XPLG11: ainda sobre os desdobramentos do Covid-19

A saga é longa, mas acredito em um final feliz
Marcelo Fayh

Marcelo Fayh

Sócio do GuiaInvest, especialista na geração de renda através de bons investimentos.
xplg11 covid-19

Caro leitor,

Enquanto alguns setores da economia permanecem desligados, outros já começam a retomar suas atividades.

Antes do coronavírus, o mercado de fundos imobiliários fazia uma oferta pública atrás da outra.

O Covid-19 chegou e parou tudo.

Quem insistiu em tentar ir adiante com as suas ofertas, ou captou quase nada do que queria ou teve que cancelar a oferta.

Sem blablabla, os motivos definitivos foram os seguintes:

  • O preço da subscrição e/ou oferta estava acima do que era negociado no mercado;
  • Os investidores estavam assustados demais para colocar a mão no bolso.

O primeiro motivo é muito óbvio.

Por que você vai pagar mais caro numa oferta pública ou subscrição se pode comprar cotas do mesmo FII mais barato no mercado?

Isso sozinho inviabiliza qualquer captação de recursos.

O segundo motivo já consegue ser driblado.

Isso se você encontrar gente corajosa o suficiente para investir nessas horas.

A verdade é que para quem mais faria sentido uma oferta pública no auge da crise, é para os fundos de fundos.

Imagine um monte de dinheiro na mão do gestor, que sabe melhor do que nós comprar e vender cotas de outros FIIs.

Ele conseguiria gerar muito ganho de capital, tenho certeza.

Seria lindo, mas nunca acontece.

Somos seres emocionais para tornar isso possível.

Mas agora o mercado já está se acostumando com o estrago causado pela crise. Já consegue enxergar, ou pelo menos acreditar que há, uma luz no fim do túnel.

Em algumas cidades os shoppings estão reabrindo e algumas empresas estão convocando colaboradores a voltarem de seus home offices.

Para não perder tempo, alguns fundos estão indo adiante com novas tentativas de ofertas públicas.

O XPLG11, integrante da carteira Aluguel Inteligente, foi um que tentou em fevereiro e março e não conseguiu.

Agora, está novamente passando o chapéu entre os investidores.

Dessa vez o cenário é diferente.

O valor da subscrição está abaixo do preço das cotas no mercado.

O medo dos investidores ainda existe, mas ele já não causa a mesma paralisia de março.

A grande diferença da oferta é que agora ela ficará restrita aos atuais cotistas, que poderão subscrever algo como 29,95 por cento da sua atual posição, e em seguida o que faltar para completar o objetivo de captação será ofertado com esforços restritos a investidores profissionais.

Investidores profissionais em teoria são mais escolados no assunto e têm capacidade de investimento maior.

Isso aumenta as chances de sucesso do fundo com a oferta.

Outro ponto importante é que o custo de “rodar” uma oferta restrita é muito menor.

Portanto, se der errado o prejuízo em dinheiro, tempo e esforço, é menor.

Se essa e outras ofertas derem certo, daqui a pouco elas começam a vir para investidores em geral.

Assim você e eu podemos participar também.

Mas nada é óbvio nessa vida. De toda forma, esperamos um final feliz em toda essa história.

Assim como o mercado de ações é cheio de meandros, o mercado de FIIs não é diferente.

Os meus alunos estão preparados e bem informados para saber o que é oportunidade e o que é pegadinha.

Abraço.

Marcelo Fayh atua profissionalmente no mercado financeiro desde 2007. Começou como operador de Bolsa, ministrou cursos e palestras pela XP Educação e teve seu próprio escritório de investimentos. Antes de virar analista, atuou como assessor de operações de Fusões e Aquisições. Acredita que qualquer pessoa é capaz de melhorar sua qualidade de vida através de escolhas e investimentos inteligentes. Escreve para o TheCap na coluna Fundos a Fundos.

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