Na semana passada, recebi uma pergunta que se repetiu de várias formas na minha caixa de entrada. Não era sobre a taxa de juros do Fed, nem sobre ações de tecnologia.
Era sobre a minha vida pessoal.
Para quem chegou agora, um contexto rápido: recentemente, tomei a decisão de mudar com minha família do Brasil para os Estados Unidos.
E a dúvida que dominou as mensagens foi justamente sobre essa transição:
“Daniel, largar o conforto do Brasil para recomeçar do zero aí… valeu mesmo a pena?”
Vou ser honesto com você, sem filtro de Instagram. Mudar de país é um banho de humildade. No Brasil, eu tinha histórico, crédito e nome. Aqui, para o sistema, eu nasci ontem.
Você chega com capital e vontade de fazer acontecer, mas o sistema não reconhece o seu passado. Não é só questão de crédito: é não ter histórico, não ter comprovante de residência aceito, não ter as referências locais que todo mundo exige. Tentar alugar uma casa ou contratar serviços básicos vira uma batalha onde você precisa provar que existe. É um recomeço absoluto, quase do zero.
E tem o custo invisível, aquele que não entra na planilha: a saudade. Mudar significa que os almoços de domingo com os avós acabam e que seus filhos vão ser os “novos” na escola, sem os amigos de infância para protegê-los. Você perde sua rede de segurança emocional e precisa construir amizades do zero depois de adulto.
Mas, respondendo à pergunta: valeu a pena?
Sim, cada segundo. A burocracia passa e a saudade a gente gerencia. O que fica é a paz e um horizonte de oportunidades. A segurança de andar na rua sem olhar para trás, a certeza de que as regras do jogo não vão mudar amanhã e a chance de estar exposto ao que existe de mais moderno e eficiente no mundo não têm preço.
Mas essa experiência me ensinou uma lição irônica sobre dinheiro.
Minha internacionalização financeira começou muito antes da minha mudança física. Quando pousei em Miami, meu patrimônio já estava aqui. E aqui está o segredo: o capital tem uma vantagem injusta sobre o ser humano.
O dinheiro não precisa de visto, não sente saudade dos avós e não sofre com a barreira do idioma. Ele é aceito imediatamente pelas melhores instituições do mundo.
Foi essa segurança financeira que me permitiu enfrentar o caos da mudança pessoal. Eu não vim para “tentar a vida”, vim para viver a vida que meu patrimônio já tinha preparado para mim. Hoje, essa lógica dita minha estratégia.
Neste momento, cerca de 95% do meu patrimônio está fora do Brasil.
Parece radical? Talvez. Mas a melhor estratégia financeira não é a que dá mais retorno na planilha, é a que te faz dormir melhor à noite. Para mim, dormir bem é saber que o esforço da minha vida está protegido na moeda mais forte do mundo, longe de ruídos políticos ou fiscais que eu não controlo.
Mas atenção, um aviso importante: o que funciona para mim pode ser um erro para você.
Eu vivo em dólar e meus custos são em dólar, então ter 95% fora é natural para mim. Se você vive no Brasil e paga contas em Reais, ter tudo em dólar pode ser um risco desnecessário. Existe uma regra simples: seus investimentos devem conversar com seus boletos.
Mas o princípio é universal: você pode amar o Brasil e viver nele, mas a segurança do seu patrimônio deve estar blindada aqui.
Enfrentar a imigração é uma decisão de vida complexa, cheia de renúncias e profundamente pessoal. Mas mudar o seu dinheiro é simples. Você não precisa sair do Brasil, apenas o seu capital precisa.
Ele viaja rápido, é bem tratado e garante que, não importa o que aconteça com a economia local, seu futuro está seguro. Se você ainda mantém tudo o que tem preso ao risco local, pergunte-se: isso é uma estratégia ou apenas hábito?
A verdadeira riqueza é a liberdade, e ela começa quando seu dinheiro não depende de uma única fronteira.
Gostaria de saber o que você pensa sobre isso. Seu patrimônio hoje te dá paz ou preocupação? Me responda este e-mail, leio todos pessoalmente.
E se você acha que chegou a hora de dar ao seu dinheiro o tratamento que ele merece lá fora, minha equipe pode ajudar a desenhar isso.






