TRUMP x CHINA: o duelo da vez

Martin Kirsten

Martin Kirsten

Sócio do GuiaInvest. Mestre em Economia pela UFRGS e assina o Recado do Economista.

O grande duelo da vez poderia ser um grande jogo de Copa do Mundo. Mas não é.

Se meu propósito é ajudar os leitores a entenderem melhor o mundo e, com isso, tomarem as melhores decisões de investimento, pecaria se não falasse disso:

A queda de braço entre os Estados Unidos e a China, que está tomando contornos tensos.

Esse assunto tem muita relação com o seu dinheiro e seus investimentos.

Se você sabe pouco, ou absolutamente nada sobre esse assunto, hoje marca o dia que você entenderá de uma vez por todas.

Como a China se tornou uma grande potência.

Desde a década de 80, a indústria chinesa cresceu muito.

Um fator que contribuiu muito para o crescimento foi a mão-de-obra barata presente no país, entre outras coisas.

Essa mão-de-obra barata permitia margens de lucro atrativas para os empresários.

Com esse crescimento exponencial da indústria, o dragão asiático se tornou um grande exportador de produtos manufaturados.

Não vou entrar no mérito de que hoje eles dispõem de uma indústria da mais alta sofisticação tecnológica e obviamente não estão restritos a produção de manufaturados.

Mas a indústria manufatureira ilustra bem o caso.

Por que a China ameaça os Estados Unidos.

Para a maioria dos países, vale mais a pena importar um sapato da China do que produzi-lo dentro do território nacional porque é mais barato.

Isso significa que quando você vai a uma loja comprar um sapato, o importado chinês é mais barato do que o semelhante produzido em território nacional.

Esse movimento criou um processo de desindustrialização nos Estados Unidos, no Brasil e na Europa.

Muitas fábricas fecharam nos Estados Unidos por conta disso.

Além disso, muitas pessoas ficaram sem emprego e sem renda.

Para diminuir a ameaça da China, Donald Trump, se aproveitou da fragilidade dos EUA.

Ele prometeu na sua campanha aumentar os impostos sobre bens importados da China.

Isso faz com que os produtos importados fiquem mais caros para o consumidor final e ele volte a comprar produtos nacionais.

Isso também estimularia uma recuperação da indústria norte-americana, trazendo de volta os empregos perdidos ao longo dessas décadas.

O que eu quero dizer é que, em teoria, os americanos demandariam mais os produtos produzidos dentro dos Estados Unidos em detrimento de importados.

Por outro lado, a China tende a fazer o mesmo com os produtos americanos.

Essa briga de poder, acaba por deixar o mundo inteiro tenso sobre as possíveis consequências.

Obviamente, isso é apenas um ponto de vista de uma discussão muito complexa, mas serve muito bem para compreendermos as motivações dos dois lados.

Quem será o vencedor da disputa?

Não sabemos e nada podemos prever. É como se uma névoa pairasse sobre nós.

O melhor que temos a fazer é esperar a névoa se dissipar para termos uma visão mais clara do que nos aguarda no futuro.

Se o futuro é o desaquecimento do comércio mundial, certamente oportunidades novas poderão aparecer diante disso.

No Brasil, as principais empresas exportadoras são as que mais podem sofrer com o conflito entre Estados Unidos e China.

Por outro lado, no Brasil, ainda temos um impasse político doméstico que gira em torno da aprovação de reformas.

Mesmo assim, os juros seguem baixos no Brasil e assim devem permanecer por um bom tempo.

Isso acontece devido ao clima mais amigável no exterior, bem como uma eventual retomada do ciclo doméstico.

A Grande Oportunidade!

Com mais crescimento da economia doméstica (economia interna do país), poderemos ver os investimentos em renda variável se valorizando cada vez mais.

Com os juros baixos, o Tesouro Direto deixa de ser interessante?

Se sim, isso tende a ser uma grande oportunidade para quem investir em ações agora.

Independente das turbulências do dia-a-dia, estamos de olho no longo prazo.

Recentemente o GuiaInvest criou uma tese que explica como a bolsa de valores pode valorizar em cinco vezes até 2022. 

Algumas empresas podem multiplicar seus valores em quinze vezes, como aconteceu no passado.

Você pode lucrar muito com esse movimento se souber se posicionar primeiro. Por isso assista o vídeo que criamos pra você.

Para acessar o vídeo que revela a tese, clique Aqui.

Um abraço e até breve.

 

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