada vez mais atrativa.

E digo mais, necessária para grande parte das pessoas.

Por isso, reforço aqui o que já escrevi algumas vezes:

Algumas empresas nos pagam só de dividendos mais que a poupança, tanto a velha quanto a nova, além de contarmos com a valorização da ação.

Agora vou passar uma lista de alguns critérios que utilizo para começar a estudar e identificar boas ações pagadoras de dividendos.

Vamos lá!

Valor de Mercado maior que 500 milhões:
Companhias com pequeno valor de mercado podem estar sujeitas a adversidades acima do normal. Empresas com grande valor de mercado podem apresentar maior capacidade de superação em momentos de adversidade.

Dívida Bruta / Patrimônio Líquido menor que 50 por cento:
Quanto maior, mais risco a empresa está correndo.

Lucros constantes nos últimos 5 anos:
A capacidade da companhia apresentar estabilidade de lucros ou pelo menos algum lucro em determinado período, demonstra que o interesse da gestão está convergindo para a evolução do empreendimento, dadas as condições micro e macroeconômicas do período.

Distribuiu dividendos nos últimos 5 anos:
Pagamentos ininterruptos de dividendos, ao longo de determinado período, demonstra, neste quesito, que os interesses dos acionistas estão sendo atendidos de acordo com a legislação vigente. Cabe lembrar que empresas que apresentam regularidade de pagamento de dividendos são mais procuradas pelos investidores.

Payout médio dos últimos 5 anos menor que 90 por cento:
O intuito é verificar se a distribuição de lucros pode ser mantida neste nível ou se está acima da capacidade de geração de lucros da empresa.

Volume médio diário de negociações maior que 500 mil:
Quando maior o volume de negociações maior será a liquidez da ação. Quanto maior a liquidez, melhor para o investidor.

Reforço que não basta apenas usar esses filtros, mas com certeza eles já ajudam muito na hora de saber quais empresas focar.

Você gostaria que eu revelasse 2 ações pagadoras de dividendos que eu gosto?

Este é o bônus que comentei no início.

Basta acessar o meu Instagram pra participar! Não é sorteio, todo mundo que participar vai saber.

Corre porque eu enviarei esta informação apenas para quem acessar o meu perfil até quinta-feira (08/08).

@severoadriano

Abs

O índice de dividendos (IDIV) é bom?

Uma excelente fonte de renda passiva

Você já ouviu falar no Índice de Dividendos BM&FBOVESPA (IDIV)?

Esse índice é o resultado do desempenho de uma carteira teórica que compila ativos que se destacaram no que se refere ao retorno aos acionistas, sob a forma de dividendos e juros sobre capital próprio (JSCP)

O IDIV é composto exclusivamente por ações e units somente de empresas brasileiras listadas na B3.

Alguns critérios eliminam dessa compilação as BDRs, empresas em recuperação judicial ou extrajudicial, intervenção, dentre outros.

Pra entender um poucos mais, entre os critérios estão:

Estar presente em 95 por cento dos pregões no período das três carteiras teóricas anteriores;
Fazer parte do um terço de ativos com os maiores Dividend Yields dos últimos 36 meses;
Ter distribuído dividendos no somatório de cada 12 meses, para o mesmo período de 36 meses do item acima.

A companhia não pode ter mais que 10 por cento de representatividade no índice. Caso isso ocorra serão realizados ajustes para rebalancear.

A carteira atual, que está vigente desde maio e vai até agosto, é composta por 36 ativos. Selecionei as empresas, por ordem de maior peso, até fechar o montante de 50 por cento.

Part.(%) – Código – Ação
5,88% – YDUQ3 – YDUQS PART
5,37% – EGIE3 – ENGIE BRASIL
4,86% – CMIG4 – CEMIG
4,45% – ITSA4 – ITAUSA

4,42% – ELET6 – ELETROBRAS
4,23% – BBSE3 – BBSEGURIDADE
4,03% – ITUB3 – ITAUUNIBANCO
3,89% – TRPL4 – TRAN PAULIST
3,87% – TAEE11 – TAESA
3,61% – ITUB4 – ITAUUNIBANCO
3,59% – MRVE3 – MRV
3,56% – SAPR11 – SANEPAR

Veja a evolução desse índice nos últimos 12 meses.

Na cor laranja temos o IDIV, com 40,84 por cento de valorização, e em azul temos o IBOVESPA, com 28,74 por cento de valorização, considerando o exato momento em que escrevo este e-mail.

Apenas uma alerta, mas que acho pertinente:

Empresa que pagou dividendos não necessariamente teve lucro!

Sabia disso?

Isso pode ocorrer quando por exemplo a empresa se desfez de algum ativo ou então possui uma reserva de lucros no patrimônio líquido e resolve devolver os valores para seus acionistas.

Gostou de aprender sobre o IDIV?

Me siga no instagram e mande suas opiniões e sugestões.

@severoadriano

Abs