Você Conhece o Tripé Fundamental dos Investimentos? (O 1º é o Mais Ignorado Pelos Investidores)

Qual o melhor investimento do mercado financeiro? Como descobrir onde seu dinheiro vai render mais? Para decidir sobre onde exatamente colocar seu dinheiro, você precisa conhecer 3 elementos: risco, rentabilidade e liquidez. Então vamos a eles?
Andre Fogaca

Andre Fogaca

Sócio-fundador do GuiaInvest e formado em Administração e pós-graduado em Economia pela UFRGS.
tripé fundamental dos investimentos

Tripé fundamental dos investimentos: quais são os elementos que o formam e como funciona este conceito para escolher melhor onde investir? Descubra.

Qual o melhor investimento do mercado financeiro? Como descobrir onde seu dinheiro vai render mais?

Essas são as perguntas que valem 1 milhão de dólares. Porém, não existe, evidentemente, somente um bom investimento, da mesma maneira que não existe a melhor profissão ou o melhor destino para se passar as férias.

Tudo depende do seu perfil, do tempo e do dinheiro que você tem disponível. E embora muitos analistas não gostem de admitir, as vezes é preciso contar com uma certa dose de sorte.

Os elementos do tripé fundamental dos investimentos

Para decidir sobre onde exatamente colocar seu dinheiro, você precisa conhecer três elementos: risco, rentabilidade e liquidez, que formam o tripé fundamental dos investimentos.

Então vamos a eles?

1# Risco

tripé fundamental dos investimentos

Não adianta relutar, porque todo investimento traz um risco. Se você decidir colocar seu dinheiro debaixo do colchão, correrá o risco de ele se desvalorizar com a inflação — na verdade, isso é certo, a médio prazo — ou mesmo de que ele seja roubado.

Se quiser trocá-lo por dólares, nada garante que o dólar não vá cair. Se emprestar a alguém, pode tomar calote. Complicado, não é mesmo?

É verdade que alguns investimentos são considerados mais seguros, como a poupança ou certos fundos de previdência, por exemplo.

Mas risco zero mesmo não existe. Mesmo instituições aparentemente sólidas já quebraram ou tiveram sérios problemas — vide os casos Enron, a crise de 2008 e alguns bancos brasileiros que nem existem mais.

Esse é, portanto, um dos fatores a ser levado em conta ao investir: qual o risco de se perder dinheiro? O risco é um dos elementos que fazem parte do tripé fundamental dos investimentos.

2# Rentabilidade

rentabilidade e tripé fundamental dos investimentos

Esse é o fator em que a maior parte das pessoas presta mais atenção no tripé fundamental dos investimentos.

É o que determina se o fundo rende, se vale a pena, se faz multiplicar suas economias, se põe seu dinheiro para trabalhar para você.

Para avaliar esses investimentos, existem duas rentabilidades a serem consideradas: a nominal e a real. Na prática, a segunda é a que vale, pois leva em conta a inflação.

Suponha um investimento que rendeu 6% no ano. É bom ou ruim? Pois depende. Se a inflação foi maior do que esses 6%, você, na verdade, perdeu dinheiro.

O fator rentabilidade é importante também por outro motivo: saber se a promessa é boa demais. Se alguém apresenta para você um fundo que diz render muito mais do que os outros, tente imaginar por que a notícia já não se espalhou.

Afinal, se é um investimento assim tão lucrativo, por que não tem mais gente pondo dinheiro nele? Desconfie. Até gente inteligente e com experiência no mercado já caiu no conto do vigário.

Você já ouviu falar de Bernard Madoff, por exemplo?

3# Liquidez

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A liquidez é o terceiro fator no tripé fundamental dos investimentos. Ela mede a capacidade de transformar seu ativo em dinheiro e de comercializar seu ativo sem que ele perca valor.

O dinheiro, claro, é o ativo mais líquido que existe — tão líquido que pode, rapidamente, ser dividido, convertido até em centavos.

As ações podem ou não ter boa liquidez, valendo a lembrança de que é preciso pagar a taxa de corretagem para negociá-las, seja para a compra ou para a venda. Outro investimento que possui uma boa liquidez é o Tesouro Direto, que é considerado um investimento de renda fixa de baixo risco, boa rentabilidade e excelente liquidez, uma vez que o seu dinheiro pode ser resgatado em D+1 (sempre após às 18h).

Já um apartamento você precisa achar um comprador para ele, realizar vistorias e negociar o preço, o que pode levar um bom tempo, certo?

Rentabilidade, risco e liquidez: quando um é excelente, os outros dois provavelmente não são. Se a rentabilidade e liquidez são altas e o risco é baixo, fuja, pois certamente alguém está tentando enganá-lo.

Nunca esqueça que retorno anda lado a lado com risco. E que rentabilidade e liquidez costumam andar em direções opostas.

Se a liquidez é alta, a rentabilidade tende a ser baixa. Se a rentabilidade é mais elevada, provavelmente a liquidez será baixa. Funciona como um cobertor curto: se cobrir a cabeça, os pés ficarão descobertos. Se cobrir os pés, a cabeça que ficará exposta.

E você, já ouviu falar em um investimento bom demais para ser verdade?

Comente aqui e conte sua história!

E por fim, deixe um comentário abaixo sobre o que você acabou de ler. Quero muito saber sua opinião!

Forte abraço!

(Crédito das imagens: shutterstock.com)

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